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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Atriz e influenciadora digital com síndrome de Down promove lives do projeto “Oi Eu Estou Aqui” para desmistificar as pessoas com deficiência

Brasil, por Kleber Patricio

Crédito da foto: website da atriz – www.tathipiancastelli.com.

A atriz e ativista com síndrome de Down Tathi Piancastelli promove o trabalho de desmistificação das pessoas com deficiência de forma leve e criativa em seus projetos no teatro e nas redes sociais. Na próxima segunda-feira (21) será comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência em todo o Brasil e, com o intuito de difundir o conhecimento sobre as pessoas com trissomia do cromossomo 21 e fomentar a inclusão, Tathi realizará uma live em celebração à data, com a participação da fotógrafa Nila Costa. O encontro será transmitido no Instagram, às 19h15, em um formato curto de 15 minutos. “As lives são para todo mundo – quero estourar bolhas e as pessoas saberem que faço coisas. Os meus convidados chegam para um papo descontraído. Muita gente nunca teve oportunidade de ouvir alguém com a síndrome de Down e perguntar coisas para mim. Esta é uma chance”, conta Tathi Piancastelli.

No formato express, com duração de 15 minutos, a influenciadora digital apresenta uma conversa espontânea e alegre sobre diversos temas conscientizando da importância da inclusão e diversidade. Para mostrar que existem outras possibilidades além do nosso universo, ao final do bate papo a atriz estoura bolhas de sabão de verdade, em alusão a quebra de barreiras e ao primeiro passo para conhecer pessoas novas e sair da bolha social. Com um público diversificado, já passaram pela live o chef Lucas Corazza, o ator Renato Liveira, a apresentadora Fernanda Pontes, o comediante Paulinho Serra e a empresária Mônica Sousa, filha de Maurício de Sousa. Os próximos participantes serão advogados, maquiadores e modelos, entre outros.

No teatro, Tathi Piancastelli realiza um trabalho artístico engajado, abordando a síndrome de Down de forma a encorajar a sociedade a perceber a importância da representatividade em todos os segmentos. Em parceria com o diretor Fabio Costa, co-escreveu o espetáculo solo com três atos Oi Eu Estou Aqui, que apresenta a jornada de Ana Vasconcelos, uma mulher com trissomia em busca da independência e autonomia. O projeto foi exibido durante a Bienal de Veneza e a versão longa, em um ensaio aberto em Miami. No próximo ano, a turnê abre no Brasil, no Itaú Cultural de São Paulo. Em 2016, Menina dos Meus Olhos, peça de teatro escrita e protagonizada por ela, com a participação de outros 10 artistas sem deficiência, recebeu o prêmio de Melhor Teatro/Espetáculo no Brazilian International Press Awards USA e indicação a Melhor Atriz.

Serviço:

Live Express Tathi Piancastelli

Data: 21 de setembro

Horário: às 19h15

Instagram: @tathipiancastelli.

Exposição “Trama Incomum” marca reabertura do Instituto Pavão Cultural

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Gabriela Zanardi e Mário Braga.

Fechado desde março deste ano em função da pandemia do novo coronavírus, o Instituto Pavão Cultural, em Barão Geraldo, retoma parcial e, por ora, virtualmente, suas atividades no final deste mês, com Trama Incomum, exposição realizada em parceria com o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira. Serão exibidas obras do acervo do Museu Vivo Cândido Ferreira produzidas pelos usuários da instituição a partir da década de 1990, ainda no âmbito do hospital psiquiátrico, até os dias atuais, em ateliês de arte ou como parte da terapia domiciliar.

Os arquitetos Teresa Mas e Mario Braga, gestores do Pavão, que assinam a curadoria junto com a artista visual Cecília Stelini, do Museu Vivo Cândido Ferreira, chamam a atenção para o valor não apenas artístico, mas documental, do projeto. “Esse acervo faz parte da história do processo de luta antimanicomial e da busca de um tratamento solidário, afetivo e inclusivo aos portadores de sofrimento mental, luta essa em que o Cândido é referência para todo o Brasil”, comenta Teresa.

Trama Incomum traz lonas pintadas em grandes formatos (1,60 x 1,60 m), paninhos bordados “muito pequenos e delicados”, retratos impressos em tecido e retrabalhados com materiais diversos pelos próprios retratados, máscaras grafitadas e envelopes desenhados com poesia. “São obras produzidas por cerca de 40 artistas. O número não é exato, pois há trabalhos feitos a muitas mãos e por pessoas de quem se perdeu o contato”, diz Braga.

Foto: Gabriela Zanardi e Mário Braga.

A mostra será aberta em dois dias, apresentando virtualmente o show de voz e violão Águas de dentro, dos músicos Guga Costa e Breno Lopes, gravado semana passada no Pavão, com inserção de clipes de vídeo-dança criados por Hellen Audrey e Raquel Gouvêa, dialogando com o espaço e as obras. O show será transmitido pelos canais do Pavão no Youtube e no Facebook (veja no quadro abaixo). Na sexta, dia 25, às 15h, será exibida uma versão pocket, seguida de uma conversa com o público sobre a exposição, via Zoom (link para a sala fornecido via chat durante a apresentação). No sábado será transmitido o show completo, às 20h, igualmente seguido de bate-papo via Zoom para os interessados.

Durante as transmissões será solicitada uma contribuição financeira dos espectadores, que poderá ser feita em ambiente seguro e certificado, por meio de QR Code e transferência bancária. “Em ambos os dias faremos uma introdução sobre a exposição e a importância desse apoio para a nossa manutenção das oficinas do Cândido e, também, para a remuneração dos músicos nesses tempos tão difíceis para a cultura”, explica Teresa.

As obras poderão ser conferidas em imagens e vídeos curtos que o Pavão divulgará em suas redes sociais ao longo do período da mostra, que vai até 21 de novembro de 2020. Um vídeo de visita mediada por arte-educadora sobre Trama Incomum deve ser gravado em breve, com todo o conteúdo da exposição.

Foto: Gabriela Zanardi e Mário Braga.

Nas semanas seguintes à abertura, sempre às quartas-feiras, às 15h, haverá uma série de rodas de conversa entre artistas e profissionais da saúde promovidas pelo Pavão com participação virtual do público, que abordarão, entre outros temas, arte e o contexto da saúde mental; trabalho dos atelieristas de espaços de saúde mental; luta antimanicomial; Museu Vivo e memórias do Cândido Ferreira. As condições para as inscrições serão divulgadas nas redes sociais do Pavão.

Visitas presenciais

As visitas acontecerão de forma agendada, assim que a cidade entrar na fase verde do plano de retomada, que permitirá a abertura de espaços expositivos com circulação maior, informa Mário Braga. “Receberemos, então, no máximo 20 pessoas ao mesmo tempo, o que corresponde a 25% da nossa capacidade. O espaço permanecerá com as janelas abertas para ventilação natural, será obrigatório o uso de máscaras e o teste de temperatura na entrada. Serão disponibilizados todos os itens de higiene recomendados pelas autoridades, bem como a comunicação visual interna lembrando a todos das precauções a serem tomadas”, garante.

Trama incomum

O título da mostra foi proposto a partir do recorte selecionado do acervo do Museu Vivo Cândido Ferreira, constituído principalmente por obras em lonas e tecidos, pintados e bordados e feitas, muitas vezes, de forma coletiva nos ateliês de arte da entidade.

Remete também ao histórico das artes de usuários de serviços de saúde mental no País, acrescenta Braga. “Em 1981, o curador Walter Zanini criou, no contexto da 16ª Bienal de São Paulo, um módulo formado apenas por artistas marginalizados, dentre eles pacientes de saúde mental. Esse módulo foi chamado de Arte Incomum. Tal termo, apesar dos anos corridos, ainda se mostra extremamente relevante, considerando as diversas dúvidas, mistérios e tabus que circundam a saúde mental e o papel das artes neste meio”, afirma o curador (para saber mais, acesse https://pavaocultural.org/trama-incomum).

Art Brut

Os curadores explicam que obras produzidas por usuários de serviços de saúde mental são categorizadas e reconhecidas no mundo das artes como Art Brut. “Esse conceito, ainda que controverso, foi apresentado em 1945 pelo artista Jean Dubuffet”, comenta Teresa Mas. Ela registra a designação dada por Christian Berst, um galerista francês especializado nessa arte: “Essas obras sem um destinatário claro são produzidas por personalidades que vivem na alteridade – seja mental ou social. Suas produções ora nos remetem à metafísica da arte – isto é, ao impulso criativo como tentativa de elucidar o mistério de estar no mundo – ora à necessidade de reparar este mundo, de curá-lo, de torná-lo habitável”.   

Fotos de usuários do CAPS Toninha fazem parte da mostra. Crédito: Lucas Justo.

“Nesse momento de pandemia, em que todos sofremos angústias pela falta de afeto, pela necessidade de isolamento, pela falta de liberdade, pelo medo ou luto, parece que estamos todos dentro da mesma trama. Não faz muita diferença um estado alterado de consciência transitório ou permanente, esses sentimentos expressados pela arte trazem a reflexão que esperamos dessa mostra”, opina Teresa.

“O Pavão Cultural é uma instituição dedicada a exposições e projetos culturais voltados para artes visuais, cênicas, música, e atividades educativas na cidade de Campinas. Sua estrutura física e de recursos humanos torna possível o compartilhamento de parte desse importante acervo com a comunidade. O reconhecimento da diversidade social e cultural se dá pela inclusão afetiva de diferentes atores no circuito artístico”, defende Braga.

“Será uma experiência incrível e uma oportunidade única de conhecer um acervo artístico vigoroso e um patrimônio da cidade de Campinas”, finaliza Teresa.

Ateliês

Participam de Trama Incomum os seguintes ateliês vinculados ao Serviço de Saúde Cândido Ferreira:

Acervo de Arte Cândido Ferreira: Acervo formado em grande parte a partir da produção de usuários da saúde mental no Espaço 8 Atelier (1992 a 2005), sob a orientação do artista plástico João Bosco, ainda no hospital psiquiátrico. Muitas obras foram selecionadas e premiadas em salões e bienais de arte.  Atualmente gerido pela psicóloga Gal Soares de Sordi.

Ateliê de Livre Expressão do Centro de Convivência Casa dos Sonhos: espaço aberto à comunidade, reúne usuários da saúde mental, alunos da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec), artistas em geral, parceiros e voluntários. Fundado em 2009, ao longo de sua história foi coordenado por alguns profissionais da instituição. Atualmente está sob orientação de Larissa Camatta Zambon, do Cândido Ferreira, e Rodrigo Ribeiro, do Centro de Convivência Intergeracional e Inclusivo da Associação Cornélia. Em 2009, o Ateliê ganhou o Prêmio Loucos pela Diversidade – edição Austregésilo Carrano – Ministério da Cultura (MinC) e Ministério da Saúde – FIOCRUZ.

Arte Urbana do Centro de Convivência Casa dos Sonhos: voltado para público jovem, é um espaço aberto à comunidade para criações em grafite, sticker, estêncil, sobre a perspectiva da arte urbana como movimento libertário de ocupação do espaço público a partir de reflexões e reivindicações sobre a vida na sociedade. O ateliê é coordenado pelo artista plástico Mirs Monstrengo e pelo educador social Rodrigo Ribeiro e mantido pelo Centro de Convivência Intergeracional e Inclusivo da Associação Cornélia e pelo Cândido Ferreira.

Ateliê do Centro de Convivência Toninha: espaço aberto que reúne usuários da saúde mental e demais artistas da comunidade, alunos da Fumec, parceiros e voluntários. Coordenado pelo ator Marcelo Pinta.

Ateliê de Experimentação em Arte do CAPS Esperança: Trabalho coordenado por Caroline Ferreira Jorge, voltado aos usuários da saúde mental do Caps Esperança.

Serviço:    

Mostra coletiva Trama Incomum

Abertura virtual – 25/9 às 15h – Vídeo do pocket show de voz e violão Águas de dentro, com os músicos Guga Costa e Breno Lopes, transmitido pelos canais do Pavão no Youtube (http://bit.ly/youtube_pavao) e no Facebook (www.facebook.com/pavaocultural). Na sequência haverá uma conversa sobre a exposição aberta à participação do público, via Zoom – os interessados devem entrar em contato pelo chat do canal (Youtube ou Facebook) durante o show para solicitar o link de acesso.

26/9 às 20h – Vídeo completo do show de voz e violão Águas de dentro, com os músicos Guga Costa e Breno Lopes, transmitido pelos canais do Pavão no Youtube (http://bit.ly/youtube_pavao) e no Facebook (www.facebook.com/pavaocultural). Logo depois do show também haverá um bate-papo via Zoom, com link fornecido nos chats dos canais durante a apresentação.

Durante as transmissões será solicitada uma contribuição financeira dos espectadores, que poderá ser feita em ambiente seguro e certificado, por meio de QR Code e transferência bancária.

Indicação etária: livre

O Instituto Pavão Cultural fica na Rua Maria Tereza Dias da Silva, 708, Cidade Universitária, Barão Geraldo, Campinas, SP. Telefone (19) 3397-0040 e WhatsApp (19) 99633-4104 (atendimento das 14h às 20h).

Contrabaixista Jorge Helder lança disco com Chico Buarque e Dori Caymmi

São Paulo, por Kleber Patricio

Jorge Helder e Chico Buarque. Fotos: Maria Carolina Rodrigues.

Um álbum que “refina a tradição de música instrumental e traz a canção para dentro dela como ninguém” — é assim que Caetano Veloso classifica o primeiro trabalho autoral do músico, compositor e arranjador nascido em Fortaleza e radicado no Rio de Janeiro há 34 anos. Foi na capital fluminense que Jorge Helder passou a ser requisitado pelos mais célebres cantores da música popular brasileira para fazer parte de seus conjuntos musicais, seja para entrar em estúdio ou cair na estrada em turnê. A ele, que já participou de mais de 350 discos tocando ao lado de Chico Buarque, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, João Bosco, Miúcha (1937-2018), Maria Bethânia, Gal Costa, Elza Soares, Roberto Carlos, Rosa Passos, Joyce Moreno e Adriana Calcanhoto — e por aí vai, a lista é extensa—, faltava em sua discografia um trabalho para chamar de seu. Agora, isso está completo. Neste mês, o Selo SESC, a gravadora do SESC São Paulo, lança Samba Doce, um repertório samba-jazz inteiramente autoral com a assinatura do contrabaixista. O álbum chega com exclusividade ao SESC Digital no dia 18 e, nos demais players de streaming, em 23 de setembro .

Samba Doce reúne mais de 40 artistas em dez faixas, todas compostas por Jorge Helder, sendo metade delas em parceria com Chico Buarque, Aldir Blanc (1946-2020) e Rosa Passos. “Eu quis convidar vários músicos com os quais trabalhei e aprendi ao longo da carreira. Cada faixa tem uma formação diferente pensando no estilo musical de cada um, abarcando diferentes sensibilidades”, destaca Helder.

De família musical, com passagem por um grupo de chorinho e uma banda de rock na infância e adolescência, em Samba Doce ele intercala o contrabaixo com o baixo elétrico, ficando de fora apenas da faixa Vagaroso, que traz Paulo Aragão (arranjo de cordas), Nailor Proveta (sax alto), Marcos Nimrichter (piano) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo.

Dori Caymmi e Jorge Helder. Foto: Maria Carolina Rodrigues.

Abrindo o disco, tem a sofisticação instrumental da faixa-título composta em 2017 e interpretada com a maestria do trio formado por Jorge Helder (contrabaixo), Lula Galvão (violão) e Erivelton Silva (bateria). Na sequência, uma lembrança à obra do grande compositor Aldir Blanc com a canção Dorivá, cuja letra, de sua autoria, é uma homenagem a Dorival Caymmi (1914-2008) e que em Samba Doce é cantada por Dori Caymmi.

A parceria com Chico Buarque é de longa data. Desde 1993, o mestre do contrabaixo participa da gravação de discos e de shows do cantor e compositor carioca, pelo Brasil e exterior. O ponto de partida desta combinação musical se deu com uma turnê na Europa seguida pelo disco Paratodos. A primeira parceria, Bolero Blues, foi feita em 2006 e gravada no álbum Carioca. O momento no qual Chico contou-lhe que havia feito uma letra para a sua música tem um registro audiovisual — conhecido pela reação emotiva de Helder — no documentário Desconstrução, DVD sobre os bastidores da gravação do disco.

Em Samba Doce eles dividem a autoria de Bolero Blues, com Chico no vocal; de Rubato, que traz a participação do cantor Renato Braz e do bolero Casualmente, faixa que encerra o álbum e cantada pelo grupo Boca Livre, formado por Zé Renato, David Tygel, Lourenço Baeta e Mauricio Maestro.

Capa do álbum.

A cantora Rosa Passos interpreta a parceria Inocente Blues, um blues abrasileirado. Das dez composições selecionadas para o disco, a mais antiga é Tema Novo, escrita em 1983 quando Helder ainda morava em Brasília, antes de se mudar em definitivo para o Rio de Janeiro.

Sem muitas pretensões e feito de forma muito espontânea, o disco começou a ser gravado em 2013 e ao longo do tempo o projeto foi ganhando consistência. Com ilustração assinada pelo arquiteto, compositor e poeta Fausto Nilo, parceiro de trabalho de Geraldo Azevedo, Moraes Moreira (1947-2020) e de tantos outros artistas, a capa de Samba Doce foi inspirada em uma fotografia cujo instante é de crianças saltando em uma dança, dando a impressão de que flutuam.

REPERTÓRIO DO ÁLBUM

Samba Doce – Jorge Helder

Jorge Helder (contrabaixo), Lula Galvão (violão) e Erivelton Silva (bateria)

Dorivá – Jorge Helder e Aldir Blanc

Mario Adnet (arranjo de cordas), Dori Caymmi (voz), João Carlos Coutinho (piano), Pedro Franco (violão), Jorge Helder (baixo elétrico), Marcelo Costa (percussão) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo

Passo o Ponto – Jorge Helder

Jessé Sadoc (arranjo), Stefano Bollani (piano) e Orquestra Atlântica formada por Marcelo Martins (sax tenor), Danilo Sina (sax alto), Levi Chaves (sax barítono), Jessé Sadoc e Gesiel Nascimento (trompetes), Bebeto Germano e Elias Correa (trombones), Jorge Helder (baixo elétrico), Williams Mello (bateria) e Dadá Costa (percussão)

Inocente Blues – Jorge Helder e Rosa Passos

Jessé Sadoc (arranjo de sopros), Rosa Passos (voz), Antonio Adolfo (piano), Lula Galvão (guitarra) e Orquestra Atlântica formada por Marcelo Martins (sax tenor), Danilo Sina (sax alto), Levi Chaves (sax barítono), Jessé Sadoc e Gesiel Nascimento (trompetes), Bebeto Germano e Elias Correa (trombones), Jorge Helder (contrabaixo) e Williams Mello (bateria)

Vagaroso – Jorge Helder

Paulo Aragão (arranjo de cordas), Nailor Proveta (sax alto), Marcos Nimrichter (piano) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo

Bolero Blues – Jorge Helder e Chico Buarque

Luiz Cláudio Ramos (arranjo de cordas), Chico Buarque (voz), João Rebouças (piano), Jorge Helder (contrabaixo), Jurim Moreira (bateria) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo

Outubro 86 – Jorge Helder

Marcelo Martins (sax tenor), Nelson Faria (guitarra), Rafael Vernet (piano), Jorge Helder (contrabaixo) e Kiko Freitas (bateria)

Rubato – Jorge Helder e Chico Buarque

Renato Braz (voz), Bruno Cardozo (piano), Marcus Teixeira (violão), Jorge Helder (baixo elétrico) e Edu Ribeiro (bateria)

Tema Novo – Jorge Helder

Ricardo Silveira (guitarra), Renato Neto (piano), Jorge Helder (contrabaixo) e Jurim Moreira (bateria)

Casualmente – Jorge Helder e Chico Buarque

Mauricio Maestro (arranjo vocal), João Carlos Coutinho (piano), Jorge Helder (contrabaixo), Pantico Rocha (bateria), Chico Batera (percussão) e o grupo Boca Livre formado por Zé Renato, David Tygel, Lourenço Baeta e Mauricio Maestro (vozes)

Ficha Técnica

Produção artística: Jorge Helder

Produção executiva: Maria Carolina Rodrigues

Ilustração da capa: Fausto Nilo

Técnico de mixagem do álbum: Roberto Lioli

Técnicos de edição: Jeronimo Orselli e Edu Costa

Mixado no Cia. dos Técnicos Studios

Agradecimentos especiais: Caetano Veloso, Paula Lavigne, João Pedro Campos, Lucas Campos, Mario Adnet, Mariza Adnet, Fausto Nilo, Kleber Augusto, todos os amigos que participaram e toda equipe do Selo SESC.

Sobre o artista

Crédito da foto: Nelson Faria.

Nas tardes com a tia em Fortaleza, no Ceará, Jorge Helder aprendeu a tocar violão e, com o pai, bandolim. Ainda na adolescência, teve contato com o baixo elétrico e depois, ao mudar-se para Brasília, estudou baixo acústico na Escola de Música de Brasília. Jorge Helder levou essa formação afetuosa e formal, popular e erudita para o Rio de Janeiro, onde vive desde 1986 tocando com artistas de variados gêneros musicais.

Ao longo de 40 anos de carreira, atuou em shows e participou de mais de 350 discos de inúmeros artistas da música brasileira e internacional. A lista é grande — dos consagrados Chico Buarque, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, João Bosco, Ivan Lins, Emílio Santiago, Maria Bethânia, Gal Costa, Elza Soares, Roberto Carlos, Adriana Calcanhoto, Miúcha e Zélia Duncan, passando por tantos outros importantes nomes como Sandra de Sá, Cássia Eller, Rosa Passos, Leila Pinheiro, Marcos Valle, Edu Lobo, Guinga e os irmãos Nana, Dori e Danilo Caymmi. Com Tom Jobim e Dorival Caymmi, gravou o DVD Meu Caro Amigo sobre a obra de Chico Buarque.

Nesta trajetória artística, Jorge Helder também dividiu estúdio e palco com Joyce Moreno, Francis Hime, Leny Andrade, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Roberta Sá, Moacyr Luz, Alexandre Pires, Ivete Sangalo, Angela Maria, Bebel Gilberto, Rita Lee, Jards Macalé, Roberto Menescal, Carlos Lyra, João Donato, Elba Ramalho, Fernanda Abreu, Fausto Nilo e Luiz Melodia. Entre os internacionais, Jorge gravou com o francês Henri Salvador, a cubana Omara Portuondo, o italiano Stefano Bollani, as portuguesas Mariza e Carminho e a japonesa Lisa Ono, só para citar esses.

Produtor musical em diversos projetos, como compositor Helder tem uma obra pequena, mas consistente. Considera-se um músico que ainda tateia no gesto de compor e que está em constante desenvolvimento através de muito estudo, da gama de referências e experiências que adquire com o contato de músicos de todos os cantos do Brasil e do mundo. Seus parceiros são Chico Buarque, Aldir Blanc, Rosa Passos, Joyce Moreno e Celso Viáfora.

Serviço:

Lançamento do álbum Samba Doce, de Jorge Helder

A partir de 18/9 no SESC Digital

A partir de 23/9 nas plataformas de streaming

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Instagram cresce na pandemia e audiência já é 31% maior que a do Facebook, revela estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Webster2703 por Pixabay.

Novo estudo da Socialbakers, plataforma líder global em soluções para otimização de performance corporativa em redes sociais, revela que o Instagram ampliou sua liderança sobre o Facebook durante a pandemia. Em termos de audiência global, a rede social ampliou para 31,2% a vantagem, que era de 28% no primeiro trimestre de 2020.

O total de interações no Instagram foi 18,7 vezes maior do que no Facebook entre os meses de abril, maio e junho. As marcas, no entanto, publicaram mais conteúdo no Facebook, que recebeu cerca de 70% de todas as postagens dos 50 maiores perfis de empresas, mesmo com a interação nessa rede social sendo muito menor do que no Instagram.

O Instagram quase bateu seu próprio recorde de interações no final de junho e, durante o período, raramente ficou abaixo de 80%. Já no Facebook, o envolvimento com as postagens diminuiu significativamente, passando de 100% em março para 50,8% durante os meses de abril, maio e parte de junho, antes de aumentar novamente no final de junho, quando voltou aos níveis normais. “O Instagram está se tornando a plataforma de mídia social número um quando se trata de engajamento de marcas. Quando olhamos para o engajamento em um nível absoluto, o Instagram tem um alcance maior por marcas do que o Facebook”, explica Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers.

No Brasil, a quantidade de postagens feitas tanto no Instagram quanto no Facebook é quase a mesma; porém, ao contrário do que ocorre no mundo, a audiência das marcas ainda é maior no Facebook, mesmo que a quantidade de interações nessa mídia social seja muito menor do que no Instagram. “O Instagram teve um aumento de atividade – a plataforma quase atingiu seu pico relativo das interações no final do trimestre. Além disso, vimos um crescimento do público-alvo e interações totais no Instagram das 50 maiores marcas na rede social. Esse panorama mostra que o caminho seguirá positivo para o Instagram no futuro. A plataforma continua sendo altamente eficaz para promover o engajamento e alcançar grandes públicos e é cada vez mais o lugar certo para as empresas se mostrarem de maneira criativa, estimularem engajamento e aumentarem o reconhecimento da marca”, explica Alexandra.

Outra descoberta presente no relatório atual da Socialbakers é que os posts de carrossel, que permitem a publicação de até 10 imagens e vídeos, têm superado consistentemente a imagem e o vídeo usados separadamente. E, com a média de 150,5 interações, alcançou o maior engajamento dos últimos 15 meses.

As principais marcas publicaram mais postagens no Facebook, mas o engajamento nessas postagens não atingiu os números alcançados no Instagram. Conclusões do novo relatório Social Media Trends Report Q2 2020 da Socialbakers foram feitas com base nos 50 maiores perfis de marcas do mundo e no Brasil, entre abril e junho de 2020.

Metodologia do relatório

Os Social Media Trends Reports refletem o banco de dados da Socialbakers no início do trimestre seguinte ao trimestre do relatório. Os dados são extraídos uma vez e não são atualizados entre as liberações.

Leilão beneficente de vinhos vai arrecadar fundos para o combate à Covid-19

Curitiba, por Kleber Patricio

Imagem de 3D Animation Production Company por Pixabay.

No dia 30 de setembro, às 20h, voluntários realizarão um leilão beneficente em favor da campanha O Amor Contagia. O objetivo é arrecadar fundos para ajudar ONGs e hospitais que passam por dificuldades no contexto da pandemia da Covid-19. A iniciativa vai ajudar até 32 hospitais filantrópicos e 132 organizações sociais que solicitaram apoio para continuar atendendo a população mais vulnerável e que tiveram impacto expressivo em suas receitas.

O leilão beneficente de vinhos terá produtos icônicos doados por apoiadores como Beto Madalosso (Carlo/Madá), Carlos Beal (Festval), Lucas Guimarães (Positivo), Fernanda Toporoski (DoutorCred), Gabriel Raad (Laguna) e Leandro Lorca (SCA Curitiba).

O leiloeiro oficial Guilherme Toporoski, da Topo Leilões, conduzirá o leilão do dia 30, que contará com lotes que incluem, por exemplo, o melhor e mais prestigiado vinho da Argentina, o Angelica Zapata. Também serão arrematados exemplares do Double Magnum 3L (avaliado em cerca de R$1 mil), do italiano Brunello Di Montalcino Safra 2008, do espanhol Marqués de Vitoria Rioja Crianza, de Veuve Cliquot Brut, de DV Catena de diversas safras, do Marques de Tomares e muito mais. “O objetivo do leilão é ajudar os hospitais e ONGs que estão atendendo a população no enfrentamento do novo coronavírus. Esses locais estão passando por inúmeras dificuldades, especialmente pela queda nas doações e arrecadações e podem ter seu atendimento inviabilizado, deixando de assistir milhares de pessoas”, conta Fernanda Toporoski, uma das organizadoras do evento e sócia da Doutorcred.

Como participar

Guilherme Toporoski vai comandar o leilão beneficente. Foto: divulgação.

O leilão é aberto ao público e acontecerá de forma inteiramente digital pelo aplicativo Whatsapp via linha de transmissão. Interessados em participar podem entrar em contato pelo (41) 98856-3600. Mais informações sobre a campanha podem ser conferidas no site oficial da campanha.

A campanha

A campanha nasce de uma coalizão de organizações preocupadas com o atendimento da população mais vulnerável durante a pandemia do novo coronavírus.  Todos os recursos recebidos e doados pela campanha são totalmente transparentes e auditados (podem ser conferidos pelo site) a fim de estabelecer um canal confiável de arrecadação e destinação de recursos a instituições que enfrentam dificuldades – cerca de 70% das ONGs atendidas pela campanha relatam que não conseguirão sobreviver à pandemia sem a ajuda externa.

A iniciativa também busca destinar recursos para hospitais públicos e filantrópicos que atendem com leitos do Sistema Único de Saúde. “A ação tem o objetivo de espalhar amor e solidariedade neste momento delicado que vivemos”, detalha Fernanda, lembrando que, além do leilão, a campanha conta com duas contas bancárias em nome da Funpar que podem ser acessadas pelo link oamorcontagia.site/#doeAgora e aceitam doações de qualquer valor.