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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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7 parques naturais impressionantes para explorar pelo mundo

São Paulo, por Kleber Patricio

Seja para se desconectar da rotina ou se reconectar com a essência da natureza, visitar parques naturais é uma das formas mais transformadoras de viajar. Pensando nisso, a Civitatis, plataforma líder na venda de passeios e atividades em português em mais de 160 países, selecionou sete destinos ao redor do mundo onde a natureza se mostra em seu estado mais puro e deslumbrante. De fiordes remotos a montanhas cobertas de neve, passando por lagos de águas cristalinas e florestas intocadas, esses parques oferecem paisagens de tirar o fôlego e experiências inesquecíveis para todo tipo de viajante.

Parque Nacional dos Picos da Europa (Espanha)

Fotos: Divulgação/Civitatis.

Entre as regiões de Astúrias, Cantábria e Castela e Leão, no norte da Espanha, o Parque Nacional dos Picos da Europa impressiona com seus picos rochosos, vales profundos, rios selvagens e vilarejos que preservam tradições centenárias. É um dos espaços protegidos mais antigos da Espanha, ideal para trilhas, passeios de teleférico e observação da rica fauna local, que inclui ursos e águias-reais.

Parque Nacional de Banff (Canadá)

Ícone das Montanhas Rochosas canadenses, Banff é um verdadeiro cartão-postal com seus lagos cor esmeralda, glaciares milenares e densas florestas de coníferas. Entre os destaques estão o Lake Louise e o Moraine Lake, dois dos lagos glaciais mais fotografados do mundo. Ao longo do ano, o parque muda completamente de aparência, oferecendo experiências distintas em cada estação.

Parque Nacional da Terra do Fogo (Argentina)

Localizado no extremo sul da América do Sul, este parque argentino mistura paisagens montanhosas, lagos de origem glaciar e florestas subantárticas às margens do Canal de Beagle. Além de sua beleza natural, o local guarda histórias dos povos originários, como os Yámanas, e de exploradores que chegaram ao chamado ‘fim do mundo’. Um destino para quem busca contemplação, silêncio e natureza em estado bruto.

4. Parque Nacional de Komodo (Indonésia)

Formado por um conjunto de ilhas no arquipélago indonésio, este parque é mundialmente conhecido por abrigar os lendários dragões-de-komodo — os maiores lagartos do planeta. Mas o que impressiona vai muito além: colinas cobertas por savanas, praias de areia rosa e um dos ecossistemas marinhos mais ricos do mundo, onde vivem tartarugas, mantas, tubarões e recifes coloridos.

Parque Nacional dos Lagos de Plitvice (Croácia)

Patrimônio Mundial da Unesco, o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice é um espetáculo de cores, sons e formas. Seus 16 lagos interligados por cascatas e passarelas de madeira encantam visitantes ao longo de trilhas imersas em florestas densas. A coloração das águas varia entre tons de azul e verde, dependendo da luz e da composição mineral. Um lugar mágico em qualquer época do ano.

Parque Nacional do Grand Canyon (Estados Unidos)

Com mais de 400 km de extensão e até 1.800 metros de profundidade, o Grand Canyon é um dos monumentos geológicos mais icônicos do planeta. Esculpido ao longo de milhões de anos pelo rio Colorado, o cânion revela camadas de rocha que contam a história da Terra. Patrimônio Mundial da Unesco, é parada obrigatória para quem percorre a mítica Rota 66 ou busca paisagens de proporções épicas.

Parque Nacional de Fiordland (Nova Zelândia)

No sudoeste da Ilha Sul da Nova Zelândia, Fiordland abriga alguns dos fiordes mais impressionantes do mundo. O mais famoso deles, Milford Sound, é cercado por montanhas escarpadas e cascatas que despencam de alturas incríveis. Menos acessíveis, mas ainda mais selvagens, estão os fiordes Doubtful e Dusky. O parque é ideal para trekking, com trilhas lendárias como a Milford Track, considerada uma das caminhadas mais belas do planeta.

Seja qual for o destino, a natureza é sempre protagonista — e com a Civitatis, o mundo está ao alcance de um clique.

Sobre a Civitatis | A Civitatis é a empresa líder na venda de visitas guiadas e excursões em português ao redor do mundo, com mais de 90 mil atividades em 4 mil destinos de 160 países. Desde sua fundação em 2008, mais de 40 milhões de pessoas completaram suas viagens com a curadoria de passeios da Civitatis.
(Com Ananda Saori/Civitatis)

Romance inacabado de Stendhal revela a complexidade da mulher no século XIX

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Romance inacabado de Stendhal, Lamiel chega aos leitores lusófonos pela Editora Unesp, como mais um integrante da Coleção Clássicos da Literatura Unesp. O texto, com tradução cuidadosa do professor Jorge Coli, reflete a complexidade de sua protagonista e a aguda crítica social que o autor fazia à sociedade francesa do século XIX. A jovem camponesa Lamiel, personagem de inteligência afiada e ambições implacáveis, representa uma figura singular na literatura. Sua busca incessante por experiências e a recusa a se submeter às convenções sociais a colocam em um caminho que combina ascensão e destruição, traçando um retrato único da condição humana e das contradições da sociedade de sua época.

Apesar de interrompido pela morte prematura do autor, o livro mantém sua potência, com uma estrutura narrativa que, mesmo fragmentada, aproxima o leitor da intensidade emocional da protagonista. Essa narrativa, repleta de mudanças abruptas de cenário e ritmo, reflete o caos interior de Lamiel, tornando-a uma personagem complexa e ambígua, ao mesmo tempo rebelde e vulnerável.

Autor prolífico, além de sua carreira como romancista, Stendhal também escreveu ensaios e crítica literária, mostrando-se um observador privilegiado da cultura e da sociedade de sua época. “Sua prosa econômica, aliada a uma exposição desavergonhada da relação entre indivíduo e sociedade – note-se que ele mesmo, especialmente na juventude, esteve envolvido em episódios eticamente controversos, com destaque para acusações de plágio – fizeram dele um marco de inovação na literatura no século XIX, na intersecção entre o Romantismo e o Realismo, cuja influência perdura até os dias de hoje”, pontuam os editores. “Faleceu em 23 de março de 1842, em Paris, deixando um legado literário duradouro que ainda inspira gerações de leitores e escritores, com uma visão profunda da condição humana que permanece tão relevante hoje quanto era em sua época.”

Capa do livro.

Por meio de Lamiel, Stendhal critica com maestria a hipocrisia da burguesia e a opressão das mulheres, discutindo temas como a busca pela liberdade individual e a exploração da sexualidade feminina. Esses elementos tornam a obra surpreendentemente atual, um convite para refletir sobre as estruturas de poder, a desigualdade social e o papel da mulher na sociedade. Mesmo inacabado, o romance revela o olhar irreverente e inovador de Stendhal, cuja influência continua a reverberar na literatura contemporânea.

Sobre a coleção | Clássicos da Literatura Unesp constitui uma porta de entrada para o cânon da literatura universal. Não se pretende disponibilizar edições críticas, mas simplesmente volumes que permitam a leitura prazerosa de clássicos. A seleção de títulos é conscientemente multifacetada e não sistemática, permitindo o livre passeio do leitor. Confira aqui as obras já publicadas.

Título: Lamiel

Autor: Stendhal

Tradução: Jorge Coli

Número de páginas: 234

Formato: 13,5 x 20 cm

Preço: R$ 66

ISBN: 978-65-5711-219-9

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)

Galeria Silvia Cintra recebe exposição ‘Praticar em todos os tons’, de Eloá Carvalho

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Eloá Carvalho – Pormenor – 50x40cm – Óleo sobre tela – 2025.

‘Praticar em todos os tons’, primeira exposição individual de Eloá Carvalho na galeria Silvia Cintra + Box 4, foi inaugurada no dia 15 de maio no Rio de Janeiro. A mostra reúne um conjunto inédito de pinturas que traduzem, em camadas visuais sensíveis, fragmentos de experiências afetivas e memórias subjetivas.

O ponto de partida para a exposição foi uma visita da artista ao estúdio de um músico, onde encontrou uma partitura com a frase que dá nome à mostra. Inspirada por essa inscrição, Eloá criou cerca de 26 obras inéditas, que integram a exposição e aprofundam sua pesquisa sobre a imagem, a memória e a delicadeza dos gestos cotidianos. As pinturas investigam as possibilidades poéticas da linguagem visual como tradução de afetos e lembranças, articulando imagens oriundas de arquivos íntimos e institucionais em composições que lidam com o tempo, o gesto e a sobreposição de camadas — tudo guiado por um processo marcado pela intuição e pela sensibilidade.

O título da exposição, Praticar em todos os tons, ganha ainda mais densidade quando confrontado com a paleta escolhida por Eloá: uma escala cromática que transita entre o branco, o cinza e o preto. Ao optar por esses matizes, a artista aprofunda sua investigação sobre nuances sutis — não apenas visuais, mas também emocionais. Longe de qualquer monotonia, essa escolha revela um espectro vasto de sensações, como se cada tom carregasse em si uma vibração afetiva distinta.

Eloá Carvalho – Aliás – 50x50cm – Óleo sobre tela – 2025.

No texto curatorial, o artista Laercio Redondo observa como as obras de Eloá operam como uma ‘partitura afetiva’, ecoando a ideia de fragmentos de discursos amorosos de Roland Barthes. Redondo ressalta a delicadeza com que Eloá constrói narrativas visuais a partir desses arquivos, sobrepondo imagens em composições que lembram o cinema: colagens que entrelaçam vidas, tempos e afetos. Com pinceladas que oscilam entre o gesto livre e a composição minuciosa, as pinturas de Eloá provocam uma escuta visual — uma forma de contemplação que exige tempo e entrega. As obras se apresentam como paisagens interiores, onde o afeto e a memória moldam o ritmo e a forma, convidando o espectador a se aproximar não como voyeur, mas como cúmplice de uma sensibilidade compartilhada.

“A pintura, para Eloá, é uma travessia. Um território movediço que exige insistência, mas que oferece, em troca, vislumbres de algo profundamente humano e comum a todos nós”, escreve Redondo. Com essa exposição, Eloá Carvalho firma-se como um dos nomes promissores da nova geração da arte contemporânea brasileira, apresentando uma poética que investiga a potência do afeto e da subjetividade através da linguagem da pintura.

Eloá Carvalho – Vestígios – 120x100cm – Óleo sobre tela – 2025.

Nascida em 1980, em Niterói, Eloá vive e trabalha no Rio de Janeiro. Graduou-se em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ e frequentou diversos cursos e grupos de estudos com artistas e teóricos de arte contemporânea. Sua pesquisa artística está relacionada à imagem e à construção de uma espécie de narrativa silenciosa através da presença de diferentes figuras, bem como das relações possíveis.

As imagens criadas pela artista partem do seu interesse pela investigação histórica de fotografias e do cinema, assim como pela percepção poética do cotidiano, em suas características físicas e ideológicas. Seu trabalho articula-se com as camadas da memória, resgatando arquivos fotográficos e documentais por meio de um processo cuidadoso de edição. A sua pintura reflete o mundo do qual fazemos parte, sendo sempre a sua primeira língua na arte.

Eloá já realizou diversas exposições individuais ao longo da última década, destacando-se por uma pesquisa poética que articula afetos, memória e linguagem pictórica. Em 2022, apresentou Na borda do mundo, com curadoria de Natália Quinderé, na C. Galeria (Rio de Janeiro). Antes disso, expôs Copydesk (2018), com curadoria de Raphael Fonseca, também na C. Galeria, e Todo ideal nasce vago (2016), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com curadoria de Ivair Reinaldim. Em 2015, realizou três individuais: Diante de outro branco, na MUV Gallery (Rio de Janeiro), com curadoria de Daniela Name; Projetos da minha espera, na Galeria Zipper (São Paulo), com curadoria de Mario Gioia; e Como se os olhos não servissem para ver, na Galeria do Lago (Rio de Janeiro), com curadoria de Isabel Portela. Sua primeira individual foi Mise en scène, em 2013, na Galeria Ibeu (Rio de Janeiro), novamente sob a curadoria de Ivair Reinaldim.

Serviço:

Exposição Praticar em todos os tons – Eloá Carvalho

Abertura: 15 de maio de 2025 (quinta-feira), das 19h às 22h

Visitação: até 20 de junho

Local: Silvia Cintra + Box 4 – Rua das Acácias, 104, Gávea, Rio de Janeiro

Horário: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, apenas por agendamento prévio

Telefone: (21) 2521-0426

E-mail: galeria@silviacintra.com.br.

(Com Rita Paiva/Galeria Silvia Cintra)

Espetáculo ‘Chão de Pequenos’, da Companhia Negra de Teatro, aborda abandono, racismo e laços afetivos no Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Montagem premiada une histórias reais sobre adoção, preconceito e luta de classe em curta temporada de 22 a 31 de maio, com sessões acessíveis em Libras. Foto: Martin Buzolin.

O Sesc 24 de Maio recebe o espetáculo ‘Chão de Pequenos’, da Companhia Negra de Teatro, de 22 a 31 de maio com sessões às 18h (de quinta a sábado, exceto 24/5). A peça discute temas como abandono parental, racismo e desigualdade social a partir da trajetória de dois jovens órfãos, Lucas Silva e Pedro Henrique, entre orfanatos e as ruas das grandes cidades. As sessões dos dias 29, 30 e 31 contam com recurso de acessibilidade em Libras.

Baseada em histórias reais, a dramaturgia é resultado de uma pesquisa com famílias e pessoas envolvidas com o tema da adoção. No palco, os atores Felipe Oládélè e Ramon Brant constroem uma fábula sobre afeto, empatia e pertencimento, tocando em temas urgentes da sociedade brasileira. “O espetáculo é, antes de tudo, sobre amizade, cuidado e o desejo de ser visto em um mundo anestesiado”, comenta Brant, que também assina a concepção da obra.

Com base no teatro físico e na dança contemporânea, Chão de Pequenos articula linguagem corporal e discurso político para refletir sobre a invisibilidade de crianças negras nos processos de adoção. O texto conta com colaborações da escritora Ana Maria Gonçalves, autora do romance Um Defeito de Cor, e da atriz e dramaturga Grace Passô, responsável pela provocação dramatúrgica.

Criado inicialmente como uma cena curta em 2013, Chão de Pequenos teve sua estreia no formato atual no Festival de Curitiba de 2017, após vencer o Festival de Teatro Universitário –FESTU – em 2016. Desde então, acumulou passagens por palcos nacionais e internacionais, como o Fitza (Chile), Fitlo (Espanha) e Semana de Teatro Asunción (Paraguai), além de temporadas em unidades do Sesc, Caixa Cultural, Teatro de Contêiner Mungunzá, SP Escola de Teatro e nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) da capital paulista. A peça também foi indicada em sete categorias no 5º Prêmio Sinparc, levando o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante para Ramon Brant.

Sobre a Companhia Negra de Teatro | Fundada em 2015, em Belo Horizonte, a Companhia Negra de Teatro homenageia em seu nome a histórica Cia Negra de Revista, criada em 1926 por artistas negros como Galango, Rosa Negra, Mingote, De Chocolat, Grande Otelo e Pixinguinha. O grupo é formado por artistas negros com formação técnica em teatro pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), da Fundação Clóvis Salgado.

FICHA TÉCNICA

Direção: Tiago Gambogi e Zé Walter Albinati

Concepção e atuação: Felipe Oládélè e Ramon Brant

Dramaturgia coletiva

Textos: Ana Maria Gonçalves, Felipe Oládélè e Ramon Brant

Provocação dramatúrgica: Grace Passô

Direção de movimento e preparação corporal: Tiago Gambogi

Iluminação: Cris Diniz

Operação de luz: Felipe Tchaça

Trilha sonora original: Barulhista

Operação de som: Diego Roberto

Figurino: Bárbara Toffanetto

Cenografia: José Soares da Cunha e Zé Walter Albinati

Cenotecnia: José Soares da Cunha

Direção de Produção: Gabrielle Araújo [Caboclas Produções]

Projeto gráfico: Estúdio Lampejo / Ramon Brant

Fotografia: Lucas Brito e Matheus Soriedem

Escrita poética do processo: Bramma Bremmer

Idealização: Companhia Negra de Teatro

Assista o teaser: YouTube – Chão de Pequenos.

Serviço:

Chão de Pequenos, com Cia Negra de Teatro 

Datas: de 22 a 31/5, de quinta a sábado, às 18h (exceto dia 24/5)

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo (350 metros da estação República do metrô) – Tecnologias e Artes – ETA (4º andar)

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades – R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Sesc).

Classificação: 12 anos

Duração do show: 60 min

Serviço de van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Assessoria de imprensa Sesc 24 de Maio)