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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Patrocinada pela BB Seguros, peça infantil ‘Da Janela’ estreia no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

‘Da Janela’, espetáculo infantil que coloca a acessibilidade no centro da cena, estará em cartaz até 18 de maio no Teatro Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro. O projeto é patrocinado pela BB Seguros, por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, reafirmando o compromisso da empresa com a promoção de iniciativas culturais que integram a diversidade e a inclusão social.

Idealizado por Marco dos Anjos, ‘Da Janela’ narra a história de três crianças, Malu, Nina e Cadu, que se conhecem pelas janelas de suas casas. À medida que desenvolvem uma amizade, aprendem a lidar com as diferenças de forma sensível e natural. O espetáculo foi concebido com ideia de inclusão desde suas etapas iniciais, incorporando recursos acessíveis diretamente na dramaturgia.

Com a participação de consultores de inclusão e a presença de pessoas com deficiência na equipe técnica, o diretor Marco dos Anjos transformou elementos de acessibilidade em partes integrantes da encenação. De sua janela, Malu narra a história para os que não podem ver, enquanto Nina, uma personagem surda, ensina Cadu a se comunicar sem palavras. O resultado é um espetáculo que pode ser apreciado igualmente por crianças e adultos com ou sem deficiência.

O espetáculo oferece uma experiência acessível a todos os públicos, com recursos como interpretação em LIBRAS, fones abafadores para pessoas com sensibilidade auditiva e monitores especializados para o apoio de pessoas neurodivergentes. A inclusão de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida também foi contemplada em sua estrutura.

Além de reforçar seu compromisso com a cultura e a inclusão, a Brasilseg, uma empresa BB Seguros, tem como uma de suas estratégias de marketing, o investimento em cultura e projetos sociais, com a intenção de fortalecer o relacionamento entre a empresa e a comunidade. Desde 2012, a companhia já patrocinou 434 projetos que beneficiaram mais de 26 milhões de pessoas em todo o Brasil. Só no teatro foram 17 espetáculos, sucessos de bilheteria como ‘Beetlejuice’ e ‘Nossa História com Chico Buarque’, e musicais ainda em cartaz como ‘Uma Babá Quase Perfeita’ e ‘Tom Jobim Musical’.

Serviço:

Da Janela

Temporada: 3 a 18 de maio

Local: Teatro Adolpho Bloch – Rua do Russel, 804, Glória, Rio de Janeiro/RJ

Horários: Sábados às 16h | Domingos às 11h

Ingressos: Plateia A: R$ 70,00 (inteiro) | R$ 35,00 (meia) | Plateia B: R$ 40,00 (inteiro) | R$ 20,00 (meia)

Ingressos disponíveis em: www.ingresso.com/espetaculos/da-janela

Classificação: Livre | Duração: 55 minutos.

(Com Marina Monteis/FSB Comunicação)

GURI anuncia Temporada 2025 dos Grupos Musicais

São Paulo, por Kleber Patricio

Da esq. para dir.: Coral do GURI Piracicaba, Orquestra Popular do GURI Indaiatuba e Orquestra Sinfônica do GURI Jundiaí. Fotos Rodrigo Atique.

Em 2025 o GURI – programa de educação musical da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Santa Marcelina Cultura – celebra 30 anos e a Temporada de Concertos dos 29 Grupos Musicais será especial. Do instrumento ao canto, as formações são as mais diversas. Tem orquestras e bandas sinfônicas, orquestras e cameratas de cordas e de violões, os corais, as big bands e os grupos de choro, percussão e música instrumental brasileira.

Sob a batuta de 40 regentes convidados, as 987 crianças, adolescentes e jovens de até 18 anos, matriculados nos cursos regulares de música do GURI, terão a experiência de se apresentar em público – muitos deles e delas pela primeira vez – e dividir o palco com diversos artistas. Os estudantes foram previamente selecionados entre março e abril, após processo de avaliação entre prova prática e entrevista social.

De maio a dezembro, serão 174 concertos espalhados por todo o estado de São Paulo, entre capital, interior e litoral. Mais de 400 composições serão executadas nessas apresentações, que ocorrem em espaços culturais, praças públicas, instituições de ensino, centros religiosos, entre outros locais. Todos os concertos com entrada gratuita. A programação completa está no site.

Repertório

A música brasileira está presente em todos os programas, seja concerto de grupo sinfônico, instrumental ou canto coral. Composições de mestres como Adoniran Barbosa, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Tom Jobim e Vinicius de Moraes são alguns exemplos. Clássicos de Gilberto Gil, Ivan Lins, Milton Nascimento, Toquinho e Villa-Lobos também não ficam de fora. A presença feminina também é marcante, com obras de Chiquinha Gonzaga, Tia Amélia, e muitas outras. E no repertório de concerto sinfônico, nomes como Antonio Vivaldi, Franz Schubert, Georg Händel, Giacomo Puccini, Igor Stravinski, Johann Sebastian Bach, Piotr Ilitch Tchaikovski e Wolfgang Amadeus Mozart terão suas obras interpretadas pelas orquestras do GURI.

“A Temporada 2025 dos Grupos Musicais do GURI é especial por celebrar os 30 anos do programa de educação musical. Ela vai explorar uma série de sonoridades que são muito características destes grupos e teremos a presença de compositoras e compositores de diferentes estados brasileiros, cada um com sua característica particular de composição. Será um repertório de norte a sul do Brasil. Destaque também para as encomendas de obras e arranjos inéditos para orquestras, bandas sinfônicas e coros que faremos a músicos brasileiros, iniciativa que visa fomentar a produção contemporânea de nosso país”, destaca Ricardo Appezzato, gestor artístico da Santa Marcelina Cultura, organização social responsável pela gestão do GURI.

Números da Temporada

29 Grupos Musicais

987 alunas e alunos bolsistas

174 concertos gratuitos

400 composições ou mais

100 municípios paulistas aproximadamente

40 regentes convidados

30 encomendas de composições e arranjos inéditos

Interior e Litoral

No interior e litoral, serão 114 concertos em cerca de 100 municípios paulistas abrangendo todas as regiões do estado, como Araçatuba, Bauru, Botucatu, Franca, Indaiatuba, Itaberá, Jundiaí, Lorena, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São Luiz do Paraitinga, Santos, São Vicente, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba, e cidades vizinhas.

Os 19 Grupos Musicais serão regidos por Camila Kraus, Deblas Alves, Denise Yamaoka, Devanildo Balmant, Divanclei Santos, Dô de Carvalho, Douglas Willians, Fabio Lopes, Franklin Ramos, Gabriela Oliveira, Gesiel Vilarúbia, Heliton Macedo, Ivanildo de Jesus, Luis Anselmi, Marlon Camatari, Patrícia Teixeira, Paulo de Tarso, Paulo Galvão, Paulo Renato Lourenço, Raissa Amaral, Rodrigo de Jesus, Rodrigo Murer, Rossini Xavier, Thiago Rodrigues, Tico Proença, Vitor Zafer e Wladmir Júnior.
Confira os vídeos sobre os Grupos Musicais da região:

Coral do GURI Piracicaba, clique aqui

Orquestra Popular do GURI Indaiatuba, clique aqui

Orquestra Sinfônica do GURI Jundiaí, clique aqui.
Capital

Só na capital são 10 Grupos Musicais, sendo três Corais, duas Bandas Sinfônicas, uma Orquestra Sinfônica, uma Orquestra de Cordas, uma Camerata de Violões, uma Big Band e um grupo de Choro.

Em São Paulo, serão 60 concertos em espaços culturais e centros religiosos espalhados pela cidade, como a Biblioteca do Parque Villa-Lobos, Catedral Metropolitana de São Paulo – Sé, Centro Cultural Penha, ETEC de Artes, Fundação Ema Klabin, Museu da Imigração, Paróquia Nossa Senhora da Consolação, Paróquia São Luís Gonzaga, Theatro São Pedro, em unidades do CEU (Centro Educacional Unificado) e nas Fábricas de Cultura.

Os 10 Grupos Musicais da capital estarão sob a batuta de 14 regentes convidados. Destaque para a maior presença feminina. Entre os nomes, cinco maestros e maestrinas irão trabalhar com o GURI pela primeira vez. A lista reúne Cláudia Oliveira, Cris Fayão, Daniel Filho, Erica Hindrickson, Fábio Bartoloni, Gabriela Antunes, Gesiel Vilarúbia, Isabela Siscari, Marcos Sadao Shirakawa, Matheus Carneiro, Monica Giardini, Paulo Galvão, Wassi Carneiro e Yara Campos.

Patrocinadores da Santa Marcelina Cultura – O GURI conta com os patrocínios Diamante: CTG Brasil; Master: Bank of America; Instituto Ultra, Ultracargo; Ultragaz, Ipiranga; e Toyota; Ouro: Tauste Supermercados; Arteris; Adufértil; Chiesi Farmacêutica e Verzani & Sandrini; Prata: Smurfit Westrock; Novelis; BASF; WEG; Cipatex; Citrosuco; Capuani; Usina Santa Maria; Sicoob; Vitafor; Maza; Valgroup; Caterpillar; Indústrias Colombo; e Grupo Maringá; Bronze: Santos Brasil; e ACIF-Franca; Apoio Cultural: Frisokar; Ipiranga Agroindustrial; Ibiúna Investimentos; Mercedes-Benz; Paulispell; Tegma; Instituto Center Norte; Pirelli; e Castelo Alimentos, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura; Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e Santa Marcelina Cultura.

Sobre o GURI

O maior programa de educação musical e desenvolvimento humano do Brasil, criado e mantido pelo Governo do Estado de São Paulo, sob gestão da Santa Marcelina Cultura, está completando 30 anos em 2025. Com oferta de arte e cultura, mais de 1 milhão de crianças, adolescentes e jovens já passaram pelo GURI, que beneficiou também suas famílias e comunidades. Com mais de mais de 100 mil vagas gratuitas, o GURI está presente em mais de 500 polos de ensino espalhados por todo o Estado – capital, região metropolitana, interior e litoral de São Paulo. Do canto ao instrumento, do popular ao erudito, são inúmeras opções. Além dos Cursos Regulares – divididos entre Iniciais e Sequenciais, o GURI oferece atividades extracurriculares, como os Cursos Livres – Modulares, Iniciação Musical para Adultos e Luteria, e ainda o GURI 4.0 – que abrange os cursos EaD, as videoaulas e as transmissões ao vivo no canal @SouGURI no YouTube. Outra ação complementar é o GURI nas Escolas, que oferece atividades pedagógico-musicais dentro das escolas da rede pública de ensino. Aos alunos e às alunas do programa que buscam um aprimoramento mais avançado, também tem os 29 Grupos Musicais do GURI. Para saber mais, acesse o site do GURI.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Espetáculo celebra clássicos infantis arranjados por Heitor Villa-Lobos

São Paulo, por Kleber Patricio

Dani Mattos e Poucas & Boas apresentam clássicos do cancioneiro infantil brasileiro arranjados por Heitor Villa-Lobos. Fotos: Nadja Kouchi.

No próximo dia 10 de maio, das 15h às 16h, o grupo vocal Poucas & Boas, sob a regência de Dani Mattos, realizará o espetáculo ‘Villa-Lobos Para Todos’ no Centro Cultural Galpão Jatobás, em Vila Congonhas, Zona Sul de São Paulo, com entrada franca. O espetáculo terá tradução simultânea em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Durante a apresentação, Dani Mattos e Poucas & Boas interpretarão obras clássicas do cancioneiro infantil brasileiro, pesquisadas e arranjadas por Heitor Villa-Lobos. O grupo vocal contará com o acompanhamento de violão, violino e percussão e terá participação especial do músico Koka Pereira.

Herança musical

O evento proporcionará uma celebração envolvente e educativa da rica herança musical brasileira, conectando gerações através das canções que marcaram a infância de diversas pessoas. O espetáculo incluirá músicas clássicas do cancioneiro infantil brasileiro, como ‘A Canoa Virou’, ‘Capelinha de Melão’, ‘Bam-ba-lalão’, ‘Peixe Vivo’ e ‘Fui Passar na Ponte’.

Interação

Grupo vocal contará com o acompanhamento de violão, violino e percussão.

Durante a apresentação, o público será convidado a interagir de maneira lúdica e divertida, participando do coral e descobrindo mais sobre o cancioneiro infantil de Heitor Villa-Lobos, um dos responsáveis por tornar a música brasileira mundialmente conhecida. Nesta apresentação, o espetáculo romperá os limites tradicionais do palco, com todos os artistas e o público posicionados no mesmo plano. Essa configuração inovadora proporcionará um maior envolvimento entre os artistas e a plateia.

“O espetáculo não só oferecerá uma viagem nostálgica para os adultos, mas também uma experiência educativa e lúdica para as crianças. Por meio da música, todos são convidados a participar desse resgate cultural, fortalecendo os laços e garantindo que essas canções não sejam esquecidas”, pontua a regente Dani Mattos que também é autora do projeto.

Evento acontece no Centro Cultural Galpão Jatobás

O projeto ‘Heitor Villa Lobos para Todos’ acontece no Galpão Jatobás, na capital paulista, um dos centros culturais do Instituto Jatobás. A instituição acaba de completar 20 anos em abril de 2025 e tem como missão reduzir a desigualdade social, promovendo cultura e educação como caminhos para um futuro mais justo e sustentável.

O espetáculo ‘Villa-Lobos para Todos’ 2ª edição é um projeto apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto Saga via Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. Conta também com o patrocínio da Trousseau e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo e do Instituto Jatobás. A produção executiva é de Pedro Cavalcante e Mosaico Produções. Uma realização Dani Mattos e Ministério da Cultura.

Serviço:

Espetáculo ‘Villa-Lobos Para Todos’

Dani Mattos e Poucas & Boas e músico convidado

Data: 10 de maio, das 15h às 16h

Local: Galpão Jatobá

Endereço: R. Estevão Baião, 149 – Vila Congonhas, São Paulo – SP (https://www.institutojatobas.org.br/)

Livre

Gratuito

Capacidade: 100 lugares – Retirada de ingressos uma hora antes.

Acessibilidade e tradução simultânea em Libras

Informações: danimattosproducoes@gmail.com.

https://villalobosparatodos.com.br/

Dani Mattos: http://danimattos.com.br/projetos/

Instagram: @danimmattos e @7melodica.

(Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação Integrada)

CAIXA Cultural São Paulo homenageia centenário de Antônio Poteiro com exposição ‘A Luz Inaudita do Cerrado’

São Paulo, por Kleber Patricio

‘A lenda do pote’ (2004): cores vibrantes, composições densas e temas ligados ao cotidiano.

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, na terça-feira (13), a exposição ‘Antônio Poteiro – A luz inaudita do cerrado’, em homenagem ao centenário do artista. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa, a mostra reúne 53 obras, entre pinturas e esculturas que abrangem diferentes fases da carreira de Antônio Poteiro (1925–2010). A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a domingo, das 8h às 19h, até 27 de julho.

Antônio Poteiro já era um ceramista conhecido quando começou a pintar, incentivado por nomes como Siron Franco e Cléber Gouvêa. Seu trabalho logo se destacou pelo uso vibrante das cores, composições densas e temas ligados ao cotidiano brasileiro – com ênfase na religiosidade, nas festividades populares e na vida rural. Autodidata, o artista construiu uma obra autêntica e original. “As obras de Poteiro encantam as pessoas por sua capacidade de manipular diversas referências para a construção de objetos de grande potência estética e apelo filosófico”, afirma Marcus de Lontra Costa. “Popular em sua essência criativa, toda a trajetória do mestre Poteiro cria pontes entre percepções e saberes diversos. Ela retrata e reflete cenas do cotidiano. Ela cria histórias sobre fatos históricos e aproxima a arte e a religião como objetos da fé”, completa o curador.

Palestra, visitas guiadas e audiodescrição | A programação da mostra inclui uma palestra com o curador, que falará sobre a vida e a obra de Antônio Poteiro. Durante o período expositivo, também haverá visitas guiadas voltadas para crianças de escolas públicas, proporcionando uma experiência educativa e interativa com a obra do artista. Outro destaque é a disponibilidade de sistema de audiodescrição, garantindo acessibilidade a todos os públicos.

Antônio Poteiro

Nascido na aldeia de Santa Cristina da Pousa, em Braga, Portugal, Antônio Poteiro (1925–2010) veio com a família para o Brasil quando ainda era bebê. Após uma passagem por São Paulo (SP), o artista morou em Araguari (MG) e Uberlândia (MG), onde deu início à sua trajetória artística como ceramista.

Em 1940, a família de Poteiro se estabeleceu em Goiânia (GO), cidade onde o artista viveu a maior parte da vida, naturalizou-se brasileiro e consolidou sua carreira artística. Um dos nomes mais emblemáticos da cultura goiana, Poteiro deixou um legado singular nas artes visuais brasileiras.

Serviço:

[Artes Visuais] Antônio Poteiro – A luz inaudita do Cerrado

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro, São Paulo – SP

Abertura: 13 de maio (terça-feira), às 11h

Visitação: de 14 de maio a 27 de julho de 2025

Horário: de terça a domingo, das 8h às 19h

Entrada gratuita

Classificação Indicativa: a partir de 12 anos

Informações: (11) 3321-4400 | site da CAIXA Cultural | caixaculturalsaopaulo

Acesso para pessoas com deficiência.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)

Peça com Denise Fraga e Tony Ramos volta a SP para nova e curta temporada no Teatro Tuca

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Cacá Bernardes.

Primeiro encontro nos palcos do ator Tony Ramos e da atriz Denise Fraga, ‘O Que Só Sabemos Juntos’ é um chamado urgente – uma convocação para que cada pessoa saia de sua bolha de isolamento e seja capaz de, genuinamente, se colocar no lugar do outro, sentir suas dores e compreender suas angústias, mas também suas alegrias, transformações e conquistas. O espetáculo, apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, terá nova temporada na cidade de São Paulo, no Teatro Tuca, por meio da Lei Rouanet.

Denise e Tony são mais do que dois dos mais célebres e reconhecidos atores do Brasil: ambos são conhecidos por sua consciência cidadã e sua necessidade de estarem sempre em diálogo artístico com temas urgentes da vida do país e do mundo.

Valendo-se de dispositivos de interação direta e delicada com a plateia (alguns dos quais já foram experimentados com sucesso em Eu de você), O Que Só Sabemos Juntos se pretende um espetáculo-festa-despertador, uma mola propulsora que tira o espectador da apatia, de sua tela e o convoca a experimentar no aqui e agora, emoções, ações e, principalmente, entender que todos dependemos uns dos outros nessa peça, como na vida. Imaginar mundos possíveis juntos e construir com o público daquele dia o espetáculo.

Uma coisa é ler a notícia de que dezenas de milhares de pessoas abandonaram suas casas às pressas, que milhares foram massacradas em um único dia, que centenas buscam refúgio ou foram violentadas naquela tarde. Tudo isso são só números, abstratos, distantes. São? Mas, se ao contrário, ouvimos histórias das pessoas envolvidas, sabemos de suas circunstâncias íntimas, seus desejos e emoções, talvez possamos nos identificar com elas e saber que poderíamos ser nós que estaríamos em seu lugar. Ou ainda, que precisamos agir coletivamente, agora. Sair da frieza dos números e alcançar o calor das histórias. Sensibilizar, sem sentimentalismo, com uma linguagem refinada, muito humor e senso crítico.

O Que Só Sabemos Juntos também tem um inevitável caráter de celebração: celebração do primeiro encontro de dois atores lendários nos palcos (Tony com 61 anos de carreira, Denise com 41, trajetórias que somam mais de um século), celebração da continuidade da trajetória excepcional que Denise vem construindo no Teatro e também da volta de Tony aos palcos, depois de 20 anos se dedicando ao audiovisual. Celebração da força do teatro para, permanentemente, iluminar e socorrer à vida e aos viventes, para seguir embalando a vida com arte.

Neste contexto, em meio a cenas que dramatizam questões pungentes do mundo contemporâneo como o aquecimento global e a crise climática, a dominação dos seres humanos por telas e pelo capital, a condição feminina e o patriarcado nesse 2024, a possibilidade, a dificuldade e a reinvenção para criar filhos, amigos e vínculos diversos. Com essas cenas, juntam-se a memória desses dois atores e textos de peças clássicas da dramaturgia, como Tio Vânia, de Anton Tchekhov e Galileu Galilei, do alemão Bertolt Brecht, como que para demonstrar, sem explicações didáticas ou professorais, que o teatro atemporal é um instrumento poderoso para pensar qualquer tempo, através de sua força arquetípica e capacidade de condensar dramas humanos. Juntam-se ainda, ao texto da peça, o pensamento da autora, ativista e feminista bell hooks, os ensaios e crônicas da escritora polonesa Olga Tokarczuk, textos da jornalista e documentarista brasileira Dorrit Harazim, a prosa da francesa Annie Ernaux, e a poesia de Fernando Pessoa, Wislawa Zymborska, Arnaldo Antunes e João Cabral de Melo Neto, entre outros.

O Que Só Sabemos Juntos é uma grande pergunta da função da arte e da função do artista no nosso tempo, idealizada e criada pela NIA Teatro e seu trio de sócios-artistas – o diretor Luiz Villaça, a atriz Denise Fraga e o produtor José Maria. Juntam-se a essa nova criação uma série de artistas convidados de diversas linguagens, entre eles: o escritor, dramaturgo, roteirista e músico Vinícius Calderoni, a professora, pesquisadora e multiartista Kenia Dias, a cenógrafa e arquiteta Duda Arruk, o diretor, artista visual e iluminador Wagner Antônio, a figurinista Verônica Julian, e uma banda de 5 mulheres, entre elas: a baterista e percussionista Priscila Brigante, a baixista Clara Bastos e a pianista Ana Rodrigues, sob direção musical e arranjos da compositora, escritora e criadora premiada, Fernanda Maia. Em cena o encontro de dois mestres – Denise e Tony – que preferem a dúvida e escolhem o ato de se questionar em detrimento da certeza fácil e esvaziada.

Sinopse

Um encontro de dois atores, um homem e uma mulher, com uma multidão de pessoas na plateia. Suas memórias. Suas próprias histórias e outras tantas que ouviram por aí. E o que só saberão, juntos? Esses dois atores e esse público? Uma sala cheia de gente que escolheu estar ali na companhia umas das outras. Há algo a celebrar, juntos? “Eu gosto de contar as pessoas quando tem muita gente porque eu gosto sempre de imaginar que, sei lá, quando se trata de gente, cem não é cem, são cem unidades, cem uns, cem cada um, cem pessoas com vidas, histórias e experiências muito diferentes umas das outras”, diz a atriz numa cena inicial da peça.

Todos nós temos casas de infância, todos nós temos cheiros que lembramos, todos nós temos lugares da nossa casa que a gente prefere estar. A boca do fogão que a gente prefere acender. Sentar naquela cadeira daquele lado da mesa. Todos nós temos um alfabeto coletivo, em comum, e que a gente deixa de acessar e de perceber diante da falta de escuta e de percepção do outro. Num mundo onde a falta de escuta, ou da qualidade dela, virou o grande problema das relações.

É a busca por esse alfabeto comum, esse alfabeto de memórias, de gestos, de experiências, mais do que de opiniões, que estamos falando. Essa é a pergunta por onde começamos. “Do que me lembro e o que eu imaginava que fosse acontecer na minha vida quando eu ainda era uma criança? O que só sabemos juntos? E o que vai acontecer, agora?” Com muito humor e leveza, esses dois atores conduzem uma experiência de empatia e escuta com a plateia, a cada noite.

Serviço:

Espetáculo O Que Só Sabemos Juntos

Temporada: De 9 de maio a 22 de junho de 2025

Dias e horários: Sextas, 21h; sábados, 20h; domingos, 17h

Local: Teatro TUCA (PUC-SP) – Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo, SP

Informações: (11) 3670-8455

Ingressos pelo Sympla

De R$ 21,00 a R$ 200,00, a depender do setor e dia

Capacidade: 670 lugares

O Teatro possui áreas para cadeiras de rodas, assentos especiais para obesos, rampas, elevadores e sinalizadores em braile

Em todas as sessões haverá Intérprete em LIBRAS, Audiodescrição e Monitoria para pessoas deurodivergentes. Se precisar desse serviço, entre em contato com a produção pelo e-mail comunicacao@niafilmes.com.br ou diretamente na bilheteria.

Duração: 90 min

Classificação indicativa: 12 anos.

DeniseFraga Oficial

Ficha Técnica

O Que Só Sabemos Juntos 

Idealização e Criação: Denise Fraga, José Maria e Luiz Villaça

Com Denise Fraga e Tony Ramos

Direção Geral: Luiz Villaça

Direção de Produção: José Maria

Texto: Denise Fraga, Luiz Villaça e Vinicius Calderoni

Dramaturgia: Kenia Dias, Denise Fraga, Luiz Villaça, Vinicius Calderoni, Tony Ramos e José Maria

Direção de Movimento: Kenia Dias

Assistência de Dramaturgia e do Diretor: Fluiz e Luiza Aron

Contrarregra e camareira: Cristiane Ferreira

Direção musical, arranjos e preparação vocal: Fernanda Maia

Musicistas: Ana Rodrigues, Clara Bastos, Priscila Brigante / Roberta Kelly, Vanessa Larissa e Taís Cavalcanti / Beatriz Pacheco

Sound designer: João Baracho

Sound designer associado e operador de som: Carlos Henrique

Técnicos de som: Luca Moreli e Gabriel Fernandes da Silva

Luz: Wagner Antônio

Assistência de iluminação e Programação de Luz: Dimitri Luppi e Ricardo Barbosa

Operador de luz: Ricardo Barbosa e Sibila Gomes

Cenografia: Duda Arruk

Assistência de cenografia: Olívia Chimenti

Cenotécnicos: Alexander Peixoto, Douglas André Caldas, Diego Tadeu Caldas, Victor Santos Silva, Eduardo da Cruz Ferreira, Gonçalo Severino Neres

Técnico de Palco e Maquinaria: Alexander Peixoto e Gonçalo Severino Neres

Transporte: Edmilson Ferreira da Silva

Figurinos: Verônica Julian

Desenvolvimento e Modelagem: Edson Honda

Assistência de figurino: Alice Leão

Costureiras: Salete André e Judite Lima

Programação visual: Guime Davidson e Phillipe Marks

Fotos de cena: Cacá Bernardes | Bruta Flor

Assessoria de Imprensa SP: FT Estratégias

Redes sociais: @DeniseFragaOficial

Roteiro e Audiodescrição: Márcia Caspary e Bell Machado

Consultoria Audiodescrição: Aline Borges

Intérpretes em Libras: Maísa Ferreira Buldrini, Alice Stephanie Ramos, Karoline Amparo Fernandes e Camila Ramos Milan | Libras sem fronteiras

Monitoria para pessoas neurodivergentes: Projeto Girassol

Consultoria de Estratégias de Acessibilidade: Fernanda Costa

Registro e teaser do espetáculo:

Produção executiva: Adriana Tavares e Juliana Borges

Diretora de fotografia: Elisa Mendes

Operadora de câmera: Giovanna Gil

Assistente de câmera: Gabriel Henrique

Técnico de som: Vicente Lacerda

Montador: Guili Minkovicius

Administração financeira: Evandro Fernandes

Apoio Institucional: Teatro Tuca – PUC SP

Coprodução: Café Royal

Realização: NIA Teatro

Este espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros

O Que Só Sabemos Juntos foi realizado por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal.

(Com Barbara Godoy/FT Estratégias de Comunicação)