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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Trio Capitu integra projeto ‘Diversidade(s) na Música de Concerto’ com apresentação no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Diana Sandes.

No dia 21 de maio, o Trio Capitu sobe ao palco do Sesc Pinheiros dando sequência ao projeto Diversidade(s) na Música de Concerto. Com uma formação singular – flauta, oboé e fagote – criando uma sonoridade singular e pouco explorada na música de câmara. Formado por Sofia Ceccato, Janaína Perotto e Ariana Mendonça, o trio desenvolve uma abordagem aberta e sensível, em trânsito constante entre o clássico e o contemporâneo, o erudito e o popular.

O repertório reafirma o espírito do Trio Capitu: abrir caminhos entre épocas, estilos e paisagens sonoras. A peça dedicada ao grupo por Gilson Santos dá o tom da proposta, inventiva e comprometida com o presente. Entre os destaques, os arranjos para obras de Chiquinha Gonzaga (1847–1935) revelam o diálogo afetuoso entre tradição e reinvenção, enquanto compositoras contemporâneas como Alyssa Morris e Libby Larsen ampliam o alcance expressivo da formação.

Reconhecido por sua atuação na formação de plateias e por explorar novas possibilidades para a música instrumental, o Trio Capitu propõe um repertório que atravessa estéticas e temporalidades, com obras de compositoras e compositores, arranjos próprios e peças que realçam o timbre raro dessa formação camerística.
A apresentação integra a primeira edição do projeto Diversidade(s) Na Música de Concerto, que ocupa as noites de quarta-feira no Sesc Pinheiros com propostas artísticas que ampliam o entendimento sobre o que se chama, hoje, de música de concerto.

Trio Capitu – Fundado em 2012, tem uma formação original e singular de flauta, oboé e fagote. Em 2016, foi finalista do 27º Prêmio da Música Brasileira na categoria ‘Revelação’ e recebeu Menção Honrosa pelo site Embrulhador. O grupo, formado por Sofia Ceccato, Janaína Perotto e Ariana Mendonça, integrou a programação oficial de abertura das comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro e, por dois anos consecutivos, ganhou o Prêmio Funarte de Concertos Didáticos levando suas apresentações a escolas da rede pública de ensino. O grupo desenvolve um trabalho de formação de novas plateias, agregando o formato didático e interativo à experiência da música instrumental. O Trio Capitu une o som tradicional a diferentes expressões artísticas, em apresentações destinadas a todo tipo de público, de todas as faixas etárias. Para saber mais, conheça quem são as ‘Capitus’:

Sofia Ceccato – Mestre em práticas interpretativas pela UniRio, pós-graduada em música de câmara pelo Conservatório Brasileiro de Música e graduada em flauta pela UFRJ. Foi intercambista na University of Georgia, onde se aperfeiçoou com Angela Jones-Reus. É solista, camerista e instrumentista de orquestras (Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Orquestra Sinfônica de Mulheres do Rio de Janeiro), além de produtora, apresentadora e curadora. Além do Trio Capitu, integra o Duo Ceccato & Béchemin.

Janaína Perotto – Natural de Londrina (PR), formou-se bacharel em Oboé pela UniRio. Após um período de aperfeiçoamento em Performance, na Escola Superior de Música de Karlsruhe, na Alemanha, integrou a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2002, como oboísta concursada. É Doutora pela Escola de Música da UFRJ, com tese voltada para a performance e a música de câmara de Heitor Villa-Lobos para madeiras. Além da música, sua outra arte é a escrita, autora de Doce de Jaca (Penalux, 2021) e Papuã (Urutau, 2024).

Ariana Mendonça – Natural do Espírito Santo, é fagotista e mestre em Música pela UFRJ. Atua como professora, solista, camerista e instrumentista de orquestra, integrando a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (OSES) e a Filarmônica de Mulheres do Espírito Santo (Femes). Sua dissertação de mestrado focou na performance de uma obra inédita para fagote que homenageia seu estado. Participa de grupos de câmara e de formações como a Orquestra Filarmônica Moderna Brasileira. Atualmente, é professora concursada de fagote na Faculdade de Música do Espírito Santo.

Diversidade(s) na Música de Concerto | É um projeto do Sesc Pinheiros que convida o público a conhecer diferentes formações e repertórios dentro da música de câmara. A proposta é apresentar grupos e artistas que atuam na cena instrumental brasileira com caminhos próprios, em diálogo com diferentes tradições e linguagens. As apresentações acontecem às quartas-feiras às 20h e incluem obras de repertório erudito, composições contemporâneas, criações autorais e arranjos feitos especialmente para as formações convidadas. A curadoria valoriza o encontro entre gerações, estilos e propostas estéticas, buscando ampliar o entendimento do que se chama de música de concerto hoje.

Programa

Gilson Santos – Abrindo caminhos (dedicada ao Trio Capitu)

Antonio Vivaldi – Concerto em Sol menor, para flauta, oboé e fagote. RV103 (Allegro ma cantabile – Largo – Allegro non molto)

Libby Larsen – Impromptu

Claude Arrieu – Suite en Trio (Allegro non troppo – Allegro scherzando – Allegro giusto)

Alyssa Morris – Brush strokes (Monet – Seurat – Van Gogh – Pollock)

Chiquinha Gonzaga – Lua Branca – Gaúcho (arranjo: Isaias Ferreira).

Serviço:

Trio Capitu

Dia: 21 de maio

Local: Auditório

Duração: 90min

Classificação: A12

Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia) e R$ 10,00 (credencial plena)

Vendas Online: 13/5 a partir das 17h, pelo site e pelo aplicativo Credencial Sesc SP

Vendas Presencial :14/5 a partir das 17h, nas bilheterias da rede Sesc SP

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30.

(Com Gleice Nascimento/Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros)

Com participação de Vanessa da Mata e James Morrison, Douro & Porto Wine Festival inicia venda de ingressos para 4ª edição

Lamego, Portugal, por Kleber Patricio

Vanessa da Mata. Foto: Rodolfo Magalhães.

O Douro & Porto Wine Festival retorna em 2025 para mais uma edição que celebra a música, a gastronomia e o vinho num dos cenários mais idílicos em nível mundial: a região do Douro. Nos dias 4 e 5 de julho, o Porto Comercial de Cambres, em Lamego, vai receber a 4.ª edição deste evento tão especial que já é considerado como o maior festival de vinhos da Península Ibérica, e que vai contar dezenas de produtores de vinhos, centenas de rótulos de vinho, showcooking, experiências sensoriais, grandes nomes da cena vinícola e gastronómica da região e concertos memoráveis de artistas nacionais e internacionais.

No dia 4 de julho, sexta-feira, o evento contará com shows de Vanessa da Mata, David Fonseca, Nena e Joana Almeirante com o projeto ‘2 Pares de Botas’, e S. Pedro. Já no dia 5 de julho, sábado, sobem ao palco James Morrison, Os Quatro e Meia e João Só com as convidadas especiais Carolina de Deus e Mónica Teotónio, e a jovem cantora e compositora de Vila Real Margarida.

James Morrison. Foto: Divulgação.

O Douro & Porto Wine Festival realiza-se numa paisagem idílica entre as vinhas e o rio Douro na margem de Lamego e com vista privilegiada para o Peso da Régua, um local único que, aliado ao vasto leque de produtores locais e boa música, proporciona uma experiência única de festival. Em edições anteriores, o festival já recebeu nomes Michael Bolton, Gipsy Kings, Joss Stone, Corinne Bailey Rae, Vance Joy, Judi Jackson, Sid Sriram, entre outros artistas nacionais e internacionais.

Os ingressos para o Douro & Porto Wine Festival já estão disponíveis em bol.pt, douroportowinefestival.pt e locais habituais. Em breve, serão disponibilizadas mais informações sobre o festival (produtores, gastronomia e mobilidade). Acompanhe em douroportowinefestival.pt.

Serviço:

Data: 4 e 5 de julho

Local: Porto Comercial de Cambres – Lamego

Abertura de portas: 17h00

Classificação etária: Todos os públicos.

(Com Fernanda Miranda/Lupa Comunicação)

MASP apresenta exposição de Monet com obras inéditas no Hemisfério Sul

São Paulo, por Kleber Patricio

Claude Monet, Ponte de Waterloo, 1903, McMaster University, McMaster Museum of Art, doação Herman H. Levy, 1984, Hamilton, Canadá. Foto: Robert McNair.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia a exposição ‘A Ecologia de Monet’, apresentando uma leitura contemporânea sobre a relação de Claude Monet (1840–1926) com a natureza, as transformações ambientais, a modernização da paisagem e as tensões entre ser humano e natureza. A exposição apresenta obras que perpassam grande parte da carreira do artista — das décadas de 1870 até 1920 — revelando diferentes momentos de sua relação com a paisagem e com o meio ambiente. Em cartaz de 16 de maio a 24 de agosto de 2025, a exposição reúne 32 pinturas do impressionista francês, sendo a maioria inédita no hemisfério sul.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Fernando Oliva, curador, MASP, e com assistência de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP, a exposição aborda diferentes aspectos da relação de Monet com a ecologia em cinco núcleos: Os barcos de Monet; O Sena como Ecossistema; Neblina e Fumaça; O Pintor como Caçador e Giverny: Natureza Controlada. “É inegável que o artista teve um olhar atento para as transformações ambientais de seu tempo, documentando desde a industrialização crescente até fenômenos naturais, como enchentes e degelos. No entanto, a relação de Monet com a ecologia da época era outra, muito diferente das dimensões atuais do termo, tanto no campo das ciências do clima como no da história da arte. Ainda assim, é possível traçar leituras contemporâneas sobre o seu trabalho, especialmente se considerarmos a força e o impacto que sua obra segue exercendo na sociedade”, afirma Fernando Oliva.

O núcleo O Sena como Ecossistema aborda a água como um motivo constante na produção do artista, que cresceu na cidade do Havre, no norte da França, onde o rio Sena deságua no Oceano Atlântico. Ao longo da vida, Monet percorreu grande parte dos 776 km do rio e seus afluentes, desenvolvendo uma relação profunda com as paisagens fluviais, que também expressam os hábitos sociais e o processo de industrialização. Na mostra, a importância do Sena para a vida e a obra do artista também é representada em um painel expográfico curvo que simboliza o percurso do rio.

O curso d’água também tem destaque no núcleo Os barcos de Monet, no qual o impressionista apresenta o afluente do rio Sena em uma imersão. As barcas são mostradas de pontos de vista elevados, eliminando, assim, a noção de uma linha do horizonte. A correnteza do rio é destacada por pinceladas onduladas em tons de vermelho e amarelo que se somam ao verde intenso.

O núcleo Neblina e Fumaça discute como Monet representou as transformações urbanas e industriais de seu tempo. A energia a vapor, as fábricas em expansão, a produção de carvão e as rápidas mudanças nos meios de produção modificaram o horizonte das cidades do século XIX, fazendo com que as torres das igrejas passassem a competir com as chaminés na paisagem urbana. Os trabalhos em que o artista retrata as pontes de Waterloo e de Charing Cross, de Londres, são emblemáticos, pois dão a ver a forma como Monet explorou a perspectiva atmosférica com cores e pinceladas singulares, conferindo espessura à neblina e evidenciando o ar carregado pela fumaça liberada pelas indústrias instaladas às margens do rio Tâmisa.

O Pintor como Caçador parte das longas caminhadas de Monet à procura de boas vistas as quais pintar ou, como ele próprio dizia, boas ‘impressões’. Se no início de sua produção o artista se limitava a áreas de fácil acesso, especialmente após os anos 1880 passou a se aventurar por trilhas em busca de pontos de vista originais. Nesse núcleo também são apresentadas pinturas de Monet realizadas em suas viagens pela costa francesa —Normandia, Bretanha e Mediterrâneo —, além de passagens por outros países, como a Holanda.

Giverny: Natureza Controlada apresenta obras como A ponte japonesa (1918–1926) e A ponte japonesa sobre a lagoa das ninfeias em Giverny (1920–1924), concebidas pelo pintor no refúgio que criou nos jardins de sua propriedade na cidade de Giverny, onde viveu por mais de quatro décadas. Esse núcleo faz uma reflexão sobre a paixão de Monet por seus jardins, que também pode ser analisada como um desejo de controlar e moldar a natureza. “A exposição reflete uma relação complexa do pintor com a paisagem natural e o meio ambiente. Em suas pinturas coexiste um elogio ao meio ambiente e uma tentativa de organizá-lo, de contê-lo”, conclui Oliva.

A Ecologia de Monet integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Hulda Guzmán, Mulheres Atingidas por Barragens, Frans Krajcberg, Clarissa Tossin, Abel Rodríguez, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.

Sobre o artista

Claude Monet (1840–1926) foi um dos fundadores e principais expoentes do movimento impressionista, revolucionando a história da arte com sua abordagem inovadora da luz e da cor. Nascido em Paris e criado na Normandia, Monet desenvolveu desde cedo uma sensibilidade única para a natureza e suas transformações. Seu quadro Impressão, Nascer do Sol (1872) deu nome ao movimento impressionista. Ao longo de sua carreira, dedicou-se a capturar os efeitos transitórios da luz sobre a paisagem, muitas vezes pintando o mesmo motivo em diferentes horários e condições atmosféricas.

Acessibilidade

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, além de textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil — com narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os espaços e as obras. Os conteúdos, disponíveis no site e no canal do YouTube do museu, podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessados em geral.

Catálogo | Por ocasião da mostra, será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e ensaios comissionados que debatem a relação de Monet com a ecologia. O livro tem organização editorial de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, com assistência de Isabela Ferreira Loures. O catálogo tem texto curatorial de Oliva e artigos dos especialistas Ana Gonçalves Magalhães, Caroline Shields, Géraldine Lefebvre, Maria Grazia Messina, Marianne Mathieu, Michael J. Call, Nicholas Mirzoeff e Stephen F. Eisenman.

Loja MASP | Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta uma coleção exclusiva inspirada na obra de Claude Monet. A seleção de produtos inclui lenços de seda, vela aromática, aromatizador de ambiente, bolsas, ímãs, postais, marca-páginas, garrafa térmica, camisetas, cadernos de capa dura e bloco de anotação.
Realização | A Ecologia de Monet é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem patrocínio exclusivo de Nubank.

Serviço:

A Ecologia de Monet

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Fernando Oliva, curador, MASP, com assistência de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

16/5 —24/8/25

1° andar, Edifício Lina Bo Bardi

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada).

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)

Coral Paulistano realiza concerto em homenagem ao álbum de estreia do grupo Secos & Molhados

São Paulo, por Kleber Patricio

Coral Paulistano. Fotos: Larissa Paz.

Em maio, o Coral Paulistano e a Orquestra Sinfônica, sob regência de Maíra Ferreira, com direção de Otávio Juliano e participação especial de João Ricardo, apresentam Secos & Molhados, um concerto em homenagem aos 52 anos do álbum homônimo, que figura constantemente as primeiras posições nas listas de álbuns e capas mais icônicas da música brasileira. As apresentações acontecem no dia 16, sexta-feira, às 20h, e 17, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo.

Neste concerto, o Coral Paulistano apresenta as canções desse icônico disco de estreia de Secos e Molhados, como ‘Sangue Latino’, ‘O Vira’, ‘Rosa de Hiroshima’, ‘Fala’ e ‘Flores Astrais’, entre outras, além de poemas, vertidos em música, dos seguintes autores: Cassiano Ricardo, Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes e João Apolinário, pai de João Ricardo. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é livre e duração de 60 minutos.

Meio século de história de volta ao palco

A origem do nome da banda é tão emblemática, quanto o grupo em si, em 1970, durante uma viagem do cantor e compositor, João Ricardo, que estava em Ubatuba e se deparou com um armazém cuja placa indicava “secos e molhados”. Os dizeres lhe chamaram a atenção, e imaginou que seria um excelente nome para sua banda. No ano seguinte, o grupo foi formado ao lado de Ney Matogrosso e Gérson Conrad e, em 23 de maio de 1973, gravaram seu primeiro disco de estúdio: Secos & Molhados.

Maíra Ferreira, regente do Coral Paulistano.

Com letras atemporais e vocais marcantes de Ney Matogrosso, o disco uniu estilos musicais como folk, pop, glam rock, free jazz, rock progressivo e baião, o que possibilitou a conquista de fãs de gêneros musicais completamente distintos, inclusive os admiradores do mundo underground. Com a maioria dos arranjos escritos por Zé Rodrix, Secos e Molhados utilizava instrumentos elétricos, tinha um forte apelo cênico em suas performances e uma estreita relação com a poesia. Além disso, a capa do disco, de autoria do fotógrafo Antonio Carlos Rodrigues foi eleita em 2000 pelo jornal Folha de São Paulo, através de enquete, como a melhor já produzida no país.

O concerto tem direção de Otávio Juliano, responsável pelo documentário Secos & Molhados (2021), e foi durante as gravações das entrevistas para o documentário com João Ricardo, realizadas no Theatro Municipal, que o diretor comentou sobre a possibilidade de ter “a obra da banda Secos & Molhados cantada por esse coral incrível”, e Ricardo, o principal compositor e fundador da banda adorou a ideia.

Sobre o concerto, o diretor pontua: “Será também um espetáculo com elementos audiovisuais novamente, como o de 85 anos do Coral Paulistano, com a presença do próprio João Ricardo, que é muito raro, celebrando a música do Secos e Molhados, as composições incríveis de um álbum que entra na história, considerado um dos grandes álbuns da música brasileira, e a capa considerada pela revista Rolling Stone, como uma das melhores capas de todos os tempos. Então, serão duas noites muito especiais para celebrar essa obra”.

A regente, Maíra Ferreira, destaca a importância de valorizar e trazer novos ares para um clássico da música nacional. “Esse repertório é inesquecível, está na memória dos brasileiros, uma obra que foi feita na década de 70 e ainda é tão presente. O Coral Paulistano busca valorizar a música brasileira, todas as músicas brasileiras, não o que chamamos de música de conceito apenas, mas a música que tem nossa identidade. Então achamos que seria ideal a junção de todas essas forças e celebrar essa música que é nacional e diferente do que costumamos apresentar, porque o nosso público também merece diversidade”, conclui.

Serviço:

16 de maio, sexta-feira, 20h

17 de maio, sábado, 17h

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

CORAL PAULISTANO

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

Maíra Ferreira, regência

Otávio Juliano, direção

João Ricardo, participação especial

Sangue Latino

O Vira

O Patrão Nosso de Cada Dia

Amor

Primavera nos Dentes

Mulher Barriguda

El Rey

Rosa de Hiroshima

Rondó do Capitão

As Andorinhas

Fala

Flores Astrais

O hierofante

Doce e amargo

Toada & Rock & Mambo & Tango & etc.

Ingressos de R$11,00 a R$70,00 (inteira)

Classificação livre para todos os públicos – sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária

Duração total: Aproximadamente 60 minutos (sem intervalo)

Mais informações disponíveis no site.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa Theatro Municipal)