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NaLata Festival Internacional de Arte Urbana transforma a cidade de São Paulo em museu a céu aberto na segunda edição

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Obey/Imagem cortesia de Obey Giant. Fotógrafo: Jonathan Furlong.

De um lado, a tinta cinza remete às vozes e cores caladas nas ruas de São Paulo. Do outro, painéis tomados pela arte urbana se misturam com a paisagem do espaço público em um dos endereços com maior fluxo de pedestres da capital. A 2ª edição do NaLata Festival Internacional de Arte Urbana começa hoje, 20 de setembro, no Largo da Batata, Faria Lima e no bairro de Pinheiros e reunirá nomes emergentes e já consagrados da arte de rua em todo o mundo com objetivos comuns: transformar a cidade e ressignificar os espaços. Realizado pela Agência InHaus e com idealização e curadoria de Luan Cardoso, o NaLata Festival terá a participação de 11 artistas nacionais e internacionais e nesta edição contará com o patrocínio do QuintoAndar, Tiger, Suvinil, One, Iguatemi, TNT e Mundie e Advogados.

Pela primeira vez no Brasil, o artista americano Shepard Fairey, conhecido como Obey, um dos mais influentes e reconhecidos em todo o mundo, estará presente no NaLata Festival com dois painéis no Largo da Batata, os maiores desta edição. É dele o cartaz com o rosto do ex-presidente Barack Obama e a palavra HOPE, que viralizou em 2008 durante as eleições americanas, além de capas de discos de bandas como The Black Eyed Peas, The Smashing Pumpkins, Led Zeppelin e obras com os rostos de Nelson Mandela e do músico Johnny Cash.

Outro destaque é Jason Peters, que será responsável pela primeira escultura desta segunda edição do NaLata Festival. As obras que constrói raramente são transportadas para outro local de exibição, o que as torna únicas. Peters é conhecido por criar espaços ilusórios e realidades alternativas com suas obras e acumula grandes quantidades de objetos descartados da vida cotidiana que ele então reconfigura de maneiras surpreendentemente inesperadas.

Obra de Dourone/AUDREY 00:00,02 em Rotterdam, Holanda/Imagem cortesia de Dourone.

O NaLata Festival terá ainda obras do ícone da arte de rua de Nova Iorque, o artista Doze Green, que criou um estilo único inspirando a geração da cultura hip-hop e cujo trabalho traz influências da caligrafia japonesa e do cubismo. Participou da geração de Warhol, Haring e Basquiat, foi integrante do lendário The Rock Steady Crew, criador de um novo estilo de dança, conhecido como breaking. É conhecido também pela produção da capa do álbum Lado B Lado A do grupo O Rappa.

Formada pelos espanhóis Juan Antônio e Álvaro, a dupla PichiAvo é reconhecida pela habilidade em criar conexões entre pintura e escultura em ambientes urbanos. Realizou projetos em alguns dos principais espaços da arte urbana internacional, como Wynwood Walls (2015) e o Hard Rock Stadium (2016), ambos em Miami, e ainda no Houston Bowery Wall, em Nova York (2017).

A dupla Dourone, que já espalhou murais em Los Angeles, Miami, Paris, Amsterdã, Kiev e Joanesburgo, expressa nos desenhos a adaptação da espécie humana a um planeta que não é mais o mesmo.

Brasileiros | Entre os nomes brasileiros e com uma linguagem visual única, Finok discute as relações entre a sociedade e os valores sociais por meio de figuras incorporadas a subculturas, como pipas e balões. Tem trabalhos nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Espanha, Itália, Portugal, Líbano, Rússia, Chile e Reino Unido.

Painel de Finok/Imagem cortesia de Finok.

Zéh Palito integra respeito e prazer mútuo entre os seres humanos e o mundo natural, inspirando-se nas culturas brasileira e africana. Os vibrantes murais do artista apresentam paisagens fantásticas onde humanos, animais e plantas coexistem em harmonia dinâmica. Por meio de mudanças dramáticas de escala e um uso altamente saturado de cores, Zéh Palito propõe uma visão utópica maravilhosa para o futuro.

Inspirados por ilustrações de rock e pôsteres, o duo Bicicleta Sem Freio, formado pelos ilustradores Douglas de Castro e Renato Reno, também participa do NaLata Festival. Entre as cidades que já receberam as obras dos brasileiros, estão Londres, Berlim, Hong Kong, Miami, Las Vegas, Montreal ou Los Angeles, Portugal e Jerusalém.

Nascida e criada em São Paulo, Verena Smit possui trabalhos em coleções particulares nacionais e internacionais. Participou da residência artística Annex B, em Nova York, onde fez sua primeira exposição individual em 2018. Entre os anos de 2019 e 2021, fez uma série de trabalhos instalativos em espaços públicos e privados como o CCSP, metrô São Bento, Marginal Pinheiros, Rua Augusta e Anhangabaú.

Duas artistas vão pintar as primeiras empenas da carreira no NaLata Festival. Heloisa Hariadne é motivada pela relação humana com a natureza, buscando inspiração em si mesma para seus projetos. A artista gosta de pensar a pintura como uma possibilidade de trabalhar um emocional dos retratos, compondo um imaginário do corpo que questiona ele mesmo e seus espaços.

Já Kika Carvalho materializa sua arte em diferentes suportes, técnicas e escalas, tendo como base a cor azul. Foi a primeira mulher de destaque a pintar os muros de Vitória (ES) e uma das responsáveis pela construção da cena local, com trabalhos em diferentes cidades do país.

No Largo da Batata | O Festival entrega um legado cultural para a cidade, criando um novo eixo de turismo, lazer e cultura. Os artistas envolvidos no NaLata Festival e a dimensão do evento destacam São Paulo como um dos principais pontos do cenário mundial de muralismo.

Já as ativações dos patrocinadores ocorrem na casa NaLata, localizada no Largo da Batata, onde a Tiger, cerveja puro malte que chega ao Brasil, vai contar com um bar exclusivo. Também no Largo, o QuintoAndar ocupará a torre de containers com a personalização de quatros andares que reforçam a ideia de moradia e as diferentes histórias existentes em cada andar de um prédio, ainda que a estrutura seja a mesma. O espaço receberá visitas do público.

A região ainda contará com a maior escultura já produzida pelo artista Jason Peters, em colaboração com o coletivo brasileiro Rizomatique. “O NaLata vem mais uma vez propor uma ocupação visual do espaço público, trazendo um novo significado destes locais por onde passamos todos os dias. Queremos que as pessoas vivenciem uma experiência cultural em um espaço aberto. Acreditamos na arte como uma importante ferramenta de transformação e engajamento. Trazer estes nomes como estes para o Brasil tem uma relevância histórica”, comenta Luan Cardoso, sócio e curador.

“O NaLata mostra na prática como conectar pessoas por meio da arte. São mensagens visuais que carregam um forte simbolismo e legado cultural para a cidade de São Paulo”, explica Juliano Libman, sócio da agência InHaus. “O Festival torna o bairro de Pinheiros e o Largo da Batata, assim como a região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, um roteiro imperdível para quem quer aproveitar a cidade. É um evento convidativo, gratuito e desperta a curiosidade”, complementa Luiz Restiffe, também sócio da InHaus.

Sobre NaLata Festival | Idealizado e curado por Luan Cardoso, com produção e realização da InHaus, comandada por Juliano Libman e Luiz Restiffe, o NaLata Festival Internacional de Arte Urbana traz para a população paulistana a oportunidade da vivência da arte, por meio de obras de muralistas importantes da cena do grafite mundial. Esta edição tem o patrocínio da QuintoAndar, Tiger, Suvinil, One, Iguatemi, TNT e Mundie e Advogados, e apoio da Triton e do Consulado-Geral da França em São Paulo.

Os interessados podem acompanhar a cobertura do festival pela internet no site nalatafestival.com.br ou no perfil no Instagram @nalata.festival.

Serviço:

Casa NaLata

Endereço: Rua Fernão Dias, 682

Horário de funcionamento: 14h00 às 23h00, de quarta a sábado, e domingo das 12h00 às 21h00

Entrada gratuita

*Horários sujeitos a alterações

As obras podem ser conferidas nos seguintes endereços:

Rua Teodoro Sampaio, 2767

Rua Campo Alegre, 60

Rua Arthur de Azevedo, 2103

Av. Brigadeiro Faria Lima, 2229

Rua Fradique Coutinho, 1036

Rua Teodoro Sampaio, 2763

Rua Cunha Gago, 154

Rua dos Pinheiros, 1409

Largo da Batata.

(Fonte: Agência Lema)

Turismo sustentável: Vivalá lança nova expedição para a Chapada dos Veadeiros

Goiás, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A Vivalá Turismo Sustentável está ampliando suas expedições. O próximo destino é a Chapada dos Veadeiros, no estado de Goiás. A viagem para o novo destino já está garantida para o feriado de finados, 2 de novembro, e conta com atrações exclusivas, especialmente no contato com a comunidade local. O roteiro de cinco dias e quatro noites conta com estadia de duas noites na Aldeia Multiétnica, com contato com a cultura dos povos indígenas e voluntariado na Cidade Fraternidade, uma comunidade na zona rural de Alto Paraíso de Goiás que receberá expedições pela primeira vez. No Parque da Chapada dos Veadeiros, a proposta é presentear os turistas com as cachoeiras e cânions que permeiam o local.

As expedições incluem transporte terrestre e aquático (desde o ponto de partida do início da expedição), hospedagem e quase todas as refeições, exceto em dias livres para jantares, e inclui acompanhamento de guia em todos os destinos. A saída é da cidade de Brasília (DF) no dia 29 de outubro e o retorno está marcado para dois de novembro. “Houve um crescimento exponencial do turismo na Chapada dos Veadeiros nos últimos anos e nem sempre isso se reflete positivamente na vida das populações locais. Muito pelo contrário: já começam a surgir problemas como hiperinflação do custo de vida, especulação imobiliária e danos ao meio ambiente. Nossa proposta é explorar aquilo que estamos chamando carinhosamente de ‘lado B da Chapada’: vivências fora do roteiro turístico tradicional, estabelecendo uma conexão profunda com a natureza e as comunidades tradicionais indígenas, quilombolas e de assentamentos, garantindo que grande parte dos recursos seja destinada para os que vivem ali”, explica Daniel Cabrera, cofundador e diretor executivo da Vivalá.

O valor da expedição é R$2.300, em até 8x sem juros no cartão de crédito, ou R$2.070 à vista, boleto bancário, PIX ou transferência. Não estão inclusos passagens aéreas de origem até Brasília (DF), traslado aeroporto-hotel, refeições em Brasília, bebidas e compras pessoais de artesanatos. Para conferir o roteiro completo, acesse em https://bit.ly/3lzxzIY.

Cuidados | A Vivalá atua na conscientização em relação aos cuidados de higiene que devem ser tomados para as atividades. Cada viajante deve comprovar que recebeu, pelo menos, a primeira dose da vacina contra a Covid-19, além de usar máscaras e álcool em gel 70%. Ao longo de toda a viagem também são disponibilizadas máscaras descartáveis para reforçar os cuidados necessários. Os cuidados estão redobrados na alimentação e limpeza das hospedagens e, no máximo, dois viajantes são permitidos por quarto para evitar aglomerações. São recomendados ainda testes para a Covid-19 antes e depois da viagem. Estão suspensas todas as atividades que promovem aglomerações, como pequenas celebrações nas comunidades visitadas.

Reinvestimento | Em todas as expedições da Vivalá, é possível valorizar a vida humana por meio do turismo de base comunitária com uma aproximação da cultura local de comunidades tradicionais ribeirinhas e indígenas.

Um dos diferenciais, além da própria imersão na cultura das comunidades locais, é auxiliar no empoderamento de pequenos negócios familiares. No total, são quase 200 empreendimentos, como pequenas pousadas, restaurantes, canoeiros, artesãos, guias, confeiteiros e dançarinos, entre outros profissionais que buscam solidificar suas iniciativas. O auxílio é baseado na empatia e escuta ativa, especialmente ouvindo o que essa população tem a oferecer em seu território.

Para aumentar o impacto da Vivalá na missão de desenvolver, de fato, o turismo sustentável, 50% do lucro das expedições são reinvestidos. “Nos comprometemos, via contrato social, a reinvestir 50% dos lucros, mas na prática reinvestimos 100%. Isso significa que nosso compromisso com a consolidação do turismo de base comunitária no Brasil e a geração de impacto socioambiental positivo através de nossa atuação é nossa meta mais importante. Queremos, até o final de 2023, estar presentes em todos os estados do país, atuar com milhares de famílias ribeirinhas, quilombolas, indígenas e caiçaras, injetar milhões de reais por ano em comunidades tradicionais por meio do TBC e ajudar a integrar de maneira positiva as realidades de viajantes e comunidades, construindo uma ponte e ampliando a consciência de todos os participantes nesse processo”, complementa Daniel, da Vivalá.

Outras expedições | Atualmente, a Vivalá atua em dois destinos na Amazônia: Rio Negro, no Amazonas, e Rio Tapajós, no Pará. Até o final de 2021, ainda serão realizadas cinco expedições na Amazônia, com duração de 5 ou 8 dias – todas elas contando com imersão junto à população ribeirinha local. O calendário de expedições 2022 também se encontra disponível em www.vivala.com.br/expedicoes.

No caso da Expedição Rio Tapajós, a viagem começa em Santarém, a terceira maior cidade paraense, passa pelas comunidades de Maguari e Jamaraquá, dentro da Unidade de Conservação da Floresta Nacional dos Tapajós, segue por trilhas e outras experiências, como o Carimbó, até chegar em Alter do Chão (por água), onde é possível se conectar com cenários como a Praia da Ponta das Pedras e a Praia do Amor.

Já a Expedição Rio Negro tem início em Manaus e se desenvolve na comunidade ribeirinha de Lago do Acajatuba, cerca de 1h30 de barco da capital amazonense. Lá, o grupo vive experiências como trilha na selva, mergulho no rio, observação do céu e oficinas culturais, além, é claro, do voluntariado.

Yunus & Youth + Aceleradora 100+ Ambev | E todo o trabalho que a Vivalá realiza fez com que, após a análise de 2.698 candidaturas de 130 países, a organização seja um dos 26 negócios sociais selecionados pela Yunus & Youth Global Fellowship em 2021.

A Yunus & Youth é uma organização criada por jovens transformadores e inspirada no conceito de negócios sociais do economista Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 2006. O programa busca apoiar o desenvolvimento de jovens empreendedores sociais pelo mundo todo por meio de mentoria e treinamentos e tem suporte virtual, ainda que a entidade também organize eventos presenciais, sendo a maioria em São Paulo, sempre com a temática de negócios sociais.

Com o aceite para integrar a seleção, as lideranças da Vivalá – Daniel Cabrera e Pedro Gayotto – irão se unir a um seleto grupo de jovens empreendedores sociais que geram impacto no mundo todo recebendo mentoria e reforçando o compromisso de expandir o turismo sustentável para outros biomas e comunidades do Brasil em 2021. “É como se um jovem jogador habilidoso fosse escolhido para jogar junto com o Neymar, o Messi ou o Cristiano Ronaldo. Antes de qualquer coisa, é a comprovação de que a Vivalá, como negócio social, está no caminho certo, pois foi escolhida para fazer parte de um grupo criado pelo próprio pai dos negócios sociais, o Prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus. Também é a oportunidade de participarmos durante seis meses de seu programa global de aceleração, receber mentoria de executivos da Fortune 500, nos conectar com líderes de negócios sociais de mais de 20 países de todos os continentes e, consequentemente, expandir nosso impacto socioambiental positivo no Brasil”.

Também no início de setembro, a Vivalá foi selecionada para o programa de aceleração promovido pela Ambev, por meio da Aceleradora 100+, em conjunto com a Parceiro Pela Amazônia – PPA e apoio da Quintessa. A iniciativa vai investir R$ 108 mil para que, até o início de 2022, a Vivalá expanda suas atividades por todos os estados que compreendem a Amazônia legal: toda a região norte, além do Maranhão e do Mato Grosso.

Sobre a Vivalá | A Vivalá Turismo Sustentável no Brasil surgiu em 2015 como um negócio social com a missão de ressignificar as relações das pessoas com o turismo, empoderando comunidades e transformando percepções. A agência é especializada em expedições em unidades de conservação com profunda interação com a natureza e imersão nas comunidades locais através do turismo de base comunitária e voluntariado. A Vivalá tem reconhecimentos importantes, tendo sido escolhida em 2021, pela Fundação Grupo Boticário, para expandir o trabalho de Turismo Sustentável no país. No site www.vivala.com.br é possível encontrar todos os roteiros e expedições agendadas para os próximos meses. Mais informações pelo e-mail contato@vivala.com.br ou telefone (11) 95658-5778.

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Senac abre inscrições para curso de iluminação residencial

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A Secretaria de Governo de Indaiatuba, por meio do Sebrae Aqui e em parceria com o Senac, abre turma  para o curso de Iluminação residencial. As aulas acontecerão, de forma on-line e gratuita do dia 4 a 27 de outubro, de segunda e quarta-feira, das 18h às 22h. O objetivo é apresentar aos alunos a iluminação residencial como um recurso de projeto de interiores. O foco é proporcionar as pessoas participantes à identificação das características dos ambientes, assim como mostrar efeitos, tipos de peças, lâmpadas e luminárias. Os interessados devem se inscrever pelo link: https://www.sympla.com.br/iluminacao-residencial—senacsebrae—3298__1346171. Os cursos são destinados a pessoas maiores de 18 anos e tem carga horária de 32 horas. Para mais informações, entrar em contato pelo telefone (19) 3834-9272.

Conteúdo programático:

– Ambientes residenciais: funções e necessidades de iluminação

– Iluminação residencial: conceitos, princípios, recursos e equipamentos

– Tipos de iluminação: geral, decorativa, efeitos, de jardim (interno e externo), de fachada

– Efeitos de iluminação: dirigida, direta, indireta

– Lâmpadas: tipologia e especificação (graus, lumens, irc, kelvin)

– Luminárias: tipologia, efeito e função

– Projetos de iluminação residencial: apresentação e memorial descritivo.

Serviço:

Data: de 4 a 27 de outubro

Horário: das 18h às 22h ( de segunda e quarta-feira).

Inscrições: https://www.sympla.com.br/iluminacao-residencial—senacsebrae—3298__1346171

Telefone: (19) 3834-9272.

 (Com Alyne Cervo/Assessoria de Comunicação/PMI)

IPAM lança concurso de fotografia “Amazoniar”

Belém, por Kleber Patricio

Aldeia Capoto, na TI Capoto-Jarina (MT). Foto: IPAM.

O IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) lançou na última segunda-feira (13) o concurso de fotografia Amazoniar, com o tema geral Amazônia pelo Planeta. A iniciativa faz parte do projeto que leva o mesmo nome e chega ao seu terceiro ciclo, cujo foco é Cultura e arte dos povos indígenas da Amazônia como forma de resistência e acontecerá entre setembro e outubro deste ano. O concurso está aberto para pessoas de qualquer idade e nacionalidade e tem como objetivo principal incentivar o registro de realidades da Amazônia, além da produção cultural e artística na região.

Os candidatos deverão submeter suas fotos para uma das quatro categorias deste concurso:

– Ciências da terra – imensidão da Amazônia, seus rios, tipo de formações vegetais, sua riqueza natural e mineral.

– Herança cultural – peculiaridades da cultura, dos conhecimentos tradicionais milenares dos povos da floresta amazônica.

– Conservação – esforços e os resultados de conservação florestal na Amazônia.

– Biodiversidade – fauna e flora da Amazônia em seu ambiente natural.

As imagens devem ter sido produzidas em território amazônico, em um dos nove países que a floresta atravessa: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa. As inscrições devem ser feitas neste formulário e se encerram em 24 de outubro de 2021.

O IPAM está formando uma comissão de jurados que selecionará 20 fotografias, sendo cinco de cada categoria. Como reconhecimento, os vencedores terão fotos exibidas em formato digital ou por meio de projeção em Glasgow, na Escócia, durante a Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudança Climática (COP 26), e no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, ao lado de exposição com previsão de inauguração no fim do ano.

Confira todas as regras no edital.

Sobre o Amazoniar | O Amazoniar é uma iniciativa do IPAM para promover um diálogo global sobre a floresta amazônica e sua influência nas relações entre o Brasil e o mundo. O primeiro ciclo da série focou nas relações comerciais entre Brasil e Europa. O segundo teve como foco os povos indígenas e o seu papel como principais aliados no combate ao desmatamento e na conservação da floresta, sua contribuição para a ciência e para a cultura, bem como seu impacto no desenvolvimento sustentável da região.

O terceiro ciclo do Amazoniar tem como tema Cultura e arte dos povos indígenas da Amazônia como forma de resistência. Serão quatro encontros entre setembro e outubro de 2021, todos organizados na plataforma Zoom, em português e inglês. Inscreva-se para os próximos:

23/9 às 10h (Brasília) – Ouça essa história: a riqueza da literatura e das lendas indígenas

7/10 às 10h (Brasília) – Vozes indígenas: cantos tradicionais e atuais e como se misturam

21/10 às 10h (Brasília) – Perspectiva indígena: os povos tradicionais através da fotografia e do audiovisual.

Para receber as novidades do Amazoniar, cadastre-se na newsletter.

Sobre o IPAM | O IPAM é uma organização científica, não governamental, apartidária e sem fins lucrativos que desde 1995 trabalha pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Seu propósito é consolidar, até 2035, o modelo de desenvolvimento tropical da Amazônia por meio da produção de conhecimento, implementação de iniciativas locais e influência em políticas públicas, de forma a impactar o desenvolvimento econômico, a igualdade social e a preservação do meio ambiente.

(Fonte: Assessoria de imprensa IPAM)

CCBB-SP apresenta exposição do pintor italiano Giorgio Morandi

São Paulo, por Kleber Patricio

“Natura morta”, 1949 – óleo sobre tela 30,0 x 40,0 cm – Coleção Istituzione Bologna Musei/Museo Morandi.

Com uma investigação profunda da cor e da luz permeando sutilezas, Giorgio Morandi se dedicou intensamente na pintura de naturezas-mortas, especialmente de conjuntos de garrafas. Seu estilo ficou marcado por uma obra que reflete sobre o tempo e as relações produzidas pelo olhar. Esse universo será representado em O Legado de Morandi, que entra em cartaz dia 22 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. Com curadoria da dupla Alberto Salvadori e Gianfranco Maraniello, a mostra reúne obras que vieram diretamente do Museo Morandi, localizado na cidade de Bolonha. O artista também participa da 34ª Bienal de São Paulo, que poderá ser visitada gratuitamente no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, até 5 de dezembro de 2021.

“O percurso expositivo apresenta uma variedade de obras diversas – entre pinturas, aquarelas, desenhos e gravuras – que formam uma métrica composta por contínuas referências formais e variações tonais e trazem à luz os temas examinados por Morandi desde os primórdios até a maturidade: naturezas mortas, flores e paisagens, os temas privilegiados da sua contínua pesquisa de novas modalidades representativas e objetos de uma indagação extremamente atual sobre a linguagem pictórica e gráfica e sobre as infinitas relações possíveis entre volumes, espaço, luz e cor”, ressalta o curador Gianfranco Maraniello.

O artista tinha particular interesse pelas pinceladas de Paul Cézanne, André Derain, Douanier Rousseau, Pablo Picasso e Georges Braque, além de mestres da tradição italiana como Giotto di Bondone, Masaccio, Paolo Uccello e Piero della Francesca. A sua pintura foca numa gama bastante reduzida de temas, como as vistas do povoado de Grizzana ou as célebres naturezas-mortas de garrafas e potes. Nas obras, é possível ver as sutis mudanças na luz da tarde, a poeira que se deposita nos objetos ea passagem do tempo, que se faz visível na própria matéria das garrafas que reaparecem uma e outra vez, quadro após quadro, ano após ano.

Tombo na coleção: Vitali n. 1107 – “Natura morta”, 1958 – óleo sobre tela 20,0 x 30,0 cm Coleção Istituizione Bologna Musei/Museo Morandi.

Essa exposição proporciona um reencontro de Morandi com o Brasil, pois o artista recebeu o Prêmio de pintura na IV Bienal de São Paulo em 1957. “É uma oportunidade para prolongar o tempo e o olhar sobre a sua obra para além do contato excepcional de 1957. Uma tentativa de oferecer novas possibilidades de adquirir familiaridade com as séries pictóricas e retraçar os motivos da sua “ordem”, graças ao extraordinário volume de patrimônio e de iniciativas que qualificam o Museu dedicado ao artista por sua cidade natal”, comenta Maraniello.

No térreo do CCBB, uma reprodução fotográfica em grande formato de Luigi Ghirri levará o público a ter a sensação de estar no ateliê do próprio Morandi. Na exposição, o público ainda pode conferir obras de outros artistas que se inspiraram no trabalho de Morandi, como Josef Albers, Wayne Thiebaud, Franco Vimercati, Luigi Ghirri, Rachel Whiteread e Lawrence Carroll.

De acordo com Maraniello, todos foram impactados pelo trabalho do pintor italiano e mostram a capacidade de atingir várias gerações. “A autonomia e a irredutibilidade do percurso de Morandi constituem a exemplaridade de uma resiliência que desarticula os paradigmas da vanguarda e das neovanguardas, apresentando-se nos contextos interpretativos da China, do Japão, da Coreia do Sul que, em anos recentes, têm acolhido com grande entusiasmo exposições promovidas em colaboração com o Museu Morandi”, finaliza.

Tombo na coleção: Vitali n. 971 – “Natura morta”, 1955 – óleo sobre tela 25,5 x 40,5 cm – Luciano Pavarotti Collection – Temporary loan from Cristina and Giuliana Pavarotti at Istituizione Bologna Musei – Museo Morandi.

Na história das artes visuais do século 20, Morandi ocupa um lugar especial como expoente destacado de uma linhagem de artistas cuja obra se impõe, num mundo cada vez mais cacofônico e ruidoso, pela reiteração silenciosa, a parcimônia, a simplicidade. A pintura de Alfredo Volpi, o cinema de Yasujirō Ozu ou a poesia de João Cabral de Melo Neto são exemplos de produções afins à de Morandi, em que as coisas se apresentam pelo que elas são, como se isso fosse simples.

Sobre Giorgio Morandi | Nasce em 20 de julho de 1890 em Bolonha, cidade onde passa toda a sua vida. Nas primeiras pinturas, a partir dos anos 1910, mostra a sua precoce atenção aos impressionistas franceses, em particular Cézanne e, logo depois, Derain, Douanier Rousseau, Picasso e Braque. Volta a sua atenção para a grande tradição italiana, estudando Giotto, Masaccio, Paolo Uccello e Piero della Francesca.

Nos meados dos anos 1910, pinta obras que mostram uma experimentação futurista e, a partir de 1918, passa de maneira muito pessoal por uma breve fase metafísica. Em 1918, entra em contato com a revista e o grupo Valori Plastici, com o qual expõe em Berlim em 1921. A partir dos anos 1920, inicia um percurso pessoal que seguirá com especial coerência, mas também com resultados sempre novos, dedicando a sua pintura apenas a três temas: naturezas mortas, paisagens e flores.

Tombo na coleção: Vitali n. 783 – “Natura morta”, 1951 – óleo sobre tela 39,0 x 45,0 cm – Coleção Istituzione Bologna Musei/Museo Morandi.

Em 1930, obtém a cátedra de técnica da gravura na Accademia di Belle Arti de Bolonha, cargo que manterá até 1956. Inicialmente apoiado e admirado por literatos, em 1934 é apontado por Roberto Longhi como “um dos maiores pintores vivos da Itália”, por ocasião da sua aula inaugural na Universidade de Bolonha. Em 1939, recebe o Segundo Prêmio de pintura na III Quadrienal romana.

Em 1943, durante a guerra, deixa Bolonha e se refugia em Grizzana, onde permanece até 25 de julho de 1944. Durante esse período, pinta numerosas paisagens. Em 1948, depois de expor ao lado de Carrà e De Chirico na Bienal de Veneza, recebe o prêmio de pintura da Comuna de Veneza.

Em 1953, recebe o Primeiro Prêmio de gravura na II Bienal de São Paulo, em que participa com 25 águas-fortes. Em 1957, a Bienal de São Paulo lhe confere o Grande Prêmio de pintura, à frente de Chagall. No último decênio, chega a uma pintura cada vez mais rarefeita. Morre em Bolonha em 18 de junho de 1964.

Sobre a 34ª Bienal | Com curadoria geral de Jacopo Crivelli Visconti, a 34ª Bienal – Faz escuro mas eu canto, iniciada em fevereiro de 2020, vem se desdobrando no espaço e no tempo com programação tanto física quanto on-line e culminará na mostra coletiva que vai ocupar todo o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, a partir de setembro de 2021, simultaneamente à realização de dezenas de exposições individuais em instituições parceiras na cidade de São Paulo. Até 5 de dezembro de 2021. Entrada gratuita.

Serviço:

O Legado de Morandi

Período expositivo: De 22 de setembro até 22 de novembro

Ingressos: agendamento através do app ou site Eventim

Classificação Indicativa: Livre

Entrada gratuita

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo:

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo/SP

Aberto todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento Conveniado e Translado: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). No trajeto de volta, tem parada na estação República do Metrô

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(Fonte: Assessoria de imprensa do CCBB SP)