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Caixa Cultural São Paulo recebe exposição “Pequenas Utopias – Revistas de Artista no Brasil”

São Paulo, por Kleber Patricio

Pulga, São Paulo, 2013 – Coleção Livro de Artista. Foto: divulgação.

A Caixa Cultural São Paulo apresenta, de 20 de fevereiro a 31 de março, a exposição “Pequenas utopias – revistas de artista no Brasil”. A mostra revela dezenas de revistas de artista editadas entre 1960 e 2021 de forma independente e em diferentes formatos, como artes gráficas, arte-postal, arte sonora e zines, entre outras. A entrada é gratuita.

A edição de revistas, jornais e outras publicações seriais por artistas constitui, a partir dos anos 1960, uma forma de atuação artística que sempre buscou aproximar as obras de um público mais amplo, possibilitando novos circuitos de produção e consumo. Produzida a partir de diferentes linguagens, a revista de artista surge num momento histórico em que os artistas reivindicavam o papel de mediadores de suas obras com o público, lugar antes ocupado por críticos, curadores e professores de arte. Para o curador da mostra, Amir Brito Cadôr, “essas revistas trazem de modo implícito certa utopia, de seus editores, de que a arte seja acessível, que ela faça parte do cotidiano e possa ser produzida e consumida por mais pessoas. Mas elas também são utópicas no sentido de criar espaço, físico ou mental, para o debate e a apresentação de obras contemporâneas de jovens artistas que encontram dificuldade para chegar na grande mídia ou que manifestam desinteresse em participar do sistema de galerias”.

A exposição reúne importantes títulos publicados em diferentes períodos, de norte ao sul do Brasil, como Artéria (1975), Qorpo Estranho (1976-1982), À Margem (1986-2001), Comunicarte (1991-2010), Malasartes (1975-1976), Testarte (1974-1980), Sofá (2003-2011), Vírgula (1972), Arte em São Paulo (1981-1987) e Reticências (2007), entre outras.

As obras foram distribuídas em nove núcleos temáticos, mapeados conforme as práticas artísticas veiculadas nas últimas décadas: arte postal, arte sonora, escritos de artista, ensaios gráficos, exposição portátil, poesia visual, revista-montagem, revistas de uma página e zines. Essas categorias cumprem um caráter didático, com o propósito de destacar a diversidade e as características das publicações. Ao visitar a exposição Pequenas utopias – revistas de artista no Brasil, o público terá a oportunidade de explorar um universo de revistas alternativas que não imaginava existir, já que muitas das publicações são pouco conhecidas fora do círculo especializado.

Sobre o curador da mostra | Amir Brito Cadôr é artista, pesquisador, professor de Artes Gráficas da Escola de Belas Artes e curador da Coleção Livro de Artista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizou a curadoria de mais de vinte exposições temáticas de livros de artista entre 2009 e 2022, entre as quais destaca-se Prima Facie (University of West of England, Bristol, 2021), Conceptual Comics (Cabinet du Livre d’Artiste, Rennes, 2020), Pensamento Impresso (Centro Cultural UFMG, 2014) e O desenho como instrumento (Sesc Pompeia, 2014). Como pesquisador, tem artigos sobre livros de artista publicados nos principais periódicos internacionais especializados (Journal of Artist’s Books, Sans Niveau Ni Mètre, The Blue Notebook) e textos em catálogo sobre os livros de Raymundo Colares e Paulo Bruscky.

Serviço:

[Artes Visuais] Pequenas utopias – revistas de artista no Brasil

Local: Grande Salão da Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro Histórico de São Paulo – São Paulo/SP

Período: de 20 de fevereiro a 31 de março de 2024

Visitação: terça a sábado, das 10h às 18h; domingo, das 9h às 17h

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Entrada gratuita

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa e Governo Federal.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)

Brumadinho: crianças expostas a poeira de mineração têm três vezes mais chance de desenvolver alergias respiratórias

Brumadinho, por Kleber Patricio

Comunidades ainda sentem efeitos na saúde do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) em 2019. Foto: Ricardo Stuckert.

Mesmo cinco anos após a tragédia, completados em janeiro, o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais, ainda impacta a saúde da população local. Crianças expostas à poeira de resíduos de mineração da região tiveram três vezes mais chance de desenvolver alergias respiratórias em comparação a crianças não expostas a esse ambiente. Os dados, coletados em 2021, são de estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicado na segunda (26) na revista científica “Cadernos de Saúde Pública”.

Os pesquisadores do Projeto Bruminha compararam 217 crianças, expostas e não expostas a poeira de mineração, com dados coletados em 2021, ou seja, dois anos após o rompimento da barragem em Brumadinho. As 119 crianças expostas pertenciam às comunidades do Córrego do Feijão, do Parque da Cachoeira e de Tejuco, e as 98 crianças não expostas eram da comunidade de Aranha. Por meio de um questionário, foram coletadas informações socioambientais e clínicas, abordando dificuldade para respirar, congestão nasal, pneumonia, bronquite e alergias respiratórias.

A equipe notou um aumento de aproximadamente 60% nas queixas relacionadas a problemas nas vias aéreas e sintomas respiratórios em crianças do grupo exposto. Além disso, houve quase duas vezes mais relatos de alergia respiratória neste grupo em comparação com o grupo não exposto. “Crianças menores de 5 anos de idade são mais sensíveis aos efeitos tóxicos das substâncias químicas quando comparadas aos adultos”, destaca o pesquisador e autor do estudo Renan Duarte, da UFRJ. Até mesmo as atividades de remediação do desastre de Brumadinho aumentaram a poeira suspensa, algo comum em ambientes afetados por rejeitos minerais. O tráfego de veículos e as faxinas nos domicílios também permitiram a dispersão dessa poeira.

O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, foi um dos maiores desastres ambientais do país, vitimando 270 pessoas e causando danos ambientais e sociais para a região. A evolução das condições de saúde das crianças afetadas pela tragédia é acompanhada pela equipe do Projeto Bruminha e pode gerar dados para orientar as tomadas de decisão direcionadas a essa população. “A produção de conhecimento sobre a exposição infantil a poeiras oriundas de áreas de mineração é fundamental para ações efetivas no âmbito da saúde pública, principalmente considerando esse grupo mais vulnerável”, comenta Duarte.

O pesquisador lembra que existem diversas comunidades que vivem em áreas próximas a atividades de mineração em todo o Brasil e que podem ser expostas a poeiras de resíduos. Neste sentido, ele espera que os resultados obtidos pelo estudo sobre as condições de saúde de crianças em contato com essas toxinas possam contribuir para estruturar serviços de assistência e vigilância em saúde nestas diferentes regiões.

(Fonte: Agência Bori – Pesquisa indexada no Scielo)

‘Ignorantes’ e ‘ineficientes’: instrução normativa do RS é influenciada por estereótipos negativos sobre pescadores artesanais

Rio Grande do Sul, por Kleber Patricio

Pescadores artesanais são retratados de forma negativa por documentos consultados por técnicos para elaboração da Instrução Normativa Conjunta 2004 sobre pesca no RS. Foto: Sevval Kaynak/Pexels.

Ideias preconceituosas sobre pesca e pescadores artesanais influenciaram ato administrativo do Ministério do Meio Ambiente sobre pesca artesanal no estado do Rio Grande do Sul. Constatado por estudo da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade de São Paulo (USP), o uso de estereótipos que retratam pescadores como ignorantes e adeptos de práticas predatórias danosas ao meio ambiente dificulta a criação de propostas eficazes e justas de regulamentação do setor. A análise está publicada em artigo científico da edição de sexta (23) da revista “Ambiente & Sociedade”.

Os pesquisadores investigaram estereótipos sobre pesca artesanal contidos em publicações científicas ligadas a técnicos que participaram da formulação da Instrução Normativa Conjunta de 2004 sobre a atividade de pesca no estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, implementada durante a gestão da ministra do meio ambiente Marina Silva, no governo Lula. Com um levantamento bibliográfico e entrevistas com seis profissionais que participaram da criação da política, eles identificaram 22 documentos científicos ligados aos técnicos participantes, como artigos científicos, teses e livros.

A imagem estereotipada que estes técnicos tinham sobre as comunidades pesqueiras influenciaram a construção da norma. A pesquisa identificou nove tipos de discursos negativos sobre os pescadores artesanais nestes documentos. Eles descrevem esses sujeitos como brancos, totalmente dedicados à pesca, ignorantes, avessos a mudanças, desordeiros, isolados, ineficientes, competitivos e adeptos de práticas predatórias danosas ao meio ambiente.

Para o pesquisador Gustavo Goulart Moreira Moura, da UFPA e autor do estudo, a criação desse perfil negativo sobre pescadores não é uma coincidência isolada e, muito menos, uma prática nova. “A construção de uma imagem depreciativa desses grupos sociais se inicia no século XIX, se consolida ao longo do século XX e continua a vigorar no século XXI, pois é parte de um projeto de destruição de territórios tradicionais, de conquista dos mares por meio da modernização capitalista da pesca”.

O trabalho enfatiza que utilizar discursos baseados em estereótipos negativos sobre a pesca artesanal para a formulação de normas pode levar à reprodução de discursos de ódio contra comunidades pesqueiras e, também, gerar ações que limitam seu acesso a territórios. “Esta lógica vai subsidiar políticas públicas feitas de forma autoritária, violenta e restritiva, porque os povos e comunidades tradicionais de pesca são vistos como ignorantes, marginais e destruidores do meio ambiente”, relata Moura.

De acordo com Moura, a reformulação da INC 2004 vem sendo discutida há algum tempo, mas ainda não foi efetivada. Um dos problemas da norma apontados pelo pesquisador é a sua falta de dinamismo, que não acompanha a rotina da pesca artesanal no estuário da Lagoa dos Patos. “As comunidades tradicionais têm um sistema de manejo da pesca com abertura e fechamento de safras flexível baseada nas condições ambientais e na localidade ano a ano, ao contrário do que propõe a norma”.

O trabalho destaca a importância de se levar em conta os conhecimentos tradicionais de pescadores na elaboração de leis e normas mais equitativas e eficientes. O esforço passa por quebrar estereótipos sobre estas comunidades, o que requer, segundo Moura, uma ação coordenada entre setores da sociedade. “Por exemplo, é preciso sensibilizar a grande mídia para não espalhar preconceitos contra esses grupos sociais e para ajudar a cobrar dos tomadores de decisão a elaboração de leis sejam feitas dentro do marco dos direitos humanos. Os tomadores de decisão deveriam escolher consultores que compartilhem valores compatíveis com o Estado Democrático e de Direito”, conclui.

(Fonte: Agência Bori – Pesquisa indexada no Scielo)

Instituto Anelo abre inscrições para audições do Combo Anelo

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Edis Cruz.

O Instituto Anelo, associação sem fins lucrativos que há 23 anos oferece aulas gratuitas de música no distrito do Campo Grande, em Campinas (SP), abre inscrições para interessados em compor o Combo Anelo, formação destinada a estudantes de músicos que já possuem domínio intermediário ou avançado de instrumentos. As inscrições vão de 26 de fevereiro (segunda-feira), às 8h, a 8 de março (sexta-feira), às 23h59, e serão realizadas de forma online.

Os inscritos serão acionados, a partir de 10 de março, por e-mail para realização de agendamentos para audições. As audições terão a música ‘Alvorada’, de Cartola, como obra de avaliação, estando as partituras e guias de áudio da obra, disponíveis no link  https://bit.ly/ComboAnelo2024. O aluno pode tanto usar a partitura, quanto tirar a música de ouvido usando as guias de áudio.  A apresentação da obra escolhida (‘Alvorada’, de Cartola) é imprescindível para a realização da audição.

As inscrições abrangem todos os instrumentos presentes no Combo Anelo, que hoje é composto por artistas de diversos instrumentos, sendo: piano, guitarra/violão, cavaco, baixo elétrico, bateria, percussão, acordeom, flauta, violino, violoncelo, saxofone alto, saxofone tenor, trompete, trombone, voz masculina e voz feminina. No momento da inscrição, o candidato deverá subir o link de um vídeo em que esteja executando uma música de livre escolha.

Combo Anelo

O Combo Anelo é um dos grupos musicais de alunos ligados ao Instituto Anelo, associação sem fins lucrativos que oferece aulas gratuitas de música no distrito do Campo Grande, em Campinas (SP). Criado em 2021, o grupo faz parte do projeto Prática de Banda, que incentiva o fazer musical em grupo, sendo integrado por alguns dos melhores alunos da instituição sob a direção do saxofonista, flautista, clarinetista, arranjador e professor Vinícius Corilow.

Com foco na música de gafieira, o Combo Anelo trabalha os diferentes estilos presentes no gênero, tais como o samba, o samba-rock, o samba-choro instrumental e ritmos nordestinos, ao mesmo tempo que integra a improvisação e a sonoridade das big bands, criando assim uma verdadeira gafieira jazz. Fazem parte do repertório do grupo as composições “Alvorada”, de Cartola; “Feitiço da Vila”, de Noel Rosa e Vadico; “Palladium”, de Ed Lincoln; “Estatuto da Gafieira”, de Billy Blanco; “Viva o Samba”, de Altamiro Carrilho; e “Feitiço”, de Veca Avellar e Kico Zamarian, “Sambacolá” de Luccas Soares, entre outros.

Patrocínio | As atividades do Combo Anelo são realizadas através dos projetos Música e Cidadania e Anelo na Comunidade, que tem como patrocinadora master a CPFL Energia, por meio de parceria com o Instituto CPFL, e conta com o patrocínio do Instituto Omni, Unimed Campinas Agibank, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O Instituto Anelo conta ainda com o apoio da Associação Beneficente Maria e Tsu Hung Sieh, do Instituto Alok e Buckman.

Serviço:

Inscrições – Combo Anelo

Link para Inscrição: Será disponibilizado no endereço bit.ly/comboanelo24

Período: 26 de fevereiro (segunda-feira), às 8h, a 8 de março (sexta-feira), às 23h59.

(Fonte: Instituto Anelo)

Concerto na Sala Acrísio de Camargo abre temporada 2024 da Camerata Filarmônica de Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Lillian Larangeira.

O primeiro concerto da Temporada 2024 da Camerata Filarmônica de Indaiatuba acontece neste sábado, 24 de fevereiro, a partir das 20 horas, na Sala Acrísio de Camargo e marca o início das celebrações pelos dez anos de atividades da Associação. A apresentação é gratuita e os ingressos podem ser reservados online.

A orquestra será regida por sua diretora artística e fundadora, Natália Larangeira, e serão executadas obras de dois compositores tchecos: a Sinfonia Nº 9, também conhecida como ‘Sinfonia do Novo Mundo’, de Antonín Dvorák, e ‘Moldavia’, do ciclo Má Vlast de Bedřich Smetana. Os compositores serão homenageados pelas suas efemérides: 200 anos de nascimento de Smetana e 124 anos do falecimento de Dvorák.

“As obras escolhidas são repletas de simbolismos e histórias de superação e servirão de trilha sonora para contarmos os desafios, lutas, aplausos, conquistas e vidas que foram transformadas nestes dez anos de Acafi – Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba”, destaca a maestra.

Compositores e obras

Bedřich Smetana (1824–1884), nasceu em Litomyšl, Boêmia, perto da fronteira da Morávia, ambas províncias do Império Habsburgo, atual República Tcheca. Considerado o pai da música tcheca, Smetana foi pioneiro no desenvolvimento do estilo nacional, identificado com aspirações de independência de seu país.

Entre suas principais obras estão “A Noiva Vendida” (ópera) e “Má Vlast” (Minha Terra Natal), um ciclo de poemas sinfônicos que tem ‘O Moldávia’ como a peça mais conhecida.

A composição, que tem a forma de um rondó (A-B-A-C-Coda), descreve o curso do rio Moldávia desde suas nascentes, seguindo com sua passagem por Praga, castelos, camponeses e ninfas até sua junção com o rio Elba.

Antonín Dvořák nasceu em 8 de setembro de 1841 em Nelahozeves, onde viveu a sua juventude. A música o atraiu quando pequeno e tocou violão, piano e órgão. Graças ao seu tio, Dvořák pode ir à Praga para aperfeiçoar-se. Não gostava de viajar e por isso surpreendeu a todos quando, em 1892, aceitou o posto de diretor do conservatório de Nova Iorque. Escreveu a sua Nona Sinfonia – ‘Novosvětská’ (do Novo Mundo), relatando as emoções da sua estadia nos Estados Unidos.

Depois da sua volta à Praga dirigiu a Filarmônica Tcheca, recém-fundada, ensinou no conservatório e escreveu poemas sinfônicos e óperas. O seu sexagésimo aniversário em 1901 tornou-se um evento nacional. Nesta ocasião, o imperador Francisco José I concedeu-lhe um título de nobreza e nomeou-lhe membro da Assembleia de Nobres do Conselho do Império, em Viena. Dvořák chegou a quase 120 obras musicais, a maioria delas para grandes orquestras.

Fundação da Acafi

Sob regência da maestra Natália Larangeira, Camerata executará obras de dois compositores tchecos.

No ano de 2014, Natália Larangeira reuniu jovens músicos, amigos e familiares para fundar a Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba, que comanda a manutenção de diversos projetos educacionais, artísticos e de inclusão. São eles: Camerata Aprendiz, Orquestra Guarany, Orquestra Filarmônica Juvenil, Coro Cantares Infanto-juvenil, Coro Cantares Adulto, Quarteto Guarany, Quarteto de Bolsistas da ACAFI, Quarteto Lírius, FeCam, Camerata Comunidade e Camerata para Todos.

Hoje, a Acafi é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos declarada de utilidade pública pelo município de Indaiatuba pela Lei nº 7.054/2018 e utilidade pública pelo Governo do Estado de São Paulo pela Lei nº 691/2020. No total, oferece mais de 500 vagas nos projetos educacionais e realiza mais de 40 eventos que contam com um público de aproximadamente 30 mil pessoas por ano.

Os projetos possuem coordenação pedagógica de Sabrina Passarelli e empregam mais de 100 profissionais nas áreas de educação musical, produção geral, gestão de projetos, marketing, relações institucionais, captação de recursos e músicos.

Natália Larangeira

Maestra especialista em ópera, balé e repertório sinfônico, é vencedora dos prêmios Revista Concerto – Jovem Talento 2021; segundo lugar no III Concurso para Regentes da Opera de Baugè (França/2019) e finalista do processo seletivo para regente assistente da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (OFMG).

Entre 2016 e 2019 fez parte da classe de regência do maestro Cláudio Cruz junto à Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Atualmente, participa do movimento Mulheres Regentes e é mestranda em Performance na Unicamp, onde pesquisa sobre a primeira ópera escrita por uma mulher: ‘La Liberazione’, de Francesca Caccini.

Atua como regente titular e diretora artística da Camerata Filarmônica de Indaiatuba e diretora musical assistente da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, no Teatro Colón (Argentina).

Entre as principais orquestras que já regeu estão a Orquestra Sinfônica da USP (Universidade de São Paulo), Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra do ISATC (Argentina), Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, Orquestra do Theatro São Pedro, Szolnok Symphonic Orchestra (Hungria), Orquestra da Opera de Baugè (França), Atlantic Coast Orchestra (Portugal), Orquestra Bohuslav Martinu (República Tcheca), Orquestra Filarmônica de Mendoza (Argentina), Orquestra Sinfônica de Piracicaba, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Orquestra Sinfônica da Bahia, entre outras.

O concerto é uma realização da Acafi com apoio do Ministério da Cultura e Governo Federal e em parceria com a Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

PROGRAMA DO CONCERTO

Bedřich Smetana – Moldavia, de Má Vlast

Antonín Dvořák – Sinfonia Nº 9, opus 95

1 – Adagio, Allegro Molto

2 – Largo

3 – Scherzo: Molto Vivace

4 – Allegro con Fuoco

Concerto de Abertura da Temporada 2024

Com: Camerata Filarmônica de Indaiatuba

Regência: Natália Larangeira

Data: 24 de fevereiro

Horário: 20 horas

Entrada gratuita

Reserva de ingressos

Local: Sala Acrísio de Camargo, no Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei)

Endereço: Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jardim Regina

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)