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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Paço das Artes inaugura exposição de arte sonora “Escuta aqui!”

São Paulo, por Kleber Patricio

Metacircuito n2, 2018, de Paulo Nenflidio. Foto: Divulgação.

No dia 28 de fevereiro, a partir das 13h, o Paço das Artes inaugura a exposição de arte sonora “Escuta aqui!”. O evento de abertura contará com o retorno do Sonora Paço, que este ano recebe uma ação da plataforma Novas Frequências dedicada à música experimental, à música de vanguarda e à arte sonora.

A exposição coletiva Escuta aqui! selecionou obras e artistas variados que pensam suas poéticas através de outras linguagens sonoras, para além das visuais. “Musicalmente, o Brasil já entrou para a história como um importante criador de sonoridades, entre a erudita e a popular, divulgando marchinhas de Carnaval, influenciando o jazz, o novo funk e demais batidas rítmicas”, afirma Renato De Cara, curador da exposição e do Paço das Artes. “Retornando no tempo e relendo a carta do ‘descobrimento’, percebemos que, desde então, o embate entre os povos se dá através de muitas tentativas de trocas linguísticas nas quais os sons e os gestos se propagam, provocando a comunhão.”

Entre traquitanas elaboradas e reagrupadas, a mostra conta com as bugigangas sonoras de Adriano Castelo e as máquinas retrofuturistas de Paulo Nenflidio; a partir do barro, há os embriões sonoros de Corcione e, numa referência entre a mística, o lúdico e o popular, a embarcação de Jerona Ruyce. Com estruturas e recursos mais digitais, pode-se conhecer mais do canto do povo tikuna no vídeo interativo produzido por Daniel Lima e adentrar na ambiência sonora e visual proporcionada por Lucas Rampazzo; Vitor Bossa rearranja e embaralha ironicamente a famosa e importante pesquisa musical de Mário de Andrade, enquanto Sara Lana homenageia os percursos de Guimarães Rosa e as conversas populares do sertão. Por fim, Vivian Caccuri e Cildo Mireles nos embalam com os sons de seus triângulos revisitados e outros penduricalhos.

Ainda (como bonus track, para manter as expressões sonoras) há duas “faixas” extras: um recorte do riquíssimo acervo do Museu das Culturas Brasileiras, com instrumentos populares de época, além de uma cabine que oferece ao visitante a escolha de audição para LPs de artistas que também pesquisaram e brincaram com as sonoridades do mundo em questão: Aguilar e Banda Performática, a banda Cão, Chelpa Ferro, Chiara Banfi, Cildo Meireles, Kauê Garcia, Marcelo Silveira, Raphael Escobar e Vivian Caccuri.

Sobre o festival Novas Frequências

Criado em 2011 no Rio de Janeiro, o Novas Frequências tem como objetivo ressignificar a relação da arte com o espaço urbano e com o ecossistema cultural local. Mais do que um festival tradicional, o evento propõe uma relação 360° com a música, articulando performances, instalações, festas, projetos comissionados, site specifics, palestras, oficinas, cursos, residências artísticas e caminhadas sonoras.

Depois de realizar sua primeira edição em São Paulo em dezembro de 2025 como parte das comemorações de seus 15 anos, o Novas Frequências dá continuidade às suas ações em 2026 e chega ao Paço das Artes.

Sobre o Sonora Paço

O Sonora Paço é um projeto de música atual que propõe experimentações sonoras. Foi criado em 2012, com edições anuais até 2016, quando o Paço das Artes deixou sua sede na Cidade Universitária. Em 2020, no contexto da pandemia de Covid-19, apresentou diversas edições em formato on-line, com nomes como Ricardo Carioba, Dudu Tsuda, Akin, Maurício Ianês, Vivian Cacurri, M. Takara, Anvil Fx e Improfest – Festival Internacional de Improvisação e Arte Sonora. O projeto retorna em 2026, na abertura da exposição Escuta aqui!, recebendo uma ação especial do festival Novas Frequências.

A programação propõe um percurso dedicado ao encontro entre som, corpo e espaço, atravessando diferentes intensidades, arquiteturas e linguagens. Natasha Xavier inicia os trabalhos com uma escuta expandida do ordinário, transformando gestos, objetos e o Jardim do Paço em experiência poética e ritual. Em seguida, no auditório, Marcelo Gerab constrói paisagens imersivas a partir de sintetizadores modulares, tensionando a percepção de tempo e espaço. Na varanda, Levi Keniata, do coletivo Nebulosa, apresenta um improviso livre com cavaquinho, cruzando funk, samba e eletrônica. Encerrando o dia, João Kombi apresenta seu projeto Kombi em performance conjunta com Maristela Estrela, num diálogo direto entre drones, ruídos, improvisação e o corpo em estado de escuta e presença.

Programação | Sonora Paço recebe Novas Frequências

15h | Natasha Xavier | jardim

16h | Marcelo Gerab | auditório

17h | Levi Keniata | varanda

18h | Kombi x Maristela Estrela | auditório

Serviço:

Exposição “Escuta aqui!”

Abertura: 28 de fevereiro, às 13h

Período de visitação: de 28 de fevereiro a 03 de maio de 2026

Horários: terças a sábados, das 11h às 19h; domingos e feriados, das 12h às 18h

Endereço: Paço das Artes | Rua Albuquerque Lins, 1345 – Higienópolis

Ingresso: gratuito

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Paço das Artes, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac.

O Paço das Artes tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky e Play Audiovisual.

(Com Diego Andrade de Santana/Museu da Imagem e do Som)

Simões de Assis abre programação de 2026 com exposição individual da artista franco-brasileira Julia Kater

São Paulo, por Kleber Patricio

Julia Kater, díptico da série Palavras-sal, 2025. Foto: Cortesia da Artista e Simões de Assis.

Simões de Assis dá início à sua programação de 2026 com a exposição individual da artista franco-brasileira Julia Kater. Em cartaz até o dia 7 de março, a mostra Duplo será exibida em São Paulo, no espaço térreo, com texto crítico assinado pela curadora e pesquisadora Pollyana Quintella. Com colagens e fotografias impressas sobre a seda, a mostra reúne 14 trabalhos inéditos da artista, dos quais seis resultam da pesquisa realizada durante sua residência artística na “Cité Internationale des Arts” (Paris, 2025).

Em sua prática, a artista investiga a relação entre a paisagem, a cor e a superfície. Ela transita pela fotografia e pela colagem, concentrando-se na construção da imagem por meio do recorte e da justaposição. Na fotografia, Kater parte do entendimento de que toda imagem é, por definição, um fragmento – um enquadramento que recorta e isola uma parte da cena. Em sua obra, a imagem não é apenas um registro de um instante, mas sim, resultado de um deslocamento – algo que se desfaz e se recompõe do mesmo gesto. As imagens, muitas vezes próximas, não buscam documentar, mas construir um novo campo de sentido. Nas colagens, o gesto do recorte ganha corpo. Fragmentos de fotografias são manualmente cortados, sobrepostos e organizados em camadas que criam passagens visuais marcadas por transições sutis de cor. Esses acúmulos evocam variações de luz, atmosferas e a própria passagem do tempo através de gradações cromáticas.

Julia Kater, Corpo de Pedra (Centauro), 2025. Foto: Cortesia da Artista e Simões de Assis.

Na individual “Duplo”, Julia Kater apresenta trabalhos recentes, desenvolvidos a partir da pesquisa realizada durante sua residência artística em Paris. “Minha pesquisa se concentra na paisagem e na forma como a cor participa da construção da imagem – ora como elemento acrescentado à fotografia, ora como algo que emerge da própria superfície. Nas colagens, a paisagem é construída por recortes, justaposições e gradações de cor. Já nos trabalhos em tecido, a cor atua a partir da própria superfície, por meio do tingimento manual, atravessando a fotografia impressa. Esses procedimentos aprofundam a minha investigação sobre a relação entre a paisagem, a cor e a superfície”, explica a artista.

Em destaque, duas obras que serão exibidas na mostra: uma em tecido que faz parte da nova série e um díptico inédito. Corpo de Pedra, 2025, impressão digital pigmentária sobre seda tingida à mão com tintas a base de plantas e, Sem Título, 2025, colagem com impressão em pigmento mineral sobre papel matt Hahnemüle 210g, díptico com dimensão de 167 x 144 cm cada.

A artista comenta: “dou continuidade às colagens feitas a partir do recorte de fotografia impressa em papel algodão e passo a trabalhar com a seda também como suporte. O processo envolve o tingimento manual do tecido com plantas naturais, como o índigo, seguido da impressão da imagem fotográfica. Esse procedimento me interessa por sua proximidade com o processo fotográfico analógico, sobretudo a noção de banho, de tempo de imersão e de fixação da cor na superfície”. Todas as obras foram produzidas especialmente para a exposição, que fica em cartaz até 07 de março de 2026.

Sobre a artista

Julia Kater. Foto: ©Pedrita Junckes.

Julia Kater (1980, Paris) é formada em Fotografia pela ESPM (2004) e em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2003). Sua prática atravessa a fotografia, a colagem e o vídeo, com foco na elaboração da imagem a partir do recorte e da justaposição. Na fotografia, a artista parte do entendimento de que toda imagem é, por definição, um fragmento – um enquadramento que recorta e isola uma parte da cena. Em sua obra, a imagem não é apenas um registro de um instante, mas resultado de um deslocamento – algo que se desfaz e se recompõe no mesmo gesto. As imagens, muitas vezes próximas, não buscam documentar, mas construir um novo campo de sentido.

Nas colagens, o gesto do recorte ganha corpo. Fragmentos de fotografias são manualmente cortados, sobrepostos e organizados em camadas que criam passagens visuais marcadas por transições sutis de cor. Esses acúmulos evocam variações de luz, atmosferas e a própria passagem do tempo através de gradações cromáticas. Em certos momentos, a imagem se impõe à experiência direta – não como reflexo do vivido, mas como uma construção que assume o lugar daquilo que se viveu. A paisagem, elemento recorrente em sua obra, é composta por planos em constante disputa, onde fragmentos de céu, terra e mar parecem reivindicar o lugar uns dos outros. Por meio do recorte e da sobreposição, essas instâncias visuais se confrontam e redefinem seus contornos, instaurando uma dinâmica de ocupação e retirada que desestabiliza a estrutura da imagem.

Em seus vídeos, a artista encena tentativas de dar forma à experiência a partir de uma linguagem que falha. Há sempre um gesto em andamento – construir, remover, sustentar – tensionado por algo que o desvia ou desestabiliza. O que foi negligenciado retorna como ruína, interferindo nos gestos e contaminando a paisagem. O movimento é contínuo, mas sem chegada – uma persistência que revela tanto o impulso de construir quanto a impossibilidade de concluir.

Em 2025, foi selecionada para participar da residência Cité Internationale des Arts, Paris. Suas principais exposições individuais são Breu (Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, 2018), Da banalidade: vol.1 (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2016), No lugar que chegamos (Museu de Arte Contemporânea de Jataí, Goiás, 2016), Como se fosse (Caixa Cultural, Brasília, 2014), Quase um (Simões de Assis, São Paulo, 2021) e Acordo (Palazzo Rossini, GAA Foundation, Veneza, 2017). Participou de exposições coletivas e festivais internacionais como Rencontres Internationales Paris/Berlin – New Cinema and Contemporary Art (França e Alemanha, 2017), Chicago Underground Film Festival (EUA, 2021), Anthology Film Archives (Nova York, 2018), Lichter Film Festival (Alemanha, 2021), Bienal de Assunção (Paraguai, 2015), PhotoEspaña (Portugal, 2015), Frestas – Trienal de Artes (SESC Sorocaba, 2014) e About Change (World Bank, Washington, 2011). Sua obra integra coleções públicas como o Museu de Arte do Rio – MAR, o Museu Oscar Niemeyer – MON, a Fundação Luis Seoane (Espanha), a Fundação PLMJ (Portugal) e o Museu de Arte de Ribeirão Preto – MARP.

Sobre a Simões de Assis

Com mais de 40 anos de história, a Simões de Assis é uma das principais galerias da América Latina dedicadas à arte moderna e contemporânea. Inaugurada em Curitiba, Brasil, em 1984, é conduzida por duas gerações da família fundadora, operando em três sedes – São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú.

A galeria representa um grupo curado de 37 artistas e espólios, com foco especial na arte brasileira, mas também na arte latino-americana em diálogo com perspectivas globais. A Simões de Assis é profundamente comprometida com a internacionalização de seu programa, estabelecendo parcerias com importantes galerias, museus e curadores ao redor do mundo. Em estreita colaboração com colecionadores e instituições, busca posicionar seus artistas em importantes coleções públicas e privadas, por meio da participação regular nas feiras de arte mais relevantes – o que reflete sua visão estratégica e sua crescente atuação internacional.

Como pioneira na promoção de diálogos transgeracionais, a Simões de Assis trabalha com artistas consagrados e emergentes, construindo um programa que combina elementos históricos e uma visão voltada para o futuro. Como um projeto multigeracional, é uma plataforma de amplo alcance para intercâmbios culturais, moldando o legado da arte brasileira e latino-americana dentro de um sistema artístico globalizado e interconectado.

Serviço:

Duplo”, individual inédita da artista Julia Kater

Entrada gratuita

Período de visitação: até 7 de março de 2026

Local: Galeria Simões de Assis | Alameda Lorena, nº 2050 – Jardins, São Paulo/SP

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h

Site: www.simoesdeassis.com | Instagram: @simoesdeassis_ |

Facebook: fb.com/simoesdeassisgaleria.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

Titãs levam turnê “Cabeça Dinossauro” a São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Pedro Dimitrow.

Em 2026, um dos álbuns mais icônicos e provocadores da música brasileira completa 40 anos. “Cabeça Dinossauro”, lançado pelos Titãs em 1986, transformou a banda e o próprio rock nacional ao romper padrões, desafiar o conservadorismo e traduzir, em som e fúria, o espírito de um país em transição. O Brasil tentava reaprender o significado de liberdade depois de duas décadas de censura e autoritarismo, e o álbum virou o retrato cru de uma geração inconformada. Quatro décadas depois, em um país novamente atravessado por polarização e intolerância, o grito de Cabeça Dinossauro volta a soar necessário e atual. É essa força de expressão — de resistir, de questionar e de pensar o presente — que os Titãs Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto pretendem reacender com a turnê “Titãs – Cabeça Dinossauro 40 anos”, que acontecerá no dia 28 de março de 2026, em São Paulo, no palco do Espaço Unimed, em uma realização da 30e, maior companhia de entretenimento ao vivo do país, e apresentado pelo Itaú.

Cabeça Dinossauro marcou a nossa carreira e a história do rock nacional, não há como negar. Inventamos ali o nosso vocabulário — riffs fortes, vocais gritados, letras sintéticas e precisas etc. Isso, somado à temática das canções, deixou uma marca profunda na nossa trajetória”, conta Sérgio Britto. Tony Bellotto comemora o acontecimento: “É emocionante celebrar um álbum que permanece atual depois de 40 anos”. “‘Cabeça Dinossauro, Pança de Mamute, Espírito de Porco’. Dessa pequena e poderosa letra composta em 1986 nasceu o título de um dos álbuns mais lembrados e celebrados da nossa história. Cabeça Dinossauro está fazendo 40 anos e é com imenso prazer que comemoraremos com nosso público essa data tão especial”, completa Branco Mello.

Lançado em meio ao processo de redemocratização do Brasil, Cabeça Dinossauro foi um divisor de águas. O país tentava se reencontrar após duas décadas de ditadura, enfrentando uma crise econômica e social profunda. Em um cenário em que a democracia ainda era uma promessa frágil, os Titãs lançaram um álbum que abordava censura, fé, violência e poder com uma crueza inédita. Com faixas como “Polícia”, “Igreja”, “Bichos Escrotos” e “AA UU”, a banda confrontou a hipocrisia e o autoritarismo de uma sociedade em busca de identidade. Produzido por Liminha, Vitor Farias e Pena Schmidt, o trabalho se destacou pelo som agressivo, pela estética minimalista e pelas letras que ecoavam o grito de uma juventude que queria ser ouvida.

A recepção da crítica foi explosiva. Cabeça Dinossauro foi descrito como “violento”, “áspero” e “revolucionário” por jornais e revistas da época. Adjetivos que, longe de reduzir sua potência, o consagraram como um marco da cultura nacional. Décadas depois, o álbum figura em praticamente todas as listas dos maiores álbuns da história do rock brasileiro e permanece atual em sua mensagem de inconformismo. “Construímos um forte vínculo com todos os músicos durante a turnê Titãs Encontro, que revolucionou o mercado de entretenimento ao vivo no Brasil. E não poderíamos deixar passar um marco tão importante da música brasileira: as quatro décadas do álbum Cabeça Dinossauro. Foi então que nos reunimos com os Titãs Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto para pensar em uma celebração à altura do álbum”, afirma Alexandre Wesley, VP Global Music Promoter da 30e.

O espetáculo terá direção de Otávio Juliano, profissional renomado que também assinou o show do Titãs Encontro e trabalhou com nomes importantes da música brasileira, entre eles Caetano Veloso e Maria Bethânia.

SERVIÇO:

Data: 28/03/2026

Cidade: São Paulo – SP

Local: Espaço Unimed

Endereço: R. Tagipuru, 795

Horário: 21h

Link de vendas: https://www.eventim.com.br/event/titas-cabeca-dinossauro-40-anos-espaco-unimed-21104364/.

(Com Ana Prado/Perfexx)

Caça aos ovos de Páscoa começa em março na Galeries Lafayette

Paris, por Kleber Patricio

Ovo Coupole Galeries Lafayette de Vincent Salur.

Na Galeries Lafayette, a Páscoa não se limita ao calendário: ela ocupa vitrines, pop-ups e a imaginação de alguns dos maiores nomes da confeitaria francesa e europeia. A tradicional loja de departamentos parisiense antecipa a celebração com uma curadoria de criações desenvolvidas especialmente para a ocasião por chefs consagrados.

A partir de março, a Lafayette Gourmet se transforma em cenário de uma verdadeira caça aos ovos — oficialmente celebrada em 5 de abril — onde esculturas comestíveis em forma de galinhas, pintinhos e coelhos dialogam com técnicas refinadas e matérias-primas de excelência. Mais do que doces, são objetos de desejo pensados para marcar a temporada.

A seleção reúne tanto chefs estrelados quanto casas históricas da confeitaria francesa. Ladurée, L’Éclair de Génie, Pierre Marcolini, Philippe Conticini, Louis Fouquet e Yann Couvreur também assinam criações concebidas exclusivamente para a Galeries Lafayette, reforçando o espírito da data.

Entre os destaques, o ovo “La Ruche”, criado por Julien Dugourd, chef pâtissier do Mandarin Oriental Paris, propõe um diálogo entre a cidade e a natureza. Inspirado no mel produzido pelas colmeias urbanas instaladas no telhado do hotel, o chocolate abriga um caramelo de mel de notas florais e quentes, equilibrado por uma praliné cremosa de avelã e a crocância precisa de avelãs caramelizadas. Disponível na pop-up Julien Dugourd by Mandarin Oriental, de 11 de março a 29 de abril.

Ovo La Ruche de Julien Dugourd pour le Mandarin Oriental.

Já Vincent Salur presta homenagem à arquitetura parisiense com o ovo “Coupole Galeries Lafayette”, que reproduz em chocolate os vitrais da emblemática cúpula da loja Haussmann. No interior, uma miniatura da Lafayette Gourmet surge em chocolate ao leite e pralinê de avelã. À venda até 6 de abril.

Alain Ducasse, por sua vez, opta por uma abordagem mais gráfica com a Tablette Poussin: uma barra de chocolate amargo decorada com pintinhos e recheada com praliné de amêndoa e avelã, além de fragmentos de amendoim e caramelo, pontuados por uma discreta nota salgada.

Jean-Paul Hévin brinca com contrastes em seu pintinho no ovo, no qual o chocolate ao leite envolve um ovo de chocolate amargo recheado com confeitos e pequenos ovos de praliné, criando camadas de textura e intensidade.

Fechando a seleção, Yannick Alléno apresenta uma leitura contemporânea da Páscoa com seu Toque de Ouro, combinação de chocolate ao leite e cevada torrada. No interior, pequenas guloseimas revelam notas de cereais e pipoca — uma assinatura inesperada que traduz o espírito inventivo do chef.

Galinha de chocolate da Eclair de Génie.

Na Galeries Lafayette, a Páscoa se apresenta como um exercício de estilo: menos tradição literal, mais interpretação. Um convite para provar, observar e — inevitavelmente — escolher.

Sobre Galeries Lafayette

Com mais de 130 anos de tradição, a Galeries Lafayette foi inaugurada em 1894 no Boulevard Haussmann. Hoje, é uma marca de notoriedade mundial, sinônimo de estilo parisiense e de elegância à francesa. Primeira loja de departamentos da Europa e com 70.000 m2 de espaços de venda dedicados à art de vivre à la française, incluindo um edifício inteiramente dedicado à gastronomia, recebe, atualmente, cerca de 100.000 visitantes/dia. Internamente, são mais de 5 mil colaboradores de 42 diferentes nacionalidades. A todos os clientes oferece serviços sob medida de alta qualidade, que inclui personal shoppers e atendentes que falam português, salões privativos, entrega de compras no hotel e orientação no serviço de reembolso de impostos. Mais informações, acesse haussmann.galerieslafayette.com/pt-br/.

(Com João Jacques/Baobá Comunicação)

Projeto Nova Fotografia 2026 do MIS recebe exposição individual de Lucia Lang

São Paulo, por Kleber Patricio

Lucia Lang – Régis, Cadê Você?

A fotógrafa Lucia Lang inaugura sua exposição individual no Museu da Imagem e do Som, após ser selecionada pelo projeto Nova Fotografia 2026. O Museu é reconhecido por mapear e impulsionar a produção contemporânea em fotografia. O programa contempla até seis séries inéditas, destacadas por sua originalidade técnica, estética e conceitual.

Na mostra, Lucia apresenta a série “Régis, Cadê Você?”, um ensaio construído a partir de longas caminhadas pelo centro de São Paulo. Com olhar atento e sensível, a artista percorre ruas, becos e zonas de sombra da cidade em uma busca que é, ao mesmo tempo, urbana e existencial. O trabalho parte da procura quase infrutífera por alguém que partiu para revelar um centro em transformação, marcado pela diminuição do fluxo de pessoas, pelo esvaziamento afetivo e por mudanças profundas no tecido social.

A curadora Helena Rios destaca que Lucia, caminhando sozinha pelas vias do centro, parece sentir-se em casa. “Nos traz de lá sopros de uma beleza crua, singela, sincera. Uma beleza que nasce em seus olhos, em sua maneira peculiar de ver as ruas – e a vida – com a densidade daquilo que é genuinamente necessário e belo.”

Longe de registros meramente documentais, as imagens constroem paisagens urbanas associadas a um estado de alma. A cidade deixa de ser pano de fundo e passa a atuar como agente ativo, influenciando sentimentos, percepções e modos de estar no mundo. O centro de São Paulo surge, assim, como um organismo vivo, marcado por desalento, memória, perda e resistência.

Graduada em Química pela Universidade de São Paulo (USP), Lucia Lang descobriu a fotografia autoral em 2014, após realizar cursos na Escola Panamericana de Artes e a Capacitação Profissional no Instituto Internacional de Fotografia (IIF). Desde então, sua produção tem como eixo central a investigação do entorno como forma de compreender a própria existência, explorando as relações de afetação entre indivíduo e meio. Suas fotografias abordam temas como pertencimento, deslocamento, memória e permeabilidade ao mundo.

Ao longo de sua trajetória, realizou os ensaios “Vibe” e “Tudo Flui”, voltados à experiência urbana, além de “Palavras Perdidas” e “Travessia”, de caráter mais íntimo e autobiográfico. Em 2025, lançou o fotolivro “Travessia”, selecionado para a Lisbon Photobook Fair e para o Ephemere Photo Fest, em Tóquio.

A partir de 2020, seu trabalho passou a receber amplo reconhecimento, com destaque para a condição de finalista no Miami Street Photography Festival, com exposição coletiva no History Miami Museum, além das mostras “Fluxus”, “Outras Fronteiras” e “Dualidades”, todas com curadoria de   Juan Esteves. Lucia também teve portfólio selecionado no 1º Festival de Fotógrafas Latino-americanas, foi finalista do Paraty em Foco 2024 e, agora, integra o Nova Fotografia 2026 com sua primeira exposição individual no MIS.

A exposição reafirma o compromisso do MIS com a valorização da fotografia contemporânea brasileira e convida o público a um mergulho sensível e crítico na cidade de São Paulo, observada não apenas como espaço físico, mas como experiência emocional, histórica e humana.

Sobre o programa

O Nova Fotografia é um projeto anual do MIS – instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo – que seleciona, através de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS.

SERVIÇO:

Abertura: 10/2/26, às 19h até o dia 10/4/26

Ingresso: gratuito

Local: Espaço expositivo térreo do MIS | Av. Europa, 158, Jd. Europa – São Paulo – SP
+55 (11) 2117-4777.

(Com Gretha Rossini/Tag&Line Comunicação)