Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Sesc Pinheiros apresenta show inédito ‘Suíte Retratos – Tributo a Jacob do Bandolim e Radamés Gnattali’

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Lucas Mercadante.

Nos dias 22 e 23 de junho, o Sesc Pinheiros recebe o espetáculo ‘Suíte Retratos – Tributo a Jacob do Bandolim e Radamés Gnattali’, com a presença do bandolinista Hamilton de Holanda e do pianista Hercules Gomes. O tributo marca os 60 anos do antológico LP ‘Retratos’, reconhecido como um marco na história do choro.

Lançado em 1964, o disco apresentava a obra que até hoje é considerada um marco na história do gênero musical. Composta por Radamés Gnattali especialmente para o solista Jacob, a obra mescla elementos do popular e da música de concerto, além de ter como referência para o maestro Radamés outros mestres como Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth.

Neste show, o músico Hamilton de Holanda lidera a homenagem ao legado de Radamés e Jacob, sendo acompanhado por um conjunto de músicos. Destaque para Hercules Gomes, cuja habilidade no piano complementa a atmosfera única do espetáculo e Rogério Caetano, no violão 7 cordas.

Além de celebrar a história do choro e homenagear dois ícones do gênero, o Tributo a Jacob do Bandolim e Radamés Gnattali é uma oportunidade para mergulhar na rica tradição musical do Brasil e testemunhar a continuidade de seu legado.

Sobre Hamilton de Holanda | Nascido em uma família musical, natural do Rio de Janeiro e criado na cidade de Brasília, seu primeiro instrumento musical foi a Melódica, aos quatro anos de idade. Dois anos depois (1982) aos 6 anos de idade, começou sua carreira profissional, como um prodígio do bandolim em um programa de TV nacional (Fantástico). Era o início de uma carreira multipremiada e reverenciada no Brasil e no exterior. Hoje, com mais de 30 álbuns lançados, é um músico multipremiado, vencedor de vários Grammy Latinos, Prêmio da Música Brasileira, Echo Jazz, Choc e inúmeras indicações. Além de diversas parcerias de sucesso, Hamilton de Holanda se destaca por unir tradição e modernidade, fazendo com que seu bandolim de 10 cordas fascine novas gerações de músicos e influencie novas correntes musicais que, além do choro, abrangem samba, jazz, pop e rock.

Sobre Hercules Gomes | Hercules Gomes, pianista e compositor nascido em Vitória (ES), começou sua jornada musical aos 13 anos, autodidata, tocando em bandas locais. Ao longo dos anos, destacou-se em festivais nacionais e internacionais, ganhando prêmios como o Nabor Pires de Camargo e o Prêmio MIMO Instrumental. Colaborou com renomados músicos e participou de projetos inovadores, como o GOMA-LACA. Seu repertório eclético e técnica refinada o tornaram uma figura proeminente no cenário musical brasileiro. Além de suas performances, compartilhou conhecimento em festivais e lançou diversos álbuns explorando a riqueza da música brasileira. Sua abordagem única, combinando influências do piano popular e erudito, o estabeleceu como um dos principais pianistas contemporâneos do Brasil, inspirando músicos do mundo a tocarem música brasileira.

Ficha Técnica | Sob direção musical de Henrique Araújo e concepção artística por Lucas Nobile. A produção é da Clementina Produções Artísticas.

Serviço:

Suíte Retratos – Tributo a Jacob do Bandolim e Radamés Gnattali

Dias: 22 e 23 de junho | sábado e domingo, às 21h

Duração: 60 minutos

Local: Teatro Paulo Autran

Classificação: 12 anos

Ingressos: R$50 (inteira); R$ 25 (meia) e R$15 (credencial plena)

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: terça a sexta, das 7h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros)

Série de concertos no Teatro B32 tem início com Academia de Música da Osesp e pianista Cristian Budu

São Paulo, por Kleber Patricio

Concerto no Teatro B32. Foto: José de Holanda.

No ano em que completa sete décadas de existência, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp estará novamente no coração financeiro de São Paulo para três apresentações que mostram um recorte da Temporada 2024 – Osesp 70 Anos, no moderno Teatro B32, em plena Avenida Faria Lima. A Academia de Música da Osesp será o grupo residente nos três concertos, que acontecem sempre às 19h30, nos dias 17/jun, 6/ago e 14/out – os ingressos custam de R$39,60 a R$90,00 (valores inteiros) e podem ser adquiridos neste link.

Na segunda-feira (17/jun), às 19h30, alunos bolsistas da Academia de Música da Osesp convidam o talentoso pianista brasileiro Cristian Budu para o concerto de abertura, que terá no programa obras de dois mestres: a Sonata ‘quasi una fantasia’ nº 14, do alemão Ludwig van Beethoven, e o Concerto para piano nº 9 – ‘Jeunehomme’, do austríaco Wolfgand Amadeus Mozart – este com Budu como solista convidado.

O pianista Cristian Budu. Foto: Kate Lemmon.

“A Fundação Osesp saúda a existência de um espaço como o Teatro B32, extremamente qualificado para a cultura e as artes, na cidade de São Paulo. Esperamos, com essa série que agora chega ao seu terceiro ano, ampliar ainda mais a nossa missão de levar música clássica e entretenimento à população paulista com a excelência reconhecida dos bolsistas da Academia de Música da Osesp e de solistas de destaque da Temporada 2024 na Sala São Paulo, comemorativa dos 70 anos da Osesp”, afirma o diretor executivo da Fundação Osesp, Marcelo Lopes.

Academia de Música da Osesp

A dificuldade de encontrar novos músicos para orquestras brasileiras levou à criação, no ano de 2006, da Academia de Música da Osesp. Os alunos são orientados por músicos da Osesp e, imersos no ambiente de um grupo profissional de excelência, vivenciam por dois anos uma intensa prática no seu instrumento por meio do treinamento na própria Osesp durante a Temporada de concertos da orquestra. Em 2013, a Academia ampliou sua atuação na formação profissional de jovens músicos criando o Coro Acadêmico; em 2016 criou o curso de Regência, que oferece aulas de técnica e repertório, além de masterclasses com regentes convidados de cada Temporada Osesp e, em 2022, foi criado o curso de Redação e Crítica Musical, voltado à capacitação da escrita de textos ligados à música de concerto. A Academia de Música da Osesp alterou profundamente o cenário da música de concerto no país, com ex-alunos presentes em todas as principais orquestras brasileiras e também em algumas internacionais. No entanto, em 2021, as classes de Instrumento e Canto foram reconhecidas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo como Curso Técnico Profissionalizante. Os alunos que concluem a formação passam então a receber um Certificado Técnico Profissionalizante válido em todo o território nacional.

Concerto no Teatro B32. Foto: José de Holanda.

A Temporada Osesp no Teatro B32 tem apoio de PwC, Scotiabank, igc partners, Mapfre, Franklin Templeton Investimentos e BEXP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução.

PROGRAMAS

TEMPORADA OSESP NO TEATRO B32

17 JUN (SEG), 19H30

ACADEMIA DE MÚSICA DA OSESP

CRISTIAN BUDU piano

Ludwig van BEETHOVEN | Sonata quasi una fantasia nº 14, Op. 27, nº 2 — Ao luar

Wolfgang Amadeus MOZART | Concerto para piano nº 9 em Mi bemol maior, KV 271 — Jeunehomme

6 AGO (TER), 19H30

ACADEMIA DE MÚSICA DA OSESP

PACHO FLORES trompete

Antonio VIVALDI | Griselda: Agitata da dua Venti [arranjo: Pacho Flores]

Dirk BROSSÉ | Prelude to a New Age

Pacho FLORES | Musas y Resuello

Maria Theresia VON PARADIS | Sicilienne [arranjo: Pacho Flores]

Pablo DE SARASATE | Gypsy airs [arranjo: Pacho Flores]

Pacho FLORES | Morocota

Astor PIAZZOLLA | Revirado [arranjo: Pacho Flores]

Pacho FLORES | Labios Vermelhos

14 OUT (SEG), 19H30

ACADEMIA DE MÚSICA DA OSESP

PAUL LEWIS piano

Franz SCHUBERT | Sonata nº 13 em Lá maior, D 664

Ludwig van BEETHOVEN | Concerto para piano nº 3 em dó menor, Op. 37.

Serviço:

Quando: 17 de junho, 6 de agosto e 14 de outubro de 2024

Endereço: Teatro B32 | Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.732, Itaim Bibi

Telefone: (11) 93327-6549

Taxa de ocupação limite: 490 lugares

Classificação: Livre

Ingressos: Entre R$39,60 e R$90,00, nas bilheterias e nos sites da Osesp e do teatro

Estacionamento: Acesso pela R. Lício Nogueira, 90 – Itaim Bibi. Preço (com e sem vallet): R$40,00

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

(Fonte: Fundação Osesp)

Expografia Casa Rural Portuguesa de Sobrado é atração no Casarão José Rufino em Areia (PB)

Areias, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A expografia da Casa Rural Portuguesa de Sobrado – Casarão José Rufino, tem como referência em sua concepção, três museus nacionais: o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, o Memorial da Resistência na Estação Pinacoteca em São Paulo e o Museu Digital de Campina Grande/PB, nos quais as narrativas se dão por meio de elementos audiovisuais.

O processo de curadoria e expografia assinado pelo professor Radamés Rocha e executado pela Prefeitura Municipal de Areia, partiu de referências para tratar um espaço de memória e sofrimento e construir uma narrativa midiática com infográficos, mapas, linhas do tempo, recursos audiovisuais, como documentários em vídeos, fotografias e polifonias.

A expografia dividiu os ambientes da casa em espaços museológicos que retratam, cada um, um período histórico referente ao Casarão e atrelado à história de Areia. Na recepção da primeira sala, a biografia do Francisco Jorge Torres e sua relação com a cidade. Posteriormente avançamos para a sala, o coração da casa, intitulada de Terra da Cultura, concomitantemente com a sala Areia – Terra de Lutas.

A área da cozinha, espaço de ‘socialização’ entre os escravizados, intitulada de Areia – Encontro de Culturas, desenvolve-se entre os povos africanos e europeus partindo para as alas das senzalas ou dormitórios. Para a ocupação destes espaços, senzalas, há uma narrativa em forma de linha do tempo que inicia com os movimentos de resistência em prol da abolição da escravatura, já impulsionados na cidade, iniciando-se com a reprodução de algumas cópias de batistérios do arquivo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Areia como meio de registro dos escravizados.  Posteriormente, a reprodução dos bilhetes de rifas que a Irmandade do Rosário dos Pretos de Areia promoveu para arrecadar fundos para a compra de cartas de alforrias. Na sequência, a reprodução de Jornais da época com notícias de movimentos acirrados contra a escravidão, seguido de um exemplar de grilhão do acervo do MURA/Areia, como objeto de suplício e castigo.

O espaço reservado para a memória e sofrimento, apresenta o nome dos 18 escravizados do inventário post mortem de Maria Franca Torres, esposa do Marinheiro Jorge Torres, que possivelmente habitaram estes espaços. Esta senzala apresenta prospecção arqueológica protegida por vidro que revela o piso em solo natural com linhas mestras em tijolos enquanto a circulação possui tijoleiras remanescentes do salvamento de peças. Finalizando a sequência, temos a reprodução de notícias de 3 de maio de 1888, data oficial da libertação dos escravizados em Areia, antecipando-se à Lei Áurea.

No piso superior, foi montado um simulado do Tribunal do Júri, com mobiliários do acervo do Tribunal de Justiça da Paraíba. Foram dedicadas também duas salas para os Quilombos Bonfim e Mundo Novo, nas quais revelam seus movimentos de existência e resistência. A finalização é no sótão com o toque de 7 dobrados da Filarmônica Abdon Felinto Milanez Filho, exibidos em suas alvoradas pelas ruas da cidade, conduzindo o olhar do visitante para a Janela Instagramável e sua visualidade para a Igreja Matriz. A conclusão do roteiro é na sala das prospecções arqueológicas, arquitetônicas e históricas, na qual o acesso do volume único das pesquisas desenvolvidas é disponibilizado por meio de QRCode.

A Casa Rural Portuguesa de Sobrado – Casarão José Rufino é um espaço museológico que retrata a história do Marinheiro Jorge e sua importância para a criação da Villa Real do Brejo de Areia e sua ligação com a cultura afro-brasileira, mostrando os movimentos de luta e resistência do povo negro que ali habitou e hoje resiste em resiliência nas comunidades quilombolas Bonfim e Mundo Novo no município de Areia, escrevendo uma nova história de conquistas.

Aberto ao público diariamente das 9h às 16hs. Taxa de visitação: R$3,00.

História

O primeiro sobrado da Vila de Areia, finalizado em 1818, foi construído para ser a casa da família de imigrantes portugueses, Maria Franca Torres e Francisco Jorge Torres, conhecido como ‘Marinheiro Jorge’. O imóvel foi herdado pela filha do casal, homônima Maria Franca Torres, e seu marido Santos da Costa Gondim. Em seguida, a neta do marinheiro, Adelaide Joconda da Costa Gondim (Iaiá), com seu marido Rufino Augusto de Almeida, habitaram de 1895 a 1907 e mantiveram comércio nas dependências com portas para a rua no térreo. Iaiá, teve cinco filhos: Maria Eugênia, Elpídio, Pedro Augusto, José Rufino e Horácio de Almeida que nasceu no sobrado.

Há indícios que a presença do Marinheiro Jorge e suas aspirações ao cargo de capitão-mor influenciaram a definição urbana de implantação da Villa Real do Brejo de Areia, porque o centro ou grande praça onde localizam-se a igreja, a casa de câmara e cadeia e as representações administrativas estão nas imediações das suas propriedades ‘Macaíba, dos sítios do Pirunga e do Bonito’ atual vale ao sul e área do Colégio Santa Rita em direção ao campus da UFPB, além do seu sobrado de morada estar implantado em situação privilegiada neste largo. Outro fator importante a considerar é que as datações de ocupação urbana da vila entre 1801-1850 correspondem ao mesmo período de vida do Marinheiro Jorge em Areia.

Em 1910 foi vendido para a família Chianca, que manteve anexo comércio de armarinho denominado ‘A Confiança’, sendo habitado por Filipe, Leopoldina e Ana. O imóvel passou por intenso processo de degradação ao ponto crítico de, na década de 1960, apresentar características de abandono.

Em 1971, o prédio foi arrematado por José Rufino de Almeida em hasta pública e retorna ao patrimônio da família. Entre 1971 e1975, José Rufino custeou a restauração do imóvel considerando as práticas de sua época e com resgate afetivo da história do seu bisavô o Marinheiro Jorge, designando para a obra o seu filho, o engenheiro Antônio Augusto de Almeida, que integrava a equipe técnica de restauro do conjunto franciscano em João Pessoa.

Em 1979, devido ao falecimento de José Rufino, o imóvel foi herdado por sua companheira Nilza e filhas que habitaram o imóvel, mas tiveram problemas de manter a sua conservação e, no início da década de 1990, o venderam ao Tribunal de Justiça da Paraíba. Entre 1995 e 1997, o TJ-PB adaptou as instalações do sobrado para o novo uso de Fórum da Comarca de Areia, que funcionou até o início do século XX, quando houve a construção e mudança para um prédio moderno.

Mais uma vez sem ocupação e uso, volta a degradar-se e, numa ação conjunta do Iphan, Iphaep, TJ-PB e Prefeitura Municipal de Areia, firma-se o Termo de Compromisso nº 85/2006 para cessão de uso do imóvel em caráter de cooperação com finalidade de ocupar o espaço com atividades culturais e turísticas, sendo reaberto em 17 de março de 2007 após obras de recuperação realizadas com orientação técnica e recursos do Iphan.

A recuperação previa novos espaços para a comunidade com: o Memorial da Justiça da Comarca de Areia, o receptivo da Secretaria de Turismo Municipal e as atividades de extensão da casa do Patrimônio do Iphan-PB, em face do tombamento em 2005 pelo Iphan do Conjunto Histórico, Urbanístico e Paisagístico da Cidade de Areia.

Durante o período de 2018 até os dias atuais, o imóvel vem passando por algumas intervenções de conservação. Em janeiro de 2023, as tijoleiras de algumas salas do térreo apresentavam estado de degradação avançado e a Prefeitura Municipal empenhou recursos na sua substituição; contudo, um descompasso na equipe técnica promoveu alguns danos em pisos e soleiras. Como solução, foi firmado um Termo de Compromisso entre o Iphan-PB e a Prefeitura que contratou equipe especializada para desenvolver projeto de reversão de danos que vem a consolidar a integridade do imóvel de acordo com sua trajetória histórica e suas técnicas construtivas.

Foram desenvolvidas pesquisas multidisciplinares, onde aconteceram ações de arqueologia da arquitetura com o suporte de pesquisa histórica complementar e cadastro arquitetônico do edifício. Inúmeras foram as descobertas realizadas pela equipe de historiadores, arqueólogos e arquitetos coordenados pelo arqueólogo e historiador Ulisses Pernambucano e Carmen Muraro, arquiteta de restauração. Toda a pesquisa foi acompanhada de perto pelo Escritório Técnico de Areia – ETA/Iphan-PB nas pessoas de Natallia Azevedo, arquiteta, e Maria Aparecida Macedo, assistente administrativa, além do superintendente do Iphan na Paraíba, Emanuel Oliveira Braga, e pela Prefeitura Municipal de Areia, nas pessoas da prefeita Silvia Cunha Lima e da secretária de infraestrutura, Fabianna Perazzo.

(Fonte: Assimptur)

Pinacoteca de São Paulo realiza primeira edição de festa junina

São Paulo, por Kleber Patricio

Viva São Benedito, São João (1977-1987). Foto: Gervane de Paula.

A Pinacoteca de São Paulo realiza primeira edição de sua festa junina no novo edifício, a Pinacoteca Contemporânea. Dando fôlego à programação cultural do museu, a Pina Junina acontece no sábado, 29/6, das 13h às 20h. O evento é gratuito e conta com atrações musicais, comidas e brincadeiras típicas.

A festa terá apresentação do tradicional Grupo Cupuaçu, fundado por Tião Carvalho, e o Pé de Manacá, projeto de forró de rabecas tocado por mulheres. Entre uma apresentação e outra, a festa continua com o set musical de vinil comandado pelos DJs Rodrigo Ferrolho, Ricardo Ferreira e Reine Oliveira.

A praça de alimentação de comidas e bebidas típicas ficará por conta do projeto Pão do Povo da Rua, iniciativa do Instituto de Pesquisa da Cozinha Brasileira que atua no território da Luz na distribuição de marmitas para os moradores do entorno.

Sobre o Grupo Cupuaçu | Criado em 1986, o Cupuaçu – Centro de Estudos de Danças Populares Brasileiras realiza desde 1990 a Festa do Bumba meu boi no Morro do Querosene, localizado no Butantã zona oeste. O grupo é composto por membros de famílias de diferentes origens oriundas do Maranhão, além de outros migrantes de outras regiões brasileiras e imigrantes de outras partes do mundo. Com cerca de 40 integrantes entre dançarinos e músicos (adultos, jovens e crianças) e com um repertório formado por uma vasta gama de danças e músicas tradicionais, o Grupo Cupuaçu é responsável por manter viva as tradições maranhenses do Bumba-Meu-Boi e do Tambor de Crioula na cidade de São Paulo.

Sobre o Pé de Manacá | Pé de Manacá é um grupo de forró de rabeca formado em 2017 por quatro mulheres, Alice Vaz, Beatriz Da Matta, Maria Carolina e Sofia Baroukh. Tendo como sonoridade central a rabeca, precursora da sanfona na história do forró, seu trabalho criativo se desenvolve em composições próprias e em interpretações autorais. Nos arranjos vocais, o Pé de Manacá busca inspiração nas vozes de grandes intérpretes, nos coros femininos característicos das gravações e nas compositoras presentes na história do forró pé-de-serra. Tem ainda como referência os forrós de rabeca, que se projetaram principalmente na cena nordestina a partir do final dos anos 1990, e a pesquisa voltada ao universo das manifestações tradicionais, buscando inspiração nos trabalhos de mestres e mestras da cultura popular brasileira.

Sobre O Pão do Povo da Rua | O Pão do Povo da Rua é um projeto realizado pelo Instituto de Pesquisa da Cozinha Brasileira (IPCB) que diariamente produz 3.000 pães e bolos conceituais, nutritivos e saborosos, destinado à distribuição para as pessoas em situação de rua no centro de São Paulo. Esses pães e bolos são produzidos por pessoas que estavam em situação de rua e que, acolhidas pelo projeto, ingressaram no programa de capacitação em panificação.

Sobre a Pinacoteca de São Paulo | A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais. A Pina também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo.

Serviço:

Pina Junina

Período: 29/6/2024 | das 13h às 20h

Curadoria: Clarissa Ximenes

Evento gratuito

Local: Edifício Pinacoteca Contemporânea – Praça do museu

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

Quintas-feiras com horário estendido B3 na Pina Luz, das 10h às 20h (gratuito a partir das 18h).

(Fonte: Pinacoteca de São Paulo)

Exposição multimídia e imersiva revela a história da Itália através de um dos seus mais ricos patrimônios culturais

São Paulo, por Kleber Patricio

No ano que celebra os 150 anos da imigração italiana no Brasil, o MIS Experience e o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo apresentam a exposição ‘MOSAICO. Código itálico de uma arte atemporal’. A mostra, multimídia, imersiva e itinerante, conta a história da Itália através dos preciosos testemunhos de seu patrimônio cultural e ficará em cartaz de 22 de junho a 18 de agosto no mezanino do MIS Experience.

‘MOSAICO. Código itálico de uma arte atemporal’ é uma viagem de 2 mil anos do norte ao sul da Itália, que une em um único grande relato Roma, Pompei, Aquileia, Ravenna, Palermo, Monreale, Piazza Armerina e a cidade submersa de Baia. Em um percurso experiencial e emocionante, a mostra revela a história, as representações, os materiais e os gestos que distinguem algumas das obras mais icônicas do universo do mosaico italiano.

Produzida pela Direção Geral para a Diplomacia Cultural do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália (Maeci) e idealizada e realizada pela Magister Art, a exposição narra e exibe, fora do território italiano, alguns dos mais importantes tesouros do patrimônio nacional através de conteúdos audiovisuais inéditos, filmagens subaquáticas e outras feitas com drones, materiais de arquivo, animações gráficas e uma trilha sonora especialmente composta para a mostra.

O percurso expositivo é articulado em sete estações, em uma viagem que começa pela Coleção Farnesina do Maeci, com alguns dos mais importantes artistas italianos do século 20 e 21 que se confrontaram com o mosaico, deixando traços indeléveis de técnica e criatividade.

A primeira protagonista da exposição é Roma, cujo passado ganha vida através dos mosaicos guardados nos Museus Capitolinos e nas duas basílicas alto-medievais: Santos Cosme e Damião e Santa Praxedes. A história segue por uma das mais luxuosas moradias de Pompei, a Casa do Fauno, entre os milhares de fragmentos que compõem o testemunho da Batalha de Isso. O mosaico de pavimento da Basílica de Aquileia muda de perspectiva entre as paredes da estação seguinte, em um entrelaçamento de narrativas icônicas e alegóricas do período imediatamente após o Édito de Constantino, que garantiu aos cristãos a liberdade de seguir a religião de sua escolha.

A terceira estação é dedicada a Ravenna, à dimensão espiritual, representada por uma luz refletida no ouro dos fragmentos, do Mausoléu de Galla Placidia, da Basílica de São Vital e de Sant’Apollinare in Classe. Ao mosaico da Sicília, são dedicadas duas estações: a época de Rogério II revive em um itinerário solene de seus lugares sagrados, do Duomo de Monreale à Capela Palatina e à Martorana. Os costumes, tradições e hábitos dos romanos são exibidos ao longo dos corredores e salas de um achado arqueológico de valor inestimável: a Villa Romana del Casale de Piazza Armerina. Para a última estação, será necessário submergir figurativamente no Golfo de Nápoles: os mosaicos do Parque Arqueológico Subaquático de Baia podem ser vistos por quem mergulha para descobrir um porto, as ruas, os locais de veraneio da aristocracia romana e da família imperial até o século 3 d.C.

Entre sustentabilidade e inovação, a exposição viaja de país em país graças ao Magister ArtBox, uma solução de design de exposição desenvolvida para a gestão dos processos de montagem, instalação e desmontagem das exposições itinerantes, adaptáveis a espaços expositivos de diferentes naturezas e sem elementos de descarte.

Serviço:

’MOSAICO. Código itálico de uma arte atemporal’

Período: de 22 de junho a 18 de agosto

Endereço: MIS Experience (Rua Cenno Sbrighi, n° 250 – Água Branca – São Paulo-SP)

Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia) de quarta a sexta; R$20 (inteira) e R$10 (meia) aos sábados, domingos e feriados; gratuito às terças e toda terceira quarta-feira do mês (graças a uma parceria com a B3). Retirada de ingressos gratuitos somente na bilheteria física, no dia da visita. Disponibilidade de ingressos sujeita à lotação do espaço.

Horários: terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h. Permanência até 1h após o último horário.

Duração: 40 minutos, aproximadamente.

‘MOSAICO. código itálico de uma arte atemporal’ é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, MIS Experience, Instituto Italiano de Cultura de São Paulo e Magister Art, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MIS Experience tem patrocínio institucional da Livelo, B3, John Deere, NTT Data, TozziniFreire Advogados, Grupo Comolatti e Sabesp e apoio institucional da Vivo, Grupo Travelex Confidence, PWC, Colégio Albert Sabin, Unipar e Telium. O apoio operacional é da Kaspersky, Pestana Hotel Group, Quality Faria Lima, Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças, Renaissance São Paulo Hotel, illycaffè e Sorvetes Los Los.

Sobre o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo

O Instituto Italiano de Cultura de São Paulo é um órgão oficial do Governo Italiano. Foi fundado em 1950 e se dedica a promover a cultura e a língua italiana, além de enriquecer o panorama cultural em sua área de ação com iniciativas voltadas à cooperação ítalo-brasileira neste setor. Localizado em um histórico casarão no bairro de Higienópolis, o Instituto promove concertos, exposições, sessões de cinema, palestras e encontros, e possui uma biblioteca com mais de 23 mil títulos, a maioria em língua italiana, disponíveis para o público. O Instituto é também fonte de informações sobre o país, cursos de língua italiana ministrados na Itália e bolsas de estudo outorgadas pelo Governo Italiano. Facebook | Instagram | YouTube.

Sobre o MIS Experience

Construído em um galpão de 2 mil metros quadrados e 10 metros de pé direito, o MIS Experience é o mais novo espaço do Museu da Imagem e do Som (MIS) – instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo – que traz para a cidade de São Paulo um novo conceito de exposições culturais. O MIS Experience foi inaugurado em 2 de novembro de 2019, com o objetivo de proporcionar a realização de exposições imersivas que se utilizem de novas tecnologias, levando o público a interagir de maneira diferente com artistas e suas obras de arte. A abertura do espaço aconteceu com a exposição ‘Leonardo da Vinci – 500 Anos de um Gênio’, experiência que possibilitou ao visitante conhecer a vida e o legado de Da Vinci. A exposição foi um sucesso de público: recebeu cerca de 500 mil visitantes, teve mais de 85 mil visitações gratuitas e, a cada 15 minutos, uma escola foi atendida pela equipe do Educativo. Nos anos seguintes, o MIS Experience recebeu as megaexposições imersivas ‘Portinari para todos’ (2022) e ‘Michelangelo: o mestre da Capela Sistina’ (2023).

(Fonte: Museu da Imagem e do Som)