Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Pinacoteca de São Paulo exibe filme de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca

São Paulo, por Kleber Patricio

Frame de ‘Estás vendo coisas’ (2016).

A Pinacoteca de São Paulo apresenta ‘Bárbara Wagner e Benjamin de Burca: Estás vendo coisas’ (2016), na sala de vídeo do edifício Pinacoteca Luz. O filme foi apresentado pela primeira vez na 32ª Bienal de São Paulo e investiga a paisagem social e profissional da música Brega no Recife. A curadoria é de Ana Paula Lopes.

A produção retrata como a indústria dos videoclipes impulsiona um ideal de sucesso moldado pelo capitalismo, destacando a autorregulação e a manipulação da imagem na construção da identidade artística. Wagner e de Burca documentaram a vida de jovens cantoras e MCs ligados a movimentos de diferentes gêneros do movimento musical do brega em Pernambuco. Adentrando os bastidores desta indústria periférica e mássica, a trama traz uma camada autorreferencial que permite pensar questões ligadas a agências e dispositivos de representação.

Sobre o filme

Estás Vendo Coisas acompanha dois personagens principais — o cabeleireiro e MC Porck e a bombeira e cantora Dayana Paixão — em seus trajetos entre o estúdio e o palco. Com uma estrutura próxima à de um musical, o filme se desenrola no interior de uma casa noturna, onde gestos são entrelaçados a canções sobre amor, fidelidade, sucesso e riqueza. Retirada de seu contexto mediatizado, a linguagem do Brega é desconstruída e rearranjada, revelando o vocabulário do espetáculo como uma nova forma de trabalho.

Sobre Bárbara Wagner e Benjamin de Burca

Bárbara Wagner (Brasília, Brasil, 1980) e Benjamin de Burca (Munique, Alemanha, 1975) têm uma parceria de trabalho de mais de uma década. A dupla produz vídeos e instalações a partir do profundo estudo e íntima convivência com artistas de cenas musicais populares e não-hegemônicas. Entre o documentário e a ficção, o trabalho da dupla envolve estreita colaboração com os retratados em seus filmes, numa criação cinematográfica coletiva que passa a ser munição para diferentes narrativas de construção de autoimagens que, embora marginalizadas pelo viés de classe e raça, são centrais na formação da identidade sociocultural brasileira.

Sobre a Pinacoteca de São Paulo

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. A B3 – A Bolsa do Brasil é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.

Serviço:

Pinacoteca de São Paulo

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

Quintas-feiras com horário estendido na Pina Luz, das 10h às 20h (gratuito a partir das 18h)

2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3.

(Com Mariana Martins/Pinacoteca de São Paulo)

Mostra temporária no Museu do Café aborda nova identidade visual da instituição

Santos, por Kleber Patricio

Encerrando o mês de comemorações do aniversário de 27 anos do MC, Em movimento – A nova identidade do Museu do Café coloca em evidência o processo de rebranding da instituição. Foto: Divulgação.

A partir do dia 27 de março, o público poderá conferir no Museu do Café (MC) uma nova mostra temporária. Encerrando o mês de comemorações do aniversário de 27 anos do MC, ‘Em movimento – A nova identidade do Museu do Café’ coloca em evidência o processo de rebranding da instituição, que incluiu a atualização de logomarca, tipografia e paleta de cores, entre outros.

Fruto de uma parceria com o Istituto Superiore per le Industrie Artistiche Roma (ISIA Roma Design), o rebranding do Museu buscava uma identidade visual capaz de comunicar sua posição como equipamento cultural mais aberto, moderno e dinâmico. Os responsáveis pelo projeto foram os alunos do Mestrado em Design Sistêmico para Comunicação da instituição italiana, que participaram da pesquisa, desenvolvimento e finalização da diretriz estética. A parceria foi resultado de uma das ações de internacionalização do Museu do Café, que levou para a Itália a exposição itinerante ‘Viaggio nella terra del caffè’.

Na mostra, será possível conhecer as três propostas elaboradas – intituladas União, Difusão e Circularidade – e apresentadas na Embaixada do Brasil em Roma, com posterior escolha do projeto final por uma comissão julgadora. A proposta vencedora, Circularidade, faz referência aos movimentos orgânicos e circulares que integram a cadeia de produção e consumo do café, assim como a elementos arquitetônicos do edifício histórico que abriga o Museu. “Essa mudança de marca está relacionada também a uma transformação mais profunda do Museu, que busca estabelecer uma conexão emocional e de afetividade com os diversos públicos, destacando o lado humano e social do café. Quem puder visitar a mostra, entenderá melhor as influências e inspirações da identidade visual que estampa nossos canais oficiais desde o final do ano passado”, explica Alessandra Almeida, diretora-executiva do Museu do Café.

A inauguração de Em movimento – A nova identidade do Museu do Café acontecerá no dia 27 às 11h e será aberta ao público.

Museu do Café

Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos/SP

Telefone: (13) 3213-1750

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)

R$ 16 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados e, todos os dias, para as crianças até 7 anos

Acessibilidade no local – Não possui estacionamento

www.museudocafe.org.br.

(Com Larissa Fonseca/Assessoria de Comunicação Museu do Café)

André Balboni lança ‘Dança dos Orixás’

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

André Balboni e banda. Foto: Stella Balboni.

O compositor e pianista André Balboni mergulhou na tradição afro-brasileira para desenvolver seu mais recente álbum ‘Dança dos Orixás’, um minucioso trabalho de pesquisa que propõe um encontro das religiões de matriz africana com o jazz. Mas é o jazz de Moacir Santos que aqui prevalece, moldando o trabalho com contornos brasileiros de fato. Ao longo das oito faixas, o ouvinte vai se deparar com belos temas, desenvolvidos em composições modais e uma banda estelar. O disco, que chegou às plataformas digitais no dia 21 de março, abraça Exu (na inspirada ‘Encruzilhada’), evoca a sensualidade da Pomba-Gira (em ‘Moça branca sai da garrafa’), afaga Iemanjá Ogunté (em ‘Cinza de rosas’) e até traz de volta a ‘Igrejinha’, de Hermeto Pascoal.

Assim, o álbum foi escrito e produzido para uma banda de jazz: bateria, contrabaixo, piano, saxofone, trompete e percussão, e visa trazer à luz do som a importância da tradição da música brasileira que vai desde a música de terreiro do candomblé aos afrosambas e ao jazz brasileiro. As composições de André Balboni reúnem de alguma forma essas facetas estéticas das tradições musicais para homenagear a tradição da música preta brasileira. A ideia é extrair dessa profusão de ritmos e harmonias uma música que seja, antes de mais nada, dançante para incorporar a vitalidade e o axé dos orixás, como o próprio nome do trabalho anuncia.

Além da exímia banda, com os melhores músicos de jazz de São Paulo, que conta com a participação especial da premiada saxofonista Sintia Piccin, o disco foi gravado ao vivo no estúdio do compositor. O álbum também conta com a mentoria do babalorixá Pai Sidnei, da Casa de Xangô (CCRIAS), que apadrinhou o projeto desde sua concepção para que o trabalho reverencie e respeite a tradição do candomblé e, ao mesmo tempo, para que leve o impulso espiritual-estético dos orixás para as pessoas para além dos terreiros. Justamente porque o trabalho de André Balboni é um ‘louvor aos orixás’, uma homenagem e uma oração para as entidades, mas não se inscreve dentro do contexto religioso, não é música de terreiro de candomblé. As composições de André refletem uma tradução possível do enredo, das narrativas, dos orixás para uma estrutura musical conhecida do grande público: com uma banda de jazz.

Sobre o disco

Capa. Foto: Divulgação.

O compositor pensou a concepção estética deste trabalho, a partir dos passos das danças de um determinado orixá, justamente porque o orixá se revela ao incorporado e ao povo do terreiro por meio de sua coreografia e do toque dos instrumentos de percussão. Esses toques chamam as entidades que dançam; isto é, os orixás aparecem por meio de uma linguagem não verbal e intuitiva com o seu cortejo dançado. De modo que o compositor pensou que os instrumentos musicais, por se tratar de um disco de música instrumental que não tem canto da voz humana, são manifestações sonoras como cantos dos orixás. Os orixás estão presentificados na magia do ritmo, da melodia e da harmonia de cada música.

Na primeira composição, Encruzilhada: Dança de Exu, por exemplo, André criou um ambiente para um improviso poli rítmico e polifônico da banda, onde cada instrumentista escolheu uma escala modal para desenhar uma melodia “como se fosse um caminho” e, assim, a soma dessas melodias representam os vários caminhos do deus Exu. A ideia geral é dar um tom de abertura, de que algo pode acontecer e que a encruzilhada é um lugar que precisa de engajamento; ela é lugar de escolha de rumos. Abertura de caminhos. E, neste caso, trata-se de saber se a pessoa vai enveredar nos próximos passos do caminho que o trabalho apresenta.

Na segunda composição, Dança de Logun Edé, este orixá, que é conhecido por ser “o mais belo de todos” e simbolizado pela ave do pavão, está presente em sua batida no tradicional ijexá, que também é batida de sua mãe Oxum. No aspecto melódico, há alguma influência dos afrosambas, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, que delineiam toda a beleza e potência deste orixá por meio de um canto que pode ser entoado ao alto. No campo da harmonia, temos uma composição modal, que está na tonalidade de ré menor, mudando apenas para um acompanhamento harmônico de baixo contínuo no refrão e no solo de percussão. Aqui, o compositor inova ao trazer o frescor da música modal para a estética do jazz brasileiro. Essa dança se dá em forma de cortejo para Logun Edé, que aparece em todo o seu esplendor.

E, assim, cada composição tem o seu orixá que lhe é próprio, seja no ritmo, na melodia ou na harmonia. Em cada música, eles se apresentam e se escondem, se mostram e nos provocam com a sua dança. André Balboni segue a tradição de Dorival Caymmi, dos afrosambas, de Vinicius de Moraes e Baden Powel, e de Moacir Santos, que busca trazer à luz os temas e as questões mais fundamentais da música dos orixás.

Sobre o compositor

Foto: Stella Balboni.

André Balboni é um músico e compositor brasileiro que vive atualmente em São Paulo. Os seus trabalhos combinam jazz e música clássica com influências que vão desde Villa-Lobos a Tom Jobim. Trabalha como professor, produtor musical e compositor de trilhas para filmes, documentários e espetáculos de dança. Criou e produziu a música original de diversos filmes para produtoras como a O2 Filmes, canais de TV (GNT/Globo) e importantes diretores de cinema, como Fernando Meirelles. André gravou e produziu três álbuns com suas composições e arranjos: Ser-Tao (2019) inspirado no Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, Satie For Lovers (2021) em homenagem ao compositor francês Erik Satie, e Cais (2024), álbum com composições próprias e de Dorival Caymmi e Milton Nascimento. André Balboni também é estudioso da interface entre música e filosofia e publicou o livro Sopro das Musas – Fundamentos filosóficos da música pela Odysseus Editora, em 2018.

Dança dos Orixás: Música, (en)cantamento e melodia existencial (texto do babalorixá Pai Sidnei)

Estamos diante de uma palavra (en)cantada, um som que movimenta, que agita o corpo e a mente. Em Yorùbá, dizemos Ará e Orí (corpo e cabeça), mas é o coração – Òkàn – que coloca a cabeça que sente, que pensa, que elabora para dançar. Em tempos de rigidez, dureza e ódio, precisamos fluir, os Orixás dançam. Eles nos ensinam que é na melodia existencial que nos encontramos para amar, para existir sem medo. A Dança dos Orixás não é apenas música — é vida, é alegria, é ar, fogo, terra e água traduzidos pelos sons que se encontram no centro da encruzilhada e geram uma espiral de múltiplos sentidos. É um chamado para a liberdade do corpo e do espírito, para a conexão com o que nos faz humanos e ancestrais ao mesmo tempo.

Cada faixa deste álbum é um movimento, um rito, um convite ao encontro com aquilo que pulsa em nós. Os ritmos se entrelaçam como as raízes de uma grande árvore sagrada onde os tempos se confundem e os elementos se abraçam. A Dança dos Orixás acredita na aglutinação. Aqui, não há separações entre os sons, os gêneros, os ritmos. Aqui o ‘ou’ não é o regente. Aqui quem conduz a melodia é o ‘e’. O ‘e’ não divide — ele soma, constrói, expande. Os instrumentos dialogam como velhos conhecidos, as melodias se encontram sem medo, sem pesos, sem medidas.

Na Encruzilhada, Exu abre os caminhos com sua dança inquieta. Ele é verbo, sopro, tambor e surpresa. Traz consigo a travessia, a escolha, o riso e o enigma. E porque Exu abre e nunca fecha, Logun Edé vem logo depois, fluindo entre margens, caçando sentidos, deslizando entre a leveza e a firmeza. A melodia de Logun é dualidade, um vaivém que nos ensina a navegar entre mundos.

O Canto do Jacu Preto ressoa nas matas, carregando o mistério das Iyami, as grandes mães que sobrevoam a existência com asas de encantamento. Sua dança é força e segredo, um chamado profundo ao que há de mais ancestral. E então, Cinza de Rosas nos mergulha no mar de Yemanjá Ogunté, senhora das águas destemidas, arrojadas, das ondas que quebram e retornam, da memória e do renascimento. Como Yemanjá, a melodia nos nutre.

No cruzamento entre o sagrado e o profano, Moça Branca Sai da Garrafa traz a dança de Pomba Gira — redemoinho de desejo e liberdade, uma força que gira, envolve e transborda. Deixe a gira girar. Um grito de liberdade ecoa da canção que nos leva a força transgressora da Pombagira.

Logo em seguida, Porta do Mundo se abre para Exu-Ogun, o movimento da força e da estrada, onde a lâmina da batalha encontra o pulso da criação.

E porque o sagrado também tem a brancura da paz, Igrejinha chega para Oxalá na releitura encantada de Hermeto Pascoal e André Balboni. Uma dança que acalma, que envolve, que nos lembra da suavidade do caminhar. Mas todo ciclo precisa de fogo para se transformar, e assim Rapsódia Brasileira veste Xangô Airá com relâmpagos e trovões, com madeira que arde e se reinventa, com acordes que ecoam como sentenças justas.

Neste álbum, voltamos para sentir. Voltamos a sentir. Os sentidos primevos são acionados pelo (re)encontro melódico ancestral. Aqui, cada nota é uma oferenda, cada batida um chamado ao movimento, à conexão com a própria essência. A Dança dos Orixás é mais do que música — é um cruzo de linguagens, espaços e tempos, um portal de encantamento e encantação. Uma ponte entre o que fomos, o que somos e o que podemos ser. Deixe-se atravessar. Permita-se dançar. Esta é a Dança dos Orixás.

Ficha técnica 

Ser-Tao Estudio (2025)

Composição e Produção musical: André Balboni

Piano: André Balboni

Bateria: Bruno Iasi

Contrabaixo: Nando Vicencio

Sax: Sintia Piccin

Trompete: Richard Fermino

Percussão: Julio Dreads

Efeitos sonoros: Paulo Bira

Engenheiro de áudio: Raul Bianchi

Produção executiva: Sofia Tsirakis e Stella Balboni

Foto e vídeo: Stella Balboni

Marketing digital: Stella Balboni

Repertório

1 – Encruzilhada:  Dança de Exu (André Balboni)

2 – Dança de Logun Edé (André Balboni)

3 – Canto do Jacu Preto: Dança das Iyami (André Balboni e Ricardo Santo)

4 – Cinza de Rosas: Dança de Iemanjá Ogunté (André Balboni) 

5 – Moça branca sai da garrafa: Dança da Pomba-Gira (André Balboni) 

6 – Na porta do mundo: Dança de Exu-Ogum (André Balboni) 

7 – Igrejinha: Dança de Oxalá (Hermeto Pascoal, arranjos André Balboni) 

8 – Rapsódia Brasileira: Dança de Xangô Airá (André Balboni).

(Com Alexandre Aquino)

MASP apresenta múltiplas faces da arte geométrica em exposição

São Paulo, por Kleber Patricio

Habuba Farah Riccetti (Getulina, São Paulo, Brasil [Brazil], 1931) – Sem título [Untitled], 1952 – Óleo sobre tela [Oil on canvas], 81 x 59,5 – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Doação da artista [Gift of the artist], 2021
MASP.11314. Foto [Photo] Marcelo Pallotta.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta de 28 de março a 3 de agosto de 2025 a exposição ‘Cinco ensaios sobre o MASP – Geometrias’, no quarto e décimo andar do Edifício Pietro Maria Bardi. Com mais de 50 obras do acervo do museu, incluindo cerca de 20 doações recentes, Geometrias apresenta trabalhos realizados por artistas que despontaram à época das vanguardas construtivas, em diálogo com artistas contemporâneos que empregam diferentes materialidades para criar composições geometrizadas.

Com a curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Regina Teixeira de Barros, curadora coordenadora, MASP, e Matheus de Andrade, assistente curatorial, MASP, a exposição propõe um olhar tanto para a geometria tradicional, primordialmente orientada por princípios matemáticos, quanto para abordagens mais experimentais. Esses conceitos se desdobram em obras de artistas nacionais e internacionais que exploram diversos suportes e técnicas, como pinturas, esculturas, fotografias e tecidos. O diálogo entre as diferentes tendências reflete a incorporação da arte geométrica ao acervo do museu.

“O acervo do MASP é constituído sobretudo por obras figurativas, mas, aos poucos, a coleção de trabalhos abstrato-geométricos vem sendo ampliada. A organização de Geometrias mobilizou artistas e colecionadores, que generosamente doaram um número expressivo de obras as quais não apenas preenchem lacunas, mas também atualizam o acervo”, afirma Regina Teixeira de Barros.

Jandyra Waters (Sertãozinho, São Paulo, Brasil [Brazil], 1921) – Sem título [Untitled], 1982 – Óleo sobre tela [Oil on canvas], 80 x 100 cm – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Doação [Gift] Lais H. Zogbi Porto e [and] Telmo G. Porto, 2021 – MASP.11315. Foto [Photo] Marcelo Pallotta.

A mostra destaca os movimentos concretista e neoconcretista, reunindo obras de Judith Lauand (Pontal, SP, 1922–2022), Willys de Castro (Uberlândia, MG, 1926 – São Paulo, SP, 1988), Hércules Barsotti (São Paulo, SP, 1914–2010), Lygia Clark (Belo Horizonte, MG, 1920–1988), Amilcar de Castro (Paraisópolis, MG, 1920 – Belo Horizonte, MG, 2002), entre outros. Além disso, são apresentados artistas que exploraram a geometria sob outras perspectivas, como Rubem Valentim (Salvador, BA, 1922–1991), que desenvolveu um sistema de símbolos afro-brasileiros; e Daiara Tukano (São Paulo, SP, 1982), que cria grafismos ligados às cosmogonias do povo Yepá-Mahsã.

O uso de padronagens têxteis surge em trabalhos como os de Cláudia Alarcón (Povo Wichí, Río Pilcomayo, Argentina, 1989) e Laura Lima (Governador Valadares, MG, 1971), que também estabelece conexões com a moda. Já outros artistas empregam a geometria para abordar questões políticas contemporâneas, como Sarah Morris (Londres, Reino Unido, 1967) e Kiluanji Kia Henda (Luanda, Angola, 1979).

O pensamento geométrico conduz também a expografia, resultando em paredes com ‘dobras’ que exploram as possibilidades das formas. O caminho pela sala expositiva não linear ressalta a proposta de uma apresentação que transcende barreiras geográficas e temporais, abordando uma multiplicidade de vozes e contextos.

Iran do Espírito Santo (São Paulo, Brasil [Brazil], 1963)
Lata K [Can K], 2005 – Escultura em Aço inoxidável [Stainless Steel Sculpture], 28 x 20,5 x 20,5 cm – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Doação do artista [Gift of the artist], 2019 – EC.00015. Foto [Photo] Eduardo Ortega, cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo/Rio de
Janeiro.

Geometrias, Artes da África, Renoir, Histórias do MASP e Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado integram os Cinco ensaios sobre o MASP, série de exposições pensadas a partir do acervo do museu para inaugurar o novo Edifício Pietro Maria Bardi.

Acessibilidade

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, além de textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil – com narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os espaços e as obras. Os conteúdos, disponíveis no site e no canal do YouTube do museu, podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessados em geral.

Realização

Cinco ensaios sobre o MASP Geometrias é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem patrocínio do Bradesco.

Serviço:

Cinco ensaios sobre o MASP Geometrias

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Regina Teixeira de Barros, curadora coordenadora, MASP, e Matheus de Andrade, assistente curatorial, MASP

4° e 10° andar, Edifício Pietro Maria Bardi

Visitação: 28/3 — 3/8/2025

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1510 – Bela Vista, São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada).  Site oficial | Facebook | Instagram.

(Com Carla Gil/Conteúdo Comunicação)

Comédia ‘Os Mambembes’ abre Festival de Curitiba no Teatro Positivo

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Elisa Maciel.

33ª edição do Festival de Curitiba, um dos maiores eventos culturais da América Latina, tem início na segunda-feira (24/3) e promete 14 dias de intensa efervescência artística na capital paranaense e na região metropolitana. Com mais de 350 atrações distribuídas em 70 espaços da cidade, o Festival traz uma programação diversa que contempla teatro, dança, circo, humor, música, oficinas, performances e gastronomia. A expectativa é reunir um público de aproximadamente 200 mil pessoas.

A abertura acontece no Teatro Positivo, com o celebrado carnavalesco e estudioso da cultura brasileira Milton Cunha como mestre de cerimônias. A noite especial será marcada pela apresentação de ‘Os Mambembes’, uma comédia que revive o clássico texto de Artur Azevedo, escrito em 1904, sobre as peripécias de uma trupe itinerante de teatro pelo Brasil. No palco, um elenco de peso: Cláudia Abreu, Deborah Evelyn, Julia Lemmertz, Leandro Santanna, Orã Figueiredo e Paulo Betti, acompanhados pelo músico Caio Padilha, dão vida à história que celebra a paixão pelo teatro e os desafios da cena cultural brasileira. “Este ano, daremos início ao Festival de Curitiba em grande estilo, com um espetáculo popular aclamado que conquistou plateias por onde passou. E para tornar a noite ainda mais especial, teremos a presença luminosa de Milton Cunha, uma personalidade vibrante que conquista cada vez mais o público brasileiro”, afirma Fabiula Passini, codiretora do Festival de Curitiba ao lado de Leandro Knopfholz.

Este ano, o Festival de Curitiba bateu recorde de espetáculos com ingressos esgotados da Mostra Lucia Camargo logo na primeira semana de abertura da bilheteria. Mas ainda há entradas para alguns espetáculos. “Sentimos que este ano houve um grande interesse do público em geral pelos espetáculos da Mostra Lucia Camargo. Podemos dizer que é a edição mais movimentada no pós-pandemia. Pela qualidade das peças tenho certeza de que ninguém ficará decepcionado”, afirma Knopfholz.

Viagem pelo Brasil profundo

Milton Cunha. Foto: Divulgação.

O espetáculo de abertura do Festival de Curitiba sempre reserva momentos memoráveis e nesta edição não será diferente. Depois do grande sucesso da apresentação dos Bois de Parintins na edição passada, o Festival dá o pontapé inicial com Os Mambembes. A montagem estreou em novembro de 2024 e, em apenas dez apresentações, atraiu mais de 18 mil espectadores, muitos dos quais tiveram sua primeira experiência no teatro.

Sob a direção de Emílio de Mello e Gustavo Guenzburger, a peça reinventa a clássica comédia de Artur Azevedo trazendo uma encenação contemporânea e dinâmica. A história acompanha o ator-empresário Frazão, que convida a jovem e talentosa Laudelina Pires para integrar sua companhia de teatro itinerante. Ao embarcarem nessa jornada pelo interior do Brasil, eles se deparam com a realidade de um país governado por coronéis, enfrentando desafios impostos pelos poderes locais. Com um ônibus que se transforma em palco, camarim e meio de transporte, Os Mambembes resgata a magia do teatro de estrada, convidando o público a embarcar em uma divertida e emocionante viagem pelo universo das artes cênicas.

Mostra Lucia Camargo – o melhor da arte cênica contemporânea

A Mostra Lucia Camargo – curada pelo terceiro ano consecutivo pela produtora e pesquisadora Daniele Sampaio, a atriz e diretora Giovana Soar e o dramaturgo e crítico teatral Patrick Pessoa – reafirma seu compromisso com a diversidade das artes cênicas. Com 26 espetáculos nacionais e internacionais, a programação deste ano traz montagens premiadas e produções que abordam temáticas contemporâneas com profundidade e criatividade. Este ano, todas as regiões brasileiras estão contempladas. “Estamos celebrando muito esse marco da nacionalização, pois há muito tempo buscamos isso, mas queríamos que o conjunto da mostra fizesse sentido”, afirma Daniele Sampaio.

No palco do Guairão, destaca-se Prima Facie, primeiro solo de Débora Falabella, sucesso de público e crítica, com três indicações ao Prêmio Shell. Outra atração aguardada é o musical Ray – Você Não Me Conhece, que narra a trajetória de Ray Charles, destacando sua luta pelos direitos civis. Brilho Eterno, estrelado por Reynaldo Gianecchini e Tainá Müller, traz ao palco uma comédia romântica de sucesso internacional. O Céu da Língua, de Gregorio Duvivier, estreia em Curitiba após temporadas aclamadas em Portugal e no Rio de Janeiro, enquanto Avesso do Avesso, estrelado por Heloísa Périssé e Marcelo Serrado, promete arrancar gargalhadas do público. Premiado com o APCA de Dança, Encantado leva ao palco 11 bailarinos com 150 cobertores que mimetizam os seres animados.

A Mostra também apresenta espetáculos como Daqui Ninguém Sai, nova montagem do Teatro de Comédia do Paraná baseada na obra de Dalton Trevisan; Alaska, dirigido e protagonizado por Rodrigo Pandolfo, e Rei Lear, que reinventa o clássico de Shakespeare em um contexto contemporâneo. No Teatro José Maria Santos, Língua se destaca como uma história bilíngue em português e Libras, refletindo sobre os desafios da comunicação sem colocar a surdez como tema central.

O Teatro da Reitoria recebe AO VIVO [dentro da cabeça de alguém], da Companhia Brasileira de Teatro com Renata Sorrah no elenco, enquanto o Teatro Paiol apresenta Monga, de Fortaleza, explorando novas linguagens dramatúrgicas. Entre as atrações internacionais, a Caixa Cultural recebe No Estoy Solo, performance argentina que utiliza o toque como ferramenta de comunicação sensorial, e El Desmontaje, do Uruguai, que mistura teatro, documentário e conferência.

O Festival também marca presença nos espaços públicos da cidade, com montagens gratuitas como Laborioso Contato: Um Palhaço Anuncia o Fim do Mundo, na Ruína de São Francisco. Na praça Santos Andrade, o espetáculo argentino A Velocidade da Luz, convida o público a conferir o processo de criação conduzido pelo diretor Marco Canale com um elenco local de atores 60+. A atração é gratuita.

Mostra Fringe – diversidade artística e acesso para todos

Com parte da programação gratuita e acessível a todos os públicos, a Mostra Fringe transforma Curitiba e Região Metropolitana em um grande palco a céu aberto. Ocupando teatros, praças, parques e ruas, a edição deste ano apresenta aproximadamente 280 espetáculos, reunindo mais de 1.800 artistas e técnicos de 12 estados brasileiros – incluindo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal – além de companhias da Argentina, Peru, Bolívia e Estados Unidos.

Dentre as atrações, 153 espetáculos terão entrada gratuita, e 18 funcionarão no sistema “Pague Quanto Vale”, tornando a cultura ainda mais acessível. Companhias longevas, como Cemitério de Automóveis, de Mário Bortolotto, e artistas que já estiveram na Mostra Lucia Camargo, como Giordano Castro, do Magiluth, e o Lubi estarão no Fringe, o que reforça sua importância como um espaço de visibilidade e trocas.

Diferente de outras mostras do Festival, a Mostra Fringe não passa por curadoria. Companhias de teatro, circo, música, dança e outras linguagens artísticas participam de forma independente, por meio de cadastro voluntário. Os espetáculos são organizados em mostras temáticas, espetáculos de rua e Circuito Independente, garantindo uma programação rica e diversa.

Uma das grandes iniciativas desta edição é a terceira Rodada de Conexões, que acontece na Caixa Cultural. O encontro promove um intercâmbio entre curadores, programadores de festivais e salas de teatro de todo o Brasil, conectando-os com grupos participantes do Fringe e também com companhias radicadas em Curitiba.

Mostra Surda de Teatro – diversidade e acessibilidade em cena

A fim de promover a importante acessibilidade à arte e fortalecendo um ‘Festival para Todos’, a Mostra Surda de Teatro, que se consolida em sua segunda edição, celebra o protagonismo de artistas surdos, apresentando a cultura e a expressão artística em Libras.

Com espetáculos e montagens de diferentes regiões do Brasil, a mostra destaca e valoriza as produções teatrais da comunidade surda, ocupando o Sesc da Esquina. Estarão em cartaz os espetáculos Vozes Silenciadas, drama de Fortaleza-CE, em uma performance que dramatiza relatos reais de surdos do interior cearense; a contação de história infantil A Chapeuzinho Azul, também de Fortaleza, que transporta o público para uma floresta repleta de personagens únicos, cada um com lições valiosas sobre a cultura surda; A Palhaça Surda Mara, direto do Ceará, em que a talentosa artista surda Lyvia Cruz apresenta sua mais recente performance, assumindo o papel da adorável e divertida Palhaça Mara; o infantil A Astronauta Mara: Aventuras no Mundo das Bocas e das Mãos, também do Ceará, em uma apresentação bilíngue (Libras e Língua Portuguesa) que leva o público em uma jornada cósmica, promovendo inclusão e diversidade; o espetáculo Corpo, Preto, Surdo: Nós Estamos Aqui, de Belo Horizonte, com uma produção teatral que aborda a experiência de pessoas surdas e ouvintes negras, ao explorar questões de identidade, representatividade e resistência; a peça Ilíada em Libras – Canto I, uma montagem teatral da Ilíada de Homero, com o ator Jonatas Medeiros, traduzido e performatizado na Língua Brasileira de Sinais, e Movimento de Escuta, um espetáculo de dança sobre cultura surda da Cia de Dança SOM, do Rio de Janeiro, composta por cinco bailarinos surdos.

Interlocuções

O Interlocuções foca em ações formativas, que objetivam a experiência e a integração entre artistas e público, estimulando o pensamento crítico sobre as artes cênicas e atraindo também estudantes de grupos. Com parte de sua programação indicada pela curadoria da Mostra Lucia Camargo, estão previstos vários debates, encontros, palestras, oficinas e lançamentos de livros para a edição de 2025, com programação totalmente gratuita. Parte das oficinas possui vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail interlocucoes@festivaldecuritiba.com.br

A Mostra Lucia Camargo, a Mostra Fringe e o Interlocuções são apresentados por Petrobras, Sanepar, CAIXA e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de CNH Capital – New Holland, EBANX, ClearCorrect – Neodent, Sebrae, Viaje Paraná – Governo do Estado do Paraná e Copel – Pura Energia, além do patrocínio especial da Universidade Positivo.

Guritiba – cultura e formação de plateia 

O Guritiba é um projeto cultural e social voltado para a formação de plateia, promovendo o acesso democratizado à arte para crianças, adolescentes, educadores e famílias ao longo de todo o ano. Sua programação tem início junto ao Festival de Curitiba e, em 2025, acontece de 25 de março a 6 de abril, com uma seleção especial de espetáculos para todas as idades.

Nesta edição, o Teatro Bom Jesus recebe a estreia nacional de O Menino Maluquinho – O Show, do Grupo Tupi Pererê. O espetáculo apresenta uma releitura vibrante da obra, com as canções de Rosy Greca, em uma homenagem a Ziraldo e a todos os artistas que dedicam suas vidas à infância. Outra atração é Ítaca, de São Paulo, que narra a jornada emocionante de um marinheiro solitário cruzando o oceano, combinando humor sensível e técnica apurada. A programação também conta com Dinossauros do Brasil, da Pia Fraus, companhia que comemora 40 anos de história com um espetáculo que retrata o surgimento dos dinossauros brasileiros até os dias atuais. Entre os destaques está ainda Elefanteatro, de Belo Horizonte, uma experiência única e gratuita no Passeio Público, em que um enorme elefante feito de materiais reciclados e sucata percorre as ruas, encantando o público com sua grandiosidade e simbolismo.

Além das apresentações teatrais, o Guritiba amplia seu impacto com o Programa Guritiba, que leva espetáculos a escolas e instituições sociais de Curitiba e região. Nesta edição, três peças integram essa iniciativa: Vida Plástica, da companhia Lado a Lado, que alia arte circense e educação ambiental, promovendo reflexões sobre sustentabilidade; Yeye & Seu Espelho, que conta a história de uma jovem sonhadora que vive na cidade do rio, e Dia Claro, Noite Escura, um delicado teatro de formas animadas que acompanha a rotina de uma costureira e sua encantadora arte de criar bonecas de pano.

O Guritiba é apresentado por CNH Capital – New Holland, Peróxidos do Brasil e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de BRFértil Fertilizantes, Ritmo Logística e Grupo Barigui.

MishMash – espetáculos de variedades para toda a família

Uma verdadeira celebração da arte e do entretenimento, o MishMash reúne performances de malabarismo, mágica, mímica, circo, palhaçaria, música e outras expressões artísticas em um espetáculo vibrante e divertido para todas as idades. Com curadoria de Rafael Barreiros, o Palhaço Alípio, a edição deste ano acontece nos dias 5 e 6 de abril, no Teatro UP Experience – Universidade Positivo.

Com o tema Histórias Fantásticas, o MishMash 2025 promete encantar o público ao transformar em arte as trajetórias e experiências marcantes dos artistas que compõem o elenco. Uma experiência única, repleta de humor, encantamento e surpresas, que reforça o poder das histórias para conectar e emocionar plateias de todas as idades.

O MishMash é apresentado por Tintas Darka, Vianmaq Equipamentos, Universidade Positivo, Arotubi, Unimed Curitiba e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio da TradeStar Group, Impextraco, Gelopar e Cimento Itambé.

Risorama – o melhor do humor nacional

Mantendo sua tradição em formato de um grande comedy club com os maiores nomes do humor do país, o Risorama chega em sua maioridade, na 21ª edição, com humoristas de destaque da televisão, da internet e dos palcos. Com apresentações com serviço de bar ao público e tendo como anfitrião Diogo Portugal, um dos precursores do stand-up no Brasil, o mais tradicional festival de humor nacional ocorre de 27 de março a 1º de abril, na Live Curitiba. Este ano, participam Diogo Portugal, Nany People, Afonso Padilha, Carioca, Fabiano Cambota, Dra. Rosangela e Rodrigo Marques.

O Risorama é apresentado por Helisul Aviação, Havan, Paraná Banco e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de Foxlux, Porto a Porto, Grupo Barigüi e Neovia Engenharia, tendo como cerveja oficial a Therezópolis.

Gastronomix – arte, música e alta gastronomia ao ar livre

O Gastronomix é o primeiro evento artístico e gastronômico ao ar livre do país, reunindo uma experiência única que combina música instrumental, artes cênicas e alta gastronomia. Sob a curadoria do renomado chef Celso Freire, o Gmix traz uma seleção de restaurantes e chefs premiados do Brasil e do mundo.

Entre os talentos confirmados estão Flávia Quaresma (Rio de Janeiro), Felipe Schaedler (Banzeiro, Manaus), Heiko Grabolle (Pommitz, Santa Catarina), Vitor Bourguignon (Stro e Boi and Beer, Curitiba) e Rafael Lafraia (Curry Pasta), entre outros grandes nomes da gastronomia.

Comprometido com a sustentabilidade, o evento valoriza ingredientes de produtores locais e adota práticas de baixo impacto ambiental. As degustações são servidas em louças de porcelana e talheres de inox retornáveis, reforçando o compromisso com a redução de resíduos.

Além das experiências gastronômicas, a programação inclui aulas-show e atividades interativas para toda a família. O Gastronomix acontece nos dias 28, 29 e 30 de março, das 11h às 18h, na Universidade Positivo, em um cenário encantador às margens do lago e do Espaço de Eventos.

O evento é apresentado pelo Grupo Potencial, Seara Gourmet, Universidade Positivo, Britânia e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio da Servopa (70 anos) e Electra Comercialização de Energia, e a Therezópolis como cerveja oficial.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba e pelo Instagram @festivaldecuritiba.

Valores:
Mostra Lucia Camargo – De gratuitos até R$85 (entrada inteira) + taxa adm.

Risorama – De R$42,50 até R$85 (entrada inteira) + taxa adm.

Fringe – De gratuitos até R$75 (entrada inteira) + taxa adm.

Mostra Surda de Teatro – gratuita.

MishMash – De R$30 até R$60 (entrada inteira) + taxa adm.

*Confira opções de combos de ingressos para a família.

Programa Guritiba – De gratuitos até R$60 (entrada inteira) + taxa adm.

Gastronomix – De R$10 até R$20 (entrada inteira) + taxa adm.

*Estudantes de teatro e artistas profissionais contam com ingressos promocionais de R$40 e R$20, somente na bilheteria física. Verifique as condições especiais para colaboradores de empresas apoiadoras e clubes de descontos.

Serviço:

33º Festival de Curitiba

Data: de 24/3 a 6/4 de 2025

Ingressoswww.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).

Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo.

Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

(Com Maximilian Santos/Festival de Curitiba)