Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Trem da República é opção educativa nas férias de janeiro, com ingresso infantil a R$ 1

Itu, por Kleber Patricio

Passeio tem duração média de uma hora e inclui ida e volta, com embarques nas estações restauradas dos dois municípios, que hoje funcionam como espaços culturais e turísticos. Foto: Adonai Arruda Filho.

O Trem da República inicia 2026 com uma ação promocional voltada às famílias. Durante todo o mês de janeiro, crianças de até 12 anos pagam apenas R$ 1 no Pacote Ida e Volta. A promoção é válida desde que a criança esteja acompanhada de um adulto pagante. “Janeiro é um mês tradicionalmente ligado ao lazer em família. A proposta é incentivar pais e responsáveis a incluírem o Trem da República no roteiro de férias, oferecendo uma experiência educativa e acessível para as crianças”, destaca Lilian Sanches, gerente do Trem da República.

Operado pela Serra Verde Express, o Trem da República liga as cidades históricas de Itu e Salto, no interior paulista, com um trajeto ferroviário de cerca de 7 quilômetros que resgata a importância da ferrovia na Proclamação da República e no desenvolvimento econômico da região. O passeio tem duração média de uma hora e inclui ida e volta, com embarques nas estações restauradas dos dois municípios, que hoje funcionam como espaços culturais e turísticos.

Durante o percurso, os passageiros acompanham uma narrativa histórica que contextualiza o papel de Itu como berço da República e a relevância de Salto no ciclo industrial paulista, além de apreciar paisagens urbanas e trechos às margens do Rio Tietê. O passeio também inclui interação com personagens históricos, o que torna a experiência especialmente atrativa para o público infantil e para famílias que buscam atividades culturais durante as férias.

O valor do bilhete do Pacote Ida e Volta parte de R$ 90 por adulto, podendo variar conforme a categoria do vagão. A promoção do ingresso infantil não é cumulativa com outros descontos e é válida exclusivamente para o pacote completo de ida e volta, até 31 de janeiro.

O Trem da República opera regularmente de quinta-feira a domingo, com horários programados ao longo do dia. “Uma opção de passeio acessível e diferenciada para começar o ano com experiências fora do roteiro convencional”, completa Lilian.

Serviço:

Promoção de Ano Novo – Trem da República

Trajeto: Itu – Salto – Itu

Funcionamento: de quinta a domingo

Período da promoção: até 31 de janeiro

Valor: crianças até 12 anos pagam R$ 1 (com adulto pagante); bilhete adulto a partir de R$ 90 (ida e volta, conforme categoria do vagão)

Ingressos e informações: www.tremdarepublica.com.br.

(Com Francielli Xavier/Serra Verde Express)

“Um Amigo Não Imaginário” estreia no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rodrigo Régis.

Um espetáculo inédito abre a programação 2026 de teatro infantil no Sesc PinheirosUm amigo não imaginário, da Cia Navega Jangada de Teatro – uma história sobre a imaginação, amizade e laços invisíveis – fica em cartaz no Auditório, de 11 de janeiro a 22 de fevereiro de 2026 – domingos, às 15h e às 17h. Informações aqui.

A trama acompanha a jornada de três personagens bem diferentes uns dos outros: Alberto, um jovem senhor de mais ou menos 50 anos que trabalha afundado na burocracia de uma repartição pública; Nico, um amigo imaginário que nunca foi imaginado por ninguém e vive a angústia de querer ganhar vida; e Lua que, ao contrário de Nico, é uma amiga imaginária muito popular entre crianças que sempre a imaginam de diferentes formas. Do encontro desses três é que a ação se desenvolve. E um confronto divertido e poético acontece, revelando a fragilidade e a força da imaginação e como ela pode conectar mundos.

Elementos cênicos dão um colorido especial à encenação e ajudam a contar a jornada dos personagens. As composições são originais de Rodrigo Régis – uma das características da Cia Navega Jangada é usar a música como parte da narrativa, salientando e trazendo mais clima para cada cena do espetáculo.

Os figurinos são de Talita Cabral ─ que também assina a dramaturgia, a direção e o cenário, criado em parceria com Palhassada Ateliê. Enquanto o personagem principal, que trabalha em um escritório, usa roupa social, Nico e Lua usam roupas mais coloridas e assimétricas. O cenário vai nessa mesma toada. Ao longo do espetáculo ilustrações da artista Mariana Sibinel ajudam a compor o cenário, a partir de desenhos feitos por crianças, adolescentes e até adultos que vão surgindo no decorrer do espetáculo.

“O Alberto, que é esse senhor, vamos dizer assim, um pouco mais sério, que de repente se encontra com um menino, um amigo imaginário. Mas ele não imaginou esse menino, ele não sabe o que ele está fazendo dentro do quarto dele. Esse é o grande enredo da peça”, adianta Talita. “Em todos os nossos espetáculos, sem exceção, a gente pensa também no adulto, para criar identificação e fazer com que ele não seja aquele que leva a criança ao teatro e não se envolve com a história. Em Um Amigo Não Imaginário o Alberto, que trabalha ali, segunda a sexta-feira, num ambiente cinza traz o questionamento de que em qual momento ele passou a ser um pouco mais burocrático? E o porquê que ele não pode abrir as asas da imaginação dele de novo?”, completa Talita.

A Cia Navega Jangada de Teatro, fundada em 2008 em Santo André/SP, surgiu de pesquisas em teatro de animação, circo e música. Criada por Talita Cabral e Rodrigo Régis, destaca-se pelo uso da música como narrativa. Seu repertório mistura bonecos, objetos, circo, música ao vivo e linguagem não verbal.

Sinopse | Acompanhamos a jornada de um amigo invisível que observa o desejo de ser imaginado por uma criança. Sem ter sido criado por nenhuma mente infantil, ele passa a viver a angústia de ser uma figura solitária no mundo da imaginação. Ao entrar em contato com um adulto, por acaso, um confronto divertido ocorre, revelando a importância de se conectar com aquilo que não se vê.

Ficha Técnica:

Dramaturgia e direção: Talita Cabral

Composições: Rodrigo Régis

Elenco: Taynã Marquezone, Lucas Vedovoto e Thiago Ubaldo

Figurinos: Talita Cabral

Cenário: Palhassada Ateliê e Talita Cabral

Maquiagem: A Cia

Concepção e operação de luz: Junior Docini

Técnico de som: Rodrigo Rossi

Contrarregra: Lui

Ilustrações: Mariana Sibinel.

SERVIÇO

Um Amigo não Imaginário

Com Cia Navega Jangada de Teatro

Local: Sesc Pinheiros – Auditório – 3° Andar

Dias: de 11 de janeiro a 22 de fevereiro – domingos, às 15h e às 17h

Classificação indicativa: Livre

Duração: 50 minutos

Preços:  R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira). Grátis para crianças de até 12 anos.

Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros – São Paulo (SP)

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista

Como chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

(Com Gleice Nascimento/Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros)

Ilha do Bororé, localizada no extremo sul de São Paulo, é cenário de nova exposição fotográfica no MIS

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

No dia 16 de dezembro, o MIS, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura a última exposição do edital Nova Fotografia 2025 com a série “Bororé”, do fotógrafo Kaio Quinto. O projeto anual do Museu seleciona, através de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no Museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS.

O trabalho de Kaio Quinta retrata a ilha do Bororé, localizada no extremo sul de São Paulo e que concentra muita riqueza e história para a cidade. Pouco conhecida pela maioria da população paulistana, este bairro acaba sendo um contraponto diante da agitada metrópole. Hoje a ilha oferece infraestrutura para lazer, esporte e cultura.  O nome Bororé vem da língua tupi, que significa “mato fechado” ou “floresta densa”. O local era habitado pela tribo Guarulhos e Guaianás.

Sobre o artista

Kaio Quinto (São Paulo, 1992) tem formação em fotografia pelo Senac. Com uma abordagem documental, seu trabalho se debruça sobre a vida da população periférica de São Paulo, recuperando elementos do passado por meio de imagens, narrativas e personagens que contribuem para o fortalecimento e a divulgação da historiografia brasileira. Com este primeiro grande trabalho intitulado “Bororé”, consolida-se como um artista de uma nova geração que reivindica protagonismo ao retratar e documentar locais pouco vistos pelos olhos da sociedade.

Serviço:

Período expositivo: 16/12/2025 a 1/2/2026

Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h.

Ingresso: gratuito

Classificação indicativa: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da B3, Vivo, Valid, Kapitalo Investimentos, Goldman Sachs, Goodstorage, Sabesp e TozziniFreire Advogados e apoio institucional das empresas Unisys, Unipar, Volkswagen, EAÍ?! Marketing, Grupo Comolatti, Colégio Albert Sabin, PWC, TCL SEMP, Telium e Kaspersky.

(Fonte: Museu da Imagem e do Som)

O sapo que queria ser príncipe: obra de Rubem Alves retorna às livrarias em nova edição

São Paulo, por Kleber Patricio

“Os relógios não tinham uso. Pra que marcar os segundos e os minutos? Era a passagem do trem que marcava o tempo, só havia dois tempos: o antes do trem e o depois do trem. Os homens tiravam do bolsinho da calça o relógio com corrente de ouro só pra avaliar os atrasos. Mas ninguém ficava bravo. Era assim mesmo, tempo de Minas, tempo que anda sem pressa…” – Rubem Alves

Parte de um imenso legado literário, a obra O sapo que queria ser príncipe, do escritor e psicanalista brasileiro Rubem Alves, ganha nova edição. Autor com mais de 400 mil exemplares vendidos, o livro retorna ao mercado com projeto gráfico repaginado e conteúdo revisto. Importante nome nas áreas de educação, teologia e psicanálise, Alves é um dos pensadores contemporâneos mais celebrados e já conquistou o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009 com a obra Ostra feliz não faz pérola.

Para Rubem Alves, as memórias não são meros registros do passado, mas lugares aos quais qualquer pessoa pode retornar com o coração. Em O sapo que queria ser príncipe, o fio da lembrança leva leitoras e leitores pelos caminhos da juventude, quando – muito antes de ser o escritor idolatrado que se tornaria – Alves deixou o interior de Minas Gerais para descobrir o mundo, enfrentar dores, abraçar sonhos e se reinventar.

Entre lembranças e devaneios, os textos que compõem a obra não foram feitos única e exclusivamente a partir de recordações, mas, também, tecidos com poesia, filosofia e delicadeza – marca registrada do autor. Ao longo das páginas, cada experiência vivida toma a forma de observação e meditação sobre temas como vida, fé, amizade, solidão e os desejos de transformação que habitam em cada pessoa.

Atemporais, as obras de Rubens Alves provocam quem as lê a refletirem sobre a condição humana, o papel transformador de uma educação libertadora, o amor e, até mesmo, o conceito de Deus. Mesmo após 10 anos do próprio encantamento – como ele preferia chamar a morte –, os ensinamentos do escritor continuam inspirando. O legado literário de Rubem Alves conecta a essência da humanidade com a sabedoria que apenas os grandes mestres sabem oferecer, trazendo por detrás de cada crônica que integra O sapo que queria ser príncipe um convite para que se revisite a própria juventude, com tudo o que ela contém, das cicatrizes às esperanças, e ouça a voz da mocidade que já se teve um dia.

FICHA TÉCNICA

Título: O sapo que queria ser príncipe

Autor: Rubem Alves

ISBN: 978-85-422-3853-2

224 páginas

R$67,90

Editora Planeta | Selo Paidós

SOBRE O AUTOR

Rubem Alves (1933–2014) foi um pedagogo, educador, poeta, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, escritor e psicanalista brasileiro. Querido e celebrado por seus escritos, deixou um imenso legado literário. Dentre suas obras, foram publicadas pelo selo Paidós, da Editora Planeta: Rubem Alves essencial – 300 pílulas de sabedoriaAo professor, com carinho e Ostra feliz não faz pérola, esta última tendo conquistado o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009.

SOBRE O SELO PAIDÓS

Criado na Argentina em 1945, quando dois professores universitários decidiram publicar Carl Gustav Jung pela primeira vez no país, o selo Paidós passou a integrar o Grupo Planeta em 2003, chegando ao Brasil em 2020. Hoje conta com mais de 2 mil títulos lançados na Espanha e em países da América Latina. De origem grega, a palavra “paidós” significa “criança” e, assim como o espírito questionador dos pequenos, o selo tem como objetivo discutir e buscar perguntas certeiras para algumas das principais questões da humanidade com base em obras de psicologia, psicanálise, psiquiatria, neurociência e outras áreas de ciências humanas para o público geral. No Brasil, o selo conta com nomes como Christian Dunker, Contardo Calligaris, Ana Suy, Alexandre Coimbra Amaral, Geni Núñez, Alexandre Patricio, Rubem Alves, Irvin D. Yalom, Erich Fromm e Silvia Ons.

(Com Nathalia Bottino/Editora Planeta)

MAB FAAP segue com quatro exposições gratuitas até 2026

São Paulo, por Kleber Patricio

Guerreiro do Divino Amor.

MAB FAAP segue com quatro exposições gratuitas em cartaz até 2026. Duas delas, a 55ª Anual de Arte, com 38 obras de 34 estudantes, e “20 anos da Residência Artística FAAP – São Paulo: contribuições para uma coleção de arte contemporânea”, com 135 obras e 91 artistas, estão em cartaz até dia 1º de março. Já a exposição “Lance”, com 14 obras de nove artistas, segue em cartaz no Edifício Lutetia, no centro da cidade, até dia 28 de fevereiro.E o projeto Mezanino Aberto, com a exposição “Entre o desenho e a pintura”, de Caru Duprat, foi prorrogado até dia 29 de fevereiro, com mais de 40 obras da artista.

55ª Anual de Arte

Uma das mais tradicionais mostras coletivas de arte contemporânea do circuito paulista, a 55ª Anual de Artes da FAAP apresenta 38 obras de 34 estudantes do Centro Universitário, nas mais variadas linguagens, meios e suportes artísticos.

O edital para a exposição — com foco na produção visual — é aberto a todos os estudantes. As obras foram selecionadas por uma comissão formada pelas professoras Lívia Aquino, Luana Fortes, Luciara Ribeiro e o professor Marcos Moraes, também diretor do MAB FAAP, a partir de 135 inscrições feitas pelos estudantes.

Anual de Arte – Luca Freitas Rodrigues – Inconstâncias Constantes – nanquim sobre papel – 2024.

Os trabalhos são escolhidos a partir de critérios como o aprofundamento em pesquisas, a experimentação e resoluções visuais e conceituais instigantes, ainda que distintas em suas abordagens, notável dedicação nos trabalhos, tanto na produção, como nos processos de criação em diferentes linguagens.

Esta edição conta ainda com obras dos artistas convidados Gabriel Torggler e Marina Hachem, que participaram do programa da Residência Artística FAAP – Paris. O Programa premia, a cada semestre – dentre os inscritos que podem ser estudantes-, artistas formados pela instituição ou professores, para ocupar o estúdio 1422, que a instituição mantém desde 1997 na Cité Internationale des Arts, uma residência internacional localizada às margens do Rio Sena. 

Exposição 20 anos da Residência Artística da FAAP

O MAB FAAP segue até 1º de março de 2026 com a exposição “20 anos da Residência Artística FAAP – São Paulo: contribuições para uma coleção de arte contemporânea”, com 91 artistas brasileiros e internacionais que já passaram pela residência artística da FAAP. A exposição celebra duas décadas de um dos programas mais consistentes de residência artística do país, reunindo 91 artistas e 135 obras que hoje integram a coleção do MAB FAAP.

Segundo Marcos Moraes, diretor do MAB FAAP, “a mostra evidencia a potência desse espaço de experimentação e convivência que, desde sua criação, tem fomentado a produção contemporânea e ampliado os diálogos entre linguagens, práticas e contextos culturais”. 

Ali Cherri.

Entre os artistas que já passaram pela Residência Artística da FAAP estão o libanês, radicado na França, Ali Cherri, ganhador do Leão de Prata na Bienal de Veneza de 2022. Ele apresenta o vídeo Slippage, de 2007, filmado em Beirute durante a Guerra do Líbano, em julho de 2006. Em 2007, participou da Residência Artística da FAAP – São Paulo, no edifício Lutetia, decorrente do Prêmio FAAP de Artes Digitais, do qual foi o ganhador em 2005.

Exposição “Lance” – Residência Artística FAAP – São Paulo 

A exposição LANCE apresenta 14 obras de nove artistas na Residência Artística FAAP, localizada no edifício Lutetia, no centro de São Paulo. Os trabalhos foram produzidos ao longo dos meses em que os artistas estiveram em período de residência na instituição.

O título LANCE é uma referência aos deslocamentos diários – entre os andares do edifício e seus distintos espaços como os estúdios de cada artista, área de trabalho e de serviços – que geram trocas, convivência entre os artistas em residência. Os deslocamentos pela cidade e o acesso aos estúdios do Centro Universitário da FAAP também inspiraram os artistas nessas produções

Os trabalhos revelam as diferentes abordagens e experimentações de materiais, técnicas e práticas artísticas que dialogam com a cidade e com o entorno do Edifício Lutetia.

Exposição “Entre o desenho e a pintura” – Projeto Mezanino, com Caru Duprat

O MAB FAAP apresenta “Entre o desenho e a pintura”, exposição individual e inédita da artista Caru Duprat, dentro do projeto Mezanino Aberto. Com curadoria de Nancy Betts, a exposição traz um conjunto recente de mais de 40 obras da artista.

Anual de Arte – Marília Cunha de Souza – Quer espiar minha coleção – guache sobre caixas de fósforo, cola e serigrafia sobre papel-adesivado – 2024.

A mostra reúne três séries, “Águas que falam de águas”, “Águas que querem ser montanhas” e “Passagens”, que exploram a potência expressiva da aquarela. Entre transparências e densidades, Caru aproxima o gesto do desenho ao da pintura, evocando a lição dos mestres japoneses do “ukiyo-e” como Katsushika Hokusai e Utagawa Hiroshige, pintores de paisagens neste gênero que, na tradução para o português, significa “imagens do mundo flutuante”.

A partir de distintos locais como Ilha Bela, no litoral paulista, em Santorini, na Grécia, e Paraty, no litoral carioca, a artista propõe um olhar renovado sobre a paisagem. “Ao transformar a paisagem em pintura busco dar forma ao que acontece quando ela me envolve e me atravessa”, explica a artista em seu projeto.

Sobre o MAB FAAP

Desde que abriu suas portas pela primeira vez em agosto de 1961, ocupando o edifício projetado por Auguste Perret, em 1947, com a mostra “Barroco no Brasil”, o MAB FAAP se comprometeu a incentivar e divulgar a arte brasileira. Além de seu acervo próprio que conta com mais de 3.500 obras de arte a partir do final do século 19, no decorrer dos últimos anos, abrigou exposições marcantes para a história da cultura do País, como “Proposta 65”, “O Objeto na Arte: Brasil anos 60”, entre outras. Em 2024, apresentou a exposição “Desafio Salvador Dalí: Uma Exposição Surreal na FAAP, “Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil”. Em 2025, recebeu a exposição “Andy Warhol: Pop Art!”, e sediou a Conferência Res Artis 2025 – São Paulo, o maior evento dedicado às residências artísticas do mundo, realizado pela primeira vez na América Latina.

SERVIÇO:

Exposições MAB FAAP 

Até 18/1

Mezanino Aberto

Exposição “Entre o desenho e a pintura”, de Caru Duprat

Texto curatorial: Nancy Betts 

Até 1º de março de 2026

Exposição “55ª Anual de Arte” – Salão Cultural

Exposição “20 anos da Residência Artística FAAP – São Paulo: contribuições para uma coleção de arte contemporânea” – Sala Annie Alvares Penteado

MAB FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis

Horário de funcionamento:

De terça a domingo, das 10h às 18h – última entrada às 17h30

Entrada gratuita

Fechado às segundas-feiras

Acessibilidade: local acessível para cadeirantes.

Classificação etária: livre para todas as idades

Até 28 de fevereiro

Exposição “Lance”

Horário: segunda a sexta-feira, das 11h às 17h, com última entrada às 16h30

Edifício Lutetia – 1º andar

Praça do Patriarca, 78 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP, 01008-000

Entrada gratuita

Classificação etária: livre para todas as idades

*O MAB entra em recesso dia 22/12 e retorna dia 5/1

(Com Paula Corrêa/Buriti Comunicação)