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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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“Revolução das Plantas” traz animação e dança em espetáculo audiovisual para crianças

São Paulo, por Kleber Patricio

Em Revolução das Plantas, o botânico italiano e professor Stefano Mancuso mostra que a capacidade das plantas de aprender, memorizar e se comunicar podem inspirar um novo modelo de sociedade, além de influenciar o futuro da tecnologia, da ecologia e dos sistemas políticos. Com base nesse conceito e inspirada no cenário político mundial, além de questões ligadas às mudanças climáticas, a artista Tatiana Guimarães criou o espetáculo com o mesmo nome do livro de Mancuso, Revolução das Plantas, que traz animação e dança contemporânea em uma montagem de audiovisual a ser exibida nos dias 25, 26 e 27 de abril, às 16 e 19 horas.

Revolução das Plantas é uma parceria entre o Núcleo Micromovimentos Dança & Cinema e a plataforma LabExperimental. O Núcleo trabalha na intersecção entre as linguagens da dança e do audiovisual, já tendo sido premiado em editais como ProAC e Prêmio Klauss Vianna.

Primeiro trabalho criado por Tatiana para o público infanto-juvenil, o filme-dança parte da mesma ideia central do livro: precisamos achar uma nova maneira de nos relacionarmos com o planeta, por meio de relações mais horizontais, quebrando-se estruturas preestabelecidas de poder. Assim como nos trabalhos anteriores, Tatiana abre um forte diálogo entre a dança e o audiovisual, aqui fazendo uso de animações que se intercalam com a movimentação. Além disso, a artista traz uma crítica política muito grande, outra forte característica em seus projetos. “De maneira poética e lúdica, mexo com a consciência das crianças e pré-adolescentes para um tema urgente e crucial para a continuidade do planeta: é preciso repensar a nossa relação como sociedade, rever modelos e estruturas”, explica Tatiana.

Em cena, um coturno vai destruindo as plantas, que, mesmo assim, resistem e recriam a si mesmas por outros meios, buscando novos caminhos de sobrevivência. Revolução das Plantas mostra que o potencial para a solução dos problemas que nos afligem está na natureza, com seres vivos capazes de resistir a eventos catastróficos e de se adaptarem com rapidez às mudanças ambientais, devido a autonomia energética ligada a uma arquitetura cooperativa, distribuída, sem centro de comando.

Apesar de não poder interagir com o público, Tatiana nutre expectativas da relação das crianças com o que verão em cena. “A criança traz uma resposta muito mais imediata e pura ao espetáculo, sem passar pelo racional e focado na emoção. A relação é mais próxima e diferente do que acontece em montagens adultas. Uma pena que essa montagem acontece on-line e não possa estar perto para presenciar essa interação”, afirma a artista.

Tatiana Guimarães, bailarina e uma das diretoras do Núcleo Micromovimentos Dança & Cinema, é graduada em cinema pela Universidade Anhembi Morumbi. Trabalhou com reconhecidos(as) artistas da dança de SP, como Sandro Borelli, Miriam Druwe e João Andreazzi e com diretores(as) de teatro e cinema, como João Miguel, Guilherme Leme e Cristiane Paoli Quito. Desenvolveu vídeocenários para o Núcleo de Dança e Performance Marcos Sobrinho, para a Cia Druw e para o Corpo Estável de Jundiaí. Dirigiu as videodanças Piso Verde e Amarelo para Uma Lógica Branca (Mostra Internacional de Vídeodança de SP/2011) e Espaços Anônimos (Mostra de Vídeodança do Festival de Bourgogne, em 2013; parte do acervo permanente da Médiathèque du Centre National de la Dans, na França, e parte da Mostra de Vídeodanças Brasileiras do Teatro de Freiburg, na Alemanha, em 2018.

Publicou artigos em revistas relacionadas aos temas de processos artísticos, pedagógicos e políticos, como a Revista Urbânia, promovida pela Bienal de Artes. É artista-orientadora e agente cultural desde 2006. Trabalhou no Programa Vocacional da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo de 2007 até 2016, sendo coordenadora de equipe interlinguagens por três anos. Desde 2015, faz assessoria para livros didáticos de arte nas áreas de dança e cinema para editora IBEP.

Em 2013, fundou junto à cineasta Andrea Mendonça, o Núcleo Micromovimentos Dança&Cinema, que já se apresentou nas ruas das cinco regiões de São Paulo e do interior, em locais como Praça das Artes e Centro de Referência da Dança e em festivais, como o Festival Latino Americano de Dança.

O Labexperimental é um grupo de intervenção criativa que atua em várias cidades do Brasil, principalmente em ambientes educacionais, culturais e de mediação. Pautado no debate da cultura de rede, seus projetos focam em quatro eixos temáticos: Modelos de Organização, Ocupação de Espaço Público, Mídia Livre e Remixologia. O coletivo também já foi premiado por editais como ProAC.

FICHA TÉCNICA

Direção cênica e performance: Tatiana Guimarães, do Núcleo Micromovimentos Dança & Cinema

Direção audiovisual e edição: Andrea Mendonça, do Núcleo Micromovimentos Dança & Cinema

Parceria em Ação Cultural: Labexperiemental

Demais colaboradores

Representação jurídica: Cooperativa Paulista de Teatro

Figurino: Valdy Lopes Jr

Desenho sonoro e performance: Kuki Stolarski

Desenho de luz e performance: Lucia Chedieck

Desenho para compor vídeocenário e animações para filme: Pedro Felício

Filmagem: Alex Costa

Produção: Iolanda Sinatra.

Serviço:

Revolução das Plantas

Estreia: 25 de abril, às 16 horas

Temporada – De 25 a 27 de abril, às 16 e 19 horas

Espetáculo gravado – duração: 30 minutos

Exibição pelo Zoom: http://us02web.zoom.us/j/84436923593

Livre.

Livro de psicoterapeuta retrata mentalidade coletiva atual

São Paulo, por Kleber Patricio

O psicoterapeuta junguiano Leonardo Torres, que lança o livro: “Contágio Psíquico: a loucura das massas e suas reverberações na mídia”. Foto: divulgação.

O que antes era chamado de histeria coletiva, possessão coletiva e outros termos, agora é aprofundado pelo psicoterapeuta junguiano Leonardo Torres em seu livro Contágio Psíquico: a loucura das massas e suas reverberações na mídia. O autor, que também é Doutor em comunicação e cultura e especialista em psicologia junguiana, parte da afirmação de que a humanidade nunca foi inteiramente lúcida. “O ser humano é o único animal que chora de felicidade; ri de ódio; diz ‘eu te amo’ sem amar; diz ‘eu não me importo’ importando-se demasiadamente”, explica.

O livro é um tratado sobre a loucura coletiva desde a Idade Média até o século XXI e que elucida, pelo viés da psicologia, antropologia e dos estudos da comunicação, fenômenos como o levante do nazifacismo, o negacionismo e outros que eclodiram recentemente. Mas não somente isso: para Leonardo Torres, trazendo estudos da Neurociência, o contágio psíquico ocorre a todo momento, variando seu nível de impacto. Por exemplo: o contágio pode ocorrer desde indivíduos bocejando até casos graves de violência, como nos linchamentos.

O autor mergulha na história da humanidade e na sua necessidade de pertencimento para entender como grupos, sociedades e nações, fisicamente ou on-line, contagiam entre si emoções, sentimentos e pensamentos, promovendo comportamentos absurdos: de danças coletivas que levam à morte, freiras miando para a lua, linchamentos em plena atualidade, desmaios coletivos e muitos outros.

“Com a paixão de quem se entrega ao seu objetivo, o autor nos oferece uma reflexão provocativa e bem construída, fruto do duro trabalho de pesquisa, aliado a uma intuição afinada. Enfim, um livro generoso que faz valer o tempo que a ele dedicamos”, comenta Malena Contrera, Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e líder do Grupo de Pesquisa Estudos do Imaginário pela Universidade Paulista.

Sobre o livro:

Título: Contágio Psíquico: a loucura das massas e suas reverberações na mídia

Autor: Leonardo Torres, Psicoterapeuta Junguiano, Doutor em Comunicação e Cultura e Especialista em Psicologia Junguiana

Editora: Eleva Cultural

Número de páginas: 256

Onde encontrar? Na plataforma Amazon e também no site https://www.elevacultural.com

Preço: De R$65,00 por R$55,00 (promoção de lançamento).

Professor do Instituto Oceanográfico da USP apresentará sobre plástico nos mares no 4º Congresso Brasileiro do Plástico

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Brian Yurasits/Unsplash.

O plástico pós-consumo disposto nos mares inadequadamente pelo homem será abordado no 4º Congresso Brasileiro do Plástico (4CBP), que acontece no dia 8 de junho de 2021, pelo Professor do Instituto Oceanográfico da USP – Universidade de São Paulo, Alexander Turra. O evento terá a presença online de palestrantes nacionais e internacionais que contarão suas experiências sobre a matéria-prima e já está com as inscrições abertas de forma gratuita.

Para o presidente do Instituto SustenPlást, Alfredo Schmitt, “o CBP é o evento referência para a mídia, poder público e sociedade em geral que anseiam por informações corretas e científicas. Por este motivo, os conteúdos apresentados são criteriosamente escolhidos a fim de elucidar assuntos importantes, bem como mostrar as iniciativas do setor sobre os caminhos e soluções fundamentais que o plástico pode trazer”, explica.

O evento, que acontece de maneira bianual, é promovido pelo Instituto SustenPlást e tem como objetivo debater a importância e a relação da sociedade com os plásticos. As informações completas estão sendo divulgadas pelo site cbplastico.com.br.

Pinacoteca divulga tour virtual da exposição “OSGEMEOS: Segredos”

São Paulo, por Kleber Patricio

Todos podem navegar pelos mais de 1000 itens do rico imaginário d’OSGEMEOS. Imagem: divulgação.

A Pinacoteca de São Paulo divulga a aguardada experiência virtual em 360º da mega exposição OSGEMEOS: Segredos. O tour, gratuito e disponível no site do museu em 19 de abril, garante a todos no Brasil e exterior a possibilidade de navegar pelos mais de 1000 itens do rico imaginário dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo e 10 espaços dedicados à mostra (7 salas expositivas, octógono, hall e pátio).

O tour online também representa a possibilidade de acesso a uma das exposições mais concorridas do país. Além da visita virtual, o site do museu também traz uma entrevista exclusiva com o curador da mostra e diretor-geral da Pinacoteca, Jochen Volz, que comenta sobre os êxitos e desafios do processo de montagem.

Outros materiais complementares já estavam disponíveis para o público antes deste lançamento, como a visita guiada conduzida pelos próprios artistas para o público escolar, alunos e professores. Lançada em 21 de janeiro, já foi vista por mais de 32 mil pessoas nos canais da Pinacoteca. Veja aqui.

OSGEMEOS: Segredos | Liderando a retomada das atividades culturais em São Paulo após sete meses de fechamento, a mostra foi inaugurada em 15 de outubro de 2020 e, desde então, é um sucesso de público e crítica. Operando com restrições de atendimento e adotando todos os protocolos de higiene e segurança devido à pandemia, mais de 90 mil pessoas já visitaram presencialmente OSGEMEOS: Segredos até março deste ano, quando o museu foi fechado para atender as determinações do Plano São Paulo para combate da Covid-19.

A mostra tem patrocínio de Bradesco, Samsung, Grupo Boticário, IRB Brasil RE, Iguatemi São Paulo, GOL Linhas Aéreas, escritório Mattos Filho, Allergan, Cielo, Comgás e Havaianas. Este tour foi realizado com o apoio da Bloomberg, empresa líder em tecnologia financeira global, por meio de seu programa de filantropia corporativa e sem uso de leis de incentivo.

Serviço:

Tour Virtual OSGEMEOS: Segredos e entrevista com Jochen Volz

Site da Pinacoteca de São Paulo: http://www.pinacoteca.org.br/tourvirtualosgemeos/.

Ópera ‘La Serva Padrona’ chega ao mundo virtual em nova linguagem musical e visual

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Ópera sempre sugere um espetáculo grandioso num palco, com orquestra, cantores, cenários e iluminação. Mas com a pandemia, que obrigou o distanciamento social, os artistas tiveram que se reinventar. Foi o que fez o coletivo Ocupação Lírica de Teatro Itinerante que, proibido de circular pelo Estado, encarou o desafio de adaptar seu projeto ao formato digital com a gravação para as plataformas virtuais da ópera cômica La Serva Padrona, de J. B. Pergolesi. A montagem estreia no sábado, 24 de abril, no Youtube da companhia e segue em temporada até 30 de abril, sempre às 20h, com acesso gratuito.

O diretor artístico da companhia, Felipe Venâncio, responsável pela nova concepção, conta que redesenhou a ópera para a nova versão. “A ideia era gravar tudo no palco, com cenário mais reduzido para facilitar a circulação. Mas, com o avanço dos casos de Covid-19, achamos arriscado juntar numa sala os músicos, regente, cantores e diretor e então redesenhei a ópera. A proposta é a mesma, mas mudou o jeito de fazer e a cenografia virou digital”, informa. “E como o cenário é bem específico, de rococó barroco, a montagem acabou se transformando num desenho animado com pessoas reais”. Nesse processo, além do rococó barroco e da Commedia dell’arte, a adaptação introduziu referências de filmes de animação como Roger Rabbit, Pipa-Pau, desenhos como Looney Tunes e até jogos de videogame, como Street Fighter.

“Sentimos a necessidade de flertar com novas linguagens, musicais, teatrais e mídias. Além de ressignificar o repertório antigo tradicional operístico e de experimentar coisas novas de compositores contemporâneos”, afirma Venâncio. A gravação foi feita com fundo e móveis cobertos de verde para permitir depois a interferência gráfica da designer de animação.

A montagem mistura a música barroca do século 18 com a Commedia Dell’arte por meio das visualidades e da interpretação. “Pretendemos, dessa maneira, revisitar os aspectos populares dessa arte nomeada como erudita”, diz o diretor. O espetáculo traz a ópera completa em idioma original, instrumentação reduzida e com tradução em libras em todas as apresentações.

La Serva Padrona conta a história de um rico solteirão e uma empregada que sonha em se tornar patroa e trama para se casar com o patrão. Escrita por Giovanni Battista Pergolesi em 1733, a ópera bufa faz uma inversão irônica de valores ao apresentar um patrão, Uberto, que é oprimido pela sua criada Serpina a tal ponto que pensa em arranjar uma esposa para se livrar dela. Serpina, então, convence o outro criado, Vespone, a dar um golpe no patrão para ela se tornar a patroa de fato. A trama mostra a esperteza das pessoas do povo triunfando sobre a avareza da burguesia, em uma divertida sátira social.

Venâncio conta que este espetáculo havia sido montado em 2019 com a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, os cantores do Ópera Estúdio Unicamp (OEU) e ele como diretor convidado. Esta nova versão remota foi gravada com equipe reduzida, em separado com cada integrante, apenas com a presença do diretor, e editada durante o isolamento social. “Aproveitamos para acrescentar novas referências e buscar uma linguagem que se situasse mais como ópera digital, teatro digital ou videoteatro”, explica Venâncio. O acompanhamento musical é feito por um quarteto de cordas e um cravista. A produção foi contemplada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) do governo do Estado, com recursos da Lei Aldir Blanc.

Segundo Venâncio, a proposta da Ocupação Lírica é fomentar a cultura local, formar público, estimular e colaborar com a formação de jovens cantores/atores e apresentar a produção do interior paulista. Ele cita que esse gênero de espetáculo ainda é pouco difundido fora dos grandes centros.

O coletivo | A Ocupação Lírica de Teatro Itinerante é composta por Leandro Cavini, Lara Ramos, Presto Kowask e Felipe Venâncio. Os dois primeiros formados em Música e os dois últimos, em Artes Cênicas pela Unicamp. Os quatro já haviam trabalhado juntos em outros espetáculos como parte do Ópera Estúdio Unicamp e, após a apresentação da segunda temporada de Gianni Schicchi, de Puccini, em 2019, resolveram formar a Ocupação. As principais expectativas eram a possibilidade de pesquisar novas linguagens e abordagens dentro do gênero e realizar circulações pelo interior do estado de São Paulo.

Em 2020, o grupo tinha um projeto audacioso de circulação pelo Estado de duas óperas bufas produzidas em parceria com o Ópera Estúdio Unicamp (OEU). Com o fechamento dos teatros, foi preciso buscar alternativas dentro do universo virtual. “Como nossos próprios meios de criação estavam bastante limitados, recorremos a três espetáculos que havíamos montado ainda como parte do OEU”, diz Venâncio. Primeiro, foi feita uma versão compacta, de 15 minutos, da opereta O Morcego, de Strauss, rebatizada de O Morcego na quarentena — um brinde virtual. Depois, o grupo enviou a gravação de Gianni Schicchi feita com a Orquestra Sinfônica da Unicamp, em 2019, para o festival Arte como Respiro, do Itaú Cultural. E agora, como Ocupação Lírica de Teatro Itinerante, estreia seu primeiro projeto solo, a nova roupagem de La Serva Padrona, de Pergolesi.

Curiosidades

La Serva Padrona fez muito sucesso em sua época e é considerada um dos primeiros grandes exemplos de ópera bufa (cômica). Escrita inicialmente como um intermezzo – uma peça leve para ser apresentada durante os intervalos de uma ópera mais longa e séria –, a obra logo ganhou sua independência e passou a ser apresentada de modo autônomo.

La Serva Padrona foi o estopim da Querela dos Bufões, em agosto de 1752, quando a trupe itinerante italiana de Eustachio Bambini a apresentou em Paris, na Académie Royale de Musique, futura Ópera de Paris. Ali foi travada uma guerra entre os aristocratas, que defendiam a tradição lírica francesa, e os intelectuais, que defendiam o estilo buffo italiano. A polêmica ultrapassou o terreno da música e levou a uma discussão de ideias estéticas, culturais, filosóficas e até políticas. Os aristocratas defendiam a complexidade da harmonia e ornamentação da música francesa e combatiam o que consideravam música de entretenimento, enquanto os intelectuais atacavam a retórica dos temas mitológicos que pouco diziam ao público burguês emergente e defendiam a simplicidade e naturalidade da ópera italiana. Tudo isso provocado pelo sucesso de La Serva Padrona.

FICHA TÉCNICA

Felipe Venâncio – Direção Cênica, Concepção e Gestor de Produção

Presto Kowask – Desenho e Operação de Iluminação e Gestor de Produção

Isabela Siscari – Direção Musical

Leandro Cavini – Cantor-ator

Helen Tormina – Cantora-atriz

Gabriel Pangonis – Ator

Lara Ramos – Produtora Executiva

Gabriela Madureira – Edição de Vídeo e Designer de animação

Tiago Amarante – Assessor de Mídias Sociais

Willian Donizetti – Captador e Editor de Áudio

Heitor Coelho – Assistente de Direção Cênica

Alvaro Peterlevitz – Violinista – violino I

Alfredo Rezende – Violinista – violino II

Jonas Goes – Violista

Fábio Belluco – Violoncelista

Osny Fonseca – Cravista.

Serviço:

La Serva Padrona, de Pergolesi

De 24 a 30/4, às 20h

No Youtube da companhia: https://linktr.ee/ocupacaolirica.

Acesso gratuito. Todas as apresentações terão interpretação em libras.