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Inspirada no livro homônimo de Manoel Soares, peça “Para Meu Amigo Branco” tem estreia lotada no RJ

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Dirigida por Rodrigo França e Mery Delmond, a peça “Para meu Amigo Branco”, vencedora do Edital Sesc RJ Pulsar 2022, estreou na quarta (27), na Arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de Manoel Soares e convidados especiais. A obra traz reflexões importantes sobre a construção do racismo estrutural na sociedade brasileira. A trama trata de um episódio de racismo entre crianças da escola. A menina Zuri, de 8 anos, é chamada pelo coleguinha de “negra fedorenta da cor de cocô”. Ao solicitar explicações à escola, o pai da menina, Monsueto, descobre que o racismo sofrido por sua filha estava sendo tratado como “coisa de criança” – bullying.

Manoel destaca que a peça é pensada para todos, tendo como objetivo desconstruir o racismo estrutural no país: “Quem tiver a oportunidade de ir ao Teatro do Sesc Copacabana assistir ‘Para Meu Amigo Branco’ vai ver que lutar por um ambiente menos racista é mais simples do que parece. A peça mostra como os argumentos do racismo são frágeis e fáceis de quebrar”, completa Manoel.

A ideia da peça é discutir o racismo a partir do afeto, uma perspectiva adotada por Manoel na obra que inspira a peça, mas também, adicionar novas camadas a reflexão a partir da visão de Rodrigo e Mery, os diretores. A idealização e produção do espetáculo são do diretor, produtor teatral e jornalista João Bernardo Caldeira, para quem Manoel contou, numa entrevista, o caso de racismo que viveu com um de seus filhos na escola. “Quando o João me procurou para transformar em uma peça de teatro, eu fiquei surpreso, até receoso, porque achei que não teríamos um grupo de pessoas com a coragem de levar esse questionamento para os palcos”, conta Manoel. “A sua insistência e a chegada do Rodrigo me mostraram que essa história não era mais minha, mas das pessoas, uma construção que vem de longe, como diz Conceição Evaristo”.

A peça tem sessões de quinta a domingo, às 20h, até 20 de agosto.

Serviço:

“Para meu amigo branco”

Gênero: drama

Temporada: de 27 de julho a 20 de agosto de 2023

Dias e horários: de quinta a domingo, às 20h

Local: Arena do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$7,50 (associado do Sesc), R$15 (meia-entrada), R$30 (inteira)

Informações: (21) 2547-0156

Lotação: 242 lugares

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 70 min

Bilheteria – horário de funcionamento: terça a domingo, das 14h às 20h.

(Fonte: Evva Comunicação)

Planícies alagadas da Amazônia podem virar savanas por causa da instabilidade do lençol freático

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

Áreas da Amazônia com grandes períodos de inundações ao longo do ano, como as planícies de inundação do Alto Rio Negro, da região dos rios Purus e Madeira e do rio Amazonas, podem se transformar em savanas ao longo deste século por causa do aumento na instabilidade do seu lençol freático. É o que constata estudo publicado na segunda (7) na revista “PNAS”, feito por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com universidades do exterior; entre elas, a Rutgers University, dos Estados Unidos.

A pesquisa revela que a variação de profundidade das águas subterrâneas influencia se floresta ou savana será predominante em áreas da América do Sul com provável ocorrência desses tipos de vegetação. A vegetação de savana, por exemplo, é favorecida por um lençol freático mais instável, caracterizado pela alternância entre grandes períodos de secas e encharcamento ao longo do ano.

No estudo, os pesquisadores partiram de dados sobre chuva, topografia, tipo de solo e relevo para construir um modelo matemático que representa a profundidade mensal do lençol freático em áreas tropicais da América do Sul, como a Amazônia e o Pantanal brasileiro. Dados de 2004 a 2018 permitiram englobar períodos de grande variabilidade climática. Essas informações foram cruzadas com observações de satélite sobre a vegetação predominante em cada área.

A literatura já reconhece os regimes de chuva como determinantes para a separação entre Cerrado e Amazônia, lembra Caio Mattos, autor da tese que deu origem ao artigo e atualmente pesquisador da Universidade de Princeton e do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), nos Estados Unidos. O novo estudo, por sua vez, aponta a contribuição da água armazenada pelo solo para a coexistência de savanas e florestas. “A partir de estudos locais, a gente sabia que o lençol freático afetava a distribuição da vegetação, mas isto nunca tinha sido verificado na escala de toda a América do Sul”, explica o cientista.

O lençol freático estável envolve maior previsibilidade. Ele mantém-se profundo ou raso e é regulado mais diretamente pelo relevo. “Já os lençóis instáveis são mais influenciados pela chuva e têm ampla variação de profundidade, podendo estar próximos à superfície na estação chuvosa descendo até dez metros na estação seca”, ressalta Mattos. “Encontramos muito raramente espécies de árvores que conseguem tolerar tanto o encharcamento como a seca, pois as estratégias para contornar ambos são quase incompatíveis e exigem muito gasto energético”, aponta o pesquisador. Já as gramíneas da savana conseguem armazenar seus nutrientes nas raízes até uma situação mais favorável para criar novas folhas, demandando menos energia para sobreviver.

O modelo formulado pelos pesquisadores mostra que planícies alagadas por grandes rios no interior da Amazônia podem ser expostas a um duplo estresse para o qual não estão preparadas, em projeções de aumento da estação seca e diminuição das chuvas na região entre os anos de 2090 e 2100. Mattos frisa que esses solos têm muita matéria orgânica e guardam grandes quantidades de carbono, ali mantidas enquanto há um alagamento permanente. “Uma vez em contato com o oxigênio da atmosfera, esse carbono pode reforçar os efeitos das mudanças climáticas”.

O pesquisador avalia que novos estudos devem ser feitos considerando cada tipo de floresta e levando em conta as características do lençol freático junto com a chuva. “Nenhum modelo hoje leva em conta a perda da porção oeste da Amazônia. Temos que prestar atenção e estudar mais os efeitos de um colapso da floresta nesta região que achávamos estar protegida – e talvez não esteja”, observa Mattos.

(Fonte: Agência Bori)

Segundo Boletim do Lixo, São Sebastião se destaca no litoral norte pelas praias limpas

São Sebastião, por Kleber Patricio

Foto da Praia de Santiago, em São Sebastião, capturada pela equipe do Instituto Argonauta no mês de junho, sem evidência de lixo. Foto: Instituto Argonauta.

As últimas edições do Boletim do Lixo (55ª e 56ª), publicadas pelo Instituto Argonauta em conjunto com o Aquário de Ubatuba, evidenciaram que o município de São Sebastião se destacou no litoral norte pela baixa quantidade de resíduos encontrados nas praias da região. A retirada do lixo é realizada pelas equipes do Instituto Argonauta, aproveitando os esforços de monitoramento da fauna marinha. Ao todo, são monitoradas mensalmente 130 praias da região, sendo 31 em São Sebastião. No mês de maio, foram recolhidos 51,5 kg de lixo nas praias do município, seguidos de 15,5 kg no mês de junho, totalizando 67 kg; ou seja, 1kg de lixo diário retirado no período de dois meses em todas as 31 praias da cidade.

A equipe observa toda a faixa de areia, faz o registro fotográfico indicando a situação do local e classifica de acordo com a metodologia proposta, categorizando em quatro categorias, que são: ausente, quando não há evidência de lixo; traço, predominantemente ausente, mas com a presença de alguns itens espalhados; inaceitável, amplamente distribuído com algumas acumulações de lixo, e caótico, pesadamente contaminado com várias acumulações de resíduos. Além disso, considerando os dados do Boletim do Lixo no período de 2016 até este ano, a cidade também se destacou entre as demais cidades da região no ranking de praias mais limpas, e conquistou o primeiro lugar na região do ranking das praias com a categoria “ausente”, ou seja, quando não há evidência de lixo.

Segundo o oceanógrafo Hugo Gallo, presidente do Instituto Argonauta, “a posição de destaque do município de São Sebastião é um resultado do trabalho conjunto do poder público municipal, ONGs e população, que atuam na limpeza e conscientização de toda sociedade”.

O lixo marinho é uma preocupação do Instituto Argonauta que, desde 2016, somando esforços com outros projetos desenvolvidos pela instituição, coleta, tria (sistematicamente) e analisa diariamente os lixos que são encontrados nas praias do litoral norte paulista por meio de técnicos e monitores.

O Boletim do Lixo foi desenvolvido pelo Instituto Argonauta, em parceria com o Aquário de Ubatuba, com o objetivo de informar mensalmente a situação das praias do litoral Norte de São Paulo com relação à presença de lixo.

O Aquário de Ubatuba, o Instituto Argonauta e o Projeto Tamar foram as primeiras instituições a trabalhar na problemática do lixo marinho no Brasil e na região do Litoral Norte.

O Instituto Argonauta atua na região há 23 anos em parceria com o Aquário de Ubatuba por meio da sensibilização e conscientização em relação a problemática dos resíduos sólidos no ambiente marinho.

O boletim do lixo pode ser acessado na íntegra pelo site da instituição: https://institutoargonauta.org/publicacoes.

Sobre o Instituto Argonauta | O Instituto Argonauta foi fundado em 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba e reconhecido em 2007 como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O Instituto tem como objetivo a conservação do Meio Ambiente; em especial, a conservação dos ecossistemas costeiros e marinhos. Para isso, apoia e desenvolve projetos de pesquisa, resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, entre outras atividades. O Instituto Argonauta também é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

Sobre o Aquário de Ubatuba | É o primeiro privado do Brasil aberto à visitação do público e pioneiro no conceito de educação ambiental por meio do contato direto com animais. Destaca-se no país pelos projetos e realizações ao longo de 24 anos, completados em fevereiro do ano passado, e é pioneiro em ter elasmobrânquios sob cuidados humanos, um tanque de águas vivas e um tanque de contato no Brasil. A instituição ainda possui certificado de bem-estar animal emitido pela Associação dos Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) em parceria com a Wild Welfare Worldwide e é premiada e reconhecida por iniciativas práticas de conservação e por ter sido a primeira em colocar em exercício iniciativas sustentáveis. Atende gratuitamente estudantes de escolas públicas da cidade mediante capacitação de professores.

O Aquário de Ubatuba é aberto todos os dias, das 10h às 22h, e contém o Selo Turismo Responsável. O endereço é Rua Guarani, 859, Itaguá, Ubatuba/SP e o telefone para contato, (12) 3834-1382.

Conheça mais sobre o Aquário em: aquariodeubatuba.com.br, https://www.facebook.com/aquaubatuba e Instagram: @aquariodeubatuba.oficial.

Seja um Argonauta

Venha conhecer o Museu da Vida Marinha @museudavidamarinha, na Avenida Governador Abreu Sodré, 1067 – Perequê-Açu, Ubatuba/SP, aberto diariamente.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800-642-3341 (horário comercial) ou diretamente para o Instituto Argonauta: (12) 3833-4863 – 3833-5789/ (12) 3834-1382 (Aquário de Ubatuba)/ (12) 3833-5753/ (12) 99705-6506 e (12) 99785-3615 – WhatsApp.

Também é possível baixar gratuitamente o aplicativo Argonauta, disponível para os sistemas operacionais iOS (APP Store) e Android (Play Store). No aplicativo, o internauta pode informar ocorrências de animais marinhos debilitados ou mortos em sua região, bem como informar ainda problemas ambientais nas praias para que a equipe do Argonauta encaminhe a denúncia para os órgãos competentes.

Conheça mais sobre esse trabalho em www.institutoargonauta.org, www.facebook.com/InstitutoArgonauta e Instagram: @institutoargonauta.

(Fonte: Instituto Argonauta).

“O País que perdeu as cores” faz nova temporada no Teatro Cacilda Becker

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Giovana Pasquini.

O espetáculo infanto-juvenil “O País que perdeu as cores” traz para cena quinze artistas, entre atores e atrizes, músicos e intérpretes de libras, para contar a história de um povo surpreendido na Feira de Solstício de Verão pelo desaparecimento da Velha Presidenta e a ascensão ao poder d’Ele, um governante que ninguém conhece e se mostra autoritário. Aos poucos, esse governo vai tirando a vida – e as cores – do país. A peça faz, de 5 a 27 de agosto, nova temporada em São Paulo, agora no Teatro Cacilda Becker, na Lapa, aos sábados e domingos às 16h, com entrada gratuita.

A montagem foi criada coletivamente a partir do conto “Quando as cores foram proibidas”, da autora alemã Monika Feth, e aborda assuntos como democracia, coletividade e respeito à diversidade de pensamento. Ao trazer essas discussões para a cena, a peça se propõe a dialogar com o público: qual é o projeto político de país que queremos para nós? Que mundo estamos construindo juntos?

“Ao longo do processo de criação, que aconteceu entre 2019 e 2021, vivíamos sob o governo Bolsonaro. No conto original, uma Bruxa chega para consertar o país. No nosso caso, imaginamos que a solução precisava vir do próprio povo, para trazer as complexidades das questões enfrentadas e não recorrer a resoluções imediatas e milagrosas”, diz Lucas Leite, ator do grupo.

A partir dessa perspectiva, o grupo decidiu que o protagonista de “O País que perdeu as cores” seria o próprio povo. Representado pela trupe de artistas, ele (o povo) precisa decidir qual final deseja dar para sua própria história. “O público é convidado a imaginar junto um possível final. Mas, antes, precisa estabelecer um compromisso com a memória”, completa o ator.

Na história, a trupe de artistas viaja por diferentes lugares e convida o público a imaginar diferentes possibilidades de futuro para este povo ao lado dos personagens: o Pintor, a Padeira, o Florista, o Cachorro, o Catador de Sonhos, o Pescador, a Poeta, o Mensageiro, a Narradora e a Bruxa. Para a companhia, essa discussão sobre o desfecho da peça é fundamental para pensar alternativas de futuro diante de um contexto histórico de crises sociais e humanitárias.

Antes de chegar aos palcos, em 2021, a peça “O país que perdeu as cores” foi transformada em audiopeça, lançada nas plataformas de streaming.

Acessibilidade Integrada

A ideia de uma imaginação coletiva para pensar o futuro de um povo e de um país foi fundamental para a construção do espetáculo. Nesse sentido, outro ponto importante para o grupo foi trazer a acessibilidade integrada à pesquisa estética central. O artista e a artista responsáveis pela interpretação de Libras estão em cena como parte do espetáculo: ora são responsáveis pela cena, ora traduzem as falas e ações de outros atores e outras atrizes.

“O intérprete e a intérprete de Libras são parte do elenco, não estão isolados. A proposta foi de capacitar também os atores para que se comunicassem diretamente com o público com deficiência auditiva. Além disso, o texto foi construído em parceria com uma dupla de consultores de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, de forma que a peça possa ser experienciada por todos os públicos. Ou seja, a dramaturgia da peça é acessível em todas as apresentações”, diz a atriz Beatriz Porto.

Atividade de mediação

O projeto conta com atividade de mediação após alguns espetáculos. A ideia é que as crianças assistam à peça e possam elaborar entre elas mesmas noções de participação política, cidadania e luta por direitos. A brincadeira é: estamos fundando o País das Crianças, que precisa decidir o seu primeiro governo. Quais as demandas da população de crianças para o governo de seu país? Quais bandeiras serão levantadas? Como será o processo de escolha de governo? Essas perguntas serão norteadoras para propostas de jogos teatrais e criação de cenas trazidas pelos artistas-educadores da Companhia Barco.

Sobre a Companhia Barco

A companhia Barco é um grupo teatral paulistano fundado em 2019 a partir do encontro de artistas do teatro e da música movidos pelo desejo de pesquisa e criação continuada. Desde o início trabalha com materiais literários para a criação teatral: em 2019, a partir da obra da escritora brasileira Hilda Hilst, concebeu e realizou o espetáculo “Ensaio da fantasia” e o Festival Arena Hilda Hilst, encenado no histórico Teatro de Arena e que contou com a participação de mais de 60 artistas. O segundo espetáculo – este atual – nasceu do encontro com a obra infanto-juvenil da autora alemã Monika Feth. Antes, deu origem à audiopeça homônima, que estreou no festival FarOFFa, em 2022. Em processo de pesquisa desde 2022, a próxima encenação da companhia tem como base a obra “Cem anos de solidão”, do escritor colombiano Gabriel García Márquez.

Ficha técnica

Idealização e realização: Companhia Barco

Direção: Rodrigo Mercadante

Elenco: Beatriz Porto, danni vianna, Eliete Faria, Emilie Becker, Fernanda Carvalho (atriz substituta), Flora Furlan, Krol Borges, Lucas Leite, Miriam Madi e Renato Mendes

Elenco intérprete de libras: Thalita Passos, Ricieri Palha

Direção Musical: André Leite

Músicos: André Leite, Diego Chilio, Guilherme Fiorentini, Lincoln Grosso e Vinicios Borges.

Projeto e técnico de som: Guilherme Fiorentini

Figurinista: Samantha Macedo

Assistência de figurino: Amanda Pilla

Aderecista de figurino: Laura da Mata

Costureiras: Samantha Macedo e Amanda Pilla

Cenografia e adereços: Nathalia Campos

Assistência de cenografia: Luiza Saad

Cenotécnico: Zé da Hora

Direção de movimento: Gabriel Küster

Consultoria em acessibilidade visual: Fernanda Brahemcha e Lucas Borba

Consultoria em acessibilidade de Libras: Yanna Porcino

Direção de produção e administração de projeto: Quica Produções | Thaís Venitt | Thais Cris

Assistente de produção: Beatriz Scarcelli

Design gráfico: Renan Suto

Fotógrafa: Giovana Pasquini

Assessoria de imprensa: Canal Aberto | Márcia Marques

Dramaturgia elaborada a partir do texto “O País que perdeu as cores” escrito por Ana Paula Lopez em colaboração com a Companhia Barco e Cristiane Urbinatti.

Este projeto foi contemplado pela 16ª edição do Prêmio Zé Renato – Secretaria Municipal de Cultural

Serviço:

Nova temporada

De 5 a 27 de agosto de 2023

Sábados e domingos às 16h + mediação aos sábado, após a apresentação

Teatro Cacilda Becker

Rua Tito, 295, Lapa, São Paulo/SP

Grátis – ingressos retirados na bilheteria

Apresentações CEU Caminho do Mar

Dia 28 de agosto de 2023

Segunda-feira, sessões 10h e 15h + mediação

Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 5.241, Jabaquara, São Paulo/SP

Grátis.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Espetáculo teatral imersivo “Autorretrato” estreia dia 10 de agosto em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Entre os dias 10 e 27 de agosto, todo o prédio do Central 1926, edifício histórico e patrimônio cultural localizado no centro da cidade de São Paulo, será palco do “Autorretrato – Um Espetáculo Imersivo Sobre o Eu de Todos Nós”. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis no site oficial desde sexta-feira (4/8), com possibilidade de escolha entre as quatro sessões por semana: quintas e sextas, às 20h; sábados e domingos, às 18h e 20h.

Sob a direção de Felipe Hirsch, respeitado diretor teatral, ‘Autorretrato’ tem como inspiração os espetáculos em que o público é totalmente imerso na história, convidando-o a acompanhar a experiência por diferentes perspectivas. Nessa produção, a premissa parte das obras de Rembrandt e da auto representação, dialogando também com o mito de Narciso e sua paixão pelo próprio reflexo. A ambientação e as diversas expressões artísticas presentes na narrativa convidam o público a refletir sobre si mesmo e a mergulhar na sua verdadeira essência.

Felipe Hirsch, responsável pela direção geral, pesquisa e dramaturgia, traz consigo uma vasta experiência e reconhecimento na indústria do teatro, acumulando mais de 100 prêmios e indicações na América Latina; entre eles, o Grammy como diretor do espetáculo “Homenagem a Tom Jobim”. Ele se junta a um time de peso na construção de ‘Autorretrato’, que conta com Wado Gonçalves e Diego Ognibeni como diretores criativos, Daniela Thomas como diretora de arte, Felipe Tassara como cenógrafo, Caetano Galindo e Guilherme Gontijo Flores como dramaturgos, Maria Beraldo como diretora musical, Alexandre Herchcovitch como figurinista, Celso Kamura responsável pelo visagismo, Beto Bruel no design de luz, Tocko Michelazzo e Gabriel Bocutti no design de som e Gabriel Malo na direção de movimentos.

“Autorretrato é uma obra que busca proporcionar uma experiência imersiva única, na qual sugerimos ao público explorar diferentes camadas de narrativa, sensações e reflexões. É um convite para olhar para si mesmo, para reconhecer a própria singularidade e se conectar com as várias facetas da própria identidade”, afirma o diretor Felipe Hirsch.

Mais sobre o espetáculo

A experiência ‘Autorretrato’ é uma verdadeira celebração ao poder da arte e da autenticidade, realizado em um edifício histórico na esquina da Praça da Bandeira, em São Paulo. O Central 1926, construído neste mesmo ano, é tombado e protegido pela Prefeitura e pelo Governo do Estado como patrimônio cultural, sendo o local ideal para o espetáculo. Com ambientações dinâmicas e que estimulam a reflexão, o público é atraído para olhar através dos espelhos que compõem toda a atmosfera das apresentações. Cada participante tem total liberdade para explorar o espaço cênico de forma independente, podendo escolher quais cenas assistir e, dessa forma, se tornar protagonista de sua própria vivência dentro da obra.

Vale destacar que serão disponibilizados 250 ingressos por sessão, com três momentos de entrada em cada uma delas. A experiência imersiva completa terá duração aproximada de duas horas, durante as quais o público será introduzido por um personagem carismático e enigmático que desempenha o papel de Mestre de Cerimônia.

Ao todo, o espetáculo conta com 21 atores, que estarão vestidos com figurinos inspirados na transgressão e incorporados a elementos irreverentes, reflexo da assinatura do estilista Alexandre Herchcovitch. A música e a trilha sonora também são pontos fortes das apresentações: sete artistas no elenco musical darão vida à trilha musical ambiente, especialmente composta para intensificar a relação sensorial do público com a obra, tornando cada momento ainda mais envolvente.

‘Autorretrato’ se propõe a ser uma oportunidade única de vivenciar a arte de modo singular e pessoal com grande autonomia para vasculhar sua própria imagem, enxergar além dos reflexos, em uma jornada teatral que irá tangibilizar o espírito das cidades de Amsterdam e São Paulo. As sessões terminam no rooftop, onde um bar com música e forte apelo visual estará montado e atuando, a todo vapor, para que o público possa compartilhar sua experiência de forma interativa.

Serviço:

Autorretrato – Um Espetáculo Imersivo Sobre O Eu de Todos Nós

Uma realização da Amstel

Onde: Central 1926 – Praça da Bandeira, 137 – Bela Vista, São Paulo (SP)

Quando: de 10 a 27 de agosto

Sessões: às quintas, sextas, aos sábados e domingos

Horários: às quintas e sextas, sessão única com início às 20h; aos sábados e domingos, duas sessões por dia: às 18h e às 20h

Abertura da casa uma hora antes de cada sessão

Evento para maiores de 18 anos.

Ingressos: website oficial Autorretrato.

Ficha Técnica – Autorretrato

Realização: Amstel — Grupo Heineken no Brasil

Idealização e execução: Agência Atenas

Direção geral: Felipe Hirsch

Direção criativa: Wado Gonçalves e Diego Ognibeni

Codireção: Juuar

Dramaturgia: Caetano W. Galindo | Felipe Hirsch | Guilherme Gontijo Flores | Juuar

Dramaturgista: Caetano W. Galindo | Guilherme Gontijo Flores

Direção musical: Maria Beraldo

Cenografia: Daniela Thomas | Stella Tennenbaum | Maristella Pinheiro | Felipe Tassara

Direção de movimento: Gabriel Malo

Iluminação: Beto Bruel

Figurino: Alexandre Herchcovitch

Visagismo: Celso Kamura

Design de som: Tocko Michelazzo | Gabriel Bocutti

Audiovisual e tecnologia: Demétrio Portugal

Preparação vocal: Yantó

Produção de Elenco: Alonso Zerbinato | Anna Luiza Paes de Almeida

Elenco: Amandyra | Bia Jesus | Eli Carmo | ENOW | Flora Barros | Isa Toledo | Kenji Ogawa | Leandra Espírito Santo | Luiz Bertazzo | Marcela Jacobina | Mbé | Natália Karam | Pedro Fasanaro | Renan Soares | Rodrigo Mancusi | RUBI | Thainá Muniz | Thalin | Tomás Gleiser | Ultra | Vitor Hamamoto

Músicos: Biel Basile (bateria e percussão) | Chicão (teclas) | Fábio Sá (baixos e synts) | Jadsa (guitarra e voz) | Lello Bezerra (guitarras, synts e organelle) | Marina Bastos (flautas) | Wanessa Dourado (violino)

Assistente de direção: Sarah Rogieri

Assistente de movimento: Ana Beatriz Trucharte

Assistente de iluminação: Sarah Salgado

Assistente de figurino: Matheus Pedrosa

Coordenadores de elenco: Alice Quintiliano | Allan Ferreira.

(Fonte: Agência Lema)