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Vencedor de dois prêmios em Sundance, “O Território” estreia nos cinemas brasileiros no dia 8 de setembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Neidinha Bandeira, ativista ambiental, toma banho em um rio na floresta amazônica. Crédito: Alex Pritz/Amazon Land Documentary.

A National Geographic Documentary Films e a O2 Play anunciam que “O Território”, premiado documentário de estreia do diretor Alex Pritz, estará disponível nos cinemas brasileiros a partir de 8 de setembro e faz parte da mostra Mês Amazônia no CineSesc.

Produzido pelo cineasta indicado ao Oscar® Darren Aronofsky, pelo indicado ao Oscar® e vencedor do Emmy Sigrid Dyekjær (“A Caverna”), Will N. Miller, Gabriel Uchida, Lizzie Gillett e Pritz, com produção executiva da ativista Txai Suruí, com trilha sonora original de Katya Mihailova e edição de Carlos Rojas Felice, o filme é uma coprodução com a comunidade indígena Uru-eu-wau-wau.

Vencedor de mais de dez prêmios internacionais e com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, “O Território”, fornece um olhar imersivo sobre a luta incansável dos povos indígenas Uru-Eu-Wau-Wau da Amazônia contra o desmatamento invasor trazido por agricultores e colonos ilegais. Com uma cinematografia inspiradora mostrando a paisagem e um design de som ricamente texturizado, o filme leva o público para dentro da comunidade Uru-Eu-Wau-Wau e oferece acesso sem precedentes aos agricultores e colonos que queimam e desmatam ilegalmente a terra indígena protegida.

Cartaz do filme.

Parcialmente filmado pelo povo Uru-Eu-Wau-Wau, o filme se baseia em imagens reais capturadas ao longo de três anos, enquanto a comunidade arrisca suas vidas para montar sua própria equipe de mídia na esperança de expor a verdade. “Este filme apresenta uma realidade que precisa ser exposta. Estamos felizes com a relevância e o alcance que essa produção está adquirindo”, comenta Alex Pritz. “Em todos os lugares onde levamos ‘O Território’, todos foram impactados e se sensibilizaram pela situação que os Uru-eu-wau-wau vivenciam. Tenho certeza de que, em sua estreia no Brasil, o efeito do filme será maior e mais poderoso ainda”, declara o diretor.

“Todo barulho que estamos conseguindo fazer com o filme mostra que estamos superando uma herança de apagamento e marginalização. Nós já estávamos registrando nossa vida e nosso cotidiano para nos preservar e agora estamos fazendo estas imagens e essa história chegarem a lugares que nem imaginávamos poder alcançar”, declara Bitaté Uru-eu-wau-wau, o jovem líder do Uru-eu-wau-wau em “O Território”.

O filme, que teve seu lançamento mundial na competição World Cinema em Sundance 2022, ganhou o Prêmio do Público e o Prêmio Especial do Júri, tornando-o o único filme do evento a ganhar prêmios do público e do júri. Muitos outros se seguiram, incluindo o True/False True Life Fund Recipient 2022, o CPH:DOX Special Menção do Júri, o Netherlands’ Movies That Matter Activist Documentary Award, o Seattle International Film Festival Golden Space Needle Award de Melhor Documentário, o Philadelphia Environmental Prêmio do Público do Festival de Cinema, o Prêmio Documentário John Schlesinger do Festival Internacional de Cinema de Provincetown, o Prêmio de Melhor Categoria Planeta Sustentável do Festival Internacional de Cinema de Vida Selvagem e o Prêmio Melhor do Festival, o Prêmio DocsBarcelona Anistia Internacional da Catalunha e o Prêmio MountainFilm Minds Moving Mountains.

“O Território” foi feito pela Documist, pela Associação Jupaú do Povo Uru-Eu-Wau-Wau, Real Lava, e pela três vezes vencedora do Oscar® Passion Pictures e Protozoa Pictures, em parceria com TIME Studios e XTR com apoio da Luminate e Doc Society .

A National Geographic Documentary Films lançou anteriormente o vencedor do Oscar®, do BAFTA e de sete prêmios Emmy “Free Solo” e o filme indicado ao Oscar® “The Cave”. Em 2021, lançaram “Becoming Cousteau”, “Fauci”, “The First Wave”, “The Rescue” e “Torn”. Outros filmes aclamados pela crítica incluem “Rebuilding Paradise”, de Ron Howard; vencedores do Sundance Audience Award “Science Fair” e “Sea of Shadows”; os vencedores do Emmy “LA 92” e “Jane”, ambos incluídos nos 15 principais documentários considerados para um Oscar® em 2017; e vencedor do Prêmio Dupont “Inferno na Terra: A Queda da Síria e a Ascensão do Isis”.

Mais informações sobre o filme

Desde que os Uru-eu-wau-wau foram contatados pela primeira vez pelo governo brasileiro em 1981, seu território se tornou uma ilha verde de floresta tropical cercada por fazendas e áreas invadidas – resultado de quatro décadas de desmatamento descontrolado. A comunidade enfrenta incursões ambientalmente destrutivas e muitas vezes violentas por não nativos que buscam explorar a terra. Os ataques para extração ilegal de madeira e desmatamento tornaram-se mais frequentes e mais descarados ao longo dos últimos anos.

Nas aldeias Uru-eu-wau-wau há menos de 200 pessoas, incluindo idosos e crianças, para defender quase 1.867,117 hectares de floresta tropical. Nos limites do território demarcado, uma rede de agricultores se organiza para alcançar suas reivindicações através de meios legais, enquanto grileiros começam a desmatar trechos de floresta tropical por conta própria. Com a sobrevivência da comunidade em jogo, Bitaté Uru-eu-wau-wau e Neidinha Bandeira – um jovem líder indígena e sua mentora – devem encontrar novas maneiras de proteger a floresta tropical de invasores. Mas, em vez de depender de outros para contar sua história, os Uru-eu-wau-wau assumem o controle da narrativa e criam sua própria equipe de mídia para trazer a verdade ao mundo.

Confira os prêmios de “O Território”:

Festival Sundance de Cinema (EUA) – Prêmio do Público de Documentário na categoria internacional – Prêmio Especial do Júri de Obra Documental | CPH:DOX (Dinamarca) – Menção especial na categoria F:ACT | Filmes que Importam (Holanda) – Prêmio de Documentário Ativista | Festival de Cinema Ambiental da Filadélfia (EUA) – Prêmio do Público | Festival Internacional de Filmes sobre Vida Selvagem (EUA) – Prêmio de Melhor Filme / Prêmio na categoria Melhor Planeta Sustentável | Festival de Filmes True/False (EUA) – Prêmio na categoria Fundo da Vida Real | Festival Internacional de Filmes de Seattle – Prêmio Golden Space Needle de Melhor Documentário | Prêmio DocsBarcelona – Anistia Internacional da Catalunha | Prêmio MountainFilm – Prêmio Moving Mountains | Festival de Filmes de Provincetown (EUA) – Prêmio de Documentário John Schlesinger | Sheffield DocFest (UK) – Prêmio Tim Hetherington / Menção do Júri | Festival Internacional de Cine Medioambiental de Canarias (FICMEC) – Melhor Documentário.

Ficha Técnica

“O Território”

(Brasil/Dinamarca/Estados Unidos, 2022)

Documentário

Direção: Alex Pritz

Produção: Darren Aronofsky, Sigrid Dyekjær, Will N. Miller, Gabriel Uchida, Lizzie Gillett, Alex Pritz

Produção executiva: Carolyn Bernstein, Ari Handel, Brendan Naylor, Dylan Golden, Txai Suruí, Tejubi Uru-eu-wau-wau, Potei Uru-eu-wau-wau, Jack Weisman, Danfung Dennis, Alexandra Johnes, Rebecca Teitel, Loren Hammonds, Bryn Mooser, Kathryn Everett, Justin Lacob, Rafael Georges, Felipe Estefan, Andrew Ruhemann, Romain Bessi, Philippe Levasseur

Sound Design: Rune Klausen, Peter Albrechtsen MPSE

Trilha Sonora: Katya Mihailova

Fotografia: Alex Pritz e Tangãi Uru-Eu-Wau-Wau

Edição: Carlos Rojas Felice

83 minutos.

Serviço:

“O Território” – direção Alex Pritz

Sessão especial: 8/9 às 20h*

*Exibição seguida de debate. Grátis. Retirada de ingresso 2h antes na bilheteria

Veja o trailer aqui.

CINESESC

Rua Augusta, 2075 – São Paulo (SP)

Acompanhe a programação no site SESC.

(Fonte: Agência Lema)

Pinacoteca de São Paulo aborda experiências urbanas em nova mostra com obras de Andy Warhol, Berenice Abbott e Edward Hopper

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra “Pepita”, 1917, de Robert Henri. Crédito da imagem: ©Museum Associates/LACMA.

A Pinacoteca de São Paulo inaugura a exposição “Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos 1893-1976”, em colaboração com a organização Terra Foundation for American Art, no edifício Pina Luz. A mostra reúne 150 obras de 78 artistas, dentre eles, reconhecidos nomes da arte norte americana, como Andy Warhol, Edward Hopper, além de trabalhos de Charles White, Emma Amos, George Nelson Preston, Jacob Lawrence e Vivian Browne, entre outros.

A curadoria é de Valéria Piccoli, curadora-chefe da Pinacoteca; Fernanda Pitta, professora assistente do MAC-USP e curadora da Pina até maio de 2022, e Taylor L. Poulin, curadora-assistente da Terra Foundation. Em um ano em que se celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o museu examina como a ideia de modernidade é elaborada nas artes visuais também fora do Brasil, especificamente nos Estados Unidos, que durante o século 20 constrói sua reputação como referência no cenário cultural mundial.

As obras em exposição datam de 1893 — ano da Exposição Universal, em Chicago, nos Estados Unidos, evento que marca a primeira vez que o Brasil se apresenta internacionalmente como um país republicano e alinhado com os valores políticos dos EUA — até 1976, celebração do bicentenário da independência americana.

A mostra explora os modos como a modernidade se manifesta na produção artística norte americana a partir das transformações das cidades e da observação dos ritmos e dinâmicas da vida nos grandes centros urbanos. Em “Pelas Ruas”, a multiplicidade dos trabalhos exibe um ambiente urbano que é ao mesmo tempo um lugar de encontro, entretenimento, multidões, mas também de segregação, solidão, conflitos e reivindicações sociais. “Fizemos a opção por apresentar uma narrativa mais expandida da arte norte americana, baseada numa maior variedade de artistas e movimentos regionais cuja produção figurativa e socialmente consciente persistiu ao longo do século XX à margem do discurso dominante da abstração. A seleção contempla muitos artistas afro-americanos, mulheres e também um indígena”, ressalta Valéria Piccoli.

“Pelas ruas” – Walker Evans.

A lista dos trabalhos inclui empréstimos vindos de 16 importantes instituições culturais, como o Whitney Museum of American Art, Nova York (EUA); Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles (EUA), o Museum of Contemporary Art Chicago, Chicago (EUA); International Center of Photografhy, Nova York (EUA) e a própria Terra Foundation for American Art, entre outros. Grande parte são pinturas e gravuras – ao todo, 80 trabalhos. A totalidade se completa com fotografias. Destaque para as imagens de Berenice Abbott, Diana Davies, Gordon Parks, Robert Frank e Walker Evans.

A curadoria contemplou obras de um elenco de artistas mais diversificado com alguns nomes até desconhecidos no cenário brasileiro. É o caso de Charles White (1918-1979) e Emma Amos (1937-2020). White teve, em 2018, uma retrospectiva no MoMA (NY – EUA) mas, no Brasil, fará parte de uma exposição pela primeira vez. Seu trabalho Wanted Poster Series #14 (1970) questiona os resquícios de uma mentalidade escravista a partir de um poster do século 19, onde se ofereciam recompensas por escravizados fugidos.

Já as obras de Emma Amos sempre confrontam o sexismo e o racismo. A pintura “Eva the Babysitter” (1973), que está em “Pelas Ruas”, foi produzida enquanto Amos era a única mulher a integrar o coletivo de artistas afro-americanos Spiral Group, na década de 70. A potencialidade das artistas mulheres também foi privilegiada na seleção das fotografias, exemplificada nas imagens de Diana Davies, que não apenas se engajou como registrou as passeatas e protestos em Nova York em prol do respeito à comunidade LGBTQIA+, como também nas fotos de arquitetura feitas por Berenice Abbott em Nova York. Outras imagens de cunho social, que abordam situação dos desempregados e imigrantes em São Francisco, feitas por Dorothea Lange, e os retratos de Gordon Parks sobre a cena musical do Harlem, um bairro periférico e predominantemente negro de Nova York, também estarão expostas.

De Andy Wharol, “Pelas Ruas” exibe um trabalho bastante singular na trajetória do artista e distante das imagens que o deixaram mundialmente famoso. Trata-se de uma gravura, de 1965, de cunho político, que aborda um episódio de violência policial ocorrido no estado do Alabama. Já do Edward Hopper, a gravura “Night Shadows” (1921) e a tela “Dawn in Pennsylvania” (1942) exemplificam suas tradicionais temáticas ligadas à solidão e melancolia das paisagens urbanas.

“Pelas ruas” – Gerald Williams.

A organização expositiva ocupa sete salas do primeiro andar do edifício Pina Luz e as obras estão divididas em 7 núcleos:  A cidade branca, onde estão os materiais referentes à Exposição Universal de 1893; Experimentações artísticas, que explora como a transformação das cidades pela construção de arranha-céus e eletrificação das vias, por exemplo, influencia no vocabulário artístico de uma época. Em O Individual e o coletivo, destaque para a diversidade das populações e a criação de comunidades como, por exemplo, Chinatown, famoso bairro de Nova York.

Nas próximas salas, o visitante encontra Ritmos e padrões da cidade, referência a quanto do ritmo da nossa vida cotidiana é ditado pela dinâmica do deslocamento entre pontos de uma cidade. No núcleo A multidão anônima, encontram-se representações da massa urbana e também da sensação de ser um indivíduo em meio a muitos outros. Engajamento e separação reúne trabalhos mais políticos dos anos 60 e 70, que exploram o espaço urbano como palco para manifestações e reivindicações. Por último, Cidades reimaginadas aborda o modo como a contracultura da década de 1970 propôs e pensou outras formas de convivência em sociedade. A mostra termina com a projeção do filme “Tree dance” (1971), de Gordon Matta-Clark, em que vários performers tentam habitar uma árvore, utilizando lençóis, cordas para ocupar o espaço.

“Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos 1893-1976” propõe olhar para a arte norte-americana do século 20 sob o viés da representação da vida nas cidades, que define muito do que entendemos como a cultura americana até os dias de hoje. O Catálogo bilíngue, em português e inglês, reúne além das imagens das obras, textos de apresentação assinado pelas curadoras e ensaios de autores convidados, além da tradução de artigos críticos sobre a Exposição Universal, incluindo da feminista americana Ida Wells e do abolicionista americano Frederick Douglass, e manifestos dos movimentos civis Black Panther e Alcatraz, que denotavam a efervescência política e social dos ano 60 e 70, retratada por muitos dos artistas em “Pelas Ruas”.

Esta exposição e seus programas são resultado da parceria e do generoso apoio da Terra Foundation for American Art.

Educativo | “Pelas Ruas” contará com um material de apoio as práticas pedagógicas voltadas para professores, multiplicadores e público em geral. Os vídeos, como o tour virtual, serão produzidos e distribuídos gratuitamente pela internet com tradução em libras.

Workshop | No âmbito da exposição, será organizado um workshop multilateral com pesquisadores brasileiros e norte-americanos para discutir e debater o movimento modernista americano e as intersecções com a arte brasileira.

Patrocínio | A exposição tem patrocínio da Allergan, na cota prata, e apoio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil, do marketplace FARFETCH e da empresa Bain & Co.

Serviço:

Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos, 1893-1976/In the Streets: Modern Life and Urban Experiences in the Art of the United States, 1893-1976

Curadoria de Valéria Piccoli; Fernanda Pitta e Taylor L. Poulin

Período: 27/8/2022 a 30/1/2023

Edifício Pinacoteca Luz

Praça da Luz, 02, Luz, São Paulo, SP

De quarta a segunda, das 10h às 18h.

Ingressos no site da Pinacoteca

R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) na bilheteria física ou no site do museu.

Sobre a Terra Foundation | A instituição Terra Foundation for American Art se dedica a promover as artes visuais dos Estados Unidos. Para estimular o diálogo intercultural sobre a arte americana, a Terra Foundation apoia e colabora com exposições inovadoras, pesquisas e programas educacionais. Implícita em tais atividades está a crença de que a arte tem o potencial tanto de distinguir culturas quanto de uni-las.

(Fonte: Pinacoteca de São Paulo)

Estúdio 41 apresenta exposição ‘Mirabilândia – Um Parque de Ilusões”, de Dani Tranchesi

São Paulo, por Kleber Patricio

“Chapéu Rosa”, 2022, Dani Tranchesi.

O Estúdio 41 inaugura no dia 23 de agosto a mostra “Mirabilândia – Um Parque de Ilusões”, com fotos de Dani Tranchesi e curadoria assinada por Diógenes Moura. A partir de imagens de chapéus mexicanos, carrosséis, pelúcias e outros elementos, a artista captura o universo lúdico dos parques de diversões. A data de abertura da mostra marca também um ano de atuação do espaço expositivo.

‘Mirabilândia’ aconteceu por acaso, afirma a fotógrafa, que vem capturando imagens de parques de diversões de maneira despretensiosa desde 2015. Entre um projeto de pesquisa fotográfica e outro, Dani Tranchesi sempre cruzou com as arenas repletas de luzes e um quê de magia pelo caminho e decidiu registrá-las. Percorreu diversas regiões da capital como zona leste, zona norte, a cidade de Praia Grande, na baixada santista, o interior de São Paulo e países como Vietnã e Estados Unidos, entre outros.

Foi quando estava em Recife no primeiro semestre de 2022, por conta de seu próximo projeto, intitulado “Seja o que Deus Quiser”, que Tranchesi topou com Mirabilândia, parque que dá nome à mostra e fica entre as cidades de Recife e Olinda. Ali tomou a decisão de que as fotos, que já compunham um vasto acervo registrado por anos, podiam virar uma exposição.

“Pezinhos ao vento”

“Conta a lenda adormecida que Mirabilândia é a soma das primeiras sílabas dos nomes das filhas do dono de um parque que existe entre Recife e Olinda. Nada mais puro sangue brasileiro: sílabas para criar outro nome, outra ilusão. Nas cidades e no país onde seus habitantes estão sempre à beira do abismo, um parque de diversões pode ser um amuleto para que o sufoco da vida cotidiana seja aliviado uma, duas, três horas seguidas”, diz o curador Diógenes Moura.

Dani Tranchesi diz que a mostra irá crescer e ainda está fotografando parques – nos próximos dias ela registra um parque na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.  “Capturar parques de diversões é uma forma de registrar algo que está acabando. É lúdico, nostálgico e um pouco melancólico também”, afirma Tranchesi.

Para esta mostra, o curador e a fotógrafa reuniram 23 imagens que foram capturadas ao longo dos anos. “Somos outros quando estamos em um parque de diversões. O super tornado é uma montanha russa que faz o grito e a emoção lamberem cada rosto. Monstros e super-heróis são capazes de sorrir. No chapéu mexicano a imagem gira: vê cada ilusão pelo lado de dentro e o olho de vidro de quem a vê pelo lado de fora”, elucida o curador.

“Corrida de Cavalos IV”

Estúdio 41 | Um espaço voltado à reflexão e discussão sobre o fazer artístico da fotografia – esse é o mote do Estúdio 41, projeto que ocupa o conjunto 41 do prédio 1254 da Rua Pedroso Alvarenga, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Com direção artística do curador e escritor Diógenes Moura e comandado pela fotógrafa Dani Tranchesi e sua sócia Paula Rocha, o novo espaço cultural vai apresentar projetos de fotógrafos emergentes e consagrados em uma programação de exposições, exibição de filmes, lançamento de livros e conversas sobre a linguagem fotográfica.

Serviço:

Exposição “Mirabilândia – Um Parque de Ilusões”, de Dani Tranchesi

Curadoria: Diógenes Moura

De 23 de agosto a 23 de outubro de 2022

Endereço: Rua Pedroso Alvarenga, 1254, cj 41, Itaim Bibi – São Paulo (SP)

Funcionamento: terça a sexta, das 13h às 18h; sábados, das 11h às 13h

Entrada franca a partir de agendamento pelo Whatsapp: +55 (11) 99452-3308.

(Fonte: a4&holofote comunicação)

Manaus realiza em setembro o maior festival de artes integradas da Amazônia

Manaus, por Kleber Patricio

Foto: Nathalie Brasil.

Manaus convida turistas de todo o Brasil para curtir quatro dias de muita música, teatro, artes plásticas, moda e gastronomia no #SouManaus Passo a Paço, festival montado no centro histórico da cidade, às margens do Rio Negro, de 3 a 6 de setembro deste ano.

O evento é uma opção para quem quiser passar o fim de semana na cidade e esticar até o feriado de 7 de setembro para conhecer seus atrativos. Para tornar o evento atraente para todos os públicos, a cidade aposta no tripé Sustentabilidade, Diversidade e Gastronomia.

Djonga, Jota Quest, Joelma, Duda Beat, Lia Sophia, a banda internacional Double You, o chef Rodrigo Oliveira e o musical ‘A Hora da Estrela’ serão algumas das atrações que sobem aos palcos do Festival #SouManaus para receber um público de até 400 mil pessoas no centro da capital da Amazônia.

O centro histórico da cidade foi o local escolhido e terá três portais, todos construídos com materiais recicláveis (como pallets e papelão), que levarão os turistas aos palcos. A cenografia mistura as cores da Amazônia e os conceitos de manter a floresta de pé, proteger os rios e preservar as espécies ameaçadas de extinção. Além disso, boas práticas como o uso de plástico biodegradável e o objetivo de neutralizar a emissão de gases poluentes foram compromissos assumidos pelo município como organizador do evento.

“Nós estamos construindo um evento com responsabilidade. Esse é um evento realizado em um cenário riquíssimo: no berço de constituição de nossa cidade, onde ela surgiu, em meio aos prédios históricos e pertinho do Rio Negro. Será uma experiência única para quem vem à cidade, que oferece ainda outros atrativos para o turista durante o dia e noite”, comenta o prefeito David Almeida.

Atrações

“O #SouManaus tem um line-up artístico rico, com referências que englobam o regional e o internacional, uma base que nos permite conversar com o mundo. Exemplo disso é que teremos manifestações artísticas acontecendo em dois palcos simultaneamente: o Tucupi e o Caboquinho. Já na área interna do Porto de Manaus, vamos homenagear a cultura urbana, com apresentações de mais de 150 artistas do hip hop, 100 artistas do teatro e palhaçaria e mais de 60 artistas locais dos mais variados gêneros musicais”, afirma o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Alonso Oliveira.

Para celebrar a diversidade, ele explica que os artistas que sobem aos palcos vão do brega ao pop internacional, passando pelo gospel e pela música infantil. E para fazer um barulho ainda maior, o evento contará com um desfile de moda com 11 estilistas indígenas: o Manaus Fashion Day, para 300 convidados especiais.

Turismo e gastronomia

Com a retomada do setor de turismo em todo o país, a Prefeitura de Manaus busca soluções inteligentes para promover a cidade, a curto e longo prazo, e atrair ainda mais turistas, gerando assim consumo e renda.

A diretora de Turismo da pasta, Oreni Braga, conta que o #SouManaus está em sua sétima edição, mas em 2022 vem com uma nova proposta: inaugurar a participação da cidade na rota do turismo nacional de eventos. “Hotéis, restaurantes, agências de viagem e receptivos têm uma grande expectativa para o mês de setembro. O festival será a nossa virada de chave para nos prepararmos para as grandes feiras nacionais e internacionais de turismo de 2023”, compartilha.

O destaque da gastronomia vai para a aula show com Rodrigo Oliveira, chef dos restaurantes Mocotó, em São Paulo (SP), e do Caboco, em Los Angeles (EUA), competidor do programa da Netflix ‘Iron Chef’. A aula será aberta a chefs profissionais e cozinheiros e cozinheiras de feiras e mercados – mais uma mostra da valorização da diversidade no evento.

Programação

Ao todo, o festival #SouManaus terá palcos com mais de 300 apresentações simultâneas nos dias 3, 4, 5 e 6 de setembro, a partir das 17h. No dia 3, sábado, Djonga, Duda Beat e Jão comandam os palcos, além de Bárbara Eugênia e Lia Sophia & Pinduca.

No domingo, dia 4, o #Sou Manaus recebe a atração internacional Double You, Jota Quest, Tasha & Tracie e Odair José. No dia 5, segunda-feira, é a vez de Diogo Nogueira, Joelma, Scalene e Felipe Araújo.

Na terça-feira, 6, o evento será exclusivo para o público infanto-juvenil e cristão, com atrações como Bita, padre Antônio Maria, Tony Allysson, Bruna Karla, André Valadão, Art’Trio e Leandro Borges.

A Orquestra Filarmônica do Amazonas e o musical ‘A Hora da Estrela’, inspirado no romance de Clarice Lispector, também estão na programação. O público poderá aproveitar, ainda, feiras gastronômicas, de artesanato, economia criativa e o espaço Manaus Fashion Day.

A programação em todos os palcos vai até às 23h40. Os intervalos serão comandados por DJs locais. A programação completa pode ser acessada pelo site.

(Fonte: Prefeitura de Manaus)

Grupo Anankê encena adaptação de “Romeu e Julieta”

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Grupo Anankê apresenta espetáculo dia 19, no Piano
Crédito da foto: Gabriel Kitzmann.

O Grupo de Teatro Anankê estreia no dia 19 de agosto, às 19h30, a peça “Romeu e Julieta”. Com texto de Wagner Cintra e direção de Marli Lopes, o espetáculo, inspirado na obra de William Shakespeare, acontece no Centro Cultural Hermenegildo Pinto – ‘Piano’, em Indaiatuba (SP). Com entrada gratuita, a apresentação integra a 7ª Mostra de Artes Cênicas promovida pela Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Uma das histórias mais famosas da dramaturgia, ‘Romeu e Julieta’ relata a paixão de Romeu Montecchio e Julieta Capuleto, que são impedidos de viver este amor por conta da rivalidade entre suas famílias, o que os leva a viver um intenso amor proibido. A peça do Grupo Anankê é inspirada na obra; porém, é uma criação autônoma feita a partir da narrativa do autor. “No palco, a história de amor de Romeu e Julieta será contada mais ou menos como aconteceu. Trata-se da homenagem a todos aqueles que amam e têm no amor a sua existência. É uma homenagem à esperança e à superação. Vão se os amantes e fica o amor, porque um instante é muito pouco para sonhar”, destaca Chicó Ferreira, um dos atores da peça.

O espetáculo tem entrada gratuita, mas a retirada de ingresso precisa ser realizada com uma hora de antecedência. O Centro Cultural Hermenegildo Pinto – ‘Piano’ fica na Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 5924 – Jardim Morada do Sol, Indaiatuba (SP).

Covid | Vale lembrar que de acordo com o Decreto nº 66.575, de 17 de março de 2022, do Governo do Estado de São Paulo, é facultativo o uso de máscara em ambientes fechados como o teatro onde será realizado o espetáculo.

Serviço:

“Romeu e Julieta”

Data: 19/8 | Horário: 19h30

Local: Centro Cultural Hermenegildo Pinto, ‘Piano’ – Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 5924 – Jardim Morada do Sol, Indaiatuba I Como chegar

Entrada gratuita – acesso se dará por ordem de chegada

Classificação indicativa: Livre.

Ficha Técnica

Texto: Wagner Cintra (inspirado na obra homônima de William Shakespeare) l Direção: Marli Lopes l Orientação Artística: Lucas Gonzaga l Preparação Vocal/Musical: Olivia Gênesi l Elenco: André Almeida l Gisele Campos l Flávio Cardoso l Marli Lopes l Chicó Ferreira l Leonardo Kayan l Gabriel Kitzmann l Técnica: Concepção Cenário: Chicó Ferreira l Concepção Figurino: Lucas Gonzaga l Operação de Sonoplastia e Luz: Clélio Santos.

O Grupo de Teatro Anankê foi fundado em 2014 e conta atualmente com oito integrantes profissionais e premiados ao longo da carreira, que atuam desde a década de 1990, individualmente, e que já encenaram diversos espetáculos com o grupo, além de participarem de festivais como Virada Cultural Paulista, Mapa Cultural Paulista, Campanha de Popularização do Teatro em Campinas e Circuito Cultural Paulista, entre outros. Além disso, recebeu orientação do Projeto Ademar Guerra nos anos de 2017 e 2018 e 2021 e participou do Projeto Incubadora, realizado pelo Grupo Os Geraldos de Campinas. O Anankê se apresentou em 28 cidades, dois estados e possui sua sede em Indaiatuba, onde os integrantes ensaiam e criam novos projetos.

(Fonte: Ateliê da Notícia)