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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Congresso Nacional de Hospitais Privados apresenta perspectivas da saúde pós-Covid

Brasil, por Kleber Patricio

A pandemia do novo coronavírus afetou cada país de um modo diferente, mas mudou o mundo e a humanidade. Para dividir as suas experiências pessoais e profissionais no enfrentamento da Covid-19, Socorro Gross, médica e representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Marta Temido, ministra da Saúde de Portugal e Marty Makary, professor da Universidade Johns Hopkins, estarão presentes no Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp).

Em 2020, com o tema Lições da pandemia: desafios e perspectivas para o sistema de saúde brasileiro, o maior congresso de saúde da América Latina contará com cerca de 100 palestrantes (nacionais e internacionais) e será, excepcionalmente, gratuito, totalmente online e aberto para a participação de toda a sociedade.

As inscrições para o evento, que acontecerá de 16 a 20 de novembro, podem ser feitas pelo site http://conahp.org.br/.

Beer sommelier explica qual é a importância da espuma na cerveja e se a cor da garrafa influencia na qualidade da bebida

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/Berggren.

Quando se fala em cerveja, diversas dúvidas costumam surgir, que vão desde os significados de algumas siglas que são estampadas nos rótulos ou, até mesmo, qual a função da espuma. O Brasil segue sendo um dos países que mais consomem cerveja no mundo todo. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Cerveja, o país tem um consumo anual de 14,1 bilhões de litros e faturamento de R$107 bilhões.

Para quem quer saber mais sobre algumas curiosidades da bebida, o beer sommelier da cervejaria Berggren, Robson Vergillio, explica o significado de alguns termos e fala sobre algumas dúvidas recorrentes. Confira:

Afinal, o que é o dry hopping?

O dry hopping é o processo em que há adição de lúpulo à cerveja durante a etapa de fermentação com o objetivo de potencializar os aromas. Os lúpulos são compostos basicamente por dois elementos: as resinas e os óleos essenciais. Ao ferver o lúpulo, aparecem as resinas, que garantem o amargor e o aroma, mas se adicionados muito cedo à fervura, os óleos essenciais evaporam facilmente e perdem características aromáticas. A técnica de adicionar o lúpulo na fermentação garante aromas característicos e fiéis ao insumo escolhido para a receita.

Qual a importância da cor da garrafa de cerveja?

As garrafas podem variar da cor âmbar e marrom para preservar o aroma, cor e sabor da cerveja, servindo assim como um ‘filtro solar’. Quando aquecido, o lúpulo presente na receita gera iso-alfa-ácidos, que são um dos responsáveis pelo amargor, mas quando presente em excesso, pode deixar a bebida com odor e cor desagradáveis.

Qual é o papel do malte?

O malte é qualquer cereal (grão) que passa pelo processo de malteação. Na maioria de nossas receitas, usamos o malte de cevada. Malteação é a germinação forçada do grão, onde são umedecidos, germinam e são secos, interrompendo assim a germinação. É o segundo maior ingrediente na receita de uma cerveja, sendo responsável pela cor, aroma e sabor.

A importância de uma boa espuma

Através dela é possível avaliar o aroma, a qualidade, a temperatura e a conservação da bebida. Ela também serve como proteção do líquido, evitando a oxidação. A espuma perfeita tem que ser compacta e com bolhas pequenas. Mas não se esqueça: cada estilo tem sua espuma característica; umas mais persistentes, outras menos. As cervejas mais flat – as sours, por exemplo, são do estilo de não reter espuma.

Sobre a Berggren

A Berggren é uma cervejaria que foi oficialmente inaugurada em novembro de 2015. Quem está à frente dos trabalhos é o diretor geral Lucas Berggren. A empresa teve seu projeto iniciado entre 2008/2009, quando a família Berggren começou a estudar o funcionamento dos equipamentos para a montagem da fábrica e, entre 2013/2014, a família, que tem atuação na indústria têxtil, ganhou um fôlego financeiro e deu retomada definitiva ao projeto.

Produzindo cervejas de estilo clássico e outras inspiradas na Escola Americana, a Berggren Bier conta com uma fábrica piloto (com laboratório e estrutura de envase) para testar as cervejas – algo presente em poucas cervejarias do país.

Artigo: “Retrato das Crianças Leitoras”

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de press 👍 and ⭐ por Pixabay.

Descobrir que as crianças estão lendo mais e que 88% delas disseram que gostam de ler (muito – 46% ou um pouco – 42%) foi a melhor surpresa revelada pela 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Sem dúvida, uma ótima e instigante descoberta. Vemos tantas crianças em seus tablets e celulares acessando games e vídeos, que esperávamos uma redução no interesse pelos livros entre 5 e 10 anos. Mas essa garotada nos surpreendeu em muitas das respostas. Na internet, preferem os vídeos e os filmes (75%) – mas 44% das crianças também gostam de ler livros e 43% leem livros de literatura pelo menos uma vez por semana. Um pouco menos do que gibis (54%).

Outra boa transgressão às nossas crenças foi descobrir que, em cada dez crianças, cinco preferem os livros em papel, três dizem que tanto faz (papel ou digital) e menos de duas preferem o livro digital. Essas revelações mostram que, em razão das nossas crenças ou de representações equivocadas sobre o interesse da garotada, podemos estar afastando as crianças dos livros.

Muitos pais presenteiam seus filhos com games e celulares; em especial, quando têm poder aquisitivo que possibilite essas opções. Sem dúvida as crianças ficam fascinadas por esses aparelhos. Um game ou um vídeo distraem, principalmente, em ambientes ou em momentos em que esperamos que as crianças fiquem “quietas” e comportadas. Mas o que esses jogos despertam ou promovem como habilidades ou quais emoções despertam? Um especialista pode nos ajudar a analisar melhor que habilidades eles desenvolvem, mas arrisco dizer que quaisquer jogos, mesmo os digitais, despertam a vontade de ganhar, vencer, ser melhor…  Muita adrenalina e estímulos visuais e sonoros. Talvez expliquem, em muitos casos, ansiedades. Já uma história infantil desperta fantasias, imaginação, encantamento, empatia.

Difícil escolha? Pensem em qual semente querem plantar. Uma dica: 38% das crianças disseram que escolhem o livro pela capa. Mas, certamente, irão amar e guardar o livro que você escolheu. Ninguém esquece quem despertou seu encantamento pelos livros.

*Zoara Failla é coordenadora da pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro.

Retorno de público a eventos será na mesma velocidade que o de bares e restaurantes, aponta estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Justin Kilian por Pixabay.

O retorno de público aos eventos de cultura e entretenimento, paralisados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), será semelhante e no mesmo ritmo que o apresentado por bares e restaurantes, que já retomaram as atividades em quase todo o País. Isso é o que aponta novo estudo da Abrape – Associação Brasileira dos Promotores de Eventos, financiado pela Ambev e realizado em parceria com a consultoria Provokers para avaliar qual é a expectativa da população sobre a volta aos eventos promovidos pela indústria de cultura e entretenimento.

De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 15 e 23 de setembro em todo país, o número de pessoas que já frequentaram bares e restaurantes no período atingiu a marca de 41%, um crescimento de seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, feito entre os dias 4 e 10 do mesmo mês. “O estudo revela que 46% dos entrevistados têm intenção de frequentar eventos conforme forem sendo liberados. Cruzamos os dados e verificamos que o fluxo para atividades de cultura e entretenimento será no mesmo ritmo”, explica o empresário e presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior.

Já quando questionados sobre os tipos de eventos que os entrevistados voltariam a frequentar, feiras e exposições ficam em primeiro lugar (61%). Os índices apresentados por outros setores foi o seguinte: eventos esportivos (46%), shows e festivais de música (40%) e festas e eventos em casas noturnas (28%). “As promotoras e produtoras estão preparadas para retomar as atividades seguindo todos os protocolos de saúde e há um público disposto a frequentá-los. É hora de voltar com segurança e evitar o desemprego que assola o nosso setor, o mais impactado pela pandemia”, reforça Doreni.

“Estamos acompanhando as expectativas e os sentimentos dos consumidores para nos planejarmos e garantirmos que, quando o retorno gradativo dos eventos começar a acontecer, tudo seja feito com a segurança e os protocolos necessários. Mais do que pensar no retorno, nesse momento o mais importante é ouvir as autoridades de saúde e os maiores interessados nisso tudo, que são os nossos consumidores”, afirma Felipe Bratfisch, head de Marketing de Experiências e Patrocínios da Ambev.

Segurança | Esta nova pesquisa apresentou uma mudança de percepção do público em relação às medidas de segurança que devem ser tomadas pelas promotoras de eventos, em comparação com os resultados anteriores. O uso de máscara, com 68%, ainda é a mais citada pelos entrevistados. No entanto, aparecem na sequência a redução de capacidade máxima, apontada por 42% (aumento de 10 pontos), e bilheteria online, por 24% (aumento de sete pontos), superando assim a distribuição de álcool gel (24%) e medição de temperatura (17%).

O levantamento apurou que 86% dos entrevistados sentem falta de eventos; no entanto, 85% ainda acham muito arriscado ir a eventos. Então, para tornar a experiência segura, 64% das pessoas afirmam preferir eventos realizados apenas a céu aberto, sendo que 71% escolheriam eventos com até 500 pessoas.

A Abrape, em parceria com a Ambev, vai continuar promovendo a pesquisa quinzenalmente pelos próximos meses. Desde julho já foram desenvolvidos seis levantamentos. O setor de cultura e entretenimento é responsável por 4,32% do PIB nacional e reúne um universo de aproximadamente 60 mil empresas. Caso permaneçam paralisadas, o desemprego no segmento, entre formais e informais, pode atingir 3 milhões de pessoas neste mês de outubro.

Da floresta à mesa: como a agrofloresta pode criar uma produção biodiversa voltada para a alta gastronomia

Avaré, por Kleber Patricio

Os engenheiros florestais Paula Costa e Valter Ziantoni, fundadores da Pretaterra. Fotos: divulgação/Pretaterra.

Sediada em Avaré (SP) está a “fazenda gastronômica” La Ferme Moderne, especializada em produtos artesanais saudáveis, de alto valor agregado e com baixíssimo processamento industrial. Trata-se de uma visão que converge com as possibilidades da agrofloresta, já que pode ir além dos produtos básicos da agricultura e oferecer insumos para a alta gastronomia. Foi com esse foco que a Pretaterra, iniciativa que se dedica à disseminação de sistemas agroflorestais regenerativos, aportou na propriedade.

Antes dedicada à produção de cerâmica, a fazenda é hoje reconhecida por sua produção de frutíferas raras e de alto valor no mercado. Com essa base já estabelecida, a La Ferme Moderne convidou os engenheiros florestais Paula Costa e Valter Ziantoni, fundadores da Pretaterra, para colocar em prática sua expertise agroflorestal ao modelo de negócios. “Idealizamos um design biodiverso e produtivo que conservasse a essência da La Ferme Moderne e agregasse todos os benefícios socioambientais e econômicos de uma agrofloresta. Combinamos a vocação empreendedora à realidade ecológica, biológica e edafoclimática (relativa ao clima e ao solo) do Oeste Paulista para chegar a um projeto de abordagem holística que contemplasse os principais ativos do ponto de vista ecológico, social e econômico”, explica Paula. Segundo o co-fundador da La Ferme Moderne, Mauricio Sales, “a Pretaterra conseguiu entender o que gostaríamos de criar e, a partir disso, fomos formando listas e mais listas de espécies que se encaixassem no nosso projeto e que tivessem o perfil da nossa empresa”. O sistema foi pensado para a elaboração de um mosaico produtivo, com a maior diversidade possível dentro de uma lógica viável e economicamente sustentável.

Foco foi direcionado a produtos finos, como cesta de orgânicos e brindes, itens como geleias, licores, infusões de frutas nativas, especiarias, antepastos e mel.

“O foco foi direcionado a produtos finos, tais como cesta de orgânicos e brindes, itens como geleias, licores, infusões de frutas nativas, especiarias, antepastos e mel. Primou-se igualmente por madeiras de alto valor, castanhas (espécies de fluxo, as que produzem ao longo de todo o tempo de vida do sistema), café, frutíferas nativas, com alto valor nutricional e potencial uso gastronômico, ou seja raras e de possível demanda iminente”, detalha Ziantoni.

Dentre os destaques na elaboração do design, estão o processo de análise e seleção de espécies mais adaptadas, com priorização de plantas da Mata Atlântica e do Cerrado. A partir daí foi realizado um estudo com rigoroso crivo técnico para definir espécies como pitanga, araçá, limão cravo e uvaia e, em seguida, segmentados em nichos funcionais. “Espécies como castanha de cotia, ariá e alfarroba, que listamos no inicio, foram retiradas da lista geral por não existir muito conhecimento sobre seu manejo e poder comprometer a viabilidade do negócio, fato que demonstra a dedicação da Pretaterra em modelar uma produção comercialmente viável”, salienta Mauricio. Esse design agroflorestal de base foi desenvolvido para ser reproduzido e expandido em outras áreas da fazenda e, como é elástico, cada implantação pode ter uma composição de espécies e/ou um carro-chefe diferente, de acordo com a prioridade e o contexto. Também foi idealizada uma variação do sistema, um segundo design, com a inclusão de espaço ideal para as culturas agrícolas voltadas para a produção de antepastos e conservas, além de especiarias, aromáticas e condimentos.

O projeto Pretaterra junto a La Ferme Moderne contém uma robusta modelagem financeira, feita com base em um prognóstico de produção. Ela integra as inserções de dados técnicos agrícolas e agroflorestais, associados à expectativa de produtividade dentro de premissas previamente discutidas, assim como dados micro e macroeconômicos. “O ponto mais marcante do projeto era a preocupação com a sua viabilidade econômica, mas também a questão da biodiversidade. Por isso, focamos em criar um sistema bastante complexo, com variedade de espécies para que tivéssemos um fluxo de caixa interessante”, conta Mauricio Sales.

Sobre a Pretaterra | Iniciativa que se dedica à disseminação de sistemas agroflorestais regenerativos, desenvolvendo designs replicáveis e elásticos, combinando dados científicos, informações empíricas e conhecimentos tradicionais com inovações tecnológicas, construindo um novo paradigma produtivo que seja sustentável, resiliente e duradouro.

Na vanguarda da Agrofloresta, a Pretaterra projetou, implementou e modelou economicamente o design agroflorestal que ganhou, em 2019, o primeiro lugar em Sustentabilidade do Prêmio Novo Agro, do Banco Santander e da Esalq, com o case Café dos Contos, em Monte Sião (MG). Em 2018, a Pretaterra ganhou o primeiro lugar em negócios inovadores no concurso de startups no Hackatown e, em 2020, está entre os finalistas do Prêmio Latinoamerica Verde de startups e projetos inovadores em sustentabilidade da América Latina.

Para mais informações, acesse www.pretaterra.com e acompanhe as redes sociais: LinkedIn, Instagram, Facebook, Twitter e Youtube.