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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Nany People apresenta show em homenagem a Fafá de Belém com a participação da cantora dia 25 de março no Teatro Bradesco

São Paulo, por Kleber Patricio

Nany People e Fafá de Belém. Fotos: AG News.

Homenageando uma das suas maiores inspirações, Nany People volta a São Paulo com o show Sob Medida – Nany canta Fafá celebrando as canções de Fafá de Belém. E a noite vai ser cheia de emoção, pois a cantora paraense estará presente fazendo uma participação mais do que especial. A única apresentação será dia 25 de março, terça, às 21h, no Teatro Bradesco.

O público vai conferir uma seleção de alguns dos maiores sucessos da cantora que é ícone do Pará, incluindo hits como ‘Sob Medida’, ‘Meu Disfarce’, ‘Dentro de Mim Mora um Anjo’ e ‘Nuvem de Lágrimas’, entre muitos outros, escolhidos a dedo por Nany e pela própria Fafá, que também participou da curadoria do repertório. A direção artística é de Marcos Guimarães e a direção musical de Daniel Pax e Ricardo Severo.

O espetáculo une música e emoção, com o estilo e o carisma que só a grande diva da comédia nacional é capaz de imprimir. Em cena, Nany canta as canções que mais admira e também vai contando histórias e curiosidades – com muito bom humor – sobre a sua vida,  sua carreira e sobre sua relação e admiração por Fafá de Belém, por quem é apaixonada desde criança.

“Quero reverenciar e prestar homenagem a uma das maiores artistas da Música Popular Brasileira e também àquela que me inspirou e que me moveu com a sua música por toda minha vida pessoal e artística: Fafá de Belém”, revela Nany que atualmente participa do júri do Caldeirola, quadro do Caldeirão com Mion.

Sob Medida estreou em 2023 e já passou por mais de 40 teatros. Uma oportunidade única de assistir e celebrar a trajetória de duas das artistas mais queridas do país.

Sobre Nany People

Uma das maiores referências do humor brasileiro, Nany People é mineira de Machado, mas cresceu em Poços de Caldas de onde mudou-se cedo para São Paulo com o objetivo de estudar Artes Cênicas e conquistar seu espaço. Cursou interpretação na Unicamp e estudou Teatro no Teatro Escola Macunaíma. Como artista multifacetada, quebrou barreiras e foi uma das pioneiras da televisão brasileira. Integrou o elenco de diversos programas como Goulart de Andrade, Hebe, Xuxa Meneghel, Flash, A Praça é Nossa e Cante Se Puder, entre outros. Além de ter construído uma extensa carreira no Teatro, Rádio e Cinema, Nany estreou na teledramaturgia da Rede Globo em ‘O Sétimo Guardião’, sua primeira novela, além de fazer as divertidas personagens Lurdes e Madame Lú, em ‘Quando Mais Vida Melhor’. Ainda na Globo, participou do programa ‘Popstar’, em que mostrou seu talento também como cantora, apresentando outra faceta ao grande público. Participa atualmente do júri do Caldeirola no ‘Caldeirão com Mion’, vai estrear a nova temporada do humorístico ‘Vai que Cola’ e apresentou o MesaCast BBB 24. Nany também está em turnê com cinco espetáculos: ‘TsuNANY’, ‘Nany é Pop!’, ‘Como Salvar Um Casamento’, ‘Então… Deu No que Deu’ e ‘Sob Medida – Nany Canta Fafá’.

Ficha Técnica:

Direção artística: Marcos Guimarães

Direção musical: Daniel Pax e Ricardo Severo

Iluminação: Diego Lopes e Ronny Vieira

Figurino: Fábio Ferreira

Concepção visual: Designorama

Assessoria de imprensa: Prisma Colab

Produção Executiva: MG8 Cultural.

Serviço:

Sob Medida – Nany Canta Fafá

Única apresentação: 25 de março, terça

Horário: 21h

Local: Teatro Bradesco (Rua Palestra Itália, 500 – 3° Piso – Perdizes, São Paulo)

Ingressos: A partir de R$45 (meia-entrada)

100 minutos

14 anos.

Link: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/sob-medida-nany-canta-fafa-14146

Outros links:

Entrevista (Junket press): https://youtu.be/Yw7xOciemF0?si=cbiXhcRZzD98I7dm

Making Of: https://www.youtube.com/watch?v=VbupIea0Haw&t=15s

Entrevista com Fafá: https://drive.google.com/drive/folders/1B57-ILe6-2xfFWdjBWgxoydNcmRJT–c?usp=share_link.

(Com Mario Camelo/Prisma Colab)

Orquestra Jovem do Estado apresenta obras de Fanny Mendelssohn e Tchaikovski na Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Concerto da Orquestra Jovem do Estado na Sala São Paulo. Crédito da foto: Robs Borges.

A Orquestra Jovem do Estado, grupo ligado à Emesp Tom Jobim, terá o seu próximo concerto no dia 23 de março, às 16h, na Sala São Paulo. Sob a regência do diretor musical Cláudio Cruz, o grupo iniciará a apresentação com a peça Abertura em Dó maior, de uma das mais relevantes compositoras do século XIX, a pianista alemã Fanny Mendelssohn (1805–1847). Escrita na década de 1830, a obra é influenciada pelo estilo romântico do período, sendo permeada por uma atmosfera dramática e envolvente.

Na sequência do concerto, a Orquestra Jovem do Estado interpreta a desafiadora sinfonia Manfred, op. 58, do russo Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840–1893). Composta em meados da década de 1880, a obra é dividida em 4 movimentos, tendo inspiração no poema dramático Manfred, escrito por Lord Byron em 1817. Profundamente expressiva, a peça sintetiza a sensibilidade e potência de Tchaikovsky em transformar uma narrativa literária em música.

Os concertos da temporada 2025 da Orquestra Jovem do Estado na Sala São Paulo ocorrem aos domingos e os ingressos custam de R$30 (meia-entrada) a R$60 (inteira).

Transmissão ao vivo  | Para democratizar o acesso ao público, os concertos realizados na Sala São Paulo serão também transmitidos ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube da Emesp Tom Jobim em www.youtube.com/tjemesp.

A temporada da Orquestra Jovem do Estado conta com patrocínios do Bank of America, Machado Meyer Advogados, Crédit Agricole, Wallerstein e Cultura Inglesa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e é uma realização da Santa Marcelina Cultura, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

ORQUESTRA JOVEM DO ESTADO NA SALA SÃO PAULO

Concerto: 23 de março, domingo, 16h

Local: Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo/SP)

Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia), aqui

Cláudio Cruz, diretor musical e regente titular

Iniciou-se na música com seu pai, o luthier João Cruz, posteriormente recebeu orientações de Erich Lenninger, Maria Vischnia e Olivier Toni. Foi premiado pela APCA e recebeu os prêmios Carlos Gomes, Bravo, Grammy, entre outros. Foi regente titular das sinfônicas de Ribeirão Preto e de Campinas. Em 2017, gravou CDs com a Royal Northern Sinfonia, em New Castle, na Inglaterra, e com o Quarteto Carlos Gomes, com obras de Carlos Gomes, Alexandre Levy e Glauco Velasquez. Gravou o terceiro CD com a Orquestra Jovem do Estado, com obras de Bartok, Kodaly e Flo Meneses, e lançou as edições dos Quartetos de Alberto Nepomuceno no Festival de Campos do Jordão e na Sala São Paulo. Participou do Festival Internacional de Música de Câmara La Musica, na Florida, e do Festival Internacional de Música e Câmara da Universidade da Georgia, ambos nos Estados Unidos. Atuou como diretor musical e regente nas montagens das óperas Don Giovanni e La Belle Helene no Theatro São Pedro. Atualmente, é regente e diretor musical da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e primeiro violino do Quarteto de Cordas Carlos Gomes.

ORQUESTRA JOVEM DO ESTADO 

Referência tanto por seu bem-sucedido plano pedagógico, quanto por sua cuidadosa curadoria artística, a Orquestra Jovem do Estado é sinônimo de excelência musical no Brasil. Há mais de 40 anos contribui para o aprimoramento técnico e artístico dos bolsistas que a integram, ajudando-os a se prepararem para a vida profissional. Sob a direção musical do maestro Cláudio Cruz, o grupo já tocou nos principais palcos e festivais do Brasil e do mundo, com a participação de renomados solistas, gravou CDs e recebeu prêmios. Em parceria com o Machado Mayer Advogados, realiza o Prêmio Ernani de Almeida Machado desde 2012. A Orquestra Jovem do Estado é um grupo artístico ligado à Emesp Tom Jobim, instituição da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura.

ESCOLA DE MÚSICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – EMESP TOM JOBIM

Referência no ensino brasileiro de música, a Emesp Tom Jobim é uma escola do Governo do Estado de São Paulo gerida pela Santa Marcelina Cultura, Organização Social parceira da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Atende gratuitamente cerca de 2.000 alunas e alunos em seus cursos e habilitações em música popular e erudita, da teoria à prática musical. Em 2024, a Emesp Tom Jobim comemorou 35 anos de atuação. A Escola tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a Emesp Tom Jobim vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a Emesp Tom Jobim oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A Emesp Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades. A Escola mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim que oferecem bolsas para as alunas e os alunos da Escola.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Com novo Decreto, Governo Federal garante manutenção integral dos recursos da Lei Aldir Blanc

Brasília, por Kleber Patricio

A ministra da Cultura, Margareth Menezes. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

O Ministério da Cultura (MinC), por meio do Decreto nº 12.409, publicado na sexta-feira, (14) no Diário Oficial da União (DOU), está garantindo a manutenção integral dos recursos da Lei Aldir Blanc para os estados e municípios que executarem o mínimo de 60% do montante recebido no ano anterior. Isto significa que se todos os entes cumprirem estes requisitos, serão investidos R$ 3 bilhões por ano em cultura. “Conquistamos uma grande vitória que atende à pactuação que fizemos com os Fóruns de Gestores estaduais e municipais e agentes culturais. Seguimos cumprindo nosso compromisso de fazer com que o maior investimento direto em cultura da história beneficie todo o país”, comemorou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, após encontro com o presidente Lula na quinta-feira, (13), quando reforçou a importância da Lei Aldir Blanc e das políticas culturais.

O secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, reforça que, com o Decreto, o que determina a quantia destinada aos entes anualmente não é a Lei Orçamentária Anual (LOA), mas o valor aferido a partir da execução de estados, municípios e Distrito Federal. Houve, também, a adequação do instrumento ao Marco Regulatório do Fomento. “É importante reforçar que não há corte de verba da Lei Aldir Blanc. Com essa medida estamos estimulando a boa execução dos recursos, com transparência e eficiência e fazendo com que os investimentos cheguem na ponta, aos trabalhadores da cultura e à população em geral que pode usufruir dos bens culturais”, explica.

Por fim, o secretário-executivo adjunto, Cassius Rosa, acrescenta que o prazo de execução até 2027 foi retirado. “A partir de agora, se as cidades e estados não conseguirem utilizar o mínimo de 60% do que for recebido em um ciclo, não haverá perda da parcela a que teria direito, o recebimento somente passará para o próximo período de medição, que ocorrerá no ano seguinte”, detalha.

O próximo passo é a construção da portaria que irá regulamentar o Decreto. Esse processo também será feito em conjunto com a comunidade cultural.

(Com Sheila de Oliveira/Minc)

Orquestra Sinfônica da Unicamp abre ‘Temporada Maestras’ com Elgar, Coleridge-Taylor e Villa-Lobos

Campinas, por Kleber Patricio

A Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU) dá início à Temporada Maestras na próxima quarta-feira, 19 de março, com um concerto especial no Teatro Castro Mendes, em Campinas. A programação destaca a música inglesa e brasileira de concerto, reunindo obras de Edward Elgar, Samuel Coleridge-Taylor e Heitor Villa-Lobos.

O programa abre com as Variações Enigma, uma das obras mais emblemáticas do repertório orquestral. Composta no final do século XIX, a peça de Edward Elgar retrata em cada variação diferentes personagens de seu círculo pessoal, transformando memórias em música.

O concerto também celebra os 150 anos do compositor inglês afrodescendente Samuel Coleridge-Taylor, apresentando sua vibrante abertura The Bamboula, inspirada nas tradições rítmicas que ecoavam tanto na música popular europeia quanto nos lundus e maxixes brasileiros do século XIX.

Outro destaque da noite será a participação do renomado violonista Gilson Antunes, professor da Unicamp, que interpretará o Concerto para Violão de Heitor Villa-Lobos, obra fundamental do repertório brasileiro de concerto.

A apresentação faz parte da proposta da Temporada Maestras, que valoriza a presença feminina no pódio e a diversidade musical nos programas da OSU.

Serviço:

Concerto Oficial de Abertura

Quando: 19 de março, às 20h

Onde: Teatro Municipal Castro Mendes | Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial (Campinas)

Entrada gratuita.

(Fonte: Ciddic – Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural da Unicamp)

Peças milenares, Andy Warhol, Tarsila do Amaral: conheça raridades do acervo do Museu Oscar Niemeyer

Curitiba, por Kleber Patricio

Está no acervo do MON a serigrafia ‘The Shadow’ (1981), de Andy Warhol, artista plástico estadunidense e principal nome do movimento Pop Art. Fotos: Gabriel Rosa/AEN.

Qual é a menor e a maior obra do acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON)? E a mais antiga? Você sabe, por exemplo, qual poderia ser considerada a mais rara ou artisticamente valiosa? O MON é o maior museu de arte da América Latina e abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de coleções asiática e africana. São mais de 35 mil metros quadrados de área construída e um respeitável acervo com aproximadamente 14 mil obras de arte.

Embora projetado em 1967 para ser a sede do Instituto de Educação do Paraná, o edifício principal que hoje abriga o MON passou a ser utilizado para sediar algumas secretarias estaduais assim que inaugurado na década de 1970. Em 2001, a área foi transformada em museu. O prédio antigo passou por adaptações e ganhou um anexo, popularmente chamado de Olho (devido ao seu formato arquitetônico). Inicialmente batizado de Novo Museu, o MON foi inaugurado em 22 de novembro de 2002. Saiba algumas curiosidades sobre os edifícios, ambos projetados pelo Oscar Niemeyer, figura-chave da arquitetura moderna e um dos responsáveis pelo projeto da capital federal Brasília, bem como da coleção permanente da instituição:

Obras mais antigas

A obra mais antiga do acervo do MON faz parte da coleção asiática doada ao Museu em 2018 e que conta com aproximadamente 3 mil peças, algumas datadas de 3 mil anos antes de Cristo. Mas se olharmos apenas para o setor pictórico do acervo, a obra mais antiga é o grafite sobre papel Floresta do Litoral Paranaense (1901), do artista Guilherme William Michaud.

Obras mais raras

Entre as obras mais raras ou artisticamente valiosas está o óleo sobre tela Cena de Mar (sem data), do artista paranaense Miguel Bakun, artista cuja obra será exposta na exposição Miguel Bakun: O Olhar de uma Coleção. Também podem ser destacados o grafite sobre papel Autorretrato Sentada (1923), de Tarsila do Amaral, um dos principais nomes do modernismo no Brasil, e a serigrafia com pó mineral diamante sobre papel The Shadow (1981), de Andy Warhol, artista plástico americano e principal nome do movimento Pop Art iniciado nos anos 1960 nos Estados Unidos.

Obra de menor e maior tamanho

No quesito tamanho, dentro de setor pictórico do acervo, a menor obra é o nanquim sobre papel Paisagem na Janela (apart hotel Paineira – Curitiba), da série Diário Gráfico (1984), com 8 x 8,7cm, da artista Didonet Thomaz. A maior é a pintura encaustica sobre madeira Paisagem Deslocada (2006), de Marcus André, com 3,2 x 13,2m.

Jardins de inverno

Os jardins de inverno do prédio antigo do MON foram a solução encontrada por Oscar Niemeyer para que o interior do edifício – que contém fachadas cegas – ganhasse iluminação natural. Isso permitiria que as salas de aula, segundo o projeto original para o Instituto de Educação, se ligassem com o exterior, recebendo a iluminação e ventilação necessária, mas sem a ocorrência de ruídos, o que poderia perturbar os alunos.

Vão livre

O famoso vão livre do MON foi projetado para ter 100 metros, mas acabou sendo construído com 65 metros, o que o colocava, quando inaugurado (1978), como o segundo maior do Brasil, atrás apenas do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que tem 74 metros. O vão livre foi possível graças a uma viga protendida criada com cabos de aço importados da Suíça.

Atualmente, a Biblioteca Latino Americana Victor Civita, no Memorial da América Latina, em São Paulo – também arquitetada por Oscar Niemeyer – possui um vão livre de 90 metros de extensão, sendo, provavelmente, o maior vão livre da América Latina. Outro recorde do arquiteto Oscar Niemeyer nesse assunto é o maior vão livre flutuante do mundo, o Palácio Tiradentes, sede do governo estadual de Minas Gerais, com 147,50 metros.

Estilo

Apesar de a aparência do edifício antigo remeter às características do Brutalismo – estilo desenvolvido a partir da década de 1950 e que defende a visão natural da estrutura, dispensando ornamentações – a produção de Niemeyer não se enquadra nesse estilo.

A Escola Paulista de Arquitetura, encabeçada pelo arquiteto curitibano Vilanova Artigas, outro nome referência da arquitetura modernista no país, foi a que mais trabalhou com o Brutalismo. Oscar Niemeyer, por sua vez, da Escola Carioca de Arquitetura e influenciado pelo francês Le Corbusier – um dos principais nomes da arquitetura do século XX –, segue outras vertentes, sendo sua produção melhor inserida no International Style. Há, contudo, na produção de Niemeyer do final da década de 1960, características que se assemelham ao Brutalismo, como o concreto aparente e monobloco.

No edifício que abriga o MON, há ainda a iluminação zenital, vão livre e balanço amplo (extremidades suspensas), tais características forçam pesquisadores a encontrar um possível entrelaçamento de estilos, a buscar semelhanças que qualifiquem e aproximem a obra de Niemeyer com o Brutalismo.

Maior público

Em 2024, o Museu Oscar Niemeyer registrou o maior público de sua história: 712.196 pessoas. O número é 41% superior ao total de 2023, que havia sido de 503 mil visitantes. Nos últimos três anos, o MON vem numa curva ascendente, superando seus próprios recordes anteriores. Do total de 2024, 75% foram ingressos gratuitos.

(Com Karla Dudas/Secom/Governo do Paraná)