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Projeto ‘Cuidando de Quem Cuida’ faz última apresentação da temporada no CIS Guanabara

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Lucas Zago.

Os coletivos Janacek Sistem e Coromim, o coral da Escola Curumim, se uniram para desenvolver o projeto ‘Cuidando de Quem Cuida’, espetáculo interativo que mescla música, dança, instalação cênica, textos e performances para levar lazer e entretenimento aos trabalhadores da saúde e promover a inclusão de estudantes, idosos e pessoas com deficiência (PCDs). Nesta segunda, 1º de julho, o espetáculo encerra esta temporada com a quinta apresentação no Centro Cultural CIS Guanabara, às 10h. A entrada é gratuita e o local oferece estacionamento interno, também grátis. No repertório, temas de Adoniram Barbosa, Caetano Veloso, Beatles, Roberto Carlos, cantos dos índios Kraôs, Rita Lee e Jackson do Pandeiro, entre outros sons universais.

A concepção e direção do espetáculo são de Coré Valente, arranjador e multiartista, regente do Coromim e diretor do Janacek Sistem, coletivo que trabalha, desde 2015, com pesquisa continuada na fusão de linguagens de vídeo/performance/música/dança propondo ações artísticas que ampliem as percepções humanizadas dos espaços e da convivência social.

Nesta proposta de inclusão, o projeto conta com a orientação da pedagoga Keyla Ferrari Lopes, que faz a interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) das apresentações. Keyla é especialista em educação especial e Libras, mestre e doutora em atividade motora adaptada, autora de livros e artigos sobre o tema da inclusão. Segundo Keyla, nas conversas que manteve com coordenadores de instituições de apoio a idosos e PCDs, a apresentação inclusiva atingiu seu objetivo.

Gabriela Domingues de Castilho, assistente social da creche M.A.E. Maria Rosa, também aprovou o resultado do trabalho. “O espetáculo ‘Cuidando de quem cuida’ foi um presente para quem teve a oportunidade de assistir. Tive o privilégio de acompanhar o grupo de adultos e idosos do M.A.E. Maria Rosa, que se emocionou a todo momento, além de ter tido momentos interativos, onde os presentes puderam participar do espetáculo e se divertir. Uma manhã que ficará marcada, com certeza”, afirmou. O grupo esteve na segunda apresentação do espetáculo, em abril.

‘Cuidando de Quem Cuida’, tem direção e concepção de Coré Valente, participação especial da cantora e dançarina Iara Medeiros, do coro cênico Coromim, uma trupe de 17 pessoas acima de 60 anos, e do trio de forró Xote do Peixe.

O projeto teve início em março com uma apresentação por mês e chega agora ao final desta temporada. Dia 1/7, às 10h, no CIS Guanabara (Rua Mário Siqueira, 839, Botafogo, Campinas). Entrada e estacionamento interno gratuitos.

(Fonte: Delma Medeiros Assessoria de Imprensa)

Indaiatuba recebe Selo Ouro de boas práticas de qualificação da assistência em HIV/Aids

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Serviço municipal está disponível de segunda a sexta-feira das 8h às 17h em prédio anexo ao Hospital Dia. Foto: Divulgação.

Indaiatuba recebeu mais um prêmio na tarde da última quarta-feira (26). O Selo Ouro de boas práticas em HIV/Aids foi proposto pelo Programa Estadual IST/Aids e entregue neste ano apenas para nove cidades do Estado de São Paulo. O Programa Municipal recebeu a qualificação em evento realizado na capital paulista.

O Programa de Indaiatuba, por meio das ações de assistência prestadas às pessoas vivendo com HIV e Aids pelo Serviço de Atendimento Especializado de Indaiatuba (SAE), atingiu metas estipuladas pelo próprio programa estadual e Ministério da Saúde do Governo Federal.

Durante todo o ano de 2023, o serviço passou por reformulações na assistência e por processos de qualificação dos profissionais para aprimorar o atendimento desta população.

Agora premiado, o Programa Municipal de IST/Aids segue seus atendimentos individualizados no SAE, que fica anexo ao prédio do Hospital Dia, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O serviço oferta aos usuários desde ações de prevenção, aconselhamento, diagnóstico das IST/HIV/Aids e atendimento e tratamento às pessoas diagnosticadas com HIV.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Complexo Jesuítico de Reis Magos, em Nova Almeida, agora Centro de Interpretação, é entregue totalmente restaurado e readequado

Nova Almeida, por Kleber Patricio

Fachada da Igreja dos Reis Magos. Fotos: Gabriel Lordelo.

Planejado para dar ao monumento uma linguagem nova e mais comunicativa, o Centro de Interpretação Aldeia de Reis Magos permitirá ao público conhecer melhor a história dos jesuítas no Espírito Santo e suas missões pelo Brasil. A igreja se tornou uma verdadeira imersão histórica e de fé, com descobertas artísticas da época da missão e novo mobiliário litúrgico.

Inauguração

A solenidade de inauguração das obras de restauro e readequação do Centro de Interpretação Aldeia de Reis Magos, realizada no último dia 26 de junho, contou com a presença de autoridades, convidados, imprensa e pessoas da comunidade. Todos os principais atores envolvidos destacaram a importância do projeto para a história e a cultura capixabas.

O prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, destacou a entrega à população da Serra desse importante equipamento que faz parte da identidade da nossa cidade. “O Centro de Interpretação na Aldeia dos Reis Magos vai contar a verdadeira história da Igreja localizada em Nova Almeida e do circuito jesuítico do nosso país, que passa por aqui. Para nós, serranos, é uma alegria muito grande ter na Serra um instrumento rico em história, arte e cultura, sendo este uma peça fundamental que eleva a nossa qualificação e representatividade no turismo histórico religioso”.

A presidente do Instituto Modus Vivendi e responsável pelo trabalho de restauro dos monumentos, Erika Kunkel, destacou que o Centro de Interpretação Aldeia de Reis Magos, com sua riqueza arquitetônica e conteúdo histórico, promete encantar e surpreender os visitantes. “Este investimento trará resultados muito positivos para o município da Serra e para o Espírito Santo, atraindo um número ainda maior de fiéis e turistas interessados na historiografia da localidade”. Segundo Erika, “o projeto transformará a história da região, gerando um efeito exponencial na visitação e no desenvolvimento local, ao valorizar a identidade cultural, a fé e as memórias de São José de Anchieta”.

A diretora da Área Socioambiental do Bndes, Tereza Campello, afirmou que o projeto de restauro e readequação do Centro de Interpretação Aldeia de Reis Magos, selecionado pelo Bndes no Edital Resgatando a História, evidencia a memória da passagem dos jesuítas no Estado do Espírito Santo unindo uma criteriosa pesquisa histórica e valorização da relação com a comunidade e com artistas capixabas. “É um equipamento cultural com linguagem moderna e atento à sustentabilidade financeira, que consolida o roteiro turístico ligado ao Museu do Santuário Padre Anchieta, também apoiado pelo Bndes. Ao mesmo tempo em que valoriza o patrimônio cultural brasileiro, demonstra o potencial de contribuição da atividade turística na economia do Estado”, reforçou.

O diretor de ESG da EDP na América do Sul, Dominic Schmal, reforçou o orgulho de contribuir com a restauração de mais um patrimônio cultural do Espírito Santo, em parceria com o BNDES. “Reformar e inaugurar essas instalações icônicas, como é o caso da Igreja dos Reis Magos e da antiga residência dos Jesuítas, é uma maneira de resgatar e preservar a história, permitindo que a sociedade conheça e entenda suas raízes. São iniciativas que reforçam o compromisso da EDP com a transformação da sociedade por meio da educação, arte e cultura”, afirmou.

Para o diretor-presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto, investir na valorização do patrimônio histórico, material e imaterial, é preservar memórias, fortalecer identidades e contribuir para a educação. “O restauro do conjunto arquitetônico dos Reis Magos é uma iniciativa que se conecta à atuação do Instituto Cultural Vale e da Vale para o fortalecimento da cultura do Espírito Santo ao aproximar a história capixaba das novas gerações, promover atividades de formação, dialogar com artistas locais e, assim, potencializar o desenvolvimento sociocultural”, destaca.

O presidente do Iphan, Leandro Grass, explica que a Igreja e Residência dos Reis Magos, tombadas pelo Iphan em 1943, são patrimônio da União e um dos bens culturais mais importantes do Espírito Santo. “Com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, o restauro do bem e a implantação do Centro de Interpretação da Aldeia de Reis Magos tiveram projetos acompanhados pelo Iphan, que hoje celebra esta entrega tão importante para a preservação da nossa cultura”, reforça.

gratuidade na hora de entrar no museu.

Sobre o Resgatando a História

O Resgatando a História é uma ação conjunta entre o Bndes, Ambev, EDP, MRS, Instituto Neoenergia e Instituto Cultural Vale. Por meio dela, viabilizará o apoio a 29 projetos de restauro e revitalização do patrimônio histórico nacional escolhidos por meio de uma seleção pública. O Bndes investe continuamente na preservação do patrimônio cultural brasileiro norteado pelo objetivo de valorizar a memória do país e potencializar a capacidade do patrimônio cultural de gerar desenvolvimento econômico e social.

Desde 1997, ano em que iniciou sua atuação nessa cadeia produtiva, destinou mais de R$900 milhões a projetos de preservação. Ao todo, são cerca de 400 monumentos contemplados, de naturezas variadas, incluindo sítios arqueológicos, heranças arquitetônicas do período colonial, bibliotecas, teatros e museus tecnológicos, localizados em todas as regiões brasileiras.

Serviço:

Horários de funcionamento do Centro de Interpretação Aldeia de Reis Magos:

Igreja de Reis Magos:

A Igreja de Reis Magos estará aberta todos os dias, de 9 às 17h30 a partir de 26 de junho.

A abertura dos agendamentos para celebrações será divulgada pela Paróquia local.

Centro de Pertencimento: segunda – fechado | terça a domingo– 9h30 às 17h30

Sala dos Indígenas:

Entrada somente acompanhada pelo monitor

Horários das sessões: 10h00, 10h30, 11h00,14h00, 14h30, 15h00, 15h30, 16h00, 16h30

Valor da entrada:

Nos meses de junho e julho não será cobrado ingresso. A partir de agosto, o valor da entrada será de: R$ 10,00 inteira | R$5,00 meia

Meia-Entrada:

  • Crianças e jovens de 6 a 12 anos: documento original de identificação com foto e data de nascimento.
  • Estudantes de escolas particulares e universitários: Carteira de Identificação Estudantil (CIE) conforme modelo nacional padrão.
  • Moradores do bairro de Nova Almeida: Comprovante de residência | Portadores da carteira de Identidade Jovem
  • Professores da rede privada de ensino: Contracheque e documento de identidade com foto.

Gratuidades: é obrigatória a apresentação de documento pessoal que comprove o direito à gratuidade na hora de entrar no museu.

(Fonte: GBR)

Lula assina decreto que institui Estratégia Nacional de Economia Circular

Brasília, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/Fundação Ellen MacArthur.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (27) o decreto que institui a Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC) e tem como objetivo promover a transição econômica do atual modelo linear para uma lógica circular.

Pautada nos três pilares da economia circular – não geração de resíduos e poluição, circulação de materiais e produtos em seus mais altos valores e regeneração da natureza – a Estratégia Nacional de Economia Circular apresenta cinco eixos estratégicos:

1 – Criar um ambiente normativo e institucional favorável à economia circular;

2 – Fomentar a inovação, a cultura, a educação e a geração de competências para reduzir, reutilizar e promover o redesenho circular da produção;

3 – Reduzir a utilização de recursos e a geração de resíduos, de modo a preservar o valor dos materiais;

4 – Propor instrumentos financeiros de auxílio à economia circular;

5 – Promover a articulação interfederativa e o envolvimento de trabalhadoras e trabalhadores da economia circular.

De acordo com Luisa Santiago, diretora executiva para a América Latina na Fundação Ellen MacArthur, organização especialista líder em economia circular, o lançamento da ENEC é um motivo de celebração, visto que apresenta um caminho para um desenvolvimento econômico de baixo carbono e duradouro para o país.

“A assinatura do decreto que institui a Estratégia Nacional de Economia Circular para o Brasil demonstra o compromisso do governo de direcionar o país a um desenvolvimento capaz de enfrentar as principais crises ambientais, como as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição. A estratégia traz uma visão completa do potencial da economia circular, muito além da reciclagem, com foco nas importantes agendas de design circular e de regeneração produtiva da natureza – aspectos cruciais para destravar o crescimento econômico mais acelerado dos setores e modelos de negócios alinhados a uma economia circular. Outro ponto importante da estratégia é a ênfase em uma transição justa, que reconheça a relevância e necessidade de políticas que garantam que os muitos trabalhadores da economia circular sejam efetivamente incluídos nos mercados da remanufatura, reuso, manutenção e reciclagem, bem como dos trabalhadores do campo e dos ecossistemas naturais que operam cadeias relevantes para a saúde dos sistemas naturais. O lançamento da ENEC é um passo importante e, daqui para frente, será fundamental que o governo crie planos de longo prazo específicos aos setores da economia, com metas claras, para que a transição para uma economia circular ocorra de forma efetiva e justa.”

Santiago ainda acrescenta que uma economia circular, viabilizada pela revolução tecnológica, permite crescer a produtividade dos recursos em 3% anualmente. “Na União Europeia, por exemplo, já sabemos que a economia circular tem potencial para gerar benefícios totais de €1,8 trilhões até 2030. Isto se traduziria num aumento do PIB de até 7 pontos percentuais em relação ao cenário de desenvolvimento atual, com impactos positivos adicionais no emprego”.

A Estratégia publicada apresenta como diferenciais os conceitos de redesenho circular da produção; ou seja, nas formas pelas quais as organizações planejam, concebem e desenvolvem produtos e serviços para eliminar resíduos e poluição, manter produtos e materiais na economia e regenerar a natureza; e de transição justa, objetivando não reproduzir as desigualdades sociais do atual modelo linear da economia na transição para o modelo de economia circular.

A ENEC também propõe ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços o desenvolvimento de um Fórum Nacional de Economia Circular, com a finalidade de assessorar, monitorar e avaliar a implementação da ENEC no território nacional.

O que é economia circular

O conceito de economia circular surgiu para se contrapor ao modelo econômico atual, que funciona em uma lógica linear – baseado em extrair recursos naturais –, transformá-los em produtos e materiais e descartá-los depois de um curto período de uso. Essa lógica de produção e consumo tem sido responsável pelos maiores problemas ambientais que temos, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição.

A economia circular, portanto, propõe um redesenho dos produtos e modelos de negócio que contemplem os seus três princípios fundamentais: eliminar resíduos e poluição, circular produtos e materiais e regenerar a natureza. Dessa forma, é capaz de gerar um sistema resiliente e positivo para as pessoas, as empresas e o meio ambiente.

De acordo com o último relatório produzido pela Fundação Ellen MacArthur, na América Latina e no Caribe, por exemplo, são geradas 541 mil toneladas de lixo por dia – e a projeção é que esse número aumente em 25% até 2050, com base no modelo atual. Além disso, a região contribui com cerca de 10% das emissões globais de GEE e já vem registrando um declínio de 94% em sua biodiversidade – um número muito maior do que em qualquer outra região observada no mundo desde 1975.  Embora grande parte dos esforços da luta climática ainda estejam em torno da transição energética, ela só fará frente a 55% das emissões. Os outros 45%, cruciais para o cumprimento do Acordo de Paris, somente serão resolvidos com a transição para uma economia circular.

(Fonte: Sherlock Communications)

Adélia Prado vence o Prêmio Camões 2024

Lisboa, por Kleber Patricio

Foto: Ministério da Cultura de Portugal.

A poeta, professora, filósofa, romancista e contista mineira Adélia Prado é a vencedora do Prêmio Camões 2024, o mais importante da língua portuguesa. A reunião do júri aconteceu na manhã de quarta-feira (26) de forma virtual. Os jurados foram o escritor e professor Deonisio da Silva (Brasil), o professor e pesquisador Ranieri Ribas (Brasil), o filósofo e crítico de arte poética Dionisio Bahule (Moçambique), o professor Francisco Noa (Moçambique), a professora Clara Crabbé Rocha (Portugal) e a professora Isabel Cristina Mateus (Portugal). O valor da premiação é de 100 mil euros, um dos maiores valores do mundo entre os prêmios literários. A premiação é concedida por meio de subsídio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) e do Governo de Portugal.

Segundo o júri, “Adélia Prado é autora de uma obra muito original que se estende ao longo de décadas, com destaque para a produção poética. Herdeira de Carlos Drummond de Andrade, o autor que a deu a conhecer e que sobre ela escreveu as conhecidas palavras ‘Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo…’, Adélia Prado é há longos anos uma voz inconfundível na literatura de língua portuguesa”.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou a vitória da cultura brasileira com a conquista de Adélia Prado no Prêmio Camões 2024. Ela sublinhou a importância de reconhecer a obra de uma mulher brasileira, enfatizando que Prado não só eleva a literatura nacional, mas também representa a força e a criatividade das mulheres no cenário cultural. Menezes ressaltou que este prêmio é um tributo à rica tradição literária do Brasil e à capacidade das escritoras brasileiras de capturar a essência da nossa identidade cultural.

O presidente Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, comenta o resultado: “Adélia Prado vence o Prêmio Camões no ano da comemoração do quinto centenário do maior portal da língua portuguesa. Coincidência ou destino? Adélia não é apenas um dos maiores nomes da poesia do Brasil, mas de toda língua portuguesa em todos os quadrantes da terra e da grande poesia. Uma poesia lírica e metafísica, amorosa e existencial, antiga e moderna. É a voz profunda de Divinópolis, que teve em Carlos Drummond de Andrade um de seu mais fervorosos leitores. Foi ele quem a descobriu para o Brasil e, hoje, é o Brasil que se descobre dentro de sua obra”, afirma.

Sobre Adélia Prado

Adélia Prado nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935. É licenciada em filosofia. Publicou os seus primeiros poemas em jornais de Divinópolis e de Belo Horizonte. A sua estreia individual só aconteceu em 1975, quando remeteu para Carlos Drummond de Andrade os originais de seus novos poemas. Impressionado com a sua escrita, enviou os poemas para a Editora Imago. Publicado com o nome ‘Bagagem’, o livro de poemas chamou atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo.

Em 1976, o livro foi lançado no Rio de Janeiro, com a presença de importantes personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Affonso Romano de Sant’Anna e Clarice Lispector, entre outros. Em 1978 escreveu ‘O Coração Disparado’, com o qual conquistou o Prémio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro. Nos dois anos seguintes, dedicou-se à prosa com ‘Solte os Cachorros’, em 1979, e ‘Cacos para um Vitral’, em 1980. Volta à poesia em 1981 com ‘Terra de Santa Cruz’.

Recebeu da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti de Literatura com o livro ‘Coração Disparado’, escrito em 1978.

Sobre o Prêmio Camões

O Prêmio Camões foi instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988 com o objetivo de estreitar os laços culturais entre as nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e enriquecer o patrimônio literário e cultural da língua portuguesa. Com o nome do maior escritor da história da língua portuguesa – o poeta português Luís Vaz de Camões – o prêmio é atribuído aos autores – pelo conjunto da obra – que contribuíram para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

O Ministério da Cultura português organiza a premiação pela parte portuguesa, cabendo à Fundação Biblioteca Nacional a organização pela parte brasileira. Em todas as edições do prêmio, o júri é composto por dois portugueses, dois brasileiros e dois representantes das demais nações da CPLP – Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe. O mandato para os jurados é de dois anos.

O diploma entregue aos laureados contém o nome de todos os países lusófonos e é assinado pelos chefes de estado do Brasil e de Portugal. Entre os 34 vencedores encontram-se autores de cinco países lusófonos (Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde). O premiado em 2023 foi o ensaísta, crítico literário, cronista e tradutor português João Barrento.

(Fonte: Ministério da Cultura – Governo do Brasil)