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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Cortella para crianças: filósofo transforma valores em aventuras

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/Cortez Editora.

Cultivar valores desde a infância é como plantar sementes em um jardim: com o cuidado certo, elas crescem fortes e florescem ao longo da vida. Com esse intuito, o filósofo Mario Sergio Cortella apresenta uma coleção de livros em que convida crianças a refletirem sobre temas fundamentais para o mundo de hoje, como tecnologia, diversidade e meio ambiente.

Cortella é uma das vozes mais influentes no pensamento sobre educação e ética no Brasil contemporâneo. Nestas obras, publicadas pela Cortez Editora e escritas em parceria com o jornalista Paulo Jebaili, o professor traz para o universo infantil o compromisso com o raciocínio crítico e a formação de indivíduos capazes de encarar desafios de forma autônoma e consciente.

As ilustrações vibrantes de Edu Fosco complementam a proposta ao inserir os temas em um universo colorido e lúdico, que convida os pequenos a refletirem sem deixar a diversão de lado. A partir da trajetória dos amigos Ana e Otto, as histórias demonstram como situações cotidianas podem apresentar grandes oportunidades de aprendizado.

Em ‘Conectados, mas com cuidados!’, os personagens descobrem como a tecnologia pode ser uma aliada – ou uma armadilha. Ao se depararem com fake news no bairro, eles entendem a importância do uso consciente da internet para uma convivência digital segura e saudável.

Já em ‘Diferentes, sim. Desiguais, jamais!’, a dupla encontra pessoas de diversas origens e percebe que a diversidade enriquece qualquer convívio, pois é uma fonte de descobertas, e respeito e empatia são fundamentais para relações mais justas e harmoniosas no dia a dia.

‘O meu lugar no nosso lugar’ acompanha Ana enquanto ela vivencia o valor da coletividade por meio de uma horta comunitária. A história revela como pequenas ações em prol do meio ambiente podem transformar a comunidade e o papel de cada um na preservação do planeta.

A coleção de Cortella e Jebaili sustenta que a filosofia pode florescer já nos primeiros anos de vida, ajudando a construir um futuro mais reflexivo e solidário. É um convite para que crianças descubram o valor da curiosidade, da empatia e da responsabilidade.

Cada história é uma porta aberta para o diálogo entre gerações no qual os pequenos aprendem com os grandes, e os grandes redescobrem o mundo através dos olhos curiosos dos pequenos. Afinal, educar é, acima de tudo, uma troca constante de saberes e experiências – e nada melhor do que iniciar essa troca com histórias que encantam e inspiram desde cedo.

Fichas Técnicas

Autores: Mario Sergio Cortella e Paulo Jebaili
Ilustrador: Edu Fosco
Editora: Cortez

Título: Conectados sim, mas com cuidados!
Páginas: 32
ISBN: 9786555554724
Onde encontrar: Amazon.

Título: Diferentes, sim. Desiguais, jamais!
Páginas: 32
ISBN: 9786555552553
Onde encontrar: Amazon.

Título: O meu lugar no nosso lugar
Páginas: 32
ISBN: 9786555554106
Onde encontrar: Amazon.

Sobre Mario Sergio Cortella | Nascido em Londrina, no Paraná, mudou-se para São Paulo aos treze anos. Na capital paulista, assim que se formou em Filosofia, virou professor, atividade que desempenha até hoje. De 1990 a 1991, foi secretário municipal de Educação em São Paulo. Faz palestras por todo o país e está próximo da marca de cinquenta livros publicados. Ele se comunica com milhões de pessoas pelo rádio, pela TV e pela internet. Redes sociais: Instagram | YouTube | Site | LinkedIn.

Sobre Paulo Jebaili | Nasceu em São Paulo e morou muitos anos no Rio de Janeiro. Formou-se em Comunicação Social e começou a carreira de jornalista em rádio. Na capital paulista, trabalhou em revistas sobre empresas, educação e esportes. Em uma entrevista, conheceu o Cortella, com quem passou a trabalhar na edição de livros. Em 2020, escreveram um livro juntos. Em 2022, fizeram a primeira parceria de livro infantil, com Diferentes, sim. Desiguais, jamais!. Instagram

Sobre a Cortez Editora: Foi a solidez do trabalho feito que estimulou a Cortez Editora a expandir e mostrar ao mundo toda a riqueza da cultura brasileira e a densidade ímpar de seus autores. Seu catálogo é referência nas áreas de Literatura Infantil e Juvenil, Educação, Serviço Social, Ciências da Linguagem, Ciências Sociais, Ciências Ambientais e Psicologia. Site: Cortez Editora. Redes Sociais: Instagram | YouTube | Facebook.

(Com Ana Paula Gonçalves/LC Agência de Comunicação)

Exposição ‘Modus Operandi’ da artista visual Regina Silveira desvenda seus processos criativos no Instituto de Arte Contemporânea, em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

El Sueño de Mirra y Otras Constelaciones. Fotos: Estúdio Regina Silveira.

O Instituto de Arte Contemporânea (IAC) apresenta a exposição ‘Modus Operandi’ da artista Regina Silveira a partir do dia 22 de março de 2025 (sábado), das 11h às 16h, na Consolação, em São Paulo.

A mostra – que tem curadoria Agnaldo Farias, professor da FAU-USP e crítico de arte – apresenta os processos criativos e desenvolvimento de algumas de suas obras de diferentes períodos, além de maquetes, desenhos preparatórios e mesmo documentários em vídeo. O conjunto ocupa duas salas expositivas e a área do café da instituição. Alguns dos trabalhos expostos no IAC já foram vistos no Brasil, mas outros foram obras site specific instaladas temporariamente em outros países, como Bélgica, Estados Unidos, México, Chile e Japão. A visitação gratuita segue até o dia 26 de julho de 2025.

Desaparencias, 1999A.

O evento também celebra a doação dos arquivos e documentos da artista para o IAC, tendo como maior função a sua disponibilização para a pesquisa. A intenção primeira é mostrar como cada ideia foi desenvolvida e formulada, além de explicitar suas sucessivas derivações, apontando similaridades e diferenças, ou o modo como se constitui cada série de trabalhos. “Acredito que essa exposição, sem ser uma retrospectiva, pode dar uma visibilidade pontual às diversas direções de meu percurso, desde a etapa multimídia e, passando de distorções e projeções de sombra, alcança a memória ao meu salto íconceitual e técnico), ao campo aberto das possibilidades digitais, em obras que puderam ser totalmente feitas por outros e à distância, em fachadas e interiores de espaços públicos”, conclui a artista. O título da mostra toma como base a expressão em latim que significa ‘modo de operar’, utilizada para designar uma maneira de agir, operar ou executar uma atividade seguindo geralmente os mesmos procedimentos.

Desaparencias, 1999B.

“A artista empreende o cálculo metódico, diligente, exato do discurso visual; toma para si o papel milimetrado, um dos suportes preferenciais do desenho mecânico e civil, para traduzir ao plano bidimensional excertos do mundo tridimensional. Revira, ajusta o desenho, como que vai testando sua plasticidade até chegar ao ponto que lhe satisfaz. Uma vez atingido, o trabalho muda de estado: tendo partido da compreensão da profundidade do mundo, posteriormente reduzido a dimensão planar, o desenho cresce novamente, agora transposto para um tapete, para um desenho despejado pelo chão capaz de atacar uma parede, até aqueles que recobrem o volume de um prédio. Nesse processo, as ausências convertem-se em presenças maiúsculas, tão ou mais impactantes e convincentes do que os objetos, corpos humanos, bichos e insetos que lhes serviram de fontes”, afirma o curador Agnaldo Farias em seu texto.

A exposição é uma realização do Instituto de Arte Contemporânea. O educativo é apoiado pelo Instituto Galo da Manhã. As atividades do IAC são amparadas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Governo Federal.

Sobre a artista

Regina Silveira, Porto Alegre, RS, Brasil, 1939. Bacharel em Belas Artes pelo Instituto de Artes da UFRGS (1959), Mestre (1980) e Doutora (1984) pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, Brasil. Desde a década de 60, a artista tem uma extensa carreira docente, no Brasil e no exterior.

Tapeçarias.

Participou de diversas bienais, como Bienal de São Paulo (1981, 1983, 1998, 2022), Bienal Internacional de Curitiba (2013, 2015) Bienal do Mercosul (2001, 2011), Porto Alegre, Brasil; Bienal de La Habana, Cuba (1986, 1998 e 2015); Médiations Biennale, Poznan, Polônia (2012); 6ª Bienal de Taipei, Taiwan, (2006); 2ª Trienal de Setouchi, Japão (2016); Bienal Sur, Argentina (2017) e Riad (2019). Algumas das suas exposições coletivas mais recentes são: Sous les Pixels, la Matière, Pont du Gard, França, 2024; Walking through Walls, Martin Gropius Bau, Berlim, Alemanha, 2019; Die Macht der Vervèelfältigung, Leipziger Baumwollspinnerei, Leipzig, Alemanha 2019; Radical Women: Latin American Art, 1960-1985, Hammer Museum, Los Angeles, EUA, 2017; Brooklyn Museum, NY, EUA, 2018, Pinacoteca do Estado, SP, Brasil, 2018; Mixed Realities, Kunst Museum, Stuttgart, Alemanha, 2018; Imprint, Academy of Fine Arts, Varsóvia, Polônia, 2017; Future Shock, Site Santa Fe, Novo México EUA, 2017 e Consciência Cibernética (?), Itaú Cultural, São Paulo, Brasil, 2017.

As últimas exposições individuais de Regina são Destructures For Power, La Virreina, Centre de la Imatge, Barcelona, Espanha, 2024-2025; Regina Siveira: Other Paradoxes, Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP , São Paulo, Brasil, 2021-22; Limiares, Paço das Artes, São Paulo, Brasil 2020; Up There, Farol Santander, São Paulo, Brasil, 2019; EXIT, Museu Brasileiro da Escultura – MuBE, São Paulo, Brasil, 2018; Unrealized /NãoFeito, Alexander Gray Associates, NY, USA, 2019, Todas As Escadas, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil, 2018; Regina Silveira ‘Crash’, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil, 2015; El Sueño de Mirra y Otras Constelaciones, Museo Amparo, Puebla, México, 2014; 1001 Dias e Outros Enigmas, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre Brasil, 2011; Abyssal, Galeria Atlas Sztuki, Lodz, Polônia, 2010 e Lumen, Museo Nacional de Centro de Arte Reina Sofia, Madri, Espanha, 2005.

Desaparencias, 2002.

As bolsas internacionais recebidas foram das John Simon Guggenheim Foundation (1990), Pollock-Krasner Foundation (1993) e Fulbright Foundation (1994).

O seu trabalho está representado em muitos acervos públicos, entre outros: Banco de la República de Bogotá, Bogotá, Colombia; Coleção Itaú, São Paulo, Brasil; Coleção SESC, São Paulo, Brasil; El Museo del Barrio, New York, USA; Museum of Fine Arts, Houston, TX, USA; MAC – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Brazil; MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – São Paulo, Brazil; MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil; MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brazil; Agnes Etherington Art Centre, Kyngston, Canada; San Diego Museum of Contemporary Art, La Jolla, USA; Taipei Fine Arts Museum, Taiwan; The Museum of Modern Art, New York, USA ; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Spain. https://reginasilveira.com

Sobre o IAC

Raquel Arnaud fundou o Instituto de Arte Contemporânea em 1997 visando preservar e disponibilizar para pesquisa uma ampla coleção de documentos relacionados à trajetória e à obra de artistas visuais brasileiros.

​Com cerca de 100 mil itens atualmente, a coleção se compõe de estudos, cadernos de anotações, projetos, protótipos, fotografias, fotogramas, cartas, documentos pessoais e materiais gráficos, entre outros formatos que compõem o arquivo de artistas, arquitetos e galerias de arte. Um vasto conjunto que permite ao público conhecer a vida e o processo de criação desses artistas, bem como suas relações com os movimentos artísticos em diferentes períodos.

Os artistas Amilcar de Castro, Antonio Dias, Carmela Gross, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Ivan Serpa, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Paulo Bruscky, Regina Silveira, Rubem Ludolf, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo, Ubi Bava, Waltercio Caldas e Willys de Castro; os arquitetos Jorge Wilheim e Gregori Warchavchik; a Petite Galerie de Franco Terranova e a Galeria Raquel Arnaud são os acervos que fazem parte do IAC até o momento. A cada ano, novas coleções são incorporadas. Além de ser um centro de documentação e pesquisa, o IAC oferece ao seu público exposições, cursos, seminários, ações educativas voltadas para escolas públicas com enfoque em inclusão social e acessibilidade, bolsas de formação em conservação, pesquisa e educação patrimonial. https://www.iacbrasil-online.com/

Serviço:

Mostra Modus Operandi – Regina Silveira

Curadoria e texto crítico Agnaldo Farias

Visitação: 25/3 a 26/7/2025

Horários de visitação: terça a sexta-feira, 11h às 17h, e sábados e feriados, 11h às 16h

Valor: entrada gratuita

Instituto de Arte Contemporânea – IAC

Avenida Dr. Arnaldo, 120/126 – Consolação, São Paulo, SP

Tel: + 55 (11) 3129-4973

E-mail: contato@iacbrasil.org.br

Site: https://www.iacbrasil-online.com/

Redes sociais:

Instituto de Arte Contemporânea-IAC @iacbrasil

Regina Silveira @regkunst

Agnaldo Farias @agnaldo_farias.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

Fundação Casa de Rui Barbosa inicia minucioso trabalho de tratamento da biblioteca de seu patrono

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Rômulo Fialdini.

Mais de 23 mil exemplares que compõem a biblioteca de Rui Barbosa, abrigada no Museu- Casa do advogado, político, escritor e diplomata, em Botafogo, passam por um tratamento de preservação e manutenção das obras. A ação tem como objetivo o cuidado e a manutenção desse importante acervo, que representa a memória histórica da literatura brasileira. Com tecnologia de ponta, o tratamento consiste na identificação de possíveis insetos que possam, futuramente, causar danos ao patrimônio.

“A preservação de acervos é a missão central da Casa de Rui Barbosa, que se dedica à memória cultural brasileira, especialmente ao acervo de Rui Barbosa. Por isso, tratamos esse projeto como prioridade desde o início, com a urgência necessária e utilizando as tecnologias mais inovadoras disponíveis. Aqui, tradição, inovação e preservação caminham juntas para garantir a melhor solução na conservação de uma memória fundamental da história republicana brasileira: os livros da Biblioteca Rui Barbosa”, destacou o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Alexandre Santini.

Em um ambiente controlado e sob os cuidados de uma equipe técnica especializada, o acervo – composto por edições raras, exemplares com dedicatórias, obras com anotações manuscritas de Rui Barbosa e clássicos da literatura preservados pelo intelectual – passa por um minucioso processo de conservação. A técnica utilizada inclui a aplicação de nitrogênio em ambiente confinado para eliminar possíveis agentes biológicos. Após essa etapa, os livros serão higienizados antes de retornarem à exposição pública no museu.

(Com Sheila de Oliveira/Assessoria de Imprensa MinC)

FAAP abre as portas de sua Residência Artística no Edifício Lutetia, no centro de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

No dia 29 de março, sábado, das 12h às 17h, a Residência Artística FAAP – São Paulo realiza o primeiro ‘open studio’ do semestre em sua sede, o Edifício Lutetia, na Praça do Patriarca. O ‘open studio’ é uma oportunidade para alunos e visitantes conhecerem os estúdios onde os artistas residentes vivem e trabalham pelo período de dois a cinco meses. Eles compartilham detalhes de suas pesquisas e experiências na cidade, e o público pode conhecer melhor o prédio histórico da residência, um dos mais antigos de São Paulo, projetado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo.

Os 10 residentes são Carlos Monaretta (SP), Diana Barquero Pérez (Costa Rica), Gabz 404 (Porto Alegre), Henry Palacio (Colômbia), Jean-Marie Fahy (Suíça), João Massano (Portugal), Julia Arbex (Rio de Janeiro), Laurent-David Garnier (França), Lucas Matoso (Minas Gerais) e Marcelo Camara (Distrito Federal).

A Residência Artística FAAP tem como objetivo oferecer um espaço privilegiado para troca de experiências na área de artes visuais. O espaço possui dez amplos estúdios para acomodar os artistas que participam do programa a partir de processo seletivo realizado a cada início de semestre. O Programa foi criado em 2005 e, desde então, recebe artistas nacionais e internacionais todos os semestres. Mais de 450 artistas de todos os continentes já passaram pelo espaço. Mais informações: www.faap.br/residencia-artistica.

Serviço:

Residência Artística FAAP – São Paulo – Programa ‘open studio’

Dia 29 de março, sábado, das 12h às 17h

Residência Artística FAAP – Edifício Lutetia

Praça do Patriarca, 78 – Sé.

(Com Cris Landi/Buriti Comunicação)

MASP apresenta exposição que reflete sobre acervo de artes da África

São Paulo, por Kleber Patricio

IORUBÁ, Máscara Geledé, sem data. Acervo MASP. Foto: Eduardo Ortega.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 28 de março a 3 de agosto, a exposição Cinco ensaios sobre o MASP Artes da África, no terceiro andar do Edifício Pietro Maria Bardi. A mostra reúne mais de 40 obras do acervo do museu, principalmente do século 20, oriundas da África ocidental.

A curadoria de Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Leandro Muniz, curador assistente, MASP, selecionou peças confeccionadas em madeira, principalmente aquelas ligadas ao corpo ou à sua representação. O conjunto abrange estatuetas de Exu e Xangô, objetos cotidianos, bonecas, tambores, mobiliário e máscaras usadas em festividades, rituais de iniciação, celebração ou funerais. Embora outras apresentações desse conjunto já tenham sido realizadas, esta é a primeira exposição que busca estabelecer uma leitura crítica e propositiva da coleção de arte africana do museu.

“A presença da arte africana no MASP foi moldada por momentos-chave ao longo da sua história, marcados pela realização de exposições e doações. O primeiro envolvimento notável do museu com a arte africana ocorreu em 1953, com a exposição Arte Negra, realizada seis anos após a abertura do MASP. Essa iniciativa foi uma das primeiras exposições de arte africana registradas em um museu brasileiro”, afirma Amanda Carneiro.

As obras provêm de 17 culturas distintas, oriundas principalmente da África ocidental, de grupos como Guro, Senufo e Baulê, da atual Costa do Marfim; Dogon e Bamana, do Mali; Mossi e Bobo, da Burkina Faso; Baga, da Guiné; Axante, de Gana; Guere-Wobe, da Libéria; Hemba, do Congo; Mumuye, Ibibio, Igbo e Iorubá, da Nigéria; além de uma peça Chokwe, da Angola.

“São produções muito diversas que trazem essa noção de ‘artes’ no plural para o título da exposição. Existem cerca de 500 culturas diferentes em toda a África, portanto, o que apresentamos é um recorte específico sobre a maneira como o MASP colecionou essas peças ao longo dos anos. Não se trata de uma mostra sobre uma identidade única continental”, afirma Leandro Muniz.

IORUBÁ, Ibeji (Título atribuído), sem data. Acervo MASP. Foto: Jorge Bastos.

Em diálogo com as peças históricas, os artistas brasileiros biarritzzz (Fortaleza, CE, 1994) e Cipriano (Petrópolis, RJ, 1981) abordam, em obras comissionadas para o museu, os legados e as transformações das tradições africanas na cultura brasileira. biarritzzz expõe três vídeos: colagens digitais de fragmentos das máscaras presentes na mostra, acompanhadas de frases que questionam sua presença em acervos de museus. A artista usa uma linguagem típica de redes sociais para transmitir ideias ou fazer críticas com humor, chamando esse recurso de ‘pedagogia do meme’. Já Cipriano apresenta duas pinturas abstratas que sobrepõem cantos de religiões afro-brasileiras ligadas às tradições banto, tronco linguístico da África central. Uma das obras faz referência ao tambor Chokwe, de Angola, incorporado em 2023 à coleção do MASP.

Concebida pelo escritório de arquitetura Gabriela de Matos, a expografia remete a dois materiais que foram fundamentais para o desenvolvimento tecnológico do continente africano: a terra, usada especialmente em arquiteturas milenares, e o ferro, cuja fundição data ao menos desde 500 a.C., ganhando importância central em diferentes culturas africanas. As estatuetas e as máscaras são apresentadas em totens cobertos por uma tinta semelhante à terra; já a estrutura tem uma base composta por metal e acrílico espelhado preto.

As obras estão organizadas em conjuntos que destacam a diversidade e a inventividade formal das produções e as relações temáticas entre diferentes culturas. Sem associações cronológicas e geográficas, a montagem incorpora as produções dos artistas contemporâneos.

ACERVO

A maior parte da coleção de artes da África do MASP é composta por estatuetas e máscaras do século 20, integradas ao museu ainda nas primeiras décadas de sua formação. Desde 1953, seis anos após sua fundação, o museu realizou diversas exposições sobre este tema, como Arte Negra (1953), Arte Tradicional da Costa do Marfim (1973), Da senzala ao sobrado (1978), Arte contemporânea do Senegal (1981), Cultura Nigeriana (1987), África Negra (1988) e Do coração da África – Arte Iorubá (2014).

AXANTE, Boneca de fertilidade Akuaba, sem data. Acervo MASP. Foto: CABREL | Escritório de Imagem.

Duas grandes doações foram fundamentais para a formação desse acervo: do Bank Boston, em 1998, e da coleção Robilotta, em 2012; ao longo do tempo também ocorreram incorporações pontuais. Para refletir sobre a história dessa coleção e das exposições sobre arte africana no MASP, um conjunto de documentos será apresentado em uma vitrine que registra essa trajetória.

Artes da África, Renoir, Geometrias, Histórias do MASP e Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado integram os Cinco ensaios sobre o MASP, série de exposições pensadas a partir do acervo e da história do museu para inaugurar o novo Edifício Pietro Maria Bardi.

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, além de textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil – com narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os espaços e as obras. Os conteúdos, disponíveis no site e no canal do YouTube do museu, podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessados em geral.

REALIZAÇÃO

Cinco ensaios sobre o MASP – Artes da África é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem patrocínio master do Nubank.

SERVIÇO:

Cinco ensaios sobre o MASP – Artes da África

Curadoria: Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Leandro Muniz, curador assistente, MASP

3° andar

Edifício Pietro Maria Bardi

Visitação 28/3 — 3/8/2025

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1510 – Bela Vista, São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada)

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Com Carla Pereira Monteiro Gil/ConteúdoNet)