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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Contação online do projeto ‘Teatro na Mesa’ aborda virtude da generosidade

Campinas, por Kleber Patricio

Pelo segundo ano consecutivo, a Embaixadores da Prevenção se utiliza das artes cênicas e do ambiente virtual para inspirar e disseminar virtudes por meio do projeto Teatro na Mesa. No seu processo de formar uma nova geração de pessoas que pense, sinta e faça o seu melhor, o trabalho da ONG com as virtudes referencia o que é positivo para a formação do caráter e o desenvolvimento do ser. No segundo vídeo do projeto, a generosidade é a virtude da vez.

“Tivemos uma resposta muito positiva no ano passado para o formato online, por isso este ano reformulamos o projeto para apresentar novas e mais histórias que abordam diferentes virtudes e expandem o conceito delas para nosso público”, comenta o coordenador cultural do projeto, Eduardo Virgílio. “Entendemos que a linguagem artística tem um profundo poder de sensibilizar e aguçar a consciência, por isso usamos a contação de história, que nos permite ainda estimular a criança para a imaginação e a criatividade, além de ampliar sua percepção, entendimento e aplicação prática da virtude”, completa.

A nova história já está disponível em todas as plataformas da ONG. Na oportunidade, o público é apresentado à contação inspirada no livro Dona Ôla, dos irmãos Grimm. “A generosidade é a virtude de quem compartilha bens materiais e emocionais por bondade. É o famoso oferecer sem receber nada em troca, um ato desinteressado no que tange o retorno. Uma das maiores e melhores formas de demonstrar amor, amizade e respeito ao próximo”, conclui Eduardo.

O projeto é realizado pelo termo de fomento 165/2020, assinado pela Embaixadores da Prevenção em conjunto com a Secretaria da Cultura de Campinas por meio do Fmdca-Cmdca, fomentado pelo PMC/Fmdca/Smasdh com fontes de recurso municipal.

Virtude da Vez: Generosidade | O segundo vídeo do Teatro na Mesa conta a história Dona Ôla, cujo conto está no livro Os Contos de Grimm, dos Irmãos Grimm. A peça convida à reflexão da virtude da generosidade: (1) qualidade de generoso; (2) virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem; magnanimidade.

De maneira leve e divertida, a contação apresenta a história de uma viúva e suas duas filhas. Enquanto uma delas ajuda e se preocupa com o próximo, a outra é mais parecida com a mãe e dá mais valor aos bens materiais. Em determinado momento a irmã boa é “transportada” para uma realidade mais afetiva e ensolarada, mas ainda assim ela sente falta de casa. Sutil e muito delicada, a peça convida à reflexão do nosso papel no mundo enquanto pessoas benevolentes.

O vídeo é o segundo de uma série de 16 contações baseadas na literatura universal que serão publicados gratuitamente na íntegra nas redes sociais da ONG, que já disponibilizou o primeiro vídeo, Medo de Nada, só Amor nas versões com Libras e Audiodescrição.

Sobre a Embaixadores da Prevenção | Idealizada por Sandra Sahd, a organização social foi fundada em Campinas em 2011. Nesta primeira década, já atendeu mais de 18 mil pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos por meio de atividades e projetos artístico-culturais que despertam e difundem o tema das virtudes no ser humano com apoio de recursos federais (Lei de Incentivo à Cultura) e municipais (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente via Cmdca). Seu objetivo é contribuir para a formação de uma nova geração de pessoas que transforme o mundo através do sentir, pensar e fazer melhor. Até 2017, todas as ações eram realizadas em creches e instituições sem fins lucrativos da RMC (Região Metropolitana de Campinas); em 2018, a entidade passou a atender também escolas estaduais da cidade. Para conhecer mais sobre a organização social, acesse o site www.embaixadoresdaprevencao.com.br.

Serviço:

Teatro na Mesa • Vídeo 2 • Dona Ôla!

Disponível em: https://youtu.be/4kogWRxNjf0.

“Convenção de Itu” completa 148 anos

Itu, por Kleber Patricio

Fachada do Museu Republicano “Convenção de Itu”. Foto: Hélio Nobre.

Em 18 de abril de 1873, às 17h, em um sobrado localizado na cidade de Itu, aconteceu uma importante reunião entre políticos e proprietários de fazendas de café que deu início à campanha republicana no país e às bases para a fundação do Partido Republicano Paulista. De acordo com alguns historiadores, mais de 133 pessoas de 16 cidades paulistas, incluindo a capital, participaram desse encontro, chamado de Convenção Republicana de Itu.

Após exatos 50 anos, a casa erguida nas décadas iniciais do século 19 que serviu como residência da Família Prado foi transformada em museu, o Museu Republicano Convenção de Itu, uma extensão do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP). “Além do movimento republicano e da primeira fase da República brasileira, o acervo trata também da história de Itu e região”, explica a Profa. Dra. Maria Aparecida de Menezes Borrego, supervisora do MRCI.

Do encontro de 1873, o MRCI guarda o Livro de Ata da Convenção e, de seus participantes, uma coleção de pinturas encomendadas pelo diretor do Museu, Afonso Taunay. Algumas delas produzidas por artistas como Oscar Pereira da Silva, Tarsila do Amaral e Henrique Manzo. “As reproduções em tela foram baseadas em fotos cedidas por familiares dos convencionais”, conta a supervisora. No entanto, nem todas as famílias tinham ou enviaram as imagens; por isso, a coleção é formada por 116 quadros, que são expostos no Museu em revezamento.

Mas, fechado há um ano devido à pandemia de Covid-19, o MRCI pode ser visitado virtualmente por meio do link https://vila360.com.br/tour/mrciusp.html — a novidade foi lançada em 15 de novembro do ano passado, em homenagem à Proclamação da República. Para todas as exposições em cartaz, a plataforma oferece recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva, recursos de audiodescrição e também descrição do conteúdo em espanhol e inglês.

Sobá: iguaria de Campo Grande (MS) exige muita experiência e tempo para o seu preparo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Prato tradicional de Campo Grande (MS), o sobá não é rápido e nem fácil de fazer – “Pelo contrário, é uma iguaria que exige experiência, tempo e habilidade no seu preparo”, explica a chef Vanessa Carvalho, que comanda o restaurante especializado nessa culinária Sim Sobá, instalado na capital paulista. O sobá é composto por cinco componentes básicos: uma proteína (carne bovina, carne suína, frango ou shimeji), omelete, macarrão, cebolinha e um caldo com temperos. Confira, basicamente, como cada um deles é elaborado:

Proteínas | Entre as carnes, são utilizadas alcatra (carne bovina), filé mignon suíno e peito de frango. Tudo é comprado em peças, filetado pela chef, separado e porcionado em 120 gramas, que são colocados em saquinhos plásticos selados. Tudo isso leva pelo menos duas horas de trabalho para atender em torno de 50 sobás. Elas são cozidas na hora, com diversos temperos (secretos, claro), como o shoyu, levando entre dois e três minutos para ficarem no ponto. Nos sabores de frango ou suíno, a preparação é finalizada com óleo de gergelim. Enquanto isso, outro funcionário vai montando o prato do sobá com os demais ingredientes. A proteína chega por último.

Omelete | Cada prato de sobá vem com 40 gramas de omelete, elaborada com cerca de 1,5 ovo, sal e maisena. Aqui, o maior desafio é preparar a omelete no ponto exato: bem fininha e naquele tom amarelo claro tentador. A omelete sai pronta da frigideira em peças únicas, que são enroladas com cuidado e, a seguir, fatiadas. Esse trabalho leva em torno de uma hora para 50 pratos e é realizado na própria sexta-feira, durante o dia, para atender os clientes durante todo o final de semana. A omelete não pode ser congelada, nem dura até a outra semana em caso de sobras.

A produção da massa.

Cebolinha | A cebolinha é lavada, cortada nas extremidades e colocada em pé para secar e, também, para escorrer o caule interno. No final, ela fica bem seca, o que garante um sabor mais agradável, mais frescor e durabilidade superior. Depois de secas, são fatiadas finamente. Esse trabalho leva cerca de uma hora e acontece também na sexta-feira para atender a demanda de todo o final de semana. Cada prato tem 15 gramas de cebolinha.

Macarrão | É a parte mais complicada, pois o autêntico Sobá à Moda de Campo Grande é feito com uma massa especial, caseira, diferente da que conhecemos na culinária italiana. Normalmente, a massa é elaborada entre quarta-feira à noite e quinta-feira de manhã. A massa feita numa semana não serve para a próxima semana e não pode ser congelada. Para preparar sua massa, a chef Vanessa utiliza farinha, ovo, sal, água e dois segredinhos especiais que ela prefere não revelar. Quando isso vira uma massa compacta, ela é cortada em fatias grossas que, então, são passadas no cilindro e depois por um cortador manual (que só é vendido em Campo Grande), de onde saem já no formato final, em tiras finas e achatadas. Esse produto é colocado então em um “varal” culinário, para não estragar o formato grudando uma na outra, e logo é cozido numa panela com água e sal durante 5 a 7 minutos. Depois de escorrido, vai para o resfriamento imediatamente para que a massa não continue cozinhando com seu próprio calor e, em seguida, como as proteínas, é porcionada e embalada. Cada sobá vem com 200 gramas de massa. Para se planejar para servir 50 sobás, Vanessa precisa produzir 10 kg de macarrão, portanto – o que significa cerca de 5 horas de trabalho, no mínimo.

A chef Vanessa Carvalho.

Caldo de ossobuco | Boa parte do sabor maravilhoso do sobá vem do caldo de ossobuco preparado pela chef. Cada sobá leva 350 ml deste caldo, que é entregue separado para o cliente colocar dentro do prato somente na hora de consumir. O caldo dá sabor e também aquece o prato (se o caldo estiver frio, pode ser aquecido no forno de micro-ondas antes). O caldo é preparado com ossobuco e aparas das carnes bovinas e suínas e do frango. Essas carnes são cozidas por horas para perderem toda a sua gordura; depois, são acrescidos itens como caldo de mocotó, temperos especiais de Mato Grosso do Sul (secretos), shoyu e hondashi (tempero japonês tradicional). A carne derrete e vira um caldo maravilhoso, mas leva tempo. São dois dias, ou cerca e 16 horas no total, para preparar o caldo de ossobuco.

Delivery

O restaurante funciona de sexta-feira a domingo, todas as semanas, das 18h às 22h, pelos serviços delivery e take away. A casa conta com serviço próprio de entregas. Os pedidos podem ser feitos nos telefones abaixo. Se o cliente preferir, ele pode fazer seu pedido pelas plataformas iFood e Rappi, mas os preços serão um pouco superiores nestes aplicativos.

Cardápio:

Sobá Bovino – R$40,00

Sobá Suíno – R$36,00

Sobá de Frango – R$34,00

Sobá de Shimeji – R$44,00

Sobá Vegetariano (Shimeji) – R$44,00 (caldo de legumes)

Sobá Vegano (Shimeji) – R$46,00 (caldo de legumes, massa sem ovos e sem omelete)

Serviço:

Restaurante Sim Sobá

Rua Zacarias de Góes, 1770 – São Paulo/SP

Fone: (11) 2892-0527

Fone/Whatsapp: (11) 98696-5212

Funcionamento: todas as sextas, sábados e domingos

Horário: das 18h às 22h

Pedidos pelos telefones ou pelas plataformas iFood e Rappi.

Inscrições para o 29º Maio Musical estão abertas até 29/4

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Secretaria de Cultura da Prefeitura de Indaiatuba abre as inscrições para o 29º Maio Musical, que, pelo segundo ano consecutivo será virtual. As inscrições devem ser feitas pelo site da Prefeitura até 29 de abril – serão selecionados 30 projetos divididos nas categorias Solo, Duo, Trio, Quarteto e Banda ou Grupo. A programação do evento será exibida entre os dias 14 a 30 de maio no portal Cultura Online.

O link para inscrições é www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/concursos/maio-musical/, onde também é possível conferir o Edital e o Regulamento na íntegra. Será permitida somente a habilitação e participação de interessados residentes e domiciliados em Indaiatuba. Na inscrição, é preciso enviar um breve release do projeto, um histórico da carreira do proponente e enviar um vídeo com duração máxima de três minutos, além de outras informações.

O objetivo do 29º Maio Musical Virtual é estimular os diversos elos da cadeia produtiva da música, no gênero popular ou erudito, estimulando e popularizando a música de forma geral, além de assegurar a proteção dos direitos culturais da população durante a situação de emergência em saúde, em virtude das ações de combate à pandemia de Covid-19.

Seleção | Os projetos serão selecionados mediante avaliação e decisão de uma Comissão indicada pela Secretaria de Cultura. Os critérios considerados para a seleção serão qualidade artística cultural, impacto cultural para o município, factibilidade, técnica e a originalidade apresentada nos vídeos.

A documentação apresentada será conferida e a lista dos projetos habilitados será publicada no site e Imprensa Oficial do Município no dia 4 de maio. Os valores dos cachês são de R$750 para Solo, R$1.500 para Duo/Dupla, R$2.250 para Trio, R$3.000 para Quarteto e R$3.750 para Banda/Grupo.

Para mais informações, consulte o edital completo em www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/concursos/maio-musical/ ou entre em contato pelos telefones (19) 3875-6144 ou 3894-1867 ou e-mail cultura@indaiatuba.sp.gov.br.

Agricultura de produtos nativos ameaçados do Brasil é recuperada em meio à pandemia

Serra do Mar, por Kleber Patricio

Pequenos agricultores puderam atuar em outras frentes para aproveitar safra do Cambuci, fruta típica da Mata Atlântica, com ajuda de fundo. Fotos: divulgação.

Os micro e pequenos empreendedores, que sempre se destacaram pela criatividade, tiveram, mais do que nunca, que se reinventar em meio à pandemia da Covid-19. Mas para os produtores, agricultores familiares e instituições que os apoiam por meio de eventos e feiras para comercializarem seus produtos, a dificuldade neste último ano foi ainda maior. Exemplo disso é o que aconteceu com a Rota do Cambuci, que nasceu como um roteiro de festivais gastronômicos em 2009 e, 10 anos depois, em 2019, já contava com mais de 200 produtores artesanais envolvidos, em mais de 20 municípios do entorno da Serra do Mar. Já os agricultores familiares responsáveis pela safra de 200 toneladas de cambuci, colhida entre março e maio, tiveram que se conformar com o cancelamento dos 23 festivais que ocorreriam no ano passado por conta do coronavírus.

Foi então que o Instituto Conexões Sustentáveis – Conexsus encabeçou uma ajuda financeira ao Instituto Auá, responsável pela Rota do Cambuci, a partir de uma linha de crédito emergencial, que ofereceu a organizações afetadas pela crise da Covid-19 empréstimos de até R$200 mil a juros abaixo do mercado.

Recurso foi utilizado para colocar os produtos em e-commerce.

Com o auxílio, disponibilizado pela Conexsus em setembro de 2020, o Instituto Auá conseguiu pagar os colaboradores e as contas de energia da sede da organização, em Osasco/SP. Para os produtores artesanais, o recurso foi utilizado para colocar os produtos em um e-commerce através da loja do Armazém Biomas, que será inaugurada ainda neste mês de abril. E para os agricultores, o fundo da Conexsus serviu para a diversificação de produtos feitos com a colheita das frutas nativas para o varejo e hospitais. “Só a câmara fria de armazenagem de produtos, que fica na sede do instituto, tem um custo mensal de manutenção de R$5 mil”, conta o presidente Gabriel Menezes. Sobre o desenvolvimento de novos produtos, ele revela que antes eram produzidos apenas picolés de frutas como jabuticaba, juçara com banana, uvaia e, claro, cambuci. Com a ajuda do fundo da Conexsus, foi possível fabricar sorvetes de massa em potes de 120 gramas, 2 e 5 litros, que estão sendo vendidos para indústrias, restaurantes e prefeituras.

A instituição também conseguiu, com o apoio financeiro, investir na comunicação corporativa e vai lançar uma campanha online da safra deste ano, além de um festival delivery com os restaurantes participantes. “Se não tivéssemos tido acesso ao fundo, no segundo trimestre de 2020 teríamos fechado as portas e um projeto de uma década teria chegado ao fim”, ressalta Menezes, que exalta a importância da comercialização de uma fruta típica da Mata Atlântica. “É um produto do nosso país, que sustenta centenas de pessoas. Precisa ser valorizado”.

Sobre a Conexsus | O Instituto Conexões Sustentáveis – Conexsus é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que atua para ativar o ecossistema de negócios comunitários de impacto socioambiental, ampliando sua contribuição para a geração de renda no campo e para a conservação de florestas e biomas. Seu objetivo é fortalecer as iniciativas que mantêm a resiliência territorial e climática a partir do desenvolvimento de negócios sustentáveis no Brasil, com foco na agenda climática global e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

A Conexsus trabalha para ativar os ecossistemas de agricultura familiar e florestais por meio de soluções financeiras, ampliação e fortalecimento das conexões entre os negócios comunitários e o mercado, além de assessoria de modelagem de negócio. Na pandemia, auxiliou cerca de 80 associações e cooperativas rurais focadas na sustentabilidade – foram mais de R$6,4 milhões em dinheiro emprestado a produtores que não se enquadravam nos requisitos para conseguir empréstimo em banco ou ajuda do governo.

Conheça mais sobre a safra do cambuci clicando aqui.