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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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{FÉ}STA, do Coletivo Prot{agô}nistas, celebra o circo negro no Sesc Pompeia

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Sergio Fernandes.

Transformando o circo negro em território de memória e invenção, o Coletivo Prot{agô}nistas estreia {FÉ}STA no dia 16 de janeiro de 2026, no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP), abrindo a programação 2026 do teatro. A temporada, que segue até 8 de fevereiro, tem sessões às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Nas sextas-feiras dos dias 23 e 30 de janeiro e 6 de fevereiro, há sessões extras às 16h.

Depois de sete anos de trajetória e do impacto de primeira obra da companhia, Prot{agô}nistas – O Movimento Negro no Picadeiro, o coletivo aprofunda sua pesquisa entre circo, dança e música em {FÉ}STA e marca a presença do circo contemporâneo negro ocupando um dos palcos mais importantes da cidade.

Com concepção e direção geral de Ricardo Rodrigues, a partir do argumento em parceria com Renato Ribeiro, Ricardo Rodrigues e Washington Gabriel, o espetáculo enaltece a música, a dança e as artes circenses com estética afro-diaspórica, permeada por poesia, humor e o risco inerente do circo que se entrelaça à força ancestral de quem celebra seus ritos.

O trabalho está amparado nos quatro eixos que   atravessam a existência humana: morte, união, vida e fé. Tudo é abordado de maneira metafórica, imagética e sensorial. Nesse sentido, {FÉ}STA nasce como um convite para celebrar a vida em toda a sua totalidade.

Entre acrobacias, música ao vivo e dança, a cena evoca a espiritualidade, a coletividade e o renascimento constante que marcam o caminhar da população negra. Cada gesto é atravessado por histórias coletivas que ecoam nas rodas, nos terreiros e nas ruas.

“Em linhas gerais, a morte é representada pela travessia. Estamos homenageando quem cruzou o Atlântico e chegou em Pindorama. A união está simbolizada pelo encontro em uma nova terra. A vida está expressa em números aéreos para mostrar a beleza do corpo. Aqui fé não tem rótulos: ela parte de uma roda de samba e caminha para o encanto sublime”, diz Rodrigues.

Sobre a encenação

Ao contrário do espetáculo anterior, PROT{AGÔ}NISTAS – O Movimento Negro no Picadeiro, que deu foco à produção autoral dos integrantes, {FÉ}STA, desenvolve cenas coletivas. “Trabalhamos juntos para encontrar um repertório comum, pensando nessa força conjunta. Todos fazem acrobacias, dançam e cantam”, comenta Ricardo.

São nove intérpretes no palco: Zanza Santos, Wilson Guilherme, Tatilene Santos, Robert Gomez, Ricardo Rodrigues, Keithy Alves, Jéssica Turbiani, Helder Vilela e Guilherme Awazu. Todos interagem com um andaime. “Essa estrutura é nosso aparelho circense, que recebe as apresentações de dança e as acrobacias. Ele começa deitado, até que passa a desafiar à física ao ficar em várias outras posições, como em losango, em diagonal e em pé, além de girar”, conta o diretor.

A trilha sonora é executada ao vivo em cena pelos artistas Guilherme Awazu, Jaque da Silva, Mariana Per, Melvin Santhana, Pitee Batelares e Vinícius Ramos. A direção musical é assinada por Melvin Santhana. O Figurino de Karine Lopes traz referências do afrofuturismo para ressaltar a elegância e realeza do elenco, apostando em tons claros que recebem o complemento do dramaturgismo na iluminação de Danielle Meireles, que ressalta cores e recria os ambientes da narrativa.

{FÉ}STA olha para o ciclo da vida não apenas como passagem, mas como permanência. Trata-se de um gesto político e poético que faz do circo um altar de resistência e beleza, onde o riso é fé, o encontro é renascimento, e o corpo negro, em sua travessia, é eternamente fonte de criação.

Oficinas

O Coletivo Prot{agô}nistas realiza uma série de oficinas formativas que atravessam circo, dança e música como linguagens integradas à cena contemporânea, tendo o corpo, o ritmo e o som como territórios de criação, memória e comunicação. As atividades propõem vivências práticas e reflexivas que articulam técnica, experimentação e expressividade, partindo de referências afrodiaspóricas e das pesquisas artísticas do coletivo. Destinadas a artistas, estudantes, pesquisadores, educadores e pessoas interessadas nas artes da cena, as oficinas convidam os participantes a explorar o corpo em movimento, a dança como celebração e a música como potência narrativa e política.

Na oficina Acrobacias e Corpo em Movimento, os artistas circenses Wilson Guilherme e Tatilene Santos conduzem exercícios e jogos corporais que investigam apoios, rolamentos, tônus muscular e precisão do gesto, integrando preparação física e criação cênica. Já Corpo em Festa: Dança e Ritmo, conduzida por Keithy Alves e Washington Gabriel, propõe uma imersão em ritmos da música preta — como samba rock, funk, step e gumboot dance — enfatizando musicalidade, ancestralidade e presença cênica. Encerrando o ciclo, Som e Circo: o processo de criação musical e dramaturgia sonora para a cena mergulha nas relações entre música, corpo e dramaturgia, com Melvin Santhana e Mariana Per, destacando o som como linguagem fundamental das artes cênicas e espaço de resistência, memória e criação coletiva.

Sobre o Coletivo Prot{agô}nistas

Com estreia em 2019, no Festival Internacional de Circo de São Paulo FIC-SP, Prot{agô}nistas – O Movimento Negro no Picadeiro, realizou a abertura do Projeto “Novos Modernistas” no Theatro Municipal de São Paulo na noite de 8 de maio de 2019 com ingressos esgotados. A partir daí participou das principais programações do Mês da Consciência Negra: Sesc Pompéia, 1º Fórum de Performance Negra de São Paulo, SescTV, Centro de Memória do Circo, Teatros Paulo Autran, Anchieta, Antunes Filho, CCSP, entre outros.

Recebeu o troféu do Prêmio Arcanjo de Cultura em 2019 na categoria teatro como “Espetáculo Teatral que une as Artes Circenses a outras formas de Expressão Artística com Protagonismo Negro”. Em 2020, foi contemplado pela 1ª Edição do Fomento à Cultura Negra, e produziu o documentário “Estar Vivo é Nossa Maior Resistência”. Integrou os festivais como: FIC-SP 2020, SESC CIRCOS 2021, Mostra Bagaceira, Mostra Saruê, FIT-BH, Festival de Curitiba, Festival Folia de Circo, Festival Omodé e Festival Culturas Negras do SESCSP.

Em 2022, com patrocínio master da Unilever Brasil, realizou a Circulação Prot{agô}nistas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo via Lei de Incentivo à Cultura.

Em 2023, recebe o Prêmio Leda Maria Martins de Teatro Negro, na categoria Projetos Cênicos – Ancestralidade. Em 2024 comemorou 5 anos de existência com lançamento do Baile Black e atualmente, em 2025 realiza a circulação pelo projeto Viagem Teatral do SESI-SP, por cidades do interior paulista.

SINOPSE

{FÉ}STA transforma o picadeiro em um ritual traçado por quatro pontos inerentes à condição humana: morte, nascimento, união e fé. Entre acrobacias, dança e música, o Coletivo Protagonistas celebra o ciclo da vida e a força que transita entre mundos.

FICHA TÉCNICA

Criação: Coletivo Prot{agô}nistas

Argumento: Ricardo Rodrigues, Renato Ribeiro e Washington Gabriel

Direção geral: Ricardo Rodrigues

Assistência de Direção: Washington Gabriel

Direção Musical: Melvin Santhana

Desenho e operação de luz: Danielle Meireles

Técnica de Som: Bia Santos

Figurino: Ocorre entre linhas | Karine Lopes

Cenografia: Ricardo Rodrigues

Serralheiros: Gilson Toquearte e Jovani Almeida

Visagismo: Fagner Saraiva

Preparação Circense: Erickson Almeida

Artistas criadores

Circo: Guilherme Awazu, Helder Vilela, Jéssica Turbiani, Keithy Alves, Ricardo

Rodrigues, Robert Gomez, Tatilene Santos, Wilson Guilherme e Zanza Santos

Música: Guilherme Awazu, Jaque da Silva, Mariana Per, Melvin Santhana, Pitee

Batelares e Vinícius Ramos.

Composições: Ayo Kuntima, Jaque da Silva, Mariana Per, Melvin Santhana,

Ricardo Rodrigues e Vinicius Ramos

Coreografias: Keithy Alves, Washington Gabriel, Wilson Guilherme e Zanza Santos

Social Mídia: Rafael Americo

Designer Gráfico: Lais Oliveira

Fotografia: Sergio Fernandes

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Marina Franco

Produção Geral e Executiva: Jéssica Turbiani e Ricardo Rodrigues.

SERVIÇO:

{FÉ}STA

Data: 16/01 a 08/02, às sextas e aos sábados às 20h; e, aos domingos às 18h. Nas sextas, dias 23 e 30/01 e 06/02, também às 16h (sessão dupla)

*ATENÇÃO: 23/01, 30/01 e 06/02 sessões com intérprete de Libras às 20h

Local: Sesc Pompeia – R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo, SP

Ingresso: R$ 40| R$20| R$ 12

Formativas/Oficinas: As oficinas terão a taxa de inscrição de R$ 10 | R$ 5 | R$ 3. Com inscrições via app e portal Sesc.

Duração: 1h15m

Classificação: Livre

OFICINAS DO COLETIVO PROT{AGÔ}NISTAS
Oficina 1 – Circo

Acrobacias e Corpo em Movimento

Ministrantes: Wilson Guilherme e Tatilene Santos

Vagas: 20 |  Público: A partir de 16 anos

Oficina 2 – Dança

Corpo em Festa: Dança e Ritmo

Ministrantes: Keithy Alves e Washington Gabriel

Vagas: 30 | Público: A partir de 16 anos

Oficina 3 – Música

Som e Circo: o processo de criação musical e dramaturgia sonora para a cena

Ministrantes: Melvin Santhana e Mariana Per

Vagas: 30 | Público: A partir de 16 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Orquestra do Theatro São Pedro celebra 15 anos com Gala Lírica

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra do Theatro São Pedro. Fotos: Íris Zanetti.

A Orquestra do Theatro São Pedro completa 15 anos de atividades em 2025. A comemoração oficial será na Gala Lírica do Theatro São Pedro, com apresentações nos dias 19 e 21 de dezembro, às 20h e 17h, respectivamente. Os ingressos custam entre R$ 36 (meia-entrada) e R$ 72 (inteira).
Os concertos trarão ao público árias e duetos famosos do repertório operístico, em um programa com composições de Giuseppe Verdi, Camille Saint-Saëns, Jules Massenet, Giacomo Puccini, Friedrich Von Flotow, Franz Lehár, Maurice Ravel, Jacques Offenbach, Johann Strauss II e Oscar Lorenzo Fernández. Nas ocasiões, a Orquestra do Theatro São Pedro e a Academia de Ópera do Theatro São Pedro estarão sob a direção musical do maestro André Dos Santos, ao lado dos solistas Raquel Paulin, Luisa Francesconi, Vitório Scarpi e Vinicius Atique.

Reconhecida como uma das principais orquestras de ópera do país, a Orquestra do Theatro São Pedro segue um modelo de trabalho com regentes convidados e maior variação de repertório, abordando tanto a ópera quanto a música sinfônica e de câmara, numa rotina que visa aprofundar a investigação de diferentes formas do fazer musical, elevando ainda mais a excelência de suas apresentações.

Gala Lírica do Theatro São Pedro 

Orquestra do Theatro São Pedro

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

André Dos Santos, direção musical

Raquel Paulin, solista

Luisa Francesconi, solista

Vitório Scarpi, solista

Vinícius Atique, solista

GIUSEPPE VERDI (1813–1901)

Un Ballo in Maschera 

Ato I – parte 1 – 19′

Preludio

Coro d’Introduzione “Posa in pace, a’bei sogni ristora”

“La rivedrà nell’estasi”

“Alla vita che t’arride”

“Volta la terrea fronte alle stelle”

“Ogni cura si doni al diletto”

Invocazione “Re dell’abisso, affretati”

“È lui, è lui!”

“Su, fatemi largo”

CAMILLE SAINT-SAËNS (1835–1921)

Sansão e Dalila 

“Mon coeur s’ouvre a ta voix” – 6′

JULES MASSENET (1842–1912)

Hérodiade 

“Ce breuvage – Vision fugitive” – 4′

GIACOMO PUCCINI (1858–1924)

Gianni Schicchi 

“O mio babbino caro” – 2’30”

GIUSEPPE VERDI (1813–1901)

Rigoletto 

“La donna è mobile” – 2’30”

“Un di se ben rammentomi”

“Bella figlia dell’amore” – 5’30”

FRIEDRICH VON FLOTOW (1812–1883)

Martha 

“Nur näher, blöde Mädchen”

“Mädels, dort ist eure Kammer!”

“Was soll ich dazu sagen?” – 9′

FRANZ LEHÁR (1870–1948)

Die lustige Witwe 

“Ja, wir sind es, die Grisetten” – 3′

FRANZ LEHÁR (1870–1948)

Die lustige Witwe 

“Ja, das Studium der Weiber ist schwer” – 2’30”

MAURICE RAVEL (1875–1937)

L’Enfant et les Sortilèges 

“Ding ding ding ding” – 1’20

MAURICE RAVEL (1875-1937)

L’Enfant et les Sortilèges 

“How’s your mug? – Rotten” – 2’40”

JACQUES OFFENBACH (1819–1880)

La Vie Parisiense 

“Je suis veuve d’un colonel” – 2’30”

JACQUES OFFENBACH (1819–1880)

La Grande Duchesse de Gérolstein 

“Ah, que j’aime les militaires!” – 4′

JOHANN STRAUSS II (1825–1899)

Wiener Blut 

“Das eine kann ich nicht verzeihen…Ich bin ein echtes Wiener Blut” – 5’30”

OSCAR LORENZO FERNANDEZ (1897–1948)

Malazarte

“Cena e Batuque” – 8′

Concertos: 19 de dezembro, sexta-feira, 20h, Theatro São Pedro

21 de dezembro, domingo, 17h, Theatro São Pedro

Ingressos: R$ 36 (meia-entrada) a R$ 72 (inteira), aqui

Classificação etária: Livre.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall estreiam “Um Dia Muito Especial” no Teatro Bradesco

São Paulo, por Kleber Patricio

Reynaldo Gianecchini, Maria Casadevall e Carolina Stofellal. Fotos: Priscila Prade

Sucesso de público em sua primeira temporada em 2025, “Um Dia Muito Especial”, estrelado por Reynaldo Gianecchini Maria Casadevall, volta em cartaz para uma temporada no Teatro Bradesco de 10 de janeiro a 15 de fevereiro de 2026, com sessões aos sábados, às 19h, e aos domingos, às 18h. O espetáculo, dirigido por Alexandre Reinecke e traduzido por Célia Tolentino, adapta aos palcos o filme homônimo estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni em 1977. Ingressos para esta temporada já estão disponíveis em uhuu.com e pontos físicos de venda. Mais informações no serviço abaixo.

A narrativa baseada no premiado filme homônimo de Ettore Scola traz a tocante história de vidas opostas que se encontram por acaso onde discutem o amor, a vida e as forças que unem e afastam as pessoas. Esta é a segunda vez que essa história será adaptada para o teatro no Brasil. Uma montagem dirigida por José Possi Neto e estrelada por Glória Menezes e Tarcísio Meira fez temporada por aqui em 1986.

Um Dia Muito Especial é uma história de amor entre duas pessoas muito diferentes — ele, recém-demitido por ser homossexual; ela, uma dona de casa solitária, mãe de seis filhos, presa a um casamento marcado pelo machismo e traição. A peça aborda temas como aceitação, amor, transformação, preconceitos e o papel da mulher na sociedade, convidando o público a refletir sobre o que nos conecta e nos afasta em um cenário de diferenças e limitações pessoais.

Sinopse | Roma, 6 de maio de 1938. Enquanto Benito Mussolini e Adolf Hitler firmam sua aliança política — em uma parada com massiva presença da população — Antonietta, dona de casa e mãe de seis filhos, é impedida de ir para ficar em casa cuidando dos afazeres domésticos. Em meio ao caos, seu pássaro de estimação voa até a janela do vizinho Gabriele. Ele, demitido da rádio por ser gay e na iminência de ser preso, não iria a um desfile com essa temática. Entre conversas sobre sonhos, frustrações e desejos, nasce uma amizade extraordinária e um amor platônico que, naquele dia, mudará suas vidas para sempre.

Ficha técnica:

Autor: Ettore Scola e Ruggero Maccari

Tradução: Célia Tolentino

Adaptação: Alexandre Reinecke

Direção Geral: Alexandre Reinecke

Elenco: Reynaldo Gianecchini, Maria Casadevall, Carolina Stofella

Direção de Produção: Marcella Guttmann

Produção Executiva: Tatiane Zeitunlian

Assistência de Produção: Erica Paloma

Assistência de Direção: Carolina Stofella

Design Gráfico: Victória Andrade

Iluminação: Cesar Pivetti

Cenários: Marco Lima

Fotografia: Priscila Prade

Trilha Sonora: Dan Maia

Hair Stylist e Visagismo: Robson Souza

Make-up Artist: Beatriz Ramm

Figurino Masculino: Ricardo Almeida

Figurinos Femininos: Debora Ceccatto

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Operação de Luz: Rodrigo Pivetti

Produtores associados: Reynaldo Gianecchini e Alexandre Reinecke

Realização: Reinecke Produções Culturais Ltda.

SERVIÇO:

Um Dia Muito Especial – Direção Alexandre Reinecke com Maria Casadevall e Reynaldo Gianecchini

Temporada: 10 de janeiro a 15 de fevereiro de 2026, com apresentações aos sábados, às 19h, e aos domingos, às 18h

Duração: 90 minutos

Classificação etária:10 anos

Teatro Bradesco – Bourbon Shopping Săo Paulo – R. Palestra Itália, 500 – 3° Piso – Perdizes, São Paulo – SP, 05005-030

Ingressos: de R$60 a R$200

CANAIS DE VENDA OFICIAIS

A Uhuu é o canal oficial de vendas deste evento. Não nos responsabilizamos por ingressos adquiridos fora dos canais oficiais.

Vendas online: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/um-dia-muito-especial-15269

Pontos físicos de venda:

Bilheteria do Teatro Bradesco • Sem incidência de Taxa de Serviço

3º Piso do Bourbon Shopping São Paulo

Rua Palestra Itália, nº 500 • Loja 263 • 3° Piso I Perdizes • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: segunda-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 20h. Em dias de evento o funcionamento será a partir das 12h até o final do evento.

Bilheteria Vibra São Paulo • Sem incidência de Taxa de Serviço 

Avenida das Nações Unidas 17955 • Vila Almeida • São Paulo – SP.

Horário de funcionamento bilheteria Vibra SP – Segunda a sexta-feira 12h às 15h e das 16h às 19h.

Sabados, domingos e feriados – FECHADO, salvo em dias de shows com horário das 14h até o início do show.

Bilheteria do Teatro Sabesp Frei Caneca • Sem incidência de Taxa de Serviço

7º Piso do Shopping Frei Caneca

Rua Frei Caneca, nº 569 • 7° Piso I Consolação • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 19h e segunda-feira bilheteria fechada.

Formas de pagamento

Bilheteria do teatro: dinheiro, cartão de crédito e cartão de débito

Site da Uhuu.com e outros pontos de venda oficiais: cartão de crédito

Cartões de crédito aceitos: Visa, Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo

Cartões de débito aceitos: Visa, Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo

Estacionamento Bourbon Shopping

Confira valores e horários em bourbonshopping.com.br.

(Com Luiz Henrique Lino/Opus Entretenimento)

Belize: onde a cultura Maia segue viva

Belize, por Kleber Patricio

Caracol. Fotos: Divulgação/Belize Tourism Board.

A cultura Maia não é apenas um capítulo da história de Belize – ela é parte do presente, visível nos gestos, nos rituais, nos sabores e na relação profunda com a natureza que ainda orienta a vida de milhares de descendentes em todo o país situado na América Central. Em diferentes partes de seu território, a herança ancestral segue viva, renovada e é compartilhada com os visitantes.

Entre os aspectos mais marcantes está a forte presença das línguas Maias, como o Q’eqchi’ e o Mopan, faladas em comunidades que preservam não apenas o vocabulário, mas também formas de organização social, histórias e cantos cerimoniais transmitidos entre gerações. Isso porque a visão Maia de viver em sintonia com a natureza segue influenciando desde o cultivo da terra até rituais espirituais e hábitos do dia a dia.

Lamanai. 

A gastronomia também revela muito dessa conservação cultural. A chaya, também conhecida como “espinafre Maia” e o lemongrass, para nós capim-limão, são utilizadas tanto em preparações culinárias quanto em infusões tradicionais. O milho, considerado sagrado para o povo Maia, ainda ocupa papel central na alimentação, aparecendo em pratos como o tamal, as tortillas frescas e a muitas variações da bebida atole. Já o cacau, que sempre foi visto como “alimento dos deuses”, ganhou protagonismo renovado: pequenas cooperativas e famílias do sul do país mantêm viva a cultura, desde o cultivo orgânico até o preparo do chocolate artesanal moído à mão – uma experiência que muitos viajantes podem vivenciar diretamente com produtores locais.

Os costumes também se manifestam na arquitetura tradicional, em artesanato elaborado com fibras naturais e em técnicas ancestrais de cerâmica e tecelagem, que continuam sendo produzidas de maneira sustentável. Festividades e celebrações ligadas ao plantio e à colheita reforçam o valor comunitário dessas tradições, que, longe de serem apenas simbólicas, integram o calendário anual das aldeias.

Xunantunich.

O turismo cultural em Belize tem contribuído fortemente para essa preservação, incentivando práticas responsáveis que valorizam o conhecimento e geram renda para famílias que compartilham sua cultura de forma autêntica. Para o visitante brasileiro, é uma oportunidade rara de vivenciar um destino onde a história não está apenas nos sítios arqueológicos como Caracol, Lamanai ou Xunantunich, mas no sorriso das comunidades que mantêm esse tesouro vivo.

EXPERIÊNCIAS IMPERDÍVEIS

Caracol – No distrito de Cayo, no coração da Reserva Florestal de Chiquibul, encontra-se um dos sítios arqueológicos Maias mais impressionantes de Belize. O local chama a atenção não apenas pelo tamanho, mas pela energia que emana. Guias locais ajudam a interpretar inscrições, rituais e histórias que marcaram o auge dessa cidade ancestral cuja estimativa é que tenha abrigado quase 100 mil pessoas.

Xunantunich – Pioneiro na divulgação de sítios arqueológicos Maias em Belize e de mais fácil acesso: fica bem próximo de San Ignacio. Contém seis praças, com mais de 25 templos e palácios Maias. A maior pirâmide, El Castillo (o Castelo), ergue-se a 40 metros acima da praça, com frisos esculpidos nos lados leste e oeste da estrutura A-6. O friso leste foi preservado e coberto com uma réplica em fibra de vidro da máscara central que representa o deus Sol, ladeada pela Lua e Vênus. A lenda da aparição de uma mulher misteriosa, que deu nome ao local, é contada até hoje pelos moradores e traduz a potência das narrativas Maias que sobrevivem no imaginário coletivo.

ATM Cave.

Lamanai – O trajeto até este outro sítio arqueológico (no distrito de Orange Walk), um dos maiores de Belize, já prepara o visitante para a imersão cultural. Além de paisagens incríveis, é possível observar animais selvagens. Lamanai é a comunidade com a história mais longa de habitação humana em Belize. Foi povoada por volta de 900 a.C. e ainda era habitada 2.500 anos depois, quando missionários espanhóis chegaram ao local em 1544. Não só abriga um museu com artefatos Maias antigos, como também permite aos visitantes verem os vestígios de duas igrejas espanholas do século XVI e um engenho de açúcar colonial construído em 1860.

Cavernas sagradas – Diversas cavernas de Belize eram consideradas portais para o mundo espiritual. A Actun Tunichil Muknal (ATM Cave), uma das experiências mais emblemáticas, permite observar cerâmicas, artefatos e até restos preservados de antigos rituais Maias. Outras, como Barton Creek e Rio Frio, também ajudam a entender a ligação do povo Maia com o subterrâneo, considerado o reino divino Xibalba.

Trilhas e aldeias – Visitar comunidades Q’eqchi’ e Mopan é uma das maneiras mais autênticas de conhecer a cultura Maia moderna. Em aldeias como San Antonio, no distrito de Toledo, famílias compartilham tradições culinárias, técnicas de cerâmica, cultivo de ervas e saberes medicinais. Um verdadeiro mergulho no cotidiano que ainda preserva práticas ancestrais.

Na região sul, visitantes podem acompanhar desde o cultivo orgânico até a fermentação, secagem e moagem das sementes.

Rota do cacau – Belize é um dos grandes polos do cacau Maia e isso se reflete em experiências saborosas e educativas. Na região sul, visitantes podem acompanhar desde o cultivo orgânico até a fermentação, secagem e moagem das sementes. Em cooperativas familiares, é possível aprender a preparar chocolate em pedras de basalto, como faziam os antigos Maias.

Festivais e celebrações tradicionais – Em datas específicas é possível apreciar e se encantar com festejos que incluem dança, música, gastronomia e demonstrações de técnicas artesanais. Esses eventos ajudam a fortalecer a economia local e a manter vivas tradições que atravessam séculos.

Para chegar até Belize, a partir do Brasil, há voos da Copa Airlines via Panamá, onde é o hub da companhia. Já para quem for viajar a partir dos Estados Unidos, há voos via Miami e Dallas com a American Airlines, via Houston com a United Airlines e de Atlanta com a Delta Airlines. Para mais informações visite o site: https://www.travelbelize.org/br/.

(Com Carolina Maia/Agência EmFoco)

MASP apresenta programação de 2026 dedicada às histórias latino-americanas

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Jesús Rafael Soto, Metal negro y metal, 1969. Institute for Studies on Latin American Art, Nova York, EUA. Foto: Divulgação/MASP.

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, em 2026, uma programação dedicada às Histórias latino-americanas. O ciclo de atividades, que inclui exposições, cursos, palestras, oficinas, seminários e publicações, abordará a América Latina não apenas como uma região, mas como uma identidade em constante construção e disputa, compartilhada entre os países que a compõem.

A noção de latinidade, presente em narrativas históricas e concepções de arte e cultura visual, será o eixo central da programação do MASP em 2026. O ano contará com exposições monográficas de artistas, coletivos e ativistas, além de uma ampla mostra coletiva articulada em cinco núcleos.

O programa dá sequência às exposições dedicadas às Histórias no MASP, realizadas desde 2016 e que incluem: Histórias da infância (2016), Histórias da sexualidade (2017), Histórias afro-atlânticas (2018), Histórias das mulheres, histórias feministas (2019), Histórias da dança (2020), Histórias brasileiras (2021–22), Histórias indígenas (2023), Histórias LGBTQIA+ (2024) e Histórias da ecologia (2025).

Confira a programação do MASP para 2026:

Sandra Gamarra Heshiki: réplica | 6/3 — 7/6

Edifício Lina Bo Bardi

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Florencia Portocarrero, curadora independente; Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP; e Sharon Lerner, diretora artística, MALI

A primeira exposição panorâmica da artista peruana Sandra Gamarra Heshiki (Lima, Peru, 1972) reúne cerca de 80 obras dos últimos 25 anos de sua produção. Desde o final dos anos 1990, o trabalho de Gamarra adota uma perspectiva de crítica institucional, evidenciada pela criação do museu fictício LiMAC. A artista questiona a neutralidade das representações artísticas ao utilizar a apropriação crítica de pinturas e esculturas, sobretudo do período colonial, estabelecendo a “réplica” como forma de resposta a narrativas estabelecidas. A própria organização da mostra imita e critica a cronologia clássica de um museu latino-americano. A mostra é organizada em parceria com o Museu de Arte de Lima (MALI).

La Chola Poblete: Pop andino | 6/3 — 2/8

Edifício Pietro Maria Bardi

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Leandro Muniz, curador assistente, MASP

La Chola Poblete (Guaymallén, Argentina, 1989) produz performances, desenhos, fotografias e vídeos em que parte de seu corpo e biografia para discutir as complexidades da identidade chola — termo usado para designar mulheres mestiças de ascendência indígena na América Latina — e os legados coloniais na região Andina, incluindo a violência contra a população LGBTQIA+ e grupos racialmente marcados, dos quais ela faz parte. A mostra é composta por muitas obras inéditas e em diferentes mídias, como aquarelas de grandes dimensões que funcionam como mapas mentais, fotografias encenadas e trabalhos que misturam a iconografia pop com o imaginário pré-colombiano. O projeto, baseado em um manifesto da artista, questiona as categorias de enquadramento de seu corpo e obra, afirmando identidades híbridas e a possibilidade de transformação e fluidez contínuas. Essa é a primeira exposição individual da artista no Brasil.

Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo | 6/3 — 2/8

Edifício Pietro Maria Bardi

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Laura Cosendey, curadora assistente, MASP

Claudia Alarcón (La Puntana, Argentina, 1989) e o coletivo de tecedeiras Silät, formado em 2023 por mulheres de comunidades wichí do norte da província de Salta, na Argentina, criam obras têxteis a partir de técnicas ancestrais de seu povo. A exposição apresenta cerca de 30 obras, algumas delas inéditas, elaboradas com fios de chaguar (uma bromélia nativa do território em que vivem as artistas), que resgatam padrões e técnicas tradicionais usadas na confecção das yicas (bolsas típicas da região). Para o povo wichí, tecer é um ato ligado à memória, à mitologia e ao território. Alarcón & Silät preservam e atualizam esses saberes, experimentando sofisticadas composições a partir dos padrões tradicionais. Ao reivindicar o protagonismo feminino, as artistas usam a produção têxtil como linguagem viva e instrumento de afirmação cultural e política, expressando sua história e identidade. Essa é a primeira individual no Brasil dedicada ao trabalho de Alarcón & Silät.

Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento | 3/4 — 2/8

Edifício Pietro Maria Bardi

Curadoria: Amanda Carneiro, curadora, MASP

A mostra dedicada a Santiago Yahuarcani (Pebas, Peru, 1960) reúne cerca de 30 pinturas, incluindo obras inéditas, e dá continuidade à projeção internacional do artista após sua participação na 60ª Bienal de Veneza (2024), onde seu trabalho chamou a atenção do público e da crítica. A obra do artista indígena do povo Uitoto, radicado na Amazônia peruana, está profundamente enraizada nas tradições orais, na cosmologia e na cultura visual de sua comunidade, articulando memória familiar, história e imaginação. Por meio da pintura, Yahuarcani desenvolve uma prática que combina investigação artística e retomada de narrativas. A história de deslocamento, violência e sobrevivência de sua família, descendente de sobreviventes da exploração do ciclo da borracha, é um fio condutor central em sua obra. O uso de pigmentos naturais e da llanchama — tela feita da casca de árvores amazônicas — reforça a relação com a terra. A mostra é organizada em parceria com o Museo Universitario del Chopo (Cidade do México) e o The Whitworth (Manchester).

Colectivo Acciones de Arte: democracia radical | 3/4 — 2/8

Edifício Pietro Maria Bardi

Curadoria: André Mesquita, curador, MASP

O Colectivo Acciones de Arte (CADA) foi fundado em Santiago do Chile em 1979, durante a ditadura militar, pelos artistas Lotty Rosenfeld (1943–2020) e Juan Castillo (1952–2025), a escritora Diamela Eltit, o poeta Raúl Zurita e o sociólogo Fernando Balcells. O grupo realizou, de forma rápida e anônima, intervenções em espaços públicos para repensar as relações entre arte e política em um contexto de violência e precariedade. A exposição reúne fotografias, filmes e documentos que registram as oito ações do coletivo entre 1979 e 1985. A intervenção mais conhecida, “NO+” (1983), espalhou o slogan aberto “NO+” (Não mais) pelos muros da cidade, sendo livremente completado por cidadãos e movimentos sociais (“NO+ dictadura”, “NO+ hambre”). Essa participação popular transformou a ação em uma poderosa forma de denúncia e expressão coletiva, fundamental para compreender as articulações entre arte e política na América Latina.

Damián Ortega: matéria e energia | 15/5 — 13/9

Edifício Lina Bo Bardi

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Rodrigo Moura, diretor artístico, MALBA; e Yudi Rafael, curador assistente, MASP, com assistência de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

A mostra apresenta mais de três décadas de trabalho do artista Damián Ortega (Cidade do México, México, 1967), um dos principais expoentes de sua geração. Transitando entre fotografia, vídeo, escultura e instalação, Ortega convida o público a reexaminar materiais e objetos cotidianos para investigar narrativas sociais, econômicas e políticas. Em sua icônica prática escultórica, ele desmonta objetos, como carros, reorganizando suas partes e exibindo-as em novas configurações. O mesmo pensamento de rearranjo aparece em obras em que dispõe ferramentas, pedras ou tijolos em montagens suspensas. A reorganização desses objetos na forma de diagramas espaciais é frequentemente carregada de humor e comentários políticos e sociais. A exposição destaca obras importantes de sua trajetória e um conjunto de trabalhos que investigam aspectos da arquitetura brasileira. A mostra é organizada em parceria com o Museo de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA) e marca a primeira individual de Ortega em um museu de São Paulo.

Sol Calero | 30/5

Vão Livre

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Laura Cosendey, curadora assistente, MASP

A artista Sol Calero (Caracas, Venezuela, 1982) desenvolve espaços imersivos que combinam elementos da arquitetura vernacular com uma visualidade inspirada em referências latino-americanas, explorando a ideia de uma pintura expandida em murais, mosaicos e mobiliário. Após apresentar o Pabellón Criollo na 60ª Bienal de Veneza (2024), uma instalação nomeada a partir de um prato típico venezuelano que simboliza a mistura de culturas (indígenas, africanas e europeias), Calero projetará um pavilhão para o Vão Livre do MASP em 2026. Seus projetos transformam espaços em ambientes participativos e acolhedores, carregados de memórias afetivas que sugerem noções de identidade, deslocamento e pertencimento.

Carolina Caycedo: confluências | 3/7 — 4/10

Edifício Lina Bo Bardi

Curadoria: Isabella Rjeille, curadora, MASP

Com trabalhos que incluem fotografia, instalação, vídeo, performance e desenho, a produção de Carolina Caycedo (colombiana nascida em Londres, Reino Unido,1978) se constitui como um ponto de encontro entre saberes e práticas que vão da arte contemporânea aos saberes ancestrais ribeirinhos e às estratégias de resistência de movimentos sociais latino-americanos. A trajetória de Caycedo foi marcada por múltiplos processos migratórios que informam sua prática, refletindo as relações simbólicas e culturais que estabelecemos com o mundo. Trabalhando frequentemente de forma colaborativa, a artista busca reconstruir uma memória comunitária dos bens comuns, que englobam desde o espaço público urbano até rios e montanhas. A exposição apresenta um panorama abrangente de sua obra e conta com criações recentes desenvolvidas no contexto brasileiro em diálogo com outros contextos latino-americanos e suas diásporas. O título se refere tanto à convergência de cursos de água quanto ao encontro de pessoas, ideias e culturas.

Histórias latino-americanas | 4/9/2026 — 31/1/2027

Edifício Pietro Maria Bardi

Curadoria: Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Julieta González, curadora-adjunta, MASP, com assistência de Teo Teotonio, assistente curatorial, MASP

Tema do ciclo curatorial de 2026, Histórias latino-americanas será uma coletiva internacional que ocupará cinco andares do edifício Pietro Maria Bardi. Articulada em cinco núcleos, essa ampla mostra investiga como a ideia de América Latina foi criada e disputada ao longo do tempo. A exposição parte dos processos de colonização, marcados por violência e extrativismo, e examina o papel do barroco e da invenção do paraíso tropical como regimes de imagens que difundiram o poder colonial, a fim de evidenciar como essas dinâmicas moldaram a modernidade na região e destacar contranarrativas e formas de contestação. Aborda, ainda, as formas comunitárias de organização social indígenas e afrodescendentes, como quilombos, palenques e cumbes, bem como tradições utópicas que lutam contra os autoritarismos, como é o caso dos zapatistas. A mostra considera a circulação de pessoas, bens e ritmos em processos de migração e diáspora que conectam a América Latina a outras geografias. Por fim, explora concepções indígenas sobre fim e renovação, convidando a imaginar futuros possíveis diante das crises do presente.

Pablo Delano: Museu da Antiga Colônia | 30/10/2026 — 31/1/2027

Edifício Lina Bo Bardi

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Fernando Oliva, curador, MASP

O “Museu da Antiga Colônia” é uma grande instalação que examina as perseverantes e inabaláveis estruturas coloniais através das lentes de Porto Rico, ilha que vivencia mais de quinhentos anos de influência e domínio colonial. Concebida pelo artista Pablo Delano (Porto Rico, 1954), inclui uma miríade de objetos, fotografias, jornais, filmes e revistas que contam múltiplas histórias relacionadas, inicialmente, ao domínio espanhol e, atualmente, americano sobre comunidades indígenas e nativas, bem como sobre pessoas de ascendência africana. O título da instalação faz uma referência irônica à cumplicidade dos museus e a uma marca de refrigerante estadunidense muito popular em Porto Rico, ao mesmo tempo que destaca como o poder e a presença dos EUA se baseiam na exploração colonial, na higiene social e na hierarquia racial, que se materializam na circulação de bens, pessoas e valores, e no recrutamento de antropólogos, missionários, fotógrafos e políticos para sustentar a matriz colonial.

Rosa Elena Curruchich: crônicas de Comalapa | 30/10/2026 — 4/4/2027

Edifício Lina Bo Bardi

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Yudi Rafael, curador assistente, MASP; e Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP

A exposição retrospectiva apresenta mais de 80 obras de Rosa Elena Curruchich (Comalapa, Guatemala, 1958–2005), pintora autodidata indígena de origem Maya Kaqchikel. Curruchich foi neta do artista que deu início a uma tradição popular de pintura a óleo entre os Kaqchikel nos anos 1930. Sua obra se destaca entre as da primeira geração de pintoras mulheres dessa tradição pelo modo como trabalhou o legado pictórico do registro da vida cotidiana e das cerimônias de seu povo, com especial atenção aos huipil (vestuário feminino artesanal). A artista manteve sua prática em segredo, com medo de represálias, o que levou seu corpo de pinturas a ser marcado pelo pequeno formato para transporte discreto. Sua obra, que integrou a 60ª Bienal de Veneza em 2024, vem sendo revisitada nos últimos anos. Essa é a primeira exposição retrospectiva da artista no Brasil.

Manuel Herreros de Lemos e Mateo Manaure Arilla | 27/11/2026 — 4/4/2027

Edifício Lina Bo Bardi

Curadoria: Glaucea Helena de Britto, curadora assistente, MASP, e Matheus de Andrade, assistente curatorial, MASP

A exposição é a primeira no Brasil dedicada ao curta-metragem documental “TRANS” (1982), dirigido pelos artistas venezuelanos Manuel Herreros de Lemos e Mateo Manaure Arilla, e estreado em 1983. Além da exibição do filme, a mostra reúne um conjunto inédito de materiais fotográficos relacionados à sua produção, apresentando as vidas, as subjetividades e os enfrentamentos de pessoas trans e travestis na cidade de Caracas no início da década de 1980. O trabalho retrata com sensibilidade questões urgentes, como a criminalização do trabalho sexual, a violência de gênero e a marginalização institucional. Na contramão de uma perspectiva distanciada, o filme propõe uma colaboração poética e política entre diretores e protagonistas, cujas relações de intimidade, vulnerabilidade e potência se refletem nas imagens. Após décadas invisibilizado, o curta de 16 mm vem sendo recentemente exibido em instituições internacionais.

Jesús Soto | 27/11/2026 — 4/4/2027

Edifício Lina Bo Bardi

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Mateus Nunes, curador assistente, MASP, com assistência de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

O artista Jesús Soto (Ciudad Bolívar, Venezuela, 1923 – Paris, França, 2005) foi um dos nomes mais importantes da arte cinética, sendo um dos expoentes do modernismo latino-americano em um cenário global. Em suas obras, Soto introduziu a sensação de movimento e a participação do espectador, como em seus “Penetráveis”, além de incorporar fenômenos ópticos pela sobreposição de planos e transparências. Dissolvendo as fronteiras rígidas entre observador e obra, o artista contribuiu de maneira decisiva para o debate de questões teóricas que permanecem atuais, como as noções de imaterialidade, interação e virtualidade. A exposição destaca a produção de Soto entre o início da década de 1950 e o final dos anos 1980, período em que o artista se debruçou de modo mais experimental sobre as experiências ópticas, geométricas e interativas. A mostra conta com parcerias e empréstimos de renomadas coleções estadunidenses, francesas e brasileiras, incluindo obras históricas, trabalhos interativos e material arquivístico, e acontece mais de vinte anos depois da última exposição individual do artista em um museu brasileiro.

Sala de vídeo

2° subsolo, Edifício Lina Bo Bardi

Clara Ianni (São Paulo, 1987)

6/2 — 22/3

Curadoria: Daniela Rodrigues, supervisora de mediação, MASP

Ianni explora a relação entre história e política, abordando as contradições da modernização e as mitologias do progresso, especialmente em relação ao Brasil.

Oscar Muñoz (Popayán, Colômbia, 1951)

3/4 — 21/6/2026

Curadoria: Matheus de Andrade, assistente curatorial, MASP

Muñoz investiga as relações entre identidade, memória e imagem por meio de experimentações com suportes fotográficos e audiovisuais.

Regina José Galindo (Cidade da Guatemala, 1974)

3/7 — 23/8/2026

Curadoria: Bruna Fernanda, assistente curatorial, MASP

Galindo é uma artista e poeta que utiliza seu próprio corpo para expor as violências impostas pelas estruturas de poder nas sociedades contemporâneas.

Claudia Martínez Garay (Ayacucho, Peru, 1983)

Curadoria: Teo Teotonio, assistente curatorial, MASP

4/9 — 18/10/2026

Garay revisita narrativas coloniais latino-americanas, especialmente as relacionadas ao Peru, por meio de fabulações criadas a partir de artefatos museológicos e figuras históricas.

Edgar Calel (Chi Xot, Guatemala, 1987)

30/10/2026 — 31/1/2027

Curadoria: Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

Calel se destaca por uma poética sensível, atravessada por dimensões espirituais e rituais vinculadas à cosmovisão maia-kaqchikel. Suas obras propõem uma reflexão crítica sobre a marginalização das comunidades indígenas latino-americanas e questionam formas hegemônicas de produção, exposição e circulação de arte.

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada).

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(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)