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Atleta de bicicross de Indaiatuba representa o Brasil nas Olímpiadas de Tóquio

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Jubinsk.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 começam na próxima sexta-feira (23), após adiamento ocasionado pela pandemia de Covid-19, e Indaiatuba terá uma representante na equipe brasileira: a ciclista Priscilla Stevaux, 28 anos, que integra o time da Secretaria Municipal de Esportes/ACBI (Associação de Ciclismo BMX de Indaiatuba) desde 2018. Esta será a segunda participação da atleta no principal evento multiesportivo do mundo.

“Comecei no BMX em 2001, inspirada pelo meu irmão Douglas, que é um ano mais velho que eu e hoje é meu treinador”, conta Priscilla, que nasceu em Sorocaba. “Tudo começou quando passamos em frente a uma pista de bicicross com nosso pai, onde acontecia uma competição. Logo começamos a treinar e entramos praticamente juntos na Seleção Brasileira: o Douglas em 2009 e eu, em 2010”.

Ainda em 2001, Priscilla participaria de sua primeira competição, mas foi no ano seguinte que ganharia destaque. “Começamos a treinar muito e participei do meu primeiro Campeonato Mundial em 2002, na cidade de Paulínia. Tinha apenas 9 anos de idade e fui a terceira colocada. No Mundial de 2006 fui a sexta colocada”, lembra. Após conquistar seu primeiro título nacional, em 2009, entrou para a Seleção Brasileira. “Entrei para a Seleção Brasileira e minha estreia foi no Mundial de 2011, na Dinamarca. Fui finalista e a sexta melhor do mundo, já na categoria profissional”, recorda. “O BMX entrou nas Olimpíadas em 2008 e já almejava ser como meus ídolos, um dia alcançar este objetivo e representar o Brasil na maior competição do esporte mundial”.

Angela Posso e Priscilla Stevaux.

Realização | “Consegui concretizar este sonho, junto ao meu irmão, ao conquistar uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro”, afirma Priscilla. “Foi uma experiência única poder representar o meu país em casa, com a energia dos brasileiros, com a torcida de toda a minha família e amigos em um evento tão grandioso”.

Depois de quatro títulos brasileiros e um pan-americano na categoria Elite, a ciclista está de volta aos Jogos Olímpicos em Tóquio. “Voltamos com grandes expectativas e muita energia positiva”, destaca, aproveitando para falar sobre sua chegada à Indaiatuba. “Já são três anos competindo pela cidade, que me deu todo o suporte para chegar às Olimpíadas”.

Priscilla veio para Indaiatuba em 2018 e logo conquistou bons resultados. “Entrei na equipe da Secretaria de Esportes/ACBI em 2018 e poder ter vindo para cá foi muito importante para conquistar o índice olímpico e representar a cidade também nos Jogos Olímpicos de Tóquio”.

Exposição sobre John Graz na Pinacoteca destaca produção visual do artista inspirada no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

John Graz (Genebra, Suíça 1891 – São Paulo, São Paulo, 1980) – “Carnaval em Olinda”, 1976 – Grafite sobre papel –
Acervo do Instituto John Graz.

A Pinacoteca de São Paulo inaugura a exposição John Graz: idílio tropical e moderno no dia 31 de julho na Estação Pinacoteca. A exposição, com aproximadamente 155 itens, revisita a trajetória de John Graz, um dos mais importantes nomes do modernismo no Brasil, com foco em sua atuação como artista visual e a dedicação de seus trabalhos à temática indígena, a fauna, flora, história e cultura popular brasileiras.

Tendo como núcleo central um conjunto expressivo de obras proveniente da doação realizada pelo Instituto Graz à Pinacoteca, a seleção dos trabalhos ainda inclui empréstimos de outras instituições e coleções privadas. A curadoria é de Fernanda Pitta, curadora sênior, e Thierry Freitas, assistente curatorial do museu. A programação acontece no ano que antecede o centenário da Semana de Arte Moderna, que teve Graz como um dos participantes.

John Graz: idílio tropical e moderno reflete a visão particular do artista suíço sobre o Brasil, onde viveu a partir de 1920, após alguns anos de formação multidisciplinar na Europa que incluiu cursos de desenho, decoração, arquitetura e artes plásticas. A curadoria ressalta a dedicação de Graz à criação de um imaginário moderno e tropical a partir de suas pinturas, desenhos e estudos, refletindo também sobre a multiplicidade e versatilidade do artista. Nessas obras aparecem representações de indígenas, imagens da natureza, festividades como o carnaval e festas gaúchas, trabalhadores brasileiros como os jangadeiros, além de narrativas históricas, como as que retratam a invasão portuguesa no Brasil.

John Graz (Genebra, Suíça 1891 – São Paulo, São Paulo, 1980) – Sem título, 1935 – 
guache e grafite sobre papel – Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, doação do Instituto John Graz – em processo.

Sobre a temática indígena, que compõe um dos maiores núcleos da mostra, a curadora Fernanda Pitta pontua: “Ainda que não seja possível precisar o que despertou o interesse de Graz pela temática indígena, podemos perceber que as representações são marcadas por uma concepção romantizada do tema, assim como uma forte relação com uma certa ideia de forma ‘primitiva’, sintética e quase abstrata, explorada por artistas das vanguardas, refletida no alongamento das figuras e nas extremidades ora pontiagudas, ora compactas, de seres humanos, animais e plantas”.

A organização expositiva das obras segue núcleos temáticos relacionados aos principais assuntos trabalhados pelo artista em sua produção: Arcádia, Temática Indígena, Natureza brasileira, História e cultura popular, indigenismo e abstração e design – tudo pode ser visto no segundo andar da Estação Pinacoteca.

Ainda que o foco seja a produção visual, a exposição exibe mobiliários que demonstram o interesse de Graz pela criação de um design moderno e brasileiro, além de estudos de arquitetura, decoração e fotos dos ambientes que o artista idealizou. Graz projetou espaços residenciais em São Paulo, abrangendo desde a criação de pequenos objetos, como luminárias, à ornamentação de salas de jantar e jardins. Antes do fascínio pela temática brasileira, muitos desses locais tinham afrescos assinados pelo artista com temáticas pastoris, com cenas de caçadas e musas, como poderá ser visto em algumas fotografias expostas.

John Graz em seu ateliê em Genebra, Suíça, 1918. Coleção de Annie Graz, São Paulo.

Catálogo | A exposição John Graz: idílio tropical e moderno conta com um catálogo de 80 páginas com texto crítico dos curadores Fernanda Pitta e Thierry Freitas, um ensaio do professor e pesquisador Horacio Ramos e uma cronologia completa do artista elaborada por Daniel Ribeiro e Gabriela Gotoda. A publicação é bilíngue (português-inglês) e estará disponível na loja do museu.

John Graz: idílio tropical e moderno tem patrocínio do BB Seguros (cota ouro) e do banco J.P. Morgan (cota bronze).

Serviço:

John Graz: idílio tropical e moderno

Curadoria de Fernanda Pitta e Thierry Freitas

De 31/7/21 a 31/1/22

Estação Pinacoteca – Largo General Osório, 66 – Santa Ifigênia – São Paulo/SP

De quarta a segunda, das 10h às 18h

Ingresso gratuito, mas a entrada só é permitida com a reserva pelo site www.pinacoteca.org.br

Visitantes: o visitante tem na entrada a sua temperatura aferida e deverá usar máscara em todos os espaços e durante toda a visita. Os espaços têm álcool gel para higienização das mãos.

Novo álbum de Toninho Ferragutti traz composições inéditas para acordeon e quinteto de cordas

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Gal Oppido.

O músico, compositor e arranjador Toninho Ferragutti é conhecido (e reconhecido) como um dos mais inventivos e talentosos acordeonistas atualmente. Em 35 anos de carreira, gravou inúmeros álbuns, teve três trabalhos indicados ao Grammy e tocou com importantes músicos nacionais e internacionais, além de orquestras. Este novo álbum é mais um passo em sua carreira, com composições inéditas escritas especialmente para uma formação pouco explorada no universo musical, o quinteto de cordas – com violinos, viola, violoncelo e contrabaixo – e o acordeon. E o resultado desse encontro está registrado em De Sol a Sol, lançado agora pela gravadora do SESC São Paulo.

“Eu me sinto um melodista e a minha música, na verdade, é popular com muitos códigos e elementos da música erudita: dinâmicas, sonoridades e sofisticação harmônica. Em outras palavras, ela se aproxima da música erudita, embora beba da fonte da música popular. E é muito bom fazer isso”, afirma Toninho Ferragutti sobre as doze faixas do álbum com choros, forrós, valsas e jazz.

O trabalho nasceu com a proposta de ter composições em que os seis instrumentos são protagonistas. Segundo Ferragutti, há pouco material feito especialmente para esta formação. “O acordeon se presta muito a esse tipo de formação com cordas. Ele se dá bem com as dinâmicas e com os timbres. Embora seja um instrumento de ar, de sopro, ele sustenta os sons como as cordas. Eu me sinto em casa”, revela o compositor.

Capa do álbum.

De Sol a Sol também levou em consideração os músicos parceiros com os quais Ferragutti dividiria o estúdio: Luiz Amato e Liliana Chiriac (violinos), Adriana Schincariol (viola), Adriana Holtz (violoncelo) e Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo), todos eles com carreiras sólidas na música erudita e passagens pelas principais orquestras brasileiras, como a Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e a Sinfônica Municipal (OSM), mas que trazem grande compreensão da música popular, de seus códigos e sua linguagem. “Eu componho e penso na formação, nas pessoas que vão tocar. O disco me deixou feliz porque conseguimos um resultado de que gosto”, diz o acordeonista.

As doze faixas foram arranjadas por um time que entende do assunto, como o clarinetista, saxofonista e compositor Nailor Azevedo ‘Proveta’, fundador da Banda Mantiqueira, e o pianista e compositor Tiago Costa, regente da Orquestra Jovem Tom Jobim. Proveta arranjou Valsa Dura, Pedro e Névoa; já Tiago trabalhou a peça título do álbum De Sol a Sol e ainda Medusa, Bétula e Valsinha de Salão. Completam a lista os arranjadores Alexandre Mihanovich, que assina Moinho e Redentora; Rafael Piccolotto, em Forró Campeão e Adail Fernandes com Um chorinho em Aquiraz; além do próprio Toninho Ferragutti, que arranjou Reloginho.

O álbum teve ainda algo importante para o grupo. “Fiz de uma maneira que sempre quis, fomos para um lugar longe de São Paulo e ficamos mergulhados na gravação, com o foco voltado ao trabalho. Isso também influenciou o resultado”, finaliza o músico. Para ouvir, clique aqui.

Repertório

De Sol a Sol – Toninho Ferragutti e Quinteto de Cordas

Todas as composições são de Toninho Ferragutti

1 – De sol a sol | Arranjo: Tiago Costa

2 – Valsa dura | Arranjo: Nailor Azevedo ‘Proveta’

3 – Medusa | Arranjo: Tiago Costa

4 – Bétula | Arranjo: Tiago Costa

5 – Moinho | Arranjo: Alexandre Mihanovich

6 – Pedro | Arranjo: Nailor Azevedo ‘Proveta’

7 – Valsinha de salão | Arranjo: Tiago Costa

8 – Névoa | Arranjo: Nailor Azevedo ‘Proveta’

9 – Reloginho | Arranjo: Toninho Ferragutti

10 – Forró Campeão | Arranjo: Rafael Piccolotto

11 – Redentora | Arranjo: Alexandre Mihanovich

12 – Um chorinho em Aquiraz | Arranjo: Adail Fernandes

Toninho Ferragutti e o Quinteto de Cordas. Foto: Tarita de Souza.

Toninho Ferragutti | Músico, compositor e arranjador, nasceu em Socorro, no interior do Estado de São Paulo, onde foi incentivado pelo pai, Pedro Ferragutti, também músico saxofonista e compositor de valsas, choros, dobrados e marchas. Fez sua formação acadêmica no Conservatório Gomes Cardin, em Campinas, acrescentada de aulas particulares de acordeon, com Dante D’Alonzo, e harmonia, com Claudio Leal Ferreira. Também credita sua formação às inúmeras rodas de choro, grupos de baile, de música gaúcha e de gafieiras dos quais participou. Antes de se profissionalizar, Toninho Ferragutti cursou três anos de veterinária na Unesp, em Botucatu, curso que abandonou no último ano para se mudar definitivamente para São Paulo, em 1983.

Em mais de 35 anos de carreira bem-sucedida, participou de shows e álbuns de importantes artistas no Brasil e exterior, como Gilberto Gil, Edu Lobo, Antonio Nóbrega, Elba Ramalho, Mônica Salmaso, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Chico Cesar, Sivuca, Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon, Lenine, Paulo Moura, Marisa Monte, Elza Soares, Dory Caymmi, Joyce, Nelson Ayres, Nico Assunção, Hermeto Paschoal, Lenine, Elza Soares, Grupo Corpo, Mario Adnet, Proveta, Maira João e Mario Lajinha (Portugal), Seigen Ono (Japão) e Antonio Placer (França).

Também já tocou com diversas orquestras sinfônicas como a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, Orquestra Petrobras Pró-Música, Orquestra de Câmera da Universidade da Paraíba, Orquestra Sinfônica do Recife, sob a regência de Claudio Cruz, Ciro Pereira, Nelson Ayres, Wagner Tiso, Karabtchevsky, João Maurício Galindo, Carlos Anísio e Osman Gioia e vem interpretando toda obra escrita pelo compositor e Acordeonista Sivuca para esta formação.

Tem 15 álbuns solo e em parceria, com indicações ao Grammy Latino, Prêmio Tim e Prêmio Governador do Estado de São Paulo pelo trabalho apresentado no decorrer do ano de 2011. Foi vencedor do 28º Prêmio da Música Brasileira (2017) na categoria Música Instrumental como Melhor Solista, por sua atuação no álbum A Gata Café. Possui músicas gravadas pela Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo e pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Seu CD Sanfonemas foi indicado ao Grammy Latino no ano 2000 como melhor CD de música regional; Nem Sol nem Lua, disco de 2006, foi considerado um dos 10 melhores trabalhos de música instrumental do ano e O Sorriso da Manu integrou a lista dos 10 melhores CDs de 2012, na opinião do crítico musical Carlos Calado. É professor, promove oficinas musicais em sua casa e é devoto de Dominguinhos, Hermeto Pascoal e Gilberto Gil.

Luiz Amato – 1º violino | Natural de São Paulo, é violinista e professor. Bacharel pela USP, é mestre e possui o Graduate Diploma pelo New England Conservatory de Boston (EUA). Doutor pela Universidade da Califórnia (EUA), foi membro do quarteto de cordas em residência desta universidade, com o qual participou de vários festivais e concertos pelos Estados Unidos, Europa e Brasil. No Brasil, integrou, entre outros, o Quarteto Municipal da Cidade de São Paulo – com o qual ganhou o prêmio APCA na categoria Melhor Grupo de Câmara do Ano. Foi spalla da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, da Amazonas Filarmônica e da Orquestra Jazz Sinfônica. Ex-diretor Artístico da Orquestra de Câmara da Unesp, atualmente é professor da universidade.

Liliana Chiriac – 2º violino | Nasceu em Chishinau, Moldávia. Iniciou seus estudos aos sete anos na Escola de Música C. Porumbesco e participou de diversos concursos para jovens instrumentistas. Em 1989, conquistou o primeiro lugar no Concurso de Jovens Violinistas da Moldávia e, no mesmo ano, iniciou seus estudos na Academia de Música G. Musiceuscu. Integrou a Orquestra Sinfônica de Teleradio, da sua cidade natal. Em 1993, integrou o naipe de primeiros violinos da Orquestra Filarmônica Nacional da Moldávia. Fez curso de aperfeiçoamento com a professora Esfir Caplun, discípula de Y. A. Yankelevich, nas áreas de música de câmara e prática pedagógica. Mudou-se para o Brasil em 1998 para exercer a função de “concertino” na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Também participou do Quarteto de Cordas Tchaikovsky, do São Paulo Arte Trio e da Orquestra Bachiana Filarmônica. Desde 2002, integra a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo e a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Desde 2007, é professora da Emesp Tom Jobim. Trabalhou ao lado Toninho Ferragutti em O Sorriso da Manu.

Adriana Schincariol – viola | Violista e professora. Iniciou seus estudos musicais no Conservatório de Tatuí aos 7 anos com piano, passando posteriormente para viola, em que se formou na classe do Professor Paulo Bosísio. É professora de viola e música de câmara no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí, Faculdade UNI-FIAM, FAAM, Instituto Baccarelli e na Emesp Tom Jobim. Foi violista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Orquestra Bachiana, do Quarteto de Cordas Aureus e do Quinteto D’Elas. É violista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e do Quinteto de Cordas com Toninho Ferragutti. Ganhou o Prêmio Carlos Gomes do Governo do Estado de São Paulo de Melhor Grupo de Câmara com o Quinteto D’ Elas (1998). Foi coordenadora pedagógica de Música de Câmara no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão de 2006 a 2011 e da Emesp Tom Jobim de 2009 a 2020.

Adriana Holtz – violoncelo | Natural de Sorocaba. Iniciou seus estudos de violoncelo em 1987 no SESC Consolação e cursou o Conservatório Dr. Carlos de Campos em Tatuí. Participou dos Festivais de Música de Curitiba, Londrina, Tatuí e Campos do Jordão. Formou-se no curso de Licenciatura em Música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, tendo estudado com Robert Suetholz e Antonio Lauro Del Claro. Foi primeiro violoncelo da Orquestra Experimental de Repertório (1994-1997), integrante da Orquestra Jazz Sinfônica, da Camerata Fukuda, do Grupo Cello em Sampa e da Orquestra de Câmara Villa-Lobos. Foi professora da ULM – Universidade Livre de Música e do Conservatório Musical Villa Lobos em Osasco, onde formou-se pianista. Atualmente é integrante da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo).

Zé Alexandre Carvalho – contrabaixo | Contrabaixista, arranjador e professor, atua em diversos estilos e formações, tanto na área do popular como do erudito. Já acompanhou artistas como Eliete Negreiros, Mônica Salmaso e Ná Ozzetti, entre outros. Na música instrumental, trabalhou ao lado de nomes como André Mehmari, Nelson Ayres, Paulo Moura, Ulisses Rocha, Proveta, Mozar Terra, Léa Freire, Hector Costita, Nivaldo Ornellas, Maestro Branco e Toninho Ferragutti, entre outros. Participou das Orquestras Sinfônicas de Campinas e Santo André. Realizou temporadas com a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e Orquestra Sinfônica da USP (Osusp). Como arranjador e diretor musical, trabalhou com os grupos Heartbreakers, Havana Brasil, Divina Caffé e Orquestra Paysandú. Foi diretor pedagógico da Escola do Auditório do Ibirapuera e atualmente é professor titular da Faculdade de Música da Unicamp. É Bacharel, Mestre e Doutor em música pela Faculdade de Música da UNICAMP. Atualmente toca com a Banda Savana, com Toninho Ferragutti e banda, com a cantora Ná Ozzetti.

Ficha técnica

Em todas as faixas:

Toninho Ferragutti – acordeon

Luiz Amato – violino

Liliana Chiriac – violino

Adriana Schincariol – viola

Adriana Holtz – violoncelo

Zé Alexandre Carvalho – contrabaixo

Produção: Toninho Ferragutti

Direção Musical: Luca Raele e Toninho Ferragutti

Gravação: Thiago Monteiro (Estúdio Riviére, Ribeirão Preto – SP), de 20 a 25 de janeiro de 2020

Mixagem e masterização: Thiago Monteiro (Estúdio Riviére, Ribeirão Preto – SP)

Pintura da capa: Cínthia Camargo

Fotografia: Tarita de Souza

Produção gráfica: Alexandre Calderero

Imagens Making Of: Guilherme Monteiro

Edição Making Of: Renan Abreu

Produção executiva: Gisella Gonçalves (Borandá Produções)

Assistente de produção: Lígia Fernandes (Borandá Produções).

Serviço:

Selo SESC lança o álbum De Sol a Sol de Toninho Ferragutti e Quinteto de Cordas

No SESC Digital e nas demais plataformas de streaming a partir de 21 de julho

Selo SESC nas redes

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Roberta Campos apresenta show de voz e violão em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

A cantora e compositora Roberta Campos vai apresentar seus grandes sucessos autorais como De Janeiro a Janeiro, Minha Felicidade e Abrigo em um show especial no Teatro Oficina do Shopping Iguatemi Campinas, dia 13 de agosto, a partir das 20h00.

O repertório é formado por hits da carreira, seus últimos lançamentos e algumas canções do novo disco O Amor Liberta, como o reggae Miragem, single feito em parceria com Natiruts.

“Voltar aos palcos em Campinas tem um peso emocional muito grande. No ano de 2018, Campinas foi minha casa; guardo memórias bonitas desse período e lá no Teatro Oficina Iguatemi fiz um dos shows mais bonitos da minha vida. Não poderia ser diferente essa retomada. Sinto-me acolhida, em casa e feliz”, comemora Roberta Campos.

Indicada ao Grammy Latino 2016 na categoria Melhor Álbum de MPB com o disco Todo Caminho é Sorte, Roberta Campos é um dos nomes que aparecem em um time de grandes cantoras da MPB.

Mineira, Roberta vem se destacando como autora de canções que compõem trilhas sonoras de diversas novelas e hits que alcançam os primeiros lugares das rádios brasileiras, além de parcerias com nomes como Humberto Gessinger, John Ulhôa, Fagner, Fernanda Takai, Paulo Mendonça, Natiruts, Vitor Kley e Skank, entre outros.

Serviço:

Roberta Campos – Voz e Violão

Data: 13 de agosto de 2021 (sexta-feira)

Horário: 20h

Local: Teatro Oficina do Shopping Iguatemi Campinas

Ingressos: R$30,00 – R$80,00

Vendas: Ingressodigital.com e na bilheteria do Teatro Oficina do Shopping Iguatemi Campinas – Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina – Campinas/SP

Classificação: Livre.

Documentário de Ana Maria Magalhães sobre a Mangueira estreia em agosto nos cinemas

São Paulo, por Kleber Patricio

Ana Maria Magalhães. Foto: Mustapha Barat.

Em 1992, a diretora Ana Maria Magalhães realizou o vídeo-documentário Mangueira do Amanhã, que mostra a influência do samba na vida das crianças, a formação da escola mirim e o desfile de carnaval daquele ano. O vídeo documenta a tradição cultural transmitida pelos mais velhos para incentivar as crianças a desenvolverem seu talento. A ideia de realizar Mangueira em 2 Tempos surgiu nos encontros ocasionais da diretora com Wesley, hoje mestre de bateria da escola, que lhe dava notícias de seus amigos mais próximos. Eram crianças que ela conhecera durante as filmagens do vídeo e com quem estabelecera laços de confiança e amizade. Desde então, Ana Maria se interessou em acompanhar os seus percursos, mas a ideia de continuar a narrativa partiu de Wesley. Naquele período ela achou que ainda era cedo para que as suas histórias de vida pudessem ser vistas em perspectiva. O projeto nasceu vinte anos depois.

A pesquisa foi iniciada pelas entrevistas de Wesley e Danielle e foi com surpresa que Ana Maria soube que as filmagens do primeiro documentário foram os momentos mais felizes de suas infâncias. Na época, ouvir aquele menino magrinho de 12 anos dizer com um brilho no olhar que queria ser músico soou como possibilidade remota. É impressionante ver como ele realizou seu intento chegando ao comando da bateria. Já o Ailton (Buí para os amigos), não poderia imaginar que aquele garoto de seis anos que tocava em lata de óleo vazia, seria percussionista na China.

Mas as histórias de vidas são encobertas pelo contexto social e, ao realizar o documentário, a diretora foi motivada a revelar a expressão do talento e da criatividade em condições adversas, pelo desejo de ultrapassar as fronteiras da nossa linguagem musical com a fusão de samba, funk e jazz brasileiro. Esses ritmos de origem africana foram executados conjuntamente por instrumentistas de formação tradicional e percussionistas da Mangueira, realçando suas contribuições à nossa musicalidade.

A introdução do funk nos desfiles da Mangueira por um grupo do qual Wesley fez parte sugere a conexão entre samba e funk que têm em comum os dois tempos da marcação do ritmo. Como expressão universal, a música considera que o encontro entre as diferenças é elemento de desenvolvimento e fator de união.

Ana Maria tem forte ligação com a Mangueira, já que ela participou da comissão de carnaval no ano em que a escola homenageou Tom Jobim e tem amigos na comunidade.

Este é também um filme sobre o Brasil negro representado nas escolas de samba. Seus compositores fizeram história na música popular com canções conhecidas do grande público.

Mangueira em 2 Tempos foi patrocinado pelo Banco Itaú, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O filme estreia nos cinemas das principais cidades brasileiras em 5 de agosto.

Ana Maria Magalhães | Nascida no Rio de Janeiro em 1950, Ana Maria Magalhães atuou em importantes filmes brasileiros: Como era gostoso o meu francês, de Nelson Pereira dos Santos; Lucio Flavio, o passageiro da agonia, de Hector Babenco e A Idade da Terra, de Glauber Rocha.

Mestre Wesley e Ana Maria Magalhães. Foto: divulgação.

Sua mais recente atuação foi no filme O Estranho Caso de Angélica, do aclamado diretor português Manoel de Oliveira, que foi selecionado para a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes de 2010. Atuou também em novelas de TV, como Gabriela e Saramandaia, da Rede Globo.

Como diretora, seu primeiro filme foi Mulheres no Cinema, documentário sobre as mulheres cineastas do Brasil. A seguir, realizou o documentário sobre Leila Diniz Já que ninguém me tira pra dançar, uma das primeiras produções independentes veiculadas pela televisão brasileira, e alguns curtas de sucesso; entre eles, Assaltaram a gramática. Dirigiu também o longa-metragem Lara, cinebiografia da atriz Odete Lara.

Seu filme Reidy, a construção da Utopia foi premiado no Festival do Rio (Melhor Documentário de Longa-Metragem) e no Cine Eco Seia (Prêmio Pólis), em Portugal e a série de cinco episódios O Brasil de Darcy Ribeiro recebeu o prêmio de Melhor Série Documental pela TAL TV – Televisión de America Latina, em 2015.

Mangueira em 2 Tempos

Brasil, 2019, 90 min

Produção, Roteiro e Direção: Ana Maria Magalhães

Direção de Fotografia: Jaques Cheuiche

Som: Tiago Tostes e Pedro Sá Earp

Edição: Terêncio Porto

Música Original: Fernando Moura

Canção: Sala de Recepção, de Cartola, cantada por Chico Buarque

Produtor de Finalização: Ade Muri

Produção: Nova Era

Co-Produção: Canal Brasil

Distribuição: Arteplex Filmes

Entrevistados: Mestre Wesley, Érika, Buí do Tamborim, Danielle, Michele, Tathy

Participações: Alcione e Ivo Meirelles.

Sinopse: Depois de quase trinta anos, Mangueira em 2 Tempos revisita amigos de infância retratados no vídeo Mangueira do Amanhã, sobre a escola de samba mirim. Suas histórias revelam as circunstâncias brutais da vida dos moradores das favelas do Rio de Janeiro, mas também de seus surpreendentes destinos. Mestre Wesley se inspira na musicalidade local para realizar a carreira de percussionista. A narrativa de sua trajetória explora a conexão entre samba e funk, ritmos marcados pelas batidas em 2 tempos e propõe o diálogo entre o jazz e a percussão da Mangueira. Trailer: https://youtu.be/XhK8ygkvWSE.

Nova Era – Produtora | A Nova Era Produções realiza projetos audiovisuais que visam contribuir para a afirmação e divulgação de expressões artísticas relevantes, a provocar a reflexão sobre questões socioculturais e a temática feminina pela interseção entre Memória e Cultura Contemporânea. Seja pela escolha do tema ou forma de abordagem, suas obras buscam o diálogo com a sociedade sobre a nossa identidade e diversidade. Com dezesseis prêmios, inclusive em festivais internacionais, atualmente finaliza a remasterização do documentário Já que ninguém me tira pra dançar, sobre a atriz Leila Diniz.

Canal Brasil – Coprodutor | O Canal Brasil é o principal coprodutor de cinema brasileiro, com 362 longas-metragens coproduzidos em mais de uma década. Além da importância pelo volume de obras, a curadoria e o olhar apurado do canal para o cinema independente vêm se destacando, com a presença cada vez mais constante e consistente destes títulos nos principais festivais internacionais de cinema do mundo. Eventos de grande prestígio, como as mostras de Berlim, Cannes, Veneza e Sundance, entre outros, vêm concedendo láureas às produções nacionais das quais o canal é parceiro.