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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Casa Museu Ema Klabin lança catálogo da exposição “Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana”

São Paulo, por Kleber Patricio

Sala de jantar da Casa Museu Ema Klabin integra o percurso da exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana. Foto: Nelson Kon/Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

No dia 28 de fevereiro, às 11h, a Casa Museu Ema Klabin lançará o catálogo da exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana”. Com curadoria de Paulo de Freitas Costa e Paula Nishida, a mostra revela um território com cerca de 4 mil anos de ocupação humana, muito antes da fundação da vila colonial. O percurso expositivo articula ciência, história e imaginação para compreender a relação dos primeiros habitantes com a paisagem que hoje abriga a maior cidade do país, ampliando o olhar sobre a memória e a formação de São Paulo.

Para aprofundar os temas abordados pela exposição, o catálogo reúne textos dos curadores, aproximando as perspectivas histórica e arqueológica da mostra. Além dos ensaios analíticos, o volume inclui uma seleção de fotografias que documentam aspectos centrais do percurso expositivo e contextualizam visualmente as descobertas apresentadas.

Lançamento

Com entrada franca, o lançamento será realizado na área de eventos da Casa Museu Ema Klabin, onde os curadores farão uma breve apresentação sobre seus textos. O catálogo será disponibilizado ao público com sugestão de contribuição voluntária, em apoio às atividades da casa museu.

Em seguida, a programação segue com a palestra presencial da arqueóloga e curadora Paula Nishida. A apresentação traçará um panorama dos contextos arqueológicos do município de São Paulo, destacando a distribuição, a localização e os impactos dos sítios identificados, e evidenciará como a pesquisa arqueológica permite recuperar aspectos pouco registrados na historiografia, mesmo em um território intensamente urbanizado.

São Paulo conta com cerca de 90 sítios arqueológicos identificados e oito deles foram escolhidos para compor esta exposição, servindo como referências importantes para entender a formação histórica do território paulistano.

Do lítico ao contemporâneo: oficina de pedra lascada

Você sabe como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? Na arqueologia, líticos são rochas trabalhadas pelo gesto humano para funções específicas e muitas das ferramentas pré-históricas revelam soluções técnicas sofisticadas semelhantes às de hoje. Às 14h, a oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? reúne essas reflexões com uma experiência prática conduzida pelo arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima, que apresenta os princípios das indústrias líticas e orienta a produção de ferramentas em rocha. A atividade propõe uma nova leitura de São Paulo não apenas como metrópole, mas como território de longa ocupação humana cujas práticas materiais apontam conexões entre memória, cultura e tecnologia.

Ciclo de palestras amplia panorama arqueológico

A exposição, em cartaz até 29 de março, é acompanhada por um ciclo de palestras e eventos que aprofundam os eixos curatoriais da mostra e ampliam seu diálogo com diferentes campos do conhecimento. A programação reúne pesquisadores e especialistas em abordagens presenciais e online. Entre os destaques estão as palestras de Luis Symanski, sobre arqueologia diaspórica (18 de março); Letícia Correa, dedicada ao Sítio Lítico do Morumbi (26 de março); e Ricardo Cardim, com o tema da Mata Atlântica (16 de abril). O ciclo inclui ainda oficinas e caminhadas presenciais conduzidas por Carolina Guedes, que explora pintura rupestre e arte de rua (28 e 29 de março), e a caminhada urbana de aproximação da arqueologia da cidade com a memória negra do século XVIII, promovida pelo coletivo Cartografia Negra (11 de abril).

Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon/Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

O objetivo da programação é apresentar a diversidade e a pluralidade de povos, práticas e modos de vida que constituíram o território paulistano ao longo do tempo, ampliando o entendimento sobre a formação histórica da cidade para além das narrativas tradicionais. Um relevante panorama sobre o passado da cidade que não consta nos livros de História.

Serviço:

28 de fevereiro de 2026 (sábado)

11h às 13h – Lançamento do catálogo da exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana com as presenças dos curadores Paulo de Freitas Costa e Paula Nishida e palestra com a arqueóloga e curadora Paula Nishida – Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Tradução e interpretação em Libras. Vagas: 95, por ordem de inscrição no site: https://emaklabin.org.br/em-cartaz/palestras-presencial-quando-sao-paulo-era-piratininga-arqueologia-paulistana

14h – Oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? com o arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária) Vagas: 30, por ordem de inscrição: https://emaklabin.org.br.

Exposição: Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana – Curadoria: Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa

Até 29/3/2026 – Visitas livres de quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18h – visitas mediadas quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h. sábado, domingo e feriado, às 14h. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) para estudantes, idosos, PCD e jovens de baixa renda. Gratuidade para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública.

Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo.

Sobre a Casa Museu Ema Klabin

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

Acesse o site e redes sociais:

Site: https://emaklabin.org.br

Instagram, Facebook e TikTok: @emaklabin

YouTube: https://www.youtube.com/c/CasaMuseuEmaKlabin

Google Arts & Culture: https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU.

(Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Em março, Theatro Municipal apresenta duas criações do Balé da Cidade, concertos sinfônicos e repertório camerístico

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Ensaio de ‘Encruzilhada’. Foto: Gustavo Quevedo.

Abrindo a programação do Theatro Municipal de São Paulo no mês de março, o Balé da Cidade de São Paulo realiza o projeto Quase em Cena: Encruzilhada, nos dias 3, 5 e 6, sempre às 11h, na Sede do Balé da Cidade de São Paulo, Praça das Artes. Ao abrir o processo criativo, o projeto aproxima espectadores do cotidiano da companhia, permitindo o acesso a camadas de trabalho normalmente restritas aos bastidores. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia no site. A classificação é livre, a duração aproximada é de 120 minutos, com intervalo.

Na sequência, o Balé da Cidade de São Paulo estreia Encruzilhada na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal, com apresentações nos dias 14, 15, 18, 19, 20, 21 e 22 de março. Com concepção e coreografia de Renan Martins; Iolanda Sinatra assina a dramaturgia e o acompanhamento artístico; Helena Araújo, a assistência de coreografia; EPX e Alana Ananias, a trilha sonora e sua execução ao vivo; Jo Rios, o design de luz; e Tom Martins, o figurino. A coreografia articula gestos do imaginário coletivo, práticas corporais populares e arquivos ancestrais, colocando a coletividade no centro da cena como prática instável e necessária. Os ingressos variam de R$13 a R$100 e a duração é de aproximadamente 70 minutos, sem intervalo.

Quarteto de Cordas. Foto: Larissa Paz.

No dia 26 de março, quinta-feira, às 20h, o Quarteto de Cordas da Cidade apresenta Diálogos: Shaw, Mozart e Haydn na Sala do Conservatório da Praça das Artes. Formado por Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola e Rafael Cesario no violoncelo, o grupo interpreta obras de Caroline Shaw, Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus Mozart, em um programa que transita entre a música contemporânea e o repertório clássico. Os ingressos custam R$50 e a duração aproximada é de 60 minutos, sem intervalo.

Já nos dias 27 e 28 de março, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta Quadros Sinfônicos na Sala de Espetáculos, com regência de Mei-Ann Chen e participação do violinista Guido Sant’Anna. O programa reúne obras de An-Lun Huang, Sergei Prokofiev, Kaija Saariaho e Igor Stravinsky, incluindo o Concerto para Violino nº 1, de Prokofiev, e a Suíte O Pássaro de Fogo (1919), de Stravinsky. Os ingressos custam de R$13 a R$100 e a duração é de aproximadamente 1h30, com intervalo.

Montagem de ‘Adeus, deus’ em 2025. Foto: Rafael Salvador.

Ao final do mês, o Balé da Cidade de São Paulo, em conjunto com a Orquestra Sinfônica Municipal, apresenta Adeus, deus de 28 de março a 1º de abril na Cúpula do Theatro Municipal. Criada originalmente em 2005, a obra de Sandro Borelli propõe um discurso poético do corpo e uma dramaturgia que aborda o desapego à vida, o conflito entre vontade e desejo e a consciência como instância de julgamento. Com atmosfera trágica e melancólica, o espetáculo se constrói como um manifesto corporal sobre finitude e resignação. Os ingressos custam R$50 e a duração aproximada é de 40 minutos.

Por fim, no dia 29 de março, domingo, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório e o Coro Lírico Municipal apresentam Richard Wagner na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal. Sob regência de Wagner Polistchuk e Hernán Sánchez Arteaga, o concerto reúne trechos emblemáticos de óperas de Richard Wagner, como Lohengrin, Tristão e Isolda, O Navio Fantasma, Crepúsculo dos Deuses, As Valquírias e Tannhäuser. Os ingressos variam de R$13 a R$50 e a duração aproximada é de 60 minutos, sem intervalo.

(Com Letícia Santos /Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Mostra “Ònà Irin: caminho de ferro”, de Nádia Taquary, é prorrogada até 26 de abril no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Nádia Taquary  – Ònà Irin: caminho de ferro. Foto: Thales Leite.

Sesc Belenzinho anuncia a prorrogação da exposição “Ònà Irin: caminho de ferro”, individual da artista baiana Nádia Taquary, que agora pode ser visitada até 26 de abril de 2026. Com curadoria de Amanda Bonan, Ayrson Heráclito e Marcelo Campos, a mostra – que estreou no Museu de Arte do Rio (MAR) em 2023 e esteve em cartaz no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, até março de 2025 – destaca a pesquisa de Taquary sobre o universo afro-brasileiro e a presença feminina nos mitos de criação de matrizes iorubás. No Sesc, o projeto ganha nova ambientação e intensifica sua dimensão sensorial e simbólica, reiterando a reflexão sobre como a ancestralidade e a espiritualidade afro-brasileira se manifestam no cotidiano contemporâneo.

Entre esculturas, objetos-esculturas, instalações e uma videoinstalação, a mostra reúne 22 obras produzidas em diferentes momentos da carreira da artista, que iniciou sua trajetória em 2010 pesquisando a joalheria afro-brasileira e, em especial, as pencas de balangandãs, conjuntos de pingentes metálicos usados por mulheres negras escravizadas e libertas na Bahia dos séculos XVIII e XIX que reuniam símbolos de fé, proteção e prosperidade, funcionando também como formas de resistência e autonomia. Desde então, sua produção expandiu-se para instalações e esculturas de grande escala em que o sagrado e o feminino se manifestam em formas híbridas, com materiais como búzios, miçangas, palhas e metais.

Nádia Taquary  – Ònà Irin: caminho de ferro. Foto: Thales Leite.

A mostra em São Paulo mantém o conjunto apresentado nas versões anteriores, reafirmando a centralidade das forças femininas na cosmologia afro-brasileira. A montagem foi pensada para intensificar a experiência do público, conduzindo-o por uma travessia simbólica que entrelaça criação, tempo e as energias que conectam o visível e o invisível como trilhos que se desdobram em múltiplos percursos, abrindo caminhos de ferro entre mundos materiais e espirituais.

Ao ocupar um centro cultural como o Sesc, a exposição também amplia o diálogo com diferentes públicos. “Essa mostra não organiza conhecimento sobre arte, mas trata da vida — do surgimento da vida, da superação dos medos e da presença feminina nos mitos da criação”, afirma o curador Marcelo Campos.

Nádia Taquary  – Ònà Irin: caminho de ferro. Foto: Thales Leite.

Embora não se proponha como retrospectiva, Ònà Irin: caminho de ferro articula diferentes momentos da trajetória de Nádia Taquary, revisitando a passagem da artista da joalheria afro-brasileira para a criação de esculturas e instalações de dimensão ritual. Mais do que reunir fases, a mostra transforma essa transição em experiência: um percurso que faz da arte um território de encontro entre memória, mito e espiritualidade, onde a presença feminina negra emerge como força criadora e princípio de mundo.

Serviço:

Ònà Irin: caminho de ferro, de Nádia Taquary

Local: Sesc Belenzinho

Em cartaz até 26 de abril de 2026

Horário de funcionamento:  Terça a sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 18h

Acessibilidade: Rampas, elevadores, pisos tátil, banheiros adaptados e outros equipamentos acessíveis.

Classificação indicativa: Livre

Entrada gratuita

Estacionamento

De terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

SESC BELENZINHO

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Transporte Público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m).

(Com Martim Pelisson Moraes/Pool de Comunicação)

Com Jesus subindo aos céus e desaparecendo nas nuvens, Paixão de Cristo de Nova Jerusalém promete temporada histórica

Brejo da Madre de Deus, PE, por Kleber Patricio

Cena final da Ascensão na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Fotos: Divulgação.

A 57ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que acontece de 28 de março a 4 de abril de 2026, prepara-se para ser um divisor de águas na história do espetáculo. Localizada no município do Brejo da Madre de Deus, a 180 km do Recife, a produção deste ano aposta em uma inovação tecnológica jamais vista nos 56 anos de encenação. “Pela primeira vez, o público testemunhará a cena final com um realismo impressionante. Jesus irá ascender até desaparecer entre as nuvens, proporcionando um desfecho mágico e impactante”, afirma Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova.

A novidade tem como objetivo não apenas emocionar a plateia, mas também renovar o interesse do público que já conhece a Fazenda Nova e atrair novos visitantes para o Agreste pernambucano.

Até o ano passado, na cena final do espetáculo, Jesus subia apenas alguns metros acima de um rochedo. Mesmo assim, a cena era considerada uma das mais belas e emocionantes do espetáculo. Agora, utilizando iluminação especial e tecnologia de última geração, os organizadores prometem uma ascensão ainda mais impactante para surpresa e espanto da plateia.

A grandiosidade dos novos efeitos especiais servirá também para marcar a passagem do centenário de nascimento de Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade-teatro. A STFN planejou esta temporada como um tributo ao legado do fundador. “Vamos homenagear o visionário que transformou uma pequena encenação realizada num vilarejo do agreste nordestino no início da década de 50, em uma das principais atrações turísticas e culturais do Brasil e do mundo”, afirma Robinson, que é filho de Plínio e responsável por manter vivo este Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Para dar vida a esta edição histórica, grandes nomes da dramaturgia nacional foram escalados. Dudu Azevedo assume o papel de Jesus, protagonista da aguardada cena da ascensão. O elenco principal conta ainda com Beth Goulart (Maria), Marcelo Serrado (Pilatos) e Carlo Porto (Herodes). Eles atuarão nos nove palcos monumentais ao lado de talentos da cena pernambucana e centenas de figurantes.

O espetáculo, que narra os últimos dias de Jesus — do Sermão da Montanha à inovadora ascensão —, atrai anualmente milhares de espectadores do Brasil e do exterior desde sua inauguração oficial em 1968.

Os ingressos para a temporada 2026 já estão disponíveis e podem ser adquiridos através do site oficial: www.novajerusalem.com.br.

(Com Mauro Gomes Ferreira/MG Comunicação)

Cia Vagalum Tum Tum estreia nova peça em turnê pelo interior de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Comemorando 25 anos, Cia leva novo espetáculo “As luvas de Shakespeare” a Votorantim, Campinas, Cubatão, Santos, São Paulo e Bragança Paulista. Fotos: Wesley Soares.

Referência no teatro feito para crianças e jovens e na adaptação da obra do bardo inglês para as novas gerações, a Cia Vagalum Tum Tum comemora seus 25 anos na estrada com o projeto de circulação de seu mais recente espetáculo, “As Luvas de Shakespeare”. O projeto é realizado através do ProAC ICMS, programa de fomento à cultura do Governo do Estado de São Paulo, com patrocínio da Birla Carbon.

A turnê – que leva a história da vida do dramaturgo inglês a diversas regiões do Estado de São Paulo – inclui apresentações gratuitas em várias cidades de São Paulo e região Metropolitana.

As viagens começaram em Mauá (8/2) e seguem por Votorantim (21/2), Santo André (27/2), Campinas (7/3), Cubatão (13/3), Santos (14/3) e São Paulo (de 21/3 a 19/4), além de prever passagem por Bragança Paulista (ver agenda de apresentações e endereços no final do texto).

Após cada sessão, o público é convidado a participar de um bate-papo com a equipe artística, promovendo reflexões sobre os temas abordados no espetáculo e ampliando a experiência teatral. Além das encenações, o projeto oferece a palestra “A Função Social do Palhaço e Seu Poder Transformador” nas cidades da circulação.

A companhia utiliza a técnica da commedia dell’arte para aproximar o público de temas clássicos. O trabalho articula vida e obra de uma grande personalidade teatral à ludicidade do fazer artístico, mostrando como a linguagem dos palhaços pode democratizar o acesso a conteúdos fundamentais da história do teatro.

Segundo o diretor Angelo Brandini, a escolha do tema é estratégica para a formação de novos públicos. “Contar a história da vida de William Shakespeare para crianças e jovens é muito importante, pois ele é um dos maiores poetas e dramaturgos do mundo. Suas histórias falam de amor, amizade, ambição e justiça — temas que interessam a todas as pessoas, de qualquer idade. As Luvas de Shakespeare é a nossa homenagem ao teatro e a todas as pessoas que gostam de assistir e fazer teatro. Esperamos inspirar as crianças a usarem a imaginação para criarem seus personagens e suas próprias histórias.”

Sinopse 

A peça narra a trajetória de William Shakespeare desde a infância, quando o contato com uma trupe mambembe desperta seu desejo de ser ator. Ao seguir para Londres, ele começa trabalhando na guarda de carruagens nos arredores dos teatros até que, por um acaso do destino, é convidado a substituir um ator em um ensaio dos palhaços Juca e Pinduca.

O diferencial da trama reside em um par de luvas herdado de sua avó. Shakespeare acredita que sua inspiração para escrever as peças que o tornariam famoso está diretamente ligada ao uso desses acessórios. A trama se desenvolve entre o sucesso da companhia e os desafios enfrentados quando o jovem autor perde suas luvas e, consequentemente, sua confiança criativa.

Sobre a Cia Vagalum Tum Tum 

Fundada em 2001 por Angelo Brandini e Christiane Galvan, a Cia Vagalum Tum Tum é uma das companhias mais premiadas do país. Desde 2007, o grupo foca na adaptação da obra de William Shakespeare para o universo infantil, acumulando prêmios de prestígio como o APCA (por espetáculos como OthelitoO Bobo do ReiBruxas da Escócia e Henriques), o Prêmio FEMSA e o Prêmio Shell 2023 de Melhor Cenário por Meu Reino por um Cavalo.

A pesquisa do grupo é pautada pelo olhar transformador do palhaço. Como extensão dessa pesquisa, a circulação oferece a palestra “A Função Social do Palhaço e Seu Poder Transformador”, onde Angelo Brandini contextualiza a figura do palhaço desde os xamãs e bobos da corte até a ocupação de espaços contemporâneos, como hospitais, defendendo a criatividade como uma ferramenta acessível a todos.

Os espetáculos que compõe o ativo repertório são: Othelito (2007) – Prêmio APCA e FEMSA de Melhor Texto Adaptado; O Bobo do Rei (2010) – Prêmio FEMSA de Teatro Infantil 2010 de Melhor Direção, Melhor Figurino e Atriz Revelação, Prêmio APCA de Melhor Elenco de 2010; O Príncipe da Dinamarca (2011) – Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2011 por Melhor Trabalho para o Público Infanto-Juvenil e Premio FEMSA de Teatro Infanto-Juvenil 2011 de Melhor Texto Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante; Bruxas da Escócia (2013) – APCA por Melhor Espetáculo com Texto Adaptado, Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil de Jovem de Melhor Espetáculo Infantil, Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante; Henriques (2016) – Prêmio APCA 2016, Melhor Espetáculo com Texto Adaptado e PRÊMIO SÃO PAULO DE INCENTIVO AO TEATRO INFANTIL E JOVEM 2017 de Melhor Texto Adaptado e eleito Melhor espetáculo para crianças de 2016 pelo Guia da Folha-SP; Meu Reino por um Cavalo (2022) – APCA 2022 de Melhor Elenco e Shell 2023 de Melhor Cenário.

Ficha Técnica

Texto e Direção Geral: Angelo Brandini. Direção: Val Pires. Música Original: André Abujamra. Elenco: David Tayiu, Christiane Galvan e Wesley Salatiel. Figurinos: Christiane Galvan. Cenário e Adereços: Bira Nogueira. Desenho de Luz: Ligia Chaim. Desenho de Som: Vitor Osorio. Produção Executiva: Marina Mioni. Assessoria de Imprensa: Arteplural – M. Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira. Realização: Cia. Vagalum Tum Tum.

VÍDEOS – Link.

Serviço:

SANTO ANDRÉ

Data: 27/2 às 19h30

Local: Teatro Conchita de Moraes (Pça. Rui Barbosa, 12)

Gratuito

VOTORANTIM

Data: 21/2 às 16h

Local: Auditório Municipal Francisco Beranger

Endereço: Av. Ver. Newton Vieira Soares, 291 – Centro

Capacidade: 264 pessoas

Gratuito

CAMPINAS

Data: 7/3 às 16h

Local: Sesi Campinas Amoreiras

Endereço: Av. das Amoreiras, 450, Parque Itália – Campinas / SP

Gratuito

CUBATÃO

Data: 13/3 às 20h

Local: Teatro do Kaos (Pça. Joaquim Montenegro, 34)

SANTOS

Data: 14/3 às 16h

Local: Teatro Guarany (Pça. dos Andradas, 100)

SÃO PAULO

Data: 21/3 a 19/4 (Sábados e domingos às 16h)

Local: Teatro Alfredo Mesquita (Av. Santos Dumont, 1770)

Sessão com intérprete de LIBRAS disponível

Próxima cidade: Bragança Paulista.

(Com Mauricio Barreira/Arte Plural Comunicação)