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Selo SESC lança obra completa para violino e piano de Claudio Santoro

São Paulo, por Kleber Patricio

Claudio Santoro. Foto: acervo da família.

O compositor e violinista Claudio Santoro (1919-1989) foi um moderno, um explorador, um eclético e sempre interessado a novas experimentações — um dos grandes autores brasileiros da música de concerto. Exímio compositor de quatorze sinfonias, uma ópera, inúmeras obras orquestrais, concertos, quartetos e obras de câmara, Santoro deixou um imenso legado repleto de embates estéticos, filosóficos e políticos. Durante o ano de 2019, orquestras, teatros e toda a produção brasileira ligada à música clássica, em particular, manteve-se envolta às lembranças e à genialidade deste músico brasileiro, que também atuou como maestro e professor universitário.

Ainda em comemorações ao centenário do amazonense — a completar 101 anos de nascimento neste 23 de novembro — o Selo SESC lança o álbum duplo Claudio Santoro – Obra completa para violino & piano, com Emmanuele Baldini e Alessandro Santoro. Um trabalho que reúne a primeira gravação da obra completa para violino e piano do compositor, incluindo quatro obras inéditas — uma oportunidade para conhecer a riqueza e o ecletismo deste célebre músico em Sonatas de estilos muito diferentes. O disco chega às plataformas digitais de streaming em 2 de dezembro, incluindo no SESC Digital, que oferece o conteúdo de forma gratuita e sem necessidade de cadastro. Devido à interrupção da produção de CDs durante o período da pandemia, a versão física do álbum de 24 faixas, com libreto, está prevista para sair no segundo quadrimestre de 2021.

Emmanuele Baldini, violinista italiano radicado no Brasil e spalla da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e Alessandro Santoro, pianista formado no conservatório de Moscou e responsável pelo acervo do compositor, seu pai, revelam neste projeto o mundo estético e artístico do fundador da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, atualmente Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.

Foto: Alexandre Nunis.

Da integral das cinco Sonatas para violino e piano — reunidas no disco um — que abrangem duas importantes fases de criação do amazonense, o dodecafonismo dos anos 1940 e o nacionalismo dos anos 1950, ao registro de quatro obras inéditas, incluindo uma nova Sonata,  no disco dois.

Entre as descobertas que chegam ao público só agora, destaque para Sicilienne op. 1 para Violino e Piano e Op. 4 para Violino e Piano, escritas respectivamente em junho e setembro de 1937, quando Santoro tinha apenas 17 anos de idade e consideradas suas primeiras obras. E mais, Elegia II para Violino e Piano, datada de 1986 e até então não publicada, que representa o último período de criação do compositor, e os dois movimentos da Sonata 1939 para Violino e Piano (Allegro e Andante).

Presente no catálogo de Santoro, mas nunca antes gravada, Na Serra da Mantiqueira foi composta após o seu retorno ao Brasil, em 1950, após aprimorar-se em composição com Nadia Boulanger (1887-1979) em Paris. Está entre as primeiras obras de cunho nacionalista do compositor e de rompimento estético com o dodecafonismo. “Conviver com a música para violino e piano de Claudio Santoro foi, para mim, como ter encontrado um grande compositor e tê-lo deixado, ao final do processo, com a sensação de que tive um privilégio absoluto. Em explorar as diversas facetas de sua arte, em traduzir musicalmente seus segredos e, ainda mais, privilégio em fazê-lo em companhia de seu filho Alessandro. De fato, hoje me sinto como se Claudio Santoro tivesse sido um meu grande amigo, mesmo sem nunca tê-lo encontrado”, destaca o violinista Emmanuele Baldini.

Capa do álbum. Foto: Alexandre Nunis.

Tanto para Emmanuele quanto para Alessandro, se lhes colocassem o difícil desafio de eleger uma única obra do disco, ambos são unânimes ao indicarem a Sonata nº 3 para Violino e Piano: Bien Rythmé — uma música cativante em forma de sonata tradicional, com as notas obstinadas apresentadas pelo violino ao início da obra. Escrita entre 1947 e 1948, quando Santoro morava em Paris, trata-se de uma Sonata muito emblemática por representar um momento de transição estilística do compositor, entre o dodecafonismo e o nacionalismo.

O pianista e cravista Alessandro Santoro destaca que, mesmo após tantos anos debruçado sobre a obra de seu pai — seja editando, analisando, ouvindo ou executando sua música —, só agora, com a gravação de Claudio Santoro – Obra completa para violino & piano é que pode compreender o tamanho e a complexidade deste ciclo. “O que torna para mim absolutamente excepcional é que, Santoro, mesmo violinista prodígio e profundo conhecedor dos mistérios deste instrumento, soube como ninguém traduzir isso em obras com uma riqueza de cores e afetos muito singulares. Foi um privilégio poder conhecer, gravar e descobrir estas incríveis obras de meu pai ao lado do grande violinista Emmanuele Baldini. Espero que gostem”, afirma.

Claudio Santoro participou da vanguarda musical como fundador e integrante do grupo Música Viva e foi precursor do dodecafonismo no Brasil; trabalhou na Rádio, escreveu para o cinema, dirigiu orquestras e fundou o departamento de música da recém criada Universidade de Brasília, assim como foi fundador da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília. Atuou a vida toda como regente, professor universitário e compositor. Pela sua atuação no campo das artes, recebeu inúmeras condecorações nacionais e internacionais. No dia 27 de março de 1989, enquanto conduzia o ensaio da Orquestra Nacional de Brasília, teve um infarto fulminante no pódio do Teatro Nacional que hoje leva o seu nome.

REPERTÓRIO

Disco 1

1 – Sonata nº 1 para Violino e Piano: Andante

2 – Sonata nº 1 para Violino e Piano: Allegro

3 – Sonata nº 2 para Violino e Piano: Allegro

4 – Sonata nº 2 para Violino e Piano: Andante

5 – Sonata nº 2 para Violino e Piano: Allegro molto

6 – Sonata nº 3 para Violino e Piano: Bien Rythmé

7 – Sonata nº 3 para Violino e Piano: Allegro Moderato (Quasi andante) – Meno – Piu Lento

8 – Sonata nº 3 para Violino e Piano: Allegro Energico

9 – Sonata nº 3 para Violino e Piano: Epílogo (Adagio)

10 – Sonata nº 4 para Violino e Piano: Allegro

11 – Sonata nº 4 para Violino e Piano: Lento

12 – Sonata nº 4 para Violino e Piano: Allegro

13 – Sonata nº 5 para Violino e Piano: Allegro

14 – Sonata nº 5 para Violino e Piano: Lento

15 – Sonata nº 5 para Violino e Piano: Vivo-Molto

16 – Sonata nº 5 para Violino e Piano: Allegro molto

Disco 2

1 – Sicilienne op. 1 para Violino e Piano

2 – Op. 4 para Violino e Piano

3 – Sonata 1939 para Violino e Piano: Allegro

4 – Sonata 1939 para Violino e Piano: Andante

5 – Na Serra da Mantiqueira

6 – Elegia I para Violino e Piano

7 – Elegia II para Violino e Piano – Romance

8 – Elegia III para Violino e Piano: Andante (cantabile)

Ficha Técnica

Concepção do projeto e produção musical: Emmanuele Baldini e Alessandro Santoro

Pesquisa e Revisão das partituras: Alessandro Santoro

Fotos: Alexandre Nunis (Xexéu)

Texto: Leonardo Martinelli

Diretora de produção: Veroni Girelli – Ritmiza Produções

Projeto gráfico e capa: Nilton Bergamini

Edição e montagem: Alessandro Santoro e Douglas Fonseca

Gravado, mixado e masterizado por André Mehmari no Estúdio Monteverdi em Mairiporã – São Paulo/SP em abril, julho e novembro de 2019.

SOBRE OS ARTISTAS

Emmanuele Baldini – violino | Italiano, Baldini iniciou seus estudos musicais em Trieste com Bruno Polli, aperfeiçoando-se em Genebra (Suíça), com Corrado Romano e em Salisburgo (Áustria) e Berlim (Alemanha), com Ruggiero Ricci. Mais recentemente, especializou-se em regência com Isaac Karabtchevsky e Frank Shipway. Sua incansável curiosidade e paixão pela música fizeram Baldini ampliar seus horizontes e, depois de uma carreira notável como violinista, começou a se aperfeiçoar como regente. Nessa nova fase, fundou também o Quarteto Osesp, intensificou sua atividade didática e, com o violino, começou a explorar o precioso repertório brasileiro, que resultou em inúmeros CDs gravados, para vários selos, com críticas muito elogiosas. Como regente, se destacam concertos no Teatro Colón, de Buenos Aires (Argentina), no Teatro del Sodre, de Montevidéu (Uruguai), da própria Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp e apresentações com as principais orquestras da América Latina. De 2017 a 2020, foi diretor musical da Orquestra de Câmara de Valdivia, Chile. É o atual diretor artístico da Orquestra de Câmara – Sphaera Mundi, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Alessandro Santoro – piano | Nascido no Rio de Janeiro e Mestre em piano pelo Conservatório Tchaikovsky de Moscou (Rússia) na classe de Elena Richter, gravou o Concerto para piano Nº 1 de seu pai, Claudio Santoro na então URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Concluiu seu mestrado em cravo na classe de Jacques Ogg no Koninklijk Conservatorium de Haia (Holanda), onde posteriormente integrou o corpo docente. Apresentou-se com a Orchestra of the 18th Century e é fundador da Den Haag Baroque Orchestra. É regularmente requisitado como professor de cravo em festivais por todo o Brasil. Sua discografia compreende 20 CDs, sendo dois em parceria com o fagotista Fábio Cury e destacando o Diapason D’ Or pelo CD Sonatas para Violino e Basso Contínuo de Leclair. Recebeu o troféu da Câmara Legislativa de melhor trilha sonora do 48º Festival de Cinema de Brasília. Atualmente é professor de cravo e baixo contínuo na Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp Tom Jobim) e responde pelo acervo material e virtual da Associação Cultural Claudio Santoro.

SELO SESC

Criado há 16 anos, o Selo SESC tem o objetivo de registrar a amplitude da produção artística brasileira construindo um acervo pontuado por obras de variados estilos, épocas e linguagens. Recentemente, foram lançados no mercado digital os álbuns Sessões Selo SESC #6: Rakta + Deafkids, Sessões Selo SESC #7: João Donato + Projeto Coisa Fina, Sessões Selo SESC #8: Toada Improvisada – Jackson do Pandeiro 100 anos e Sessões Selo SESC #9: …And You Will Know Us By Trail Of. O CD-livro São Paulo: paisagens sonoras (1830-1880) da pesquisadora e cantora Anna Maria Kieffer; o DVD Exército dos Metais, da série O Som da Orquestra, O Romantismo de Henrique Oswald (José Eduardo Martins e Paul Klinck); os CDs físicos e digitais Dança do Tempo (Teco Cardoso, Swami Jr. e BB Kramer), Espelho (Cristovão Bastos e Maury Buchala), Eduardo Gudin e Léla Simões, Recuerdos (Tetê Espíndola, Alzira Espíndola e Ney Matogrosso), Música Para Cordas (André Mehmari), Estradar (Verlucia Nogueira e Tiago Fusco), Tia Amélia Para Sempre (Hercules Gomes), Gbó (Sapopemba), Acorda Amor (Letrux, Liniker, Luedji Luna, Maria Gadú e Xênia França), Copacabana – um mergulho nos amores fracassados (Zuza Homem de Mello), Tio Gê – O Samba Paulista de Geraldo Filme (vários artistas) e os álbuns digitais Mar Anterior (Grupo Anima), Olorum (Mateus Aleluia), Nana, Tom, Vinicius (Nana Caymmi), Jardim Noturno – Canções e Obras para Piano de Claudio Santoro (Paulo Szot & Nahim Marun), 7 Caminos (Emiliano Castro), São Paulo Futuro – A Música de Marcello Tupynambá (Vários Artistas), Cantos da Natureza (Pau Brasil), O Fim da Canção (Luiz Tatit, Zé Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski) e Sessões Selo SESC #10: Carne Doce.

Serviço:

Lançamento de Claudio Santoro – Obra completa para violino & piano

2/12 disponível nas principais plataformas de streaming e no SESC Digital

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Mostra de cinema tem a consciência social como tema

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Cena do longa-metragem “Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil”, em cartaz na mostra. Foto: divulgação.

Este ano, ao longo da última semana de novembro, será apresentada a mostra XI Brazilian Film Festival, que exibe para todo o País, gratuitamente e online, filmes com consciência social. Trata-se da 6ª edição no País e 11ª nos Estados Unidos. Por aqui, o já tradicional evento exibirá 16 filmes, entre longas e curtas metragens, com ficção e documentários, além de duas animações. Durante todos os dias haverá bate-papo online, às 20h30, com cineastas dos filmes em exibição.

Com acesso à programação pelo site da mostra no Brasil, os longas-metragens que integram o evento são Menino 23, Amazônia – O Despertar da Florestania, A Cidade dos Piratas, A Terceira Margem e Azougue Nazaré. Entre os curtas-metragens, Ressurreição, Sorriso Negro, A Mulher que Sou, Quebramar, Vidas Entregues, Sem Asas, Quilimérios, Baile, Marie, Copacabana Madureira e Como ela faz.

No novo formato de transmissão via plataformas online, a mostra XI Brazilian Film Festival, de Consciência Social, conta com o apoio no Brasil da agência municipal de fomento do audiovisual de São Paulo, a SPcine e da Unibes Cultural, responsáveis pelas exibições dos filmes e dos bate-papos com cineastas durante a mostra.

Há 11 anos, a mostra Brazilian Film Festival foi criada nos EUA, em Chicago, pela brasileira e professora universitária Ariani Friedl, que vive lá há mais de 40 anos. A iniciativa de Friedl busca, através do cinema, mudar os estereótipos pelos quais os estadunidenses conhecem nosso País. “Até a edição passada, nossos filmes eram exibidos de forma presencial, em universidades e centros culturais de Chicago e cidades do meio-oeste dos Estados Unidos”.

Friedl destaca que a mostra é realizada pela organização sem fins lucrativos Partners of the Americas, que foi criada na década de 1960 durante o governo Kennedy e que tem como objetivo servir, conectar e mudar vidas por meio do voluntariado.

Com a realidade da pandemia, que afeta o mundo todo por meio das restrições à locomoção e presença pública em alguns locais, as plataformas de transmissão online de eventos têm sido grandes aliadas na difusão de atividades culturais. Com a tecnologia e de forma gratuita, eventos como a mostra Brazilian Film Festival, de Consciência Social, são apresentados ao público dentro e fora do País e no conforto de suas casas.

Organizadores da mostra no Brasil, os jornalistas e produtores culturais Luiz Oliveira e Rudi Gonçalves acreditam que a novidade das transmissões online abre uma grande perspectiva para que nacionalmente milhões de brasileiros possam assistir os filmes em qualquer ponto do País. “Neste atual momento, a cultura nacional vem sofrendo com um triste impacto da falta de incentivo. O audiovisual é um dos exemplos onde encontramos dificuldades para, por meio dos festivais e mostras, difundirmos as obras de nossos cineastas. Isso ocorre em função da falta de opções para que nossas produções permaneçam ao alcance da população em geral, o que talvez possamos suprir com as transmissões virtuais dos eventos”, disse Gonçalves.

“Quanto aos curtas-metragens nacionais de ficção, documentários e de animação, que encontram desafios ainda maiores de audiência junto ao público em geral, a exibição online em nossa mostra também permite romper tais obstáculos de alcance do público, que normalmente não busca esse formato de produção”, completou Oliveira.

Na visão dos organizadores brasileiros do evento, com a nova proposta de transmissão da mostra XI Brazilian Film Festival, caminhamos rumo ao fortalecimento da divulgação dos filmes brasileiros e do aumento de sua audiência no País e no exterior, com os efeitos benéficos de sua gratuidade e do conforto ao público de assistirem o evento de suas casas.

Acesse o site da mostra XI Brazilian Film Festival no Brasil: https://mostrafilmfestival.org/xi/br/.

Visite as páginas no Facebook da mostra em São Paulo:

https://www.facebook.com/mostrabrazilianfilmsSP

https://www.facebook.com/mostrabrazilianfilmsIndaiatuba.

Cultura do Resto do Mundo: site brasileiro conquista repercussão internacional

Brasil, por Kleber Patricio

Página inicial do website.

Em grande parte, nosso “ócio cultural” consome o melhor das produções artísticas da cena mainstream buscando a garantia de um padrão de qualidade. O hábito sempre leva ao mais fácil – receio de perder tempo com o que possa não valer a pena. É evidente nossa acomodada atitude diante da música, literatura, artes plásticas, teatro, dança e cinema, sempre vindos dos mesmos países que nos impuseram um imaginário na intensa frequência de suas produções. É hora de não apenas aceitar, mas descobrir o novo. A Internet permite que as pessoas, independentemente de onde morem ou estejam em qualquer lugar da Terra, viajem para muito além do que o seu lugar oferece. É possível visitar um país novo a cada dia ou andar virtualmente por metrópoles dos sete continentes. Ou, ainda melhor, imergir em outras vidas pela maneira mais lúdica. Seja dentro ou fora de casa, é possível experimentar diferentes existências, até mesmo em distintas línguas. E absorver: a Cultura do Resto do Mundo.

Felipe Viveiros, desde pequeno, absorveu cultura, antes mesmo da educação. Cresceu com literatura, artes plásticas, teatro, dança, cinema e música. Vivenciou culturas de vários países e descobriu talentos que fogem ao lugar comum. Sua graduação em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), extensão universitária em Comunicação Empresarial pela Universidade da Columbia Britânica (Canadá) e mestrado em Relações Internacionais e Organização Internacional pela Universidade de Groningen (Holanda) fundamentam-se em Comunicação e Artes. Além disso, embora com 27 anos, já morou na Espanha, Inglaterra, Suíça e Holanda, estudou e é fluente em cinco idiomas, tendo visitado 45 países – em todos eles pesquisou sobre música e cinema. Quando voltava de cada viagem, sempre trazia CDs e DVDs. Muito antes do Spotify e Netflix, já ouvia e assistia bandas e filmes de todos os continentes.

A maior banda dos Bálcãs, Dubioza Koletiv, elogiou o artigo sobre o grupo publicado na revista digital. Crédito da foto: Facebook da banda/nenhuma violação de direitos autorais pretendida.

Segundo Felipe, Cultura do Resto do Mundo pretende uma ruptura com os padrões mais conhecidos, consumidos por nós por hábito e preguiça de buscar o novo. “A ideia é criar um movimento cultural digital, oferecendo o que acontece em diferentes países dos sete continentes”.

Felipe é o criador, redator e editor do site. Além dele, conta com a suíça Viviane Seeger, graduada em Linguística pela Universidade de Berna (Suíça) e mestre em Mídia e Relações Públicas pela Universidade Leicester (Inglaterra), que faz a produção de arte e também responde pela parte técnica e analítica do site.

A PROPOSTA

Quando alguém conectado em cultura busca o que não é “mais do mesmo”, sendo capaz de curtir arte fora do modelo convencional, então quer o novo e gosta de descobrir músicas, filmes e séries. Tudo isso é, literalmente, garimpado todos os dias pela revista digital, que está levando ao conhecimento do público brasileiro muitas novidades internacionais. Promovendo, de modo lúdico e prazeroso, diplomacia cultural.

No site www.culturadorestodomundo.com, revista online dedicada à indústria criativa e de entretenimento em todos os continentes, é possível encontrar artigo exclusivo toda quarta-feira (postado às 12h), vídeos, trailers e clipes, seleções de filmes e séries, top hits personalizados, dicas de bandas, curiosidades, quizzes e posts interativos diários no Instagram e playlists atualizadas, toda semana, no Spotify. Há, também, duas editorias interessantes: Pauta do Momento, que propõe temas que espelham os acontecimentos em destaque no noticiário internacional, e RestoSpectiva, um balanço mensal veiculado apenas nas mídias sociais com os artigos publicados a cada semana, ideal para quem acaba de conhecer o projeto. Sem falar, por fim, da permanente divulgação de festivais de música e de cinema realizados em todo o Planeta.

Os leitores podem rodar pelo mundo nas publicações segmentadas por temas ou pelo mapa interativo, no qual, clicando sobre o continente escolhido, embarcarão a um destino, em viagem pela música ou pelo cinema.

AUDIÊNCIA

Desde a criação da revista online Cultura do Resto do Mundo, de 8 de junho de 2020 a 10 de outubro de 2020, em apenas três meses o site já registra mais de 8.700 visualizações de página, 3.100 sessões, 1.700 usuários (sendo 1.394 só no Brasil), com visitantes de 42 países nos sete continentes do Planeta.

REPERCUSSÃO NACIONAL E INTERNACIONAL

Felipe Viveiros tomou a iniciativa de traduzir e enviar seus artigos aos músicos, artistas e produtores focados nos textos do site. Seus textos vão muito além de apenas resenhar bandas e filmes – discutem os conteúdos das letras e das tramas dos filmes, oferecendo background histórico, político, econômico, social e cultural para que o leitor entenda cada país em pauta. Para se ter uma ideia, até outras páginas culturais aqui no País já manifestaram publicamente seu respeito e aplauso ao site. Exemplo disso é o perfil no Instagram sobre cinema PluriCine, editado pelo psicólogo Daniel Corcino, que assim define o Cultura do Resto do Mundo: “Felipe Viveiros realiza um trabalho ímpar de trazer expressões culturais de todos os continentes. Essa revista online é extremamente instigante por nos fazer sair dos polos culturais historicamente hegemônicos, nos fazendo conhecer grupos musicais, filmes e séries de muitos países.”.

Luiza Adas, relações públicas, fundadora do conhecido Museu do Isolamento (com mais de 95 mil seguidores), cujo perfil no Instagram chama-se FlorindoLinhas, aconselhou: “Se vocês gostam de saber sobre a cultura dos diferentes continentes, recomendo que sigam o perfil @culturadorestodomundo, do Felipe Viveiros, que traz um monte de conteúdos bons, que envolvem música, cinema, arte, política (e muito mais) sobre todos os cantos do mundo”.

Por um inovador conceito de diplomacia cultural, por seu pioneirismo na abordagem dos temas no Brasil e no mundo, o sucesso do site já ultrapassou as fronteiras nacionais, conquistando leitores nos sete continentes. Da Groenlândia (Ártico) à Ilha de Páscoa (Oceania), passando por Guatemala, Cuba e Haiti (América Central e Caribe) e Bósnia (Leste Europeu), incluindo a África do Sul e o Níger (África), Chile (América do Sul), Síria/Israel (Ásia/Oriente Médio) e Nova Zelândia (Oceania). Abaixo, algumas das reações positivas de músicos, atrizes, atores e produtores aos textos do site Cultura do Resto do Mundo:

Groenlândia | A banda mais conhecida da Groenlândia, Nanook, republicou o artigo da Cultura do Resto do Mundo na página oficial do grupo musical no Facebook, fazendo com que o site, no mês de sua inauguração (julho/2020), atingisse 640 sessões. “O projeto soa muito interessante”, disse Christian Kjærholm Elsner, guitarrista do grupo, em contato permanente via e-mail com o site.

África do Sul | A atriz sul-africana Terry Pheto, que interpreta Miriam em Tsotsi, filme vencedor do Oscar, manifestou apoio e curtiu o post sobre o filme no Instagram.

Nova Zelândia | A Comissão de Cinema da Nova Zelândia, bem como as agências governamentais neozelandesas NZ on Air e Te Māngai Pāho, elogiaram o artigo sobre o filme BOY, via e-mail. A Comissão de Cinema, órgão governamental do país, comentou: “Que artigo fantástico!”.

Chile | A produtora Fabula, do Chile, que realizou o filme Una Mujer Fantástica, ganhador do Oscar, elogiou o projeto e difundiu o artigo sobre o longa no país sul-americano. Para a diretora de Desenvolvimento Corporativo da produtora cinematográfica, Paulina Palacios Miller: “Recebemos suas palavras com muita emoção, agradecemos seu interesse e, evidentemente, a promoção com objetivos que vão além dos culturais de nosso maravilhoso filme. Faremos o possível para divulgar sua publicação sobre nós”.

Bósnia | A maior banda dos Bálcãs, Dubioza Koletiv, elogiou o artigo sobre o grupo publicado na revista digital. Almir Hasanbegović, o vocalista, curtiu os posts sobre o grupo no Instagram e Jernej Šavel, o guitarrista, está em contato com o projeto por mensagens. “Muito obrigado! Lemos versão em inglês. Grande artigo!”, escreveram seus integrantes.

Guatemala | O diretor guatemalteco Jayro Bustamante, do filme Ixcanul, vencedor do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Alemanha), curtiu os posts sobre o filme no Instagram e no Facebook.

A premiada produtora guatemalteca de filmes La Casa de Producción compartilhou e recomendou o artigo Aos pés do vulcão, de Felipe Viveiros. O post da produtora pode ser visto no perfil @ixcanulmovie no Instagram e no Facebook.

Haiti | A atriz haitiana Kettly Noëll, que interpreta Zabou no filme Timbuktu, indicado ao Oscar, manifestou apoio em curtidas e comentários no Instagram. Ao ler o artigo, a atriz expressou: “Uaaaaaau! Aplausos!!!”

Cuba | O ator cubano Armando Valdes Freire, que interpreta Chala em Uma Escola em Havana, lê os artigos da revista online, segue a página no Instagram e está em constante contato por mensagens diretas. Disse Valdes em sua mensagem: “A honra é minha. Obrigado por fazer um trabalho que ajuda a promover e dar conhecimento ao que realizamos. Conte comigo para o que precisar”.

Síria/Israel (das ocupadas Colinas de Golan) | A banda de roots rock TootArd, sem nacionalidade no momento devido ao conflito árabe-israelense e que atua nas ocupadas Colinas de Golan, enviou espontaneamente mensagem ao editor do site: “Muito obrigado! Agradecemos muito a recomendação de nossa banda no seu site.”

Ilha de Páscoa | Maior banda da Ilha de Páscoa, Amahiro, elogiou o artigo sobre música rapa nui e a qualidade da revista digital. Seus membros curtem os posts, seguem a página no Instagram/Facebook e estão em constante contato. O guitarrista e vocalista, Mario “Ama” Tuki, após ler o artigo, tomou a iniciativa de contatar o site: “Saudações desde Rapa Nui. Gostaria de falar com você pelo seu trabalho e promoção da música contemporânea da Ilha da Páscoa. É muito interessante ver um meio de comunicação fora da ilha, falando com tanta sabedoria de nossa cena local. Lemos e compartilharemos. Será uma honra trabalharmos juntos”. Recentemente, Mario Tuki propôs projeto de intercâmbio cultural entre a Ilha de Páscoa e o Brasil, via o site Cultura do Resto do Mundo.

A produtora de eventos Rapa Nui Arts & Artists, empresa que atua na Ilha da Páscoa promovendo intercâmbio cultural entre os artistas nativos e os do Exterior, assim se manifestou em suas redes sociais: “Estamos fazendo uma nova aliança com a Cultura do Resto do Mundo, revista online com base no Brasil que revela culturas locais de todo o globo, integrando um olhar mais íntimo que aborda, em profundidade, realidades pouco conhecidas de cada destino. Sem dúvida, uma vitrina que permitirá promover o movimento musical de Rapa Nui no gigante latino-americano, aproximando os dois povos mediante um intercâmbio cultural e profissional entre as duas indústrias”. Além dessa menção de diplomacia cultural, a produtora recomendou o artigo de Felipe Viveiros Gigantes de Pedra, dedicado à cena musical da Ilha de Páscoa.

Outro músico e ativista cultural da ilha, Yoyo Tuki, também está seguindo a Cultura do Resto do Mundo nas redes sociais. E enviou a seguinte mensagem: “¡Māuru-uru!, Felipe”. Māuru-uru significa “muito obrigado” em rapa nui. Tuki completou: “Vou compartilhar imediatamente o seu artigo em minhas redes sociais”.

Níger | A banda de blues tuaregue Dag Tenere curtiu os posts sobre o artigo O blues do Deserto, veiculado no site. Por conta própria, entraram em contato com o autor e editor do site, Felipe Viveiros e disseram “Muito obrigado!!! Nós apreciamos muito sua atitude, e estamos trabalhando em mais um álbum que será lançado em breve”. E, demonstrando muita simpatia, escreveram “Muito obrigado!” em Português.

Diante de tantos fatores que limitam a atividade cultural no Brasil – especialmente os educacionais, políticos e econômicos -, uma inciativa como esta, de um site destinado a pesquisar, comentar e divulgar arte internacional à luz de aspectos antropológicos, com modernidade de linguagem, representa a oportunidade de milhões de brasileiros terem acesso grátis ao que produz a criatividade dos artistas de todos os sete continentes. Um projeto que atende aos interesses dos produtores culturais e da sociedade.

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Setor de eventos quer retomar imediatamente as atividades e cobra sensibilidade dos governos

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Free-Photos por Pixabay.

O V Congresso Brasileiro dos Promotores de Evento, realizado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – Abrape, deixa duas importantes mensagens: as empresas do setor estão preparadas para retomar imediatamente as atividades com segurança e as autoridades precisam ter uma maior sensibilidade com o segmento, o mais afetado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Esta é a síntese do encontro realizado nos dias 17 e 18 de novembro no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, em São Paulo.

Ao participar do painel Cases da Retomada, Luis Fernando Davantel, CEO da WTorre, mostrou que é possível o retorno das atividades com segurança e responsabilidade: “Promovemos 45 atrações nos últimos quatro meses no Allianz Arena. Com isso, confirmamos que é possível realizar eventos com segurança, seguindo corretamente os protocolos. Em dezembro teremos o Expresso Natal no Allianz, que começa no dia 5 com um show da Claudia Leite”.

Luiz Augusto Nóbrega, da Luan Promoções, destacou no painel Grandes espetáculos e grandes desafios em meio a pandemia a força do associativismo. “A pandemia veio para unir o setor, o que nos faz pensar em dias melhores. Que os políticos se sensibilizem com o segmento e analisem caso a caso. Creditar a disseminação da pandemia às reaberturas dos eventos é um grande equívoco. Tudo deve ser feito com muita responsabilidade”, afirmou.

Aline Delmanto, gestora estadual de Turismo do Sebrae-SP, salientou que 98% de empresas atendidas pela instituição nos setores turístico, de eventos e de economia criativa foram impactadas pela pandemia, com queda de faturamento acima de 75%. “Mas houve muito aprendizado como o aprimoramento da gestão, qualificação da equipe, investimento em tecnologia e avaliação da sustentabilidade do negócio”, disse.

“Nós vamos voltar, pois a alegria do Brasil vai voltar. E essa alegria depende do nosso setor”

O empresário e presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior, fez um balanço positivo do congresso: “Eu vi um grande engajamento e isso foi muito emocionante, pois fortalece o setor na retomada. Nós vamos voltar. Alguns se adaptaram com lives, eventos com distanciamento, protocolos que podem ser cumpridos. Outros estão esperando novas etapas de flexibilização. Nós vamos voltar com força, com mais aprendizado”. Sobre a retomada, ele está otimista. “Nós vamos voltar, pois a alegria do Brasil vai voltar. E essa alegria depende do nosso setor. É a alegria da menina que compra a roupa nova para ir ao evento, do motorista de aplicativo que consegue seu dinheiro transportando as pessoas, da atração de abertura que tem a oportunidade de mostrar o talento que pode estourar nacionalmente. Vai voltar, pois não tem coisa melhor no mundo do que ver a vida ao vivo”, afirmou.

Resiliência e reinvenção são as palavras que explicam o segmento na pandemia

“No início da pandemia, intercalamos períodos de pessimismo e otimismo, pois estava tudo incerto. No entanto, nos adaptamos rápido e fortalecemos a coesão do nosso grupo para estudar a empresa e os negócios”, explicou Marcelo Beraldo, diretor de Conteúdo da T4F, maior empresa de entretenimento ao vivo do Brasil, durante o painel Grandes espetáculos e grandes desafios em meio a pandemia.

Cláudio Romano, da Dream Factory, destacou que o cenário possibilitou descobertas. “É viável fazer evento e atrair marcas mesmo neste cenário. O ponto é pensar a melhor estratégia e apresentar ao mercado. Mostramos ser resilientes e conseguimos detectar, nesta crise, que o híbrido se consolidou como tendência. O presencial é importante, mas o digital vai estar cada vez mais presente”, avaliou durante o painel Cases da Retomada.

Para Noemia Matsumoto, da Opus Entretenimento, a pandemia estimulou a reinvenção. “Tivemos resultados positivos com lives, atraindo patrocínios e criando um novo relacionamento com os artistas. Por exemplo: fizemos a lançamento de um show do Daniel e Roupa Nova por meio de uma live e já vendemos 60% dos ingressos do show que vai acontecer no ano que vem”, explicou.

Associativismo da Abrape fortalece união e força dos promotores de eventos no país

O crescimento da Abrape em 2020 é um dos grandes fatores para as conquistas que o setor vêm obtendo durante a crise. “A pandemia nos trouxe união e a necessidade de reflexão. Como sempre digo, com o meu jeito caipira de ser, capivara fora do bando é comida de onça. Queria enaltecer o brilhantismo da Abrape nas conquistas durante a pandemia que nos deram segurança para planejar e uniu o setor”, frisou Emílio Carlos dos Santos, o Kaká, vice-presidente de Os Independentes, promotora da Festa do Peão de Barretos .

Luit Marques, um dos organizadores do João Rock, vai no mesmo caminho: “Quero agradecer a Abrape não só pelo empenho na retomada das atividades mas por tudo o que tem feito pelos promotores de evento”. E completa Kaká: “As perspectivas para 2021 são animadoras. Vou ser repetitivo, mas reforço que todos precisam participar para demonstrar a união do setor. A Abrape já mostrou o caminho”.

Sobre a Abrape

Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – Abrape tem, atualmente, 350 associados que são verdadeiros expoentes nacionais na oferta de empregos diretos e indiretos e na geração de renda, movimentando bilhões de reais anualmente.

Especialista reúne em livro dicas de como cultivar e cuidar de flores e plantas

Holambra, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Marcos V. F. Pinto.

A especialista em flores e em plantas ornamentais Ana Paula Lino decidiu reunir em um livro as principais dicas de como plantar e cuidar das diferentes espécies, grande parte já disseminada nas lives que a autora realiza de domingo à quinta-feira, às 20h, no Instagram e nos vídeos postados no canal do YouTube. Por suas postagens, ora explicando sobre as plantas, ora interagindo com outros especialistas, Ana Paula conquistou mais de 100 mil seguidores, transformando-se em uma influenciadora do setor. O livro, que recebeu o sugestivo nome Verdes & Floridas – aprenda de uma vez por todas a cuidar das suas plantas, será lançado na última semana de novembro. A publicação é voltada para quem gosta de cuidar de jardins ou de manter vasos sempre floridos em casa.  Assim como em suas lives e nos cursos on-line que oferece – a maioria gratuito –, Ana Paula explica, também de forma leve, didática e simples sobre o universo da jardinagem. Os QR Codes, disponíveis em alguns capítulos, permitem ao leitor o acesso a vídeos no YouTube para obter informações adicionais oferecidas pela autora.

Nesta fase de pré-venda, o livro está sendo comercializado por R$89,00 (em até 3 x no cartão de crédito) pela Editora Taxon Brasil, com pedidos feitos pelo Instagram @taxonbr e entrega por delivery. Para as compras em novembro, o livro é autografado. Em dezembro, o preço será de R$120,00. A publicação é patrocinada pela Cooperativa Veiling Holambra, Isidorus Flores, Bosta em Lata e Pomar Floricultura. “Acredito que a melhor maneira de disseminar conhecimento é por meio de exemplos e de experiências de vida. Por isso, compartilho a minha vivência na produção da fazenda e na floricultura da minha família que existe há 50 anos como atacadista e varejista”, diz Ana Paula.

Livro será lançado na última semana de novembro. Foto: divulgação.

O momento é oportuno. Com as pessoas em home office, a procura por flores e plantas em vaso aumentou muito desde o início da pandemia, considerando os benefícios que elas trazem, tanto nos jardins como nas decorações de interiores. De acordo com o Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura, a previsão é de que o segmento de plantas verdes cresça 10% este ano e o de flores em vaso aumente em 5% em volume de vendas.

Sobre a autora

Ana Paula Lino nasceu em Pará de Minas, a 75 km de Belo Horizonte. Ela aprendeu com o pai, José Lino, técnico agrícola, a entender e a amar as flores e as plantas ornamentais. Tornou-se especialista em paisagismo e em Reabilitação Ambiental, embora seja formada em Enfermagem com especialização em Administração. A fazenda onde moravam foi sua melhor escola e onde vivenciou arrancar pela raiz as touceiras de capim, plantar a alameda de árvores no devido espaçamento e alinhamento e realizar o plantio com preparo e adubação corretos para cada espécie. “Sou uma mulher do campo, que aprendeu grande parte do que sabe na prática. E ainda tive o privilégio de acompanhar meu pai nas aulas de fruticultura na universidade onde lecionava”, conta.

A capa do livro, aliás, traz a foto da alameda da entrada da fazenda onde vivia, destacando a fileira de árvores que ela ajudou o pai a plantar, quando criança. “Escrevi esse livro para que seja usado como fonte de pesquisa, ajudando para que as pessoas tenham em casa plantas verdes, cheias de flores ou de frutas. Espero que minhas dicas auxiliem paisagistas, arquitetos que atuam no segmento paisagístico, decoradores e até a dona de casa a entenderem melhor as exigências de cada espécie”, diz.

Crédito da foto: Marcos V. F. Pinto.

As 246 páginas, ilustradas, são organizadas por temas como Jardinagem, Verdes, Floridas, Orquídeas e Mais sobre as plantas, capítulo que a autora reservou para discorrer sobre bonsais, flores e plantas de corte, frutíferas, hidrocultura, kokedamas, jardins verticais, jardins de inverno, terrários e urban jungle, entre outros. “Por onde meu pai passava, as pessoas pediam orientações sobre as plantas. E foi assim, vendo meu pai ajudando as pessoas através de sua experiência, que descobri que a minha missão no mundo é continuar o legado dele, espalhando meu conhecimento o mais longe que eu puder. Eu quero mostrar para as pessoas que me acompanham que a paz e a alegria podem ser conquistadas através das plantas, da natureza e que trabalhar com elas pode até gerar renda”, sugere.

Ana Paula vem realizando uma série de encontros e palestras para o lançamento do livro, começando por Holambra, a Cidade das Flores, localizada no interior paulista e considerada o grande berço da floricultura nacional. A partir de 2021, ela espera que o mundo já esteja preparado para evitar a Covid-19 para poder iniciar uma turnê com sessões de autógrafos por todo o país.