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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Só com a graduação, USP, Unicamp e Unesp retornam em produtividade cerca de 15% mais do que custam à sociedade

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/Agência USP.

Só com os seus cursos de graduação, as universidade estaduais paulistas USP, Unicamp e Unesp dão um retorno à sociedade maior do que os recursos públicos nelas investidos. Os resultados estão em estudo inédito elaborado por economistas das três instituições com base na análise de salários. O relatório está antecipado à imprensa pela Bori e será apresentado publicamente na quinta (17).

Na economia, a análise de salários é uma das formas de se medir produtividade. A lógica parte do princípio de que o retorno que o trabalhador traz para seu empregador deve ser pelo menos igual ao seu salário. Assim, com base em salários, é possível analisar a produtividade de profissionais formados em diferentes instituições de ensino ou se debruçar sobre a produtividade de determinado grupo de profissionais em relação aos recursos que foram investidos na sua formação. “O salário é um indicativo do valor que o profissional gera para a empresa, ou seja, é um meio para acessarmos os níveis de produtividade gerados por eles”, explica Carlos Azzoni, pesquisador da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA/USP), coordenador do estudo. “Características pessoais, características do emprego em que foram alocados e diferença da qualidade de ensino destas instituições ajudam a explicar as diferenças de produtividade destes profissionais”, comenta Azzoni.

No estudo, os cálculos de produtividade foram baseados nos dados mais recentes (2018) da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho, que agrega informações sobre os trabalhadores formais no país — como empregados sob regime CLT e servidores da administração pública direta ou indireta, federal, estadual ou municipal. A análise se debruçou, primeiro, na análise salarial dos 138 mil formados pela USP, Unicamp e Unesp de 2005 a 2015 que constam na RAIS (de um total de 180 mil egressos no mesmo período). Depois, os pesquisadores compararam esses dados com os 13 milhões de profissionais com nível superior universitário formados em outras instituições do país.

Os resultados revelam que, em 2018, a média da produtividade (ou seja, a média salarial) dos egressos das universidades públicas paulistas foi 62% maior que a média de todos trabalhadores formados em outras instituições de ensino superior do país. Se considerados na análise fatores como idade, gênero, UF de atuação, tipo e setor de atividade e posição de trabalho — para comparar profissionais no mesmo nível de carreira e faixas salariais compatíveis —, a produtividade de egressos das universidades públicas paulistas é em média 24% superior no conjunto de todos os trabalhadores e 30% maior no conjunto de trabalhadores do setor privado. Na prática, no ano analisado, cada egresso das três universidades teve um acréscimo de produtividade anual médio de R$27,8 mil em relação aos demais trabalhadores com nível superior.

Considerando que a vida profissional se estende por, em média, 40 anos e multiplicando-se o acréscimo de produtividade anual pelos cerca de 16 mil formados na graduação das três universidades públicas paulistas a cada ano, os pesquisadores concluíram que a produtividade dos egressos das estaduais paulistas (R$12,6 bilhões) é 14,5% maior do que os R$10,1 bilhões que representam a soma do orçamento da USP, Unesp e Unicamp.

Vale lembrar: o montante governamental destinado às universidades estaduais paulistas (9,57% do total arrecadado pelo ICMS) dá conta de todas as atividades das universidades ligadas a ensino, pesquisa e extensão. Isso significa que também entraram na conta de gastos com formação de alunos de graduação os dispêndios com, por exemplo, hospitais universitários e museus. Na prática, para cada real de investimento feito pela sociedade paulista nas suas universidades, a sociedade como um todo obtém um retorno de 2,78% ao ano em termos de aumento do produto social.

O estudo traz contribuições importantes para o debate sobre o financiamento público das universidades públicas paulistas ao mostrar — de maneira inédita — o retorno dessas instituições à sociedade em termos de produtividade. Segundo comenta Azzoni, os resultados do relatório se contrapõem à “ideia de que as universidades não geram produto nenhum, e que só geram custos para os cofres públicos”, usada como justificativa para propostas de corte de orçamento destas instituições. Exemplo disso é o projeto de lei 529/20, em trâmite na Assembleia do Estado São Paulo, que propõe uma série de mudanças no gerenciamento de recursos destas instituições — e que, se aprovado, trará impactos enormes para a ciência brasileira.

(Fonte: Agência Bori)

As dores da quarentena, por Laís Mori Sério

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Há quem esteja mais ativo que antes, em tempos de pandemia; porém, o estilo de rotina que a grande maioria foi obrigada a levar fez com que muitas mudanças acontecessem – algumas boas e outras, nem tanto.

Vamos falar um pouco sobre os desconfortos, dores, limitações que surgiram com essa nova rotina. A verdade é que, com as academias fechadas, o home office e a vida social limitada, o território ficou muito mais propenso ao surgimento de problemas. Trabalhar em casa tem claramente suas vantagens, mas quem estava habituado a um local de trabalho específico teve alterado o ritmo desse trabalho. As pausas para uma água ou um cafezinho batendo um papo com os colegas acabaram. Algumas pessoas têm passado horas e horas direto sentadas em frente ao computador. As pausas são poucas e muitas vezes o horário de trabalho acaba se estendendo mais do que se estivesse na empresa.

O ânimo para prática de exercícios também não ficou de sobra. Quem é muito regrado seguiu na linha, mas quem sempre precisou de um empurrãozinho conseguiu achar mais desculpas para não treinar. Quanto à alimentação, alguns melhoraram a qualidade do alimento, já que conseguem comer mais em casa, enquanto outros atacaram as bobagens em busca de conforto para a ansiedade e também pela praticidade. No geral, algumas mudanças favoreceram muito mais o desequilíbrio da saúde.

Passar horas sentado é algo que, biomecanicamente, nosso corpo não tolera. Não evoluiu para isso e, por isso, as dores surgem ou pioram.

Preocupação, medo e pânico, somados ao isolamento, à falta de um tempinho para desligar com os amigos, tornaram a ansiedade algo mais à flor da pele. Nossa espécie evoluiu em bando, socializando, movimentando.

Para quem se sente seguro, minha dica é que tome os devidos cuidados e volte à rotina de movimentos – volte aos seus tratamentos e cuidados com a saúde. Para quem ainda vai continuar trabalhando em home office, policie seu tempo sentado. Movimente-se, coma bem e permita-se desligar.

Sua saúde física e mental agradece.

Laís Mori Sério é fisioterapeuta formada pela PUC-Campinas (Crefito nº 124205-F), especialista em Osteopatia pela Escuela de Osteopatia de Madrid com experiência clínica e cursos de extensão nos Estados Unidos e colabora periodicamente com o site.

CineSESC estreia novos títulos na série Cinema #EmCasaComSESC e inéditos da mostras Mundo Árabe e Cine África

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena de “A Camera de Claire”. Fotos: divulgação.

Há mais de três meses no ar e com mais de 620 mil visualizações, a série Cinema Em Casa Com SESC, realizada pelo SESC São Paulo, disponibiliza gratuitamente ao público filmes em streaming pela plataforma do SESC Digital. Nesta semana, além das estreias, a série exibe novo longa da Mostra Mundo Árabe de Cinema em Casa e um título do Cine África, além de um curta-metragem. A série traz ainda os últimos dias para ver os filmes selecionados no 46º Festival SESC Melhores Filmes.

Uma das estreias da semana é o premiado Deus é Mulher e Seu Nome é Petúnia, (Macedônia, 2019), da diretora Teona Strugar Mitevska, que denuncia o machismo e conservadorismo existente na sociedade e na igreja. Inspirado em um evento verídico – uma tradição local reservada apenas aos homens, quando uma cruz é atirada em um rio e aquele que conseguir resgatá-la terá um ano inteiro de sorte e prosperidade –, o filme conta a história de Petúnia, que mergulha na água e consegue agarrar a cruz antes dos outros. Todo o inferno se abre, mas Petúnia mantém o seu chão, pois ela ganhou a cruz e não vai desistir. A classificação indicativa é de 14 anos. O longa foi indicado ao Urso de Ouro e Vencedor dos prêmios de Melhor Filme pelo Júri Ecumênico e pelo Sindicato no Festival Internacional de Cinema de Berlim, o Berlinale, em 2019.

A Câmera de Claire, do diretor sul-coreano Hong Sang-soo, traz a personagem Manhee (Kim Min-hee), uma agente de filmes, e Claire (Isabelle Huppert), uma professora de música apaixonada por eternizar momentos com sua Polaroid. As duas se encontram por acaso durante o Festival de Cannes e desenvolvem uma amizade quase instantânea. Por meio das fotografias de Claire, pequenos detalhes sobre a vida de ambas começam a ser revelados. A classificação do filme é de 12 anos.

Cena de “Mutum”.

O Cinema #EmCasaComSESC estreia também o longa-metragem nacional Mutum, de Sandra Kogut. Mutum é o nome de um lugar isolado no sertão de Minas onde vivem Thiago e sua família. Thiago tem dez anos e não é um menino como os outros: é por meio do seu olhar que enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violência e silêncios. Outro destaque da programação é a animação francesa A Raposa Má, de Benjamim Renner e Patrick Imbert. O filme mostra a vida no campo e vários animais inusitados, como uma raposa que pensa ser uma galinha, um coelho que se faz de cegonha e um pato que quer substituir o Papai Noel. O longa ganhou o Prêmio César de Melhor Filme de Animação em 2018. Os dois filmes têm classificação livre. Outra estreia da semana é o curta-metragem brasileiro Entremarés, de Anna Andrade, documentário que mostra a vida das mulheres que compartilham os seus vínculos e vivências com a maré, a pesca e a Ilha de Deus. A classificação indicativa também é livre.

CINE ÁFRICA

O projeto Cine África, que traz filmes de países como Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia, Nigéria, Quênia, Senegal e Sudão direto na plataforma do SESC Digital, exibe esta semana o longa-metragem O Enredo de Aristóteles, de Jean-Pierre Bekolo. Em uma cidade africana, uma gangue de jovens circula pelo Cinema África, onde eles se encontram para assistir filmes de ação estadunidenses. Um dia, um cineasta entusiasta entra em cena e, com a ajuda oficial do governo, tenta exibir mais filmes nacionais e africanos. Quando fica claro que dificilmente vai conseguir qualquer apoio e aqueles jovens vão sabotá-lo, ele se torna um vigilante da cultura cinematográfica local. A classificação indicativa é livre. O projeto Cine África tem realização do SESC São Paulo e acontece de setembro a novembro de 2020, com exibições, entrevistas e curso. Para saber mais sobre a Mostra de Cinemas Africanos e o projeto Cine África, acesse: mostradecinemasafricanos.com.

MOSTRA MUNDO ÁRABE DE CINEMA EM CASA

Mais um filme da Mostra Mundo Árabe de Cinema em Casa estará na programação desta semana. Selves and Others – Um Retrato de Edward Said, de Emmanuel Hamon, é um documentário sobre o intelectual Edward Said, que aborda sua doença, suas teorias e sua posição na causa palestina. Conhecido como um dos grandes intelectuais contemporâneos da América e um importante porta-voz da causa palestina nos Estados Unidos, Said morreu em setembro de 2003, aos 67 anos. Pouco antes de sua morte, uma equipe de filmagem francesa passou várias semanas com ele e sua família, resultando em um documentário intimista que oferece um vislumbre de algumas das reflexões finais de Said sobre os temas que dominaram sua obra. A classificação indicativa é livre.

46º FESTIVAL SESC MELHORES FILMES

Cena do filme “Rainha de Copas”.

E o 46º Festival SESC Melhores Filmes está chegando ao fim. Para esta edição especial online, o CineSESC disponibilizou um recorte com alguns dos filmes mais votados pelo público e pela crítica que estariam na programação da edição presencial do Melhores. O público pode ver e rever gratuitamente até domingo, dia 20 de setembro, o filme polonês Guerra Fria, de Paweł Pawlikowski, o dinamarquês Rainha de Copas, de May el-Toukhy, e o sueco Border, de Ali Abbasi e Cine São Paulo, de Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli. Para assistir, basta acessar SESCsp.org.br/cinemaemcasa.

PROGRAMAÇÃO

#EmCasaComSESC

Estreias 17/9

Deus É Mulher E Seu Nome É Petúnia

(Dir.: Teona Strugar Mitevska, Bélgica, Croácia, Eslovénia, França, Macedônia, 2019, 100 min, Ficção, 14 anos)

Sinopse: Em Stip, uma pequena cidade da Macedônia, sempre no mês de janeiro, o padre local joga uma cruz de madeira no rio e centenas de homens mergulham atrás dela. Quem recuperar o objeto tem garantia de boa sorte e prosperidade. Desta vez, Petúnia mergulha na água por um capricho e consegue agarrar a cruz antes dos outros, deixando os concorrentes furiosos: como ousa uma mulher participar do ritual? Todo o inferno se abre, mas Petúnia mantém o seu chão. Ela ganhou a cruz e não vai desistir.

A Câmera de Claire

(Dir.: Hong Sang-soo, França, 2017, 69 min, Ficção, 12 anos)

Sinopse: Manhee (Kim Min-hee) é agente de filmes e foi demitida por sua chefe sem explicações. Claire (Isabelle Huppert) é uma professora de música apaixonada por eternizar momentos com sua Polaroid. As duas se encontram por acaso durante o Festival de Cannes e desenvolvem uma amizade quase instantânea. Através das fotografias de Claire, pequenos detalhes sobre a vida de ambas começam a ser revelados.

Mutum

(Dir.: Sandra Kogut, Brasil, 2007, 86 min, Ficção, Livre)

Sinopse: Mutum quer dizer mudo. Mutum é um pássaro preto que só canta à noite. E Mutum é também o nome de um lugar isolado no sertão de Minas onde vivem Thiago e sua família. Thiago tem dez anos e não é um menino como os outros. É através do seu olhar que enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violência e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado a este mundo que ele também terá que aprender a deixar.

A Raposa Má

(Dir.: Benjamim Renner, Patrick Imbert, França, 2018, 80 min, Animação, Livre)

Sinopse: Aqueles que pensam que o campo é um lugar calmo e tranquilo se enganam – lá há animais particularmente agitados; uma raposa que pensa ser uma galinha, um coelho que se faz de cegonha e um pato que quer substituir o Papai Noel. Se quiserem tirar férias, mudem de caminho. Prêmio César do Melhor Filme de Animação em 2018.

CURTA-METRAGEM

Entremarés

(Dir. Anna Andrade, Brasil, 2018, 20 min, Documentário, Livre)

Sinopse: O chão de lama, mulheres compartilham os seus vínculos e vivências com a maré, a pesca e a Ilha de Deus.

Cine África

[Disponível de 17 a 23/9]

O Enredo de Aristóteles

(Dir.: Jean-Pierre Bekolo, França/Reino Unido/Zimbábue/Camarões, 1996, 72 min, Ficção, Livre)

Sinopse: Em uma cidade africana, uma gangue de jovens circula pelo Cinema África, onde eles se encontram para assistir filmes de ação estadunidenses. Um dia, um cineasta entusiasta entra em cena e, com a ajuda oficial do governo, tenta exibir mais filmes nacionais e africanos. Quando fica claro que dificilmente vai conseguir qualquer apoio e aqueles jovens vão sabotá-lo, ele se torna um vigilante da cultura cinematográfica local.

MOSTRA MUNDO ÁRABE DE CINEMA EM CASA

[Disponível de 21 a 27/9]

Selves And Others – Um Retrato de Edward Said

(Dir.: Emmanuel Hamon, França, EUA, 2004, 54 min, Documentário, Livre)

Sinopse: O intelectual Edward Said aborda sua doença, suas teorias e sua posição na causa palestina. Conhecido como um dos grandes intelectuais contemporâneos da América e um importante porta-voz da causa palestina nos Estados Unidos, Said morreu em setembro de 2003, aos 67 anos. Pouco antes de sua morte, uma equipe de filmagem francesa passou várias semanas com ele e sua família, resultando em um documentário intimista que oferece um vislumbre de algumas das reflexões finais de Said sobre os temas que dominaram sua obra.

46º FESTIVAL SESC MELHORES FILMES

[Disponível até 20/9]

Guerra Fria

(Dir.: Pawel Pawlikowski, Polônia, Reino Unido, França, 2018, 78 min, Ficção, 14 anos)

Sinopse: Durante a Guerra Fria entre a Polônia stalinista e a Paris boêmia dos anos 50, um músico amante da liberdade e uma jovem cantora com histórias e temperamentos completamente diferentes vivem um amor impossível.

Rainha de Copas

(Dir.: May el-Toukhy, Dinamarca, Suécia, 2019, 128 min, Ficção, 18 anos)

Sinopse: Anne é uma advogada do direito das crianças e dos adolescentes. Acostumada a lidar com jovens complicados, ela não tem muitas dificuldades para estreitar laços com seu enteado Gustav, filho do primeiro casamento de seu marido Peter, que acaba de se mudar para sua casa. No entanto, a relação que deveria ser maternal se torna romântica, envolvendo Anna em uma situação complexa e arriscando a estabilidade tanto de sua vida pessoal quanto profissional.

Border

(Dir.: Ali Abbasi, Suécia, 2018, 108 min, Ficção, 16 anos)

Sinopse: Tina (Eva Melander) é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens e passageiros. Depois de ser atingida por um raio na infância, ela desenvolveu uma espécie de sexto sentido, fazendo com que seja capaz de “ler as pessoas” apenas pelo o olhar. Isso sempre representou uma vantagem na sua profissão, mas tudo muda quando ela identifica um criminoso em potencial e não consegue achar provas para justificar sua intuição. Após o episódio, ela passa a questionar seu dom, ao mesmo tempo em que fica obcecada em descobrir qual o verdadeiro segredo de Vore (Eero Milonoff), seu único suspeito não legitimado.

Cine São Paulo

(Dir.: Ricardo Martensen, Felipe Tomazelli, Brasil, 2017, 77 min, Documentário, Livre)

Sinopse: Seu Chico cresceu brincando no cinema de seu pai, um majestoso prédio construído em 1910 na cidade de Dois Córregos. Uma vida que sempre girou em torno da telona, sua paixão. Interditado pela justiça por problemas de segurança, o local passa por uma complexa reforma para voltar a funcionar.

Portaria publicada no Diário Oficial da União reconhece que setor de atividades artísticas, criativas e de espetáculos é o mais impactado pela pandemia

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Free-Photos por Pixabay.

O setor de cultura e entretenimento está ciente de que liberar todas as atividades sem um respaldo científico é inviável. No entanto, a disparidade no tratamento dispensado pelos governos vem provocando revolta nos profissionais da área. “Por que os eventos culturais e de entretenimento não recebem o mesmo tratamento que outros segmentos, como shoppings, igrejas, e partidos políticos que já estão retomando as atividades?”, afirma Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos). A Portaria Nº 20.809 da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, publicada segunda-feira (14) no Diário Oficial da União, listou as atividades artísticas, criativas e de espetáculos como o setor da economia mais impactado pela pandemia após a decretação da calamidade pública decorrente da Covid-19.

Além disso, para Doreni, os governos estaduais e municipais não conseguem mais fiscalizar de forma abrangente, o que pode ser visto com os inúmeros eventos clandestinos que acontecem em todo país. “Não iremos pagar a conta sozinhos enquanto as aglomerações clandestinas, bem como o descontrole do estado das atividades autorizadas mediante protocolo, continuam ocorrendo. Queremos transparência. A falta de uma postura que respeite a importância do nosso setor pode nos levar a tomar medidas mais contundentes, tais como entrar com pedidos de indenização, caso não haja uma política clara que preveja a retomada urgente das atividades”, reforça.

O presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior. Foto: divulgação

Doreni destaca que faltam coerência e equidade neste debate. Já são seis meses sem eventos, com empresas passando dificuldades e desemprego entre trabalhadores formais e informais que atuam na cadeia.

O setor de cultura e entretenimento é responsável por 4,32% do PIB nacional e reúne um universo de aproximadamente 60 mil empresas. “Se tudo continuar como está, podemos chegar, em outubro, a 841 mil desempregados, caso não haja segurança nas variáveis que definirão o retorno das atividades. Se ficarmos estagnados até outubro, mais da metade das ocupações formais deixará de existir. Entre formais e informais, 3 milhões podem ficar sem renda”, explica.

(Com Alessandro Padin/Conteúdo Empresarial)

Schaeffler Música apresenta palestra gratuita sobre as sinfonias de Beethoven

Sorocaba, por Kleber Patricio

O projeto Schaeffler Música – 11ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba apresenta no dia 18 de setembro, sexta-feira, às 17h, a palestra gratuita Beethoven: 250 anos – As Sinfonias. A palestra acontece online via Plataforma Zoom com transmissão simultânea pelo canal da Mda International no Youtube. O palestrante será o jornalista e colaborador da revista Concerto Irineu Franco Perpétuo. As inscrições são gratuitas – envie uma mensagem no Whatsapp da MdA International (15) 3211-1360 para receber as instruções de acesso pelo Zoom.

No ano em que se comemora o 250º aniversário do compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827), o encontro aborda um dos campos mais importantes da produção do compositor: as nove sinfonias, tendo em vista compreender as contribuições do compositor para a forma sinfônica e para a evolução da sua linguagem.

Irineu Franco Perpetuo é jornalista e tradutor. Colaborador da revista Concerto e jurado do programa Prelúdio, da TV Cultura. Coautor, com Alexandre Pavan, de Populares & Eruditos (Editora Invenção, 2001) e autor de Cyro Pereira – Maestro (DBA Editora, 2005), História Concisa da Música Clássica Brasileira (Alameda Editorial, 2018) e dos audiolivros História da Música Clássica (Livro Falante, 2008), Alma Brasileira: A Trajetória de Villa-Lobos (Livro Falante, 2011) e Chopin: O Poeta do Piano (Livro Falante, 2012).

A Temporada tem a produção e direção artística da MdA International, patrocínio exclusivo da Schaeffler e apoio da Unimed Sorocaba.