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Eletroeletrônicos e eletrodomésticos: você sabe como realizar o descarte correto?

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: John Cameron/Unsplash.

Em um mundo cada vez mais conectado, a substituição de dispositivos eletroeletrônicos e eletrodomésticos é uma realidade constante. Os números da indústria nacional de eletroeletrônicos revelam um aumento significativo de 13% nas vendas no primeiro semestre de 2023 em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme apontam os dados de pesquisa da Eletros – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos. Diante deste contexto, a Abree – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos, separou algumas informações importantes para que os consumidores possam realizar descarte adequado desses equipamentos.

“O descarte responsável é uma prática importante para preservar o meio ambiente e garantir que recursos valiosos sejam reaproveitados de maneira eficiente. Visto essa dinâmica, a ABREE tem a missão de fornecer informações cruciais para orientar os consumidores sobre o descarte adequado dos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, contribuindo assim para a sustentabilidade ambiental e o ciclo eficiente de reciclagem”, ressalta Helen Brito, gerente de Relações Institucionais da Abree.

Entretanto, para garantir um descarte correto, é essencial compreender quais itens se enquadram como resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Deste modo, qualquer produto de uso doméstico que dependa do funcionamento de meio de corrente elétrica de até 240 volts é considerado eletroeletrônico.

Para efetuar o encaminhamento adequado para reciclagem, é crucial separar todos os produtos destinados ao descarte, abrangendo desde fones de ouvido até geladeiras danificadas ou sem utilidade em suas residências. Ao finalizar esse processo, procure um ponto de coleta para efetuar a entrega dos equipamentos. Considerando essas etapas, a Abree destaca três formas pelas quais os consumidores podem fazer o descarte responsável de eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Confira:

Pontos de recebimento: existem pontos de recebimentos específicos para esse tipo de resíduo espalhados pelo do país, presentes em diversos municípios e geralmente encontrados em lojas de varejo. Para identificar o ponto mais próximo de você, consulte aqui.

Campanhas de arrecadação: é comum a realização de campanhas de reciclagem organizadas por entidades gestoras em parceria com as prefeituras locais. Essas iniciativas visam conscientizar sobre o descarte adequado, proporcionando durante o evento espaços dedicados à coleta dos equipamentos.

Serviços de coleta domiciliar: em algumas áreas, ainda é possível encontrar o serviço de coleta domiciliar, o que facilita o descarte de itens volumosos, pois os itens são coletados diretamente na residência do consumidor.

Sobre a Abree | Fundada em 2011, a Abree – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos é uma entidade gestora sem fins lucrativos que define e organiza o gerenciamento da implementação do sistema coletivo de logística reversa de produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, promovendo economia de grande escala. Com 55 associados que representam 174 marcas, a Abree é responsável pelo gerenciamento por meio da contratação, fiscalização e auditoria dos serviços prestados por terceiros, além de contribuir com informações para todos os envolvidos da cadeia, responsáveis pela viabilização da logística reversa de eletroeletrônicos e eletrodomésticos no país. Para mais informações, acesse http://abree.org.br/.

(Fonte: Sing Comunicação)

Inhotim expande dias de funcionamento no mês de janeiro

Brumadinho, por Kleber Patricio

Dia de domingo gratuito no Instituto Inhotim. Foto: Carolina Evangelista.

Museu de arte contemporânea e jardim botânico considerado o maior museu a céu aberto da América Latina, o Instituto Inhotim também é um espaço de encontros e de conhecimento, combinação ideal para aproveitar o período de férias e começar o ano em contato com a arte e com a natureza. Para atender ao público, no mês de janeiro de 2024 o Inhotim terá mais dias abertos: de terça-feira a domingo, com atividades de Educação para toda a família. As quartas seguem gratuitas, além do último domingo do mês (em janeiro, dia 28). Confira o guia Inhotim gratuito para garantir sua entrada grátis no Instituto. Os ingressos devem ser retirados antecipadamente pela Sympla. O Inhotim não tem atendimento ao público apenas nos dias 31 de dezembro de 2023, 1º de janeiro e 25 de janeiro de 2024.

Programação de Educação | Ao longo do mês de janeiro, o Inhotim oferece uma programação para todas idades e gostos com novas visitas temáticas, como “As histórias que as plantas contam” e “Coisas que viraram palavras”, ativações do Ateliê Rubem Valentim e oficinas como “O cartaz como manifesto”, com o artista Matheus Ribs, e “Da planta à paisagem”, com o artista André Vargas. Fazem parte das atividades, ainda, a visita Bem-estar Inhotim, que recebe o projeto SPA no Terreiro, de Marcela Alexandre, e convida o público a conhecer e experienciar diversas ferramentas ancestrais de autocuidado e autoconhecimento como massagens, escalda pés, argiloterapia e contato com ervas medicinais, além da visita panorâmica, que acontece todos os dias e apresenta aos visitantes um pouco da história do acervo e do Instituto.

Clique aqui e confira a programação completa do mês de janeiro.

Informações gerais – Instituto Inhotim

Horários de visitação: especialmente no mês de janeiro de 2024 – de terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.

Entrada: R$50,00 inteira (meia-entrada válida para estudantes identificados, maiores de 60 anos e parceiros). Crianças de até cinco anos, moradores de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim e Amigos do Inhotim não pagam entrada.

Entrada gratuita: Quarta-gratuita Inhotim (todas as quartas-feiras são gratuitas) e Domingo Gratuito Inhotim B3 (último domingo do mês).

Localização: O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP. Também é possível chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na altura da entrada para o Retiro do Chalé.

Opções de transporte regular

Opções de transporte interno

Inhotim Loja Design  |  A loja do Inhotim, localizada na entrada do Instituto, oferece itens de decoração, utilitários, livros, brinquedos, peças de cerâmica, vasos, plantas e produtos da culinária típica regional, além da linha institucional do Parque. É possível adquirir os produtos também por meio da loja online.

(Fonte: Instituto Inhotim)

José de Souza Martins examina a continuidade disfarçada da escravidão

São Paulo, por Kleber Patricio

A anomalia social e moral da persistência e repetição ampliada da escravidão no Brasil ainda neste primeiro quarto do novo século é um desafio sociológico que pede, com urgência, explicação científica. É o que se propõe o sociólogo José de Souza Martins em “Capitalismo e escravidão na sociedade pós-escravista”, que chega pela Editora Unesp: desvendá-la e explicá-la com base na informação empírica já abundante sobre o tema da continuidade disfarçada da escravidão.

“O tema da chamada ‘escravidão contemporânea’, no Brasil, não significa a mesma coisa em diferentes bocas e em diferentes escritos. Nem mesmo significa sempre propriamente escravidão. E nem sempre é apresentado em perspectiva propriamente científica. Mesmo em estudos acadêmicos, são muitas as incertezas conceituais e são frequentes as tentações do mero denuncismo em si, sem penetrar nas causas, fatores, consequências sociais e funções econômicas de sua ocorrência e persistência no capitalismo subdesenvolvido”, escreve Martins. “Diferentemente do que pode pressupor o senso comum, mesmo de pessoas e instituições empenhadas, por ímpeto de justiça, em combatê-la, a escravidão contemporânea não é expressão casual de uma maldade, de uma esperteza de quem a pratica, de um desconhecimento do que ela propriamente é – um crime.”

Embora a Lei Áurea tenha abolido legalmente a escravidão, o Brasil, ao conceder a liberdade, falhou em compreender que ela seria vazia sem reformas sociais para superar os fatores que escravizam os seres humanos. Antes mesmo da promulgação da lei, novas formas de cativeiro surgiram, como trabalho livre apenas nominal, dentro do contexto da escravidão, e persistem até os dias de hoje. Isso reflete o modelo brasileiro de capitalismo, que requer violência e violações da lei para subjugar o trabalho, recriando a violência da escravidão para sustentar o ciclo reprodutivo do capital.

Este livro se alinha à tradição da sociologia crítica e do método dialético associados à formação de uma consciência científica da realidade social. Não é um livro de história, mas uma obra de sociologia da historicidade da escravidão, explorando como a escravidão moldou as peculiaridades da formação da sociedade, persistindo e renovando-se no Brasil contemporâneo.

O desafio do autor é explicar sociologicamente essa escravidão fora de lugar retornando ao método dialético da definição marxiana, científico e não ideológico. Ele busca compreender as contradições das transformações sociais com reiterações sociais investigando as causas, os fatores e os enganosos motivos do subdesenvolvimento capitalista na falsa consciência que, em nosso contexto, confere legitimidade ao que não é legítimo.

Sobre o autor | José de Souza Martins é sociólogo. Professor titular aposentado da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, da qual se tornou Professor Emérito em 2008. Foi professor visitante da Universidade da Flórida (EUA) e da Universidade de Lisboa, havendo sido eleito professor da Cátedra Simón Bolívar da Universidade de Cambridge e fellow de Trinity Hall (1993-1994). Em 2015, foi eleito para a Cadeira nº 22 da Academia Paulista de Letras. Autor de mais de duas dezenas de obras, publicou, pela Editora Unesp, o livro de crônicas “O coração da Pauliceia ainda bate” (2017, em coedição com a Imprensa Oficial), que em 2018 recebeu menção honrosa no Prêmio Abeu e foi finalista do Jabuti. É autor também de “Sociologia do desconhecimento” (2021) e “As duas mortes de Francisca Júlia” (2022).

Título: Capitalismo e escravidão na sociedade pós-escravista

Autor: José de Souza Martins

Número de páginas: 271

Formato: 14 x 21 cm

Preço: R$68

ISBN: 978-65-5711-201-4.

(Fonte: Pluricom Comunicação Integrada®)

Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP apresenta “Em primeira pessoa: Anastácia”

São Paulo, por Kleber Patricio

 

Anastácia. Foto: acervo pessoal

O Centro de Pesquisa e Formação – CPF do Sesc São Paulo realiza no dia 23 de janeiro, terça-feira, a partir das 19h30, um bate-papo com a cantora e compositora Anastácia (83 anos). Autora de clássicos da música brasileira como “Eu só quero um xodó” e “Tenho sede”, Anastácia conversa com o público sobre seus 70 anos de carreira. Com inscrição gratuita, o evento tem vagas limitadas.

Anastácia (Lucinete Ferreira), nascida em Recife, começou sua trajetória artística muito cedo, aos 13 anos. De lá pra cá, traçou uma carreira sólida. Aos 20 anos, como muitos artistas até hoje fazem, partiu para o Sudeste, onde consolidou-se como uma representante do forró, sendo referenciada como a “Rainha do Forró”. Anastácia é uma profícua compositora, com diversas parcerias. Com Dominguinhos, assina cerca de 250 canções. Hoje estabelece parcerias com nomes atuantes da música brasileira como, por exemplo, Zeca Baleiro e Chico César.

É importante comentar que as composições de Anastácia já foram gravadas por diversos intérpretes, como Gal Costa e Ângela Maria. Evidentemente, são nos seus álbuns que florescem e aparecem mais suas composições, além de discos que realizou em homenagem a grandes compositores, como um dedicado à obra de Luiz Gonzaga, com quem excursionou na década de 60.

Sobre “Em primeira pessoa” | Bate-papo com artistas e gestores sobre suas trajetórias profissionais.

CPF | O Centro de Pesquisa e Formação – CPF é um espaço do Sesc-SP que articula produção, formação e difusão de conhecimentos, por meio de cursos, palestras, encontros, estudos, pesquisas e publicações nas áreas de Educação, Cultura e Artes.

Serviço:

Em primeira pessoa: Anastácia – a trajetória profissional da Rainha do Forró

Dia 23 de janeiro – terça-feira, às 19h30

Inscrições em sescsp܂org܂br/cpf

Vagas: 25

Recomendação etária: a partir de 16 anos

Grátis

* Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, solicite pelo e-mail centrodepesquisacpf@sescsp.org.br, após a conclusão e efetivação do pagamento da sua inscrição, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.

Centro de Pesquisa e Formação – CPF Sesc

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar

Horário: de terça a sexta das 10h às 21h; sábados, das 10 às 18h30

Tel: (11) 3254-5600.

(Fonte: Sesc-SP)

“Uma janela para o oceano”, mostra fotográfica do projeto EUceano, estreia no AquaRio

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Rodrigo Thomé.

Elas exigem fôlego e conexão e têm a incrível capacidade de transportar os espectadores a um mundo maravilhoso que precisa ser desvendado, além de encantar pela beleza – assim são as imagens subaquáticas do fotógrafo e documentarista Rodrigo Thomé, que estreia a mostra “Uma janela para o oceano” em 13 de janeiro no AquaRio.

O lugar escolhido não foi por acaso. O Aquário Marinho do Rio tem como uma das missões conscientizar os visitantes sobre a importância da conservação da vida marinha, assim como o fotógrafo Rodrigo Thomé em suas expedições pelo mundo. Ele capitaneia, ao lado do também documentarista Rodrigo Cebrian, o projeto EUceano, do qual a mostra faz parte.

Feitas a partir de sua vivência pelos mares do mundo, as 68 fotos de Rodrigo Thomé poderão ser contempladas por quem visitar o circuito do atrativo. A mostra “Uma janela para o oceano” é considerada a maior já feita por um único artista sobre os mares. Ao todo, são de 143 m² de fotos impressas.

A exposição é uma parceria entre EUceano, Unesco e a Década dos Oceanos, da ONU, com o AquaRio, e busca cumprir a missão de conectar os dois lados criando portais para apresentar as maravilhas do mar e as incríveis criaturas que vivem nele, inclusive a própria humanidade. “Eu acredito que a minha missão é abrir janelas que aproximem a humanidade do mar e suas criaturas”, comenta Rodrigo Thomé, autor da exposição.

“A exposição ‘Uma janela para o oceano’ é de extrema importância para conectar as pessoas com o mar em toda a sua imensidão e propiciar mais conhecimento para que se entendam a relevância e a urgência da preservação dos oceanos. A Unesco não tem poupado esforços para a implementação da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, mas devemos lembrar que precisamos agir juntos e que os oceanos são importantes para as nossas vidas e para todo o planeta”, afirma Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil.

Uma mostra que ajuda a conscientizar os visitantes

Ao longo dos últimos séculos, os mistérios e a falta de conhecimento sobre a enorme massa de água que forma o planeta Terra afastaram a humanidade dos mares. Para Rodrigo Thomé, essa distância cria dificuldade em amar e proteger não só a água em si, mas também a vida que nela habita. “O meu objetivo é levar o oceano às pessoas, utilizando imagens, vídeos e ações práticas que criem conhecimento, empatia e amor pelo mar”, reitera o artista, que acredita que a mais complexa “missão” do mar é a de conquistar a empatia da humanidade.

Para o fotógrafo, a humanidade criou uma narrativa que desde o início de história dos homens, por mais conectados e dependentes que eles sejam dos oceanos, os mares se tornaram o lar de todos os mistérios e medos, um ambiente inóspito povoado por criaturas monstruosas que só pode ser desafiado pelos mais corajosos e fortes.

Para Rafael Franco, biólogo marinho e gerente técnico do AquaRio, a parceria reúne os ideais e valores em comum. “A conservação e estudo sobre os oceanos e criaturas do mar é nossa prioridade. O AquaRio também foi fundado com o propósito de aproximar o ser humano e a natureza promovendo a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável”, acrescenta.

Rodrigo Thomé, EUceano e AquaRio convidam o público a embarcar nessa jornada de conhecimento, conexão e empatia para mudar a forma como o oceano é visto e aprender a “aMar”.

EUceano

Hoje, Rodrigo Thomé e seu amigo Rodrigo Cebrian estão no ar em “EUceano”, um projeto de 10 anos que segue a Década dos Oceanos da ONU para melhor compreender, respeitar e proteger o mar e suas criaturas. Uma parceria com a Unesco e a Década do Oceano da ONU, o projeto é veiculado pelos canais Off e Modo Viagem e disponível na plataforma Globoplay.

Além disso, estreando em 15 de janeiro, toda segunda-feira, em uma collab entre o perfil EUceano e o canal global de mídia social da Unesco, chamado Ocean Mondays, é postado um vídeo com fatos, curiosidades, inspirações e tudo mais relacionado ao oceano é publicado.

Serviço:

Praça Muhammad Ali, Gamboa (em frente aos Armazéns 7 e 8 do Porto do Rio)

Horário de funcionamento: das 9h às 18h

Ingressos: www܂aquariomarinhodorio.com.br.

(Fonte: Approach Comunicação)