Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Live para candidatos a prefeitos e vereadores traz propostas ligadas à produção de alimentos e meio ambiente

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem de Mauro Segura por Pixabay.

Nesta terça-feira, 3 de novembro, às 18h30, será realizada uma live voltada para candidatos a vereador, prefeito e suas equipes com propostas para a produção de alimentos, melhoria da alimentação e meio ambiente nos municípios. O objetivo do evento é engajar cada vez mais futuros prefeitos e vereadores nas questões do agronegócio para o fortalecimento e maior reconhecimento da importância econômica e social do setor e o papel dos municípios.

O evento online trará propostas de programas de fácil implementação e com grande repercussão para a população atendida. Serão tratados temas relacionados à produção e preparação de alimentos; aumento da produtividade com programas de incentivo ao uso de calcário e gesso no solo; piscicultura e outras criações; resíduos urbanos; turismo rural; conservação e recuperação de nascentes e seu mapeamento; conservação do solo rural e margem de estradas erradicação de erosão em áreas de expansão urbana e reflorestamento em beiras de estradas e maciços urbanos, entre outros.

A programação será conduzida pelo engenheiro agrônomo Guido José da Costa, profissional com grande expertise em desenvolvimento local. Ele foi diretor de Pescado da Ceagesp, participou do Conselho da Codasp – Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo e do início da Agrishow. Foi orientador de eletrificação rural nas regiões de Jales e Promissão pelo DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica e presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (Aeasp).

Os interessados podem se inscrever pelo link: https://cutt.ly/9gUzAHF.

Museu da Imaginação reabre com exposições para crianças

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Orientado pelos protocolos de reabertura do Governo do Estado de São Paulo, o Museu da Imaginação retomou suas atividades no último sábado, 31, com programação de quatro exposições e estações lúdicas.

As exposições estão divididas em Mondrian: do Figurativo ao Abstrato (nessa exposição, os visitantes brincam e aprendem entre as linhas, formas geométricas e cores primárias do artista Mondrian); Leonardo da Vinci: Traço de um Gênio, que, de forma lúdica, trabalha tanto o lado artístico quanto o lado inventor do pintor renascentista. Sempre com interação entre obra e público, em Mergulho com Monet, a artista Coca Rodriguez Coelho convida a investigar possibilidades do imenso espaço negro com linhas e contornos que refletem as ninfeias de Claude Monet enquanto, no Espaço Multikids, é possível aprender montando, se divertindo e interagindo enquanto se criam mundos e histórias. Estações Lúdicas é um espaço de encontro totalmente voltado ao livre brincar de caráter colaborativo, social e integrativo. As estações pensam o brincar como uma forma de construção de conhecimento por meio de experiências e sensações, que incentivam a autonomia, o movimento do corpo e a superação de limites por meio de brincadeiras e desafios.

Durante todo o tempo em que permaneceu fechado, o Museu desenvolveu uma programação criativa nas redes sociais e essas atividades continuam on line com a estreia de dois programas novos: o Pincelando, que vai apresentar curiosidades sobre a história da arte e vida de artistas famosos quinzenalmente às terças-feiras, às 18h; na Biblioteca de Mundos, o Museu vai apresentar histórias para entreter toda a família, quinzenalmente às segundas, quartas e sextas-feiras, às 18h.

O Museu da Imaginação é um local de cultura e lazer que incentiva a união entre a arte e o brincar. Aberto em janeiro de 2017, está localizado no bairro da Lapa, em São Paulo. O espaço promove a experiência com a arte e, principalmente, o resgate do livre brincar. A brincadeira não é apenas uma dinâmica interna da criança, mas uma atividade dotada de um significado social que necessita de aprendizagem.

Algumas das medidas adotadas:

– Termômetros, para medir a temperatura de funcionários e visitantes na chegada ao Museu;

– Totens para álcool gel distribuídos pelo Museu e com alavanca para pessoas com deficiência;

– Tapete sanitizante;

– Placa com lotação máxima (30% da capacidade);

– Marcações no chão para guiar os visitantes pelo Museu, com a indicação de distanciamento mínimo de 1,5 metros entre as pessoas e o princípio geral da não aglomeração (filas, banheiros, oficinas e escadas);

– Vendas de ingresso somente online (sem taxa de conveniência).

Serviço:

Museu da Imaginação

Endereço: Rua Ricardo Cavatton, 251- Lapa – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2645- 7590

Horário de funcionamento: de quarta a domingo; primeiro período (manhã) das 10h às 13h e segundo período (tarde) das 14h às 17h

@museudaimaginacao

http://www.museudaimaginação.com.br

Valores:

Vendas de ingresso somente online (sem taxa de conveniência)

Criança Meia Entrada R$70,00

Adulto Inteira: R$50,00

Adulto Meia Entrada: (idoso, professor da rede pública de SP, estudante acima de 18 anos e pessoas com deficiência acima de 18 anos): R$25,00

Adolescente de 13 a 17 anos Meia Entrada: valor promocional de R$50,00

Criança com deficiência de 2 a 12 anos: valor promocional R$39,00

Bebê de 0 a 1 ano e 11 meses: gratuito mediante apresentação de RG ou certidão de nascimento.

Escola de moda e arte Dossier Arts and Fashion Education abre as portas em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Giovanni Frasson e Amir Slama na Dossier Arts and Fashion Education.
Foto: Debby Gram.

A partir deste mês, o bairro do Jardins, em São Paulo, passa a abrigar a sede da Dossier Arts and Fashion Education, escola livre de moda e arte idealizada por um dos grandes nomes do jornalismo de moda no Brasil, Giovanni Frasson, ao lado das sócias Alexandra von Bismarck, diretora artística, e Livia Oura, diretora de comunicação. Inaugurada neste ano, a instituição vinha funcionando desde julho por meio de uma programação especial de cursos online, enquanto abrir o endereço físico ainda era inviável por conta da pandemia, e agora amplia seu cardápio com novos cursos e professores no campus.

Com controle de alunos e respeitando todas as normas das autoridades locais, o espaço de 120 m² passa a receber as maiores autoridades de moda, inovação e arte do país. Além do próprio Giovanni, que há mais de 30 anos serve de inspiração com seu trabalho de styling em publicações como Nova e Vogue, criação de campanhas e direção de desfiles, a Dossier anuncia o retorno de Amir Slama às salas de aula como professor, após quase 30 anos sem exercer o ofício – antes de fundar a Rosa Chá, em 1993, o renomado estilista de moda praia lecionava História, sua área de formação, e agora retoma seu antigo talento para compartilhar a paixão que lhe rendeu fama internacional: Beachwear.

Slama terá como colega a figurinista Paula Iglecio, que irá ministrar o curso de Figurino. Formada em estilo e desenho de Moda na Esmod Paris, com mestrado em Têxtil e Moda pela USP, passou por revistas como Vogue Brasil, Vogue Paris e Elle e migrou para área de figurino na TV e no cinema há mais de 20 anos, tendo no currículo trabalhos com grandes diretores como Fernando Meirelles, Anna Muylaert e Ugo Giorgetti. Mais cursos incluem Inteligência Emocional, com a coach Christina Luna, Básico de Fotografia, com o fotógrafo Marcel Valvassori, e Oficina de Criatividade, com Alexandra Von Bismarck e Livia Oura, entre outros.

Os sócios Alexandra von Bismarck, Livia Oura e Giovanni Frasson. Foto: Guto Carneiro.

A infraestrutura da escola conta com cinco salas de aula, além de espaço para oficinas e disciplinas práticas. São 11 cursos no total, entre online e presenciais, que englobam desde moda até fotografia e mentoria, com investimento a partir de R$1.850,00. Para conferir a grade completa da Dossier, informações dos cursos e currículo dos professores, acesse https://dossierartsandfashion.com/.

Serviço:

Dossier Arts and Fashion Education

Rua Ministro Rocha de Azevedo, 1334, 2º andar – Jardins – São Paulo/SP

Horário de funcionamento: (consultar grade)

Contato: +55 (11) 95050-6101 (WhatsApp) / dossier@dossierartsandfashion.com

Matrículas: https://dossierartsandfashion.com/.

Sobre os sócios

Giovanni Frasson | consultor de moda e diretor criaivo, ingressou na moda no início da década de 80 na revista Nova. Atuou na Vogue por mais de 20 anos. Foi responsável por consultoria, edição, concepção de desfiles e campanhas de marcas como Rosa Chá, Zoomp, Iódice, Colcci, Huis Clos, G, Fit, Carlota Joaquina, Cris Barros, Coca-Cola Clothing, Vizzano, Beneduci, Ellus, Natura, O Boticário, Avon, Absolut, C&A, Revista I (Shopping Iguatemi) e Village Mall. Em 2016, lançou o livro Dez mil novecentos e cinquenta dias de moda, pela Editora Luste, que reúne imagens de 30 anos de carreira frente à revista Vogue. Desde 2018 edita a Frasson Gallery, primeira revista de moda digital da América Latina. Prêmios: melhor stylist e melhor editor de moda no Prêmio Phytoervas Fashion Awards 1998; melhor editorial de moda no Prêmio Editora Globo de Jornalismo 2013; melhor editorial de moda e homenagem Lifetime Achievement Awards no Prêmio Editora Globo de Jornalismo 2014.

Alexandra von Bismarck | formada em Artes Plásticas na FAAP, viveu de 1992 a 2000 em Paris, onde cursou moda no renomado Studio Berçot, de Marie Ruckie e estagiou para estilistas como Christian Lacroix, Chanel, Martin Margiela e Vivienne Westwood. Trabalhou com o diretor de arte francês Marc Ascoli, atuando em projetos para clientes como Martine Sitbon, Yohji Yamamoto, Jil Sander e Hugo Boss. Atuou em editoriais da Vogue Hommes International e com fotógrafos como Nick Knight, Peter Lindbergh e Mario Testino. Em 2000, voltou ao Brasil e associou-se a Giovanni Frasson para projetos de consultoria e na Frasson Gallery, além da curadoria de imagens do livro Dez mil novecentos e cinquenta dias de moda.

Livia Oura | cursou Administração de Empresas na FGV-SP. Ao final do curso, estagiou na You by MO, confecção infantil do grupo Green by Missako, onde sua trajetória na moda começou. Atuou na Hope Lingerie por quase 7 anos, colaborando na construção de diversas marcas do grupo: Gisele Bündchen Intimates, NU Bodywear, Hope Resort e Bonjour. Atualmente é sócia de Alexandra von Bismarck através da Sê-lo AVB.

Conservatório de Tatuí abre inscrições para o 1º Tatuí MPB/Jazz Festival

Tatuí, por Kleber Patricio

O Conservatório de Tatuí – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo – promove, de 16 a 21 de novembro, o 1º Tatuí MPB/Jazz Festival. O evento será integralmente realizado em ambiente virtual e traz uma programação variada de workshops, master classes, mesa-redonda e entrevistas ao vivo (lives) com músicos consagrados do Brasil e do Exterior. As atividades pedagógicas têm vagas limitadas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 10 de novembro pelo site www.conservatoriodetatui.org.br/espaco-do-aluno. “O Festival foi pensado com o objetivo de agregar conhecimentos de estudo e carreira para alunos em formação e músicos já formados, além de promover intercâmbio cultural entre os artistas, professores convidados e os participantes inscritos. Em tempos de pandemia e isolamento social, vamos aproveitar a tecnologia para aproximar pessoas e investir no aprendizado”, comenta o coordenador do Festival e da Área de MPB/Jazz do Conservatório de Tatuí, Prof. Cláudio Sampaio “Cambé”.

A programação começa no dia 16 de novembro, segunda-feira, às 14h, com Workshop de Trombone ministrado por Valdir Ferreira, que foi fundador da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e hoje é professor na Fundação das Artes de São Caetano do Sul e da Escola do Auditório Ibirapuera, além de integrar a Banda Mantiqueira. Às 16h, Master Class de Trombone com Fabio Oliva, formado no Conservatório de Tatuí e hoje trombonista dos grupos instrumentais Noneto de Casa, André Marques Sexteto, Marcel Bottaro Quinteto, André Peloso Quarteto, Nelson Ayres Big Band, Rafael Piccolotto de Lima e a Orquestra Urbana Big Band e Hermeto Pascoal Big Band. Às 19h, live Pioneirismo no Brasil – Big Band Reteté, com Paulo Malheiros, ex-professor do Conservatório de Tatuí que atualmente é músico e arranjador dos grupos Soundscape Big Band, Reteté Big Band, Hermeto Pascoal Big Band, Orquestra Jazz Sinfônica e Grupo Quebra Cuia.

Na terça-feira, dia 17, às 10h, workshop Como tocar em naipe, com o trompetista, pianista, compositor e produtor musical Fran Rivero (Espanha), professor do Conservatório de Música “Ana Valler” de Utrera (Sevilla), integrante do Hispania Brass Quintet, da Orquesta Sinfónica de Utrera e Orquesta Hispalense da Universidade de Sevilla. Às 14h, workshop Improvisação, com o trompetista Mark Upton (Inglaterra), professor da Royal Marines School of Music e músico da James Bond Tribute Band ‘Q The Music’, Syd Lawrence Orchestra, The Gordon Campbell Big Band e Back to Basie Band, entre outras. Às 19h, live Pioneirismo no Brasil – Banda Urbana, com João Lenhari, que é arranjador, compositor e trompetista da Banda Urbana, Banda Jazzco, Nelson Ayres Big Band e Orquestra Urbana, além de inúmeras outras atuações.

Na quarta-feira, dia 18, às 14h, workshop Percussão na Big Band, com Vinícius Barros, professor da Faculdade Souza Lima e IPT e chefe de naipe da Orquestra Jazz Sinfônica Brasil, além de ter acompanhado o saxofonista Branford Marsalis em turnê pelos Estados Unidos e tantos outros nomes consagrados. Às 16h, workshop Bateria na Big Band, com Celso Almeida, professor da Escola Auditório Ibirapuera que participa do BRS Quartet em parceria com o site americano de ensino musical online Open Studio, entre outros, além de atuar no quarteto de Rosa Passos e na Banda Mantiqueira.

Na quinta-feira, dia 19, às 14h, Master Class de Clarinete, Flauta e Saxofone com Mauricio de Souza, que é professor e diretor de uma Big Band na Escola Municipal de Música de São Paulo, atuou como compositor, arranjador e músico da execução da trilha sonora do filme Quincas Berro d’Água, entre outras produções. Às 17h, workshop especial Luteria, Manutenção etc., com Marcos Antônio Padovani, luthier e proprietário da Padovani Music, empresa patrocinadora do 1º Tatuí MPB/Jazz Festival. Às 19h, live Pioneirismo no Brasil – Big Band SoundScape, com Samuel Pompeo, que é professor da Escola Municipal de Música de São Paulo, professor convidado do festival Fiato Al Brasile, na Itália, lidera o Samuel Pompeo Quinteto e integra a SoundScape Big Band, a Banda Urbana e o BandoOzonze.

Na sexta-feira, dia 20, às 4h, workshop Piano Brasileiro, com Léo Ferrarini, que é professor do curso de Piano MPB/Jazz e integrante do grupo Jazz Combo do Conservatório de Tatuí, autor do livro Guia Prático do Piano Brasileiro Volume 1 – Ernesto Nazareth (2017). Às 16h, workshop Contrabaixo, com Zé Alexandre, professor do Departamento de Música da Unicamp e autor de material didático para os Projetos Guri e BASF, além de tocar com o músico Toninho Ferragutti e com a cantora Ná Ozetti. Às 19h, live Master Class Guitarra na Big Band, com Fernando Correa, que atua como professor na Faculdade Santa Marcelina (FASM) e é autor de livros didáticos e música da Orquestra Jazz Sinfônica Brasil.

No sábado, dia 21, às 14h, live Pioneirismo e Carreira Universitária, com Toddy Murph (EUA), diretor de bandas da Life Christian Academy, músico da Oklahoma City Symphonic Band e doutorando na Liberty University. Às 16h, live Vida acadêmica e carreira internacional, com Fabio Gouvea (Basileia Suíça), professor do Conservatório de Tatuí e integrante do programa Focus Year, com vários concertos e gravações no currículo. Às 19h, a mesa-redonda Os desafios musicais de hoje e de amanhã encerra o 1º Tatuí MPB/Jazz Festival, com participação de professores do Conservatório de Tatuí e Convidados.

Inscrições

Os workshops e master classes serão realizados em plataforma de videoconferência, com salas virtuais limitadas a 350 pessoas. Por isso, os interessados em acompanhar devem se inscrever no site do Conservatório de Tatuí e será respeitada a ordem de inscrição. Também há vagas para estudantes que queiram atuar nas Master Classes como participantes ativos. O regulamento, programação e ficha de inscrição estão disponíveis no site www.conservatoriodetatui.org.br/espaco-do-aluno.

Todas as lives serão transmitidas nos canais e páginas oficiais do Conservatório de Tatuí e podem ser acompanhados pelo YouTube (http://www.youtube.com/user/VideosConservatorio), Facebook (http://www.facebook.com/conservatoriotatui) ou Twitter (http://www.twitter.com/musicatatui). O 1º Tatuí MPB/Jazz Festival do Conservatório conta com patrocínio de Padovani Music.

Serviço:

1º Tatuí MPB/Jazz Festival do Conservatório de Tatuí

Data: 16 a 21 de novembro de 2020

Padovani Music, patrocínio

Cláudio Sampaio “Cambé”, coordenação

Inscrições: até 10 de novembro de 2020

Link: http://www.conservatoriodetatui.org.br/espaco-do-aluno

Inscrições gratuitas

Conservatório de Tatuí

Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP

Tel.: (15) 3205-8444

Funcionamento:

Conservatório de Tatuí: segunda a sexta, das 8h às 17h e das 18h às 22h

Bilheteria/Teatro Procópio Ferreira: terça a sexta, das 13h30 às 17h30 e das 19h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 15h às 21h

Ingressos: todos os eventos realizados pela instituição têm entrada gratuita

http://www.conservatoriodetatui.org.br.

Bienal de SP anuncia exposição presencial no Pavilhão Ciccillo Matarazzo

São Paulo, por Kleber Patricio

Pavilhão Ciccillo Matarazzo – 18/1/2020. Crédito da foto: ©Levi Fanan/Fundação Bienal de São Paulo.

Acompanhando o calendário de reabertura das instituições culturais da cidade de São Paulo, a Fundação Bienal apresenta a mostra Vento de 14 de novembro a 13 de dezembro de 2020 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo como parte da programação da 34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu canto. No dia 13 de novembro, às 18h, uma performance de Paulo Nazareth no edifício fechado (sem público presencial), que poderá ser acompanhada pelo público ao vivo pelo Instagram da Bienal, marca a abertura da exposição. Para a mostra, a Fundação Bienal está seguindo rigorosamente os protocolos sanitários estabelecidos para o setor cultural e a visitação se dará mediante agendamento.

Concebida a partir de conceitos como o de “relação”, a 34ª Bienal de São Paulo adotou uma estrutura de funcionamento inovadora, expandindo-se no espaço (por meio da parceria com instituições culturais da cidade e do exterior) e no tempo (com a realização de mostras e ações apresentadas no Pavilhão da Bienal a partir de fevereiro de 2020). Embora a agenda de exposições individuais tenha sido interrompida com a chegada da pandemia de Covid-19 e a dinâmica da rede de instituições parceiras também tenha sido adaptada de acordo com o calendário expositivo de cada um desses espaços, os preceitos norteadores desta edição se mantiveram os mesmos.

Com o adiamento da exposição coletiva para 2021, a 34ª Bienal se estendeu ainda mais no tempo e incorporou o espaço desmaterializado da internet como palco de uma série de ações inéditas que ampliaram seu programa inicial. Assim como aconteceu com sua extensa programação digital, a apresentação de Vento sinaliza um ajuste de rumo – não uma interrupção ou o início de um novo movimento – do projeto curatorial inicial desta edição. Enquanto responde a mudanças vividas pela sociedade como um todo, este ajuste é condizente com um projeto que desde seu início se propôs a mostrar-se acessível à reflexão pública, encarando-se como um ensaio aberto.

Jacopo Crivelli Visconti, curador geral da 34ª Bienal de São Paulo, explica que Vento funciona como o índice desta edição da Bienal, no sentido de que aponta alguns dos temas que voltarão expandidos na exposição de setembro do ano que vem e, ao mesmo tempo, se refere ao que já aconteceu, assim como o índice constitui, em semiótica, o rastro”. O curador adjunto Paulo Miyada complementa: “O projeto desta Bienal sempre teve a intenção de mostrar as mesmas obras mais de uma vez, em contextos e momentos distintos, para enfatizar que nada permanece idêntico, nem as obras de arte, nem o público, nem o mundo ao redor. Este movimento começa a se concretizar com esta exposição, ganha força com as mostras da rede que passam a ser apresentadas a partir de agora e deságua em setembro do ano que vem”.

Para José Olympio da Veiga Pereira, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, “a Bienal desempenha um papel muito significativo na vida cultural da cidade. Durante o período de isolamento social mais acentuado, nós intensificamos e diversificamos nossa programação digital, por acreditarmos que o contato com a arte é essencial para a sociedade, em especial em momentos de crise. Agora, realizamos esta exposição e reabrimos o Pavilhão com o mesmo intuito – o de criar oportunidades para que estejamos juntos, de uma maneira segura, ao redor de obras de arte que podem nos ajudar a processar, individual e coletivamente, o momento único que estamos vivendo”.

Figuram em Vento 21 artistas, sendo 10 nomes divulgados agora: Alice Shintani (1971, São Paulo, SP), Ana Adamović (1974, Belgrado, Sérvia), Eleonore Koch (1926-2018, Berlim, Alemanha), Gala Porras-Kim (1984, Bogotá, Colômbia), Jacqueline Nova (1935-1975, Gante, Bélgica), Koki Tanaka (1975, Kyoto, Japão), Luisa Cunha (1949, Lisboa, Portugal), Melvin Moti (1977, Roterdão, Países Baixos), Musa Michelle Mattiuzzi (1983, São Paulo, SP) e Paulo Nazareth (muitas datas, Watu Nak, Vale do Rio Doce, MG).

Os 11 participantes de Vento já anunciados como artistas da 34ª Bienal são: Antonio Dias (1944, Campina Grande, PB), Clara Ianni (1987, São Paulo, SP), Deana Lawson (1979, Nova York, EUA), Edurne Rubio (1974, Burgos, Espanha), Jaider Esbell (1979, Normandia, RR), Joan Jonas (1936, Nova York, EUA), León Ferrari (1920-2013, Buenos Aires, Argentina), Neo Muyanga (1979, Joanesburgo, África do Sul), Regina Silveira (1939, Porto Alegre, RS), Ximena Garrido-Lecca (1980, Lima, Peru) e Yuko Mohri (1980, Kanagawa, Japão). Simultaneamente à mostra, trabalhos de Antonio Dias e Joan Jonas também poderão ser vistos no MAM SP e na Estação Pinacoteca, respectivamente, em mostras individuais que integram a rede de parcerias institucionais da 34ª Bienal.

Além disso, até fevereiro de 2021, seis outros artistas agora anunciados integram as ações que dão continuidade à programação digital inédita concebida pela Fundação Bienal após a decisão de adiar para 2021 a mostra principal da 34ª Bienal de São Paulo: Jaune Quick-to-see (1940, Montana, EUA), Lydia Ourahmane (1992, Saïda, Argélia), Naomi Rincon Gallardo (1979, Carolina do Norte, EUA), Sebastián Calfuqueo Aliste (1991, Santiago, Chile), Sung Tieu (1987, Vietnã) e Uýra Sodoma (1991, Santarém, Pará). A programação e participantes de março a agosto de 2021 serão divulgados oportunamente. Para saber mais sobre essa sobre a programação digital e a exposição Vento, entre na landing page A Bienal tá on.

Sobre Vento

A exposição, que inaugura a dinâmica de organização das obras ao redor de enunciados (objetos com histórias complexas que sugerem leituras multifacetadas), é intitulada a partir do filme Wind [Vento] (1968), de Joan Jonas. No filme, a artista norte-americana registrou os esforços de um grupo de performers para executar uma coreografia na praia de Long Island, em Nova York, em um dos dias mais frios de 1968. De acordo com Jacopo Crivelli Visconti, curador geral da 34ª Bienal, “O filme não retrata apenas a performance, ele retrata o vento: o papel dos dançarinos, nesse sentido, é tornar o vento visível. Às vezes é preciso colocar algo no vazio para que ele se revele cheio de coisas que não podemos tocar ou ver. Já havíamos decidido exibir esta obra na exposição coletiva da 34ª Bienal (e ela poderá ser vista novamente pelo público no ano que vem), mas agora, no contexto em que vivemos, ela ganhou muitas novas camadas de leitura e interpretação possíveis”.

Um dos aspectos mais marcantes desta exposição é a sua montagem: para a mostra, ao contrário do habitual, não será construída nenhuma parede expositiva e a arquitetura do Pavilhão Ciccillo Matarazzo ficará em seu estado natural, acolhendo as obras diretamente, sem elementos que possam criar uma mediação entre a escala humana dos trabalhos e as dimensões monumentais do Pavilhão. Ao incluir, em grande parte, obras desmaterializadas (em áudio ou vídeo), a exposição busca ressaltar uma sensação de espaço e distância que raramente pode ser experimentada pelo público nas exposições e eventos realizados no edifício.

O formato dialoga com o momento atual tanto por ter sido concebido como uma maneira de facilitar o distanciamento social quanto por suas motivações conceituais: “a distância entre os trabalhos convida o público a olhar não apenas para as obras, mas também para o espaço entre elas, e a ler nesse gesto uma ressonância poética da necessidade de se afastar dos outros e do mundo. Ao mesmo tempo, confiar que poucas obras irão preencher um espaço tão grande é apostar na capacidade da arte de reverberar infinitamente, o que a torna uma ferramenta insubstituível para enfrentar e superar momentos sombrios como os que vivemos”, explica Crivelli Visconti.

A relação entre visto e não visto, material e imaterial também se faz presente na apresentação da performance de Paulo Nazareth [A] LA FLEUR DE LA PEAU [A] A FLOR DA PELE] (2020), inédita no Brasil. Como forma de marcar a abertura da exposição sem, no entanto, gerar aglomerações, a performance será realizada no Pavilhão fechado no dia 13 (sexta), às 18h e transmitida ao vivo pelo Instagram da Fundação Bienal. Na obra, pessoas não brancas perfuram um saco de farinha de trigo e reorganizam o pó branco na forma de círculos pela varredura, problematizando, de forma simbólica, relações coloniais de poder, tanto pelos gestos e corpos em cena quanto pela alusão aos diversos significados e usos atribuídos ao círculo (e à geometria) por diferentes sistemas de conhecimento, ocidentais e orientais. A partir do dia seguinte, o público poderá ver, no espaço, o resíduo da ação dos performers, que se transformará ao longo do período expositivo pela ação das correntes de ar do interior do Pavilhão.

Como mencionado acima, outro aspecto a ser ressaltado nesta etapa da Bienal é o fato de que ela inaugura a dinâmica de organização das obras ao redor de enunciados, objetos com histórias complexas que sugerem leituras multifacetadas, a qual será expandida na mostra coletiva de 2021. Em Vento, a curadoria recorre a dois desses enunciados para criar ressonâncias e ecos: o Sino de Ouro Preto (já apresentado na publicação educativa desta edição, Primeiros ensaios) e os cantos tikmũ’ũn.

Representado na exposição por um vídeo inédito comissionado pela Fundação Bienal, o Sino de Ouro Preto, fundido na Alemanha em 1750, localiza-se no campanário da Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos, mais conhecida como Capela do Padre Faria, em Ouro Preto (MG). Em 21 de abril de 1792, data da execução de Tiradentes, o principal líder da Inconfidência Mineira, esse sino foi o único da colônia a tocar, em aberta contravenção à ordem oficial que proibia qualquer homenagem ao apontado inimigo da coroa portuguesa. Com a independência do Brasil e a proclamação da República, o mártir mineiro foi declarado herói nacional e o sino que o homenageou passou a ser considerado um símbolo da luta pela independência, a tal ponto que em 1960, noutro 21 de abril, foi levado a Brasília, içado ao lado da cruz usada na primeira missa no Brasil e tocado na inauguração da nova capital. Em Vento, serão agrupadas ao redor da imagem do sino e, ocasionalmente banhadas por seu som, obras criadas em épocas e lugares distintos que aludem ao retorno, como tragédia ou como farsa, de momentos sombrios e à necessidade de opor a eles, de forma literal ou simbólica, ideias, corpos e cantos.

Em sua primeira aparição no âmbito da 34ª Bienal, gravações de alguns cantos rituais tikmũ’ũn serão incorporadas à exposição para servir de contraponto poético e catalisador simbólico para um conjunto de obras que têm entre seus disparadores uma reflexão sobre a memória. Os Tikmũ’ũn, ou Maxakali, são um povo indígena originário de uma região compreendida entre os atuais estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Após inúmeros episódios de violências e abusos, recorrentes desde a época colonial, os Tikmũ’ũn chegaram a beirar a extinção nos anos 1940 e, forçados a abandonar suas terras ancestrais para sobreviver, estão hoje divididos em aldeias distribuídas no Vale do Mucuri (MG). Os cantos organizam a vida nas aldeias, envolvendo sua rica cosmologia – constituindo quase um índice de todos os elementos que estão presentes em suas vidas, como plantas, animais, lugares e objetos. Grande parte desses cantos é executada coletivamente e, muitas vezes, são destinados à cura. O ato de cantar se torna, entre os Tikmũ’ũn, parte integral da vida, porque é por meio do canto que se preservam as memórias e se constitui a comunidade.

34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu canto

Exposição Vento

14 de novembro a 13 de dezembro de 2020

performance de Paulo Nazareth [A] LA FLEUR DE LA PEAU [A] A FLOR DA PELE] em 13 de novembro, às 18h, pelo Instagram @bienalsaopaulo

Visitação mediante agendamento (a partir de 11/11/20 pelo site 34.bienal.org.br)

qua, sex, sáb, dom, 11h – 19h; qui, 11h – 20h

*o horário das 11h-12h tem como público prioritário idosos e pessoas em grupo de risco

Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera

Entrada gratuita

Exposição Faz escuro mas eu canto

4 de setembro a 5 de dezembro de 2021

Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera

Entrada gratuita

Equipe curatorial

Curador geral: Jacopo Crivelli Visconti

Curador adjunto: Paulo Miyada

Curadores convidados: Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez

Editora convidada: Elvira Dyangani Ose, em colaboração com The Showroom, London

O título da 34ª Bienal de São Paulo, Faz escuro mas eu canto, é um verso do poeta Thiago de Mello.