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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Com transposição do São Francisco, espécie de peixe invasora prolifera em bacia do rio Paraíba do Norte

Paraíba, por Kleber Patricio

Espécie Moenkhausia costae. Foto: Pesquisadores/Arquivo.

Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em parceria com as universidades federais do Rio Grande do Norte e da Paraíba relatam a proliferação de uma nova espécie de peixe na bacia do rio Paraíba do Norte, vinda do canal do rio São Francisco. Identificada pela primeira vez na região pelos pesquisadores após a transposição do rio, a espécie de peixe Moenkhausia costae, popularmente conhecida como tetra fortuna, pode provocar um desequilíbrio no ecossistema da região ao competir com outras espécies de peixes nativas. O estudo está publicado na edição de maio da revista Biota Neotropica.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores compararam a composição e frequência relativa de espécies de peixes do açude Poções usando dados coletados antes e depois da transposição do rio São Francisco. Localizado no município de Monteiro, na Paraíba, esse açude foi o primeiro da bacia do rio Paraíba do Norte a receber águas da transposição do rio São Francisco, em março de 2017. Foram feitas coletas de peixes em julho e novembro de 2016, antes da transposição, e em julho de 2018 e janeiro de 2020, depois da transposição do rio.

Conduzido pelo Governo Federal, o projeto de transposição do rio São Francisco envolveu a construção de mais de 700 quilômetros de canais de concreto em dois grandes eixos ao longo do território de quatro Estados do Nordeste brasileiro – Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte – para o desvio das águas do rio São Francisco. As obras iniciaram em 2007 e, por atrasos, têm o término previsto para 2022.

De acordo com o pesquisador Telton Ramos, autor do estudo, os peixes da bacia do rio Paraíba do Norte já vinham sendo monitorados há alguns anos pelos autores do trabalho, mesmo antes das obras de transposição do rio. “O açude Poções é monitorado há muitos anos pela equipe do Laboratório de Ecologia Aquática da Universidade Estadual da Paraíba que nunca havia registrado a piaba Moenkhausia costae, explica Ramos.

Os pesquisadores localizaram a espécie pela primeira vez em 2018 em coleta de cinco peixes durante o período chuvoso. Em uma segunda coleta pós-transposição, em janeiro de 2020, foram coletados 36 peixes da espécie em período de seca. “Nessa amostragem, a Moenkhausia costae foi a terceira espécie mais abundante, o que nos levou a inferir que a espécie está se proliferando no açude”, destacou o pesquisador.

A transposição de rios em regiões secas ao redor do mundo tem ocorrido bastante, principalmente devido à alta demanda por água doce. Porém, estes grandes empreendimentos representam, também, uma ameaça à biodiversidade aquática das regiões ao provocarem um desequilíbrio na fauna nativa. “A introdução de espécies exóticas é considerada uma das maiores causas de perda de biodiversidade nativa em todo o mundo, levando muitas populações à extinção”, enfatiza Ramos. A proliferação da piaba no novo ambiente pode levar à competição da espécie com as espécies de peixes nativas.

Para Ramos, o estudo serve de alerta para futuras transposições de rios. “É necessário muito cuidado em projetos transposição para que situações como essa não ocorram com frequência. O projeto da transposição do rio São Francisco previa diversas barreiras que, em tese, impediriam a passagem de peixes pelos canais, mas pelo jeito, não foram suficientes”, explica.

(Fonte: Agência Bori)

Iniciativa poética e mulheres venezuelanas são destaques na programação de maio do Museu da Imigração

São Paulo, por Kleber Patricio

A figueira centenária do Museu da Imigração. Foto: divulgação.

Na primeira quinzena de maio, o cronograma híbrido do Museu da Imigração contará com a estreia do Projeto RAIZ, que promove um espaço de escuta no jardim do Museu sobre temas relevantes para a instituição, como identidade, memória e herança. Na sequência, ainda mantendo o formato presencial, os visitantes poderão assistir ao documentário Adelante – A Luta das Venezuelanas Refugiadas no Brasil. Fechando o período, ocorrerá mais uma live da série A situação das mobilidades humanas na pandemia.

A partir do dia 5 (quarta-feira), o público poderá conferir uma iniciativa poética sobre reflexões e memória no jardim da instituição. Após a perda de uma das figueiras centenárias do MI, o Projeto RAIZ foi desenvolvido com o objetivo de promover um espaço de escuta no tronco restante da árvore, disponibilizando aos visitantes conteúdos em áudio que abordam temas relevantes para o Museu, como identidade, direitos humanos, xenofobia, refúgio, natureza e herança. Entre as narrações e textos, poesias e cantos que foram produzidos especialmente para a proposta, acontecerá a despedida dessa presença fundamental da trajetória do Museu. A ação será inaugurada com uma produção do historiador e escritor Leandro Karnal. Outros nomes, como o cantor e compositor Emicida e a jornalista baiana Jessica Senra, estão confirmados para os próximos meses.

Já entre os dias 5 e 30, o Museu exibirá o documentário Adelante – A Luta das Venezuelanas Refugiadas no Brasil, dirigido pela cineasta e jornalista Luiza Trindade, com coprodução do Projeto Celina e do jornal O Globo e apoio da ONG Pares Cáritas. Durante o horário de funcionamento, os visitantes poderão assistir ao filme, que conta as histórias de oito mulheres e é um recorte íntimo sobre as consequências de um país inteiro, além de visualizar fotografias realizadas no processo de gravação.

Fechando a primeira quinzena, a live A situação das mobilidades humanas na pandemia traz, no dia 13 (quinta-feira) uma conversa com o Padre Assis Tavares, um religioso de Cabo Verde que atua no Brasil, na favela de Vila Prudente, em São Paulo, com populações marginalizadas. O projeto mensal promove entrevistas com migrantes ou pesquisadores para tratar da situação das mobilidades na pandemia do Covid-19. Para acompanhar de casa, o diálogo será transmitido ao vivo no Instagram, às 17h.

Serviço:

Projeto RAIZ

Data: 5 de maio (inauguração)

Horário: quarta a domingo, das 11h às 17h

Local: Jardim – Museu da Imigração

Exibição documentário Adelante – A Luta das Venezuelanas Refugiadas no Brasil

Data: 5 a 30 de maio

Horário: quarta a domingo, das 11h às 17h

Local: Museu da Imigração

Live Série A situação das mobilidades humanas na pandemia

Data: 13 de maio

Horário: 17h Plataforma: Instagram

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de quarta a domingo, das 11h às 17h (fechamento da bilheteria às 16h).

R$10 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição. http://www.museudaimigracao.org.br.

Caçada aos cogumelos selvagens atrai amantes de gastronomia e aventuras ao Rio Grande do Sul

Cambará do Sul, por Kleber Patricio

Até junho, visitantes podem aproveitar a experiência. Fotos: divulgação.

Parece nome de filme de ação, mas a Caçada aos Cogumelos Selvagens é uma experiência completa e deliciosa para quem estiver em Cambará do Sul (RS) no período que vai de agora até junho. É nesta época que o glamping Parador promove este passeio, que alia aventura, conhecimento e gastronomia.

A bordo de um quadriciclo motorizado – individual ou duplo –, o guia leva os aventureiros pelas florestas de pinus dos Campos de Cima da Serra em busca dos cogumelos comestíveis, que brotam após as primeiras chuvas do outono, logo após um descanso misterioso sob o solo. Durante a caçada, uma aula de como aprender a identificar as espécies variadas de cogumelos, com a possibilidade de prová-los ali em seu habitat natural.

Um jantar no Alma RS fecha a experiência com chave de ouro. O restaurante do glamping já tem sua cozinha conectada com a natureza, com opções do cardápio que valorizam os ingredientes e produtos frescos da terra, do ar e da água, com o que existe de melhor em cada estação do ano. E, especialmente, para esta ocasião, o prato em destaque será o que leva os cogumelos caçados durante o passeio em seu preparo, assinado pelo renomado e premiado chef Rodrigo Bellora. “A caçada aos tartufos é uma tradição no norte da Itália que atrai visitantes do mundo inteiro atrás da caríssima iguaria. A caçada aos cogumelos dos Campos de Cima da Serra, embora não tenha este grau de sofisticação, tem tudo para entrar também no calendário de eventos do sul e fortalecer o turismo gastronômico na região”, comenta Rafael Pecci, diretor de Marketing do Casa Hotéis.

Serviço:

Caçada aos Cogumelos Selvagens

Passeio de 1 hora e meia pelas florestas de pinus para caçar cogumelos

Preço: R$430,00 em quadriciclo individual/R$610,00 em quadriciclo duplo (inclui guia, equipamento de segurança e jantar com prato de cogumelos elaborado pelo chef Rodrigo Bellora)

Período: de abril a junho, todos os dias, às 16h00

Parador

Estrada do Faxinal, s/n° – Morro Agudo – Cambará do Sul/RS

Informações e reservas: (54) 3295-7575

parador@casadamontanha.com.brreservas@casadamontanha.com.br – www.paradorcasadamontanha.com.br

Sobre o Parador | Parador é um hotel estilo glamping (junção de glamour com camping) localizado em Cambará do Sul (RS), próximo aos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral e seus belíssimos cânions. Oferece hospedagem em cabanas, suítes e casulos, com todo conforto e integra o Casa Hotéis, coleção de hotéis de charme do Rio Grande do Sul que oferece hospedagem de alto padrão e atendimento personalizado para os hóspedes. Fundado em 1997, o Casa Hotéis conta com quatro empreendimentos no estado: os hotéis Casa da Montanha, Petit Casa da Montanha e Wood, em Gramado, e o Parador, em Cambará do Sul.

Outono/inverno cervejeiro: pinhão e avelã são alguns dos protagonistas das produções da Cerveja Campos do Jordão

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Produtora paulista carrega em suas receitas a identidade da região. Foto: divulgação.

As cervejarias artesanais vêm, ao longo dos anos, trazendo em suas receitas ingredientes cada vez mais ousados. São amplas opções de ingredientes que estão surpreendendo e trazendo aos paladares as mais diversas sensações, desde as mais frutadas e cítricas até aquelas com leve dulçor. A cerveja Campos do Jordão, localizada entre as montanhas da Serra da Mantiqueira, traz em suas receitas ingredientes que trazem a essência da região. A marca tem uma carta de sete rótulos de estilos tradicionais de cervejas que trazem em suas receitas diferentes ingredientes, como é o caso da cerveja de pinhão, fruto símbolo da cidade, a cerveja de avelã, a Dunkel e a Dark, ótimas para baixas temperaturas.

Confira algumas delas:

Campos do Jordão Pinhão | A Pinhão é uma cerveja com aromas e sabores frutados, maltados e bem condimentados. A semente da araucária, grande protagonista da receita, confere ainda mais açúcares a essa Belgian Dubbel que tem coloração marrom acastanhada e traz notas de frutas secas, como uvas-passas, ameixas e banana seca, além de toques caramelizados e tostados dos maltes com suave aroma de noz-moscada. O corpo elevado, o dulçor e o aquecimento alcoólico elevado trazem uma sensação de final licoroso para a bebida.

Campos do Jordão Avelã – Field Beer | É uma cerveja com coloração acobreada e brilhante e que traz a avelã como grande protagonista da receita, tanto no sabor quanto no aroma. Tem leve dulçor, um corpo médio e é muito equilibrada.

Campos do Jordão Dark Strong | Escura e com um aroma frutado complexo, a Campos do Jordão Dark Strong Ale é saborosa, intensa e ideal para enfrentar o inverno da cidade. Notas de frutas escuras, como ameixas frescas, se misturam com frutas secas, como uvas-passas e tâmaras. Toques de caramelo e chocolate aparecem com suave aroma condimentado de noz-moscada. O corpo alto e a sensação licorosa contribuem para uma sensação aconchegante do aftertaste.

Campos do Jordão Dunkel | De cor marrom com reflexos rubi, a Campos do Jordão Dunkel representa muito bem as tradicionais Munich Dunkels alemãs. Com aromas e sabores tostados, como biscoito e cascas de pão, traz um toque suave de malte torrado que lembra chocolate, corpo médio-baixo e final seco como pede a tradição.

Além dessas, a cervejaria ainda tem em seu portfólio uma leve e refrescante Lager, que tem notas de cascas de pão, grãos, cereais e um leve toque floral e a American IPA, que tem aromas e sabores cítricos, por conter lúpulos norte-americanos na receita.

Sobre a Cerveja Campos do Jordão | A Cerveja Campos do Jordão nasceu em 2012 trazendo no rótulo o nome da cidade onde nasceu. Ela está localizada no Parque da Cerveja, uma área de 240m² rodeada por grandes araucárias e as mais belas montanhas da Serra da Mantiqueira, onde está localizada a fábrica da cervejaria, que hoje possui uma capacidade de produção de 45 mil litros.

Durante a pandemia, os rótulos estão disponíveis em algumas lojas virtuais. Para saber mais sobre onde encontrar, acesse http://cervejacamposdojordao.com.br/onde-encontrar/ ou o Instagram @cervejacamposdojordao e veja os links na bio.

Ignácio Loyola de Brandão é homenageado como Personalidade Literária do 63º Prêmio Jabuti

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: website do escritor.

“Este convite salva a minha vida, reconhece a minha obra e justifica a minha história” – foi assim que um dos mais célebres autores brasileiros reagiu ao convite da Câmara Brasileira do Livro (CBL) para receber a homenagem Personalidade Literária do 63º Prêmio Jabuti. Na bagagem, Ignácio de Loyola Brandão traz consigo diversas reflexões, muitas histórias e ao menos 47 livros, além de inúmeras reportagens escritas no Brasil e em países como Itália e Alemanha. “É uma honra celebrar a vida e a obra de um autor que, em suas mais diversas formas de escrita, retrata tão bem o Brasil e toda a sua complexidade. Através de sua literatura abrangente, ele sempre nos convida a refletir sobre temas essenciais e que definem o nosso país”, comenta Vitor Tavares, presidente da CBL.

Ignácio de Loyola Brandão (Araraquara, 1936) | Chegou a São Paulo em 1957 e trabalhou no jornal Última Hora até 1966. Depois, editou as revistas Claudia, Realidade, Planeta, Lui, Ciência e vida e, finalmente, Vogue. Seu primeiro livro foi Depois do Sol, contos, em 1965. Publicou 47 livros, entre romances, contos, crônicas, viagens, infanto-juvenis e teatro. Entre seus livros mais conhecidos estão Zero, proibido na ditadura militar; Não verás país nenhum, Desta Terra Nada Vai Sobrar, Bebel que a cidade comeu, Dentes ao sol, Cadeiras proibidas, O beijo não vem da boca, O Anônimo Célebre, A altura e a largura do nada e O menino que vendia palavras. Este recebeu o Prêmio Fundação Biblioteca Nacional, em 2007, e o Prêmio Jabuti na categoria Infantil e ainda como Livro do Ano Ficção, em 2008. O escritor também recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, em 2016. É Membro das Academias Paulista e Brasileira de Letras. Doutor Honoris Causa pela Unesp Araraquara. Tem cinco Prêmios Jabuti:

2017 – Categoria Contos e Crônicas – Se for pra chorar que seja de alegria

2015 – Categoria Juvenil – Os Olhos Cegos dos Cavalos Loucos

2008 – Livro do Ano Ficção e Categoria Infantil – O Menino que vendia Palavras

2000 – Categoria Contos e Crônicas – O Homem que odiava a segunda-feira.