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‘Sonhar o Mundo’ celebra direitos humanos com programação cultural

São Paulo, por Kleber Patricio

A Casa das Rosas, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, é um dos que participam da ações. Crédito da foto: Lua Nucci.

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, por meio da iniciativa Sonhar o Mundo, irá promover ações relacionadas à Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que completa 72 anos no próximo dia 10. Ao todo são 20 programas virtuais, realizados de 10 a 13 de dezembro. Embora livres e gratuitas, algumas atividades têm vagas limitadas. Os interessados devem ficar atentos às inscrições, já disponibilizadas nos sites das instituições. Equipamentos da capital, do interior e litoral participam da programação diversificada que conta com oficinas, debates, palestras, apresentações artísticas, visitas e encontros temáticos. O roteiro destaca, principalmente, as questões indígenas, raciais e de igualdade social.

Sonhar o Mundo

#SonharoMundo é uma iniciativa que articula e mobiliza os museus paulistas para as questões relacionadas aos Direitos Humanos, incentivando-os a dar visibilidade a esse tema por meio de programação cultural, educativa e de comunicação nas mídias sociais. A iniciativa parte do pressuposto de que os museus devem atuar como instrumentos de transformação social e reconhece sua contribuição para a formação de uma mentalidade coletiva, sensibilizando para a solidariedade, o respeito à diversidade cultural, o combate ao preconceito, à discriminação e à violência.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Casa das Rosas

Evento

10/12

19h – Sarau de lançamento da revista Bufo – 28 poetas que frequentaram as aulas do curso Poesia Expandida, realizado pelo Centro de Referência Haroldo de Campos, apresentarão leituras e videopoemas e farão o lançamento da revista Bufo, organizada e publicada por eles. A revista apresenta experimentos com a forma poema a partir de investigações com as possibilidades expressivas da palavra em suas múltiplas dimensões (verbal, gráfica, sonora e vídeo-poéticas).

Youtube: /CasadasRosasSP

11/12

19h – Sarau do Clipe Poesia – Longe de Monte Carlo – Sarau da turma de poesia do Curso Livre de Preparação do Escritor (Clipe), de 2020, apresentam poemas escritos ao longo do ano e lançam o livro Longe de Monte Carlo, produzido pelos alunos.

Youtube: /CasadasRosasSP

12/12

15h – Sarau do Clipe Jovem – Em um ano marcado pela transição de diversas atividades do museu para formato online, a turma do Curso Livre de Preparação do Escritor Jovem (Clipe Jovem) realizou quase que inteiramente seus módulos por videoconferência. Explorando este formato, o sarau deste ano gerou uma apresentação gravada inteiramente à distância, que vai de apresentações musicais em grupo a leituras individuais dos participantes.

Youtube: /CasadasRosasSP

Facebook: @casadasrosas

12/12

19h – Sarau de prosa do Clipe – Alunos da turma de prosa do Curso Livre de Preparação do Escritor (Clipe) apresentam fragmentos dos textos escritos a partir das aulas e também amostras do que estará reunido numa antologia que será lançada no início de 2021.

Youtube: /CasadasRosasSP

Facebook: @casadasrosas

Museu da Imigração

Evento

10/12

18h – Roda de Conversa Virtual – A programação abordará o racismo no Brasil no âmbito das migrações contemporâneas, finalizando o curso A Hospedaria de Imigrantes e os tijolos do racismo estrutural no Brasil. Haverá presença da angolana Maria Fernanda Pascoal, psicóloga, pesquisadora e membro fundadora do Coletivo Diásporas Africanas; Nádia Ferreira, imigrante de Guiné-Bissau que atua em causas sociais e é fundadora do coletivo IADA África, e Natali Mamani, descendente Aymara (Bolívia), com mediação de um educador integrante do grupo de trabalho Histórias invisibilizadas do Museu da Imigração. Atividade gratuita com transmissão no YouTube do Museu da Imigração.

Youtube: /MuseudaImigracao

Museu Afro Brasil

Evento

12/12

10h e 14h – Webnário de Práticas Educativas: Direitos Humanos e Práticas Educativas: perspectivas negras – O evento gratuito tem como foco as resistências negras em diálogo com práticas educativas diversas e será transmitido pelo Youtube do Museu Afro Brasil. O webnário é composto por dois painéis:

10h – Painel 1 – Narrativas Contra-hegemônicas: Religiosidades e práticas educativas com a professora doutora Jacqueline Moraes Teixeira e o mestre e professor de educação pública Caio Ferraro, com a mediação do educador do Museu Afro Brasil, Sidney Ferrer. Jacqueline Moraes Teixeira é graduada em Ciências Sociais e Teologia, mestre e doutora em Antropologia Social. Realiza pesquisas na área de gênero, sexualidade, religião e religiosidades em contextos urbanos. Caio Ferraro é graduado e licenciado em História e mestre em Educação. Realiza pesquisas sobre educação, relações étnico-raciais e gênero.

14h – Painel 2 – Olhares Plurais: Luiz Gama, Cinema e Educação com uma conversa entre o educador do Museu Afro Brasil e o cineasta Jefferson De com a mediação da coordenadora do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil, Siméia Mello. Jefferson De é graduado em cinema. Atuou como editor, produtor e diretor de diversas séries, programas de TV e filmes. Foi roteirista e diretor dos premiados curtas Distraída Pra Morte (2001), Carolina (2003) e Narciso RAP (2005) e do longa Bróder. É autor do livro Dogma feijoada: o cinema negro brasileiro.

Youtube: /museuafrobrasil1

13/12

Visita Temática – Nesta visita temática virtual, o educador do Museu Afro Brasil, Sidney Ferrer, apresenta e discute questões pertinentes à exposição de longa duração do acervo do museu, especialmente no que diz respeito às religiões afro-brasileiras. O vídeo será disponibilizado no Youtube do museu.

Youtube: /museuafrobrasil1

Memorial da Resistência de São Paulo

9 a 13/12

Vídeos temáticos – A partir do arcabouço teórico-metodológico da Educação em Direitos Humanos, serão apresentados vídeos, nas redes sociais do museu, de professores universitários especializados no tema que refletirão sobre a Educação para a Democracia e a Diversidade Étnico-Racial, o Direito à Memória e à Verdade, conceituação, metodologia e o papel dos educadores na Educação em Direitos Humanos.

Facebook: @memorialdaresistenciasp

Instagram: @memorialdaresistenciasp

Evento

12/12

15h – Sábados Resistentes Virtuais – Seguindo a programação dos Sábados Resistentes Virtuais deste ano, o Memorial da Resistência e o Núcleo de Preservação da Memória Política convidam para o encontro com o tema O Impacto do capitalismo financeiro nos direitos humanos, com mediação do jornalista Luis Nassif, que entrevistará virtualmente Ladislau Dawbor, graduado em Economia Política, mestre em Economia Social e doutor em Ciências Econômicas, e Leda Paulani, graduada em Economia e Comunicação Social e doutora em Teoria Econômica, ambos professores renomados na comunidade universitária. Evento gratuito com transmissão no YouTube e Facebook do Memorial da Resistência.

Facebook: @memorialdaresistenciasp

Youtube: /mresistenciasp

Museu da Casa Brasileira

Evento

10/12

17h – Roda de conversa virtual – O Educativo MCB organiza um encontro virtual para discutir temas relacionados à Declaração Universal dos Direitos Humanos e à Habitação Popular. A discussão se dará em torno de um repertorio musical especialmente selecionado para o evento. Evento realizado pelo Zoom, com inscrições no site do museu.

Site: https://mcb.org.br

Museu Catavento

10/12

12h – Hoje é dia de – Apresenta curiosidades do Universo e Calendário Científico e, no mês de dezembro, abordará o Dia Internacional dos Direitos Humanos, com vídeo contando a história e importância dos Direitos Humanos, que será publicado nas redes sociais do museu.

Instagram: @museucatavento

Facebook: @cataventocultural

Youtube: /CataventoCultural

Museu Casa de Portinari

Evento

10/12

15h – Live Direitos Humanos – No Dia Internacional dos Direitos Humanos, Virna Mac-Cord Catão fala sobre direitos humanos e seu trabalho como coordenadora da Casa de Acolhimento Valter Antonio Bessa, em Brodowski (SP). Virna Mac-Cord Catão é graduada em Pedagogia, mestre em Educação e doutora em Políticas Públicas e Formação Humana. Atualmente é graduanda em Letras. Possui experiência docente e na gestão, coordenação e supervisão da Educação Básica e Educação Superior (presencial e EAD). Transmissão pelo Instagram do Museu Casa de Portinari.

Instagram: @museucasadeportinari

Museu Felícia Leirner

10/12

Direitos Humanos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Abrindo a Semana dos Direitos Humanos, Museu e Auditório exibem um vídeo em suas redes sociais que mostra como alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão dentro das rotinas e planos dos equipamentos. Os ODS integram uma coleção de 17 metas globais estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015 e apresentam diretrizes que se relacionam à Declaração Universal dos Direitos Humanos.

11/12

Bate-Papo sobre Direitos Humanos com o professor Felipe Rodrigues – Na Semana dos Direitos Humanos, Museu e Auditório convidam o professor de sociologia Felipe Rodrigues da Silva para apresentar uma reflexão sobre os Direitos Humanos na sociedade. Felipe possui graduação e mestrado em Ciências Sociais, é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), campus Jacareí. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em teoria da participação e controle popular e em Educação, com destaque para as áreas de Políticas Educacionais, Filosofia da Educação e Educação e Sociedade. O vídeo com a reflexão do professor Felipe Rodrigues será exibido nas redes sociais do museu.

12/12

Transformando o Sonho em Realidade – A Semana dos Direitos Humanos nos faz expor nossos sentimentos de solidariedade e fraternidade com a humanidade. Neste ano, o Museu Felícia Leirner convida você a pensar em ações práticas do Art. 25.1 “Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde” e criar em comunhão com o museu uma rede do bem para fazer a diferença de hoje em diante. Esta é uma ação de engajamento que ocorrerá nas redes sociais do museu.

13/12

Apresentação do Grupo Dançando sobre Rodas – Encerrando a Semana dos Direitos Humanos, será compartilhado o vídeo do Grupo Dançando sobre Rodas, que trabalha com dança inclusiva na cidade de Taubaté (SP). O projeto surgiu em 2016 com o objetivo de resgatar pessoas com deficiência por meio da dança, sendo a única companhia do Vale do Paraíba que trabalha com dança inclusiva. Recebeu prêmios em festivais e participou de filmagens de musical e campanhas em prol da acessibilidade. O vídeo será apresentado nas redes sociais do museu.

Instagram: @museufelicialeirner

Facebook: @museufelicialeirner

Youtube: /museufelicialeirner

Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

10/12

Questões Indígenas: Direito à Educação – Os povos indígenas têm direito a uma escola dentro da aldeia com educação diferenciada e intercultural, onde são ensinados, além do português, a sua língua originária e sua forma de reprodução cultural tradicional. Para falar sobre esse tema, o Museu convidou Tiago Nhandewa, da etnia Guarani-Nhandewa, morador da aldeia Nimuendaju (Terra Indígena Araribá, Avaí/SP). Nhandewa é formado em Pedagogia Intercultural Indígena, pedagogia “convencional”, especialista em Antropologia e atualmente é mestrando em Antropologia Social. É autor do livro Quando eu caçava tatu e outros bichos (2020). O vídeo com a reflexão de Tiago Nhandewa será disponibilizado nas redes sociais do museu.

#TBT – Relato de Lidiane Damaceno Cotuí, Krenak da Terra Indígena Vanuíre (Arco Íris/SP), professora indígena, cacique e representante do Museu Akãm Orãm Krenak, sobre a sua percepção em relação à Declaração Universal dos Direitos Humanos e sua aplicação no que tange aos povos indígenas. O vídeo com a fala de Lidiane Damaceno Cotuí será disponibilizado nas redes sociais do museu.

11/12

Questões Indígenas: Direito à Terra – A Constituição de 1988 estabeleceu que os direitos dos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupam são de natureza originária. Os índios têm a posse das terras, que são bens da união. Lidiane Damaceno Cotuí, Cacique da Terra Indígena Vanuíre (Arco Íris/SP), professora indígena e representante do Museu Akãm Orãm Krenak, fala sobre esse tema. O vídeo com a reflexão de Lidiane Damaceno Cotuí será disponibilizado nas redes sociais do museu.

12/12

Questões Indígenas: Direito à Saúde – A Terra Indígena Vanuíre (Arco Íris/SP) possui um Posto de Saúde para atender à comunidade local. Ademir Gomes Conechu, Kaingang e morador da aldeia, atua como técnico em enfermagem no Posto de Saúde indígena há 20 anos e compartilha sua experiência. O vídeo com a fala de Ademir Gomes Conechu será disponibilizado nas redes sociais do museu.

13/12

Cultura Indígena Contemporânea – Muitos indígenas sofrem críticas por incorporar hábitos e tecnologias não indígenas ao seu dia a dia, como se, para terem suas identidades respeitadas, precisassem viver congelados no tempo. Para falar sobre esse tema apresentamos o relato da Kaingang Susilene Deodato, que trata sobre as transformações da cultura e o desafio de ser índio nos dias atuais com todos os seus direitos respeitados. Susilene Kaingang é assistente de kujã (pajé na língua kaingang), artesã, líder do grupo cultural Kaingang, idealizadora, criadora e curadora do Museu Worikg (Terra Indígena Vanuíre, Arco Íris/SP). O vídeo com a reflexão de Susilene Kaingang será disponibilizado nas redes sociais do museu.

Acessibilidade no Site do Museu – O site do Museu está de cara nova e o tour virtual ganhou um software mais moderno. Fábio Augusto, participante do projeto O Olhar é o sentir pelas mãos produziu um vídeo que mostra como é uma visita virtual realizada pelo público cego no site do Museu Índia Vanuíre. Este vídeo será disponibilizado nas redes sociais do museu.

Instagram: @museuindiavanuire

Facebook: @museuindiavanuire

Youtube: /mhindiavanuire

Museu do Café

Evento

10/12

17h – Live Intersecções entre Educação Integral e Educação Museal – Para explorar as relações sobre estes dois contextos educacionais, a gestora do Setor Educativo do Museu do Café, Daniella Oliveira, convida para um bate-papo Márcia Calçada, graduada em Pedagogia, especialista em Psicopedagogia e Supervisão Escolar, mestre em Educação, e com atuação na educação básica da Prefeitura Municipal de Santos. Evento gratuito com transmissão pelo Instagram do Museu do Café.

Instagram: @museudocafe

SISEM-SP

Evento

11/12

10h – Live Mulheres mudam os museus – Com a participação de Marián Cao, da UCM (Universidad Complutense de Madrid) e Lílian Amaral, do programa Diversitas/USP; contribuição de Andrea Pegoraro, da Universidade de Buenos Aires, e mediação de Ellen Nicolau, do Museu da Diversidade Sexual. A transmissão ocorrerá no Youtube do SISEM-SP.

Youtube: SISEM-SP

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Endereço: Avenida Paulista, 37 – Bela Vista, São Paulo/SP

Telefone: (11) 3285-6986

Museu da Imigração

Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca, São Paulo/SP

Telefone: (11) 2692-1866

Museu Catavento

Endereço: Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/nº (Palácio das Indústrias) – Brás, São Paulo/SP

Telefone: (11) 3246-4003

Memorial da Resistência de São Paulo

Endereço: Largo General Osório, 66 – Luz – Auditório Vitae – 5º andar, São Paulo/SP

Telefone: (11) 3335-4990

Museu da Casa Brasileira

Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705 – Jardim Paulistano, São Paulo/SP

Telefone: (11) 3032-3727

Museu Afro Brasil

Endereço: Portão 10, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Vila Mariana, São Paulo/SP

Telefone: (11) 3320-8900

Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

Endereço: Rua Coroados, 521 – Centro, Tupã/SP

Telefone: (14) 3491-2333

Museu Casa de Portinari

Endereço: Praça Candido Portinari, 298, Brodowski/SP

Telefone: (16) 3664-4284

Museu Felícia Leirner | Auditório Claudio Santoro

Endereço: Avenida Doutor Luis Arrobas Martins, 1880 – Alto Boa Vista, Campos do Jordão/SP

Telefone: (12) 3662-6000

Museu do Café

Endereço: R. Quinze de Novembro, 95 – Centro, Santos/SP

Telefone: (13) 3213-1750.

Técnica do Museu Paulista dá dicas sobre como cuidar dos livros em casa

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem de Thanks for your Like • donations welcome por Pixabay.

A tecnologia trouxe a praticidade da leitura em meios digitais para muitas pessoas; entretanto, boa parte do público ainda prefere ter o livro físico em mãos. Os apaixonados por leitura, então, colecionam as obras lidas ao longo da vida também com muito prazer. A manutenção desse acervo pessoal demanda atenção, pois é preciso saber cuidar das publicações para mantê-las em boas condições. Flávia Urzua, técnica do setor de papel do serviço de conservação do Museu Paulista, dá algumas recomendações simples, mas importantes para melhor preservá-los:

– Procure guardá-los sempre na vertical com apoio de bibliocantos, exceto livros muito grandes e pesados, e evite que eles fiquem espremidos, para não danificar o miolo e a lombada;

– Para tirar a poeira do dia a dia, dê preferência a uma flanela seca. E a cada seis meses, utilize uma escova de cerdas macias ou aspirador de pó na potência mínima para varrer a parte superior do livro;

– Nada de manuseá-los com as mãos sujas e engorduradas e evite ao máximo fazer refeições enquanto lê;

– Nunca force para abrir o livro totalmente para não danificar a encadernação e evite apoiar muito peso ao manuseá-lo;

– Clipes de metal não devem ser usados como marcadores de páginas, pois podem oxidar e deixar marcas de ferrugem permanentes. Evite também marcadores com muito volume para não deformar o livro;

– Mantenha-os longe da luz do sol, pois depois de um tempo a exposição pode desbotar as capas e lombadas;

– Guarde-os em um local arejado e nada de encapá-los com sacos plásticos, justamente para que eles possam “respirar”.

‘Ararinha Azul’: saiba mais sobre o avião mais colorido da América do Sul

Brasil, por Kleber Patricio

Aeronave traz pintura do grafiteiro Pardal, da Dionisio.Ag, que é um convite para reflexão sobre a importância da preservação da biodiversidade brasileira. Foto: divulgação.

Uma ação de co-branding entre a AkzoNobel/Tintas Coral, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras e a Embraer deu origem ao avião mais colorido da América do Sul. Chamada de Ararinha Azul, a aeronave foi batizada no dia 3/12 e, ainda neste mês, poderá ser vista no céu do Brasil. A pintura especial, arte do grafiteiro Pardal, da Dionisio.Ag, é um convite para a reflexão sobre a importância da proteção da biodiversidade. Além disso, estão planejadas outras ações de sustentabilidade, impacto social e restauração de espaços públicos da Tintas Coral – marca da empresa holandesa – por meio do movimento Tudo de Cor.

A ideia de unir as marcas em um projeto surgiu de uma reunião informal entre executivos da Azul e da AkzoNobel, no segundo semestre de 2019. Nesse encontro, ficou clara a conexão entre as empresas na pintura de aviões. De um lado, estava a prática da Azul em lançar aviões temáticos; de outro, a expertise da AkzoNobel em oferecer a mais alta tecnologia em tintas aeroespaciais e desenvolver cores para aeronaves com pinturas especiais em todo o mundo. Juntas, as duas empresas se uniram à Embraer e decidiram celebrar esse encontro pintando o avião mais colorido da América do Sul. A ideia saiu do papel ao encontrar um propósito ainda maior: apoiar o projeto Ararinha na Natureza, conduzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), da Alemanha, que se reuniram com a nobre missão de reintroduzir e proteger a ararinha-azul, espécie considerada extinta em ambiente natural desde 2000, para repatriar cerca de 50 dessas aves em seu habitat natural.

Paralelamente, a Tintas Coral levou – por meio do movimento Tudo de Cor – sua experiência em sustentabilidade e impacto social a Curaçá, na Bahia, cidade que é a terra natal das ararinhas-azuis, com um centro de reprodução e soltura construído para o recebimento das aves em março de 2020. Em parceria com a prefeitura local, o Tudo de Cor está revitalizando a igreja matriz e o Teatro Raul Coelho, o segundo mais antigo da Bahia. A convite da AkzoNobel e curadoria da Dionisio.AG, o grafiteiro Pardal foi à Curaçá pintar, em uma casa centenária do centro histórico, um mural inspirado na arte que ilustra o avião Ararinha-Azul. O projeto também deu origem a uma coleção especial de cores, a paleta Ararinha-Azul, composta por cinco tons de azul utilizados na pintura da aeronave: Celeste Azul, Azul dos Andes, Azul Tibet, Olho Grego e Escrita Antiga.

Por dentro da pintura | Especialista em usar o poder das cores para transformar ambientes, lares, espaços públicos e comunidades, a Tintas Coral, ao lado da Azul, nomeou o grafiteiro, diretor de arte do mercado publicitário e designer paulistano Pardal para dar vida e cor ao Embraer 195 E2. Toda a curadoria do projeto foi assinada pela agência de artes Dionisio.Ag, contratada pelas empresas para desenvolver essa ação. Foi a primeira vez que Pardal teve um projeto estampado em uma aeronave. O grafite saiu da paisagem urbana e chegou ao céu, em uma arte que traduz todo o significado dessa homenagem, rica em detalhes e que convida a uma divertida caça ao tesouro. Juntamente com o mapa do Brasil, seis ararinhas e um pardal (símbolo do artista) compõem a arte, que também conta com os valores da Azul Linhas Aéreas em um emaranhado de palavras. As caldas coloridas das ararinhas remetem às cores e à identidade visual da Tintas Coral. “A arte é capaz de transformar uma sociedade e até mesmo uma nação. Com ela é possível transmitir mensagens, unir as pessoas, apoiar uma causa e atiçar o pensamento crítico de qualquer assunto e é isso que esperamos com esse projeto. Cada ação e ativação dele ressalta a importância da preservação do nosso habitat. Isso desperta a reflexão de nós, enquanto cidadãos e o que estamos fazendo para contribuir com a natureza”, conclui Victor Barros, sócio fundador da Dionisio.Ag.

A partir da definição da arte, o laboratório da AkzoNobel localizado dentro da Embraer fez um estudo para a escolha de 58 cores, sendo 28 delas desenvolvidas exclusivamente para o projeto. O processo de pintura do avião contou com 10 profissionais da Embraer e levou 20 dias. Para reproduzir no avião esse multicolorido leque de tons, foi utilizado o sistema Base Coat Clear Coat (BCCC) Aerodur 3001/3002, largamente aplicado em aeronaves comerciais da Embraer e de outros fabricantes mundiais do segmento de aviação. “Foi a primeira vez que tive um privilégio de ter um trabalho num avião; foi mágico e único. Tenho diversas obras de grandes proporções, mas com certeza essa está gravada em meu coração e é gratificante só de pensar que vai levar essas cores para diversos lugares do Brasil”, afirma o artista Luiz Pardal. Confira um bate-papo com o grafiteiro sobre o projeto Ararinha-Azul:

Como foi participar do projeto?

Quero dizer inicialmente que este é um projeto que me orgulho muito em ter participado. Sou muito grato por esse convite e desde o início entendi a grande responsabilidade e a nobreza de desenhar sobre a volta da Ararinha-Azul, que foi extinta há mais de 20 anos no Brasil. Eu amo pássaros, desenho pássaros desde criança e é surreal ver verdadeiramente um personagem meu voando através de uma aeronave; é lindo e filosófico como viver um sonho acordado.

Conhecer a cidade de Curaçá foi uma experiência riquíssima. Que lugar lindo e paisagem de tirar o fôlego. Seus moradores são doces e receptivos e, o mais importante: eles abraçaram a ideia de proteger e de deixar livre na natureza as Ararinhas-Azuis. Foi um prazer deixar uma pintura no coração da cidade, às margens do Rio São Francisco, em uma parede de 100 anos. Foi algo indescritível e vou levar essa memória afetiva para o resto da minha vida.

Quando tempo se estendeu o processo de desenvolvimento da parte artística, até a apresentação do esboço da arte?

Durou em torno de dois meses. Foram diversas reuniões, tanto com a AkzoNobel como com a Azul, que foram essenciais para a sintonia desse projeto com objetivo de contar uma história linda sobre a volta da Ararinha Azul. Depois de muita pesquisa e milhares de esboços de lápis e papel, consegui chegar a uma composição definitiva.

Quais as inspirações e escolhas para esse trabalho?

A característica do meu trabalho é compor desenhos com pássaros sendo personagens principais, eles são uma forma simbólica que pode representar muitas coisas, inclusive a liberdade. Sempre fui fascinado por aves; assim, foi muito gratificante e prazeroso pesquisar a fundo a história da ararinha e suas características. Então, dentro do contexto de liberdade, pensei em retratar as aves sobrevoando o território nacional. A sombra da ararinha forma o desenho de uma aeronave. Ainda, elas em liberdade trazem Flourish aos céus brasileiros, assim unindo, num desenho só, a vontade de ver essa ave livre e a importante parceria entre a Azul e a AkzoNobel.

Como foram selecionadas as cores para esse trabalho? Quais são as cores predominantes?

As cores foram selecionadas através de muita pesquisa, tanto sobre a ararinha-azul como da flora e fauna do Brasil. As cores predominantes são os tons da Ararinha-Azul, como a “Azul Danúbio”, por exemplo, e o “Violeta Inspirado” que também foi bastante utilizada. Toda a paleta criada ficou belíssima e fez vibrar energia no avião. Foram 48 cores selecionadas, 28 especialmente criadas para esse projeto, foi um grande trabalho entre a equipe AkzoNobel e a Azul para materializar essas cores fidedignas ao projeto desenhado.

O que podemos encontrar nesse projeto que o torna reconhecidamente um trabalho do Pardal?

Os meus personagens que são pássaros, o estilo do traço, a aura com palavras como liberdade e amor, que são características marcantes do meu trabalho. E o tema liberdade foi o fio condutor desse projeto.

Como define a sua arte?

Defino a minha arte como um instrumento de pensamento, um instrumento de conscientização e de reflexão nas pessoas sobre o respeito a vida, liberdade, verdade, fé, amor e esperança.

A agência Dionisio.Ag ainda produziu e editou o vídeo Por um Céu Mais Azul. O material audiovisual retrata como que foi todo o processo de pintura, produção e infraestrutura para realização do projeto, além de homenagear essa linda espécie da fauna brasileira. Acesse o vídeo clicando aqui.

Sobre a Dionisio.Ag

A Dionisio.Ag é uma agência especializada em arte que nasceu para unir empresas, pessoas e artistas. Ela oferece um trabalho full service, no qual é responsável pela curadoria, produção artística, produção cultural, execução e entrega dos projetos. Atualmente, conta com um time de mais de 70 artistas de estilos diversos, todos extremamente qualificados, com reconhecimento nacional e internacional.

Festival de Campos do Jordão terá edição histórica em 2021

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Imagem de Christoph Schütz por Pixabay.

A 51ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão foi remarcada e irá ocorrer de 19 de junho a 15 de agosto de 2021. Trata-se do mais importante evento de música clássica da América Latina. Com cerca de dois meses de duração, terá um número recorde de atrações artísticas e receberá, em seu Núcleo Pedagógico, a maior quantidade de jovens bolsistas e professores da história. Esta edição marcará também a inauguração do novo auditório do Parque Capivari, mais amplo e moderno do que a Concha Acústica.

Serão ao todo 164 concertos, sendo 80% gratuitos, distribuídos por sete palcos: Auditório do Parque Capivari, Auditório Claudio Santoro, Espaço Cultural Dr. Além, Igreja Santa Terezinha e Palácio Boa Vista, em seus três espaços (Capela, Átrio e Jardim). As atividades pedagógicas acontecerão de 5 de julho a 1º de agosto, com 230 alunos. O Festival de Campos do Jordão é realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Osesp e a Prefeitura de Campos do Jordão.

A Programação Artística manterá, como em 2019, a estruturação em dois eixos principais: Clássico, com curadoria da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo — Osesp e Popular-Sinfônico, com curadoria da Orquestra Jazz Sinfônica Brasil. Boa parte dos concertos será transmitida ao vivo pela TV Cultura ou pela plataforma #CulturaEmCasa e pelo site da Osesp, de modo a alcançar um público ainda maior do que na edição de 2019, quando o evento bateu os recordes de atrações, de público e de impacto econômico.

Em 2019, o Festival de Inverno de Campos do Jordão comemorou 50 anos, oferecendo 201 bolsas de estudo e aulas ministradas por mais de 50 professores brasileiros e estrangeiros. Foram três semanas de prática orquestral e de câmara com maestros de renome internacional, como Alexander Liebreich, Neil Thomson, Giancarlo Guerrero, Lavard Skou-Larsen, Luís Otávio Santos e Ricardo Kanji. Na programação artística, foram 134 concertos, sendo 95 gratuitos, com grandes nomes da música de concerto e popular, como o barítono Paulo Szot, os pianistas Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Jean-Louis Steuerman, a Filarmônica de Goiás, a Orquestra Sinfônica do Paraná, Francis Hime, Lenine, Carlinhos Brown, Toquinho, Fafá de Belém, Mônica Salmaso e Nelson Ayres.

A 51ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão estava inicialmente prevista para ocorrer em 2020, mas foi adiada para janeiro de 2021 devido à pandemia da Covid-19. A reclassificação da região para a Fase Amarela do Plano São Paulo, anunciada em 30 de novembro, levou à decisão final de realizá-la em junho, julho e agosto de 2021, com duração maior e mais concertos. A previsão é de que em junho a região estará na Fase Verde ou na Fase Azul do Plano São Paulo e a vacinação já terá ocorrido. “Não é viável realizar uma edição à altura da tradição do festival, do padrão de qualidade que adotamos e da expectativa do público com as regras e os protocolos necessários na Fase Amarela”, explica Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa. “Por isso, resolvemos, em conjunto com os parceiros e os patrocinadores, fazer uma grande edição entre junho e agosto de 2021 para marcar o retorno da programação cultural e do turismo após a fase mais aguda da pandemia. Será a maior e melhor da história”.

“A realização dessa edição será uma oportunidade ímpar de tornar muito mais intensa e enriquecedora a experiência musical dos estudantes e de todo o público, que terão acesso a uma maior e mais variada gama de concertos, com grandes artistas do Brasil e do mundo”, diz Marcelo Lopes, diretor executivo da Fundação Osesp e do Festival. O evento também tem a direção artística de Arthur Nestrovski, a coordenação artístico-pedagógica de Fábio Zanon e a participação da Orquestra Jazz Sinfônica Brasil.

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

A tradicional abertura do Festival será feita pela Osesp, no dia 19/6, tendo à frente seu diretor musical e regente titular, Thierry Fischer. Entre as principais atrações previstas estão os concertos dos grupos formados pelos bolsistas do programa pedagógico: a Orquestra do Festival, a Camerata do Festival e o Grupo de Música Antiga do Festival. Haverá ainda um Festival de Piano, com músicos da nova geração que têm se destacado no cenário internacional, e um quarteto de cordas residente, a ser anunciado.

NÚCLEO PEDAGÓGICO

Nesta edição, o Núcleo Pedagógico volta a ter sua base na cidade de Campos do Jordão, que receberá cerca de 230 bolsistas brasileiros e estrangeiros para aulas, masterclasses e ensaios, além de se apresentarem na Orquestra, na Camerata e no Grupo de Música Antiga do Festival. O evento receberá cerca de 70 professores brasileiros e estrangeiros, que ministrarão aulas durante quatro semanas. Os alunos tocarão em formações de câmara, dividindo o palco com seus professores em concertos e recitais gratuitos.

Mortalidade por infarto cai quase pela metade no Brasil em 21 anos, mas cresce no interior do N e NE

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Hush Naidoo/Unsplash.

Principal causa de óbitos no Brasil, o infarto agudo do miocárdio registrou tendência de queda de 43,6% entre 1996 e 2016 nas taxas de mortalidade no país, mas ainda apresenta importantes desigualdades regionais e de gênero. Enquanto essas taxas apresentam queda no centro-oeste, sudeste e sul — chegando a uma queda de 85%, no sul —, no norte e nordeste a tendência é de aumento de 4,8% e 11,4%, respectivamente. É o que revela estudo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicado na revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, na sexta (4).

A fim de obter indicadores mais confiáveis para entender e avaliar melhor essas diferenças regionais nas taxas de mortalidade, os pesquisadores corrigiram os números de mortes por causas mal definidas, códigos-lixo (inespecíficos) e sub-registros a partir da análise de dados anuais de óbitos por infarto do miocárdio de 1996 a 2016 do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) da página eletrônica do Departamento de Informática do Sistema único de Saúde (Datasus) e das estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Após corrigidos, os dados de óbitos foram redistribuídos segundo cálculos de estudos anteriores que levaram em conta variáveis como total de óbitos, óbitos por causas externas e a porcentagem de óbitos com códigos-lixo cardiológicos nas diferentes faixas etárias. As informações dessas séries temporais foram desagregadas por região, local de residência (capital ou interior) e sexo, o que permitiu comparar os dados por região.

As taxas de mortalidade ajustadas apresentaram diferença significativa em relação às estimativas sem correções, como o aumento de 92% da mortalidade entre as mulheres residentes no interior da região Centro-Oeste, no ano de 1996. Elas também confirmam o movimento geral de queda, embora apontem o crescimento entre homens no interior do Norte e Nordeste.

De 1996 a 2016, a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes passou de 149,86 para 104,35, o que representa uma redução de 43,6%. As regiões do centro-oeste, sudeste e sul apresentaram tendência de queda de 34,7%, 68% e 85,1%. Se consideradas as variações percentuais anuais, que medem a tendência em cada ano analisado, as regiões sul (- 3,4%) e sudeste (- 3,3%) apresentaram os maiores decréscimos nas taxas de óbito por infarto do miocárdio e, a região norte, o menor (-0,8%). A mortalidade diminuiu mais acentuadamente no sexo feminino (- 2,2%) do que no masculino (- 1,7%) e mais nas capitais (- 3,8%) do que no interior (-1,5%).

Houve queda nas taxas de mortalidade por infarto do miocárdio em todas as capitais e no interior das regiões sudeste, sul e centro-oeste. Cruzando localidade e sexo, as maiores quedas nas taxas de mortalidade ocorreram entre mulheres moradoras das capitais, sobretudo na região sul (- 5,80%). Em contrapartida, foi registrado aumento nas taxas de mortalidade para homens residentes no interior do Norte (3,3%) e Nordeste (1,3%). “Esse detalhamento permitiu ver que no interior dessas regiões está ocorrendo o crescimento das taxas de mortalidade por infarto no miocárdio entre os homens, contrariando as tendências nacionais e internacionais”, diz Letícia de Castro Martins Ferreira, uma das autoras do estudo. De acordo com ela, as taxas sem e com correções mostraram pouca discrepância nas estimativas das capitais, mas, no interior, existe uma disparidade importante entre elas. “Também nos chamou a atenção a melhora, nesse período, nos registros de óbito em relação a causas mal definidas e a subnotificações. Mas não houve esse avanço no que diz respeito ao uso de código-lixo, que continua alto. A qualidade nos registros de óbito é importante para termos estatísticas mais fidedignas para estudos de tendência de mortalidade, a tomada de decisão e o balizamento de políticas públicas.”

(Fonte: Agência Bori)