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Champanhe Vollereaux é eleito ‘Maison de L’année’ no Trophées Champenois 2023

Epernay, por Kleber Patricio

Feito monumental coincide com o centenário da primeira garrafa produzida do champanhe. Fotos: divulgação.

O renomado champanhe Vollereaux alcançou o ponto mais alto do reconhecimento ao ser nomeado ‘Maison de L’année’ no Trophées Champenois 2023, um feito monumental que coincide com o centenário da primeira garrafa produzida do champanhe.

A premiação anual, que celebra as contribuições notáveis para a promoção do champanhe em escala global, é uma referência na indústria e reconhece não apenas a excelência na produção, mas também diversas facetas que compõem o universo do champanhe.

A história da Maison Vollereaux remonta à era pós-Primeira Guerra Mundial, embora a família Vollereaux estivesse enraizada na região desde 1805. O primeiro engarrafamento documentado remonta a 1923, quando o fundador, Victor Vollereaux, compartilhou sua produção com amigos próximos. Esse gesto simples evoluiu para uma tradição anual, solidificando não apenas um estoque robusto, mas também uma base de clientes fiéis.

Hoje, a S.A. Vollereaux é liderada por Frank Vollereaux, mantendo-se fiel à tradição familiar enquanto busca aprimorar as conquistas anteriores. Localizada no coração dos vinhedos de Epernay, a Maison se estende por 40 hectares abrangendo os principais crus de Champanhe. Uma característica distintiva é seu abastecimento constante de uvas, garantindo qualidade e supervisão contínua na elaboração dos vinhos Vollereaux.

A diversidade do vinhedo permite o cultivo de três variedades de uvas – Chardonnay, Pinot Noir e Meunier – fundamentais para a produção dos distintos champanhes. A expertise da Maison em assemblage é notória, sendo uma marca registrada em seus vinhos.

O reconhecimento como “Casa do Ano” no Trophées Champenois é a culminação de décadas de dedicação à arte da produção de champanhes de qualidade excepcional. Esta honraria solidifica ainda mais a posição de Vollereaux entre os 20 champanhes mais vendidos no Brasil.

A marca é importada pela Chez France.

Sobre a Chez France | Fundada em 2011, importa cerca de trezentos rótulos de oitenta produtores criteriosamente selecionados pelo sócio Philippe Ormancey – entre eles o champanhe da Maison Vollereaux, que está entre os top 20 mais vendidos no Brasil –, Domaine de Saint Ser Provence, Calmel & Joseph Languedoc, Maison Jaffelin Bourgogne, Domaine CasaNova da Corsega; Theotoky Estates da Grécia Villa Saletta, Toscana Itália Cinco Forais, Alentejo, Portugal, e Bodegas Tabula, Ribeira del Duero, Espanha.

A importadora dispõe de um clube de vinhos com cinco opções de assinatura, além de vendas via e-commerce. Em maio de 2023, adquiriu a Sociedade da Mesa, maior clube de assinaturas de vinho do Brasil, que tem hoje cerca de cinco mil assinantes. https://loja.chezfrance.com.br.

(Fonte: Onix Press)

Casa de Vidro ganha exposição permanente da coleção de arte popular dos Bardi

São Paulo, por Kleber Patricio

A Casa de Vidro. Imagem: Keiny Andrade/Folhapress.

O Instituto Bardi abriu no último sábado, 9 de dezembro, na Casa de Vidro, a exposição permanente de arte popular e tecidos de Lina Bo e Pietro Maria Bardi. A exposição, resultado da Parceria de Fomento CAU/SP – Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, reúne centenas de objetos de uso doméstico, ferramentas, bonecos, cerâmicas e uma variedade de outras peças que traduzem o gosto do casal Bardi pelo fazer humano, em especial, do povo brasileiro.

Em setembro de 2022, o Projeto de Conservação e Expografia: Coleção de objetos e tecidos de arte popular de Lina Bo e P. M. Bardi foi contemplado no edital de chamamento público 006/2022 PAT – Cultural, Apoio à Assistência Técnica a Preservação de Patrimônio Cultural e às ações do CAU/SP, que visa reconhecer e valorizar a atuação de arquitetos e urbanistas no processo de preservação e conservação de bens culturais para além das edificações.

O projeto buscou solucionar questões museais relacionadas à conservação e exposição de objetos de valor cultural e histórico reunidos em armários nas dependências da Casa de Vidro e desconhecidos do público visitante, pesquisadores, profissionais e sociedade em geral.

Nesse contexto, os arquitetos Marcelo Ferraz e André Vainer, que integraram a equipe de Lina Bo Bardi, elaboraram um plano de conservação para os armários do vestuário da arquiteta, conhecido como closet de Lina, em resposta aos desafios de espaço e condições ambientais adequadas para compartilhar com o público parte da coleção de objetos e tecidos de arte de popular dos Bardi.

Com o projeto, dois armários foram transformados para receber a exposição permanente na Casa de Vidro com objetos que já viajaram o mundo em mostras de importantes museus e foram apresentados na exposição inaugural da sede do MASP na Avenida Paulista em 1969: “A mão do povo brasileiro”, com curadoria e design expositivo de Lina Bo Bardi. A exposição foi realizada no museu também em 2016.

Para o curador do Instituto, Renato Anelli, a exposição permanente reforça um traço importante do casal Bardi – gerar conhecimento e compartilhá-lo. “Já o projeto, no contexto do PAT, incentiva a preservação da memória cultural do país, contribuindo para ampliar a percepção da arquitetura e do papel do CAU/SP nesse campo”, comenta Anelli.

O projeto foi idealizado por Anna Carboncini, conselheira do Instituto e responsável pelo acervo dos Bardi por quase duas décadas, que morreu em novembro de 2022.

Sobre o CAU/SP | O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) é uma autarquia dotada de personalidade jurídica de direito público, que possui a função de “orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de Arquitetura e Urbanismo, além de zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe”.

Serviço:

Exposição permanente de arte popular e tecidos do casal Lina Bo e P. M. Bardi

Casa de Vidro – Rua General Almério de Moura, 200 – Morumbi, São Paulo – SP

Abertura: 9/12 | Visitação: quinta a sábado | Horários: 10h, 11h30, 14h e 15h30

Agendamento: visita@institutobardi.org.܂br

Parceria de fomento Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP).

(Fonte: Ink Comunicação)

Alê Espaço de Arte apresenta exposição “Romper da Carne”, de Thatiana Cardoso, com curadoria de Carol Mikoszewski

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens: divulgação.

O Alê Espaço de Arte (Rua Califórnia, 706, Brooklin – São Paulo – SP) apresenta a exposição individual “Romper da Carne”, de Thatiana Cardoso, com curadoria de Carol Mikoszewski.

Na exposição, Thatiana Cardoso apresenta uma série de trabalhos em fotografia, desenho e vídeo performance, nos quais busca estabelecer relações e deslocamentos em corpo e objetos do cotidiano doméstico. Em seu trabalho, objeto e humano são colocados em equivalência simbólica em uma tentativa incessante de diluir a linha tênue que separa elementos da vida doméstica do próprio corpo.

Thatiana Cardoso (São Bernardo do Campo, 1984) busca problematizar o engano e seus mecanismos, seja mimetizando o corpo humano a partir do registro de utensílios domésticos ou desdobrando-se sobre armadilhas da sedução em golpes de amor. Trabalhando principalmente com fotografia, vídeo, performance e pintura, sua produção transita entre as artes visuais e o cinema. A artista foi selecionada para a Temporada de projetos do Paço das Artes (2023), teve seu projeto aprovado no ProAC Exposições Inéditas em Artes Visuais 2023, contemplada pelo Edital Fama Meios e processos 2019.

Recebeu o prêmio Aldir Blanc Projetos Inéditos Artes visuais (2020) e, em 2022, foi selecionada para a seção Artista Aposta do site Arte que acontece. A artista participou de diversas exposições e mostras no Brasil e no exterior; entre elas, “Os algoritmos te trouxeram até mim”. Agora, “o satélite me leva até você”, Temporada de Projetos do Paço das artes (2023); “Nós: Arte & Ciência por Mulheres”, Paço das Artes (2023); Experimental Film & Music Video Festival, Toronto, Canadá (2023); “Artistas mulheres do ABC e do acervo da Pinacoteca de São Caetano do Sul”, São Caetano do Sul (2022) e 21º Festival Internacional de Cinema Contis, França (2016). A artista possui bacharelado em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2016), onde também fez especialização em História da Arte: Teoria e Crítica (2020). A artista vive em São Caetano e trabalha em São Caetano e São Paulo.

Alê Espaço de Arte

Rua Califórnia, 706 – Brooklin, São Paulo – SP

Terça a sábado, das 14h às 18h

(11) 2548-8508

ale.espacodearte@gmail.com | @ale.espacodearte.

(Fonte: Marmiroli Comunicação)

Indaiatuba comemora cinco anos do Parque do Mirim

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Parque do Mirim: 5 anos de conexão com a natureza e sustentabilidade em Indaiatuba. Fotos: Saae.

O Parque do Mirim, uma das unidades do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) de Indaiatuba, no interior de São Paulo, completou cinco anos de existência, no sábado, 9, e comemorou sua trajetória, marcada por preservação ambiental, entretenimento e educação. Inaugurado em dezembro de 2018 como fruto da parceria entre a Prefeitura de Indaiatuba e o Saae, o Parque se tornou um ícone local, atraindo visitantes de Indaiatuba e região.

Desde sua abertura, o Parque do Mirim recebeu milhares de pessoas, demonstrando um aumento constante no número de visitantes a cada ano. Em 2019, foram 350 mil visitantes; em 2020, ano da pandemia, 200 mil pessoas; em 2021, foram registradas 400 mil e, em 2022, 629.844 mil pessoas. Esse ano, 2023, até novembro, foram contabilizadas 693.082 mil visitas, consolidando o Parque como um ponto de referência em Indaiatuba.

O Parque abriga o maior reservatório de água bruta da cidade, cobrindo aproximadamente 1,3 quilômetros quadrados, incluindo a área de preservação permanente. O Parque do Mirim mantém o compromisso de promover a preservação dos recursos hídricos e ambientais, o que se reflete na atmosfera natural que envolve o local.

As opções de entretenimento no Parque do Mirim são inúmeras e atendem a todos os gostos e idades. Os visitantes podem desfrutar da fonte interativa e praticar esportes, como vôlei de areia e futebol, além de passeios relaxantes de pedalinho ou bicicleta. Os quiosques para lanches oferecem uma pausa agradável para recarregar as energias em meio à generosa área verde do parque. Vale lembrar que, para oferecer mais segurança para as crianças, o uso da fonte interativa do Parque do Mirim está restrito apenas a crianças e pais com crianças de colo.

Outra atração é o mirante de 25 metros de altura, que proporciona uma vista panorâmica da região e é um local privilegiado para momentos tranquilos em meio à natureza.

Com funcionamento diário das 6h às 20h e entrada gratuita, o Parque do Mirim se destaca pela acessibilidade e diversidade de atividades oferecidas. Quiosques, pedalinhos e aluguel de bicicletas estão disponíveis de terça a domingo, das 8h às 18h30.

Para mais informações e serviços adicionais, visite o site oficial do Saae: https://saae.sp.gov.br/parque-do-mirim/.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Em meio a seca histórica, Povo Paumari dá exemplo de união

Tapauá, por Kleber Patricio

Povo Paumari conseguiu pescar 495 pirarucus, totalizando 30,5 toneladas. Foto: José da Cunha Reis.

O povo Paumari do rio Tapauá realiza o manejo de pirarucu há 11 anos e é referência para outros povos pela excelência na coordenação do trabalho e qualidade do pescado. Mesmo com a experiência acumulada, Francisco Paumari, que coordena o manejo, se questionou se o povo conseguiria realizar a pesca neste ano. “Será que nós vamos conseguir alcançar a cota? Vamos conseguir manter a postura de trabalho? A seca está muito grande, mas nós não vamos esmorecer.”

Adaptando rotinas consolidadas e alterando o planejamento inicial, o povo Paumari conseguiu vencer os desafios e realizar a pesca entre os dias 28 de setembro e 18 de outubro.  O trabalho, que geralmente dura de 12 a 15 dias, este ano se estendeu por 20 dias. “Eu programei 20 dias de pesca pensando no descanso dos pescadores, da equipe do flutuante, do gelo, da limpeza, para o nosso corpo não ficar fragilizado e para não perder a postura de trabalho, mas imaginando que nós íamos fazer essa pesca entre 12 e 15 dias. Não imaginávamos que íamos levar 20 dias pescando direto”, explica Francisco.

Novas estratégias

Parte da estrutura de pesca do povo Paumari, composta por quatro flutuantes. Foto: Antônio Miranda/OPAN.

A estrutura de manejo do povo Paumari é grande: são quatro flutuantes – três grandes e um pequeno –, que abrigam dormitórios, cozinhas e banheiros, além de uma estrutura para armazenamento do peixe e do motor de energia elétrica. Em anos anteriores, toda essa estrutura se movimentava ao longo do rio, ficando próxima aos lagos de pesca para facilitar o trabalho dos pescadores.

Este ano foi o primeiro em que a estrutura ficou fixa em um único lugar, pois o nível do rio estava muito baixo e os flutuantes poderiam ficar encalhados em algum ponto. Essa mudança de estratégia causou um aumento nos custos de combustível, gelo e de manutenção das canoas. “Eu já consigo ver e sentir as mudanças climáticas. É uma coisa que vamos ter que lidar nos próximos anos, não vai parar por aqui”, observa João Paumari, uma das 80 pessoas que compõem a equipe da pesca.

Outra estratégia adotada pelo povo foi a de pescar em lagos menores, mais centrais e com o acesso por terra. “Tinha lago que você gastava 12 minutos de quadriciclo. E gastava mais 10 a 15 minutos de canoa para transportar o peixe até o flutuante”, relembra Francisco.

Resultados positivos

Apesar dos desafios provocados pela seca, o povo Paumari conseguiu capturar 495 pirarucus, resultando em cerca de 30,5 toneladas de peixe. Apesar de não conseguir pescar a cota autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), que foi de 650 peixes, a pesca foi considerada um sucesso.

Quadriciclos são usados para transportar os peixes dos lagos até o flutuante de pesca. Foto: Anderson Lima Araújo.

A conquista, na visão de Francisco, é resultado da sólida coesão do povo Paumari e da significativa colaboração de iniciativas como o Raízes do Purus, projeto realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) e patrocinado pela Petrobras e Governo Federal. O projeto apoia o manejo do povo Paumari desde 2013, fornecendo assessoria técnica e insumos como combustível, barco, lacres e equipamentos de proteção individual.

“A gente tem bastante união e empenho para fazer as coisas acontecerem. Eu acho que essa atitude dá um exemplo para os outros que estão começando, que querem começar essa atividade. Na união é que nós conseguimos as coisas”, avalia o coordenador do manejo.

De Tapauá para Manacapuru

Depois de finalizada a pesca, a última etapa consistiu em transportar o pescado para o frigorífico que recebe a produção. Da cidade de Tapauá, onde estão as terras indígenas do povo Paumari, para o frigorífico, sediado na cidade de Manacapuru, são mais de 300 km de distância.

Foto: Anderson Lima Araújo.

A responsabilidade de levar o resultado de 20 dias de trabalho do povo Paumari é grande e foi confiada a uma equipe composta por quatro jovens indígenas, que fizeram o trajeto pela primeira vez. Com rio seco, a equipe se deparou com dificuldades em vários trechos, mas os seis dias de viagem transcorreram sem incidentes e o pescado foi entregue com sucesso.

Alex Paumari foi o jovem responsável por coordenar a equipe e conta o sentimento em concluir o trabalho. “Foi a minha primeira vez nesse cargo e eu agradeço muito a confiança do meu povo. Estou muito emocionado por ter dado tudo certo, a vitória é de todos”, comemorou.

(Fonte: DePropósito Comunicação de Causas)