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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Xuxa Meneghel conta sua história

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Brunno Rangel.

Com as famosas “xuquinhas” no cabelo e chegando em uma nave, Xuxa conquistou uma legião de fãs nos anos 80 e segue, até hoje, como um dos rostos – e nomes – mais famosos do mundo. Em Memórias ela não se esconde: conta desde a infância – e os terríveis abusos que sofreu –, namoros famosos (como Pelé e Ayrton Senna), o estouro na Globo com o Xou da Xuxa, as polêmicas, além de seu ativismo pela causa animal e pelos direitos das crianças, o nascimento de Sasha, até chegar aos dias atuais.

Nesta obra lançada pela Globo Livros, Xuxa escreve sem meias palavras e de coração aberto. As páginas estão repletas de fatos, impressões, sentimentos. E mostra que nem tudo é glamour na vida de uma estrela de sua magnitude: ela fala de perdas e do trabalho árduo para chegar onde está. “Cada indivíduo é único. E só posso contar o que eu vivi. O que eu penso. Quem eu sou. E quais as graças que tive em minha trajetória até aqui. Não tenho terapeuta, então quem sabe essas próximas linhas não sirvam também como uma terapia?”, diz ela, logo no começo da obra.

Rita Lee, primeira pessoa a ler as memórias de Xuxa, destaca justamente a honestidade da apresentadora: “Ler as memórias de Xuxa é como assistir a um filme sobre uma atriz hollywoodiana que começou ralando na vida e quis o destino que se tornasse uma deusa superstar. Conhecendo os pormenores de suas aventuras, que, aliás, escreve com coragem e honestidade, entendo melhor essa mulher estonteantemente bela e os momentos nem sempre fáceis pelos quais passou”, diz a rainha do rock em um trecho do texto que escreveu para a orelha da capa da obra.

Memórias traz ainda outra surpresa: mais de 100 fotos selecionadas por Xuxa, muitas delas inéditas e de seu acervo pessoal. A capa também foi concebida pela apresentadora, que doará os royalties deste livro para a Aldeia Nissi, em Angola e para santuários de animais resgatados de maus-tratos no Brasil.

Título: Memórias

Autora: Xuxa Meneghel | Páginas: 272 | Formato: 16 x 23 cm

ISBN: 978-65-5567-015-8 | Preço: R$44,90.

‘Câncer com Ciência’ oferece conteúdo gratuito para pacientes

Brasil, por Kleber Patricio

Com o objetivo de proporcionar acesso à informação gratuita e confiável para pacientes, familiares e cuidadores, o 2º Congresso Digital para Pacientes com Câncer do Brasil – Câncer com Ciência acontece entre os dias 1 e 30 de novembro.

Com abrangência nacional, o congresso digital oferece mais de 150 palestras de forma gratuita por meio da plataforma www.cancercomciencia.com.br. Para participar, basta se inscrever e acessar o conteúdo que estará totalmente disponível durante o mês de novembro. “São muitas as necessidades dos pacientes com câncer e informação confiável é, sem dúvida, uma delas. O paciente bem informado torna-se agente ativo em seu tratamento. O Câncer com Ciência oferece palestras dos melhores especialistas do Brasil e tem parceria com associações de pacientes divulgadoras em todas as regiões. A capilaridade do congresso digital é fantástica; já na primeira edição tivemos audiência em todos os estados brasileiros. Esse ano chegamos ainda mais fortes”, comenta, Anete Ortiz, gestora geral do Câncer Com Ciência.

Os conteúdos são apresentados de forma simples e clara por mais de 25 palestrantes, especialistas em suas áreas. São informações para esclarecer as dúvidas mais comuns dos envolvidos com a doença, como direitos dos pacientes, alimentação, exercícios, sexualidade feminina e masculina, medicina integrativa, cuidados paliativos, papel de cuidadores, coach câncer, pesquisa clínica, paciente participativo e dicas dos enfermeiros, entre outros e traz também conteúdos específicos para mais de 20 tipos de câncer: sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis, novas opções que estão em pesquisa e como lidar com efeitos colaterais dos tratamentos, depoimentos de pacientes que superaram a doença, além do espaço para a audiência enviar dúvidas.

Entre os patrocinadores do congresso estão as farmacêuticas Roche, Bristol, Lilly, GSK e LIBBS, BIOLAB e Astellas. O projeto ainda conta com a divulgação de 22 associações parceiras em todas as regiões do Brasil.

Serviço:

2º Congresso Digital para Pacientes, Familiares e Cuidadores – Câncer com Ciência

Datas: de 1 a 30 de novembro de 2020

Valores: gratuito

Informações e inscrições: http://www.cancercomciencia.com.br

Página do Facebook: http://www.facebook.com/comcienciaonline.

Sobre Execution Health

Agência de comunicação para a área de saúde que desenvolve estratégias aliando criatividade, soluções de colaboração e inteligência cognitiva com o compromisso de geração de impacto social. Empresa híbrida brasileira que reúne o poder do impacto social com negócios rentáveis e um percentual dos lucros de todos os projetos é destinado para a Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia.

Japan House São Paulo e Embaixada do Brasil em Tóquio estreiam espetáculo teatral japonês inspirado na literatura de cordel

São Paulo, por Kleber Patricio

Estreia da peça “Lampião Nô Inferno”. Fotos: Kageaki Smith.

Em uma parceria especial, a Japan House São Paulo e a Embaixada do Brasil em Tóquio promovem, no dia 29 de setembro, às 20h, no canal do Youtube da instituição cultural, a estreia, no Brasil, do espetáculo teatral japonês Hell Says Noh (Lampião Nô Inferno), de fusão artística com a literatura de cordel brasileira. No dia 30, às 20h, será realizada uma live exclusiva sobre a apresentação, com a presença da diretora e do ator principal da peça e mediação de Angela Mayumi Nagai, especialista brasileira no Teatro Nô, e de Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo.

Apresentada no Japão em novembro passado, no marco da ponte olímpica do Rio a Tóquio, a produção teatral Hell Says Noh (Lampião Nô Inferno) foi concebida pela Embaixada do Brasil em parceria com a diretora e especialista em Nô, Soraya Umewaka, como estratégia inovadora de levar a cultura brasileira ao público japonês por meio da fusão com expressões culturais nipônicas, artes marciais e tecnologia multimídia. O espetáculo baseia-se em uma reinterpretação por Umewaka da obra literária A Chegada de Lampião no Inferno, de José Pachêco, importante autor brasileiro de textos de cordéis do século XX.

A peça traz o mestre Naohiko Umewaka, que faz parte de uma tradição familiar de mais de 600 anos no Teatro Nô, no papel do folclórico Rei do Cangaço, Lampião, em uma riqueza singular a partir do intercâmbio cultural entre Brasil e Japão, com a união de clássicos estilos como é o caso do Cordel e do Teatro Nô. Na produção, Lampião tentará entrar no inferno e será impedido por Satanás, cujas palavras surgirão via projeção digital. No transcorrer do espetáculo, uma batalha acontece entre Lampião e os guardiões dos portões do inferno, representados por Yoko Mori, especialista em Capoeira, e Miki Nakamachi, campeã de Karatê, duas lendárias práticas de artes marciais. Musicalmente, o enredo é acompanhado pelo grupo de percussão Barravento, formado por músicos japoneses, bem como pela dupla brasileira radicada no Japão Via Brasil.

Complementando a programação especial da estreia de Hell Says Noh, no dia 30, às 20h, a Japan House São Paulo promove uma conversa via Zoom com a diretora Soraya Umewaka e o Mestre Nô Naohiko Umewaka, ator protagonista da peça, com mediação compartilhada entre Angela Mayumi Nagai, pesquisadora e especialista do Teatro Nô, e Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo. “Estou ansiosa para compartilhar com vocês uma conversa com meu pai, um Mestre Nô, que também interpretou Lampião, sobre a originalidade e o humor da Literatura de Cordel e a natureza profunda do Teatro Nô”, declara Soraya. Esta atividade contará com tradução simultânea para o português e o japonês.

Sobre o espetáculo, que teve repercussão muito positiva em Tóquio, a diretora prossegue: “Esta produção surgiu como um meio para comunicar a beleza da Literatura de Cordel – especificamente a história de A Chegada de Lampião no Inferno – sob o olhar do Teatro Nô”. Soraya complementa: “Em um momento em que precisamos ser inovadores sobre a forma como compartilhamos experiências teatrais, nos sentimos muito felizes em fazer parceria com a Japan House São Paulo, para que o público brasileiro possa, virtualmente, assistir à estreia de Hell Says Noh”.

Para o Embaixador do Brasil em Tóquio, Eduardo Saboia, a iniciativa canaliza o poder das artes e da cultura para fortalecer, ainda mais, a relação entre ambos os países. “Esta parceria entre a Embaixada e a Japan House São Paulo permitirá que o público brasileiro se engaje com o Teatro Nô, da mesma forma que o público japonês conheceu a literatura de cordel e expressões brasileiras visuais, musicais e de dança. Essa etapa da parceria completa um círculo de intercâmbio cultural. Como um círculo envolvendo Brasil e Japão, essa troca não termina; ao contrário, sempre nos une, como os vínculos humanos que ligam nossas duas sociedades. É simbólico que nossa parceria se concretize justamente quando celebramos os 30 anos da comunidade brasileira no Japão.”

Ainda sobre a parceria, Natasha Barzaghi Geenen, Diretora Cultural da Japan House São Paulo, declara: “Ficamos muito honrados e felizes por promover a apresentação exclusiva no Brasil de Hell Says Noh, uma obra que simboliza tão bem o elo entre os povos brasileiros e japoneses. A potência da união de elementos como a literatura de cordel e o Teatro Nô é muito forte e evidencia o papel fundamental da arte no diálogo entre povos, entre culturas, como elemento de aproximação”. Em 2018, a Embaixada do Brasil em Tóquio apresentou a exposição DŌ: a caminho da virtude, concebida pela Japan House São Paulo e exposta em sua sede também em 2018. Agora, com Hell Says Noh, é realizado o caminho inverso. “Esta nova parceria com a Embaixada reforça nossa atuação como plataforma para difusão do Japão, bem como a importância fundamental do intercâmbio para o enriquecimento cultural”, completa Natasha.

No Japão, Hell Says Noh foi produzida e organizada pela Embaixada da República Federativa do Brasil no Japão em parceria com a Associação Brasil-Japão de Cultura e Economia (Anbec), com o apoio da Panasonic Corporation.

Japan House São Paulo

Première Espetáculo teatral Hell Says Noh (Lampião Nô Inferno)

Quando: 29 de setembro, às 20h (Duração 40 minutos)

Onde: Canal do Youtube da instituição

Participação livre e gratuita

Legendas em português

Live Hell Says Noh (Lampião Nô Inferno) com Soraya Umewaka, Naohiko Umewaka, Angela Mayumi Nagai e Natasha Barzaghi Geenen

Quando: 30 de setembro, às 20h (Duração 60 minutos)

Onde: Zoom

Informações sobre como participar: www.japanhousesp.com.br

Tradução simultânea

Acompanhe a Japan House São Paulo nas redes sociais:

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Facebook: www.facebook.com/JapanHouseSP/

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Youtube: www.youtube.com/japanhousesaopaulo

Redes sociais da Embaixada do Brasil em Tóquio:

Site: http://toquio.itamaraty.gov.br/pt-br/

Facebook: https://www.facebook.com/Brasembtokyo/

Instagram: https://www.instagram.com/brasembtokyo/

Twitter: https://twitter.com/brasembtokyo/.

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP)

A Japan House São Paulo é uma instituição dedicada a mostrar o melhor do Japão do século 21. Inaugurada em maio de 2017, foi a primeira a abrir as portas no mundo, seguida por Los Angeles (inauguração total em agosto/2018) e Londres (inaugurada em junho/2018). Desde sua abertura, o público brasileiro vem sendo convidado a ter uma experiência dos modos de viver do Japão contemporâneo. A Japan House São Paulo promove, em seus três andares, exposições, seminários, workshops e atividades que trazem ao Brasil os mais relevantes criadores e empreendedores japoneses da atualidade nas artes, no design, na moda, na gastronomia, na ciência e na tecnologia. A instituição já recebeu mais de dois milhões de visitantes.

Iguatemi Campinas recebe exposição “Reflexão”, do artista plástico Paulo Roberto Giavoni

Campinas, por Kleber Patricio

Obras poderão ser conferidas gratuitamente no segundo piso do shopping de 25 de setembro a 10 de novembro. Fotos: divulgação.

O Iguatemi Campinas recebe de 25 de setembro a 10 de novembro a exposição Reflexão, do artista plástico Paulo Roberto Giavoni. Cerca de 50 quadros serão distribuídos no segundo piso do shopping, em torno do Jardim Iguatemi, com bastante espaçamento entre eles para garantir a segurança dos visitantes durante a visitação. A mostra poderá ser conferida gratuitamente durante todo o horário de funcionamento do Iguatemi Campinas, que no momento opera em horário reduzido de segunda a sábado das 13h às 21h e, aos domingos e feriados, das 12h às 20h.

Com referência em Portinari, além de outros vários artistas regionais, o artista de estilo cubista retrata a vida e o ser humano. Giavoni aprendeu os primeiros traços com seu pai e daí por diante não parou mais. Hoje traz na bagagem várias obras em acrílico, nas quais retrata a experiência do homem, muitas vezes de aparência cotidiana, mas que na verdade nos revelam temas mais profundos, que muitas vezes, clamam por reflexão.

Sobre a exposição, o artista diz: “A Arte, como fator de sensibilidade e esperança, é uma poderosa arma para vencer este momento e, da mesma forma, canalizar a capacidade dos homens, para novas e boas ações”.

Giavoni já realizou várias mostras individuais e participou de importantes eventos no país e exterior. Assim como exposições itinerantes e coletivas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Arte, sempre buscando entre outras coisas promover, divulgar e desenvolver a arte como elemento de transformação, como modo de aperfeiçoamento, de auto aprimoramento, de análise, de busca e equilíbrio.

Serviço:

Exposição Reflexão, do artista plástico Paulo Roberto Giavoni

Quando: de 25 de setembro a 10 de novembro

Onde: segundo piso do Iguatemi Campinas, ao redor do Jardim Iguatemi (Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina, Campinas)

Horário de visitação: de segunda a sábado das 13h às 21h e aos domingos e feriados das 12h às 20h

Entrada gratuita.

Documenta Pantanal e Edições SESC SP lançam livro do fotógrafo João Farkas

São Paulo, por Kleber Patricio

Com apoio da iniciativa Documenta Pantanal e depois de dez viagens realizadas em um período de cinco anos à região, o livro Pantanal, de João Farkas, é o novo lançamento das Edições SESC São Paulo. Com 80 imagens acompanhadas de pequenos textos e distribuídas em 160 páginas, a obra desnuda a alma pantaneira a partir de um desafio ao tradicional estilo de documentação do fotógrafo. “Por ser muito fotogênico, esse ecossistema já foi objeto de muitos ensaios fotográficos. Não valeria a pena fazer um livro com os mesmos aspectos ou com a mesma visão. Trata-se de um olhar autoral com imagens que fogem do simplesmente documental e trazem uma visão pessoal por vezes idílica, por vezes dramática”, diz o autor. Quem compartilha de igual percepção é o diretor do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda, que afirma: “Habituado ao gênero do retrato, João Farkas se deparou com vastas áreas pantaneiras onde a ausência humana é um aspecto eloquente, o que o levaria a assumir a paisagem como tema principal de seu ensaio fotográfico, exigindo-lhe o desenvolvimento de uma linguagem visual capaz de enquadrar vistas tão múltiplas e fugidias”.

No livro, as fotos revelam toda a complexidade retratada, perpassando uma simbiose extremamente particular entre o bioma e a vida humana, gerando um emaranhado de sensações. Ao mesmo tempo em que instiga mistério e distanciamento, a obra de Farkas remete a um assunto amplamente discutido e em evidência: as profundas ameaças e transformações do Pantanal por conta do assoreamento de seus rios e da mudança climática. “Na edição de todo o material produzido, eu incluí imagens das consequências destas alterações ao lado de fotos espetaculares e pouco conhecidas de alguns aspectos da região, como a floresta de buritis, as lagoas do Rio Paraguai e a fantástica florada dos ipês”, cita o autor. Nesse sentido, Farkas complementa: “Cada bioma exige uma aproximação visual diferente e o Pantanal é sui generis. Tem uma amplidão e uma horizontalidade radicais. Lá, as coisas estão muito próximas ou muito longe do ponto de vista do fotógrafo. Acho que foi isto que acabou me levando a uma visão aérea, quando a composição se torna interessante, sem a onipresença do horizonte. Mas, lá de cima, há ainda uma questão única: é um local onde ‘terra e água’ se misturam e se fecundam, como bem disse Manoel de Barros, o grande poeta pantaneiro”.

Ao rever o desafio de registrar a região, o fotógrafo afirma que encontrar imagens diferentes e inesperadas do Pantanal era fundamental para que as pessoas dessem atenção ao trabalho, cuja missão subjacente é alertar a sociedade para o processo de degradação ambiental. Sobre isso, vale lembrar que, em outubro de 2019, Farkas documentou as maiores queimadas de que se tem notícia no Mato Grosso do Sul, assim como o desaparecimento do Rio Taquari em seu baixo curso. Este último ponto também revela, na obra, a existência de heróis locais, como Ruivaldo Nery de Andrade, que, por meio de sua apaixonada luta em defesa do meio ambiente, inspirou o filme Ruivaldo, o homem que salvou a Terra, que teve aporte da iniciativa Documental Pantanal, da qual o fotógrafo é um dos porta-vozes. Com 46 minutos de duração, o documentário conta com direção de Jorge Bodanzky e é codirigido pelo próprio Farkas. Depois de estrear internacionalmente em Bruxelas em setembro de 2019 e ter sido apresentado em Corumbá (MS) e na capital paulista, o título participou do evento Manifestos Para Adiar o Fim do Mundo e, mais recentemente, da programação especial dedicada à Semana do Meio Ambiente, que antecipou a nona edição da Mostra Ecofalante de Cinema (trailer disponível em https://www.youtube.com/watch?v=WFZQjkfa3QQ&frags=pl%2Cwn).

Quanto ao aspecto mais humano de Pantanal, Farkas recorre ao retrato – sua especialidade – para estampar a melancolia das pessoas que ali residem e resistem à destruição causada pela exploração não responsável das áreas produtivas. Esse olhar tristonho é recorrente nas imagens deste povo acometido por dificuldades e isolamento. Em poucas palavras, a proximidade do fotógrafo com a região pode ser definida como uma mescla de encantamento e estranhamento, como ele próprio relata em uma das passagens de seu novo livro: “Caminhei instintivamente para imagens em tudo diversas das que já tinha visto, radicalmente distintas e surpreendentes. Quanto mais conheci o Pantanal, com mais profundidade mergulhei neste paradoxo de beleza.”

Escolhido para escrever a orelha do livro, o fotógrafo Luciano Candisani, em sua reflexão sobre a profundidade do trabalho de Farkas, afirma que a obra imprime uma tônica fiel ao que o leitor verá em seguida. Por sua vez, o biólogo Sandro Menezes Silva, professor-doutor da Universidade Federal da Grande Dourados e um dos maiores especialistas sobre o Pantanal, presenteia o leitor, no final do livro, com todo o suporte teórico necessário para entendimento da realidade deste paraíso inundado.

Os títulos das Edições SESC São Paulo podem ser adquiridos em todas as unidades do SESC São Paulo, nas principais livrarias, em aplicativos como Apple Store e Google Play e também pelo portal www.SESCsp.org.br/livraria.

SOBRE O AUTOR

Paulistano, João Farkas é formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, com cursos complementares de fotografia no International Center of Photography e na School of Visual Arts (ambos em Nova York). Profissionalmente, foi editor da Revista Fotoptica e IstoÉ, tendo seus trabalhos publicados nos principais veículos da imprensa nacional e em importantes títulos internacionais. Em sua trajetória, participou de mais de 40 exposições individuais e coletivas nos principais museus brasileiros e em galerias, assim como no exterior e seu trabalho integra o acervo de grandes coleções privadas e de reconhecidas instituições, como MASP, MAM-SP, MAM-BA, Museu de Arte do Rio, Maison Europeénne de Photographie e International Center of Photography, entre outras. Pantanal é o quinto livro de fotografias do autor, que também assina Amazônia ocupada, Trancoso, Nativos e biribandos e Caretas de Maragojipe.

SOBRE DOCUMENTA PANTANAL

Registrar, documentar e valorizar a cultura e a natureza pantaneiras por meio da promoção de atividades em prol da difusão do conhecimento e da preservação. A partir dessa proposta, a iniciativa Documenta Pantanal, após um ano de atuação, reafirma seu papel de contribuir para o desenvolvimento de ações multimídias (exposições, livros, vídeos e documentários, por exemplo) que, mais do que celebrarem a beleza e a biodiversidade desse ecossistema, pretendem chamar a atenção da sociedade para a urgência em conhecer e preservar este patrimônio da Humanidade. Ao apoiar pesquisas, compartilhar conhecimentos científicos e manifestações tradicionais da cultura do Pantanal, a Documenta busca contribuir para a adoção e a valorização de uma visão de desenvolvimento sustentável na agricultura, na pecuária e no turismo de qualidade. A iniciativa reúne estudiosos, empresários, artistas e produtores para, em conjunto, alertar a sociedade para as questões primordiais desse bioma.

http://documentapantanal.com.br/

https://www.instagram.com/documentapantanal/

https://www.facebook.com/documentapantanal/

Participantes da Documenta Pantanal

Organização: João Farkas – Mônica Guimarães – Sandro Menezes Silva e Teresa Cristina Ralston Bracher

Acaia Pantanal – Associação Onçafari – Agrotools – Araquém Alcântara – Bichos de Pantanal – Cenap – ICMbio – Chef Paulo Machado – Editora Vento Leste – Embrapa Pantanal – Fazenda Barraco Alto – Aquidauana /MS – Fazenda Fazendinha – Aquidauana/MS – Fazenda Figueiral – Corumbá/MS – Fazenda Santa Tereza – Corumbá/MS – Fazenda São Camilo – Corumbá/MS – Fazenda São Francisco do Perigara – Barão de Melgaço/MT – Fazenda Vera Lúcia – Aquidauana/MS – Instituto Agwa – Instituto Arara Azul – Instituto Delta do Salobra – Instituto Homem Pantaneiro – Jorge Bodanzky – Lawrence Wahba – Lucia Barbosa Machado – Luciano Candisani – Márcia Hirota – Marina Klink – Marina Lutz – Maurício Copetti – Miguel Milano – Moinho Cultural de Corumbá – Onças do Rio Negro – Panthera Brasil – Porto São Pedro – Corumbá/MS – Raquel Machado – Rede Nacional Pro Unidades de Conservação – Refúgio Ecológico Caiman – Miranda/MS – RPCSA – Rede do Amolar – Silas Ismael – Sindicato Rural de Corumbá – SOS Pantanal – SOS Taquari.