Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Artur Lescher abre exposição individual no Instituto Artium com obras inéditas

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Flavio Freire.

No ultimo dia 31 de maio o Instituto Artium de Cultura abriu a exposição individual de Artur Lescher (São Paulo, Brasil, 1962), um dos artistas de maior destaque no cenário da arte contemporânea brasileira. Composta por cinco obras de grandes formatos, a mostra traz duas obras ainda inéditas ao público concebidas especialmente para a exposição. A exposição fica aberta até o dia 23 de julho e a entrada é franca.

Conhecido por suas impecáveis esculturas pendulares, este recorte da produção do artista foi concebido em diálogo com a arquitetura do Palacete Stahl – construído em 1920 para abrigar o consulado da Coroa Sueca, mais tarde utilizado pelo Império do Japão e agora sede do Instituto Artium, uma entidade cultural sem fins lucrativos.

Nesta mostra, Lescher busca colocar em diálogo a função original do edifício com a sua função contemporânea, que é a de espaço cultural, voltado para projetos de artes visuais. Para isso, apresenta trabalhos que dialogam diretamente com o entorno em que estão inseridos. Com esta relação entre os trabalhos e o espaço construído há mais de cem anos, o artista nos questiona: o que pode aparecer desse atrito e confronto de ideias e ficções extemporâneas?

Os destaques da montagem são as obras pendulares no salão principal, onde será criada uma grande instalação de obras inéditas que conversam com trabalhos anteriores. Completando a ocupação do Palacete, a obra “Elipse Piracaia” (2016), uma escultura de 3,50 metros, será instalada na área externa do Instituto Artium.

Há mais de trinta anos o paulistano Artur Lescher apresenta um sólido trabalho, resultado de uma pesquisa em torno da articulação entre matéria, forma e pensamento. São trabalhos que excedem o caráter de escultura e cruzam as linguagens da instalação e do objeto, a fim de modificar a compreensão destas e do espaço no qual se inserem. Ao mesmo tempo em que sua prática está atrelada a processos industriais, sua produção não tem como único fim a forma.

Fortemente ligada aos processos industriais e alcançando extremo refinamento e rigor na mecânica das formas, a produção de Lescher vai além de uma investigação puramente formal. Autointitulado um construtor, ele é reconhecido pelo emprego de materiais como madeira e metais, tais como ferro, alumínio e cobre, que são trabalhados utilizando métodos semi-industriais desenvolvidos a partir de uma gramática de formas para analisar as conexões entre a matéria, a obra e o espaço que ela habita.

Sobre o Instituto Artium

O Instituto Artium ocupa um palacete centenário na Rua Piauí, no bairro Higienópolis, tombado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) e reconhecido como patrimônio histórico. Construído para ser a residência do primeiro cônsul da Suécia em São Paulo, em 1921, o casarão passou por duas das grandes famílias paulistas de barões do café e foi propriedade do Império do Japão por 67 anos (de 1940 a 2007). A residência foi fechada durante a Segunda Guerra Mundial e, em 1970, como testemunho da história do Brasil de então, o cônsul-geral do Japão foi sequestrado quando chegava ao local.

Degradado desde 1980, o espaço foi assumido pelo Instituto Artium em 2019, passou por um minucioso trabalho de restauro, revitalizando jardins e recuperando elementos ornamentais e decorativos da arquitetura da época de sua construção. A entidade cultural sem fins lucrativos cumpre atualmente um plano de atividades que reúne projetos nas áreas da preservação de patrimônio imaterial, preservação de patrimônio material, artes visuais e artes cênicas.

Ficha técnica Instituto Artium

Presidente: Carlos A. Cavalcanti

Diretor Geral: Vinícius Munhoz

Diretoras de Artes Visuais: Graziela Martine e Patrícia Amorim de Souza

Coordenação de Projetos: Victor Delboni

Instituto Artium

Endereço: Rua Piauí, 874 – Higienópolis, São Paulo – SP

Período expositivo: 31 de maio a 23 de julho de 2023

Horário de funcionamento: quarta a sexta de 12h às 18h; sábados e domingos, das 10h às 18h; segundas e terças, fechado.

Entrada gratuita.

(Fonte: Agência Prioriza)

Maestro de Indaiatuba é selecionado para laboratório da Filarmônica de MG

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Felipe Oliveira, maestro da Orquestra Jovem Indaiatuba. Foto: Felipe Gomes.

O maestro da Orquestra Jovem de Indaiatuba Felipe Oliveira, 33 anos, acaba de conquistar uma vaga na 14ª edição do Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais.  Ele, que foi selecionado em sua primeira inscrição, participará de ensaios e aulas técnicas teóricas e práticas ministradas pelo diretor artístico e regente titular da orquestra, maestro Fabio Mechetti. A Filarmônica de Minas Gerais é a única orquestra brasileira a ser indicada ao Grammy Latino.

História

Nascido em Indaiatuba, Felipe Gustavo de Oliveira soma duas décadas de dedicação à música. O amor à primeira vista aconteceu aos 10 anos, quando conheceu o violino por meio do Projeto Guri, um programa de iniciação musical do Governo do Estado de São Paulo em conjunto com a Santa Marcelina Cultura. “Meu irmão mais velho começou a estudar trompete no Projeto Guri e eu quis também – fui aprender violão. Só que não deu certo; eu não conseguia me concentrar por ter déficit de atenção. Depois de um tempo, um amigo apareceu tocando violino e eu me apaixonei pelo instrumento, fui estudar. Hoje em dia estudo e respiro música o tempo todo”, conta o maestro.

Nessa época, começou a frequentar uma igreja local e se encantou com a banda do louvor. “É como se eu já tivesse conexão com a música mesmo antes de tocar. Ela me atraía. A mesma paixão pela música que eu tive naquele dia vendo-os tocar, eu tenho até hoje”, explica.

A escolha pela música clássica foi circunstancial. “O violino me abriu portas e meu interesse estava na música, não no estilo ou instrumento. No Guri se ensina música clássica em formato de orquestra; então, segui por este caminho e desenvolvi um amor por ela, comecei a entender que poderia ser um profissional, fazer parte de uma orquestra. Meu professor Fabrizzio Ribeiro era inspirador; sua vida era dar aulas, fazer música tanto em eventos quanto em orquestras. Ele fazia a gente ter vontade de crescer, de ser profissional”, relembra Oliveira.

Em 2005, aos 14 anos, Felipe entrou para a Orquestra Jovem de Indaiatuba e aos 17 anos já tocava profissionalmente em eventos da cidade. Ele estudou música sacra, regência coral e, em seu primeiro ano de faculdade, montou e regeu uma orquestra na igreja, além do coral de vozes. “Foi minha primeira vez na regência; meti as caras e deu certo, foi uma apresentação maravilhosa. Eu não me vejo fazendo outra coisa que não seja regendo e fazendo música. Quero trabalhar até o último dia da minha vida e morrer fazendo música”, pontua o maestro.

Formação

Oliveira estudou violino no Conservatório de Tatuí, uma das maiores e mais renomadas escolas de música da América Latina. Por três anos estudou na capital paulista com professor particular e, em 2012, entrou na Faculdade Cantareira, em São Paulo. No mesmo ano, classificou-se em 3º lugar para ingressar na Orquestra de Câmara da USP (OCAM).

Mais tarde, atuou como spalla, primeiro violinista de uma orquestra e patamar mais elevado depois do maestro, pela mesma orquestra. Depois de formado, ainda fez aulas com grandes mestres internacionais em Berlim e Amsterdam. “Em 2019, fui convidado pela Sinfônica de Indaiatuba para ser regente da orquestra em um festival e, depois dessa apresentação, o maestro Paulo de Paula, diretor artístico da Sinfônica de Indaiatuba, me convidou para ser maestro da Orquestra Jovem de Indaiatuba, a primeira oportunidade de ser regente de uma orquestra. Sou muito grato a ele por isso”, conta Felipe, que no mesmo mês foi convidado também para ser regente da orquestra Filarmônica de Patos de Minas.

Ele decidiu focar seus estudos na regência, fazendo aulas com o maestro Cláudio Cruz e, depois da pandemia, os concertos começaram. Desde 2020, Felipe é maestro da Filarmônica de Patos de Minas e da Orquestra Jovem de Indaiatuba. Em 2023 foi convidado pelo maestro Paulo de Paula para assumir o cargo de maestro assistente da Sinfônica de Indaiatuba.

Filarmônica

Esta foi a primeira vez que Oliveira se inscreveu no conceituado laboratório e foi selecionado por meio de um vídeo regendo a Filarmônica de Patos de Minas executando a 7ª Sinfonía de Beethoven. Entre os 19 selecionados para o laboratório, 15 tornam-se regentes ouvintes (que assistem aos ensaios) e apenas quatro são regentes ativos. Oliveira foi um deles e será o primeiro indaiatubano a reger a Filarmônica de Minas, sob supervisão do maestro Fábio Mechetti, durante um concerto que será realizado na quarta-feira, 7 de junho, com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. “Estou animado por viver essa experiência com o Fábio, que é um gigante da regência no Brasil, com uma carreira de sucesso; dificilmente alguém consegue chegar ao nível de experiência que ele tem na música erudita e aprender com ele é um presente”, destaca o maestro.

(Fonte: Armazém da Notícia)

Oficina e palestra marcam 7ª Semana Nacional de Arquivos em Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Fabio Alexandre.

A Secretaria de Cultura de Indaiatuba participa, por meio do Departamento de Preservação e Memória e do Arquivo Público Municipal “Nilson Cardoso de Carvalho”, da 7ª Semana Nacional de Arquivos, lançada pelo Arquivo Nacional e pela Fundação Casa de Rui Barbosa, que em 2023 traz o tema “Arquivos: Territórios de Vida”.

A Semana Nacional de Arquivos tem tradicionalmente como referência o 9 de junho, Dia Internacional dos Arquivos, assim proclamado na Assembleia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (International Council on Archives – ICA) em 2007. O marco fundamenta-se na data de criação do próprio ICA pela Unesco, em 1948. Por isso, o evento se desenvolve entre os dias 2 a 9 de junho em diversas instituições arquivísticas, centros de memória e documentação e demais entidades que abrigam serviços de arquivos do Brasil, que promoverão eventos de cunho acadêmico ou artístico-cultural durante a semana. A programação completa pode ser conferida em www.gov.br/arquivonacional/pt-br/sites_eventos/SNA/sna-2023/programacao-sao-paulo.

O intuito desta ação é abrir os arquivos para a sociedade e divulgar o trabalho de salvaguarda do patrimônio documental desenvolvido no país. Este ano, Indaiatuba celebra a data com ações educativas do projeto “O Arquivo vai à Escola” e a oficina “Um Documento: uma História”, que será realizada em parceria com a Escola Estadual Professora Helena de Campos Camargo, que em fevereiro de 2023 comemorou 60 anos. O Arquivo Público Municipal “Nilson Cardoso de Carvalho” está localizado na Casa da Memória “José Luiz Sigrist”, que fica na Rua das Primaveras, 450, no Jardim Pompeia.

Tema | Em 2023, o Conselho Internacional de Arquivos completará 75 anos de existência, sendo este o tema da Semana Internacional de Arquivos. À luz dessa inspiração, a edição brasileira adota o tema “Arquivos: Territórios de Vidas” no intuito de fortalecer perspectivas e demandas sobre o fazer arquivístico que têm ganhado relevo em nosso país.

PROGRAMAÇÃO

5 de junho – Oficina “Um Documento: Uma História”

Local: E.E. Profª. Helena de Campos Camargo

Endereço: Rua Tuiuti, s/nº, Cidade Nova I

Horário: 12h50 às 18h20 (4 turmas do 6º ano)

Esta oficina tem o intuito trabalhar um pouco do conceito de documento histórico e o acervo do Arquivo Público Municipal “Nilson Cardoso de Carvalho”, que possui documentos relacionados à memória e à história de Indaiatuba, como fotografias e correspondências, entre outros. Desta maneira, os próprios alunos poderão contar um pouquinho da sua história e sua relação com o município.

6 de junho – Palestra: A História da Educação em Indaiatuba e os 60 anos da E.E. Profa. Helena de Campos Camargo

Local: Plenário da Câmara Municipal de Indaiatuba

Endereço: Rua Humaitá, 1167, Centro

Horário: 14 horas

Público-alvo: alunos do 6º ano da escola estadual e demais interessados

A palestra pretende trabalhar um pouco da história da Educação em Indaiatuba e os 60 anos da E.E. Profª. Helena de Campos Camargo a partir de imagens que se encontram no acervo do Arquivo Público Municipal “Nilson Cardoso de Carvalho”.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Secretaria de Cultura abre inscrições para oficina de curta duração de comédia stand-up

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Oficina com Pedro Otaviano terá duração de três meses e apresentação no encerramento. Foto: divulgação.

Com inscrições abertas até 13 de junho, “Laboratório da Comédia” é o título da oficina de curta duração de comédia stand-up que a Secretaria de Cultura de Indaiatuba oferece para maiores de 16 anos, ministrada pelo comediante Pedro Otaviano. As aulas acontecerão às terças e quintas, das 19h às 21h, no Centro Cultural Wanderley Peres.

Para participar, basta preencher o formulário disponível no portal Cultura Online, no site da Prefeitura de Indaiatuba. No ato da inscrição, é preciso apresentar os originais dos documentos pessoais (CPF e RG) e comprovante de endereço recente. No caso de menores de idade, o RG do responsável também deverá ser anexado no formulário. No total, serão oferecidas 20 vagas.

As inscrições seguem até às 15h do dia 13 de junho. A oficina terá duração de três meses e em seu encerramento, previsto para 31 de agosto, os participantes participarão de uma performance no Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano).

Otaviano Comedy

Pedro Henrique Pinheiro Otaviano é nascido na cidade de Piquet Carneiro, no interior do Ceará, em 1993. Foi trabalhando no circo que descobriu seu amor pela comédia. Em 2011 mudou-se para São Paulo em busca de trabalho, mas não deixou para trás o sonho de se tornar comediante, gravando vídeos para o YouTube.

Mesmo sem conseguir um local para se apresentar, continuou a escrever roteiros e apresenta-los a amigos e conhecidos. Em 2020, ganhou sua primeira oportunidade e no ano seguinte, passou a realizar shows por Indaiatuba e região.

Oficina ‘Laboratório de Comédia’, com Pedro Otaviano

Inscrições: até 13 de junho

Aulas: a partir de 13 de junho, às terças e quintas, das 19h às 21h

Duração: 3 meses

Total de vagas: 20

Local: Centro Cultural Wanderley Peres

Endereço: Praça Dom Pedro II, s/nº, Centro

Classificação: a partir de 16 anos.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Estudo alerta para subnotificação de doenças de malformação de fetos na maior parte do país

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Vinicius Marinho/Fiocruz Imagens.

É provável que o número de recém-nascidos com malformações congênitas – alterações que ocorrem com o feto dentro do útero materno e que podem ser detectadas antes, durante ou após o nascimento – esteja subnotificado em registros oficiais, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Apesar do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) ter se tornado mais confiável ao longo do tempo, diferenças regionais podem prejudicar a elaboração de políticas de saúde pública. A análise é de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Hospital Federal dos Servidores do Estado (RJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) em estudo publicado na segunda (5) na revista “Cadernos de Saúde Pública”.

O estudo considera dados relativos à gastrosquise, condição visível em que uma malformação na parede abdominal leva ao nascimento com o intestino exposto. Para avaliar a consistência dos registros, pesquisadores compararam o número de nascidos vivos ao de óbitos infantis pela condição entre 2005 e 2020. Nas regiões Norte, Nordeste e em alguns estados do Centro-Oeste, houve biênios em que foram registradas mais mortes do que nascimentos, indicando a subnotificação.

Os pesquisadores também avaliaram a taxa de registros incompletos, em que há ausência ou insuficiência de informações sobre anomalias congênitas. No Brasil, desde 2007-2008, tal taxa se mantém abaixo de 5%, nível considerado excelente. Entre 2019 e 2020, apenas 1,87% dos registros estavam incompletos, com o Centro-Oeste apresentando os piores resultados (3,9%) e, o Sul, os melhores (1%). Para Norte, Nordeste e Sudeste, a taxa variou entre 1,7% e 1,9% no período.

Claudia Tavares Regadas, coautora do artigo, afirma que o Sinasc capta a ocorrência de anomalias congênitas em geral, mas que há fragilidades ao registrar quais são estas anomalias. No caso da gastrosquise, por exemplo, ela pode não ser identificada por conta da complexidade dos casos e da utilização de codificação inespecífica para a malformação, mesmo que seja a causa básica da internação.

A análise indica que a qualidade de registro de condições congênitas melhorou ao longo dos anos, mas ainda é um reflexo das diferenças regionais do Sinasc, impactando a qualificação de políticas públicas para recém-nascidos. “Os bebês com gastrosquise, por exemplo, têm alto potencial de sobrevivência com boa qualidade de vida, quando devidamente tratados. Saber quantas são essas crianças e onde elas nascem permite a adoção de políticas de saúde que visem um melhor acompanhamento clínico, além de resultar em melhor planejamento da estrutura e processos adequados para que essas crianças sejam tratadas com sucesso”, explica Regadas.

No futuro, os autores pretendem cruzar dados do Sinasc com outros sistemas em busca de mais informações sobre a qualidade dos registros. Para Regadas, melhorá-los é um trabalho descentralizado, já que é nas secretarias municipais de saúde que os diagnósticos são atribuídos a partir das descrições presentes nas declarações de nascidos vivos. “Estas são emitidas no local de nascimento por profissionais de saúde, mas também administrativos, que precisam de sensibilização e treinamento para aportar informações qualificadas. As pessoas podem não ter ideia da importância de preencher um papel”, conclui a pesquisadora.

(Fonte: Agência Bori)