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Alexandre Murucci expõe “A Floresta Azul” no Centro Cultural dos Correios em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Alexandre Murucci exibe “A Floresta Azul”, no Centro Cultural dos Correios SP sob curadoria de Victor Gorgulho, onde reúne uma série de novos trabalhos que abordam questões fundamentais relacionadas ao patrimônio natural do Brasil, a importância dos povos originários, as ameaças enfrentadas pela Floresta Amazônica e o panorama sociopolítico que afeta o futuro do planeta. Por meio de uma abordagem conceitual, o público será convidado a refletir sobre a vida que flui na floresta conferindo-lhe a tonalidade azul.

O questionamento central da exposição é expresso pelo próprio artista: “De que cor é uma floresta?” O título oferece uma resposta implícita a essa indagação, insinuando que a floresta é azul em virtude da vitalidade que exala para o ambiente. Murucci adentra o âmago da discussão sobre a Floresta Amazônica utilizando diversos meios artísticos para examinar as complexidades da região e sua relação com a realidade geopolítica contemporânea.

Por meio de diferentes mídias e suportes, o artista aborda uma das questões mais urgentes da atualidade brasileira e do mundo contemporâneo: a preservação da Amazônia. Seja por meio de uma abordagem crítica e incisiva sobre o passado de descaso e projetos fracassados que marcaram a história da maior floresta tropical do mundo ou através de um olhar poético que oferece uma visão panorâmica do passado e do presente da região e do Brasil, convida o público a embarcar em um percurso labiríntico que abrange os aspectos sociais, políticos e culturais desse território que se destaca pelo descaso e, ao mesmo tempo, pelo fascínio que desperta em todos os seres que compartilham este planeta, a nossa Terra. “A Floresta Azul” representa a vida que flui no ar em forma líquida e vital, conferindo à floresta uma tonalidade azul, em contraste com as cores convencionais associadas a esse ecossistema.

Com um enfoque conceitual marcante, Alexandre Murucci exibe trabalhos em diversos suportes, incluindo uma instalação que dará nome à exposição, intitulada “labirintos espaciais”. Essa imensa e delicada composição é construída a partir de bastidores de madeira e telas de seda sintética, criando uma paisagem flutuante inserida em uma figura concretista.

“Ora lançando mão de um olhar crítico e mordaz diante do passado historicamente conhecido de descaso e sucessivos projetos fadados ao fracasso na maior floresta tropical do mundo, ora nos apresentando um panorama do ontem-hoje da Amazônia e do Brasil por meio de um singular olhar poético, o artista convida o espectador a um percurso labiríntico — literal e metafórico — por entre os meandros da história social, política e cultural de um território a um só tempo fruto do descaso e do fascínio infindo dos olhos (e dos pulmões) de todos os seres que habitam este planeta que ainda chamamos de…Terra”, discorre Victor Gorgulho.

“De que cor é uma floresta? Verde como deveria? Amarela e seca? Vermelha como quando arde em chamas? Negra, após suas mortes? Para o artista ela é azul, pela vida que transpira pelo ar. Vida em forma líquida e vital” – Alexandre Murucci.

O artista

Alexandre Murucci (Rio de Janeiro, RJ, 1961) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Artista plástico com formação pela Escola de Visuais do Parque Lage (EAV). Sua trajetória de mais de 30 anos inclui trabalhos com suportes múltiplos, com ênfase em escultura, fotografia, instalação, vídeo e arte digital (NFT). Suas obras, de cunho conceitual, abordam principalmente temas relacionados a identidades, inserções periféricas e polaridades dos fluxos de poder, sempre com um viés político-histórico e referências metalinguísticas no âmbito da arte. Obteve reconhecimento ao longo de sua carreira participando de mais de 80 exposições em seu trajeto profissional. Em 2009, foi agraciado com o prêmio Bolsa Iberê Camargo e, no mesmo ano, recebeu o convite para participar da mostra coletiva “Las Américas Latinas – Fatigas Del Querer” em Milão, com curadoria de Philippe Daverio. Em 2011, recebeu o 2º prêmio da Fundação Thyssen-Bornemisza, de Viena, no projeto “The Morning Line” – TBA21.

Entre suas exposições individuais de destaque, estão “Cadeau”, na Galeria Mariantonia – USP, em 2022; “Arquipélago”, na Galeria de Arte Maria de Lourdes Mendes de Almeida, em 2019; “O Fio de Ariadne”, no Centro Cultural Correios, ambas no Rio de Janeiro, em 2021; “Las Américas Latinas” em Milão, Itália, em 2014, e a exposição “Nicho Contemporâneo”, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 2010. Além disso, suas obras já foram exibidas em diversos países, como EUA, Eslovênia, Cuba e Alemanha. Em 2011, representou o Brasil na Bienal da Áustria e, em 2019, na 13ª Bienal do Cairo. Em 2017, foi selecionado por meio de um open-call mundial para o Pavilhão de Grenada na 57ª Bienal de Veneza, com comissariado de Susan Mains e curadoria de Omar Donia. Também se destacou como um dos primeiros artistas a exibir suas obras em formato NFT durante a ArtRio, feira presencial de arte, por meio da galeria Metaverse Agengy, uma participação inédita internacionalmente.

Curadoria

O curador Victor Gorgulho (Rio de Janeiro, RJ, 1991) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Curador, jornalista e pesquisador, é graduado em Jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e atualmente, mestrando em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio, com um profundo envolvimento no campo das artes visuais. Atuando como curador-chefe do Instituto Inclusartiz, já esteve à frente de importantes exposições no cenário artístico contemporâneo. Entre suas curadorias notáveis, estão “Vivemos na melhor cidade da América do Sul”, em colaboração com Bernardo José de Souza, realizada em Átomos, Rio de Janeiro, em 2016, e na Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, em 2017; “terceiro mundo pede a bênção e vai dormir”, realizada na Despina, Rio de Janeiro, em 2017; “‘Eu sempre sonhei com um incêndio no museu’ – Laura Lima & Luiz Roque” no Teatro de Marionetes Carlos Werneck, no Rio de Janeiro, em 2018 e “Perdona que no te crea”, na Fortes D’Aloia & Gabriel, Rio de Janeiro, em 2019. Gorgulho também co-curou a exposição “Escrito no Corpo” em parceria com Keyna Eleison, exibida na Carpintaria, no Rio de Janeiro, até fevereiro de 2021. Desde 2019, atua como curador do MIRA, programa de videoarte da ArtRio. Integra o corpo curatorial da Despina, centro de pesquisa e residência artística no Rio de Janeiro sob a direção de Consuelo Bassanesi. Com vasta experiência jornalística, Gorgulho foi editor assistente de cultura do Jornal do Brasil (2014–2017) e é colaborador de veículos como o El País Brasil. Coorganizou, juntamente com a crítica e curadora Luisa Duarte, o livro “No tremor do mundo – Ensaios e entrevistas à luz da pandemia” (Editora Cobogó, 2020).

Centro Cultural dos Correios São Paulo | O prédio onde está instalado ocupa um grande terreno no Vale do Anhangabaú, coração do centro antigo da cidade. Com 15 mil m² de área construída, sua construção se iniciou em 1919 e a inauguração ocorreu três anos depois. Tornou-se um ponto marcante na paisagem urbana da capital Paulista e fez com que a Praça Pedro Lessa ficasse mais conhecida como “Praça do Correio” do que pelo seu nome original. Inaugurado em 2013, o Centro Cultural dos Correios SP conta com uma área de 1.280m², com duas salas para exposições e o saguão central. Fomenta atividades culturais nos campos das artes visuais, humanidades e música. A agenda é diversificada, durante todo o ano, com o intuito de atingir e atender aos diferentes gostos. O público tem a oportunidade de prestigiar, gratuitamente, artistas em início de carreira como também os renomados, que procuram inserir seus trabalhos em um local que une credibilidade e reconhecimento da sociedade.

Exposição “A Floresta Azul”

Artista: Alexandre Murucci

Curadoria: Victor Gorgulho

Período: de 8 de agosto a 16 de setembro de 2023

Local: Centro Cultural Correios – São Paulo

Endereço: Praça Pedro Lessa – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP (Metro mais próximo – São Bento)

Horários: de segunda-feira a sábado, das 10 às 17hs.

Entrada franca

Livre para todos os públicos

Acessibilidade: o espaço está em conformidade com todas as regras vigentes e possui escadas rolantes e elevador.

Produção – A Artéria Produções Ltda.

(Fonte: Balady Comunicação)

Casa Branca, a cidadezinha gigante do agronegócio que é capital da jabuticaba em SP

Casa Branca, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação/Alesp.

Com apenas 28 mil habitantes e 864 km² de área territorial, a cidade de Casa Branca tem peso relevante na balança do agronegócio nacional. O município é o maior produtor brasileiro de laranja e o principal paulista no cultivo de batatinha (IBGE, 2021). Mas a sua marca mais relevante, mesmo, tem a ver com as relações umbilicais com a jabuticaba, “frutas em botão” na linguagem tupi.

Os laços de identidade entre Casa Branca e o fruto da jabuticabeira ganharam um novo capítulo a partir da Lei 15.093, de 22 de julho 2013. Por deliberação da Alesp – a partir de iniciativa do deputado Rodrigo Moraes (PL), filiado ao PSC na época –, a cidadezinha gigante do agronegócio brasileiro foi elevada à condição de Capital Estadual da Jabuticaba em São Paulo.

Nacionalmente, com base no último Censo Agropecuário do IBGE, o Estado de São Paulo perde apenas para Goiás em volume de produção da fruta. Casa Branca, sozinha, responde por metade do bom desempenho paulista. A safra estadual da jabuticaba em 2022, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), foi da ordem de 3.247 toneladas. Os pomares casa-branquenses concentraram 49,52% dessa colheita. Na esfera municipal, a relação identitária da jabuticabeira com Casa Branca fez com que a planta se tornasse em 2019 a árvore-símbolo do município com lei aprovada pelos vereadores. E um detalhe: um galho de jabuticabeira em floração compõe o brasão casa-branquense.

Cultura jabuticabeira em Casa Branca

Na esteira do título aprovado pelos deputados paulistas, o município de Casa Branca turbinou a economia fortalecendo ou incentivando atividades comerciais associadas à jabuticaba.

Segundo a gerente municipal de Turismo, Victoria Draganoff Fay, o turismo rural tem sido um dos segmentos econômicos mais favorecidos desde a homenagem oficial da Alesp.

Para explorar a jabuticaba turisticamente, relata Fay, a gestão municipal e a iniciativa privada adotam estratégias conjuntas, como visitação a pomares e degustação da fruta no pé. A gestora também ressaltou eventos culturais, como o Festival Gastronômico da Jabuticaba, cuja 7ª edição vai ocorrer de 6 a 17 de setembro deste ano – relatos dão conta da existência da festa desde 1920.

Na avaliação do agrônomo José Carlos Nogueira, o título de Capital Estadual da Jabuticaba aflorou memórias afetivas dos moradores da cidade. É comum encontrar a planta nos quintais de vários casarões antigos espalhados pela área urbana casa-branquense. “Casa Branca já era a terra da jabuticaba há mais de 100 anos por ser o centro de origem dessa fruta. A oficialização contribuiu muito. O próprio casa-branquense começou a rever os seus conceitos de começar a valorizar aquilo que já tinha e não dava valor”.

Nogueira administra a Fazenda Quinta das Duas Barras, considerada o ninho da jabuticaba em Casa Branca pelo pioneirismo na produção e exploração comercial de mudas da frutífera.

E a produtora agrícola Priscilla Fagan, da Fazenda Boa Vista – onde fica o maior pomar de jabuticaba de Casa Branca –, salientou que a denominação oficial dada pela Alesp serviu para “trazer referência e incentivo a novos negócios derivados da fruta e ao turismo”, gerando emprego e renda para cidade.

Famílias visionárias

Além da mãozinha da própria natureza, dado que a árvore é nativa do Brasil, duas famílias em Casa Branca tiveram participação decisiva para que a terra da jabuticaba expandisse o cultivo da fruta. “Não houve alguém que tenha plantado a primeira jabuticabeira em Casa Branca. Aqui já tinha a planta por toda a região, quase todas as residências da cidade tinham [a árvore] no quintal”, adiantou José Carlos Nogueira, da Quinta das Duas Barras. “Há 60 anos, meu pai [Diaulas Nogueira] começou a formar mudas e a comercializar jabuticabeiras. O plantel chegou a ter mais de 60 mil plantas pequenas para venda”, ressaltou.

Nogueira estima que o município tenha na atualidade mais de 40 mil jabuticabeiras, incluindo plantas jovens e as árvores em produção. Após a expansão agrícola da jabuticabeira, o agrônomo enxerga outro filão comercial para a árvore-símbolo de Casa Branca. “Hoje, um grande mercado da jabuticabeira é o paisagismo. O cliente quer uma planta que já esteja produzindo. Vendemos para residências, condomínios e grandes centros urbanos”, comenta José Carlos Nogueira. São vendidas, em média, 100 jabuticabeiras. Os preços variam de R$1 mil a R$10 mil.

Já a Família Fagan destaca-se pela comercialização da fruta. De acordo com Priscilla Fagan, o cultivo de jabuticaba é rentável, porém exige investimentos a longo prazo. “O cultivo é feito com irrigação por aspersão em cada pé – fomos os pioneiros em importar [essa técnica] de Israel – e a análise de terra para ver a necessidade de nutrientes de cada pomar”, explicou Priscilla.

Mesmo com todo o investimento financeiro e tecnológico, ressalta a empresária, a produção da fruta é quando a árvore quer. “Podemos só estimular e monitorar. A produção varia por ano porque o clima influencia muito. São feitas até duas colheitas em cada pomar, no ano”.

Como o crescimento da jabuticabeira e as florações são lentas – a depender da variedade, a primeira safra pode demorar 8 anos para acontecer – a estratégia adotada para compensar a espera é o plantio alternado com outras culturas agrícolas, como laranja, milho, limão e café.

“O plantio em consórcio ajudou. Até uns 25 anos, o pé da jabuticaba é pequeno. Laranja com um ano já começa a produzir. É necessário diversificar, porque [do contrário] as contas não fecham”, pontuou a empresária, informando que 70% de toda área é só jabuticaba.

Ela destacou que a frutinha nativa da Mata Atlântica turbina o mercado de trabalho, especialmente durante a safra anual em setembro. “Na época da colheita, mais de mil pessoas são empregadas”, informou.

Novos passos

Uma conquista que deverá endossar ainda mais a cultura jabuticabeira de Casa Branca será o selo de Indicação Geográfica (IG) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O trabalho acadêmico para obtenção do registro é desenvolvido por pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). Com o selo IG, Casa Branca passará a ser reconhecida nacionalmente por características naturais exclusivas que diferenciam a jabuticaba casa-branquense da fruta produzida em outras regiões brasileiras.

E na Alesp, um projeto de lei do deputado estadual Altair Moraes (Republicanos) que classifica Casa Branca como Município de Interesse Turístico (MIT) também deverá favorecer a cultura jabuticabeira. A classificação assegura a destinação de recursos orçamentários para as cidades beneficiadas.

Entre os atrativos turísticos para justificar a classificação, foram citados o Festival da Jabuticaba e o fato de o município possuir um dos maiores pomares brasileiros da fruta. No momento, o PL 537/2020 aguarda parecer da Comissão de Turismo da Alesp.

Benefícios da fruta

Pelo Brasil, estudos com a jabuticaba têm se debruçado sobre o valor nutricional da fruta cuja parte mais nutritiva costuma ser a casca. Rica em vitaminas, minerais, fibras e compostos ativos (como polifenóis, niacina, ferro e antocianinas), a jabuticaba pode ser consumida in natura ou na forma processada em doces, bolos, sorvetes, compotas, geleias, licores e fermentados alcoólicos.

Trabalhos acadêmicos com o produto da jabuticabeira ressaltam os potenciais medicinais dos elementos químicos presentes na frutinha tipicamente brasileira. A Universidade Federal de Viçosa (UFV), por exemplo, aponta uma bebida de jabuticaba que pode ajudar na recuperação física de atletas e atuar contra o depósito de gordura no fígado.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) observou que as fibras presentes na casca da fruta aumentam a produção de glutationa, substância produzida no fígado que auxilia na proteção antioxidante.

Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) foi avaliado o potencial da jabuticaba na prevenção da obesidade.

A Federal de Goiás (UFG) verificou que compostos encontrados na casca provocam um considerável relaxamento das artérias, esse efeito contribui para baixar a pressão.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) detectaram atributos anti-inflamatórios da jabuticaba que podem contribuir, inclusive, no combate ao Alzheimer.

Outra frente de pesquisa da Unicamp avalia o uso do extrato da casca de jabuticaba no atraso da progressão do câncer de próstata.

(Fonte: Alesp)

Madero Tango se apresenta pela primeira vez no Brasil

Brasil, por Kleber Patricio

Tradicional companhia argentina, assistida por mais de 2,5 milhões de pessoas, fará shows em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Fotos: divulgação.

Há mais de 20 anos em cartaz, o tradicional Madero Tango já se tornou uma atração turística indispensável em Buenos Aires, já vista por mais de 2,5 milhões de pessoas. Impossível visitar a capital portenha sem passar uma noite embalada pelo ritmo argentino, que traz no repertório clássicos mundialmente conhecidos – como “No llores por Mi Argentina”, “El Dia Que me Quieras” e “Mi Buenos Aires Querida”, além de mais de 22 canções do folclore argentino e de autores consagrados, como Astor Piazzolla e Carlos Gardel. Agora, pela primeira vez, o Madero Tango bailará em turnê internacional trazendo para o Brasil o espetáculo “Tango Bonito”, com todo o seu esplendor e romantismo. Serão apresentações únicas, durante todo o mês de setembro, passando por São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

“Esta é uma oportunidade empolgante para os amantes do tango no Brasil desfrutarem da magia e da paixão do Madero Tango. Nós nos destacamos como o principal show de tango em Buenos Aires. Com encenação de alta qualidade, música ao vivo e dançarinos talentosos, proporcionamos uma experiência única que cativa o público local e internacional. Agora, trazer essa proposta artística para o Brasil permitirá que mais pessoas ainda apreciem e desfrutem da beleza do tango sem precisar ir à Argentina”, diz Nicolas Cobos, diretor artístico da companhia.

No palco, cerca de 20 dançarinos apresentam uma dramatização de diferentes momentos cotidianos da vida em Buenos Aires, nos anos dourados do tango. Acompanhados ao vivo por piano, bandoneon, contrabaixo e dois violinos, eles percorrerem situações em bordéis e cortiços, propondo ao espectador, a partir da cenografia, da atuação, da dança e do canto, fazer parte dessa história tão marcante e popular que envolve o tango e o folclore argentinos.

Com idade média de 30 anos, os dançarinos argentinos conseguem passar no palco toda a paixão desse ritmo que empolga e pulsa na alma. “O tango apresenta vários desafios quando se trata de dançar. A conexão com o parceiro, a manutenção de um abraço adequado e de uma boa postura, o domínio da técnica dos pés e das pernas, a interpretação correta da música e a improvisação são alguns dos aspectos mais difíceis”, ensina Paola Jean Jean, que também assina a direção artística do espetáculo.

Agora é só comprar o ingresso, assistir ao espetáculo e se preparar para dar os primeiros passos nesse universo romântico.

Serviço:

Teatro Liberdade – Rua São Joaquim, 129 – Liberdade – São Paulo (SP)

Data: 1, 2 e 3 de setembro — sex, às 21h, sáb, às 20h e dom, às 18h

Ingressos: R$440 (plateia baixa), R$275 (plateia alta), R$275 (balcão A), R$165 (balcão B)

Duração: 75 min.

Classificação: Livre

Curitiba

Teatro Fernanda Montenegro – Rua Cel. Dulcídio 517 (Shopping Novo Batel)

Data: 8, 9 e 10 de setembro – sex, às 21h, sáb, às 20h e dom, às 18h

Ingressos: R$440 (plateia baixa), R$275 (plateia alta), R$165 (balcão A)

Duração: 75 min.

Classificação: Livre

Porto Alegre

Theatro São Pedro – Praça Mal. Deodoro, 2/n – Centro Histórico

Data: 15, 16 e 17 de setembro – sex, às 21h, sáb, às 20h e dom, às 18h

Ingressos: R$440 (plateia), R$275 (camarotes centrais), R$275 (camarotes laterais), R$165 (galerias)

Duração: 75 min.

Classificação: Livre

Rio de Janeiro

Teatro Bangu Shopping – Rua da Fonseca 240 – Espaço 174, Bangu

Data: 27, 28, 29 e 30 de setembro e 1º de outubro – qua, qui e sex, às 21h, sáb, às 20h, e dom, às 18h.

Ingressos: R$440 (plateia baixa), R$275 (plateia alta), R$165 (balcão)

Duração: 75 min.

Classificação: Livre.

(Fonte: Dobbs|Scarpa Assessoria de Comunicação)

Inédita em palcos paulistanos, peça “O Incidente” estreia no Teatro Vivo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Com um olhar sobre o racismo e relações sociais, a peça “O Incidente”, escrita pelo americano Christopher Demos-Brown, está em cartaz no Teatro Vivo. A tradução e direção são de Tadeu Aguiar. No elenco, estão Flavia Santana, Leonardo Franco, Daniel Villas e Marcelo Dog. Será uma curta temporada, com apresentações sextas e sábados, às 20h e aos domingos, às 18h.

A peça acontece em uma delegacia e a trama aborda a história de um casal em busca desesperada por notícias do filho, um oficial de serviço e um tenente calejado pela vida. Em cena, a tensão crescente de não ter notícias do filho, jovem e negro, identificado em uma ação policial. A peça é um retrato da devastação das relações raciais em todos os níveis – maternal, conjugal, social – com um final que faz com que o público, simplesmente, não consiga respirar.

Serviço:

“O Incidente”

Teatro Vivo: Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi – São Paulo (SP)

Apresentações: sextas e sábados, às 20h e aos domingos, às 18h. Classificação indicativa: 12 anos Ingressos: R$120 inteira.

Clientes Vivo Valoriza têm 50% de desconto na compra de até dois ingressos. Para isso, basta fazer o resgate do voucher acessando o app Vivo > Vivo Valoriza > Cultura e depois apresentar o voucher na bilheteria do teatro. Quem preferir fazer a compra online pode acessar o site da Sympla, na opção “Vivo Valoriza”, e apresentar o voucher na entrada do teatro.

*Demais meias entradas: crianças de 0 a 12 anos, estudantes, idosos, pessoas com deficiência, funcionários e professores das redes estaduais e municipais de ensino de São Paulo e CadÚnico. Consulte as regras no site da Sympla.

(Fonte: Agência FR)

Ministério da Cultura, Renner e Luste apresentam “Ouro Azul”, um livro de retratos brasileiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto do livro. Crédito: Bob Wolfenson e Paulo Martinez.

A Luste Atelier Editorial & Multimídia apresenta ao circuito moda e cultura sua nova publicação “Ouro Azul”, um trabalho conjunto de Paulo Martinez e Bob Wolfenson com 78 fotografias que documentam o Brasil e os brasileiros narrando suas histórias de vida.

Paulo Martinez, com sua extensa e vigorosa trajetória como editor de moda, é um profissional que sabe contar histórias por sua sensibilidade, conhecimento, elegância e embasamento no segmento onde é referência: a moda. Para a narrativa desses personagens, identificados por meio da leitura de seus códigos de vestuário – que ele conhece profundamente – une-se ao retratista Bob Wolfenson, que nos faz sentir, em seus registros, que o local e a pessoa retratadas estão em seu momento mais puro. Para Paulo Martinez, a possibilidade de registrar os encontros com esses personagens reais ao lado de Bob Wolfenson, um companheiro de jornadas, reafirma sua resistência a estrangeirismos na moda e carinho pela personalidade brasileira tão bela, plural, diversa e múltipla.

O fio condutor comum entre as fotos é a onipresença do jeans – o Ouro Azul – delineando a narrativa dos dois autores que se interessam por pessoas, por gente. Um material tão corriqueiro e versátil, sem preconceito, que permite sua utilização em qualquer idade, gênero, corpo; em uma pluralidade de locais e regiões em múltiplas e incontáveis versões – das autorias às de linha.

“Sair pela estrada e ir encontrando essas pessoas, suas casas, ruas, praças, rios e praias e todos seus objetos carregados de memórias pelas salas, varandas, cozinhas vão revelando o que cada um tem de particular, íntimo e como suas roupas, chapéus, calçados, cabelos contam junto com a cultura local o que o Brasil tem de mais intenso e verdadeiro”, explica Flávia Pommianoksy sobre a parceria Paulo/ Bob. Juntos, selecionam personagens e cenas no Pará, da mesma forma que o fazem em Santa Catarina, Ceará, Bahia ou São Paulo.

A compilação dessas histórias destaca a ampla diversidade e riqueza cultural que deve ser preservada para as próximas gerações. Este livro representa um importante esforço de preservação dos nossos legados históricos, sociais e ambientais, sendo um verdadeiro ato de resistência.

Os autores:

Paulo Martinez (São Paulo, SP) – @paulomartinez.stylist

Vive e trabalha em São Paulo. Atuando no mercado de varejo, desenvolveu coleções, cocriou campanhas para marcas de moda e beleza e editou desfiles para as principais semanas de moda brasileira: SPFW, Fashion Rio e Minas Trend. Além de revistas e campanhas, é um dos criadores do projeto ESTE, uma publicação independente com apenas 300 exemplares numerados à mão pelo próprio editor de moda. Ativo e atuante no segmento por mais de três décadas, Paulo Martinez é consultor, editor de moda, autor do livro “Moda é F#%@” e apaixonado pela moda, principalmente a brasileira.

Bob Wolfenson (São Paulo, SP) – @bobwolfenson

Vive e trabalha em São Paulo. Iniciou na fotografia aos 16 anos. Durante os 50 anos de carreira, tornou-se um dos mais conhecidos fotógrafos de retratos e moda do país. Transita livremente em muitas disciplinas da fotografia. Fez exposições em instituições reconhecidas como Museu de Arte de São Paulo (MASP), Centro Cultural Maria Antônia, Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP), Museu de Arte Moderna de Salvador (MAM-BA ), Museu de Fotografia de Fortaleza (MFF-CE) – que possui acervo permanente de seus retratos –, bem como na Galeria Millan, que o representou por 17 anos. Possui obras em importantes acervos públicos e particulares, como Museu de Arte Contemporânea Arte de São Paulo (MAC), Museu de Fotografia da Cidade de Curitiba, Galeria Nacional de Arte Zacheta (Varsóvia), Museu de Fotografia de Fortaleza, Museu de Arte de São Paulo (MASP) e Itaú Cultural. Entre seus muitos livros, destacam-se “Antifachada”, “Apreensões”, “Belvedere” e “Desnorte”.

LIVRO

Título: Ouro Azul

Autores: Paulo Martinez e Bob Wolfenson

Editora: Luste Editores

Patrocínio: Renner

Ano: 2023

ISBN: 9786589044109

Número de Páginas: 120

Dimensões: 25 x 34 cm.

Preço: R$98,00.

(Fonte: Balady Comunicação)