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Dorival e a Mar – Teat(r)o Oficina celebra obra do cantor e compositor Dorival Caymmi

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Jennifer Glass.

No dia 11/12, segunda-feira, o Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona reapresenta o rito-espetáculo “Dorival e a Mar”, uma homenagem a Dorival Caymmi, cantor e compositor central na história da canção brasileira.

As canções de Caymmi são fundamentais para a linguagem musical da companhia, sendo inspiração, referência e trilha sonora para diversas peças. “Dorival e a Mar” segue a linha de trabalho que o Oficina vem fazendo para iluminar os pilares de sua criação poética e dramatúrgica, há pelo menos 1 ano, com os espetáculos “GO BACK – Torquato Neto”, “Respirando São João Gilberto”, “Pretobrás, e daí? – Itamar Assumpção” e “BORÍ – rito de sagração y celebração da ancestralidade teatral preta da Uzyna Uzona”.

“Nas canções de Caymmi, o mar engloba absolutamente tudo: o trabalho, o amor, o mistério, a religiosidade, a brincadeira, a vida e a morte. Todo esse imaginário cantado por ele vem inspirando gerações de artistas no Teatro Oficina”, conta Cyro Morais, idealizador, diretor e ator do espetáculo. “Dorival é um mestre da canção brasileira. As canções dele cantam um Brasil não de quem viu de fora, mas de quem viveu, esteve naquelas paisagens que ele canta. Ele traz o mistério e magnitude presente nos acontecimentos mais cotidianos. O teatro, feito carro-naval, atravessa todas essas imagens”, completa.

No elenco, estão Cyro, Kelly Campello, Danielle Rosa, Zé Ed, Marília Piraju e Ayomi Domenica. Na direção musical, Guina Santos (violão e guitarra), que está na banda junto a Moita Mattos (baixo), Beto Sporleder (sopro) e Julio Dreads Oliveira (percussão).

Cyro realça um ponto de contato muito profundo com a obra do compositor baiano e explica as razões pessoais pelas quais escolheu ser este o seu primeiro espetáculo como diretor no Oficina: “Eu sou um artista negro e nordestino nascido e criado entre as cidades de Recife e Olinda, cidades de mar. As músicas de Caymmi pareciam sempre falar de uma realidade muito próxima a mim. Ouvia ele cantando e sentia como se fosse alguém muito próximo, um tio ou um avô cantando elas pra mim”.

Os ingressos podem ser adquiridos pela internet ou na bilheteria do Teatro 1h antes da apresentação.

Sobre Cyro Morais | É natural do Recife, Pernambuco. Vive há oito anos em São Paulo. Em 23 anos de carreira, tem trabalhos em Teatro, Dança, Música e Performance. Há oito anos integra o elenco do Teatro Oficina Uzyna Uzona. Lá, participou de peças como “Mutação de Apoteose”, “Rasga Coração”, “O Bailado do Deus Morto”, “Roda Viva”, “Rei da Vela”, “Bacantes” e “Macumba Antropófaga”, além do show musical em homenagem a Itamar Assumpção intitulado “Pretobrás, e daí?”. Durante dois anos e meio, trabalhou como assistente do diretor José Celso Martinez Corrêa. Em 2021, dirigiu o curta-metragem experimental “Ladeiras do Delírio”. Fez participações em alguns filmes, como nos curtas-metragens “Mr. Powerful” e “Seja Feliz”, vencedor de prêmios no festival Cine PE. É também integrante do Coletivo Lugar Comum (PE), há 13 anos, onde desenvolve projetos que focam na relação Voz e Movimento para a cena.

Serviço:

Dorival e a Mar

Dia: 11 de dezembro, segunda-feira | Horário: 20h

Local: Teat(r)o Oficina – Rua Jaceguai, 520 – São Paulo, Bixiga – SP

Ingressos: R$60, a inteira | R$30, a meia | R$15, morador do Bixiga*

Classificação indicativa: livre

*É necessário apresentar comprovante de residência.

(Fonte: Circus Produções)

Manguezais são o habitat preferido de espécie de cavalo-marinho em risco de extinção no Ceará, revela estudo

Ceará, por Kleber Patricio

Cavalos-marinhos se prendem com a cauda em raízes de manguezal, mas turbidez da água dificulta alimentação dos peixes. Foto: Ronaldo César Gurgel-Lourenço/UFC.

Mais do que os níveis de salinidade ou de transparência da água, é a vegetação local que define a distribuição de cavalos-marinhos Hippocampus reidi em estuários de rios. Um estudo da Universidade Federal do Ceará (UFC) mostra que esta espécie em risco de extinção se concentra em áreas de manguezais do rio Pacoti, no Ceará, pois consegue se fixar nas raízes das árvores do mangue, o que torna urgente a preservação deste bioma. Estas conclusões estão em artigo científico publicado nesta semana na revista “Neotropical Ichthyology”.

Os pesquisadores monitoraram a população de cavalos-marinhos em regiões próximas à foz do rio Pacoti, no Ceará, durante um ano – entre dezembro de 2017 e novembro de 2018. Ao todo, 248 indivíduos foram identificados e tiveram perfil, sexo, tamanho e gravidez registrados. Aspectos do ambiente, como salinidade e transparência da água, também foram observados pelos cientistas.

“A salinidade costuma variar nos estuários de acordo com a entrada de água doce, a partir dos rios, ou de água salgada, a partir das marés”, explica Gabriela Valentim, pesquisadora da UFC e autora do artigo. O estudo observou que a quantidade de cavalos-marinhos grávidos aumenta na época seca, entre os meses de janeiro e dezembro, período em que o nível de salinidade das águas tem menos variação.

A pesquisadora relata que a turbidez da água pode dificultar a alimentação de espécies como os cavalos-marinhos, que ficam parados aguardando suas presas para sugá-las com a boca em formato de tubo. Outros fatores como alterações de temperatura e profundidade das águas também podem influenciar o tamanho da população desses animais. “O cavalo-marinho é dependente de seu habitat como forma de abrigo de predadores e de locais de fixação, já que ele se prende com sua cauda em substratos como raízes, ervas-marinhas e algas”, conta Valentim.

O Hippocampus reidi é uma das espécies de cavalos-marinhos que constam como vulneráveis na edição de 2018 do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que lista as espécies de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção. Para a cientista, os resultados da pesquisa podem ser relevantes para a criação de futuros programas de conservação do cavalo-marinho e de seu habitat preferido, os manguezais. “Para que qualquer programa de conservação seja desenhado e posto em prática, é necessário obter informações básicas sobre o estado das espécies-alvo. Por isso, a importância de monitoramentos como esse”, conta a autora.

A partir de agora, os autores seguem em busca de respostas sobre a fauna aquática do nordeste brasileiro. O próximo passo é monitorar as comunidades de peixes que vivem em diversos estuários distribuídos no Ceará para levantar dados sobre a fauna desta região costeira.

(Fonte: Agência Bori | Ressoa Oceano – Pesquisa indexada no Scielo)

‘Cidadão de bem’ e ‘linguagem neutra’: dicionário explica origem de expressões do debate político atual

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Pequeno dicionário explica termos ambíguos usados no debate político atual por meio de ilustrações da jornalista e quadrinista Carol Ito. Foto: Carol Ito/Arquivo pesquisadores.

O que significa alguém dizer que usa uma ‘linguagem neutra’, se define como um ‘cidadão de bem’ ou defende a ‘liberdade’? O significado e a história destes e de outros verbetes que se popularizaram nos debates políticos recentes no país aparecem em dicionário lançado na terça-feira (5) por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o Observatório de Sexualidade e Política (SPW, da sigla em inglês).

A segunda edição da obra “Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia” trabalha com verbetes usados por pessoas de todo o espectro político brasileiro e tem duas versões: uma para jovens e outra para adultos. Ao todo, são 14 verbetes com temas que ganharam significados polêmicos como ‘família’, ‘identitarismo’ e ‘globalismo’ — seis verbetes a mais da primeira edição do dicionário, lançada em 2022.

O livro pretende esclarecer acadêmicos, estudantes e formadores de opinião sobre a história e o percurso destes termos para que possam decidir, de modo informado, se desejam ou não usar essas expressões. Todos os verbetes têm uma ilustração que sintetiza seu significado, produzida pela jornalista e quadrinista Carol Ito, vencedora do Troféu Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

O material explica expressões como: ‘cidadão de bem’, usada nas campanhas presidenciais de 2018 e 2022. “Esse termo se popularizou num contexto de programas policiais, servindo desde sempre como um demarcador de condutas entre supostos bandidos e a população geral”, explica Isabela Kalil, coordenadora de Pós-Graduação em Antropologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e coautora do dicionário. “A popularização deste termo foram parte fundamental do processo que levou a extrema-direita ao poder”, destaca Kalil.

A pesquisadora Janine Pimentel, associada ao Núcleo de Estudos da Tradução da UFRJ, comenta que os verbetes da edição jovem do Pequeno Dicionário passaram por um processo de simplificação textual. “Usamos uma ferramenta que avalia o nível de dificuldade de um texto para produzir verbetes ainda mais curtos e descomplicados. Este é um processo chamado de ‘tradução intralinguística’, isto é, a tradução de um texto dentro da mesma língua, orientada por metas e públicos diferentes”, relata.

Sonia Corrêa, pesquisadora e cocoordenadora do SPW, diz que os termos tratados neste pequeno dicionário foram sorrateiramente absorvidos pela sociedade brasileira desde o final dos anos 1990 e, hoje, fazem parte do vocabulário político comum e corrente. “É como se esses bordões sempre tivessem existido. Ninguém se pergunta de onde vieram, como foram criados e a que se destinam. Recuperar essas trajetórias foi uma de nossas motivações, porque isso é vital para saber como melhor contestá-los”, esclarece Corrêa.

(Fonte: Agência Bori)

Duoiro Trio apresenta releituras da Música Popular Brasileira em show gratuito no Casarão

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Criado há dois anos com o intuito de valorizar a Música Popular Brasileira (MPB) em um repertório criado com muita pesquisa e arranjos próprios, o Duoiro Trio apresenta releituras de canções de diversas regiões do país no próximo domingo, dia 10, às 10h, em apresentação no bosque do Casarão Pau Preto. A entrada é gratuita.

Buscando sempre a diversidade de estilos musicais próprios da cultura brasileira, o trio se propõe a celebrar célebres compositores, como Chico Buarque, João Donato, Ivan Lins, Djavan, Rafael Altério, Breno Ruiz, Fito Paes, Flávio Venturini, Milton Nascimento, Lô Borges, Toninho Horta e Boca Livre, entre outros.

Seus integrantes possuem grande experiência na música. Wilson Brisola Fabro é formado pelo Conservatório de Tatuí, habilitado em Canto, Violão Popular e Regência Coral. Participou da Camerata de Violões, do Coral Da Boca pra Fora e há 26 anos desenvolve projetos socioeducativos em prefeitura, Organizações Não Governamentais e empresas que atuam no Terceiro Setor. É habilitado em Gestão Social e Saúde pelo Centro de Formação dos Músicos Intervenientes da Universidade de Estrasburgo, na França. Integra o Duoiro Trio como cantor, arranjador e instrumentista.

Gilberto Gardino Mourão iniciou seus estudos de forma autodidata há 30 anos em instrumentos como timba, atabaque, pandeiro e bateria. Tocou em diversas bandas de Ilhabela, nos mais diversos estilos, entre eles Banana Groove, Trio Bossa Brasil e WashRock, e acompanhou nomes como EffeBrasil, Beto Di Franco, Vitor Cunha, Susy Alberghini. Nando Varoni. Sebastião Sandreschi Neto, Renato Di Franco e Marcelo Totó. Integra o Duoiro Trio como baterista e no vocal.

Fabio Ambiel vem de uma família de músicos e tem seu pai, seresteiro que fez parceria com Nelson Gonçalves e Altemar Dutra, como referência. Participou de várias bandas de rock, blues e MPB, entre elas a Mississipi Breakers, onde foi vocalista e gaitista por 25 anos, participando do primeiro festival de música de Indaiatuba. Foi integrante do Trio Rouxinol, formado com seus pais, com os quais realizou apresentações de músicas mexicanas, italianas e serestas em Indaiatuba e região. No Duoiro Trio, atua como gaitista, arranjador e no vocal.

Duoiro Trio

Data: 10 de dezembro

Horário: 10 horas

Local: Casarão Pau Preto

Endereço: Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro

Entrada gratuita.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

CAIXA Cultural São Paulo recebe exposição “Hiper-realismo no Brasil”, de Giovani Caramello

São Paulo, por Kleber Patricio

O artista plástico Giovani Caramello. Foto: divulgação.

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta a exposição “Hiper-realismo no Brasil” entre os dias 8 de dezembro de 2023 e 18 de fevereiro de 2024. Criada pelo artista plástico paulista Giovani Caramello, reconhecido pela expressividade de seu trabalho, a mostra chega pela primeira vez a São Paulo depois de passar com sucesso por Curitiba. Reúne esculturas em silicone que reproduzem figuras humanas expressivas e peças produzidas em bronze. A exposição tem visitação gratuita de terça-feira a sábado, das 10h às 18h e aos domingos e feriados, das 9h às 17h.

O artista explica um pouco do seu processo. “São várias técnicas utilizadas; entre elas, cerâmica, resina e as de silicone, que são as mais hiper-realistas, além do bronze, que é a minha nova fase, com uma escultura mais sóbria e monocromática”, comentou Caramello.

O curador Ícaro Ferraz Vidal Júnior acredita que essa exposição fortalece o movimento hiper-realista da arte contemporânea brasileira. Para Ícaro, “Caramello nos apresenta uma série de imagens e personagens com uma linguagem fascinante e sedutora do hiper-realismo e que nos fazem pensar na fragilidade do humano e na impermanência da vida”.

Giovani Caramello iniciou sua carreira com modelagem 3D e buscou a escultura como forma de aperfeiçoar a técnica, despertando assim o interesse pelo realismo. “Em 2013, comecei trabalhando como artista digital e surgiu o interesse pela escultura tradicional, feita à mão, para me ajudar no digital. Só que, quando comecei esse estudo, eu me apaixonei pela escultura e mudei de área”, resume. Ele fez aulas de modelagem com o escultor Cícero D’Ávila, trabalhou como escultor comercial e, pouco tempo depois, começou sua obra autoral com o hiper-realismo.

Serviço:

[Artes Visuais] Hiper-realismo no Brasil, de Giovani Caramello

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo, SP (próxima à estação Sé do Metrô)

Data: 8 de dezembro de 2023 a 18 de fevereiro de 2024

Horários: terça a sábado, das 10h às 18h; domingo, das 9h às 17h

Curadoria: Ícaro Ferraz Vidal Júnior

Entrada Franca

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Acesso a pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Informações: (11) 3321-4400 | Link.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)