Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Microplástico na Bacia de Santos pode impactar sustentabilidade ambiental e econômica da região

Santos, por Kleber Patricio

Bacia de Santos tem 350.000 km² de área e abriga grandes campos de produção de petróleo e gás. Foto: Tania Rego/Agência Brasil.

As águas superficiais da Bacia de Santos, no litoral Sudeste do Brasil, estão contaminadas por microplásticos — partículas com menos de 5 milímetros consideradas letais para a biodiversidade local e potencialmente nocivas à saúde humana. A constatação é de um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), publicado nesta sexta-feira (25) na revista Ocean and Coastal Research. A pesquisa mapeou a presença, forma, cor e tamanho dos resíduos em uma das regiões mais importantes do país para a produção de petróleo e gás.

Com aproximadamente 350 mil quilômetros quadrados, a Bacia de Santos abrange os litorais dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A região reúne alta biodiversidade marinha e concentra grande parte das operações offshore brasileiras.

Foram analisadas 30 amostras de água coletadas em sete pontos durante as estações de verão e inverno, nos anos de 2020 e 2021. Todas apresentaram algum grau de contaminação por microplásticos. Ao todo, 1.006 partículas foram identificadas, com predominância de fragmentos rígidos (51,8%), seguidos por filmes (24%) e fibras (16,4%).

Os resíduos encontrados derivam principalmente de embalagens plásticas, sacolas, garrafas, recipientes de uso cotidiano e, possivelmente, de produtos como cosméticos. Segundo o estudo, os níveis de microplásticos na Bacia de Santos são comparáveis aos registrados em outras regiões do Oceano Atlântico — incluindo áreas sem exploração de petróleo e gás, como trechos da costa brasileira, Portugal e China.

Apesar da proximidade com plataformas fixas e intenso tráfego marítimo, não houve diferença estatística entre os pontos analisados, o que indica que fatores oceanográficos — como ventos, correntes, ondas e chuvas — têm papel determinante na dispersão das partículas.

De acordo com a pesquisadora Gisele Lôbo-Hajdu, uma das autoras do estudo, os impactos da contaminação vão muito além do ambiente marinho. “A alta incidência de fragmentos de microplástico pode afetar a pesca local ao contaminar frutos do mar e pescado, levando a perdas econômicas e problemas de saúde. O turismo também pode sofrer devido à poluição persistente, enquanto a degradação do habitat — por exemplo, recifes de corais e manguezais — a longo prazo pode reduzir a resiliência do ecossistema”, alerta.

Os autores destacam que os resultados podem subsidiar políticas públicas voltadas ao controle da poluição marinha, ao fortalecimento de áreas de proteção ambiental e ao desenvolvimento de campanhas de conscientização sobre o descarte de resíduos. A pesquisa também reforça a importância do monitoramento contínuo da região e da regulação de atividades industriais em áreas ecologicamente sensíveis.

(Fonte: Agência Bori)

Papa Francisco articulou fé, sustentabilidade, ciência e justiça na defesa da Terra

São Paulo, por Kleber Patricio

Francisco promoveu o Sínodo para a Amazônia, além de outras iniciativas que priorizaram a questão ambiental. Foto: Vatican News.

Por Juliana Vicentini — Quando, em 2013, Jorge Mario Bergoglio tornou-se Papa e adotou o nome Francisco, o gesto foi mais que simbólico: evocou a figura de São Francisco de Assis — padroeiro dos animais, dos pobres e do meio ambiente — e sinalizou uma orientação ecológica e social inédita no papado. A partir dali, cresceu a expectativa de que o Vaticano assumisse um papel ativo frente à crise climática. E foi exatamente isso que aconteceu.

Após dois anos como papa, Francisco redigiu a encíclica ‘Laudato Si’ (louvado sejas). Na carta, ele considera o planeta como a casa comum de todos e aborda temas importantes: crise ambiental; mudança climática; interligação entre meio ambiente, economia e sociedade; crítica ao consumismo; convite à ação individual e coletiva rumo à sustentabilidade.

O Papa Francisco apoiou eventos globais sobre o meio ambiente. Ainda em 2015, ele endossou o Acordo de Paris (tratado sobre mudanças climáticas) e incentivou líderes mundiais a assumirem compromissos nas Conferências das Partes (COP) da Organização das Nações Unidas. Inclusive, redigiu uma mensagem para a COP26 pedindo ações urgentes e concretas contra a crise climática.

O pontífice se reuniu com participantes do Encontro de Líderes das Principais Empresas de Petróleo e Gás Natural, como ExxonMobil, Shell, BP e Eni, realizado no Vaticano em 2018. O Papa discursou sobre a responsabilidade socioambiental daquelas corporações e a respeito da importância pela busca por fontes de energias alternativas e limpas, em detrimento aos combustíveis fósseis.

No ano de 2019, o Papa Francisco convocou os bispos da Igreja Católica para a assembleia intitulada ‘Sínodo para a Amazônia’. O objetivo era discutir os desafios sociais, ambientais, culturais e econômicos enfrentados pelos povos amazônicos. Ele fez um apelo solicitando políticas públicas e colaborações entre diversos segmentos e atores para a preservação da floresta e proteção à sua gente.

‘Fé e Ciência: Rumo à COP26’ foi um encontro entre o Papa e cientistas, realizado em 2021. O pontífice destacou a relevância do diálogo respeitoso entre Igreja e ciência na defesa da natureza e no cuidado com as pessoas. Um dos desdobramentos foi a assinatura de um documento que apelava ao mundo a emissão zero de carbono para evitar o aumento das mudanças climáticas.

O Papa redigiu uma segunda encíclica em outubro de 2023, chamada de ‘Laudate Deum’ (louvai a Deus). Nestes escritos, Francisco reforçou o conteúdo da ‘Laudato Si’ e convocou líderes mundiais para ações mais concretas e urgentes em relação ao planeta. A carta contemplou a crise climática, criticou o paradigma tecnocrático, apontou a fragilidade da política internacional, sintetizou êxitos e fracassos das COPs e propôs motivações espirituais para a sustentabilidade.

Em 12 anos como Papa, Francisco deixou um legado teológico, político e simbólico que demonstra como a Igreja pode exercer um papel relevante e mobilizador frente à urgência planetária. Com seu engajamento, ele sinalizou que as mudanças climáticas não devem ser abordadas do ponto de vista técnico, apenas, mas sim, incluírem aspectos morais e de justiça social. Lideranças religiosas devem aproveitar sua influência e a quantidade de devotos por todo o planeta para propagar ensinamentos, conscientizar as pessoas e mobilizá-las para a sustentabilidade.

Ao dizer que o planeta é nossa casa comum, Francisco não apenas fez teologia — ele fez um apelo civilizatório. O desafio agora é saber se ainda temos tempo para atendê-lo.

Sobre a autora | Juliana de Oliveira Vicentini é doutora em ecologia aplicada pela USP e especialista em jornalismo científico pela Unicamp.

Os artigos de opinião publicados não refletem, necessariamente, a opinião da Agência Bori ou do canal Kleber Patricio Online.

(Fonte: Agência Bori)

Belém (PA) se destaca como a única cidade brasileira entre os melhores destinos gastronômicos do mundo, segundo revista internacional

Belém, Pará, por Kleber Patricio

Por Foreade – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=50772798.

Belém, capital do Pará, acaba de conquistar os holofotes do mundo com um sabor muito especial. A cidade foi eleita pela prestigiada revista Lonely Planet, referência global em guias de viagem, como uma das dez melhores cidades gastronômicas do mundo em 2025. A capital paraense foi a única cidade brasileira entre 15 selecionadas, conquistando a sétima posição. O reconhecimento internacional celebra a riqueza da culinária paraense, que combina tradição, biodiversidade amazônica e criatividade.

Localizada no coração da Amazônia, Belém é conhecida por transformar ingredientes nativos em verdadeiras experiências gastronômicas. Em suas feiras, mercados e restaurantes, é possível encontrar sabores únicos, como o tucupi, o jambu, o filhote, o pirarucu, o cupuaçu, a castanha-do-pará, além do famoso açaí, que na região é servido salgado e acompanhado de peixe frito ou camarão seco.

Um dos símbolos da cidade é o Mercado Ver-o-Peso, um dos maiores mercados a céu aberto da América Latina, onde ingredientes típicos ganham vida nas mãos de cozinheiros e cozinheiras que mantêm viva a tradição da culinária amazônica. É lá que se pode provar iguarias como maniçoba, pato no tucupi, além de sucos e doces feitos com frutas regionais. “Belém já é reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia desde 2015, um título que celebra a riqueza e a originalidade da nossa culinária. Esse reconhecimento internacional reforça o papel da cidade como referência mundial no turismo gastronômico e no desenvolvimento sustentável, promovendo inclusão social e valorizando a cultura local”, lembrou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

Formada por uma rica herança da culinária indígena, a cozinha paraense valoriza o papel simbólico da comida em Belém. A publicação da Lonely Planet afirma que “comer aqui [em Belém] é um ato político e cultural”, uma forma de celebrar a resistência e a riqueza dos povos amazônicos. Todos esses sabores já ganham projeção internacional, liderados por chefs conceituados que misturam o saber tradicional com a alta gastronomia.

Simbolicamente, essa valorização da gastronomia paraense chega em um momento histórico para a cidade: em novembro deste ano Belém sediará a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A expectativa é que milhares de pessoas de todo o mundo desembarquem na capital paraense para debater o futuro do planeta – e também para viver a gastronomia local em sua forma mais autêntica.

(Fonte: Ministério do Turismo)

Historiador descoloniza o imaginário cultural do Brasil Império

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação.

Com uma abordagem crítica ao período colonial, que se afasta do eixo eurocentrado, o historiador e escritor Wilson Júnior apresenta uma fantasia que desafia os grilhões conservadores. Em ‘Fios de Ferro e Sal: Trama Ancestral’, o autor provoca profundas reflexões sobre resistência, memória e identidade. A realidade vivida no Brasil Império misturada ao misticismo evidencia as dificuldades encontradas pelos homens negros e nativos durante a exploração do país.

Os capítulos acompanham as histórias de dois homens pretos. Kayin, um ferreiro agraciado com os dons de Ogum, que o ensinou a ouvir e interpretar as mensagens dos metais. Aprendeu lições valiosas para enfrentar os desafios da vida. Ekundayo, um velho griô morador de uma vila de pescadores, espalha o dom de cura a partir de unguentos, entre outras misturas medicinais. Ele carrega uma importante missão traçada por Iemanjá.

As trajetórias dos dois discípulos dos Orixás se entrelaçam nesta aventura marítima pelas terras coloniais para fugir das mãos dos homens brancos e preservar a memória cultural negra. Eles confrontam forças ancestrais e horrores do passado, em meio a criaturas fantásticas, como Mooby-oh, uma espécie de tartaruga bestial; Tia Nanci, uma perigosa entidade aranha; e Afogado, um ser misterioso de origem desconhecida.

Nenhuma alma viva à vista, apenas o lamento do vento soprando pelos buracos. Ekundayo reconheceu o desenho de um navio negreiro. Seu estômago revirou ao olhar a escada que levava ao porão. Os degraus, escuros e gastos, conduziam à escuridão. Ele quase ouviu o arrastar de correntes e os gritos presos no tempo. (Fios de Ferro e Sal, p. 192)

Publicada pela Cortez Editora, a obra mostra aos leitores que, assim como os seres místicos escondidos no fundo do mar, há temores reprimidos dentro de cada um. E talvez sejam esses os maiores obstáculos.

Fundador do Coletivo Escambau, Wilson Júnior constrói uma história potente sobre representatividade negra na literatura, a importância da preservação da memória histórica, a valorização das religiões de matriz africana e a necessidade de narrativas que descolonizem o imaginário cultural.

Fios de Ferro e Sal resgata e reconstrói por meio da fantasia um enredo silenciado, em que os negros são protagonistas, os brancos antagonistas e, mesmo ambientado no passado, reflete os desafios racistas do presente.

Ficha Técnica:

Título do livro: Fios de Ferro e Sal: Trama Ancestral

Editora: Cortez Editora

ISBN/ASIN: 9786555555547

Páginas: 256

Preço: R$74,00

Onde comprar: Cortez Editora.

Sobre o autor | Wilson Júnior é escritor, editor, professor e historiador. Em 2015, fundou o Coletivo Escambau, que mantinha as revistas de ficção fantástica Escambanáutica, Feira da Pupa, Potocando e Noturna. De 2017 a 2022 manteve o canal Escambau no YouTube, onde falava de literatura, cinema e séries de TV. Pós-graduado em Escrita Literária, ministrou cursos de escrita na Rede Cuca, organizando os livros Contos da Cuca (2019), Raízes (2021) e Tecer Mundo (2022), com textos de alunos. Em 2022, fundou o Coletivo Autores Independentes do Ceará e, em 2023, organizou a primeira Flice – Feira da Literatura Independente do Ceará. 999 (2022) é seu livro de estreia, seguido de Trama Ancestral (2024), que foi lançado na 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Instagram: @wilsonjr.999 | YouTube: Escambau

Sobre a Cortez Editora | Foi a solidez do trabalho feito que estimulou a Cortez Editora a expandir e mostrar ao mundo toda a riqueza da cultura brasileira e a densidade ímpar de seus autores. Seu catálogo é referência nas áreas de Literatura Infantil e Juvenil, Educação, Serviço Social, Ciências da Linguagem, Ciências Sociais, Ciências Ambientais e Psicologia.

Site: Cortez Editora

Instagram: Cortez Editora | Youtube: TV Cortez | Facebook: Cortez Editora.

(Com Luísa Lacombe/LC Agência de Comunicação)

Simões de Assis apresenta exposição com pinturas inéditas de Jorge Guinle

São Paulo, por Kleber Patricio

INÉDITA – Sem Título – 1985-1986 – Jorge Guinle. Foto: Erika Mayumi/cortesia Simões de Assis.

Até o dia 10 de maio, a Simões de Assis apresentará uma exposição com pinturas inéditas de Jorge Guinle (1947–1987), em São Paulo. A mostra ‘Infinito’ apresenta um conjunto de 10 obras, sendo nove em grande formato, realizadas pelo artista durante sua temporada em Nova York, entre 1985 e 1986. Pela primeira vez reunidas e trazidas ao Brasil, essas pinturas marcam um momento singular em sua trajetória, combinando maturidade artística com a densidade emocional que permeou seus últimos anos de vida.

No período em que produziu essas telas, Guinle participou da 17ª Bienal de São Paulo e realizou exposições individuais em importantes galerias. Paralelamente, enfrentava o impacto de um diagnóstico de doenças relacionadas à Aids, que levaria ao seu falecimento em 1987. As telas dessa fase nova-iorquina revelam um percurso intenso e visceral no qual suas composições se tornam mais diluídas e translúcidas sem perder a vibração gestual e cromática que caracterizou sua obra.

INÉDITA – Sem Título – 1985-1986 – Jorge Guinle. Foto: Erika Mayumi/cortesia Simões de Assis.

A exposição conta com texto assinado por Vanda Klabin, curadora, historiadora e amiga próxima do artista, que contextualiza a importância desse conjunto dentro da produção de Guinle. Reconhecido por sua abordagem singular dentro da pintura contemporânea brasileira, ele estabeleceu um diálogo intenso com as tendências internacionais da época, como o expressionismo abstrato e a pintura norte-americana do pós-guerra. Ao longo de sua curta, mas intensa carreira, Guinle foi um dos grandes incentivadores da revalorização da pintura nos anos 1980, sendo uma referência fundamental para a chamada Geração 80. Seu trabalho era marcado pelo gestual enérgico, pelo uso audacioso das cores e pela busca constante de uma harmonia dissonante, que se distanciava das vertentes conceituais predominantes na década anterior.

A série de pinturas realizadas no Kaufman’s Studio, em Nova York, permaneceu inédita até o momento, mesmo sendo considerada uma das mais significativas de sua carreira. As nove pinturas foram localizadas pela galeria Simões de Assis e trazidas para primeira exposição no Brasil, ao lado de outras obras produzidas entre 1985 e 1986; elas consolidam o estilo único do artista, que soube capturar tanto a energia do cenário artístico internacional quanto às especificidades do contexto brasileiro.

Jorge Guinle Filho nasceu em Nova York em 1947 e passou parte de sua vida entre o Brasil, Paris e Nova York. Autodidata, aprofundou seus estudos em pintura a partir do contato direto com grandes mestres do modernismo, como Henri Matisse, além de influências decisivas da action painting e da pop art. Sua produção, concentrada nos últimos sete anos de vida, revela um comprometimento absoluto com a pintura como experiência vital.

Guilherme, Laura, Flávia e Waldir Simões de Assis. Foto: Leda Abuhab.

Com esta exposição, a Simões de Assis pretende trazer ao público obras fundamentais da arte moderna e contemporânea brasileira, promovendo a redescoberta de um dos grandes nomes da pintura do século XX.

Sobre Jorge Guinle

Jorge Guinle Filho (Nova York, EUA, 1947–1987) viveu entre o Rio de Janeiro e Paris durante o período de 1965 a 1977, fixando-se na cidade carioca em 1977. Nos anos seguintes, o clima de abertura política no país favoreceu as manifestações artísticas e Guinle retomou sua carreira em uma trajetória muito rápida: trabalhou por sete anos, nos quais produziu obras marcantes. Entre 1980 e 1982, realizou entrevistas para a revista Interview, de circulação nacional, com importantes artistas brasileiros; entre eles, Hélio Oiticica, Rubens Gerchman, Antonio Dias, Lygia Clark, Mira Schendel e Cildo Meireles.

Sua obra integra coleções importantes, como Museo de Arte Contemporáneo de Monterrey, México; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Coleção Gilberto Chateaubriand, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes, Brasil; Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Brasil; Centro Cultural Cândido Mendes, Brasil; Instituto Figueiredo Ferraz, Brasil; Coleção Roberto Marinho, Brasil; Coleção José Olympio Pereira, Brasil; Coleção Hecilda e Sérgio Fadel, Brasil; Coleção Ronaldo Cezar Coelho, Brasil; Coleção Ricardo Akagawa, Brasil e Coleção Orandi Momesso, Brasil.

Sobre Vanda Klabin

Vanda Klabin. Foto: Leda Abuhab.

Vanda Mangia Klabin (Rio de Janeiro) é cientista social, historiadora e curadora de artes plásticas. Formada em Ciências Políticas e Sociais, graduou-se também em Educação Artística e História da Arte, com pós-graduação em História da Arte e Arquitetura pela PUC/Rio. Foi coordenadora adjunta do Curso de Especialização em História da Arte e de Arquitetura no Brasil, PUC-Rio, entre 1983 e 1990. Dirigiu o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, 1996-2000, onde realizou exposições de artistas brasileiros e estrangeiros. Foi coordenadora adjunta de Brasil + 500 Mostra do Redescobrimentos, na Bienal de São Paulo, 1999-2000, e curadora do módulo A vontade construtiva na arte brasileira – 1950/1960, integrante da exposição Art in Brazil, no Festival Europalia, Bozar, em Bruxelas, Bélgica (2011-2012). Participou regularmente de conselhos consultivos em instituições como o Paço Imperial, Dia Center for the Arts, ICOM, Museu da Chácara do Céu – Fundação Raymundo Castro Maya, Prêmio Pipa, entre outras. Atualmente, trabalha como consultora e curadora independente para museus, instituições e editoras.

Sobre a Simões de Assis

Desde a sua abertura, em 1984, a Simões de Assis dirige o seu olhar para a arte moderna e contemporânea, especialmente para a produção latino-americana. Ao longo de quatro décadas de trabalho, a galeria se especializou na preservação e na difusão do espólio de importantes artistas como Abraham Palatnik, Carmelo Arden Quin, Cícero Dias, Emanoel Araujo, Ione Saldanha e Miguel Bakun, contando com a parceria de famílias e fundações responsáveis.

A partir do contato estreito com pesquisadores e curadores, a Simões de Assis conseguiu a articulação necessária para difundir e representar seus artistas no Brasil e no exterior. Ampliando o alcance no mercado de arte do Brasil, atualmente, a galeria tem três espaços: em São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Balneário Camboriú (SC), estimulando trocas e debates, além de fomentar o talento e a carreira de seus artistas.

Serviço:

Infinito, exposição individual de Jorge Guinle

Período expositivo: até o dia 10 de maio

Local: Simões de Assis | Alameda Lorena, 2050 – térreo – Jardins – São Paulo/SP

Horário de visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h | sábados, das 10h às 15h

Entrada gratuita

@simoesdeassis_ | www.simoesdeassis.com.

(Com Patricia Marrese)