Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Crianças #EmCasaComSESC apresenta “Marcelino Pente Fino”

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Paulo Barbuto.

Neste sábado (15/05), às 15h, direto de São Paulo, o artista Marcelo Lujan apresenta o espetáculo Marcelino Pente Fino na programação do Crianças #EmCasaComSesc. A montagem, com direção da companhia LaClass Excêntricos, traz para o formato digital uma proposta de arte e interação dentro do universo do clown. O artista encarna um maestro que explora sonoridades, truques e jogos populares, compondo com o ambiente à sua volta, incluindo números de mágica e seus aparelhos de equilíbrio. Durante a apresentação, Marcelo interage com o público pelo chat do Youtube fazendo perguntas e promovendo dinâmicas físicas e mentais.

Marcelo Lujan é artista plástico, maestro, músico, palhaço, malabarista, compositor, equilibrista e diretor. Nascido em Rio Cuarto, Córdoba (Argentina), vive há mais de 20 anos no Brasil e há mais 25 anos dedica-se a estética circense. Com uma visão contemporânea do circo e da construção dramatúrgica, cria suas produções através do empírico, gerando o riso e o relacionamento com a plateia. Fundou, atua e dirige o Circo Zanni, o Circo Amarillo e a LaClass Excêntricos. Atuou e dirigiu em diversas companhias, como Jogando no Quintal, Cia LaMala, Cia do Relativo e Cia Suno. Desde 2010 apresenta seu espetáculo solo Marcelino Pente Fino, projeto que se transforma a cada período de sua vida.

No ar desde maio do ano passado, a programação do Crianças #EmCasaComSesc segue em 2021 com apresentações diversificadas, sempre mesclando artistas, companhias e grupos consagrados no cenário brasileiro com as novas apostas. As transmissões permanecem aos sábados, mas este ano em novo horário, às 15h, no Instagram Sesc Ao Vivo e no YouTube Sesc São Paulo.

Em conformidade com as medidas estipuladas pelo Plano São Paulo no combate à pandemia, as transmissões do #EmCasaComSesc permanecem sendo realizadas da residência ou estúdio de trabalho dos artistas, seguindo todos os protocolos de segurança.

Coca-Cola lança nova edição sem açúcar

Mundo, por Kleber Patricio

A Coca-Cola está lançando globalmente uma nova receita de Coca-Cola Sem Açúcar. Para completar a mudança, a bebida ganha uma nova identidade visual, atraente e mais icônica, com letras pretas sobre um fundo vermelho e design e layout informativos mais simples.

A nova Coca-Cola Sem Açúcar é um convite para aqueles que amam desfrutar do sabor único de Coca-Cola, mas preferem opções sem açúcar. Trata-se de um mais um passo na expansão do portfólio global da Coca-Cola, uma empresa de bebidas completa que oferece opções com açúcar, com baixa caloria ou sem açúcar. “Todo nosso portfólio é pensado para que as pessoas possam encontrar a bebida adequada a cada momento do dia e da vida. Nesse esforço global para ouvir as pessoas e evoluir cada vez mais, Coca-Cola Sem Açúcar tem ocupado papel de destaque como maior motor de crescimento para a empresa”, afirma Javier Meza, vice-presidente de Marketing da Coca-Cola América Latina.

A identidade visual das embalagens da Coca-Cola está sendo renovada em todo o mundo como evolução da estratégia de “Marca Única”, lançada mundialmente em 2016, quando todos os rótulos passaram a trazer o disco vermelho no centro. Na América Latina, a atualização de design, que eleva o logotipo ao topo do rótulo, começa pela Coca-Cola Sem Açúcar.

Provocadora e disruptiva, a campanha de lançamento convida a um debate: trata-se da melhor Coca-Cola de todos os tempos? A comunicação, que no Brasil tem previsão de início em junho, incentiva as pessoas a experimentarem o novo sabor para comprovarem que a doçura e o frescor se mantêm inalteráveis como sempre.

Concerto da Camerata Filarmônica Brasileira comemora os 7 anos da Acafi

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Camerata Filarmônica Brasileira. Foto: divulgação/website da orquestra.

A Camerata Filarmônica Brasileira foi criada com o objetivo de divulgar a música erudita brasileira e de ser um meio de dar visibilidade aos artistas do país e, sobretudo às mulheres compositoras, solistas e regentes. Neste primeiro concerto, que abre a temporada 2021, trazemos no programa obras de duas compositoras: a brasileira Chiquinha Gonzaga e a venezuelana Teresa Carreño. Além delas, teremos obras dos compositores Tchaikovsky e Warlock. O concerto comemora também os 7 anos de fundação da Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba (Acafi), que vem ao longo dos anos mantendo concertos e atividades pedagógicas musicais ininterruptas mesmo durante a pandemia.

Os solos serão executados pelo violinista Alexandre Cruz, reconhecido pela sua versatilidade em performances ao violino em repertórios que vão desde a música antiga até os grandes concertos para violino do século XIX e XX. O concerto terá direção artística da maestrina e fundadora da Acafi, Natália Larangeira, jovem regente que vem se consolidando na América Latina como uma das grandes revelações no universo sinfônico e operístico, principalmente após ter conquistado o concurso para regente assistente na Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, do Teatro Colón, e após ter sido premiada no concurso para regentes de ópera no III Concurso de ópera de Baugé, na França.

Este projeto é patrocinado pelas empresas Filtros Mann e Tuberfil por meio da Lei Rouanet, Pronac 181610, juntamente com empresas e munícipes que acreditam no poder de transformação da música.

A Acafi | A Camerata Filarmônica de Indaiatuba é uma associação sem fins lucrativos atuante no segmento musical com propósitos artísticos, educacionais e sociais. Sua equipe conta com músicos profissionais, educadores musicais e cargos de apoio de gestão, além da Diretoria Executiva, Conselho Diretor e Conselho Fiscal.

A Acafi mantém a atuação de grupos musicais como a Camerata Filarmônica Brasileira, Camerata Filarmônica de Indaiatuba, Camerata Filarmônica Jovem, Camerata Filarmônica Aprendiz e o Quarteto Guarany, além do Projeto Camerata Comunidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Indaiatuba.

A Camerata atendeu diretamente, em 2019, cerca de 350 pessoas, entre músicos profissionais e amadores, estudantes de música e crianças e adolescentes iniciantes no ensino musical e, nos anos de 2020 e 2021, segue oferecendo aulas gratuitas com empréstimos de instrumentos a todos os alunos, que, mesmo em meio à pandemia, conseguiram dar continuidade aos estudos musicais.

História | O primeiro grupo musical da Camerata foi criado em 2013, com uma pequena programação de concertos e, oficialmente, a Associação foi fundada em 2014. Desde então, tem promovido atividades artísticas e musicais por meio de concertos regulares em diversos pontos da cidade, tendo se apresentado para mais de 7.000 pessoas, além de ter promovido cultura e impactado socialmente o município.

Desde seu início, a Acafi tem mantido as atividades culturais da Camerata Filarmônica de Indaiatuba, orquestra profissional dedicada ao repertório de concerto para orquestra de cordas, com temporadas sazonais.

A partir de 2017, criou mais duas orquestras de cunho didático a fim de oferecer prática orquestral de forma gratuita a músicos amadores e estudantes de música de Indaiatuba e região, que necessitam dessa atividade para adquirir experiência em orquestras. Esses grupos têm atuado continuamente, com ensaios semanais e temporadas de concertos.

A partir de 2019, a Acafi firmou parceria com a Prefeitura Municipal de Indaiatuba e a Secretaria de Cultura, com o Projeto Camerata Comunidade, pelo compromisso de levar ensino musical aos bairros periféricos da cidade, ato alinhado ao objetivo principal de levar música orquestral a crianças e adolescentes de baixa renda. Por meio deste projeto, a Camerata também passou à obtenção da Lei de Utilidade Pública Municipal (N. 274/2018). No ano de 2021, a Acafi foi reconhecida como Ponto de Cultura pela Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria da Diversidade Cultural.

Serviço:

Concerto Acafi 7 anos

Temporada 2021

15/5/2021 – 20h00

Links da Transmissão ao vivo:

Facebook: https://fb.me/e/IDU1bYsD

Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=9qhJBPkdc6M.

Instituição filantrópica disponibiliza oficinas culturais online

Valinhos, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

As oficinas culturais promovidas pela ACESA Capuava – instituição filantrópica de Valinhos que tem como público-alvo crianças, jovens e adultos com Transtorno do Espectro Autista, deficiência intelectual, deficiência múltipla e surdez – começaram a ser publicadas no canal do Youtube da instituição. O intuito é que, deixando as atividades disponíveis também para a comunidade, a ACESA consiga alcançar e ajudar cada vez mais pessoas. Foram disponibilizadas de quatro a seis aulas das oficinas de pintura em tela, dança, música, desenho animado, teatro e fotografia, que reúnem exercícios adaptados ao isolamento, pensados para serem feitos em casa e com objetos facilmente encontrados.

Por meio das oficinas é possível aprender a construir jogos e adaptar instrumentos musicais, coreografias, técnicas de fotografia que podem ser colocadas em práticas com o celular e exercícios teatrais, além de histórias sobre a arte, a fotografia e diferentes músicas da cultura brasileira. Os vídeos, gravados pelos professores parceiros da ACESA Capuava, ensinam detalhadamente os exercícios e, em algumas oficinas, como a de pintura em tela, realizam a atividade completa, possibilitando assim que as crianças, pais e todos aqueles que acompanham as façam simultaneamente. “Nós esperamos que a comunidade, assim como nossos atendidos, se divirta realizando as atividades. A intenção é que sejam momentos de descontração e aprendizado em meio à enorme dificuldade que estamos passando”, afirma a presidente da ACESA Capuava, Fernanda Teixeira.

Para assistir às oficinas, basta entrar no canal do Youtube da instituição por meio do link https://www.youtube.com/channel/UCyZ_yq4DNG8itNvVIBbcu9A/videos. Vale lembrar que é de grande importância que você se inscreva no canal da ACESA, curta os vídeos e ative as notificações para que seja sempre informado quando vídeos novos forem ao ar. Assim a entidade conseguirá medir de maneira mais clara o retorno dessa iniciativa.

Há também a possibilidade de matricular-se gratuitamente nas oficinas, tendo acesso a todas as aulas com antecedência e com contato direto com os professores, podendo pedir auxílio, adaptações e dar sugestões. Basta entrar em contato com a ACESA pelo WhatsApp (19) 97117-9642.

As oficinas culturais compõem uma das atividades do plano anual – Espaço Cultural ACESA Capuava,  um projeto ProNAC Nº 202954 com realização do Ministério do Turismo, pela Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura com patrocínio das empresas:  DHL, Myralis Pharma, Unimed Campinas e Scholle IPN.

Sobre a ACESA Capuava | A ACESA Capuava é uma instituição filantrópica de Valinhos/SP que atende pessoas com transtorno do espectro autista, deficiência intelectual, deficiência múltipla e surdez. Fundada em 2002, atua junto à comunidade carente de toda Região Metropolitana de Campinas e é formada por um grupo de profissionais que se uniu com a missão de prestar um serviço de amor incondicional e de cidadania. Todos os seus colaboradores acreditam no ser humano, em suas infinitas possibilidades e em sua capacidade de transformar e transcender toda e qualquer condição de vida. Para mais informações, visite www.acesacapuava.com.br, a loja virtual www.acesacapuavastore.org.br e a página no Facebook (www.facebook.com/ACESACapuava).

79% das mulheres na música já sofreram discriminação, revela pesquisa

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Denis Vasil’ev/Unsplash.

Lançada em março, junto com a apresentação da edição 2021 do relatório Por Elas Que Fazem a Música – uma iniciativa da União Brasileira de Compositores para medir a participação feminina entre os associados –, uma pesquisa inédita para destrinchar seus dados e experiências pessoais reuniu um universo de 252 mulheres dispostas a contar em mais detalhes sua realidade num meio que é silenciosamente hostil a elas. Prova disso é que 79% disseram ter sofrido discriminação de gênero em algum momento da sua carreira. Muitas deixaram depoimentos sobre pequenos e grandes embaraços ligados ao simples fato de serem mulheres.

Como se trata de uma pesquisa respondida por iniciativa própria das profissionais sem que tenham sido aplicados critérios científicos de representação geográfica, etária ou étnica na seleção das participantes, os resultados devem ser lidos como um retrato desse universo específico – o das respondentes. Mas a experiência empírica revela que, em muitos aspectos, elas podem perfeitamente refletir, com mais ou menos precisão, o conjunto das mulheres no mercado musical brasileiro.

Por exemplo, os percentuais de origem geográfica (com 63% oriundas da região Sudeste, com Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte em seguida) e faixa etária (35% delas têm de 31 a 40 anos; 28%, até 30 anos; e 24%, de 41 a 50, segundo as outras faixas bastante minoritárias) coincidem com os dados de dois outros trabalhos: o próprio relatório Por Elas Que Fazem a Música e a pesquisa Músicos/as e Pandemia, realizada pela UBC e pelo cRio, think tank da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) ano passado.

Outro dado com resultado similar é sobre a área de atuação das mulheres que responderam à enquete: 33% delas são compositoras, 30% se disseram intérpretes, 19% são produtoras fonográficas, 17% são músicas executantes e 3% delas trabalham em outras áreas dentro da música, como funções técnicas, por exemplo. A soma não corresponde a 100% porque várias delas atuam em mais de uma função.

Se, agora, 100% das participantes são do sexo feminino, uma pergunta sobre identidade de gênero e orientação sexual mostra que os avanços na aceitação às diferenças já começam – ainda que timidamente – a se refletir no mercado musical: 55% se definem como mulheres cisgênero heterossexuais, 23% como cis bissexuais, 17%, como cis homossexuais e pouco mais de 1% são mulheres transgênero (hetero, bi ou homossexuais).

A maioria das mulheres (60%) que responderam se declara branca, com pardas, pretas, amarelas e indígenas somando os outros 40% – praticamente uma inversão dos percentuais que vêm sendo verificados há alguns anos pelo IBGE. A escolaridade das mulheres participantes também difere bastante dos dados do conjunto da população, com 46% tendo completado uma carreira universitária, 12% com mestrado e doutorado e apenas 3% com segundo grau incompleto ou menor escolaridade. O que não impede que nada menos do que 53% declarem jamais ter recebido nenhum valor de direitos autorais e que 51% delas afirmem receber no máximo R$800 anuais oriundos dessa fonte. As que recebem mais de R$54 mil em direitos autorais representam apenas 3% das que responderam, traduzindo inequivocamente a grande disparidade na distribuição dos rendimentos verificada em outros levantamentos – e que se deve, entre outros fatores, à dificuldade de inserção para artistas independentes e de fora do mainstream no mercado musical como um todo.

A maioria das respondentes é solteira (53%) e a grande maioria (68%) não tem filhos, o que lança alguma luz sobre a dicotomia entre poder dedicar-se à carreira ou formar uma família frequentemente imposta às mulheres não só no meio musical, mas no mercado como um todo.

Com iniciativas como a enquete e o relatório anual Por Elas Que Fazem a Música, a UBC quer ressaltar a necessidade de equiparação de condições e rendimentos entre homens e mulheres no mercado musical, algo que beneficiaria toda a cadeia produtiva. “Além de ter lançado em março a quarta edição do Por Elas, contendo dados da participação feminina entre nossas associadas, quisemos fazer esta pesquisa adicional para ampliar nossos resultados e poder ter acesso a dados mais claros que não constam da nossa base. Temos o compromisso de ampliar esse debate, discutir constantemente o cenário e, através da conscientização, ajudar a construir um panorama melhor para as mulheres”, disse Vanessa Schütt, coordenadora do projeto.