Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

“Outras Bossas” revisita obra de Noel Rosa com Jacque Falcheti e o trio Retrato Brasileiro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Nina Pires.

Um dos mais importantes artistas da história da música brasileira, o cantor, compositor e instrumentista Noel Rosa tem sua obra revisitada em “Outras Bossas – Um Show em Homenagem a Noel Rosa”, com a cantora Jacque Falcheti e o trio Retrato Brasileiro, atração na próxima sexta-feira, 28 de julho, às 20 horas, na Sala Acrísio de Camargo. Os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis para retirada na bilheteria uma hora antes do início do show.

O espetáculo, contemplado pelo edital Programa de Ação Cultural (ProAc) Circulação, apresenta formação inédita das músicas do carioca com a criação de arranjos com vibrafone, contrabaixo acústico e guitarra elétrica somados a voz.

No palco, os jovens artistas dão vida a um Noel além do samba e seus clássicos, trazendo emboladas, foxtrote, choro e canções do baú daquele que é considerado o maior inovador da canção popular brasileira da Época do Ouro. Sua forma de cantar histórias inspirou artistas da era do rádio e repercute até hoje. Considerado um cronista do Brasil, Noel deixou mais de 250 composições que contam sobre a cultura popular brasileira, o samba, o povo, personagens como Mulato Bamba, João Ninguém, Maria Fumaça, Tipo Zero, fazem parte do imaginário popular.

Tradição e modernidade

Considerado um cronista do Brasil, Noel deixou mais de 250 composições que contam sobre a cultura popular brasileira.

Com duração de 60 minutos e classificação indicativa livre, em “Outras Bossas”, as canções, crônicas e personagens de Noel ganham vida com cores vibrantes desde o cenário ao figurino, que trazem um Noel que dialoga com a tradição e a modernidade. “Estamos muito felizes em retomar este projeto em homenagem ao Noel Rosa e poder trazer as canções do álbum ‘Outras Bossas’ junto com outras músicas do Noel; algumas conhecidas e outras que fazem parte de um repertório menos explorado do compositor”, detalha a cantora Jacque Falcheti. “Eu ouvi as mais de 200 composições do Noel para selecionar quais poderiam entrar no show, que pudessem representar a obra e ir ao encontro do que acredito de valores, estética musical e diálogo com temas contemporâneos”.

Para ela, ‘Outras Bossas’ representa uma conversa com a música brasileira tradicional, mas com um pensamento atual sobre a obra. “É um Noel que saiu do preto e branco para muitas cores, com instrumentos não tradicionais do samba no palco e arranjos com exploração de timbres, texturas e ritmos; além da parte visual, do figurino e cenário com influências da Pop Art que buscam trazer, por meio das poesias, um Noel apaixonado, crítico, existencialista – um cronista do Brasil”, define Jacque.

Os artistas

Jacque Falcheti é cantora, tem quatro CDs lançados, turnês pela Europa, América Latina e África, já foi premiada em editais de cultura como ProAC, Funarte (Fundação Nacional de Artes) e Ministério da Cultura, entre outros.

CD lançado em 2020 já ultrapassa mais de 10 mil plays nas plataformas de streaming.

Retrato Brasileiro é formado por Gabriel Peregrino (vibrafone), Guilherme Saka (guitarra) e Theo Fraga (contrabaixo), tem dois CDs lançados, turnê na Europa e já foram premiados em festivais e editais de cultura como ProAc.

Os artistas se uniram para gravar “Outras Bossas”, lançado pela gravadora Experimental em homenagem aos 110 anos de Noel Rosa. O CD, lançado em 2020, já ultrapassa mais de 10 mil plays nas plataformas de streaming e foi premiado pelo ProAC LAB e Editais.

Os artistas foram convidados pelo SESC de Ribeirão Preto para participar de uma série sobre Noel Rosa, foram selecionados em Festivais de Música no Brasil e na Colômbia e receberam resenhas de críticos musicais como Mauro Ferreira, Beto Feitosa e Aquiles Reis. “Outras Bossas” também foi veiculado pela Globo News, Revista Fórum, Jornal O Globo, Rádio Batuta e Rádio Cultura, entre outros.

“Outras Bossas” é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e ProAC, com apoio da Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. Depois de Indaiatuba, o show passa por Tatuí, São Paulo e Santos.

Outras Bossas – Um Show em Homenagem a Noel Rosa

Com Jacque Falcheti e Retrato Brasileiro

Data: 28 de julho

Horário: 20 horas

Local: Sala Acrísio de Camargo – Ciaei

Endereço: Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3.665, Jardim Regina

Entrada gratuita (ingressos disponíveis para retirada às 19h).

(Fonte: Secretaria Municipal de Cultura)

Espaço Cultural Maria Monteiro e Biblioteca Cora Coralina terão sessões gratuitas de cinema

Campinas, por Kleber Patricio

Serão exibidos curtas-metragens infanto-juvenis com temas de sustentabilidade e outros. Foto: divulgação.

O filme “Moana – Um Mar de Aventuras” será exibido gratuitamente, no dia 8 de agosto, às 19h, no Espaço Cultural Maria Monteiro e na Biblioteca Cora Coralina. A promoção é do CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil. Antes do filme da Disney, a partir das 18h, serão exibidos curtas-metragens infanto-juvenis com temas de sustentabilidade e outros.

As sessões contam com distribuição de pipoca e o público pode visitar o furgão, que carrega todo o cinema e se transforma numa estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz.

O CineSolar, que em 2023 completa 10 anos, transforma espaços públicos e abertos em salas de cinema e já realizou cerca de 1.870 sessões (com exibição de 180 filmes) e 576 oficinas para 284 mil pessoas de quase 600 cidades de 23 estados e do Distrito Federal. O projeto já percorreu mais de 250 mil quilômetros pelo país e atua com o objetivo de democratizar o acesso às produções audiovisuais (principalmente as nacionais), promover ações e práticas sustentáveis, a inclusão social e difundir a tecnologia da geração de energia solar.

O CineSolar é viabilizado pelo ProAC (Programa de Ação Cultural), com patrocínio da Ecolab e apoio da Prefeitura Municipal de Campinas, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, do Grupo de Escoteiros GEARC 499, do Espaço Cultural Maria Monteiro e da Biblioteca Municipal Cora Coralina. É realizado pela Brazucah Produções, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e Governo do Estado de São Paulo.

Serviço:

Evento Sessões de Cinema

Data: 8/8 (terça-feira)

Horários: 18h – 1ª sessão: curtas-metragens; 19h – 2ª sessão: filme ‘Moana – Um Mar de Aventuras’

Entrada: gratuita – não precisa de ingresso

Atração: pipoca e visita ao furgão do CineSolar, que se transforma numa estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz

Local: Espaço Cultural Maria Monteiro e Biblioteca Cora Coralina – Rua Dom Gilberto Pereira Lopes, s/n – Vila Padre Anchieta – Campinas/SP

1ª sessão

Brinquedo Novo – Direção: Rogério Boechat – Animação – Brasil/2017 – 6 min

Curta sobre consumo consciente.

Plantae – Direção: Guilherme Gehr – Rio de Janeiro – Animação/2019 – Livre – 10 min

Ao cortar uma grande árvore no interior da floresta, um madeireiro contempla uma inesperada reação da natureza. Uma reflexão sobre as consequências irreversíveis do desmatamento e da subjugação lamentável dos humanos aos demais seres da Terra.

Um Rio – Direção: Marcelo Bala e Andrea Pesek – Animação – Brasil/2012 – 4 min

O curta apresenta a importância do rio e sua memória afetiva.

O Gigante – Direção: Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida – Animação – Portugal/2012 – Livre – 10 min

Um gigante transporta no coração uma menina. O seu coração é uma janela imensa através da qual a menina descobre e decifra toda a realidade. De coisas assim é feito o “Crescer”. A partir de trajetos legados pelos pais, os filhos traçam as suas próprias rotas, com erros de interpretação, com desvios de perspectiva, mas que são seus e é com eles que têm de viajar. E um dia partem, levando a sacola, construindo o seu mundo sobre os mapas que um dia desenharam… levando no olhar o Sonho e, principalmente, Esperança.

Gente Grande – Direção: Walkir Fernandes – Animação – Brasil/2012 – 1 min

Vídeo sobre a importância da responsabilidade ambiental, com foco na economia da água em pequenas atitudes.

Sobre amizade e bicicletas – Direção: Julia Vidal, Brasil/2022 – 12 min

Thiago nunca pensou em participar da corrida de bicicletas devido à sua condição física. Tudo muda quando ele conhece Cecília, uma corajosa menina com deficiência visual.

Lily’s Hair – Direção: Raphael Gustavo da Silva – Goiás – Ficção/2019 – Livre – 14min

Audiodescrição, closed caption, libras

Lily é uma garota negra que não gosta de seus cabelos. Com a ajuda de Caio, seu amigo cadeirante, tenta ter os cabelos do jeito que sempre sonhou.

2ª sessão

Moana – Um Mar de Aventuras – Direção: Ron Clements e John Musker – Livre/2016 – Infantil/Aventura – 1h47m

Uma jovem parte em uma missão para salvar seu povo. Durante a jornada, Moana conhece o outrora poderoso semideus Maui, que a guia em sua busca para se tornar uma mestre em encontrar caminhos. Juntos, eles navegam pelo oceano em uma viagem incrível.

(Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo)

Instituto Argonauta atende pinguins de magalhães que são encontrados no litoral norte de SP

Ubatuba, por Kleber Patricio

Pinguim-de-magalhães sendo aquecido no Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) do Instituto Argonauta em Ubatuba. Fotos: Felipe Domingos/Instituto Argonauta.

Imagine percorrer milhares de quilômetros a nado, desde a Patagônia argentina, até o litoral norte de São Paulo. Parece ser impossível pensar que algum ser vivo seja capaz de tamanha façanha, mas quando se trata do pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), essa proeza não é impossível.

Todos os anos, eles migram da patagônia argentina até a região sudeste do Brasil em busca de alimento. Alguns indivíduos se perdem do grupo e por isso aparecem nas praias da região que compreende o litoral norte (Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba).

Durante a sua jornada migratória, os pinguins-de-magalhães enfrentam diversos desafios e, por esse motivo, vários indivíduos acabam chegando à região debilitados ou mesmo sem vida. Do total de pinguins atendidos pelo Instituto Argonauta por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), aproximadamente 20% chegaram vivos. É o que explica a bióloga Carla Beatriz Barbosa, coordenadora do PMP-BS no trecho 10 do Instituto Argonauta. “Nos últimos anos, eles têm chegado muito debilitados, com muitos parasitas e acabam morrendo rapidamente, na maioria das vezes antes mesmo do atendimento veterinário”, comentou.

De acordo com os dados da instituição, até o momento, dentro do PMP-BS, o ano que contabilizou o maior número de ocorrências (vivos e mortos) envolvendo pinguins-de-magalhães foi o de 2020 (618). No entanto, cabe ressaltar que os dados da temporada de 2023 correspondem às ocorrências registradas até o dia 20 deste mês (107). A temporada dos pinguins na região iniciou em junho, mas o pico esperado ocorre entre os meses de julho e agosto e vai até outubro. No ano passado, foram contabilizadas 166 ocorrências, enquanto que em 2021 foram 103.

Pinguins-de-magalhães resgatados nas praias do litoral norte são encaminhados para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Argonauta em Ubatuba.

Segundo o oceanógrafo e presidente do Instituto Argonauta Hugo Gallo Neto, os pinguins-de-magalhães permanecem na água durante a época não reprodutiva. “Vemos pinguins na região há muitos anos e a ocorrência desses animais na região é normal; o problema é quando não estão bem e procuram sair da água para descansar e se aquecer. Como são encontrados muitas vezes fracos, debilitados e necessitando de cuidados, aqui na região eles são resgatados e encaminhados para o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Ubatuba, para que, depois de reabilitados, sejam devolvidos à natureza”, ressalta.

Os pinguins-de-magalhães são aves marinhas com o corpo adaptado para viverem na água, mas não voam e têm suas asas modificadas em nadadeiras. Alimentam-se principalmente de peixes, cefalópodes (como polvos e lulas) e pequenos crustáceos, como krill. São predadores habilidosos na água e usam suas nadadeiras e bicos para capturar suas presas. Ao contrário do que muitos imaginam, essa espécie de pinguim não é polar e, por isso, não está adaptada a baixas temperaturas.

De acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas (em inglês, IUCN Red List ou Red Data List), o pinguim-de-magalhães está classificado no grupo “segura ou pouco preocupante”, (em inglês, least concern), que é a categoria de risco mais baixo. Espécies abundantes e amplamente distribuídas são incluídas nesta categoria. No entanto, a espécie sofre com os impactos da interação antrópica, a exemplo de outros animais marinhos, causados pela pesca, efeitos das mudanças climáticas e alterações no ambiente marinho.

O Instituto Argonauta reabilita pinguins desde o ano de 2012 em continuidade ao trabalho de reabilitação realizado pelo Aquário de Ubatuba desde 1996, que resgatou diversos pinguins-de-magalhães nos anos em que estiveram presentes na costa da região.

Gripe aviária

Importante ressaltar que os animais atendidos não apresentam sintomas de gripe aviária; no entanto, os procedimentos de cuidado devem ser rigorosamente seguidos para que os animais não sejam contaminados.

Além de não se aproximar do animal ao encontrar uma ave morta ou viva debilitada, a orientação para garantir segurança em relação a gripe aviária é, em caso de aves marinhas, ligar para o Instituto Argonauta (0800-642-3341 ou 12 99785-3615) e, em caso de aves terrestres, ligar para a Vigilância Sanitária de cada município.

É possível fazer uma observação distante, fotografando e filmando o comportamento do animal (para auxiliar as instituições no acionamento), mas não se aproximando em hipótese alguma. Também, se possível, tentar isolar a área e impedir o acesso de pessoas e animais enquanto aguarda a equipe técnica.

O que fazer ao encontrar um pinguim ⠀⠀

Se o animal estiver nadando, não se aproxime. Se ele estiver tentando sair da água, dê espaço, ele pode estar cansado. Agora, se o pinguim estiver na areia, é necessário chamar a equipe de atendimento. Isole a área para manter o animal afastado de curiosos, cachorros e urubus e não o coloque em contato com o gelo ou dentro do isopor.

Relax para não o estressar. Nunca tente alimentá-lo. Se possível, fotografe sem flash. Toda informação é importante para auxiliar na preservação destes animais.

Sobre o Instituto Argonauta | O @institutoargonauta foi fundado em 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba (@aquariodeubatuba.oficial) e reconhecido em 2007 como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O Instituto tem como objetivo a conservação do Meio Ambiente, em especial dos ecossistemas costeiros e marinhos. Para isso, apoia e desenvolve projetos de pesquisa, resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, dentre outras atividades.

Sobre o PMP-BS

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Os dados são do Projeto de Monitoramento da Bacia de Santos (PMP-BS), trecho 10, do Litoral Norte de São Paulo. Dados de 2023 contabilizados até o dia 17/07/2023. Imagem: Instituto Argonauta.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Argonauta monitora o Trecho 10, compreendido entre São Sebastião e Ubatuba. Para mais informações sobre o PMP-BS, consulte www.comunicabaciadesantos.com.br.

Seja um Argonauta

Venha conhecer o Museu da Vida Marinha @museudavidamarinha, na Avenida Governador Abreu Sodré, 1067 – Perequê-Açu, Ubatuba/SP, aberto diariamente.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800-642-3341 (horário comercial) ou diretamente para o Instituto Argonauta: (12) 3833-4863 – 3833-5789/(12) 3834-1382 (Aquário de Ubatuba)/(12) 3833-5753/(12) 99705-6506 e (12) 99785-3615 – WhatsApp.

Também é possível baixar gratuitamente o aplicativo Argonauta, disponível para os sistemas operacionais iOS (APP Store) e Android (Play Store). No aplicativo, o internauta pode informar ocorrências de animais marinhos debilitados ou mortos em sua região, bem como informar ainda problemas ambientais nas praias para que a equipe do Argonauta encaminhe a denúncia para os órgãos competentes.

Conheça mais sobre esse trabalho em www.institutoargonauta.org, www.facebook.com/InstitutoArgonauta e Instagram @institutoargonauta.

(Fonte: Instituto Argonauta)

Indaiatuba implanta programa ‘Vizinhança Solidária’ em mais um bairro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Guarda Civil de Indaiatuba, município da Região Metropolitana de Campinas, em conjunto com a Polícia Militar e o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança), implantou na noite de segunda-feira (24) mais uma célula do Programa Vizinhança Solidária. A reunião aconteceu com os moradores do bairro Vila Furlan. Atualmente, são mais de 100 células do programa no município, que visam promover a integração entre os vizinhos, criando um vínculo de cooperação e contato direto com as forças policiais.

Cada célula possui um grupo de WhatsApp, onde os moradores informam atitudes suspeitas para alertar os demais. Desde 2021, o Centro de Operações e Inteligência da Guarda Civil passou a fazer parte dos grupos de emergências do programa; dessa forma, sempre que alguém no grupo avisa algo suspeito, o COI imediatamente informa a viatura mais próxima do local da ocorrência para averiguar o chamado.

A medida tem como objetivo auxiliar no tempo de atendimento das viaturas da Guarda Civil na averiguação de atividades suspeitas e, com isso, os resultados têm sido muito positivos, com grande diminuição da criminalidade onde as células são implantadas.

(Fonte: Secretaria Municipal de Relações Institucionais e Comunicação)

Escritor denuncia uso de religião para disseminar discurso de ódio em livro de poemas

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: divulgação.

Em 10 de julho, a Justiça determinou a retirada das redes sociais de um vídeo com conteúdo discriminatório contra a população LGBTQIA+, que incitava a violência física contra esse grupo, proferido por um pastor nacionalmente conhecido durante um culto transmitido pela internet. A Justiça entendeu, em sua decisão, que o que se via na pregação divulgada nas redes sociais ultrapassava em muito a liberdade religiosa e de expressão. Em poemas de seu livro recém-lançado “O poeta toma a pólis” (Editora Patuá), o poeta e escritor Teofilo Tostes Daniel aborda o uso da religião como escudo para quem dissemina discursos de ódio.

No poema que encerra a primeira parte do livro, intitulado “Se eu acreditasse num deus”, o autor fala da incapacidade de crer num Deus “que é menos capaz/de acolher o múltiplo e o diverso/do que a própria humanidade”, afirmando por fim que se fosse tocado pela graça de crer, sua divindade seria “mais amor/do que o amor condicional/dos deuses/em que jamais fui capaz de crer”.

Mais adiante no livro, o tema dos usos da crença é abordado em poemas como “Inverdades não digo”, no qual Teofilo versifica “O contrário do sagrado/não é o profano,/mas a ignomínia/ cometida em nome da faca amolada/que é a fé/cega”. E volta com força no último poema do livro. Espelhado na estrutura da oração do “Pai nosso”, o poeta faz uma oração à incerteza, pedindo aos deuses e às deusas de todas as crenças que “santifiquem minhas dúvidas,/e multipliquem em meus olhos/perguntas e questionamentos”.

Em contraponto ao discurso dogmático que cria condenações, “O poeta toma a pólis” exalta a necessidade da exaltação do amor em todas as formas, aliando-se à tão atacada comunidade LGBTQIA+. Esse tema está presente já no poema de abertura do livro, intitulado “É urgente espalhar amor”, que chama a atenção para o fato de que “são tempos miseráveis/aqueles em que o amor/é motivo de escândalo e perplexidade,/e o ódio,/aplaudido de pé,/se alastra como uma praga/na boca e nas mãos de tantos/e na morte e no massacre/de quem ousa ser,/mesmo que involuntariamente,/o Outro.”

Num momento histórico repleto de desafios e urgências, após uma pandemia planetária de consequências catastróficas – em especial no nosso país – e com a humanidade tentando adiar o fim do mundo, por que a poesia ainda importa?

É a partir dessa pergunta central que nasce “O poeta toma a pólis”, obra em que a poesia ocupa um lugar de resistência e testemunho, além de servir de matéria essencial para sonhar um mundo onde a diversidade humana é celebrada.

Sobre o autor | Teofilo Tostes Daniel, nascido em 1979, é autor de “O poeta toma a pólis” (Patuá, 2023), “Trítonos – intervalos do delírio” (Patuá, 2015) e “Poemas para serem encenados” (Casa do Novo Autor, 2008). Tem ainda contos, poemas e artigos publicados em coletâneas, revistas literárias e culturais. É formado em Produção Editorial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e vive em São Paulo desde 2006, onde trabalha como analista de comunicação social do Ministério Público Federal. Faz ensaios abertos com palavras em http://teofilotostes.wordpress.com/.

Serviço:

Livro O poeta toma a pólis

Autor: Teofilo Tostes (@teofilotostes)

Editora: Patuá

Páginas: 136

Preço: R$45,00

Adquira o livro em: https://www.editorapatua.com.br/o-poeta-toma-a-polis-poemas-de-teofilo-tostes-daniel/p.

(Fonte: Aspas & Vírgulas)