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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Monte Verde (MG) abre outono com boas opções de passeios, hospedagens e agenda especial para a Páscoa

Monte Verde, por Kleber Patricio

Decoração de Páscoa é atrativo turístico neste início de outono em Monte Verde. Foto: Tom Araújo/MOVE.

O outono começou na última quarta-feira (20) e Monte Verde (MG) espera pela chegada dos turistas com atrativos de sobra para a nova estação do ano. Com uma decoração especial de Páscoa, o distrito de Camanducaia se prepara para receber os visitantes com conforto e bons descontos em suas hospedagens, além de uma agenda confirmada de apresentações culturais e eventos em diferentes locais.

Em uma ação promovida pela Associação Comercial de Monte Verde (ACMV), com o apoio da Secretaria de Turismo de Camanducaia e da MOVE (Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região), a decoração na avenida principal e no portal de entrada do tradicional destino do Sul de Minas foi criada para o evento “Páscoa nas Montanhas”, que contará com apresentações gratuitas ao público (30 de março).

Sapecada do pinhão e histórias contadas pelo senhor Oschin estão entre atrações do festival. Foto: Divulgação/Parque Oschin

Nesta data, a Galeria Suíça receberá o espetáculo do grupo de balé da Associação Beneficente de Monte Verde (ABMV) às 14h. Uma semana depois, também a partir do mesmo horário, a Galeria Itália será palco da performance do grupo musical Pinhão Blues Mantiqueira.

Outra atração é o Passaporte de Páscoa, que começou a ser distribuído no dia 16 de março e tem a proposta de estimular os turistas a percorrerem a chamada “Rota do Chocolate” em Monte Verde. Neste momento, o visitante pode acumular carimbos ao consumir em chocolaterias parceiras até ganhar um brinde ao somar sete; porém, há uma consumação mínima obrigatória em cada local para ter direito ao presente. Mais informações sobre a ação promocional estão disponíveis no portal de entrada do distrito.

“Monte Verde ficou ainda mais lindo do que já é com a decoração montada para a Páscoa e agora espera pela chegada dos turistas no outono com diversas atrações. Além disso, o nosso distrito possui um clima predominantemente ameno e agradável, sem aquele calorão, para receber os visitantes, que poderão desfrutar de muita diversão e conforto nas excelentes opções de hotéis e pousadas que temos aqui”, ressalta Rebecca Wagner, presidente da MOVE.

Festival do Pinhão

No início do feriado de Páscoa, 29 de março, o Parque Oschin contará com a abertura do Festival do Pinhão. Com 45 mil metros quadrados e muita natureza, o local possui nascentes, araucárias e xaxins centenários, abrigando diferentes espécies de pássaros e outros animais, com destaque para as lhamas. No período da atração gastronômica, que será realizada até 11 de agosto, ocorrerão diariamente, às 12h, as apresentações da Sapecada do Pinhão e da preparação do Café Tropeiro, além das histórias contadas pelo senhor Oschin.

Nos três dias do feriado, as crianças também poderão participar de uma brincadeira de caça aos ovos no parque.

(Fonte: WGO Comunicação)

Rio de Janeiro recebe retrospectiva mais abrangente já realizada sobre Clint Eastwood no Brasil

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Prepare-se para a retrospectiva mais abrangente já realizada sobre Clint Eastwood no Brasil. Uma oportunidade única para cinéfilos vivenciarem a evolução de uma das figuras mais emblemáticas do cinema mundial. A mostra “Clint Eastwood: o Ator, o Diretor, o Gênio” promete ser um evento cinematográfico sem precedentes. Com uma programação extensa que celebra a grandiosidade de sua obra, a mostra foi dividida entre os meses de março, abril, maio e julho, no total de 70 filmes – sendo 10 em película e o restante em DCP (Digital Cinema Package).

A primeira jornada começa com 28 filmes, marcando o início da programação, que vai de 28 de março a 3 de abril, na Estação Net Botafogo 1 e 2. A saga continua em maio (Parte 2) e culmina em julho (Parte 3). E ainda: cada sessão terá um preço convidativo de R$16 para todos aproveitarem esta chance, que não se encontra em nenhum streaming.

Sob a curadoria do jornalista, crítico de cinema, professor e cineasta Mario Abbade, a mostra ainda reserva algumas surpresas: novos títulos podem ser adicionados, inclusive em película. “Fazer essa mostra estava no meu radar há algum tempo, mas resolvi aguardar a aposentadoria de Clint Eastwood. Com o anúncio que ‘Juror #2’ será seu último filme, achei que esse seria o momento certo”, relata.

Na grande tela, serão projetados todos os filmes que contaram com a atuação ou direção de Clint Eastwood, incluindo raridades do início de sua carreira, ainda como coadjuvante em obras como “Francis na Marinha”, “Emboscada em Cimarron Pass”, “Lutando Só pela Glória” e “Mulheres, Sempre Mulheres”. “Clint Eastwood transcendeu a condição de ser apenas um profissional do cinema e entrou para a cultura popular. Seus personagens são icônicos. Ele é o ator bem-sucedido que mais fez sucesso como diretor. E conseguiu se manter no topo ao longo de mais de sete décadas. Nenhum outro conseguiu isso”, conclui Abbade.

Sobre Clint Eastwood

Clint Eastwood, nascido em 31 de maio de 1930, é um ícone incontestável do cinema americano. Originário de San Francisco, Califórnia, Eastwood inicialmente ganhou destaque como ator nos anos 60, interpretando o papel de Rowdy Yates na popular série de televisão “Rawhide”. No entanto, foi em meados da década de 1970 que ele se estabeleceu como uma figura icônica em Hollywood.

Conhecido por sua presença magnética, voz inconfundível e olhar penetrante, Eastwood conquistou o público com uma variedade de papéis memoráveis. Seja como o Homem Sem Nome nos clássicos spaghetti westerns, de Sergio Leone, o durão Inspetor Harry Callahan, na série “Dirty Harry”, ou em papéis mais recentes como ator e diretor, Eastwood continuou a cativar audiências ao longo das décadas.

Além de sua notável carreira como ator, Eastwood também se destacou como cineasta premiado. Diretor de filmes aclamados como “Os Imperdoáveis”, que lhe rendeu quatro Oscars, e “Menina de Ouro”, que também recebeu quatro estatuetas da Academia, Eastwood provou sua versatilidade e habilidade duradoura no mundo cinematográfico.

Além das telas, Eastwood ainda é conhecido por seu envolvimento em causas sociais e políticas, refletindo seu compromisso com questões que vão além do entretenimento. Seu legado na indústria cinematográfica e seu impacto duradouro, o solidificam como uma lenda viva do cinema. Aos 93 anos está na pós-produção de “Juror #2” (ainda sem tradução) que, ao que tudo indica, será seu último filme.

Confira a programação da Parte 1: https://grupoestacao.com.br/experimente/mostra-clint-eastwood/.

(Fonte: Alexandre Aquino Assessoria de Imprensa)

Projeto ‘Mundo Azul’ do Instituto Anelo mobiliza músicos, entidades, pais e autistas

Campinas, por Kleber Patricio

Luccas e seu filho João: inspiração para a composição. Fotos: divulgação.

Um projeto sobre o autismo liderado pelo Instituto Anelo, que há 23 anos promove a inclusão social pela música em Campinas, envolve 18 músicos, profissionais de produção e divulgação, entidades, pais e pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) no processo de lançamento da música inédita “Mundo Azul”. A canção será lançada em todas as plataformas digitais em 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, e terá mais duas versões: em videoclipe, com lançamento agendado para 9 de abril, e outra acompanhada de uma animação, cujo lançamento será em 16 de abril. O projeto conta com os vocais de Luccas Soares, fundador do Instituto Anelo, da cantora Aline Ramos e participação especial de Amanda Maria, finalista do programa The Voice.

Segundo Luccas Soares, a inspiração para a música veio da vivência com seu filho João, de 4 anos e diagnosticado com TEA. Porém, em conversas com pais de crianças autistas atendidas nas aulas do instituto, ele percebeu potencial para um projeto maior, que promovesse conscientização falando sobre “as dificuldades, desafios e, acima de tudo, sobre amor”. “Trocando com muitos pais, vi que se identificaram, que a música era além de casos individuais”, afirma. De forma afetiva e lúdica, mas realista, a ideia é expor a vivência das pessoas envolvidas com esse “mundo azul” (cor que simboliza o autismo) e, assim, estimular também a reflexão sobre a necessidade de ações para a inclusão social não só dos autistas, mas em extensão de todas as pessoas consideradas “atípicas”, que têm algum transtorno ou deficiência.

Sobre a situação que o despertou para a composição, o músico conta que aconteceu após uma noite insone dele e de sua esposa Geiza devido à agitação do filho. Pela manhã, ambos cansados, se depararam com um menino sorridente e os buscando para brincar no balanço. “Eh, João, se fosse fácil, não seria você”, reagiu Luccas, pinçando logo esse trecho – Se fosse fácil, não seria você – para iniciar uma nova letra. Uma situação que também indica um dos grandes desafios enfrentados pelos pais de autistas: a própria saúde mental. “Não tenho vergonha de dizer que tive depressão devido à privação do sono, algo muito difícil de enfrentar, e nesse processo comecei a compor. Entre os casais pais de atípicos é muito comum que tenham depressão. Não é só a criança que precisa de cuidados, os pais também.”

Amanda Maria.

Mas, para Luccas, a dificuldade que “mais dói” aos pais de autistas é a batalha pela inclusão escolar. “A maioria das escolas que visitamos – e foram muitas – não estava preparada para atender. O mais triste é que muitas não estavam nem interessadas em saber mais, em preparar professores. E quando a gente procura escola pública, elas proíbem a entrada de acompanhante terapêutico (AT). É uma grande polêmica, pois as unidades proíbem, mas não providenciam pessoas capazes de dar suporte aos nossos filhos. E a educação é uma necessidade básica. Se a escola não incluir, quem vai?”, questiona, ressaltando que a luta dos pais pelos AT é também uma forma de proteger seus filhos de casos de violência dentro da escola, que infelizmente são relatados e atingem principalmente as crianças com maior dificuldade de comunicação. “Penso que as escolas deveriam, assim como tem alvará de funcionamento, avcb, ter também o selo de credenciamento de inclusão. Assim, nós, pais de crianças atípicas, não perderíamos tanto tempo em busca de escolas inclusivas”, sugere Luccas Soares, para o poder público.

Com a composição terminada, Luccas apresentou a proposta ao músico e arranjador Fernando Baeta, que propôs um arranjo especial e chamou um time de músicos, além de escolher um estúdio para fazer a gravação no distrito de Barão Geraldo. A música é interpretada por Luccas e pelas cantoras Aline Ramos e Amanda Maria e conta ainda com três cantores para backing vocal, músicos para bateria, contrabaixo, teclado, percussão, sax, trombone, trompete e um quarteto de cordas.

A gravação do videoclipe contou com autistas atendidos no Anelo, Instituto Ser e Paica (Programa de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente), de Campinas, em situações cotidianas de atendimento. Também foi contratado um time para produzir uma animação para a música. Para viabilizar os custos, o projeto conseguiu apoio de verbas sociais do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Unimed Campinas. “Nosso foco é conscientizar, mas, sobretudo, homenagear os familiares, que vivem esta realidade. Sem romantizar e, também, não dramatizando, a música busca mostrar esse amor de uma forma real”, conta Luccas.

Capa Mundo Azul.

Luccas é pai de gêmeos, João e Rebeca, sendo que sinais como atraso no desenvolvimento da fala e ações repetitivas do menino, não observados na irmã, levaram os pais a procurar profissionais de saúde e ter o diagnóstico de TEA.

Com arranjo alegre, “Mundo Azul” traz ainda, em um trecho da letra, a frase “Eu te amo, meu amor” cantada em mandarim (Wǒ ài nǐ, Qīn’ài de), indicando duas linguagens diferentes entre pessoas que se amam. Para isso, os músicos contaram com a contribuição de Jia Sun Costa, professora de mandarim, que ensinou e treinou a pronúncia correta no idioma estrangeiro. Ao se referir ao filho na canção como “Meu mundo azul”, o autor também buscou incluir o girassol, uma simbologia comum a diversos tipos de deficiência, não só o autismo.

Durante o processo de produção, Luccas já falou sobre o “Mundo Azul” em seminários sobre autismo e apresentou a canção em clínicas especializadas. A proposta é disponibilizar gratuitamente a canção para campanhas de conscientização do espectro autista. Pré-save: https://onerpm.link/728380748509.

Ficha Técnica – Música   Mundo Azul     

Composição: Luccas Soares

Arranjo: Fernando Baeta

Voz: Luccas Soares

Voz: Amanda Maria

Voz: Aline Ramos

Coro: Danilo Oliveira | Denny Araujo | Mark Rodrigues

Sax Tenor: Eric Almeida

Trompete: Gê Ribeiro

Trombone: Glaucio Sant’Ana

Piano: Amanda Camargo

Contrabaixo: Felipe Fidelis

Guitarra: Fernando Baeta

Percussão: Josi Moraes

Bateria: Pepa D’Elia

Violoncelo: Ana Clara Ferreira Alves

Viola: Gabriel Carlin

Violino: Samuel Lima

Violino: Victor Freitas Matos

Áudio: Estúdio do Mário

Captação de Áudio: Henrique Manchúria | Mário Porto

Edição e Mixagem: Mário Porto

Masterização: Mário Porto

Vídeo: Sete Mares

Direção de Vídeo: Claudio Alvim

Captação: Claudio Alvim | Levi Macedo

Edição de Vídeo: Claudio Alvim

Direção Musical: Fernando Baeta

Arranjo: Fernando Baeta

Produção: Elaine Oliveira | Luccas Soares

Imprensa: Claudio Liza | Débora Venturini

Design Capa: Airton Francisco

Realização: Instituto Anelo | Ministério Público do Trabalho – Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região | Unimed Campinas

Entidades convidadas: Instituto Ser | Paica (Programa de Atenção Integral à Criança e Adolescente).

(Fonte: Instituto Anelo)

Pesquisa sugere incluir pesca no plano de proteção ambiental da represa Billings (SP)

São Paulo, por Kleber Patricio

Represa Billings abastece mais de 1,5 milhão de pessoas da região do grande ABC Paulista, no estado de São Paulo. Foto: André Bueno/Câmara Municipal de São Paulo.

Embora a pesca artesanal seja uma atividade importante de geração de renda para a população local da represa Billings (SP), a atividade ainda não foi incluída no Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental desta bacia hidrográfica. Mudanças no plano poderiam explorar o potencial dos diferentes usos da água do reservatório em atividades de pesca, abastecimento e turismo. A análise, publicada na revista científica “Desenvolvimento e Meio Ambiente” na sexta (22), é de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus Diadema.

O trabalho analisou os pontos fortes e as limitações do Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental da bacia hidrográfica Billings, de 2017, a partir de critérios de sustentabilidade levantados na literatura da área e entrevistas com especialistas e outros atores. Os estudiosos também se debruçaram sobre o histórico e os problemas do reservatório, acessando outros documentos para entender a sua articulação com diferentes planos setoriais, como o Plano Diretor do município de São Bernardo do Campo, o Plano Local de Habitação de Interesse Social e o Plano de Ação de Enfrentamento às Mudanças Climáticas.

Maior manancial da Região Metropolitana de São Paulo, o reservatório Billings abastece 1,5 milhão de pessoas dos municípios do grande ABC Paulista de Santo André, Diadema, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, São Bernardo do Campo, incluindo São Paulo. O trabalho destaca que o reservatório teria capacidade de atender 4,5 milhões de pessoas, se não estivesse em estado de degradação.

A ocupação irregular da área, desde 1980, explica como a bacia foi se deteriorando, já que os resíduos domésticos dos moradores eram lançados diretamente no reservatório. Hoje, mais da metade da população do local está em situação de vulnerabilidade, sugerindo que essa realidade de despejo de dejetos ainda se mantém.

A falta de planejamento da segurança hídrica na região, diante das mudanças do clima, é uma das falhas destacadas pelo estudo. “Os efeitos das mudanças climáticas no regime de chuvas e na temperatura já podem ser observados na região metropolitana de São Paulo, onde se localiza a represa Billings. Os planos de bacias hidrográficas devem traçar estratégias que considerem esses efeitos a longo prazo, para manter o abastecimento de água da região”, ressalta a pesquisadora e autora do estudo Larissa Ribeiro Souza, que atualmente é mestranda em Engenharia Mineral na Universidade de São Paulo (USP).

Para Souza, a estratégia dos gestores públicos deveria estar focada na recuperação de bacias já presentes na Região Metropolitana de São Paulo, ao invés de investirem em obras de transposição de águas de outras bacias, uma estratégia comumente adotada. Neste sentido, o Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental da represa Billings pode oferecer soluções caso seja aprimorado, pois ele é uma ferramenta que centraliza os planejamentos de recursos hídricos e de uso de solo da região.

(Fonte: Agência Bori)

Adultos ainda desconfiam dos efeitos de alimentos funcionais, como probióticos e fontes de ômega 3

Brasil, por Kleber Patricio

Adultos jovens se mostraram mais favoráveis aos alimentos funcionais do que o grupo de meia-idade. Imagem: FreePik.

Alimentos funcionais são aqueles que proporcionam mais benefícios para a saúde do indivíduo além das funções básicas de nutrição, como regulação do sistema gastrointestinal e redução do colesterol. São exemplos dessa classificação alimentos in natura, minimamente processados, fontes de ômega 3 e de fibras beta-glucanas, como peixes, chia, linhaça e aveia, além de alimentos processados como iogurtes com adição de probióticos. Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) constataram que a população adulta reconhece a necessidade de incluir esses alimentos na dieta, mas ainda desconfia de seus reais efeitos na saúde. Os resultados estão publicados na edição de sexta (22) da revista científica “Brazilian Journal of Food Technology”.

O trabalho comparou a percepção sobre alimentos funcionais de adultos jovens, de 18 a 44 anos, e de meia-idade, de 45 a 65 anos. Ao todo, foram avaliadas as respostas de 522 homens e mulheres por meio da aplicação de dois questionários que abordaram aspectos de renda, educação e condições de saúde. Os cientistas também observaram atitudes relacionadas ao consumo de alimentos funcionais, avaliando a percepção das necessidades, benefícios, confiança e segurança dos consumidores.

Em relação à necessidade dos alimentos funcionais na dieta, os adultos jovens se mostraram mais favoráveis em comparação com o grupo de meia-idade, ainda que ambos reconheçam seus benefícios. “Adultos jovens percebem melhor a necessidade dos alimentos funcionais, entendem que é preciso incluí-los como parte da rotina e os relacionam com o próprio bem-estar”, explica Ângela Giovana Batista, professora da UFJF e coordenadora da pesquisa. Já os mais velhos entendem os alimentos funcionais como medicamentos. “É uma faixa etária que já enfrenta algumas doenças que vêm com a idade e veem nesses alimentos uma forma de cuidar da saúde ou compensar outros hábitos pouco saudáveis, como não praticar exercícios ou não fazer dieta, por exemplo”.

O estudo também constatou que aspectos de renda e de escolaridade afetam diretamente essa percepção em ambas as faixas etárias analisadas. Pessoas com ensino médio completo representaram 53% dos que se mostraram favoráveis aos alimentos funcionais. E a renda alta foi diretamente proporcional a uma boa percepção dos alimentos funcionais, principalmente no grupo de meia-idade. Adultos deste grupo com renda familiar mensal acima de quatro salários mínimos compõem 40% dos que se disseram favoráveis a esse tipo de alimento.

Ainda que o estudo indique uma boa relação dos participantes com esses alimentos, as afirmações do questionário relacionadas à confiança receberam pontuações mais baixas em todos os aspectos. “Notamos um certo ceticismo sobre o que é divulgado em relação aos alimentos funcionais. Os mais jovens tendem a confiar mais se um alimento é recomendado por profissionais de saúde, mas desconfiam do que é propagado por publicidade ou de profissionais fora do ramo da saúde”, conta Batista. Já os adultos de meia-idade parecem confiar mais em estudos que confirmam a funcionalidade dos alimentos, mas demonstram preocupação com o consumo excessivo deles, o que pode estar relacionado à visão desses alimentos como medicamentos que devem ser consumidos na dosagem adequada.

“Acreditamos que essa desconfiança está relacionada com a falta de informação de qualidade sobre esses alimentos e também ao seu acesso, o que conversa com os dados de renda e escolaridade”, avalia Batista. Além da melhora do poder aquisitivo dos consumidores, uma percepção mais positiva sobre os alimentos funcionais, segundo a pesquisadora, passaria por melhorar o acesso a informações sobre esses produtos. Ela sugere a utilização de selos de qualidade que garantam a segurança e a veracidade das informações desses alimentos para aumentar a confiança dos consumidores.

(Fonte: Agência Bori)