Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Último espetáculo dirigido por Antunes Filho passa a integrar o acervo on-line do Sesc

São Paulo, por Kleber Patricio

Coleção “Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse”. Foto: Bob Sousa.

Desde 19 de julho (quarta-feira), o espetáculo teatral “Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse” (2018) – adaptação do diretor Antunes Filho para a peça do dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce – passa a integrar o acervo digital das Coleções e Acervos Históricos do CPT_SESC, realizado pelo Sesc Memórias, na plataforma do Sesc Digital.

Composta por fotos dos figurinos – feitas por Bob Sousa, após trabalho de higienização e reparos dos itens realizado pelo Sesc Memórias – além de fotos de cena e peças gráficas, a 18ª Coleção da série conta ainda com o vídeo do espetáculo e relatos de alguns integrantes da montagem – retirados da série “Decupando espetáculos”.

Foto: Matheus José Maria.

O espetáculo “Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse” foi o último dirigido pelo diretor. Ao lado de “Nossa Cidade” e “Blanche”, marca o retorno de Antunes a procedimentos característicos de sua obra, como a meticulosidade na composição dos atores e a depuração na transversalidade do coro, no ato de capturar o silêncio como um estado rumoroso, de dar volume aos vazios desenhados no espaço e projetados do interior das personagens” (Teatrojornal, a-solidao-povoada-de-antunes-filho).

Sua cenografia usa expedientes que parecem reforçar o estado psicológico das personagens, como o elemento quadriculado com fita crepe no chão para marcar precisamente a posição das cadeiras, fazendo um distanciamento perfeito entre elas, além de um painel suspenso no palco com um simulacro de vida vegetal. Simone Mina, cenógrafa e figurinista do espetáculo, relata que o quadriculado dava mais consistência para o plano de contenção que essas mulheres viviam, sempre à espera.

A Coleção visa promover a história construída pelo encenador Antunes Filho, proporcionando uma imersão nos detalhes e bastidores da peça. Além disso, a difusão do acervo – idealizado com a finalidade de preservar a memória do teatro e da cultura brasileira – pretende contribuir com estudiosos e estudantes de cultura em geral.

Foto: Matheus Jose Maria.

Sobre as Coleções e Acervos Históricos CPT_SESC | As Coleções e Acervos Históricos CPT_SESC trazem ao público seleções dos figurinos e outros itens de peças encenadas pelo CPT. Um minucioso trabalho de pesquisa possibilitou a recomposição e restauro de mais de 150 trajes cênicos compostos por cerca de 470 itens, de 19 espetáculos: “Eu Estava em Minha casa e Esperava que a Chuva Chegasse”, “Lamartine Babo”, “A Falecida Vapt-Vupt”, “Senhora dos Afogados”, “Macunaíma”, “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, “Antígona”, “Foi Carmen”, Fragmentos Troianos, Gilgamesh, Medeia, Medeia 2, Nossa Cidade, Toda Nudez Será “Castigada”, “Trono de Sangue”, ‘A Pedra do Reino”, “Vereda da Salvação” e “Xica da Silva”. Em seguida, os figurinos foram registrados pelo fotógrafo Bob Sousa e essas fotos são hoje o fio condutor das Coleções. Também está disponível uma Coleção dedicada aos Cartazes produzidos para a divulgação das montagens do grupo.

Sobre o Sesc Memórias | O Sesc Memórias atua, desde 2006, na coleta, higienização, organização, guarda e disponibilização da documentação produzida pela instituição com o propósito de preservar e difundir suas memórias. Integram seu acervo os registros produzidos desde a criação do Sesc, em 1946. São diversos gêneros, suportes e formatos de documentos que assinalam a ação finalística da instituição e seus processos de trabalho, como materiais de divulgação, fotografias, produtos institucionais e relatórios, entre outros. Seu acervo contribui para a reflexão acerca do trabalho desenvolvido pela instituição, bem como para a promoção de pesquisas e de produção de conhecimentos, na medida em que é acessível ao público interno e externo, reforçando a memória como um valor a ser cultivado.

CPT_SESC – 40 ANOS  

O Centro de Pesquisa Teatral foi criado em 1982 como laboratório permanente de criações teatrais, formação de atrizes, atores, dramaturgas e dramaturgos. Ao longo de quatro décadas, ganhou reconhecimento da crítica e de seus pares no Brasil e em outras partes do mundo como referência no fazer teatral. Foi coordenado por Antunes Filho por 37 anos, período no qual formou mais de mil profissionais das artes cênicas e apresentou 46 espetáculos. Em 2020, passado um ano da morte do diretor, o CPT expandiu suas ações em busca do constante desenvolvimento que o teatro contemporâneo exige, mantendo o diálogo com o seu legado.  A programação apresenta ciclos de debates, mostras digitais, cursos, podcasts e oficinas, entre outras atividades com artistas e técnicos de diversas formações e instâncias da produção teatral, a fim de buscar a realização de um trabalho interdisciplinar a que sempre se propôs o CPT_SESC.

Confira a programação completa no site do CPT_SESC  e nas redes sociais:/cptsesc.

Instagram Sesc Memórias.

Informações sobre as Coleções Digitais, Pesquisa e Memória do Sesc:  sescmemorias@sescsp.org.br.

Serviço: 

Eu Estava em Minha Casa e Esperava Que A Chuva Chegasse – Coleções e Acervos Históricos CPT_SESC  

[Disponível na plataforma Sesc Digital]

Acervo digital composto de fotos dos figurinos feitas pelo fotógrafo Bob Sousa a partir do trabalho de higienização e reparos do acervo realizado pelo Sesc Memórias e peças gráficas, além de relatos de participantes da série “Decupando espetáculos” e o vídeo do espetáculo na íntegra.

(Fonte: Assessoria de Imprensa CPT_SESC | Sesc Consolação)

Mais da metade da população da Amazônia Legal e Centro-Oeste sofre com poluição causada por queimadas, aponta estudo

Amazônia Legal, por Kleber Patricio

Foto: Marizilda Cruppe/Amazônia Real.

Mais de 20 milhões de habitantes da Amazônia Legal e do Centro-Oeste do Brasil convivem por mais de seis meses ao ano com poluição do ar constante gerada por queimadas na Floresta Amazônica. O levantamento foi feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT) com dados de satélite do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas em Médio Prazo analisados entre 2010 e 2019. Os resultados estão publicados na edição de sexta (28) da revista “Cadernos de Saúde Pública”.

Os incêndios, segundo observação dos cientistas, são provocados no processo de produção agropecuária. Esse tipo de queima de biomassa é uma das etapas para derrubada da floresta e gera partículas poluentes chamadas de material particulado fino. O estudo classifica a qualidade do ar de acordo com a Organização Mundial da Saúde, que determina que a concentração máxima aceitável desse material no ar é de 15 microgramas por metro cúbico em uma média diária. Acima disso, a concentração passa a ser de risco para a saúde humana.

Para efeitos de comparação, algumas áreas da região metropolitana da cidade de São Paulo convivem com níveis altos de poluição por até 80% dos dias do ano. Já a área estudada, que compreende as regiões Norte e Centro-Oeste mais o estado do Maranhão, conviveu quase inteiramente com níveis preocupantes de poluição por, pelo menos, metade do ano durante uma década. A área equivale a 68% do território brasileiro e conta com mais de 40 milhões de habitantes no total.

“É consolidado que a poluição faz mal à saúde. Sabemos que tem consequências cardiovasculares importantes e efeitos respiratórios”, afirma Eliane Ignotti, epidemiologista, professora da UNEMAT e uma das autoras do artigo. “Essa poluição por queima de biomassa interfere na qualidade de vida das pessoas”, avalia. Longe de ser esporádica, a exposição sofrida pela população amazônida, tanto de cidades pequenas quanto grandes, acontece todos os anos no período da seca. Por isso, os efeitos sobre a saúde e qualidade de vida da população também são sentidos ao longo do tempo.

Consequentemente, diz Ignotti, estes efeitos terão impacto sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) nas regiões afetadas. “Em termos de custo, serão milhões de reais, que poderiam ser usados para outras finalidades”, avalia a pesquisadora. Para os cientistas, a poluição na área monitorada piorou nos últimos cinco anos com a redução de políticas públicas voltadas para a preservação do meio ambiente. O artigo alerta que os municípios mais impactados pela má qualidade do ar estão na região conhecida como arco do desmatamento, que envolve Acre, Rondônia, sul do Amazonas e do Pará e norte do Mato Grosso.

O próximo passo da equipe é medir os impactos econômicos e sociais da elevada exposição da população brasileira à poluição do ar. “Os riscos de desenvolver problemas de saúde não são iguais para todos os indivíduos. Eles são maiores para os mais vulneráveis, ou seja, crianças, idosos e pessoas em vulnerabilidade social e econômica”, afirma Ignotti. “Mas é importante frisar que toda a população está exposta e os tomadores de decisão precisam ficar atentos”, conclui.

(Fonte: Agência Bori – pesquisa indexada no Scielo)

MIS recebe feira de adoção

São Paulo, por Kleber Patricio

Feira de adoção realizada no MIS em 2015. Foto: Leticia Godoy.

Venha conhecer seu novo melhor amigo. No dia 29 de julho, o Museu da Imagem e do Som (MIS) promove uma feira de adoção em parceria com o Cabana Burger. O Cabana Pet Festival, evento totalmente gratuito, será realizado em prol da ONG Amigos de São Francisco para o incentivo à adoção consciente e o combate aos maus tratos e ao abandono animal.

A programação da feira, que acontece na área externa do Museu, é destinada aos animais de estimação e contará com um pet place, distribuição de brindes e pontos de venda de hambúrguer e cerveja.

Sobre a ONG Amigos de São Francisco

A Amigos de São Francisco nasceu em março de 2012, ainda sem muita ideia de onde chegaria, nem de quantos animais teria a oportunidade de salvar. Hoje, são mais de 2.000 finais felizes e milhares de sorrisos acumulados promovendo a adoção de animais abandonados e a luta pelo combate aos maus tratos e a crueldade animal. Todos os protegidos são castrados, vacinados, vermifugados e saudáveis. Mais do que a nobre missão de levar alegria para a casa das pessoas, é poder fazer amigos com isso e assim espalhar a rede da família do bem – composta por adotantes, voluntários, padrinhos e parceiros. Saiba mais: https://amigosdesaofrancisco.com.br/ong.php.

Serviço:

Cabana Pet Festival no MIS

Local: Estacionamento e área externa

Data: 29/7, 10h às 18h

Ingresso: gratuito, sem necessidade de retirada antecipada

Classificação: Livre.

(Fonte: Museu da Imagem e do Som)

Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba está com vagas abertas para admissão de novos músicos

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba está com vagas abertas para admissão de novos músicos para a Camerata Filarmônica Jovem de Indaiatuba por meio de processo seletivo.

As inscrições já estão abertas, irão até o dia 29 de julho e podem ser feitas gratuitamente por meio de formulário do Google. Posteriormente, cada candidato deverá fazer uma audição presencial no dia 1º de agosto.

A Camerata Filarmônica Jovem é uma orquestra de cunho comunitário destinada a jovens músicos e amadores que desejem participar de uma orquestra. O repertório é variado e de nível intermediário, com temporada anual. A orquestra também conta com monitores músicos profissionais, que fazem um trabalho técnico e direcionado para os ensaios e concertos.

A direção artística e regência são de Natália Larangeira e a coordenação pedagógica, de Sabrina Passarelli.

(Fonte: Armazém da Notícia)

Santa Teresa MGallery traz nova edição do Art Project com exposição de Susi Sielski Cantarino

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Obra “Shalosh”. Imagens: divulgação.

A partir do dia 26 de julho, Susi Sielski Cantarino apresenta sua exposição “Conexões” com obras únicas no Hotel Santa Teresa MGallery. No seu bairro do coração, Susi faz uma viagem do passado e presente ao futuro intuitivo. Pilar importante para o empreendimento, a nova mostra marca o retorno do projeto Art Gallery, em que o hotel recebe obras de diferentes artistas, transformando os jardins, o lobby e outras áreas em uma verdadeira galeria de arte a céu aberto. A mostra disponibilizará 10% do lucro da venda das obras para a creche Cantinho Feliz, situada no bairro de Santa Teresa.

As obras apresentadas na mostra são resultado das centenas de experiências da artista. A conexão de Susi com o local é uma destas. O caminho a levou há muitos anos – quando morar no Rio não passava de um sonho – a um pedaço encantador em Santa Teresa, o chamado Hotel dos Descasados.

Em seu retorno ao hotel após 40 anos, Susi mostra suas obras de arte na exposição “Conexões”. Com o intuito de atiçar os sentidos do espectador com o uso de materiais diversos como terra, cristais, bambus, folhas e esculturas, prateleiras de aço se transformam em obras de desejo que honram o Ser e lençóis de infância estampam o rosto de uma poetisa pouco saudada pela sociedade hermética da sua época. Objet trouvé.

A proposta é resgatar memórias, traduzidas em cores e formas de técnicas diversas que conversam entre si, apesar de diferentes conteúdos que, como o ser humano, na sua diversidade, se fortalecem, se integram e emocionam de forma transcendente. Algumas obras são inéditas, outras viajaram em mostras pelo mundo em diferentes museus e galerias de arte, trazendo suas próprias experiências.

A artista  

Nascida em Buenos Aires e formada em Belas Artes em Israel, Susi é residente e artista plástica que representa o Brasil. Nomeada “Esta é Carioca” pelo prefeito Cesar Maia desde 1991, ela também é nomeada embaixadora do Rio pela fundação Cesgranrio, Rio de Janeiro. Em 2005 a artista também participou do Prêmio Internacional “Lorenzo il Magnifico” e ganhou a 2ª colocação na Bienal de Firenze na categoria técnica mista e instalação.

“Susi é uma mulher que se apresenta a si mesma como parte de seu mundo-arte. O toque das suas mãos é como pegadas impregnadas na textura das suas peças, que ao vê-las nos remete a imagem da artista manuseando suas obras. Seja na escolha temática de um projeto como Anima ou na amplidão de interesses diversos de seu afazer, a arte de Susi Cantarino é dizer e prazer” (2012, Athayde). Neste momento, a artista é diretora da Galeria Metara há 35 anos, reside e trabalha no bairro de Santa Teresa.

Serviço:

Aberto a visitação do dia 26/7 a 18/9 das 10h às 20h

Entrada gratuita

Endereço: R. Alm. Alexandrino, 660 – Santa Teresa, Rio de Janeiro – RJ.

(Fonte: Approach Comunicação)