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Exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak” chega ampliada ao CCBB RJ

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Hiromi Nagakura.

No dia 28 de fevereiro de 2024, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro inaugura a exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”, mostra idealizada pelo Instituto Tomie Ohtake, de São Paulo. Com curadoria de Ailton Krenak e curadoria adjunta de Angela Pappiani, Eliza Otsuka e Priscyla Gomes, a exposição apresenta 160 fotografias inéditas no Brasil do premiado fotógrafo japonês Hiromi Nagakura realizadas em viagens com Krenak, principalmente pelo território amazônico, entre 1993 e 1998. A mostra, com entrada gratuita, chega ao CCBB RJ ampliada e com uma nova seleção de imagens, além de objetos dos povos visitados que não estiveram presentes na edição paulistana da exposição, em cartaz no ITO até o início deste ano.

Além disso, lideranças indígenas de diversas etnias participarão de conversas, realizadas em torno da exposição, junto com o fotógrafo e o curador.  No dia da abertura da exposição, às 17h, haverá a roda de conversa “Hiromi Nagakura e Ailton Krenak encontram os povos da floresta”, com a presença da dupla e também das lideranças indígenas Moisés Pyianko Ashaninka e Leopardo Huni Kuin, com a participação de Marize Guarani, presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã. No dia 29 de fevereiro, também às 17h, haverá mais uma roda de conversa, “Hiromi Nagakura e Ailton Krenak encontram os povos do cerrado”, com Krenak, Nagakura e as lideranças indígenas Marineuza Pryj Krikati, Maria Salete Krikati e Caimi Waiassé Xavante, com a participação de Carlos Tukano, presidente do Conselho Estadual de Direitos Indígenas do Rio de Janeiro. No dia 1º de março, às 17h, Ailton Krenak e as cinco lideranças indígenas da Amazônia convidadas farão palestra no CCBB RJ.

“Nagakura-san é um samurai. Sua espada é uma câmera que ele maneja com a segurança de quem já passou por campos de refugiados e esteve no centro das praças de guerra, por lugares como África do Sul, Palestina, El Salvador e Afeganistão. Depois desse mergulho no inferno global, quando sentiu de perto a loucura dos seres humanos, o samurai da câmera descobriu a floresta amazônica e seus povos nativos”, escreveu Ailton Krenak, curador da mostra, no texto que acompanha a exposição.

A exposição é patrocinada pelo Banco do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A mostra segue para os CCBBs Brasília e Belo Horizonte após temporada no Rio de Janeiro.

Percurso da exposição

A exposição ocupará todas as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ e a rotunda, onde haverá uma instalação aérea inédita, em formato circular, pensada especialmente para o espaço, com imagens da exposição plotadas em tecido.

As salas seguirão a ordem cronológica das visitas da dupla à Amazônia, como se o público estivesse viajando junto com eles. Na primeira sala estarão fotografias dos povos Krikati e Gavião, localizadas em regiões impactadas por invasões, desmatamento e hidrelétricas na Amazônia.

Na sala seguinte, estarão fotografias dos povos Ashaninka, Yawanawá, Xavante e Kaxinawá. Nos cofres, estarão salas imersivas com sons da floresta e cantos indígenas, levando o público a uma verdadeira viagem por estes territórios e etnias. Além disso, haverá um vídeo com registros de viagens de Nagakura por todos os continentes. Haverá, ainda, uma grande sala inteiramente dedicada aos Yanomami.

Seguindo o percurso da exposição, chega-se à sala “Imagem e Cultura”, com fotografias totalmente inéditas e objetos dos povos visitados, que não estiveram na exposição em São Paulo. Este será um espaço multiétnico, com imagens que conversam entre si, agrupadas por temas, situações, cores ou paisagens, sem divisão por etnia, acolhendo todos os povos em um só lugar.

Na última sala estarão os núcleos “O Reencontro” – onde será exibido um vídeo com conversas de Ailton Krenak e Hiromi Nagakura com lideranças indígenas de todas as etnias visitadas na década de 1990, além de outro com a íntegra da conversa entre o fotógrafo e o curador registrada para o projeto “Conversa na Rede”, gravada na Casa Ateliê de Tomie Ohtake, em São Paulo – e “A Viagem”, com registros de bastidores, retratando Krenak e Nagakura durante a viagem, a cumplicidade deles e junto aos amigos das aldeias. Também neste espaço estará a obra “Território imemorial ou Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak” (2023), do artista Gustavo Caboco, feita especialmente para a mostra, que apresenta um mapa com os territórios visitados por Nagakura e Krenak.

Viagens ao longo de cinco anos

As viagens de Nagakura e Krenak abarcaram quase cinco anos, de 1993 a 1998, dezenas de horas, sempre na companhia da produtora e intérprete Eliza Otsuka. A exposição, acompanhada dos encontros, é o resultado de uma “união de esforços para fazer uma celebração em torno dessa amizade alimentada pelo sonho e beleza da obra do fotógrafo Hiromi Nagakura”, diz Ailton Krenak.

Segundo Krenak, a mostra traz algumas das belas imagens das viagens às aldeias e comunidades na Amazônia brasileira. “Momentos de intimidade e contentamento entre ‘amigos para sempre’ inspiraram esta mostra fotográfica, mediada por encontros com algumas das pessoas queridas que nos receberam em suas cozinhas e canoas, suas praias de rios e nas aldeias: Ashaninka, Xavante, Krikati, Gavião, Yawanawá, Huni Kuin e comunidades ribeirinhas no Rio Juruá e região do lavrado em Roraima”, destaca o curador. As viagens alcançaram os estados do Acre, Roraima, Mato Grosso, Maranhão, São Paulo e Amazonas.

A aproximação entre Krenak e Nagakura começou numa conversa, sentados em esteiras, na sede da Aliança dos Povos da Floresta, no bairro do Butantã, em São Paulo, onde se conheceram, quando Eliza Otsuka apresentou o plano de viagens de Nagakura. “Ela [Eliza] resumiu com estas palavras o conceito todo do projeto para alguns anos dali para frente: ele vai ser a sua sombra por onde você for, quando estiver dormindo e quando estiver acordado”, recorda-se Krenak. Esta história toda está reunida em um dos livros escrito em nihongo, publicado pela editora Tokuma (Tóquio, 1998), intitulado “Assim como os rios, assim como os pássaros: uma viagem com o filósofo da floresta, Ailton Krenak”, assumido por Krenak como a sua biografia feita por Hiromi Nagakura.

Sobre o artista | Hiromi Nagakura nasceu em 1952 na cidade de Kushiro, ao norte da ilha de Hokkaido, no Japão. Desde criança, amou gente e a natureza, interessado em pessoas e culturas de outros lugares do mundo. Sentia-se atraído pelo novo, pelo desconhecido. Viajou para destinos diversos, visitou as ilhas do Pacífico Sul, entrou em contato com povos nômades do Afeganistão. Foi então que sentiu a necessidade de documentar seus encontros e começou a praticar e se aperfeiçoar nas técnicas da fotografia. Para ele, desde o início, a fotografia sempre foi um instrumento para se relacionar com o mundo e a diversidade de culturas, paisagens e pensamentos. Formou-se em direito, mas seguiu a carreira de fotógrafo. Trabalhou na agência noticiosa Jiji Press porque admirava os fotógrafos reconhecidos por seus trabalhos de cobertura de guerras. Em 1979, com 27 anos, Nagakura decidiu tornar-se fotojornalista independente, caminho que acabou levando-o a conhecer a África do Sul, Zimbábue, União Soviética, Afeganistão, Turquia, Líbano, El Salvador, Bolívia, Peru, Brasil, Indonésia, México, Groenlândia e vários outros países, em todos os continentes. Realizou centenas de viagens e exposições, publicou dezenas de livros, foi personagem de inúmeros documentários, escreveu reportagens, ministrou oficinas e palestras, recebeu prêmios.

Sobre o curador

Ailton Alves Lacerda Krenak nasceu em 1953 no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, quando o povo Krenak vivia no exílio, expulso de seu território tradicional por invasores que ocuparam e depredaram as matas densas às margens do Watu, como o povo originário chama seu avô-rio. Depois, nos anos de ditadura, a antiga aldeia Krenak foi transformada em prisão indígena, testemunha da violência contra os povos que insistiam em desafiar a ordem imposta vivendo de um modo diferente.

Ailton viveu parte de sua vida em São Paulo, onde estudou e começou sua militância no movimento que começava a surgir no final dos anos 1970, reunindo indígenas de muitas etnias em torno de uma luta comum por direitos. Sua imagem pintando o rosto de preto no Congresso Nacional tornou-se símbolo da resistência indígena na Constituinte. Coordenou a União das Nações Indígenas, o Núcleo de Cultura Indígena, o Centro de Pesquisa Indígena, a Embaixada dos Povos da Floresta e a Aliança dos Povos da Floresta ao lado de seringueiros, extrativistas e ribeirinhos pela vida da (e com a) Floresta. Regressou nos anos 2000 a seu território, que ajudara a consolidar em 1999. Hoje vive às margens do Watu, ferido pela lama do rompimento da barragem de dejetos da Samarco em 2015. Ali o povo se fortalece, rememora a língua e os ritos, restabelece a vida.

Nos últimos anos, Ailton Krenak tem se dedicado à manifestação do pensamento através do som e do poder sagrado das palavras, refletindo sobre temas que afetam a todas e todos nós, seres vivos de todas as humanidades, companheiros da mesma canoa Terra que navega no firmamento. Suas palavras estão registradas em livros que nos aproximam da cosmologia dos povos originários e confrontam nossa vida cotidiana. Autor de “Ideias para adiar o fim do mundo” (2019), “A vida não é útil” (2020) e “Futuro ancestral” (2022). É comendador da Ordem de Mérito Cultural da Presidência da República e doutor honoris causa pela Universidade de Brasília (UNB) e pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Em 2023, foi eleito como membro da Academia Brasileira de Letras e Academia Mineira de Letras.

Sobre o CCBB RJ | Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o CCBB está instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva. Marco da revitalização do centro histórico do Rio de Janeiro, o Centro Cultural mantém uma programação plural, regular e acessível, nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e pensamento. Em 34 anos de atuação, foram mais de 2.500 projetos oferecidos aos mais de 50 milhões de visitantes. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio de Janeiro entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. O prédio dispõe de 3 teatros, 2 salas de cinema, cerca de 2 mil metros quadrados de espaços expositivos, auditórios, salas multiuso e biblioteca com mais de 200 mil exemplares. Os visitantes contam ainda com restaurantes, cafeterias e loja, serviços com descontos exclusivos para clientes Banco do Brasil. O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro funciona de quarta a segunda, das 9h às 20h, e fecha às terças-feiras. Aos domingos, das 8h às 9h, o prédio e as exposições abrem em horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes.

Serviço:

Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak

De 28 de fevereiro a 27 de maio de 2024

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – 1º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Informações: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h – Fechado às terças-feiras.

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Ingressos disponíveis na bilheteria física ou pelo site do CCBB – bb.com.br/cultura.

Ingressos para as rodas de conversa e palestras distribuídos na bilheteria física e virtual a partir das 9h do dia de cada atividade.

Para seguir o CCBB RJ nas redes sociais: x.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj | @ccbbrj.

(Fonte: Midiarte Comunicação)

Alissa Sanders, cantora estadunidense de Jazz radicada no Brasil, traz ao palco do Sesc 24 de Maio o show ‘Divas of Jazz’

São Paulo, por Kleber Patricio

Alissa Sanders. Foto: @morrifazendoarte.

Alissa Sanders apresenta no dia 29/2, quinta-feira, às 20h, no Sesc 24 de Maio, o show ‘Divas do Jazz’, uma performance que entrelaça os clássicos dos maiores compositores do gênero imortalizados por divas como Nina Simone, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Cassandra Wilson e Norah Jones. Além disso, o espetáculo incorpora clássicos da música brasileira, incluindo obras de Tom Jobim, Djavan, Milton Nascimento e Luiz Bonfá, entre outros que também foram gravados por essas divas.

As composições, o canto e as apresentações de Alissa estabelecem pontes entre suas raízes no Jazz e os gêneros musicais dos EUA influenciados pela cultura de seus ancestrais africanos e elementos da música brasileira.

A cantora e compositora estadunidense Alissa Sanders, é natural de Los Angeles (Califórnia) e residente no Brasil há 23 anos. Ela deu início à sua carreira profissional em São Paulo, onde lançou o seu primeiro disco, intitulado “Beginning”. Com foco no jazz e na bossa nova, Alissa participou de diversos eventos pelo Brasil, incluindo o Campos Jazz Fest, Bourbon Festival Paraty, Festival Jazz Brasil, BH Jazz Festival e Sesc Jazz, em São Paulo. Nos EUA, se apresentou no House of Blues, em Los Angeles, e com a banda Maximum Hedrum (Derrick Green do Sepultura e Sam Spiegel) no Festival South by Southwest e no Carson Daly Show (NBC).

Em 2015, em Salvador, Alissa Sanders entrou para o grupo DNA Urbano e começou a se aproximar da música baiana contemporânea, dos sons de matriz africana e do samba de roda. Após viajar pelo Oriente Médio, Índia e África a trabalho, se dedicou em pesquisar sobre as raízes da música negra brasileira, o que a levou ao Recôncavo da Bahia, onde teve a oportunidade de conhecer e estudar com Dona Zélia do Prato, Mestre Góes e outros mestres da cultura popular.

Ouça o álbum: Spotify | YouTube Music.

Serviço:

Alissa Sanders – Show ‘Divas of Jazz’

Data: 29/2, quinta-feira, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo (SP) – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio, pelo aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP – R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Plena Sesc)

Duração do show: 90 min

Acompanhe nas redes: Facebook | Instagram | Site

Fone: (11) 3350-6300.

(Fonte: Sesc 24 de Maio)

Campo de Marte terá encontro de autos antigos dias 9 e 10 de março

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

É hora de lustrar a lataria, roncar os motores, calibrar os pneus e botar os possantes na estrada para o maior encontro de carros antigos da cidade de São Paulo. A exposição acontece nos dias 9 e 10 de março de 2024  e coloca a capital paulista no roteiro dos grandes eventos do setor.

A expectativa é de reunir este ano ao menos 1.500 automóveis antigos, que poderão ser conferidos pelo público nos dois dias de visitação do 5º Encontro e Exposição de Carros Antigos do Campo de Marte.

O público estimado para este ano é de 30 mil pessoas no final de semana. Além dos poderosos veículos antigos sobre rodas, a novidade é uma exposição de veículos e equipamentos antigos militares. Haverá ainda a tradicional feira de peças, antiguidades e miniaturas – que já tem 140 estandes confirmados –, shows ao vivo, brinquedos infantis, áreas de veículos à venda e praça de alimentação diversificada. “É um evento que agrada pessoas de todas as idades, traz nostalgia e admiração por essa indústria fantástica que encanta os brasileiros, atravessando gerações, além de podermos contribuir com a Fundação Rotária, por se tratar de um evento beneficente”, afirma o organizador da exposição, Junior Abonante.

Para a exposição, é pago por veículo o valor de R$60 e serão aceitos veículos que tenham no mínimo 30 anos de fabricação. Podem participar modelos variados, entre clássicos, hot rods e caminhões, na exposição, que será montada no Parque de Material Aeronáutico (PAMA -SP) do Campo de Marte, em São Paulo. Já para quem quiser vender o carro no evento, o valor é R$200. Não é necessário inscrição prévia dos veículos antigos e as taxas são pagas no local.

O evento é organizado pelos mesmos organizadores do Encontro Brasileiro de Autos Antigos (EBAA) de Águas de Lindoia, o maior Encontro de Autos Antigos da América Latina.

Responsabilidade social | O Encontro de Carros Antigos do Campo de Marte é um evento beneficente em favor da Fundação Rotária, instituição internacional que promove ações sociais no mundo inteiro. As arrecadações são usadas em iniciativas sustentáveis criadas por seus 35 mil clubes, como reduzir a incidência da pólio em 99% no mundo, treinar promotores da paz, aumentar o acesso à água limpa e ajudar no desenvolvimento econômico de diversas comunidades.

Serviço:

5º Encontro e Exposição de Carros Antigos do Campo de Marte

9 de março – das 10h às 19h

10 de março – das 8h às 16h

PAMA-SP- Campo de Marte – Avenida Santos Dumont, 2.241, São Paulo (SP)

Atenção: Para manter a ordem e o bom andamento do evento, ficam terminantemente proibidos manobras consideradas radicais, som alto, fazer churrasco, comércio de rifas e qualquer tipo de sorteios.

(Fonte: Betini Comunicação)

Mães brancas com pré-natal em clínicas privadas têm o dobro de chance do filho ser diagnosticado com autismo

Montes Claros, por Kleber Patricio

Idade e raça da mãe, além de tipo de cuidado durante gestação, influenciaram no diagnóstico de autismo em crianças e adolescentes em Montes Claros (MG). Foto: Cottonbro Studios/Pexels.

Fatores socioeconômicos e demográficos, como raça e idade da mãe e tipo de cuidado recebido durante a gestação, são determinantes para o diagnóstico do transtorno do espectro autista em crianças e adolescentes. As conclusões são de uma pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em Minas Gerais, publicada na quinta (22) no periódico científico “Portuguese Journal of Public Health”, da editora Karger. Os dados podem ajudar na criação de políticas públicas de acesso ao tratamento e diagnóstico do autismo em crianças.

O estudo foi realizado na cidade mineira de Montes Claros (MG) na última década (2014 e 2023) e envolveu 1134 crianças e adolescentes de dois a 15 anos – 248 diagnosticadas com autismo e 886 fora do espectro. No grupo das crianças com o transtorno, 66 mães se autodeclararam brancas e 182 não brancas. Os pesquisadores coletaram dados em entrevistas com as mães e documentos oficiais e usaram testes estatísticos para traçar um perfil socioeconômico e demográfico do transtorno do espectro autista nesta população.

Características maternas, como idade e raça e tipo de cuidado recebido durante a gestação, foram apontadas como cruciais no diagnóstico do autismo nessa faixa etária. Mães brancas tiveram 49% mais chance de terem filhos diagnosticados dentro do espectro em comparação com outras raças. Crianças que receberam cuidados pré-natais em clínicas e hospitais privados ou filhos de mães com mais de 25 anos tiveram o dobro de chance de serem diagnosticadas com o transtorno do espectro autista.

Segundo destaca a autora do artigo Marise Fagundes Silveira, da Unimontes, esses resultados podem refletir desigualdades no acesso aos serviços de saúde. “Com exceção da idade materna, que pode estar relacionada com o desenvolvimento do autismo, acreditamos que a diferença de diagnóstico de mães brancas e pretas pode ter relação com as condições de acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento”, diz Silveira.

Isso é importante: de acordo com dados da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), os custos com tratamentos para transtorno do espectro do autismo (TEA) superaram os gastos com tratamentos oncológicos nos planos privados. Em 2023, os custos com TEA atingiram 9% do custo médico total, ultrapassando os 8,7% destinados aos tratamentos de câncer.

O gênero da criança também foi crucial para o diagnóstico de pacientes com o espectro. Os meninos apresentaram uma probabilidade de serem diagnosticados com o distúrbio no nascimento quatro vezes maior que as meninas. Isso pode acontecer por causa da influência dos hormônios masculinos no desenvolvimento fetal e comportamental.

“O fato de o transtorno de espectro autista ser associado a características mais comuns em meninos, como inflexibilidade cognitiva e emocional, pode dificultar o diagnóstico em meninas e levar a equívocos nos diagnósticos de saúde mental na idade adulta”, explica o coautor do estudo Gabriel Mangabeira, psiquiatra e pesquisador do Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, da Unimontes.

A pesquisa, inédita na América Latina segundo os pesquisadores, pode ter papel relevante na formulação de políticas destinadas a reduzir as disparidades no acesso ao diagnóstico e tratamento adequados do transtorno de espectro autista. Agora, a equipe busca apoio para implementar um instrumento de baixo custo idealizado durante o estudo para auxiliar no diagnóstico e avaliações clínicas de crianças com autismo.

(Fonte: Agência Bori)

Secretaria de Cultura abre inscrições para audições do Grupo de Referência em Teatro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Seletivas acontecem dias 2 e 3 de março no Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano), das 8h30 às 17h. Fotos: divulgação.

A Secretaria de Cultura de Indaiatuba abre audição para o Grupo de Referência em Teatro. Os interessados devem ter a partir de 13 anos e preencher o formulário disponível no Cultura Online até o dia 29 de fevereiro. As seletivas acontecem dias 2 e 3 de março no Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano), das 8h30 às 17h.

O objetivo do Grupo de Referência em Teatro é trabalhar a arte de maneira imersiva e em nível avançado, além de representar o município em festivais, concursos, premiações e apresentações. Por isso, é preciso que o interessado possua pelo menos um ano de experiência na área teatral.

Grupo de Referência em Teatro já participou dos espetáculos ‘A Ressurreição’ e ‘Encantos de Natal’.

Na inscrição online, além dos dados pessoais, é preciso enviar cópias do comprovante de endereço, RG e CPF. Se o interessado for menor de idade, é necessário enviar também o CPF do pai ou responsável.

Os interessados devem participar dos dois dias de audições, que contarão com diversas atividades, como exercícios corporais e vocais de improvisação e interpretação. Aos aprovados, as aulas acontecem às terças e quartas-feiras, das 18h às 21h, no Complexo Cultural Viber ‘Vicente Bernardinetti’, localizado na Rua Paraná, s/nº, bairro Cidade Nova 2.

Os alunos já matriculados nas Oficinas de Teatro Juvenil ou Adulto, caso classificados na audição, serão transferidos automaticamente para o Grupo de Referência em Teatro.

Aulas acontecem às terças e quartas-feiras, das 18h às 21h, no Complexo Cultural Viber.

Além das aulas, é importante que os interessados no projeto também possam participar de eventuais ensaios extras para apresentações em horários que serão combinados ao longo do ano letivo.

Criado em 2022, no ano passado o Grupo de Referência em Teatro recebeu diversos prêmios e certificados e também participou ativamente dos espetáculos A Ressurreição, realizado em junho, e do Encantos de Natal, em dezembro.

Audições para Grupo de Referência em Teatro

Datas: 2 e 3 de março

Horário: a partir das 8h30

Faixa etária: a partir de 13 anos

Inscrições

Local: Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano)

Endereço: Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 5924 – Jardim Morada do Sol

Informações: (19) 3801-1340

CERTIFICADOS E PREMIAÇÕES

– Terceiro lugar na categoria Adulto para Piquenique no Front no Festival de Cenas Teatrais 2023 de Santos

– Indicação a Fábio Pimenta em Cenografia por Piquenique no Front no Festival de Cenas Teatrais 2023 de Santos

– Indicação a Melhor Cena para Piquenique no Front no Festival de Cenas Teatrais 2023 de Santos

– Melhor Direção para Fábio Pimenta por Piquenique no Front no Festival de Cenas Teatrais 2023 de Santos

– Indicação a Ator Revelação para Luan Henrique Floriano por Piquenique no Front no Festival de Cenas Teatrais 2023 de Santos

– Melhor Atriz Adulto para Janete Russ por Piquenique no Front no Festival de Cenas Teatrais 2023 de Santos

– Menção Honrosa para Piquenique no Front no 2º Festival de Cenas Curtas de Mogi Mirim 2023

– Melhor ator para Nathan Barros por Piquenique no Front no 3º Festival de Teatro Dago Menezes 2023 em Itu

– Menção honrosa para as atrizes Isabela Antoniassi e Alice Consani no 3º Festival de Teatro Dago Menezes 2023 em Itu.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)