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Como surgiram as cantigas de roda? Não sei, só sei que foi assim

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa.

Contrarides, o homem mais mal-humorado da Ilha de Marajó, sonhou com uma profecia e foi resgatar a amada. Viu uma jovem indígena em apuros nas águas e a salvou, junto de seus animais de estimação: dois sapos-cururu, que passaram a viver à beira do rio. Já na Catalunha, Araquídia era conhecida pelas estranhas promessas. Um dia, disse que a paróquia da cidade precisava estar pronta em um ano, mas, poucos minutos antes do prazo, percebeu um sino faltando no topo. Ela então propôs uma torre humana e a escalou para cumprir com o horário. Depois disso, foi apelidada de Dona Aranha. Como essas situações se tornaram cantigas de roda? Não sei… Só sei que foi assim.

Com uma homenagem a Ariano Suassuna e às mirabolantes histórias de Chicó, Fernanda de Oliveira torna a famosa frase de Auto da Compadecida em título de um projeto literário dividido em dois volumes. Além de Sapo-Cururu e Dona Aranha, Só sei que foi assim, vol. 2 – a publicação mais recente da saga – narra as origens de Papagaio Louro, Alecrim Dourado, Terezinha de Jesus, Na Bahia Tem, Borboletinha, A Galinha do Vizinho e Carneirinho, Carneirão. Também há um conto surpresa sobre Ninoca, uma telefonista com talento nato para as anedotas e que criou tantas outras canções.

Dizem que o casal deu às filhas os mesmos nomes das galinhas, para lhes prestar uma homenagem, pois graças às penosas é que puderam conviver mais em seus quintais abertos, acabando por se apaixonar. Bom, os nomes das gêmeas serem Crizelda e Tibúrcia já acho meio difícil, mas que as duas compuseram juntas a música “A galinha do vizinho”, aí eu tenho garantia. E entre certezas que se avizinham dela, só sei que foi paralelamente assim. (Só sei que foi assim, p. 55)

As peripécias narradas em tom de fofoca celebram a diversidade brasileira ao ambientar enredos em todas as regiões, de Norte a Sul. Com 21 xilogravuras de J. Borges, um dos mais importantes artistas populares do país, e do filho Pablo Borges, a obra destaca a figura dos ciganos, a trajetória dos bandeirantes, a influência espanhola no país, as práticas alimentares e os diferentes dialetos.

Produzido a partir de uma extensa pesquisa sobre os hábitos de várias partes do Brasil, o livro dá continuidade ao primeiro volume e busca unir famílias ao dialogar com uma memória musical compartilhada por todos desde a infância. Para isso, as páginas apresentam QR Codes que conduzem às cantigas. Com arranjos de Giordano Pagotti e voz da própria Fernanda de Oliveira, as canções também homenageiam a cultura ao atravessar gêneros como xote, frevo, forró, maxixe, catira, baião, samba e toada.

Os textos valorizam o repertório estético do leitor, da criança ao adulto, por trazer uma linguagem rica e até rebuscada. “É um projeto que visita a história de cada brasileiro, quando envolvemos a produção da pamonha e do sabão, quando falamos da nossa caatinga, nossas lendas, nossa natureza, das grandes fazendas do interior, das ladeiras de Salvador, dos búfalos de Marajó, entre outros”, explica a autora. Também conhecida como Fê Liz, ela faz jus ao apelido por sempre trazer um final feliz, típico do universo extraordinário e inocente da infância.

FICHA TÉCNICA

Título: Só sei que foi assim, vol.2

Autora: Fernanda de Oliveira

Editora: Melhoramentos

ISBN: ‎978-6555397857

Páginas: 72

Preço: R$ 55,90

Onde comprar: Amazon.

Foto: Bruno Nacarato.

Foto: Bruno Nacarato.

Sobre a autora | Conhecida como Fê Liz, Fernanda de Oliveira é escritora, compositora, cantora e produtora de peças de teatro com mais de 25 anos dedicados ao público infantojuvenil. Nascida em Brasília, atualmente mora em Copenhague, na Dinamarca, e realiza atividades culturais de aproximações entre o Brasil e diversos lugares do mundo. É autora de 37 obras infantojuvenis e já foi reconhecida por importantes instituições e projetos, como a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Selo Cátedra Unesco de Leitura da PUC-RIO, o PNLD e o selo AEILIJ, da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Por meio dos livros Só sei que foi assim, vol. 1 e Só sei que foi assim, vol. 2, promoveu uma exposição homônima no Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, que também será feita na Embaixada do Brasil em Copenhague.

Redes sociais da autora:

Instagram: @fernandinhaoliveira | @fe.feliz

Linkedin: Fernanda de Oliveira

Facebook: /felizdeoliveira

Youtube: @canaldafeliz

Site da autora: www.fernandadeoliveira.com.

(Com Gabriela Bubniak/LC Agência de Comunicação)

 

João Camarero faz show no Sesc Belenzinho

São Paulo, por Kleber Patricio

Violonista faz lançamento do EP Baden em homenagem a Baden Powell. Foto: Mauro Restife.

O Sesc Belenzinho traz o violonista João Camarero no dia 4 de abril, sexta as 21h no Teatro, com ingressos de R$ 18 (Credencial Sesc) a R$ 60 (inteira), para o lança o EP Baden, com interpretações de cinco de suas obras, em um trabalho feito com profunda admiração e cuidado. Nesta apresentação solo, Camarero apresenta as obras do EP acrescidas de outras composições inesquecíveis de Baden Powell, este grande mestre do violão brasileiro, falecido há 25 anos. “O Baden é um grande pai de uma escola de violão brasileiro que começa e se encerra com ele mesmo, por uma questão de timbre, sonoridade; uma coisa muito única dele”, diz Camarero.

Nascido em 1990 em Ribeirão Preto, São Paulo, João Camarero foi criado na cidade de Avaré, onde iniciou seus estudos na música aos 8 anos e no violão, aos quinze anos. Estudou no Conservatório de Tatuí e na Escola Portátil de Música do Rio de Janeiro. Com destacada atuação como solista, tem quatro álbuns lançados e foi vencedor do Prêmio Mimo Instrumental 2015 e do Concurso Novas.

Apresentou-se ao lado das orquestras Sinfônicas da Bahia, Sinfônica de Campinas e USP Filarmônica. Rodou 4 continentes com seu trabalho solo. Um dos mais requisitados músicos da atualidade, a lista dos artistas com quem colaborou é extensa: Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Alaíde Costa, Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Dori Caymmi, Francis Hime, Mônica Salmaso e Leny Andrade, entre inúmeros outros.

Serviço:

Show João Camarero

Dia 4 de abril | sexta, às 21h

Valores: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Teatro (374 lugares). Classificação: 12 anos. Duração: 90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700
Estacionamento:

De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | YouTube.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Mostra ‘Carroça de Mamulengos: Três Gerações de Arte Brincante’ estreia ‘Janeiros’ e oferece oficina gratuita no CCBB São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Carroça de Mamulengos em Janeiros. Foto: Bené França.

A Mostra ‘Carroça de Mamulengos: Três Gerações de Arte Brincante’ faz estreia e curta temporada de ‘Janeiros’ entre 28 de março e 6 de abril no CCBB São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo/SP). Para além do palco, o grupo oferece gratuitamente a oficina ‘Cantos e Cantigas Populares’, aberta a todas as idades, dia 5 de abril, sábado, às 11h, com ingressos disponíveis 1h antes do evento.

Janeiros faz parte da programação que estreou com Histórias de Teatro e Circo (de 14 a 23/3). na sequência agora tem Janeiros e a mostra encerra com O Babauzeiro (11 a 21/4). As sessões são às sextas, às 19h, sábados e domingos, às 15h e às 18h e no feriado do dia 21 de abril, segunda, às 15h. Os ingressos, a preços populares de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e estão disponíveis no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física.

Espetáculos que atravessam gerações

A arte da Carroça de Mamulengos é vivencial e transmitida entre pai, mãe, filhos(as), irmãos, tios, sobrinhas e netas. A companhia foi criada em Brasília, em 1977, pelo ator, compositor, artesão e bonequeiro Carlos Gomide (Babau). Em 1980, Carlos conheceu a atriz brasiliense Schirley França. Juntos, constituíram família e itineraram pelo Brasil convivendo com diversos brincantes da cultura popular. Entre o Rio Grande do Norte, o Ceará e o Distrito Federal, nasceram seus oito filhos: Maria (1984), Antônio (1987), Francisco (1989), João (1992), os gêmeos Pedro e Matheus (1996) e as gêmeas Isabel e Luzia (1998).

Representando a origem do grupo, o espetáculo O Babauzeiro traz os primeiros bonecos recebidos por Carlos Gomide das mãos do mestre paraibano Antônio do Babau (Mari-PB, 1978). Essa encenação pode ser considerada o ponto de partida da tradição do mamulengo contemporâneo brasileiro.

Em Janeiros, apreciamos o momento quando os filhos assumiram a condução da companhia para contar suas próprias histórias, recriando linguagens e convidando outros artistas para contribuir com suas criações.

Histórias de Teatro e Circo tem cenas que existem há mais de 30 anos e traz a ancestralidade e a tradição de toda a família Gomide-França para a cena: avós, filhos, noras e netas. São vinte pessoas e muitos bonecos. Mais do que um espetáculo, o público vai encontrar uma tradição rara de se ver: uma trupe de artistas que, com quase meio século de vida e arte, segue uma tradição familiar, um modo de vida que atravessa o tempo e a memória.

O patrocínio à Mostra ‘Carroça de Mamulengos: Três Gerações de Arte Brincante’ reforça o compromisso do Banco do Brasil com a preservação e difusão da cultura brasileira. A Mostra, realizada no CCBB, não apenas preserva a memória do mamulengo, reconhecido como patrimônio cultural pelo Iphan, mas também promove a educação e a inclusão por meio de atividades formativas. O público que vier ao CCBB terá a oportunidade de vivenciar uma experiência única e prestigiar a arte e a história desse grupo tão relevante para o cenário cultural do país”, afirma Cláudio Mattos, Gerente Geral do CCBB São Paulo.

PROGRAMAÇÃO ESPETÁCULOS

28/3 a 6/4: Janeiros

Sextas, às 19h | Sábado e domingo, às 15h e 18h

11 a 21/4: O Babauzeiro

Sexta (11/4) às 19h | Sábado e domingo, às 15h e 18h | Feriado, segunda (21/4), às 15h | * Sexta 18/4 não haverá sessão

PROGRAMAÇÃO OFICINA

Gratuita, com acesso livre nos dias programados:

Dia 5/4, sábado, às 11h

Oficina Cantos e Cantigas Populares, aberta a todas as idades.

A Carroça de Mamulengos ministrará uma aula vivencial que trabalha e brinca com os cantos e cantigas populares relacionadas à formação do imaginário brincante ligado às dinâmicas educativas comunitárias.

Classificação indicativa: Livre

Acesso: Entrada gratuita – Ingressos na bilheteria do CCBB a partir de uma hora antes do início do evento (sujeito a lotação)

FICHA TÉCNICA

Direção de produção: Silvio Batistela

Coordenação de produção: Ártemis (Ártemis Produções Artísticas)

Coordenação administrativo-financeira: Alex Nunes

Produção executiva: João Gomides

Coordenação Geral: João de Barro Produções

Arte Gráfica: Zé Maia

Assessoria de imprensa: Canal Aberto

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil

Janeiros

Concepção: Carroça de Mamulengos

Direção: Rodolfo Vaz

Direção musical: Beto Lemos

Dramaturgia: Raysner de Paula e Maria Gomide

Brincantes: Maria Gomide, João Gomides, Matheus Gomides, Isabel Gomides

Cenário e figurinos: Wanda Sgarbi

Criação e construção dos bonecos: Carlos Gomide

Assistência de direção: Fernanda Vianna e Juliana Pautilla

Sonoplastia: Francisco Gomide

Contrarregra: Gabriela Carneiro

Desenho de luz: João Gioia

O Babauzeiro

Direção, dramaturgia, cenário, cenotécnica e adereços: Carlos Gomide

Brincantes: Carlos Gomide, Maria Gomide, Francisco Gomide, João Gomides, Matheus Gomides, Isabel Gomide

Figurinos: Isabel Gomide

Criação e construção dos bonecos: Carlos Gomide e mestres da tradição

Desenho de luz: João Gioia.

Serviço:

Mostra Carroça de Mamulengos – Três Gerações de Arte Brincante

Período: até 21 de abril de 2025

Horário: sextas, às 19h | sábados e domingos, às 15h e às 18h (*Sessão extra no feriado do dia 21 de abril, segunda, às 15h/ **Não haverá sessão dia 18 de abril)

Teatro CCBB SP

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo/SP – Próximo ao metrô São Bento

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) disponível em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB

Meia-entrada: para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com deficiência e acompanhante, quando indispensável para locomoção, adultos maiores de 60 anos e clientes Ourocard)

Classificação: Livre

Informações CCBB SP

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico | São Paulo/SP

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Contato: (11) 4297-0600 | ccbbsp@bb.com.br

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Confraria da Dança abre inscrições para residência artística em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Lucas Ichimaru.

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Residência Artística ‘Criação e Criatura – Animália’ promovida pela Confraria da Dança, grupo sediado em Campinas que acumula 28 anos de trajetória dedicados à pesquisa, criação e produção artística. Quatro artistas da cena serão selecionados para integrar o projeto, que inclui remuneração individual no valor de R$ 3.500,00.

Podem participar artistas maiores de 18 anos residentes na Região Metropolitana de Campinas do estado de São Paulo com experiência em dança, espetáculo ou áreas afins e que queiram mergulhar em um processo de criação coletiva.

O projeto será conduzido por Diane Ichimaru e Marcelo Rodrigues, fundadores da Confraria da Dança, tendo como participante convidado o violeiro e multi-instrumentista João Arruda. Ao longo da residência, os artistas selecionados irão explorar a animalidade latente em seus corpos, investigando sua essência humana com a natureza. O resultado será apresentado ao público em espaço cultural na cidade de Campinas/SP.

“A residência é uma oportunidade para quem deseja experimentar o fazer artístico de forma profunda, conectando o corpo com o que há de mais instintivo na natureza, para dançar sua animalidade resguardada”, destaca Diane Ichimaru. Marcelo Rodrigues completa: “a residência é um convite à criação compartilhada, que leva a uma transformação real tanto pessoal quanto coletiva”.

A inscrição é gratuita e deve ser feita por meio de formulário que pode ser acessado clicando aqui ou também no site www.confrariadadanca.com.br e no perfil do Instagram @confraria.da.danca. O prazo é até 29 de abril.

Processo seletivo em duas etapas

A seleção será realizada em duas etapas. Na primeira etapa, serão avaliadas as respostas do formulário de inscrição. O resultado será divulgado em 4 de maio de 2025 e até 20 pessoas serão convidadas para a segunda etapa, que ocorre no dia 8 de maio, das 9h às 12h, com uma vivência coletiva na sede da Confraria da Dança, além de entrevistas agendadas individualmente. O resultado será divulgado em 16 de maio de 2025.

A residência será entre os meses de junho, julho e agosto de 2025 na sede da Confraria da Dança, em Campinas. Terá carga horária total de 72 horas, divididos em 24 encontros de três horas cada.

Esta ação integra projeto da Confraria da Dança, contemplado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023.

Conheça um pouco mais dos artistas que vão conduzir a residência artística

Diane Ichimaru | Bailarina, coreógrafa, dramaturga, diretora de cena e artista plástica. Premiada pela APCA em 2009 na categoria criadora-intérprete em dança, iniciou sua carreira profissional em 1983. É bacharel em Dança pelo Instituto de Artes da Unicamp e uma das fundadoras da Confraria da Dança, onde atua desde 1996 em criações autorais, cenografia, figurino, ilustração e criação gráfica.

Marcelo Rodrigues | Bailarino, iluminador e produtor artístico. Também fundador da Confraria da Dança, desenvolve suas pesquisas e criações em dança desde 1996, assinando os desenhos de luz dos espetáculos do grupo e atuando em sua produção artística.

João Arruda | Cantador, violeiro e percussionista, é um trovador dedicado à cultura musical dos povos da América Latina. Atua como arranjador, produtor musical e compositor de trilhas sonoras para espetáculos, filmes e documentários. Tem CDs solo gravados e participa ativamente de projetos que valorizam e recriam a música popular brasileira e latino-americana.

Serviço:

Processo seletivo para a Residência Artística Criação e Criatura – Animália

Inscrições gratuitas: formulário no site www.confrariadadanca.com.br ou no Instagram @confraria.da.danca. O formulário também pode ser acessado no link https://forms.gle/geyhXvyGpdr23k7a9

Período de inscrição: até dia 29 de abril de 2025

Resultado seleção 1ª etapa: 4 de maio de 2025

2ª etapa: Vivência coletiva em 8 de maio de 2025 das 9h às 12h e agendamento de entrevista individual

Resultado dos 4 selecionados para a residência: 16 de maio de 2025

Remuneração individual: R$3.500,00 (sobre o valor bruto ofertado poderão incidir impostos a serem descontados na forma da legislação vigente). Informações sobre o modelo de contratação, número de parcelas e formas de pagamento serão repassadas na etapa de entrevistas individuais

Duração da residência: carga horária total 72 horas – 24 encontros de 3 horas cada entre os meses de junho, julho e agosto de 2025.

Local: Sede da Confraria da Dança – Rua Ismael Carlos, 337, Vila Sônia, Campinas/SP

Mais informações: confrariadadanca@terra.com.br.

(Com Leila Branco)

Theatro Municipal do Rio de Janeiro anuncia a temporada 2025

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

O maestro titular da OSTM Felipe Prazeres com a Orquestra Sinfônica durante Concerto de abertura da Temporada 2025 no TMRJ. Foto: Daniel Ebendinger.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, uma das mais tradicionais casas de ópera do Brasil, anuncia a temporada de espetáculos até o fim do ano. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a temporada 2025 traz uma programação diversificada que abrange óperas, balés e concertos, enriquecendo a experiência cultural do público. A proposta é, a cada ano, democratizar ainda mais o acesso à arte e à cultura oferecendo produções de alta qualidade a preços acessíveis.

Em comemoração aos 200 anos de nascimento de Johann Strauss II, ‘Uma Noite Vienense’ abriu as portas da casa em 2025 com a Série Celebrações, nos dias 13 e 14 de março. O concerto teve a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal (OSTM), além da participação da soprano Michele Menezes. A regência foi do maestro titular da OSTM, Felipe Prazeres. Em março ainda, nos dias 28 e 29, houve um concerto didático com Felipe Prazeres à frente da OSTM.

Concerto Didático ‘Os palhaços Goiabada e Marshmallow’. Foto: Daniel Ebendinger.

Em abril, nova montagem da opereta A Viúva Alegre, de Franz Lehar, com o Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, concepção e direção cênica de André Heller-Lopes e direção musical e regência de Felipe Prazeres. No elenco, os cantores Gabriella Pace, Tati Helene, Igor Vieira, Santiago Villalba, Ricardo Gaio, Guilherme Moreira, Carolina Morel, Thayana Roverso, Fernando Portari, Geilson Santos, Guilherme Gonçalves, João Campelo, Frederico de Assis, Ciro D’Araújo, Eliane Lavigne, Fernanda Schleder, Loren Vandal e a participação especial da atriz Alice Borges. Cenografia de Renato Theobaldo, figurinos de Marcelo Marques, iluminação de Paulo César Medeiros e coreografia de Rodrigo Negri.

Em maio, um dos grandes favoritos do público estará de volta ao palco. O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, com Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal RJ. A concepção e adaptação é de Jorge Texeira, a partir de Marius Petipa e Lev Ivanov. Direção e mise-en-scène de Hélio Bejani, iluminação de Paulo Ornellas, cenários e figurinos do Acervo FTM e Acervo Cia Bemo. O regente será Javier Logioia Orbe.

Em junho, haverá o concerto da Série Música Brasileira em Foco, com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Sob a regência de Cláudio Cruz, o programa terá obras de Carlos Gomes (Abertura da ópera ‘Fosca’), Hekel Tavares (Concerto para Piano nº 2 em Formas Brasileiras, solista Álvaro Siviero) e Alberto Nepomuceno (Série Brasileira).

‘O Lago dos Cisnes’ com o BTM. Foto: Daniel Ebendinger.

Em julho, no aniversário de 116 anos do Municipal, e em homenagem aos 150 anos de falecimento do compositor, o destaque será a ópera Os Pescadores de Pérolas, de Georges Bizet. Com o Coro e a Orquestra Sinfônica da casa, a ópera contará com concepção e direção cênica de Julianna Santos e direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro. Nos papéis principais Ludmila Bauerfeldt, Michele Menezes, Carlos Ullan, Caio Duran, Vinícius Atique, Homero Velho, Murilo Neves e Leonardo Thieze. A cenografia e os figurinos são de Desirée Bastos, a iluminação de Paulo Ornellas e a coreografia de Bruno Fernandes e Mateus Dutra. No dia 14 de julho, data da comemoração do aniversário, o espetáculo terá entrada franca.

Em agosto, O Corsário, com música de Adolphe Adam, Cesare Pugni, Leo Delibes e Riccardo Drigo volta ao palco da casa com Ballet e Orquestra do Theatro Municipal, em remontagem e adaptação de Hélio Bejani e Jorge Texeira, a partir de Marius Petipa. Com regência de Jésus Figueiredo, a montagem terá a direção geral de Hélio Bejani, cenografia de Manoel dos Santos e Pará Produções, iluminação de Paulo Ornellas. O figurino é de Tânia Agra.

‘O Corsário’ no TMRJ. Foto: Daniel Ebendinger.

Em setembro, o Festival Oficina da Ópera chega à sua terceira edição, sempre dando espaço aos novos talentos. Serão três títulos, começando com Dido e Eneas, de Henry Purcell, com Ensemble OSTM. A direção musical e regência ficarão a cargo de Jésus Figueiredo. A segunda ópera do Festival será O Afiador de Facas, de Piero Schlochauer, com Ensemble OSTM, sob regência e direção musical de Anderson Alves. E, para fechar, a cantata profana Carmina Burana, de Carl Orff, com Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal sob a regência e direção musical de Victor Hugo Toro.

Em outubro, o Ballet do Theatro Municipal vai mostrar uma coreografia do carioca Reginaldo Oliveira, diretor e coreógrafo da Salzburg Landestheater (Áustria), inédita na América Latina. Frida é um espetáculo premiado na Alemanha sobre a trajetória da pintora mexicana Frida Kahlo. A direção geral do espetáculo será de Hélio Bejani.

‘O Quebra-Nozes’ em 2024. Foto: Daniel Ebendinger.

Em outubro haverá outro destaque na programação. Um Concerto do ano França-Brasil. Será uma apresentação lírica, com jovens selecionados pela direção da Ópera de Paris, acompanhados pela OSTM, sob a regência do maestro Felipe Prazeres.

Em novembro, será a vez da ópera Madama Butterfly, de Puccini, com Coro e Orquestra Sinfônica da casa. No elenco, Daniela Tabernig, Eiko Senda, Matheus Pompeu, Giovanni Tristacci, Inacio de Nonno, Licio Bruno, Geilson Santos, João Campelo, Luciana Bueno, Lara Cavalcanti, Murilo Neves, Leonardo Thieze, Fernando Lorenzo, Flavio Mello e Carla Rizzi. Os figurinos serão de Marcelo Marques. A concepção e direção cênica de Pedro Salazar e a direção musical e regência ficarão a cargo de Alessandro Sangiorgi.

Spirituals estará de volta, desta vez no palco do Municipal. O espetáculo foi apresentado em 2023 nas escadarias do Theatro e em 2024 no Salão Assyrio. Os cantores e instrumentistas do Theatro Municipal, sob direção musical de Murilo Emerenciano, vão mostrar o gênero musical que surgiu nos Estados Unidos e foi interpretado, inicialmente, por escravizados negros.

Em dezembro, para encerrar o ano, o tradicional O Quebra-Nozes, de Tchaikovsky, com Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com concepção e adaptação de Hélio Bejani e Jorge Texeira, a partir de Marius Petipa, regência do maestro titular da OSTM, Felipe Prazeres, o ballet tem direção e mise-en-scène de Hélio Bejani, figurinos de Tânia Agra, cenografia de Manoel dos Santos e iluminação de Paulo Ornellas.

Em todas as récitas da Temporada 2025 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de cada espetáculo, haverá uma palestra gratuita sobre a obra e suas curiosidades com a presença de um intérprete de libras. Durante o ano, a Petrobras também patrocina diversas atividades como masterclasses gratuitas e a área educativa com visitas guiadas, visitas temáticas e oficinas de desenho.

“É uma alegria enorme divulgar a temporada de 2025. Repetir títulos que foram tão aclamados no último ano e trazer outros que, com toda certeza, serão sucesso. É muito importante garantir acesso à cultura e contar com o patrocínio oficial da Petrobras é fundamental. Esperamos Casa cheia, venham todos”, destaca a presidente da FTM, Clara Paulino. A programação completa estará no site (theatromunicipal.rj.gov.br) e nas plataformas virtuais à medida em que as produções forem realizadas.

Patrocinador Oficial: Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Rádio Roquette Pinto – 94,1 FM

Realização institucional: Associação dos Amigos do Teatro Municipal, Fundação Teatro Municipal, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Governo do Estado do Rio de Janeiro

Lei de Incentivo à Leitura

Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal, União e Reconstrução

(Com Cláudia Tisato/Assessoria de imprensa TMRJ)