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Turismo sustentável: práticas e destinos que se preocupam com o meio ambiente ganham força entre viajantes

São Paulo, por Kleber Patricio

Ao escolher destinos e práticas que promovem a sustentabilidade, os turistas estão contribuindo para a preservação do meio ambiente. Foto: jcomp/Freepik.

O turismo sustentável está se tornando cada vez mais fundamental para boa parte dos viajantes. Sendo uma das tendências verificadas no pós-pandemia, a preocupação com o meio ambiente passou a ser levada em conta na hora de planejar uma viagem. Segundo estudo da Allianz Partners, 50% dos entrevistados disseram que estão mais sensíveis ao impacto ambiental em suas viagens.

Os turistas agora buscam destinos com políticas e práticas favoráveis ao meio-ambiente, além de se preocuparem com os meios de transporte utilizados. Os adeptos das “viagens verdes” preferem viajar por meios de transporte que poluem menos e por distâncias menores.

Em outra pesquisa recente da Allianz Partners com viajantes de vários países, foi observado que mais de 56% planejam mudar a forma com que viajam para reduzir o impacto no meio ambiente. Além disso, a redução da pegada de carbono, que é a medida para calcular a emissão de gases na atmosfera, aparece como um fator importante para muitos na hora de planejar a viagem. De acordo com o estudo, 53% estão dispostos a gastar mais com transporte e acomodação para reduzir a pegada de carbono.

Muitos estão dispostos a optar por meios de transporte mais sustentáveis – como trens, bicicletas e caminhadas – sempre que possível. Consumidores já pensam em viagens mais lentas com meio de transportes alternativos, que são mais sustentáveis em comparação a viagens aéreas. Além disso, há um interesse crescente em hospedagens eco friendly, que utilizem fontes de energia renovável, pratiquem a reciclagem e tenham políticas de redução de desperdício.

Diante dessas mudanças de comportamento e expectativas dos turistas, alguns destinos ao redor do mundo estão respondendo de forma positiva, implementando políticas e práticas sustentáveis. O próprio setor de turismo começou a olhar para essas iniciativas como investimento para seus negócios, pensando em um diferencial que pode agregar valor. Além disso, é preciso proteger a natureza e a cultura local para manter o turismo e ampliar oportunidades para o futuro.

Com a crescente demanda por turismo sustentável, é evidente que os viajantes estão se tornando agentes de mudança positiva. Ao escolher destinos e práticas que promovem a sustentabilidade, os turistas estão contribuindo para a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento de comunidades locais. Esse novo jeito comprometido com o meio-ambiente não é apenas uma tendência passageira, mas sim uma abordagem fundamental para garantir a atividade turística a médio e longo prazo, preservando o ambiente e culturas locais que qualificam os destinos turísticos. Mas não é apenas o consumidor que deve fazer esse movimento.  É preciso um movimento de indústria e governos para guiar a tendência, reduzir o impacto ambiental e impulsionar as viagens sustentáveis, beneficiando pessoas e comunidades pelo mundo.

(Fonte: Rafael Costa, gerente de E-commerce Sênior na Allianz Partners Brasil e LatAm)

Articulações para a temporada 2023 da pesca de pirarucu no Amazonas mostram otimismo

Amazônia, por Kleber Patricio

Povo Deni no manejo sustentável de pirarucu. Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress.

Durante a reunião anual do Coletivo do Pirarucu – um grupo formado por diversas organizações e lideranças comunitárias que trabalham com o manejo do pirarucu em unidades de conservação, terras indígenas e áreas de acordo de pesca no Amazonas – foram discutidos os preparativos para a temporada da pesca em 2023. Este coletivo engloba áreas que produzem cerca de 50% do total de pirarucu oriundo de pesca manejada do Amazonas. O evento on-line foi realizado em julho e reuniu mais de 50 pessoas representando 18 organizações, entre associações comunitárias, organizações não governamentais de apoio direto na assessoria técnica e órgãos de governo.

Apesar das limitações de acesso à internet, o encontro contou com a sólida participação de lideranças de comunidades manejadoras. A Associação do Povo Deni do Rio Xeruã (Aspodex) e a Associação Indígena do Povo das Águas (AIPA), representando o povo Deni e o povo Paumari, respectivamente, integram o Coletivo e participaram ativamente da reunião.

Durante o encontro, a Aspodex expressou as suas articulações de parceria com os grupos de manejo vizinhos do Médio Juruá. Já a AIPA, aproveitou a presença de representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para enfatizar a necessidade que as ações de fiscalização nas Terras Indígenas sejam retomadas para apoiar a proteção territorial contra explorações ilegais e predatórias.

Previsões para a temporada da pesca em 2023

Povo Paumari no manejo sustentável de pirarucu. Foto: Adriano Gambarini/OPAN.

Durante a reunião, foi apresentado o levantamento dos números previstos para a pesca de 2023 no Amazonas. Até novembro, segundo dados do Ibama, estima-se que serão pescados 78.223 pirarucus. Destes, 34.589 peixes somente na área de atuação do Coletivo, envolvendo diretamente mais de 3.000 pessoas em diversas comunidades manejadoras do estado.

Com o apoio do projeto Raízes do Purus, realizado pela OPAN com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, os povos indígenas Paumari e Deni têm se dedicado de forma constante e progressiva ao fortalecimento de processos relacionados ao manejo sustentável de pirarucu, resultando em avanços significativos.

Somente nas terras indígenas do povo Paumari, a estimativa da AIPA é que sejam pescados 650 pirarucus até outubro deste ano, envolvendo diretamente cerca de 100 pessoas na atividade. Já na Terra Indígena Deni, a estimativa da Aspodex é que 150 pirarucus sejam pescados este ano, com a participação de mais de 200 pessoas.

A Aspodex e a AIPA integram o arranjo comercial Gosto da Amazônia, articulado pelo Coletivo e coordenado pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc). Essa iniciativa tem como objetivo principal garantir uma remuneração mais justa às comunidades que realizam o manejo do peixe, ao mesmo tempo em que desencoraja a atuação de atravessadores e exploradores, promovendo assim um comércio baseado em princípios de equidade e solidariedade.

Preços justos impulsionam a conservação e o comércio solidário do pirarucu

Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress.

O levantamento feito pelo Coletivo trouxe também um mapeamento dos acordos comerciais para a venda do pirarucu manejado, bem como os preços praticados em cada região, que variam entre R$5,00 e R$10,00 por kg do pirarucu pagos diretamente aos grupos de manejo. Adevaldo Dias, presidente do Memorial Chico Mendes e assessor da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), organização que lidera o arranjo comercial coletivo Gosto da Amazônia, fala sobre o preço pago pela Asproc aos manejadores. “O trabalho feito pela associação acaba atuando como um regulador de preços de mercado, pois ao pagar melhor as comunidades manejadoras pelo peixe manejado, inibe a ação dos atravessadores e exploradores e fortalece o comércio justo e solidário”, avalia.

(Fonte: DePropósito Comunicação de Causas)

Dan Galeria abre exposição “Seres”, em homenagem a Ivald Granato

São Paulo, por Kleber Patricio

Título: F-i-l-a. Técnica: acrílica sobre tela. Dimensões: 80 x 100 cm. Data: 1999. Foto: divulgação.

“Ivald Granato era e ponto final. Um artista que nasceu para as artes; um pintor que nasceu para as cores e pincéis. Um ser a serviço do fazer artístico cuja liberdade e experimentação foram marcas preponderantes de uma movimentada trajetória transdisciplinar”, afirma Daniel Rangel, curador da exposição “Seres”, que a Dan Galeria inaugura no dia 19 de agosto. A mostra traz para o público peças do Acervo Ivald Granato, empresa criada por sua família para conservar e difundir seu legado de 50 anos de dedicação rigorosa, livre, experimental e ininterrupta para a arte brasileira.

Granato, que morreu precocemente há sete anos, em julho de 2016, foi um artista plural. Pintor e um dos pioneiros na arte performance no Brasil, transitou entre desenho, pintura, escultura, performance, vídeo e múltiplos suportes, linguagens, estilos, lugares e pessoas. Conectado a todos os movimentos de vanguarda, para Rangel, ele foi um pop-surrealista na década de 1960, um performático-tropicalista na década de 1970, e um roqueiro-expressionista na década de 1980. Segundo Jacob Klintowitz, crítico de arte brasileiro, o artista tinha sua própria linguagem, intitulada por ele de “Granatês”.

Título: sem título. Técnica: lápis de cor e acrílica sobre tela. Dimensões: 110 x 160 cm. Data: 1993.

Em “Seres”, a curadoria explora esse universo inventado por Granato, marcado por sua força colorista, traços expressivos e uma constante pulsação rock and roll, que destaca os vários seres criados pelo artista. No recorte escolhido pelo curador, o figurativo, abrange meados dos anos 1980 até o ano 2000. “O figurativo está voltando com força total no mundo e por isso minha escolha. Mas Granato é tão múltiplo que poderia ter diversos outros recortes: só desenhos ou só abstratos ou só surrealistas e muitos outros”, complementa Rangel.

O recorte marca, contudo, uma época áurea do trabalho de Granato. Nesse período, seu atelier na Avenida Henrique Shaumann com a Avenida Brasil era um ponto de encontro dos mais efervescentes de São Paulo, reunindo a nata dos artistas e intelectuais. Em 1987, Granato foi capa da revista Veja São Paulo, que o chamou de “O Agitador dos Pincéis”. É para se destacar também o sucesso que ele fez na Alemanha, encantando inclusive a princesa Gloria Thurn und Taxis, que criou um atelier para o artista em seu castelo em Regensburg, de onde desenvolveu uma série de obras, algumas presentes nesta mostra.

A exposição evidencia como os Seres de Granato são únicos ao mesmo tempo em que estão conectados entre eles – a semelhança vai além da visualidade. Para o curador, as figuras retratadas incorporam trejeitos comuns, presentes na personalidade expansiva do artista. Nela o público encontrará possíveis autorretratos multifacetados, como um ‘pavilhão de eus’, citando o músico suíço Walter Smetak, além de esboços, cadernos do artista, anotações e mais objetos.

Título: Mulher. Técnica: acrílica e pastel sobre tela. Dimensões: 100 x 130 cm. Data: 1999.

Sobre a pintura figurativa, o curador explica que um resgate dela vem sendo feito, conduzida por uma crescente produção identitária na qual os artistas reproduzem seus entornos. O tão evidenciado atualmente “lugar de fala” na sociedade, incluindo o meio artístico, se torna necessário ao incorporar novas vozes, formas, cores e sons, cuja experiência é vívida e real.

“Desde os anos 1960 ou até mesmo desde Marcel Duchamp, ‘arte e vida’ se misturam e tangenciam a produção contemporânea. Nesse sentido, Granato representou o que ele era de fato a vanguarda. O espaço-ser da experimentação artística, cujo tempo é histórico e, por isso, circular, que incorpora o passado, revisitado aqui a partir de uma visão atual. Os Seres de Granato são a essência dele mesmo e de sua pintura”, afirma o curador.

A mostra marca a chegada do artista ao acervo da galeria, que segundo Peter Cohn, fundador da Dan, significa um resgate de um momento histórico da arte brasileira. “Ele é parte integrante deste movimento significativo que rompeu todas as barreiras após os concretistas e neoconcretistas”, explica. “Granato é um ícone do movimento vanguarda dos anos 70”. Para Peter, o artista é um dos líderes deste movimento por sua postura contundente e irreverente. Ulisses Cohn, que atua ao lado do pai na Dan Galeria, complementa: “Sua entrada na galeria dá continuidade para a evolução da arte brasileira que percorremos, como galeria de percurso”, pontua. “Ele vem completar a linha do tempo e ocupar o lugar da vanguarda, da expressão contestadora, da pluralidade estética. Renova nosso programa artístico”.

Título: Estranho. Técnica: acrílica e pastel sobre papel. Dimensões: 58 x 77 cm. Data: 1989.

A jornalista Alice Granato, filha do artista, dirige o Acervo e participa ativamente da exposição. Ela comemora o retorno do pai ao mercado de arte com a representação da Dan Galeria.  “Uma alegria ver a obra do meu pai viva, pulsante e com seu merecido lugar na história da arte”, afirma. “Ele deixou um legado de máxima importância e trabalhamos muito, minha família e eu, para preservar e difundir sua obra e memória”.

Sobre o Acervo Ivald Granato

Desde a morte de Ivald Granato, em 2016, sua família começa a trabalhar na preservação de sua obra e memória. Granato deixou um verdadeiro tesouro para as artes plásticas do Brasil e do mundo. Produziu de forma obsessiva e plural e construiu um acervo e arquivos grandiosos ao longo de meio século de trabalho. Em abril de 2017, foram iniciadas as atividades de conservação preventiva, gestão de risco, catalogação e acondicionamento de obras. Em 2018, foi criada a empresa Acervo Ivald Granato, com o objetivo de cuidar, preservar e divulgar o trabalho, a trajetória artística e sua memória. Estão à frente da empresa a viúva do artista, Laïs Granato, os três filhos de Granato, Alice, Diogo e Pedro, e seus enteados Nelson e Marcelo.

O Acervo tem uma atuação permanente nas redes sociais e mídias. Em 2019, foi realizada a primeira grande exposição após a morte do pintor, a retrospectiva no Sesc Belenzinho “My name is Ivald Granato – eu sou”, com curadoria de Daniel Rangel, que reuniu 500 obras, e produção de Ana Helena Curti e Fernando Lion. A família de Granato participou da exposição ao lado da equipe do Sesc. A exposição, de extrema importância e abrangência, mostrou as várias fases do seu trabalho e foi também uma grande homenagem à sua vida e obra. Trouxe um painel iconográfico sobre ele, 30 vídeo-entrevistas com artistas, amigos, jornalistas e críticos de arte, dirigidos por Alice Granato, reconstruiu seu atelier, com a ajuda de Diogo Granato, e teve também a colaboração de Pedro Granato em todas as esferas. A mostra exibiu três salas em Realidade Virtual idealizadas por Rangel e dirigidas por Tadeu Jungle.

Título: Pintor no Estúdio. Técnica: acrílica sobre tela. Dimensões: 139 x 194 cm. Data: 1992.

Ainda em 2019, quando o artista completaria 70 anos, é lançado o documentário “Granato 70”, de Rogério Gallo, no Canal Arte 1, com uma grande entrevista com Granato (gravada em 2010) ilustrada por suas obras e fotografias. Em 2020 a Mostra “My name is Ivald Granato – Eu sou” seguiu para o Sesc Guarulhos e ganhou o Prêmio Arcanjo de Cultura na categoria de artes visuais. O Acervo, que permanecia na casa-atelier de Granato desde sua morte, ganha agora uma sede própria na Vila Madalena, em São Paulo, com um trabalho contínuo de preservação e pesquisa da obra coordenado pela conservadora responsável Talita Desserie Santos e pela documentarista Fernanda Gonçalves. Somente o ano passado, com apoio do ProAC Expresso, foram tratados e digitalizados mais de cinco mil arquivos do artista, que estão disponíveis para pesquisa na página www.acervoivaldgranato.org.

Sobre a galeria

A Dan Galeria foi fundada em 1972, em São Paulo, por Gláucia e Peter Cohn. Nos primeiros anos de atividade, a galeria concentrou-se na arte moderna brasileira, apresentando obras de importantes artistas do movimento modernista de 1920, tais como Di Cavalcanti, Antonio Gomide, Ismael Nery e Tarsila do Amaral, entre outros. Ainda nos primeiros anos de funcionamento, artistas como Alfredo Volpi, Cícero Dias, Antonio Bandeira e Yolanda Mohalyi foram incorporados ao grupo representado pela galeria que, ao longo das últimas décadas, expandiu-se também para a produção internacional e para a arte contemporânea.

O departamento de arte contemporânea foi criado em 1985 por Flávio Cohn, filho do casal fundador. Posteriormente, seu irmão Ulisses Cohn também se associou ao quadro de direção da Dan. Juntando pesquisa histórica e sintonia com o mercado internacional, nos últimos vinte anos a galeria exibiu obras de Lygia Clark, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Gonçalo Ivo, Ascânio MMM, Macaparana e Sérgio Fingermann, e artistas internacionais, como Sol LeWitt, Antoni Tapies, Jesus Soto, Cesar Paternosto, Eduardo Stupía, Adolfo Estrada, Knopp Ferro, Ian Davenport, Max Bill, Joseph Albers, além dos britânicos Tony Cragg, Kenneth Martin e Mary Martin.

A Dan Galeria incluiu mais recentemente em sua seleção importantes artistas concretos: Francisco Sobrino, François Morellet e Getúlio Alviani, bem como os artistas geométricos abstratos históricos Sandu Darié, Salvador Corratgé, Wilfredo Arcay e Dolores Soldevilla, só para mencionar alguns dos cubanos do grupo Los Once (The Eleven). O fotógrafo brasileiro Cristiano Mascaro; os artistas José Spaniol e Teodoro Dias (Brasil); os internacionais Tony Cragg (G. Bretanha), Lab [AU] (Bélgica) e Jong Oh (Coréia) se juntaram ao departamento de Arte Contemporânea da galeria. A Dan Galeria sempre teve por propósito destacar artistas e movimentos brasileiros desde o início da década de 1920 até hoje. Ao mesmo tempo, mantém uma relação próxima com artistas internacionais, uma vez que os movimentos artísticos historicamente se entrelaçam e dialogam entre si sem fronteiras.

Serviço:

“Seres” – Ivald Granato 

Quando: 19 de agosto a 21 de outubro

Dan Galeria – Rua Estados Unidos, 1638 – São Paulo, SP

Horários: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre

Acesso para pessoas com mobilidade reduzida

E-mail: info@dangaleria.com.br.

(Fonte: A4&Holofote Comunicação)

Tivoli Ecoresort Praia do Forte promove turismo de observação de baleias Jubarte

Praia do Forte, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Imagine vivenciar uma experiência única ao observar as baleias jubarte no paraíso baiano. Nesse cenário deslumbrante, a beleza natural do local se mistura com um momento fascinante. Esses magníficos mamíferos percorrem uma incrível jornada de ida e volta de quase 9.000 km, partindo da Antártica até chegarem ao nosso país. Durante os meses de julho a outubro, eles procuram águas calmas e mornas no Brasil, onde podem acasalar e alimentar seus filhotes. No Tivoli Ecoresort Praia do Forte, os hóspedes têm a oportunidade de agendar um emocionante passeio em lanchas privativas, com saída da base náutica do hotel, para observar o comportamento dessas gigantes do mar.

O resort oferece essa atividade única, permitindo que os visitantes se aproximem das baleias e testemunhem de perto suas interações sociais. É uma oportunidade imperdível para os amantes da natureza e entusiastas da vida marinha aprofundarem os seus conhecimentos com os biólogos locais, além de ter um contato mais íntimo com essas magníficas criaturas em um ambiente paradisíaco como a Praia do Forte.

A imperdível experiência traz para adultos e crianças um momento de interação genuína com a natureza, proposta que vai ao encontro dos valores do hotel de preservação do meio ambiente.

Com duração de 2 horas, o passeio pode ser realizado por grupos de 2 a 6 pessoas. O valor para hóspedes adultos é de R$300,00, enquanto para hóspedes crianças até 10 anos o valor é de R$150,00.

Horário: 8h00/10h30/14h00, podendo sofrer alterações conforme condições do mar. Idade mínima recomendada: 5 anos com companhia dos pais.

Serviço:  

Tivoli Ecoresort Praia do Forte 

End.: Avenida do Farol s/nº, Praia do Forte | Bahia – Brasil

Tel: +55 (71) 3676-4000

Instagram: @Tivoliecoresort 

Facebook: @TivoliEcoresortPraiadoForte.

(Fonte: Pre4ssPass)

Geraldo Sarno ganha mostra de cinema gratuita no CCBB Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

“Viramundo” (1965), primeiro filme de Geraldo Sarno. Crédito: divulgação.

Do dia 19 de julho ao dia 7 de agosto de 2023, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro recebe a mostra “Retrospectiva Geraldo Sarno”, um grande inventário sobre a obra de um dos mais combativos cineastas brasileiros. Quase toda filmografia do homenageado estará disponível ao público. Ao todo, serão apresentados 26 filmes, entre curtas, médias e longas – além de um episódio de uma série ainda inédita, permitindo que o público mergulhe na obra de Geraldo Sarno, falecido em 2022, aos 83 anos, de Covid-19. A programação é inteiramente gratuita e inclui ainda mesas de debates presenciais, além de um catálogo online. A retrospectiva conclui sua trajetória no Rio de Janeiro após passar pelos CCBBs Brasília e São Paulo. O patrocínio é do Banco do Brasil.

Os curadores Ewerton Belico e Leonardo Amaral se empenharam no cuidado com a seleção das obras e na distribuição das mesmas na programação. Elaboraram, pois, uma retrospectiva inédita, incluindo documentários e ficções, de um diretor combativo perseguido pela ditadura militar e cuja carreira se estendeu por mais de 5 décadas, sempre empenhado em registrar as diversas faces da cultura tradicional brasileira: a religiosidade popular, a herança cultural e espiritual afro-brasileira, a literatura de cordel, os santeiros, a memória do cangaço, o artesanato e as formas de cantoria tradicional.

Ewerton Belico diz que “a mostra pretende fazer jus à importância histórica deste cineasta com uma carreira de mais de 50 anos e que é ainda pouco conhecido do grande público. Sua obra é marcada por impressionante consistência temática e notório engajamento político, atravessada pela preocupação com as permanências das culturas populares e dos efeitos da migração sobre as populações tradicionais. Embora pouco exibidos e, principalmente, raramente debatidos em âmbito nacional nos últimos anos, alguns dos filmes de Sarno foram analisados no calor da época por críticos e pesquisadores de grande relevância. Passados vários anos, é importante que seus filmes sejam revisitados e reprogramados a fim de se estabelecer novos diálogos e novas análises, sobretudo diante da quase ausência de exibições de trabalhos muito relevantes ao longo dos últimos anos. É importante destacar que toda programação da mostra é gratuita”.

Geraldo Sarno. Foto: divulgação.

Como pontos altos da mostra, os curadores ressaltam: “Sertânia”, premiado último dos longas dirigidos por Sarno, em sessão com acessibilidade moviereading; cópias novas de “Iaô” e “Plantar nas estrelas” feitas especialmente para a mostra, com apoio do CTAv; distribuição gratuita de DVDs com seis curtas de Geraldo Sarno na sessão de abertura com apoio do CTAv, responsável pela produção desse material, e a exibição de um episódio de “Sertão de Dentro”, série inédita dirigida por Geraldo Sarno.

A mostra “Gerado Sarna” realizará ainda um debate sobre “Documentário e tradição em Geraldo Sarno” com Bernardo Oliveira e Clara Flaksman, no dia 29 de julho, às 14h.

Debate sobre Documentário e Tradição em Geraldo Sarno

Data: 29/7

Horário: 14h

Palestrantes: Bernardo Oliveira e Clara Flaksman

Acessibilidade – Libras

Ementa: Geraldo Sarno foi em grande medida o cineasta das experiências – culturais e sociais – das comunidades tradicionais. Essa mesa irá discutir em que medida seu cinema é tocado pela religiosidades tradicionais, em especial àquelas de matriz africana.

SOBRE OS PALESTRANTES

Bernardo Oliveira | Professor adjunto da Faculdade de Educação da UFRJ, pesquisador, crítico de música e cinema, produtor. Possui Graduação em Filosofia pelo IFCS/UFRJ, Mestrado e doutorado em Filosofia pela PUC-RIO. Realizou Doutorado-sanduíche em Brown University e Pós-doutorado no IFCS/UFRJ, ambos explorando as relações entre cultura e política na obra de Nietzsche. Participa como colaborador do GEM – Grupo de Educação Multimídia (Letras/UFRJ), do LISE – Laboratório do Imaginário Social e Educação (Educação/UFRJ) e do NFC- Núcleo de Filosofias da Diferença (IFCS/UFRJ). É produtor do selo musical QTV Selo. Co-produziu o filme “Noite e Sutis Interferências”, de Paula Maria Gáitan e publicou “Tom Zé – Estudando o Samba” (Editora Cobogó) em dezembro de 2014.

Clara Flaksman | Doutora (2014) em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, possui graduação em Economia (2000) e mestrado (2007) em Antropologia Social pela mesma instituição. Possui um pós-doutorado (CNPq) na Universidade Federal da Bahia (2017-2018) e atualmente realiza um pós-doutorado (Faperj) no PPGAS/Museu Nacional/UFRJ. Desde 2008 pesquisa sobre religiões de matriz africana, com enfoque nos conceitos de noção de pessoa, relação e parentesco. Tem experiência de campo em Salvador, Bahia, no terreiro Ilê Iyá Omi Axé Iyamasé, conhecido como Gantois. Pesquisadora vinculada ao NAnSi (Núcleo de Antropologia Simétrica) do PPGAS/Museu Nacional e ao ECSAS (Núcleo de Estudos em Ciências Sociais, Ambiente e Saúde) do PPGCS/UFBA.

Hernani Heffner | Gerente da Cinemateca do MAM, montador e ator bissexto. Trabalhou como pesquisador e restaurador nos Estúdios Cinédia, é professor licenciado da Puc-Rio e foi Curador do festival Cine Música e da Mostra de Cinema de Ouro Preto. Idealizou a série “/lost+found”, sobre preservação de filmes.

Milena Manfredini | Cineasta, antropóloga, artista visual e curadora independente. Graduou-se em Antropologia pela PUC-Rio e em Cinema pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Atualmente realiza sua pesquisa de mestrado no programa de Cultura e Territorialidades da UFF, na linha Fronteiras e Produção de Sentidos. Dirigiu e roteirizou os filmes “Eu Preciso Destas Palavras Escrita” (2017); “Camelôs” (2018); “Guardião dos Caminhos” (2019); “De um lado do Atlântico” (2020) filme idealizado a convite do Instituto Moreira Salles para a chamada IMS Convida; “Mãe Celina de Xangô” (2021); e “Grandes Senhoras” (2022), filme desenvolvido como desdobramento da Residência Artística do Goethe-Institut. Tem participado de residências artísticas e produz videoartes para museus. Recentemente esteve com quatro trabalhos comissionados pelo MAR – Museu de Arte do Rio, na exposição “Crônicas Cariocas”. Atua como curadora em mostras e festivais de cinema e é idealizadora e curadora da Mostra de Cinema Narrativas Negras, projeto voltado à pesquisa, exibição e visibilização das filmografias negras. Também exerce as funções de pesquisadora, professora e consultora no campo audiovisual.

Sobre o CCBB RJ  

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o CCBB está instalado em um edifício histórico projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva. Marco da revitalização do centro histórico do Rio de Janeiro, o Centro Cultural mantém uma programação plural, regular e acessível nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Em 33 anos de atuação, foram mais de três mil projetos oferecidos ao público e, desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio de Janeiro entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. O prédio dispõe de três teatros, duas salas de cinema, cerca de dois mil metros quadrados de espaços expositivos, auditórios, salas multiuso e biblioteca com mais de 250 mil exemplares. Os visitantes contam ainda com restaurantes, cafeterias e loja, serviços com descontos exclusivos para clientes Banco do Brasil. O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro funciona de quarta a segunda, das 9h às 20h, e fecha às terças-feiras. Aos domingos, das 8h às 9h, o prédio e as exposições abrem em horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).

Ficha técnica:

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Produção: Anacoluto

Curadoria e coordenação: Ewerton Belico e Leonardo Amaral

Produção Executiva: Marisa Merlo

Empresa produtora: Anacoluto Produções.

SINOPSES

1 –Viramundo

(16mm/Digital, p&b, 38 minutos, 1965)

Sinopse: A chegada de nordestinos à cidade de São Paulo ilustrada com depoimentos dos próprios migrantes e músicas com letras de José Carlos Capinan. A busca do trabalho é o grande tema apresentado, e a partir dele, é possível perceber percursos de vidas que se cruzam em uma nova cidade, onde desemprego, caridade e religião ocupam a ordem do dia.

Classificação indicativa: Livre.

2 – Brasil Verdade

(16mm/Digital, p&b, 130 minutos, 1968)

Sinopses:

Compilação de quatro médias-metragens realizados entre 1964 e 1965 e lançados na forma de um longa de episódios em 1968 que veio a se tornar um dos clássicos do documentário brasileiro. A produção geral dos filmes foi de Thomas Farkas e todos eles tiveram músicas especialmente compostas por Gilberto Gil. Viramundo faz parte da complicação. Os outros são:

Memórias do cangaço | Com roteiro e direção de Paulo Gil Soares, trata sobre o Cangaço, movimento armado de bandoleiros que atuou no nordeste brasileiro na década de 1930, incluindo depoimentos de sobreviventes da luta (policiais e cangaceiros), análise do antropólogo Estácio de Lima e imagens originais de 1936, filmadas por Benjamim Abrahão, mascate que se infiltrou nas fileiras de Lampião.

Nossa escola de samba | Roteiro e direção de Manuel Horácio Gimenez, é um documentário social sobre o bairro carioca onde surge a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel: o cotidiano do morro, as transformações que ocorrem todo ano quando se aproxima o Carnaval, os preparativos, os ensaios e finalmente o desfile na avenida.

Subterrâneos do futebol | Roteirizado em 1964 por Celso Brandão (texto), Clarice Herzog, João Batista de Andrade, Francisco Ramalho Jr. e dirigido por Maurice Capovilla, são expostos a paixão brasileira pelo futebol, o sonho de ascensão econômica dos jovens pobres que tentam ingressar na carreira de jogador e a válvula de escape das tensões sociais da maioria da população torcedora. Imagens de grandes jogos no Maracanã e no Pacaembu (nas quais aparecem o árbitro Armando Marques), com destaque para Pelé e o Santos, campeão paulista de 1964. Cenas com vários jogadores que participaram daquela campanha pelo clube santista: Pepe, Toninho Guerreiro, Lima, Coutinho, dentre outros. Classificação indicativa: 12 anos

3 – Dramática popular | (35mm/Digital, p&b, 28 minutos, 1968)

Sinopse: Dirigido por Geraldo Sarno em 1969, é Dramática Popular, abordando a literatura de cordel e manifestações como zabumba, dança do maribondo e o bumba-meu-boi, teatro de rua que trata da vida, da morte e da mitologia sertaneja.

Classificação indicativa: Livre.

4 – Viva Cariri! | (35mm/Digital, colorido, 39 minutos, 1969)

Sinopse: Os confrontos e conflitos entre a cidade dos romeiros do Padre Cícero e as tentativas de desenvolvimento da região. Classificação indicativa: Livre.

5 – Vitalino/Lampião | (16mm/Digital, colorido, 9 minutos, 1969)

Sinopse: Dentre os artesãos do barro do Nordeste, o mais famoso, sem dúvida, foi Vitalino. A herança de sua arte se espalhou pela família. O filme se fixa na arte das mãos do mestre, através de seu filho, desde o instante em que pega o barro até quando o transforma numa imagem detalhada de Lampião, o rei do Cangaço, com todos os ícones de sua história.

Classificação Indicativa: Livre.

6 – Os Imaginários | (16mm/Digital, colorido, 9 minutos, 1970)

Sinopse: Os romeiros nordestinos têm o hábito de comprar imagens de personagens nos quais identificam um comportamento exemplar. Talhando a madeira para dar forma a estas figuras, os imaginários, artesãos que fazem imagens de personagens típicos do nordeste tradicional perpetuam uma tradição que se modificou com o tempo. As formas do artista tradicional se adaptar às exigências do mercado de turismo e a dissociação entre sua consciência e o significado real da obra a que se dedica. Classificação indicativa: Livre.

7 – O engenho | (16mm/Digital, p&b, 10 minutos, 1970)

Sinopse: A fabricação da rapadura – açúcar mascavo em forma de tijolos – em um engenho do Vale do Cariri no Ceará. A plantação da cana-de-açúcar em rico solo de massapê, o atraso tecnológico da produção em relação ao litoral, e o consumo final do produto no comércio local. Classificação indicativa: Livre.

8 – A cantoria | (16mm/Digital, colorido, 15 minutos, 1970)

Sinopse: Os cantadores profissionais Severino Pinto e Lourival Batista se encontram para uma disputa poética, desafios de repente na fazenda Três Irmãos em Caruaru, Pernambuco. Do encontro desenrolam-se Sextilhas, Dez pés a quadrão, Mourão, Martelo e Gemedeira, gêneros de cantoria marcados pela fidelidade às formas tradicionais do improviso e do canto. Classificação indicativa: Livre.

9 – Jornal do Sertão | (16mm/Digital, P&B, 15 minutos, 1970)

Sinopse: Através dos improvisos dos cantores-repentistas e da literatura de cordel, uma visão de como essa forma cultural se transforma num verdadeiro jornal do sertão. Classificação: Livre.

10 – Herança do Nordeste | (16mm/Digital, colorido, 82 minutos, 1972)

Sinopse: O filme documenta aspectos diversos da cultura e da economia do Nordeste, registrando uma realidade em rápida transformação. Abrangem cinco capítulos que relatam o que de mais típico tem a região.

Casa de farinha | Dirigido por Geraldo Sarno, o documentário apresenta o processo de fabricação de farinha sertaneja.

O rastejador | Dirigido por Sérgio Muniz, o documentário mostra a profissão de rastejador no Nordeste.

Erva bruxa | Dirigido por Paulo Gil Soares, a produção de fumo tipo Bahia-Brasil é mostrada no documentário.

Jaramantaia | Dirigido por Paulo Gil Soares, o filme apresenta um dia de trabalho numa fazenda.

Padre Cícero | Dirigido por Geraldo Sarno, o documentário apresenta a figura icônica Padre Cícero, alvo catalisador da religiosidade da região nordeste. Classificação indicativa: Livre.

11 – Semana de Arte Moderna

(16mm/Digital, colorido, 54 minutos, 1972)

Sinopse: Este documentário aborda o que ficou definitivamente sepultado naqueles sete dias de 1922 e o que permaneceu vivo até hoje, ressaltando o significado de Tarsila do Amaral, Mario de Andrade, Di Cavalcanti e outros nomes. Classificação indicativa: Livre.

12 – O Picapau Amarelo | (35mm/Digital, colorido, 82 minutos, 1972)

Sinopse: O Visconde de Sabugosa está trancado na biblioteca escrevendo uma enciclopédia sobre os personagens das fábulas infantis. Dona Benta recebe uma carta do Pequeno Polegar, escrita em uma pétala de rosa em que ele, constatando que os habitantes do mundo das fábulas estão esquecidos nos livros das estantes, solicita que todos morem no Sítio do Picapau Amarelo. Emília e as crianças adoram a ideia e Dona Benta responde que sim. Eles se mudam. O Capitão Gancho aprisiona o príncipe da Branca de Neve e exige resgate em ouro. O Visconde de Sabugosa vai ter com Gancho e o convida para comer bolinhos de fubá no Sítio. Enquanto isto, Pedrinho e Narizinho convencem Sancho Pança a se fazer passar pelo Capitão Gancho, enganar os piratas e ordenar a soltura do príncipe. Este, quando se vê livre, cai perto de um jacaré e é comido. Branca de Neve chora inconsolada. O Capitão Gancho descobre que foi ludibriado e foge furioso, jurando vingança. Emília quer ajudar Branca de Neve. Pega o arco e a flecha de Cupido e promove o romance de Branca de Neve com o Príncipe. O Capitão Gancho volta e toma o Sítio. Todos os personagens das fábulas querem arrumar uma solução para a situação. Don Quixote diz que derrotará o pirata, mas cai numa armadilha e é preso, juntamente com todos do Sítio do Picapau Amarelo. O Visconde enlouquece, por causa do excesso de cultura. Ele, Emília e as crianças cheiram pó de pirlimpimpim e se transportam atrás de Hércules, para buscar ajuda. O Visconde toma banho em uma panela para limpar o excesso de cultura e voltar ao normal. Hércules resolve se banhar no caldo do Visconde e fica horrivelmente culto e, por conseguinte, inútil para salvar o Sítio. Emília, Narizinho e Pedrinho decidem enfrentar o pirata sozinhos. Eles conseguem afugentar o Capitão Gancho, com a ajuda de um jacaré e estilingues. Finalmente a vida no Sítio do Picapau Amarelo volta ao normal. Classificação indicativa: Livre.

13 – Segunda-feira | (16mm/Digital, colorido, 11 minutos, 1975)

Sinopse: Um documentário que Sarno realizou em 1975 na Feira de Caruaru, Pernambuco, esmiúça as particularidades desses mercados a céu aberto, com seus rostos, canções populares e grande sorte de produtos à venda, vinculando esses ambientes à mais genuína cultura brasileira. Classificação indicativa: Livre.

14 – Iaô | (35mm/Digital, colorido, 70 minutos, 1976)

Sinopse: Africanos da língua ‘Iorubá’ originários da costa ocidental foram trazidos para o Brasil a fim de trabalhar nos engenhos, nas minas e nos serviços domésticos. Seus descendentes até hoje conservam suas tradições, que sobreviveram às ofensivas da cultura dos brancos. Classificação indicativa: 16 anos.

15 – Espaço Sagrado | (16mm/Digital, colorido, 17 minutos, 1976)

Sinopse: O culto dos orixás no terreiro, na cidade de Cachoeira, Recôncavo Baiano. A casa de Exu e a comida sagrada. A camarinha, as ervas para fins rituais e os presentes para Yemanjá. Classificação indicativa: Livre.

16 – Coronel Delmiro Gouveia | (35mm/Digital, colorido, 90 minutos, 1978)

Sinopse: Delmiro Gouveia é um homem rico e influente que decide ingressar na carreira política contra os tradicionais mandachuvas de Recife. Por ser idealista e populista, ele é expulso da cidade e acolhido no interior por um poderosíssimo coronel. No novo lar, ele planeja montar uma indústria bem no meio do sertão, e mais uma vez encontra poderosos inimigos em sua empreitada. Classificação indicativa: Livre.

17 – Casa Grande e Senzala | (35mm/Digital, colorido, 90 minutos, 1978)

Sinopse: Sobre o livro “Casa Grande e Senzala”, de Gilberto Freyre, publicado em 1933, obra que marcou uma nova fase estudos de Sociologia e Antropologia Social no Brasil. Análise da sociedade patriarcal, escravocata e latifundiária, essencial ao estudo da formação da sociedade e do homem brasileiro. Classificação indicativa: Livre.

18 – Plantar nas estrelas | (16mm/Digital, colorido, 17 minutos 1979)

Sinopse: Moçambique, ex-colônia portuguesa na África, independente desde 1975, é um país que busca seu próprio caminho lutando pela erradicação do analfabetismo e a reconquista de seus valores culturais. A prática da discussão comunitária e a educação pelo cinema são amplamente utilizadas nas aldeias. (…) o funcionamento da escola, o trabalho comunitário e as manifestações culturais deste povo. Classificação indicativa: Livre.

19 – Eu carrego um sertão dentro de mim | (16mm/Digital, colorido, 14 minutos, 1980)

Sinopse: Com narração baseada em texto de João Guimarães Rosa, são apresentados aspectos do sertão nordestino com depoimentos de Mestre Noza, um imaginário, artesão que se dedica ao artesanato em madeira produzindo imagens para os romeiros; declamação de versos e cantoria na voz de Severino Pinto, cantador profissional de repente; “o Coronel” Chico Heráclio, dono de terras e pai de dois deputados. Vaqueiros em cantoria feita por Raimundo Silvestre dos Santos. Classificação indicativa: Livre.

20 – O Coco de Macalé | (Vídeo, colorido, 40 minutos, 1982)

Sinopse: Documentário sobre Jards Macalé. Classificação indicativa: 14 anos.

21 – A Terra Queima | (35mm/Digital, colorido, 58 minutos, 1984)

Sinopse: O Nordeste é uma questão nacional em muitos sentidos. Não foi o clima que produziu o Nordeste como problemas, mas os senhores donos de terra, gente de carne e osso que vive no chão e não nas nuvens. Nenhuma fatalidade obrigou o Nordeste a trabalhar a cana-de-açúcar, a plantar o algodão, a criar o gado, mas os mesmos senhores de terra. O Nordeste não inventou o trabalho escravo, nem a exploração do trabalho das mulheres e das crianças, nem os imensos latifúndios. Foram os senhores donos da terra que para cá vieram e cá ficaram. O fato de não chover não produz miséria, assim como o fato de chover não produz riqueza. São os homens concretos. Por isso milhões de nordestinos ficaram sem trabalhar; assim se produziu a migração. Antes que o sol queimasse as costas dos imigrantes, queimou-se o fogo da concentração da terra. Classificação indicativa: 12 anos.

22 – Deus é um fogo | (16m/Digital, colorido, 80 minutos, 1992)

Sinopse: O movimento católico da Teologia da Libertação. Classificação indicativa: Livre.

23 – Tudo isto me parece um sonho | (Digital/Digital, colorido, 150 minutos, 2008)

Sinopse: Documentário e ficção se unem para realizar pesquisa sobre a vida do General Abreu e Lima, pernambucano que participou, ao lado de Bolívar, de batalhas que libertaram Colômbia, Venezuela e Peru da coroa espanhola. Classificação indicativa: 14 anos.

24 – O Último Romance de Balzac | (Digital, colorido, 74 minutos, 2010)

Sinopse: Médico e médium espírita, Waldo Vieira psicografou, em 1965, o romance “Cristo Espera por Ti”, atribuído ao escritor francês Honoré de Balzac. O filme retrata a polêmica em torno da obra, mesclando documentário e ficção. Classificação indicativa: 12 anos.

25 – Sertânia | (Digital, colorido, 97 minutos, 2018)

Sinopse: Quando o bando de Jesuíno invade a cidade de Sertânia, Antão é ferido, preso e morto. O filme projeta a mente febril e delirante de Antão, que rememora os acontecimentos. Classificação indicativa: 16 anos.

26 – Sertão de Dentro | (Digital, colorido, 52 minutos, 2023)

Sinopse: Episódio inédito de série dirigida por Geraldo Sarno que revisita temas caros à sua carreira. Neste episódio, Sarno investiga a presença sertaneja na cidade de São Paulo, desde artistas até militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. Classificação indicativa: 10 anos.

Programação:

FILMES

Quarta, 26/7

18h Vitalino Lampião (9’, 1969) | Herança do Nordeste (82’, Geraldo Sarno, Sérgio Muniz, Paulo Gil Soares, 1972) | Livre.

Quinta, 27/7

16h Os imaginários / Viramundo / Viva Cariri! (Livre)

18h15 Coronel Delmiro Gouveia (78′, 1990) | Livre.

Sexta, 28/7

16h Casa Grande e Senzala (15’, 1978) | Deus é um fogo (80’, 1987) | Livre

18h15 Brasil Verdade (130’, Geraldo Sarno, Paulo Gil Soares, Manuel Horácio Gimenez, Maurice Capovilla, 1968) | Livre.

Sábado, 29/7

15h Debate sobre Documentário e Tradição em Geraldo Sarno | Livre

18h O Picapau Amarelo (82’, 1972) | Livre.

Domingo, 30/7

15h Sertão de Dentro (52′, 2023) | 10 anos

17h15 Tudo Isto me Parece um Sonho (150′, 2008) | 14 anos.

Segunda, 31/7

18h Jornal do Sertão (15’, 1970) | O Engenho (10’, 1970) | A Cantoria (15’, 1970)

Segunda-feira (11’, 1975) | Plantar nas Estrelas (17’, 1979) | Livre.

Quarta, 2/8

18h Eu Carrego um Sertão Dentro de Mim (14′, 1980) | A Terra Queima (58’, 1984) | Livre.

Quinta, 3/8

16h O Picapau Amarelo (82’, 1972) | Livre

18h15 O Coco de Macalé (12′, 1982) | Último Romance de Balzac (74’, 2010) | 12 anos.

Sexta, 4/8

16h Espaço Sagrado (17’, 1976) | Iaô (17’, 1976) | 16 anos

18h15 Jornal do Sertão (15’, 1970) | O Engenho (10’, 1970) | A Cantoria (15’, 1970)

Segunda-feira (11’, 1975) | Plantar nas Estrelas (17’, 1979) | Livre.

Sábado, 5/8

14h Sertânia (97′, 2020) | 16 anos*

*Sessão com Libras, LSE e audiodescrição pelo App MovieReading

16h30 Vitalino Lampião (9’, 1969) | Herança do Nordeste (82’, Geraldo Sarno, Sérgio Muniz, Paulo Gil Soares, 1972) | Livre.

Domingo, 6/8

14h Casa Grande e Senzala (15’, 1978) | Deus é um fogo (80’, 1987) | Livre

16h30 Os imaginários / Viramundo / Viva Cariri! (Livre).

Segunda, 7/8

18h Dramática Popular (28′, 1968) | Semana de Arte Moderna (58’, 1972) | Livre.

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Sábado, 29/7 – 15h

Debate sobre Documentário e Tradição em Geraldo Sarno

Palestrantes: Bernardo Oliveira (UFRJ) e Clara Flaksman (UFRJ), Ewerton Belico (mediador)

Ementa: Geraldo Sarno foi em grande medida o cineasta das experiências – culturais e sociais – das comunidades tradicionais. Essa mesa irá discutir em que medida seu cinema é tocado pela religiosidades tradicionais, em especial àquelas de matriz africana.

Acessibilidade: Libras.

Serviço:

Mostra Retrospectiva Geraldo Sarno

19 de julho a 7 de agosto 2023

Programação gratuita

Ingressos: disponíveis na bilheteria do CCBB ou em bb.com.br/cultura

Classificação indicativa: consultar programação

Site: bb.com.br/cultura e www.anacoluto.art/retrospectivageraldosarno-mostra.

Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Contato: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br.

(Fonte: Alexandre Aquino Assessoria de Imprensa)