Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Sesc Pinheiros recebe espetáculo ‘Estudos para a Quimera’, com Jorge Garcia e Irupé Sarmiento

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Silvia Machado.

Nos dias 20, 21 e 22, o Sesc Pinheiros recebe o espetáculo ‘Estudos para a Quimera’, criação de Jorge Garcia e Irupé Sarmiento. A apresentação propõe um mergulho sensível nas inquietações do tempo presente, dando forma, por meio da dança, a questões que atravessam o cotidiano. Em cena, dois corpos investigam os horrores naturalizados da vida contemporânea.

No palco, tudo começa no vazio, um espaço onde realidade e ilusão se entrelaçam. As cenas surgem como fragmentos de um sonho que ora se constrói, ora se desfaz. Entre gestos sutis e encontros intensos, os dançarinos desenham uma coreografia que percorre ruínas e delicadezas, tensão e silêncio. A escuta entre os dois conduz a performance por uma travessia em que a fisicalidade do corpo se transforma em linguagem poética, revelando camadas profundas do que nos atravessa como indivíduos e como sociedade.

Criadores e intérpretes desta obra, Jorge Garcia e Irupé Sarmiento compartilham experiências marcadas pela pesquisa de movimento e pela experimentação artística. Com passagens por importantes companhias no Brasil e no exterior, os dois artistas estabelecem, neste trabalho, um encontro potente entre trajetórias que se complementam. Estudos para a Quimera propõe um deslocamento: da razão ao sensível, do concreto ao imaginado — um convite a perceber o mundo com outros olhos.

Jorge Garcia é coreógrafo e intérprete com trajetória iniciada em Recife, em 1991. Atuou como bailarino no Cisne Negro Cia de Dança e no Balé da Cidade de São Paulo, onde também assinou coreografias. Em 2005, fundou sua própria companhia, ampliando sua atuação para diferentes linguagens como teatro, circo, cinema e ópera. Atualmente, desenvolve projetos de improviso e performances urbanas com o grupo GRUA e colabora no projeto ‘Meu Corpo Resiste’, com o fotógrafo Leandro Moraes. Integra ainda o Coletivo Ópera Urbe, com direção de Rogério Tarifa.

Irupé Sarmiento é bailarina, educadora e terapeuta argentina com passagem por companhias de destaque como o Ballet Contemporáneo del Teatro San Martín, Balé da Cidade de São Paulo, São Paulo Cia de Dança e StaatsBallet Augsburg, na Alemanha. Em sua trajetória independente, colaborou com importantes coreógrafos da cena contemporânea e recebeu prêmios como o Clarín Revelação em Dança e o APCA de Melhor Intérprete em 2023. Também atua como docente em festivais e formações no Brasil e no exterior. Atualmente, integra a equipe da Jorge Garcia Companhia de Dança como intérprete e assistente de direção, além de desenvolver trabalhos na área terapêutica e de formação em dança.

Ficha Técnica

Concepção, coreografia e interpretação: Irupé Sarmiento e Jorge Garcia

Trilha Sonora: Éder ‘O’Rocha

Desenho de Luz: Rossana Boccia

Design Gráfico: Sonaly Macedo

Registro Fotográfico: Silvia Machado

Produção: Caroline Zitto.

Serviço:

Estudos Para Quimera 

Dia: 20, 21 e 22 de maio, terça a quinta, 20h

Local: Teatro Paulo Autran

Duração: 60 min

Classificação: A12

Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia) e R$ 12,00 (credencial plena)

Vendas Online: 13/5 a partir das 17h, pelo site e pelo aplicativo Credencial Sesc SP

Vendas Presencial :14/5 a partir das 17h, nas bilheterias da rede Sesc SP

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30.

(Com Andreia Lima/Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros)

Seu Jorge apresenta ‘Baile à la Baiana’, uma celebração musical das influências cariocas e baianas dia 17 de maio no Qualistage

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Seu Jorge apresenta ‘Baile à la Baiana’, uma celebração musical das influências cariocas e baianas dia 17 de maio no Qualistage. Com 11 faixas que combinam elementos da música carioca e baiana, o novo trabalho é uma celebração da riqueza cultural do Brasil e um marco na carreira do cantor, que se consolidou como um dos artistas mais versáteis e criativos da música brasileira. “Esse disco é uma junção de influências que venho acumulando ao longo dos anos, misturando minhas raízes cariocas com a força da música preta da Bahia”, conta Seu Jorge. “É um álbum para dançar, se divertir e celebrar a vida.”

As raízes do projeto: encontros que marcaram uma vida

A inspiração para Baile à la Baiana nasceu em Salvador, em um espaço cultural vibrante chamado Galpão Cheio de Assunto, liderado pelo percussionista Peu Meurray, amigo e parceiro de longa data de Seu Jorge. Foi lá também que o artista conheceu Magary Lord, outro nome central na concepção do álbum. O ambiente do Galpão, que abrigava música, exposições e encontros criativos, tornou-se um ponto de convergência para artistas que buscavam inovar e compartilhar suas expressões artísticas. “Foi um encontro de almas. A música nos uniu de uma forma muito genuína”, relembra Seu Jorge. “Nossos filhos brincavam juntos, as famílias se aproximavam e dali surgiram canções que têm muito significado para mim. Esse álbum é um registro dessas conexões.”

Além de Peu e Magary, o disco conta com a contribuição de outros compositores que colaboraram ao longo dos anos para criar um repertório rico e diversificado. “As músicas já estavam praticamente prontas. O desafio foi reunir as pessoas certas e capturar a energia que cada um trazia para o projeto.”

Uma sonoridade única: carioca e baiana em perfeita harmonia​

A música de Baile à la Baiana é um verdadeiro mosaico de influências. Gravado com a banda Conjuntão Pesadão, que acompanha Seu Jorge há anos, o álbum traz a força da música negra carioca – como funk, soul, da Banda Black Rio, A Banda do Zé Pretinho, Banda Vitória Régia – misturada com os ritmos vibrantes da Bahia, como a Chula, o Semba, além de Black Music e Black Samba. “De uma forma geral, o álbum traz a junção regional do afropop. A busca é por essa sonoridade”, afirma Seu Jorge. “Esse disco é sobre união. A música carioca e a baiana se encontram de forma natural porque ambas têm raízes na música preta e no desejo de transmitir alegria e força”, explica o artista. Entre os músicos que participam do projeto, estão Adriano Trindade, Sidão, Danilo Andrade, Rodrigo Tavares, Fernando Vidal, Ivan Sacerdote, e os próprios Peu Meurray e Magary Lord, que também contribuem com suas percussões e vozes. “É um entrosamento de time. Todo mundo trouxe suas virtudes e experiências para criar algo único.”

Sobre o álbum, o cantor, percussionista e criador do gênero Black Semba, Magary Lord, afirma: “Conheci Seu Jorge em um evento na Ilha de Itaparica, quando eu tocava com um grupo de samba e ele era a grande atração da noite. A conexão musical foi imediata e descobrimos que tínhamos um amigo em comum, Peu Meurray, que hoje também faz parte desse projeto. Com o tempo, nos tornamos parceiros em diversas canções, como ‘Pessoal Particular’ e ‘Chama o Brasil pra Dançar’, e decidimos reunir essa trajetória no álbum ‘Baile à la Baiana’. O disco traduz essa energia de alegria, alto astral e descontração. Agora, queremos levar essa vibração para os palcos e botar o povo para dançar.”

Já o músico Peu Meurray, reflete: “‘Baile à la Baiana’ é um projeto que celebra quase duas décadas de amizade com Seu Jorge e a parceria com Magary, marcado por sinceridade, harmonia e alegria. Tudo começou nos encontros no Galpão em Salvador, onde a conexão musical foi imediata, unindo estilos, ideias e o prazer de criar juntos. Seu Jorge sempre foi recebido na cidade com aplausos e uma irmandade que fortaleceu ainda mais nosso vínculo. Ao longo dos anos, viajamos, compusemos e sonhamos, construindo esse trabalho que agora chega ao público. O álbum reflete essa trajetória, trazendo um som poderoso e cheio de energia com o objetivo de levar cura, felicidade e muita música para aqueles que esperavam por essa celebração de amizade e talento.”

Expectativa pelo lançamento e turnê internacional

Com Baile à la Baiana, Seu Jorge retoma o formato de álbum com músicas inéditas após um período de experimentações e colaborações. “Faz tempo que os fãs me perguntam sobre um novo disco e agora finalmente chegou o momento. Esse é um álbum alegre, dançante e cheio de energia boa. Estou muito empolgado para compartilhar com o público”, diz o cantor.

Para comemorar o lançamento, Seu Jorge embarcará em uma turnê internacional a partir de março, com apresentações programadas para várias cidades da Europa. “A música brasileira tem um alcance incrível. Estou animado para levar o Baile à la Baiana para palcos internacionais e mostrar toda essa vibração.”

Um artista de fronteiras expandidas​

Com uma carreira que ultrapassa três décadas, Seu Jorge é reconhecido mundialmente por sua capacidade de transitar entre diferentes expressões artísticas. Além de ser um dos maiores nomes da música brasileira, ele conquistou destaque no cinema, com papéis em filmes icônicos como Cidade de Deus e A Vida Marinha com Steve Zissou, onde reinterpretou canções de David Bowie em português. Nos últimos anos, estrelou produções como Marighella e Medida Provisória, ambas marcadas por forte impacto social e cultural. “A arte é uma forma de conexão. Minha missão é criar e compartilhar histórias que toquem as pessoas de diferentes maneiras”, reflete.

Uma celebração do encontro e da alegria

Baile à la Baiana é mais do que um álbum – é uma celebração do poder da música de unir pessoas e culturas. Com melodias envolventes, letras inspiradoras e uma sonoridade rica, o disco promete conquistar o coração do público e reafirmar o lugar de Seu Jorge como um dos grandes embaixadores da música brasileira. “Esse álbum representa a ideia de que gente boa se atrai. É sobre encontros, celebração e alegria. Quero que essa energia alcance o maior número de pessoas possível”, conclui o artista.

Seu Jorge apresenta Baile à la Baiana: uma celebração musical das influências cariocas e baianas

Apresentação: 17 de maio | sábado | Show às 22h | Abertura dos portões: 20h

Qualistage

Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ

Classificação etária: 18 anos – Menores de 18 anos, apenas acompanhados dos responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial.

Vendas on-line: https://www.ticketmaster.com.br/event/seu-jorge-no-qualistage-rj

Ou na Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, RJ – De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h

Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.

Capacidade da casa: 9 mil em pé / 3.500 sentados

Acessibilidade

Preços a partir de R$ 100,00

SETOR | INTEIRA | MEIA ENTRADA

MESAS SETOR 1 – R$ 380,00 | R$ 190,00

MESAS SETOR 2 – R$ 320,00 | R$ 160,00

MESAS SETOR 3 – R$ 260,00 | R$ 130,00

PISTA – R$ 200,00 | R$ 100,00

CAMAROTE A – R$ 380,00 | R$ 190,00

CAMAROTE B – R$ 320,00 | R$ 160,00

CAMAROTE C – R$ 320,00 | R$ 160,00

POLTRONAS A – R$ 260,00 | R$ 130,00

POLTRONAS – R$ 200,00 | R$ 100,00.

(Com Rozangela Silva/ BT Comunicação)

Theatro São Pedro apresenta ‘O Barbeiro de Sevilha’, de Paisiello

São Paulo, por Kleber Patricio

Theatro São Pedro. Foto: Íris Zanetti.

A temporada lírica do Theatro São Pedro, equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, terá sequência com a montagem da ópera cômica ‘O Barbeiro de Sevilha’, do compositor italiano Giovanni Paisiello (1740–1816). Os espetáculos ocorrem nos dias 29, 30, 31 de maio e 1º de junho, tendo a Academia de Ópera e a Orquestra Jovem do Theatro São Pedro sob direção musical de Maíra Ferreira e direção cênica de Ines Bushatsky. Os ingressos custam de R$ 31 (meia) a R$ 102 e podem ser adquiridos aqui.

Composta por Giovanni Paisiello para a corte da imperatriz Catarina II, a ópera estreou em São Petersburgo em 1782 (34 anos antes da famosa versão de Rossini), sendo um grande sucesso à época. Com libreto de Giuseppe Petrosellini, a obra é baseada na peça de Pierre Beaumarchais. Na trama, o Conde Almaviva se apaixona por Rosina, uma jovem inteligente que vive vigiada pelo possessivo Bartolo, que também pretende se casar com ela. Para conquistá-la, o Conde recorre ao espirituoso barbeiro Fígaro. A partir daí são elaborados diversos disfarces e artimanhas para aproximar os dois, em uma história de humor refinado, mal-entendidos e reviravoltas.

Direção feminina no Theatro São Pedro

A montagem de O Barbeiro de Sevilha no Theatro São Pedro terá Maíra Ferreira na direção musical e Ines Bushatsky na direção cênica. No âmbito da encenação, Ines explica a opção por colocar a personagem de Rosina em evidência, tornando-a mais protagonista. “Toda vez que montamos essa ópera, que ressuscitamos esses personagens, Rosina se vê presa novamente na casa de seu tutor, Bartolo. Dessa vez, ela é colocada sob outra perspectiva e, quando acorda para cantar a ópera, decide fugir. Sem alterar nada do texto e da música, criamos uma dramaturgia paralela para essa personagem que tenta repetidamente fugir ao longo da ópera e falha miseravelmente. É no final do espetáculo, quando o ‘expediente’ dela termina, que ela consegue fugir, pega suas malas e vai embora, saindo pela plateia em direção à rua, à sua liberdade”, diz.

De acordo com a diretora, o conceito desenvolvido para a ópera situa a trama entre as décadas de 1950 e 1960 e o amor romântico não é uma premissa para todos os personagens. O Conde é o personagem mais apaixonado, que realmente está em busca de um amor. Já Rosina vê no casamento com ele uma oportunidade de se libertar de seu ‘cárcere privado’, e Bartolo não é regido apenas pelo seu amor por Rosina. “Sendo ele um dos protagonistas da ópera, demos a ele um tom mais narcísico, na construção de um personagem vaidoso e individualista. E o barbeiro em si, Fígaro, é um bon-vivant que costura as tramas presentes na história, ‘sempre com bom humor’, como canta logo no início.”

As pesquisas para a montagem trouxeram algumas descobertas. Ines destaca que parte das histórias que formam a ópera e a peça vêm da novela El Prevenido Engañado, da escritora espanhola Maria de Zayas, datada do século XVII. “Hoje, Zayas é considerada por uma parcela da crítica literária como uma das primeiras escritoras feministas da história. Toda a intensidade das personagens colabora também com a construção da comédia presente no espetáculo. Apesar da situação de Rosina ser complexa, a montagem concretiza essa questão, por exemplo, nas várias traquitanas criadas pelo cenógrafo Fernando Passetti, por onde Rosina tenta suas fugas”. Para ela, o público pode esperar muitas emoções. “Em momentos mais líricos e outros mais cômicos, as pessoas poderão se emocionar e se divertir com personagens muito carismáticos e uma história cativante”, ressalta.

À frente da Orquestra Jovem do Theatro São Pedro estará a regente Maíra Ferreira, que valoriza o trabalho realizado com os estudantes da Academia de Ópera do Theatro São Pedro, voltada para a formação lírica. “Vivenciamos o processo de aprendizado bastante juntos. Os alunos vieram muito bem, mas é sempre bom ver as surpresas e descobertas ao longo dos ensaios e o amadurecimento dos cantores. Estou muito feliz em acompanhar o progresso deles e os momentos em que os cantores se tornam personagens”, pontua a diretora musical, salientando a importância do cuidado com o texto, além da parte técnica, na perspectiva da música. “Optamos por um título conhecido, que é O Barbeiro de Sevilha, mas não é a versão mais famosa, então é um desafio dar sentido para algo que está na memória das pessoas. Ninguém melhor para isso que os jovens, com disposição para a experimentação, para levar isso adiante.” 

ACADEMIA DE ÓPERA E ORQUESTRA JOVEM DO THEATRO SÃO PEDRO

Formar novos cantores líricos brasileiros é o compromisso da Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Por meio de conteúdo programático ligado ao gênero operístico, a Academia promove oportunidades práticas de desenvolvimento artístico aos jovens cantores, com a realização de espetáculos encenados com orquestra e formações de câmara. A proposta pedagógica contempla uma grade contínua de atividades, como aulas, workshops, concertos cênicos e montagens líricas, a fim de preparar os alunos para o mundo profissional.

A Orquestra Jovem do Theatro São Pedro realiza atividades artístico-pedagógicas ligadas ao gênero operístico com o objetivo de desenvolver o nível técnico e artístico dos bolsistas. O grupo contempla a realização de concertos cênicos e produções líricas no Theatro São Pedro, oferecendo aos alunos experiências importantes para uma formação profissional.

Transmissão ao vivo | A récita do dia 31 de maio, sábado, terá também transmissão ao vivo pelo canal de YouTube do Theatro São Pedro. Acesse aqui.

SERVIÇO:

ACADEMIA DE ÓPERA E ORQUESTRA JOVEM DO THEATRO SÃO PEDRO – O BARBEIRO DE SEVILHA

GIOVANNI PAISIELLO (1740–1816) 

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

Orquestra Jovem do Theatro São Pedro

Maíra Ferreira, direção musical

Ines Bushatsky, direção cênica

Fernando Passetti, cenografia

Awa Guimarães, figurino

Mirella Brandi, desenho de luz

Elis de Sousa, visagismo

Elenco:

Fernanda França, Rosina – récitas 30/5 e 1/6

Marilia Carvalho, Rosina – récitas 29 e 31/5

Julián Lisnichuk, Bartolo

Ernesto Borghi, Conde Almaviva

Cláudio Marques, Fígaro

Daniel Luiz, Lo Svegliato/O desperto – Um notário

Gianlucca Braghin, Basílio

Wilian Manoel, Giovinetto e Prefeito

Ensaio geral aberto e gratuito: 27 de maio, terça-feira, 19h

Récitas: 29, 30, 31 de maio e 1 de junho

Quinta, sexta e sábado, 20h; domingo, 17h

Classificação etária: 12 anos

Ingressos: Plateia: R$ 102/ R$ 51 (meia)

1º Balcão: R$ 72/ R$ 36 (meia)

2º Balcão: R$ 62 / R$ 31 (meia)

Aqui.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Assessoria de imprensa Theatro São Pedro)

Theatro Municipal de São Paulo passará por processo de restauro e modernização

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Larissa Paz.

Em 2025, quando completa 114 anos, a grande casa de óperas do Brasil passará por melhorias viabilizadas por uma parceria com a Shell e a Elevadores Atlas Schindler. A partir da modernização, o espaço terá um novo projeto de acessibilidade com enfoque em pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O projeto inclui a modernização dos seis elevadores do Theatro Municipal, garantindo acessibilidade total, seguindo as normas vigentes e facilitando o fluxo de equipes técnicas e do público. A iniciativa permitirá o acesso físico a todos os pisos, incluindo o térreo, atualmente com entrada alternativa para o Bar dos Arcos. Com isso, o projeto de acessibilidade integral será concluído, visando a obtenção do Selo de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo.

Já o projeto de restauro ajudará na preservação do patrimônio histórico e terá enfoque na restauração parcial do telhado, que incluirá a substituição de telhas de cobre, calhas e demais elementos, eliminando vazamentos e infiltrações, garantindo a segurança da cobertura. O trabalho contará com os esforços de cinquenta profissionais de diversos campos da arquitetura, engenharia e construção civil, orquestrados pela equipe de Patrimônio e Arquitetura, que tem Eduardo Spinazzola como gerente de Infraestrutura e Patrimônio. “A questão da acessibilidade vai além da adaptação física do edifício; ela trata do direito universal das pessoas transitarem livremente, garantindo inclusão social, diversidade e difusão democrática da cultura. Ao mesmo tempo, o edifício histórico, adaptado fisicamente às novas demandas e urgências contemporâneas, se mantém ativo como patrimônio material e também na imaterialidade da sua atividade fim, garantindo o acolhimento das pessoas em suas atividades de lazer e trabalho e renovado como ponto de encontro e como marco para a ocupação cultural da cidade de São Paulo”, explica Eduardo Spinazzola.

As obras de restauro e adaptação do Theatro Municipal de São Paulo contam com o patrocínio Máster-Diamante da Shell e patrocínio Ouro da Elevadores Atlas Schindler, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Sustenidos, Fundação Theatro Municipal, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Patrimônio e reformas históricas no Theatro Municipal

Marco cultural da efervescência da cidade de São Paulo, o Theatro Municipal é uma construção influenciada por teatros de ópera da Europa, erguida como símbolo aspiracional da alta sociedade paulistana, mas que com o passar dos anos virou símbolo da ocupação cultural no centro da cidade. O projeto assinado pelo escritório Ramos de Azevedo – em colaboração com os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi – teve início em 1903 e foi entregue à cidade 8 anos mais tarde.

Em sua história, o prédio passou por duas grandes reformas: a primeira entre 1951 e 1955, e a segunda entre 1986 e 1991, e uma entre 2009 e 2011. A nova reforma celebra parceria com a Shell, que entende ser fundamental o fomento à cultura como ponte para o desenvolvimento e a cidadania. O projeto é viabilizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
SOBRE O COMPLEXO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.
O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras).

Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo. Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área.

Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e Icon Awards é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

Quem apoia institucionalmente os projetos via Lei Federal de Incentivo à Cultura: Shell, Nubank, Bradesco, Elevadores Atlas Schindler e igc Partners. Pessoas físicas também fortalecem as atividades por meio de doações incentivadas.
(Com André Santa Rosa/Theatro Municipal)

Apesar da matriz energética renovável, Brasil está atrasado nas políticas para descarbonizar indústria do aço

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Tecnologias como fornos elétricos movidos a hidrogênio verde podem reduzir em até 90% a emissão dos fornos convencionais, baseados em carvão mineral. Foto: Francisco Fernandes/Unsplash.

A indústria do aço responde por cerca de 26% das emissões industriais e de 7 a 9% das emissões totais de dióxido de carbono no mundo. O Brasil, apesar de possuir uma matriz energética mais renovável que a de outros países, precisa de mudanças estruturais e políticas de incentivo para garantir a descarbonização do setor siderúrgico. É o que aponta levantamento inédito do projeto ‘Descarbonização e Política Industrial: Desafios para o Brasil’ (DIP-BR), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicado nesta quinta (15).

O autor do relatório, Germano Mendes de Paula, professor da Universidade Federal de Uberlândia, explica que as emissões de carbono dependem da rota tecnológica utilizada. Usinas integradas de alto-forno a coque, baseadas em carvão mineral, são responsáveis por 70% da produção de aço, gerando 2,32 toneladas de CO2 por tonelada de aço bruto. Em contrapartida, tecnologias como a redução direta com fornos elétricos a arco (DRI-EAF), movidos a hidrogênio verde, podem reduzir essa emissão em até 90%, chegando a 0,2 toneladas de CO2 por tonelada de aço bruto. No Brasil, o uso de carvão vegetal reflorestado e sucata de aço na cadeia produtiva já confere emissões menores (0,7 e 0,4 toneladas de COpor tonelada de aço bruto produzida, respectivamente).

Mendes de Paula ressalta, porém, que o alto-forno é uma tecnologia difícil de substituir em termos de custo, escala e qualidade de produção, o que torna a modernização lenta. O autor aponta outros desafios, como insumos alternativos caros, como o hidrogênio verde, e uma forte escassez de sucata para a reciclagem, especialmente em países emergentes, como o Brasil. “O perfil de consumo de aço do Brasil faz com que tenhamos pouca oferta de sucata. Carros que em outros países viram ‘lata-velha’ e viram insumos ainda estão rodando no Brasil, por exemplo”, contextualiza Mendes de Paula. “O Brasil também exporta muito aço, gerando sucata no estrangeiro”, completa.

O relatório também analisa iniciativas da União Europeia, Estados Unidos, Canadá, México, Japão, China e Índia, que figuram entre os maiores produtores de aço, para a descarbonização na cadeia produtiva do aço. Na comparação, o Brasil demonstra vantagem por contar com uma matriz energética mais renovável, mas peca na questão de incentivos financeiros e políticas públicas. Por exemplo, Mendes de Paula menciona o subsídio de 700 milhões de dólares que a JFE, a segunda maior indústria japonesa, recebeu para trocar o alto-forno pela a rota baseada em forno elétrico, à base de sucata.

No Brasil, apesar de iniciativas como o Programa BNDES Hidrogênio Verde e a recente Lei nº 14.948/2024, que estabelece o marco legal para a economia de baixo carbono, ainda faltam políticas mais robustas e subsídios diretos à descarbonização da siderurgia. O mercado siderúrgico brasileiro também cresce lentamente, o que limita a viabilidade de novos projetos sustentáveis, e o mercado regulado de carbono encontra-se relativamente atrasado.

No âmbito das estratégias tecnológicas, os esforços mais relevantes têm se concentrado na redução das emissões de gases de efeito estufa na matriz energética por meio de investimentos em energias eólica e solar. “Dadas as limitações, a indústria brasileira tem feito o dever de casa e acredito que o governo entenda a necessidade de investir em iniciativas de descarbonização. A dificuldade é tornar isso uma prioridade pública”, finaliza Mendes de Paula.

(Fonte: Agência Bori)