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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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São Paulo 470 anos: Confira 4 roteiros pedagógicos para conhecer a história da capital paulista

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Os 470 anos da maior metrópole da América Latina, São Paulo, serão comemorados no próximo dia 25 de janeiro. E que tal conhecer lugares que narram parte desta rica história? A Forma Conhecer, especializada em turismo pedagógico, destaca quatro roteiros pedagógicos para maior aprendizado sobre como se consolidou como uma das cidades mais importantes do mundo.

Museu Catavento | No centro de São Paulo, em um local que já foi sede de vários órgãos públicos, o Museu Catavento tem 12 mil metros quadrados de ciência. Nele, existem quatro setores voltados ao público infantil, intitulados “Vida”, “Universo”, “Sociedade” e “Engenho”. Para os estudantes maiores de treze anos, há também outras exposições que abordam temas relevantes.

Aquário de São Paulo | Localizado no famoso bairro do Ipiranga, em São Paulo, este é o único aquário temático da América Latina. Os alunos vão poder conhecer mais de 150 espécies diferentes e aprender sobre os hábitos de animais como jacarés albinos, tartaruga mordedora, tubarão branco, pinguins, jacarés, lagartos, urso polar e cangurus. Todos os ambientes contam com uma cenografia que fará os alunos se encantarem.

Centro Histórico de São Paulo | A cidade de São Paulo foi construída por meio de seus diversos marcos históricos, que podem ser revisitados em diferentes espaços culturais. Na visita ao Centro Histórico de SP, os alunos farão uma viagem no tempo por meio do resgate dos vários ciclos econômicos pelos quais a cidade passou, desde o Período Colonial até os dias atuais. Dentre os lugares para visita, estão Praça da Sé, Catedral da Sé (visita interna), Solar da Marquesa de Santos (visita externa), Rua XV de Novembro, Edifício Martinelli, Mosteiro de São Bento e Vale do Anhangabaú.

Estúdio Maurício de Sousa Produções | O lar das histórias da Turma da Mônica pode ser visitado em São Paulo. Durante a visita à Mauricio de Sousa Produções, os estudantes podem acompanhar de perto como é o processo de criação de todos os produtos da Turma da Mônica. Ao longo de duas horas de visita, os guias apresentam todos os departamentos de um dos estúdios de arte mais famosos do mundo. Os conteúdos trabalhados vão desde a história do Mauricio de Sousa e da Turma, até os processos de criação dos personagens, técnicas de ilustração e produção gráfica dos produtos da marca. São cinco espaços para visitação, cada um com a sua finalidade particular, mas todos preparados para receber os visitantes e garantir a diversão.

Salesópolis | Apesar de não estar na cidade de São Paulo, o roteiro pedagógico em Salesópolis – cidade que faz parte do cinturão verde paulista – permite trabalhar conteúdos como a fundação do município, a importância da preservação histórica e ambiental, sustentabilidade, produção rural e questões relacionadas ao consumo da água pela população. Na região, além de um radar meteorológico, os alunos podem visitar as principais construções neoclássicas do município, parques que guardam áreas de Mata Atlântica protegidas, uma usina hidrelétrica e a nascente do Rio Tietê, entre outros lugares.

Sobre a Forma Conhecer

Criada em 2015, a Forma Conhecer tem como propósito oferecer roteiros pedagógicos como ferramenta extensora do ensino de escolas e instituições escolares. Com mais de 100 roteiros por todo o Brasil, a empresa conta com equipe de instrutores capacitada para acompanhamento dos grupos, estrutura, tecnologia e segurança para garantir a melhor experiência, vivência e transformação dos estudantes participantes da viagem educacional.

(Fonte: Press à Porter)

Expansão do agronegócio e de hidrelétricas ameaça de extinção nova espécie de planta em Roraima

Roraima, por Kleber Patricio

Nova espécie preservada em coleção botânica, exemplar apresenta folhas, botões das flores brancas e frutas. Foto: Arquivo pesquisadores/Herbário Mirr.

Descoberta em Roraima, uma nova espécie de planta já se encontra em perigo de extinção. Pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) localizaram três registros da espécie em uma região impactada por atividades como o agronegócio e a construção de usinas termoelétricas e hidroelétricas. Ela está descrita em artigo publicado na revista científica “Phytotaxa” na terça (16).

Eugenia lavradensis é um arbusto com dois a cinco metros de comprimento que frutifica entre abril e maio e apresenta flores branco-esverdeadas. O nome está relacionado à área de ocorrência, a savana de Roraima. Os chamados “campos do rio Branco” ou “lavrado” se estendem por dois países vizinhos, Venezuela e Guiana, são um mosaico de ecossistemas florestais e não florestais e ocupam cerca de 19% da área do estado de Roraima.

Amélia Tuler, pesquisadora da UFRR e autora principal do artigo, explica que a descoberta da espécie ocorreu por meio de análise de exemplares sem identificação encontrados em coleções botânicas de Roraima, nos herbários da UFRR e do Museu Integrado de Roraima (MIRR). “A espécie não se encaixava em nenhuma outra da família Myrtaceae para a região de lavrado, tanto do estado quanto da Venezuela e da Guiana”, observa a autora.

O estudo classifica a Eugenia lavradensis como ameaçada porque os exemplares identificados estão fora de unidades de proteção integral (UPI), ou seja, estão fora de estações ecológicas, reservas biológicas, parques nacionais ou refúgios de vida silvestre. Os pesquisadores também ressaltam que as áreas de lavrado não contam com unidades de conservação.

A descoberta da nova espécie mostra a importância do trabalho de coleta e documentação da biodiversidade do estado de Roraima, avalia Tuler. Para a pesquisadora, “são necessários mais investimentos em estudos na região, que enfrenta desafios como o reduzido número de profissionais especializados em identificação de espécies e a logística para coleta em áreas remotas”. Esforços em financiamento de pesquisa e conservação podem garantir a preservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais de Roraima, finaliza Tuler.

(Fonte: Agência Bori)

Reinauguração do Ateliê Gaia marca centenário da Colônia Juliano Moreira

Jacarepaguá, por Kleber Patricio

Arlindo Oliveira. Fotos: divulgação.

Em 2024, a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, estaria completando 100 anos de fundação. Para marcar a data, o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMAS JM) preparou uma série de atividades que visam pensar o processo de transformação dessa instituição e sua relação com a cidade do Rio de Janeiro. No dia 6/1 foi reinaugurado na sede do IMAS JM, onde também está o Museu Bispo do Rosário, o Ateliê Gaia, criado na década de 1990 como um ateliê ocupacional terapêutico e que hoje é dedicado à arte, à formação continuada e ao cuidado e é composto por artistas que são ou foram usuários dos serviços de saúde mental.

Novas gestoras do instituto, as psicólogas Luciana Cerqueira e Rosangela Nery destacam que as atividades não são de celebração dos 100 anos da colônia, mas, sim, de ressignificação de uma história violenta que está atrelada ao manicômio. Elas revelam que haverá ações para marcar o centenário durante todos os meses de 2024. E aproveitam para comemorar a reabertura do Ateliê Gaia em uma gestão comandada por duas mulheres. “Eu, Luciana Cerqueira, sou uma mulher negra. Rosangela Nery é uma mulher descendente dos povos originários. Importante que isto seja dito neste momento em que olhamos para o passado para reescrever o futuro”, comenta a diretora, acrescentando que se trata da ressignificação de um território que promoveu “tantas violências e segregação”.

O Ateliê Gaia é um programa realizado pelo Museu Bispo do Rosário e conta com os artistas Arlindo Oliveira, Clovis Aparecido dos Santos, Felipe Ranieri, Ivanildo Sales, Jane Almendra, Leonardo Lobão, Luiz Carlos Marques, Gilmar Ferreira, Patrícia Ruth, Pedro Mota, Rogéria Barbosa, Victor Alexandre Rodrigues e Sebastião Swayzzer. A Coordenação Artística e Educativa está a cargo de Diana Kolker. Juliana Trajano cuida da Assistência de Coordenação e a nova curadora do Museu Bispo do Rosário, Carolina Rodrigues, está responsável pela curadoria do ateliê.

A escolha dessa ação como ponto de partida do calendário demarca as diretrizes preconizadas pelo instituto: promoção da saúde através da arte, da educação e da geração de trabalho e renda, tendo o Museu Bispo do Rosário como seu principal condutor. “A reinauguração também está associada a um novo ciclo do Ateliê Gaia, que procura fomentar a oportunidade dos artistas vivos se projetarem ainda mais, para além do museu, e verem sua arte valorizada ainda em vida”, declara o novo diretor do Museu Bispo do Rosário, Alexandre Trino.

Uma das mais antigas artistas a integrar o grupo ao ateliê, Patrícia Ruth realizou diversas exposições, sendo a primeira delas no Museu Nacional de Belas Artes. “O Gaia para mim é tudo. Comecei em 1993. Ele me deixou transformada e realizou muitas coisas minhas. Ser como eu sou. O jeito como eu sou. A minha reputação”, relata a septuagenária. “O projeto artístico e educativo junto ao Gaia tem como objetivo oferecer um espaço favorável à criação, à construção de um sentido de grupalidade, estimulando a autonomia e a participação coletiva na construção do projeto”, explica a coordenadora Diana Kolker.

O novo Ateliê Gaia, projetado pela arquiteta Gisele de Paula, conta com amplo espaço de criação e com uma galeria expositiva que poderá ser acessada pelo público mediante agendamento. A reinauguração foi acompanhada por uma animada programação – uma marca das ações do Museu Bispo do Rosário. O evento teve apresentação do bloco Império Colonial, performance do artista Arlindo Oliveira e uma exposição da produção dos artistas do Gaia. “Na mostra, é possível observar aquilo que constitui o ateliê enquanto coletividade, mas também a individualidade que se expressa no desenvolvimento das obras”, conta a curadora Carolina Rodrigues.

Nelson Teles, Juliana Trajano e Roger Almeida.

O conceito da exposição faz eco nas palavras de Luiz Carlos Marques, artista integrante do Gaia: “O ateliê é o lugar em que quero desenvolver arte. Quero trabalhar junto com o coletivo e desenvolver cada vez mais o meu trabalho pessoal. Quero que ele seja exposto em muitos lugares e seja visto pelo mundo”.

Sobre a Colônia Juliano Moreira

Localizada na Zona Oeste, região periférica do Rio de Janeiro, a Colônia Juliano Moreira, também conhecida como Fim de Linha ou Cidade dos Loucos, foi inaugurada em 1924 com o nome de Colônia de Psicopatas Homens de Jacarepaguá. Durante todo esse tempo, tornou-se um lugar de exclusão, de isolamento e de gravíssimas violações, onde os maiores horrores foram cometidos contra um número grande de pessoas. Parte significativa desses horrores se dá a partir da década de 1940, quando o tratamento passa a envolver psicofármacos, eletrochoques e injeção de insulina, além da instalação de um pavilhão cirúrgico destinado à realização de lobotomia.

Foi nesse contexto de isolamento que surgiu um dos mais importantes personagens dessa história centenária: Arthur Bispo do Rosário. Sua obra é reconhecida internacionalmente como uma das mais importantes produções artísticas da contemporaneidade. Atualmente, este acervo, tombado pelo Iphan, está aos cuidados do museu que leva o seu nome. A instituição conta com uma mostra permanente – “Arte Ponto Vital” –, cuja curadoria foi realizada pelos artistas do Ateliê Gaia junto com a equipe. Anualmente, o museu também realiza uma exposição temporária, apresentando um novo olhar sobre a obra de Bispo, dialogando com a produção de artistas contemporâneos.

(Fonte: Trevo Comunicação)

Instituto CPFL promove Festival da Primavera na Estação Cultura

Campinas, por Kleber Patricio

Dança do Dragão integra programação cultural do evento que acontece em Campinas. Fotos: Celso Menezes.

Os dias 3 e 4 de fevereiro serão especialmente dedicados à arte e tradição chinesas no Festival da Primavera 2024, que acontece na Estação Cultura, em Campinas (SP), com muitas atrações artísticas, culturais e gastronômicas a fim de celebrar o Ano Novo Chinês – feriado mais importante do país, que reúne as famílias em torno de um ambiente animado e festivo.

De acordo com o horóscopo chinês, 2024 é o Ano do Dragão, considerado o mais poderoso dos animais do zodíaco e que simboliza força, ação, boa sorte, prosperidade e sabedoria. “Traremos uma programação eclética e divertida com o contexto histórico e cultural do Ano Novo Chinês a toda população de Campinas e região”, comenta Ana Cristina Consoli, diretora Cultural da Associação Shaolin Chan, instituição parceira na realização do evento.

O Festival da Primavera 2024 será aberto ao público das 11h às 19h e é promovido pelo Instituto CPFL por meio da frente CPFL Intercâmbio Brasil-China, que promove cooperações, diálogos e mediações entre as culturas chinesa e brasileira.

Multicultural

Dança tradicional chinesa é uma das atrações do Festival.

Entre as atividades previstas, estão exposições sobre a história do Festival da cultura chinesa, que contempla a árvore da vida, onde os visitantes poderão colocar seus desejos do novo ano, além de espaços instagramáveis, área kids com oficinas infantis e praça de alimentação.

Também estão programadas oficinas de escrita chinesa, dobradura de papel, lanterna chinesa, laço chinês e Tai Chi Chuan para os adultos. Já a agenda das crianças conta com atividades que variam entre oficinas de sopro de tinta, tambor chinês, dobradura, Dança do Dragão e desenhos para colorir, tudo sendo feito em móveis de papelão, criando um clima lúdico e sustentável para diversão dos pequenos.

A descoberta e o encantamento também integram as experiências chinesas que o Festival proporcionará aos convidados. No palco, apresentações de músicas típicas e danças do Leão e do Dragão vão aproximá-los ainda mais da cultura e tradição milenares. O evento contará com uma praça de alimentação montada na Estação Cultura com capacidade para 300 pessoas. Vale lembrar que todas as atividades culturais e artísticas serão gratuitas.

Todas as oficinas serão gratuitas.

O Festival da Primavera 2024 ocorre por meio do Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, com patrocínio da CPFL Energia por meio do apoio do Instituto CPFL, apoio da State Grid e produção da Associação Shaolin.

PROGRAMAÇÃO

Sábado – 3 de fevereiro

Palco

11h – Abertura das portas

12h – Dança do Leão

13h – Dança do Dragão

14h – Canto Chinês

15h – Música instrumental chinesa

16h – Formas de Kung Fu

17h – Dança do Dragão

19h – Encerramento

Oficinas adultos

11h – Abertura das portas

12h – Oficina Dobradura de Papel

13h – Oficina de Tai Chi Chuan

14h – Oficina de Lanterna Chinesa

15h – Oficina de Laço Chinês

16h – Oficina Dobradura de Papel

17h – Oficina de Lanterna Chinesa

19h – Encerramento

Área Kids

11h – Abertura das portas

12h – Oficina Montagem do Dragão

13h – Oficina do Tambor

14h – Oficina de Dança do Dragão

15h – Oficina Dobradura de Papel

16h – Oficina do Tambor

17h – Oficina de Dança do Dragão

19h – Encerramento

Domingo – 4 de fevereiro

Palco

11h – Abertura das portas

12h – Dança do Leão

13h – Dança do Dragão

14h – Dança tradicional chinesa

15h – Música instrumental chinesa

16h – Dança do Dragão

17h – Canto Chinês

19h – Encerramento

Oficinas adultos

11h – Abertura das portas

12h – Oficina de Escrita chinesa

13h – Oficina de Lanterna Chinesa

14h – Oficina Dobradura de Papel

15h – Oficina de Laço Chinês

16h – Oficina de Escrita Chinesa

17h – Oficina de Lanterna Chinesa

19h – Encerramento

Área Kids

11h – Abertura das portas

12h – Oficina Dobradura de Papel

13h – Oficina de Sopro de Tinta

14h – Oficina de Dança do Dragão

15h – Oficina do Tambor

16h – Oficina de Dança do Dragão

17h – Oficina de Sopro de Tinta

19h – Encerramento.

Sobre a Shaolin | A Associação Shaolin Chan Kung Fu tem por finalidades principais a divulgação da cultura oriental Chinesa, a divulgação e o ensino da arte marcial chinesa Kung Fu (Estilo Shaolin do Norte) e o desenvolvimento de atividades culturais como cursos, palestras, festivais e campeonatos. Constituída em 2001, tem obtido resultados positivos nas áreas de rendimento, de esporte educacional e de formação e também como prática de atividade física.

Sobre o Instituto CPFL | O Instituto CPFL (ICPFL), que completa 20 anos em 2023, é a plataforma de investimento social privado do Grupo CPFL Energia. É responsável por coordenar as iniciativas de protagonismo social da companhia junto às comunidades onde as empresas do grupo atuam. Os investimentos realizados pelo Instituto CPFL em 2023 foram de R$29,3 milhões, apoiando projetos de impacto social em cerca de 180 cidades de 7 estados brasileiros através das frentes CPFL nos Hospitais, CPFL Jovem Geração, CPFL Intercâmbio Brasil-China, Circuito CPFL, Café Filosófico CPFL. Saiba mais em https://institutocpfl.org.br/.

Serviço:

Festival da Primavera 2024

Datas 3 e 4 de fevereiro – 11h às 19h

Local Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos – Praça Mal. Floriano Peixoto – Centro, Campinas (SP) – mapa aqui

Estacionamento gratuito | Entrada gratuita

Instagram @festivaischineses | Site festivaischineses.com.br.

(Fonte: Armazém da Notícia)

Espetáculo “Mama Sy Yiá” celebra a maternidade inspirada em Oxum

São Paulo, por Kleber Patricio

Registro da apresentação de Mama SY YIÁ no TUSP. Fotos: Marina Nacamuli.

A companhia Danças Polifônicas apresenta ao público “Mama Sy Yiá”, uma peça de dança que traz à luz o tema da maternidade em suas diversas camadas. A dança se concentra no encontro entre três dançarinas mães: Sofia Tsirakis, Inaê Moreira e Dora Selva. A performance conta também com a participação especial do Babalorixá Sidnei Nogueira, da casa Ilè Asè Sangó (CCRIAS), que fará uma intervenção coreográfica para abrir a dança das mães em homenagem à Oxum e às orixás maternais. A direção é feita por Sofia Tsirakis e, a trilha musical, por seu parceiro e compositor André Balboni.

Esse sonho da companhia Danças Polifônicas só se tornou possível graças ao apoio do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo (2023). O espetáculo estará em cartaz na Sala Corpo e Artes do Sesc Vila Mariana, nos dias 26 e 27 de janeiro de 2024 às 19h e 28 de janeiro, às 17h. As apresentações têm classificação livre.

Idealizado por Sofia Tsirakis e André Balboni, a peça é um convite e espaço livre para mães, pais e cuidadores que sentem falta de estar ao lado de suas crianças, sem julgamento. O espetáculo explora a importância de um novo olhar sobre a maternidade, sua descolonização e o cuidado com as crianças em nosso mundo de hoje. Por isso, vale ressaltar a tradução do projeto: “MAMA” é mãe no português brasileiro, “SY” significa mãe em tupi e “YIÁ” é mãe em iorubá. Sendo assim, a peça convoca a ancestralidade fazendo uma homenagem a todas as mães.

“A peça vem da experiência de três mães e dançarinas, das memórias, das emoções, das vivências, da gestação, do parto e do puerpério. Essas experiências vêm trançadas nessa presença que nos abraça e nos acolhe, que são as mães orixás e as forças da natureza, especialmente Oxum, a nossa mãe água. São três relatos pessoais e nós nos banhamos nas águas dessa mãe maior. Nesse gesto, essas mães, que no nosso dia a dia, na nossa sociedade, nesse ato de cuidar, sentem falta de um colo para si enquanto cuidadoras, encontram este colo apenas quando fazem a conexão com essas forças da natureza”, explica Sofia.

O espetáculo foi gestado em três etapas. A primeira foi composta por um grupo de estudos – concebido durante a pandemia e realizado de janeiro a abril de 2023 – que juntou uma série de perfis diferentes de cuidadores de crianças (mães, pais e responsáveis). A segunda etapa foi a criação do espetáculo em si que contou com a voz ativa da baiana Inaê Moreira, que também desembocou na mostra “Dança em relação com crianças” com peças e apresentações de crianças ao lado de seus respectivos cuidadores. E termina na peça de dança “Mama Sy Yiá”, que também contará com a performance do Babalorixá e professor Sidnei Nogueira, da casa Ilè Asè Sangó (CCRIAS), doutor em Semiótica (USP) e autor do livro “Intolerância Religiosa” da coleção “Femininos Plurais”’, organizado por Djamila Ribeiro.

“Convidei a Inaê Moreira para participar desse primeiro ciclo, que nós chamamos de ‘Semente’, como uma mãe e cuidadora que participava desse grupo. Nesses encontros, que foram todos online, também fizemos mais quatro encontros dela para explorar sua pesquisa, que é de mães em relação às iabás: as mães orixás. A partir disso, tivemos uma afinidade grande; eu senti uma conexão muito forte com a Inaê e a convidei para a criação dessa peça de dança. Quando percebi que Oxum estava muito presente neste trabalho, a gente sentiu a necessidade de chamar o babalorixá Sidnei como um gesto de pedir licença para gente poder dançar inspirado por Oxum”, comenta Sofia.

Inaê Moreira é uma mulher negra, artista e mãe de Ayomi. Formada em Dança pelo Funceb e Licenciada em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente, vem encontrando caminhos para desaguar o seu trabalho a partir dos saberes Yorubás e Bantu, criando performances e ativando espaços coletivos de pesquisa por meio do que tem chamado de Dança Intuitiva, onde busca estabelecer uma relação entre movimento, espiritualidade e ancestralidade.

Dora Selva vem para completar o trio de mães-dançarinas. Com ascendência brasileira e hondurenha, transita pelos campos da dança, performance, fotografia e audiovisual. Sua pesquisa tem o corpo como matéria primordial e se fundamenta nas relações entre movimento, espiritualidade, identidade e natureza. É criadora da Viva Pelve, uma plataforma de pesquisa sobre a pelve, seus movimentos, mistérios, poder e cura. O projeto envolve oficinas, práticas regulares, processos artísticos, pesquisa sonora e criação de conteúdo.

Para fechar com chave de ouro esse time outra mãe está presente. O figurino é assinado pela recém mãe de José, a estilista Flávia Aranha, uma das pioneiras em criar moda sustentável no Brasil. Desde o início de sua marca, em São Paulo, trabalha com tingimentos e tecidos naturais e hoje investe em tecidos tecnológicos para revolucionar a moda. A primeira coleção já pode ser conferida e adquirida e foi feita em parceria com a marca Insider.

Mais sobre a Cia. Danças Polifônicas | Criada em 2014 por Sofia Tsirakis como plataforma artística para produção de trabalhos autorais, parcerias e colaborações, é formada também pelo músico e compositor André Balboni. Tem como foco a dança em diálogo transdisciplinar, principalmente com a música e o teatro. Por meio de ações como criações artísticas, jams, oficinas e aulas, busca também maior interlocução com o público em geral.

Serviço:

Espetáculo “Mama Sy Yiá”, da Cia Danças Polifônicas  

https://www.sescsp.org.br/programacao/mama-sy-yia/

Dias 26 e 27/1 às 19h e 28/1 às 17h na Sala Corpo e Artes do Sesc Vila Mariana

Classificação livre

Ingressos (compra presencial no sesc)

credencial plena: R$12,00 | meia: R$ 20,00 | inteira: R$40,00

Ficha técnica

Direção: Sofia Tsirakis

Dança: Dora Selva, Inaê Moreira e Sofia Tsirakis

Participação especial: Sidnei Nogueira

Música e Dramaturgia: André Balboni

Direção de arte e cenário: Andrea Barbour

Figurino: Flavia Aranha

Desenho de Luz: Gabriele Souza

Produção executiva e administrativa: Iolanda Sinatra

Assistente de produção: Stella Balboni

Links: teaser | espetáculo completo

Entrevista Mama Sy Yiá para Flávia Aranha

Vídeo Mama Sy Yia + Flavia Aranha

Site | Instagram | Youtube.

(Fonte: Alexandre Aquino Assessoria de Imprensa)