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Covid-19: só 57% dos estados divulgam dados de etnias indígenas

Brasil, por Kleber Patricio

62% dos óbitos de pessoas identificadas como indígenas nas bases oficiais estão na Amazônia Legal. Foto: Fernando Crispim/Amazônia Real – Fotos Públicas.

Depois de mais de seis meses do início da pandemia no Brasil, o país ainda não conhece a real extensão do impacto da Covid-19 entre sua população indígena. Isso acontece porque ainda falta transparência nos dados divulgados pelas secretarias municipais e estaduais de saúde. Um a cada quatro casos de Covid-19 e SRAG suspeitos ainda não informa raça/cor, apesar de ser item obrigatório. A omissão dos dados de etnias indígenas é bem maior quando comparada a outros indicadores de raça/cor – apenas 57% dos estados e 15% das capitais brasileiras divulgam o dado. As informações são de relatório especial da Open Knowledge Brasil (OKBR), publicado nesta terça (22).

Nesta primeira edição de uma série de boletins especiais sobre a Amazônia, a OKBR aponta os problemas de gestão da informação e de falta de transparência que dificultam o atendimento a essas populações. A série tem apoio da Hivos, por meio de sua iniciativa Todos os Olhos na Amazônia.

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) contabiliza 426 mortes, mas não considera indígenas que vivem fora de terras homologadas. Na base de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que inclui os casos graves de Covid-19 que levaram à hospitalização, estão registrados 529 óbitos de pessoas registradas como indígenas em todo o país, em 183 municípios. Há, ainda, 106 mortes por SRAG de tipo “não especificado” entre indígenas; ou seja, pessoas que tiveram sintomas semelhantes aos provocados pela Covid-19, mas não houve testagem para confirmar a doença.

Ainda que somados, esses números oficiais podem estar subestimados por pelo menos três motivos: (i) não consideram óbitos existentes entre as notificações registradas no eSUS-Notifica, onde estão os casos inicialmente considerados leves e sem hospitalização; (ii) os registros de Raça/Cor podem ser inconsistentes (por exemplo, um indígena pode ser classificado como “pardo”); (iii) um quarto da base completa de casos (25%) ainda não tem especificado o campo Raça/Cor, seja por falta de preenchimento ou por classificar o caso como “ignorado”.

(Fonte: Agência Bori).

FIEC recebe Campanha de Doação de Sangue no sábado, 26 de setembro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Mauricio Santaliestra.

A Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura – FIEC, em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp, realiza no sábado 26 de setembro, a campanha mensal de doação de sangue na unidade da FIEC do Jd. Regina.

Dentre as medidas de segurança e de proteção dos doadores contra o novo coronavírus (Covid-19), a FIEC, com orientação do Hemocentro, realizará a distribuição de senhas online nos horários das 8h30, 9h, 10h, 10h30 e 11h. Para agendamento e retirada da senha online é necessário que o candidato faça um cadastro no link  https://processoseletivo.sophia.com.br/SophiA_5/Default.aspx?escola=6462. As senhas são limitadas e o cadastro estará disponível a partir desta quinta-feira (24).

Será realizado o controle de acesso às dependências da FIEC restringindo 40 pessoas por horário, a fim de evitar aglomeração de pessoas. Orienta-se ainda que, os candidatos não levem acompanhantes, principalmente crianças, ao local da doação e que utilizem máscara.

Para ser um doador, é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 69 anos, não estar em jejum e evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem à doação.

Não poderá ser doador o candidato que nos últimos 30 dias tenha retornado de viagem ao exterior ou que tenha tido sintomas respiratórios, incluindo gripe ou febre. Além disso, o ato da doação fica restrito para pessoas que tenham se vacinado contra gripe a menos de 2 dias (48h),  estejam em tratamento odontológico, não tiverem parceiro (a) fixo (a), pesarem menos de 50 quilos, tiverem feito endoscopia há menos de seis meses, tiverem colocado piercing ou feito tatuagem há menos de um ano, forem diabéticos, se tiverem ingerido bebida alcoólica na noite anterior ou fumado horas antes.

O Hemocentro ainda orienta que candidatos que estejam aptos e que tenham 60 anos ou mais não compareçam à doação de sangue devido à limitação do isolamento social. Existem vários critérios que são avaliados no dia da doação e que podem levar à inaptidão. Dúvidas pontuais como o uso de medicamentos, procedimentos invasivos recentes, viagens etc. serão avaliadas na triagem.

Se você vai doar pela primeira vez, saiba como funciona o processo de triagem e etapas que envolvem a doação:

1 – Retirada da senha

O candidato é recebido por um representante da FIEC. É importante que avise sobre a participação pela primeira vez como doador para que seja explicado como acontece a campanha e informados os principais motivos que possam impedir a doação.

2 – Sala de espera

Nessa etapa, o candidato aguarda até que seja chamado para o cadastro. Na sala de espera também são passadas algumas orientações.

3 – Cadastro

Obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto para cadastro. Nessa etapa, informe se tem interesse em se cadastrar como doador de medula óssea.

4 – Exame físico

São realizados testes para anemia, verificação de pressão arterial, pulso, temperatura, peso e altura.

5 – Entrevista

A entrevista é individual e são feitas perguntas específicas e assinado um termo de responsabilidade quanto à veracidade das respostas.

6 – Coleta

Serão coletadas uma bolsa de sangue e amostras para os exames laboratoriais.

7 – Lanche

Após a doação, o candidato é encaminhado para um local onde é oferecido um lanche.

Todo o processo dura em média duas horas.

Serviço:

FIEC: Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3405 – Jardim Regina – Indaiatuba/SP

Hemocentro

Fale conosco no site www.hemocentro.unicamp.br

Telefone 0800 722 8422

E-mail hemocentro@unicamp.br.

Museus oferecem atividades virtuais na 14ª Primavera dos Museus

São Paulo, por Kleber Patricio

O Museu do Café, em Santos/SP: programação especial acontece até 27/9 nos sites dos equipamentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo. Imagem de 139904 por Pixabay.

Museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo participam, de 21 a 27 de setembro, da 14ª Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Dentro do tema Mundo Digital: Museus em Transformação, 14 instituições da Secretaria de Cultura integram a ação com atividades no ambiente virtual.

Terão programações especiais em seus sites Casa das Rosas, Memorial da Resistência, Museu AfroBrasil, Museu Casa Guilherme de Almeida, Museu Catavento, Museu Casa de Portinari, Museu da Casa Brasileira, Museu da Imagem e do Som, Museu da Imigração, Museu de Arte Sacra, Museu do Café, Museu Felícia Leirner e Auditório Cláudio Montoro, Museu do Futebol e Museu Índia Vanuire.

A ação é gratuita, mas muitas atividades têm vagas limitadas e precisam de inscrição antecipada.

Casa das Rosas: www.casadasrosas.org.br

Memorial da Resistência: www.memorialdaresistenciasp.org.br/memorial/

Museu Afro Brasil: www.museuafrobrasil.org.br/

Casa Guilherme de Almeida: www.casaguilhermedealmeida.org.br/

Catavento: www.cataventocultural.org.br/

Museu Casa de Portinari: www.museucasadeportinari.org.br/

Museu da Casa Brasileira: http://mcb.org.br/pt/

Museu da Imagem e do Som: www.mis-sp.org.br/

Museu da Imigração: http://museudaimigracao.org.br/

Museu da Arte Sacra: http://museuartesacra.org.br/

Museu do Café: www.museudocafe.org.br/

Museu Felícia Leirner e Auditório Cláudio Santoro: www.museufelicialeirner.org.br/

Museu do Futebol: www.museudofutebol.org.br/

Museu Índia Vanuíre: www.museuindiavanuire.org.br/.

MASP promove show com Rincon Sapiência e oficina de Hip-Hop

São Paulo, por Kleber Patricio

Rincon Sapiência em foto de Beto Macedo – fan page do artista – nenhuma violação de direitos autorais pretendida.

Desde que foi criado pelo MASP, em 2017, o objetivo do projeto Música no Vão é ocupar o espaço com shows gratuitos de artistas e bandas brasileiras. Essa era uma das propostas, aliás, da própria Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta que projetou o edifício do museu: que esse fosse um lugar de lazer e convivência para população. Fechado desde março de 2020 por conta da pandemia de covid-19, o MASP segue estudando estratégias para promover encontros à distância entre a arte e o público. Como parte desse processo, o museu decidiu retomar as apresentações musicais, mas no ambiente virtual.

Com patrocínio master da Unilever e de sua marca Rexona e patrocínio da Adidas, estão previstas edições ao longo do segundo semestre de 2020. Dançarinos irão promover workshops das 18h às 19h e os shows serão das 19h às 20h – ambos ocorrerão no auditório do MASP, sem plateia. As transmissões serão ao vivo e feitas pelo perfil do MASP no YouTube.

A curadoria da programação está a cargo de Artur Santoro, um dos diretores da Batekoo. A festa, que acontece em cidades como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, é também uma plataforma de entretenimento, cultura e informação que foca a juventude negra e LGBTQ+.

No dia 25, sexta-feira, a dançarina Mayara Rosa dará um workshop de hip-hop às 18h. Vertente de dança urbana que surgiu nos Estados Unidos nos anos 1970, o hip-hop representa uma cultura que engloba música, dança, arte, moda etc. Na oficina, quem estiver assistindo será convidado a aprender alguns passos básicos.

Em seguida, às 19h, o público poderá conferir show de Rincon Sapiência, artista, MC, produtor e empresário. Em 2017, lançou Galanga Livre, seu álbum de estreia. Com ele, recebeu o título de Revelação do Ano no Prêmio Multishow e Artista do Ano pela Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA). Versátil, já fez parcerias com Sidney Magal, Alice Caymmi, Rubel, Drik Barbosa e IZA. Em 2018, lançou o selo musical independente MGoma. No ano seguinte, 2019, lançou Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps, seu segundo álbum de carreira, produzido e dirigido por ele. Em agosto deste ano, lançou o single Malícia.

Serviço:

Música no vão

25/9 – sexta

18h – Workshop de hip-hop com Mayara Rosa

19h – Show com Rincon Sapiência

Transmissão ao vivo via YouTube: http://www.youtube.com/channel/UCl_tZ6fP9TdaATguYYRC1XA.

Xuxa Meneghel conta sua história

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Brunno Rangel.

Com as famosas “xuquinhas” no cabelo e chegando em uma nave, Xuxa conquistou uma legião de fãs nos anos 80 e segue, até hoje, como um dos rostos – e nomes – mais famosos do mundo. Em Memórias ela não se esconde: conta desde a infância – e os terríveis abusos que sofreu –, namoros famosos (como Pelé e Ayrton Senna), o estouro na Globo com o Xou da Xuxa, as polêmicas, além de seu ativismo pela causa animal e pelos direitos das crianças, o nascimento de Sasha, até chegar aos dias atuais.

Nesta obra lançada pela Globo Livros, Xuxa escreve sem meias palavras e de coração aberto. As páginas estão repletas de fatos, impressões, sentimentos. E mostra que nem tudo é glamour na vida de uma estrela de sua magnitude: ela fala de perdas e do trabalho árduo para chegar onde está. “Cada indivíduo é único. E só posso contar o que eu vivi. O que eu penso. Quem eu sou. E quais as graças que tive em minha trajetória até aqui. Não tenho terapeuta, então quem sabe essas próximas linhas não sirvam também como uma terapia?”, diz ela, logo no começo da obra.

Rita Lee, primeira pessoa a ler as memórias de Xuxa, destaca justamente a honestidade da apresentadora: “Ler as memórias de Xuxa é como assistir a um filme sobre uma atriz hollywoodiana que começou ralando na vida e quis o destino que se tornasse uma deusa superstar. Conhecendo os pormenores de suas aventuras, que, aliás, escreve com coragem e honestidade, entendo melhor essa mulher estonteantemente bela e os momentos nem sempre fáceis pelos quais passou”, diz a rainha do rock em um trecho do texto que escreveu para a orelha da capa da obra.

Memórias traz ainda outra surpresa: mais de 100 fotos selecionadas por Xuxa, muitas delas inéditas e de seu acervo pessoal. A capa também foi concebida pela apresentadora, que doará os royalties deste livro para a Aldeia Nissi, em Angola e para santuários de animais resgatados de maus-tratos no Brasil.

Título: Memórias

Autora: Xuxa Meneghel | Páginas: 272 | Formato: 16 x 23 cm

ISBN: 978-65-5567-015-8 | Preço: R$44,90.