Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Corporação Musical Villa-Lobos fecha Carnaval de Indaiatuba com concerto especial

Indaiatuba, por Kleber Patricio

“Entre Confetes & Clarinetes” é atração dia 28 de fevereiro, às 20h, no Ciaei, com viagem pela história do Carnaval e do Samba. Fotos: Divulgação.

O clima irreverente e contagiante do Carnaval brasileiro toma conta do palco da Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei, com o concerto “Entre Confetes & Clarinetes”, que a Corporação Musical Villa-Lobos apresenta no próximo dia 28 de fevereiro às 20h, com entrada franca. Com participação especial de Marcelinho Oliveira no cavaquinho e voz, a apresentação conta com apoio da Prefeitura de Indaiatuba por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

A apresentação propõe uma verdadeira viagem musical pela história do Carnaval e do Samba, reunindo tradição, memória afetiva e arranjos vibrantes para banda. Abrindo o programa, “Carnaval de Rua”, de Hudson Nogueira, traduz em música a energia das festas populares, evocando blocos, desfiles e a alegria espontânea das ruas brasileiras. Na sequência, o público é convidado a cantar junto no Medley de Marchinhas Carnavalescas, onde o arranjador Sérgio Rouver reuniu clássicos imortais como “O Teu Cabelo Não Nega”, “Mamãe Eu Quero”, “A Jardineira”, “Cabeleira do Zezé”, “Sassaricando”, “Allah-La-Ô” e “Cidade Maravilhosa”, entre outros sucessos que marcaram gerações.

O cavaquinista Marcelinho Oliveira.

O concerto segue com uma Seleção de Sambas com arranjo de Luiz Arruda Paes, destacando obras emblemáticas como “O Orvalho Vem Caindo”, “Se Acaso Você Chegasse”, “Trem das Onze” e “O Apito do Samba”, reafirmando a força poética e rítmica do samba na identidade cultural brasileira.

O repertório ainda traz temas populares que dialogam com o imaginário coletivo e ficaram famosos na voz do cantor Dudu Nobre, como “A Grande Família”; “Correr pelo Certo”; “Vai Lá, Vai Lá” e “É Hoje”, encerrando com um Medley Especial de Sambas, que promete um final festivo e envolvente. “Mais do que um concerto, Entre Confetes & Clarinetes é uma celebração da música brasileira, do Carnaval e do encontro entre palco e plateia”, destaca o maestro Samuel Nascimento de Lima, regente da Corporação Musical Villa-Lobos. “Uma noite marcada pela emoção e alegria coletiva, pensada para encantar públicos de todas as idades”.

O público está convidado a viver essa experiência festiva, cantar junto, relembrar grandes clássicos e deixar-se contagiar pelo espírito do Carnaval em um espetáculo vibrante, colorido e inesquecível, que transforma o Ciaei em um grande salão de festa.

Entre Confetes & Clarinetes

Com Corporação Musical Villa-Lobos

Participação especial: Marcelinho Oliveira (cavaco e voz)

Data: 28 de fevereiro

Horário: 20 horas

Local: Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à

Educação de Indaiatuba)

Endereço: Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3665, Jardim Regina, Indaiatuba (SP)

Entrada franca e por ordem de chegada.

(Com Fábio Alexandre/PMI)

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba promove Caminhada Musical

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba. Fotos: Daniel Cardoso.

A Orquestra Sinfônica de Indaiatuba (OSI) e a Secretaria de Cultura de Indaiatuba realizam no próximo dia 28, a partir das 16h30, o evento Caminhada Musical – Passos pela História de Indaiatuba, um circuito que integra música, patrimônio e memória afetiva da cidade. A participação é gratuita e aberta ao público.

A Caminhada Musical contemplará um percurso guiado por três pontos históricos do município, intercalando apresentações musicais e pequenas narrativas sobre a formação urbana e cultural da cidade. Além da OSI, estão confirmadas as participações do Coro da Paróquia Nossa Senhora da Candelária e do Grupo de Chorinho do Núcleo Nabor. Segundo o maestro Paulo de Paula, este encontro nasce do desejo de aproximar o público do patrimônio histórico de Indaiatuba por meio da música e das artes cênicas, transformando ruas, praças e edifícios em palco e sala de aula a céu aberto. “Esse evento reforça a vocação da Orquestra como instituição integrada à cidade, que além dos concertos em teatro realiza apresentações em bairros, ações didáticas em escolas públicas e projetos de formação”, destaca.

Quarteto de Cordas da OSI.

Ao longo do trajeto, o público será acompanhado pelo Núcleo de Artes Cênicas de Indaiatuba, com atores caracterizados, que conduzirão a narrativa histórica orientados pelo departamento de Preservação e Memória com a mediação da turismóloga Ana Canton trazendo curiosidades e contextualização sobre cada parada. A programação inclui concertos de 15 a 20 minutos no Museu Ferroviário, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária e no Casarão Pau Preto, onde está previsto o encerramento do evento.

Esta é uma iniciativa da Amosi (Associação Mantenedora da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba), em parceria com a Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, tem patrocínio de Tuberfil, Plastek e John Deere e apoio da MMídia e Atom.

SERVIÇO:

Caminhada Musical

Quando: 28/2 | Horário: a partir das 16h30

Duração estimada: 150 minutos l Classificação: livre

Programação

Quarteto de Cordas da OSI e alunos da Emosi

Onde Museu Ferroviário – Praça Newton Prado, s/n, Jardim Pompeia – mapa aqui

Quarteto de Cordas da OSI e Coro da Paróquia de N. S. da Candelária –

Regência: Áurea Ambiel

Onde Igreja Matriz – Rua Padre Vicente Rizzo, 694, Centro – mapa aqui

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e Grupo de Chorinho do Núcleo Nabor

Onde Casarão Pau Preto – Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ – Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro – mapa aqui.

(Com Samantha De Martino/Armazém da Notícia)

Nova lei sobre sepultamento de pets em jazigos familiares: mais do que uma mudança administrativa, um gesto de reconhecimento

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Por Juliana Sato* O estado de São Paulo sancionou uma lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em campas e jazigos familiares quando a concessão pertence à família do tutor. O texto também deixa claro dois pontos práticos: a regulamentação será definida pelos serviços funerários de cada município e cemitérios particulares podem estabelecer regras próprias, respeitando a legislação vigente. Ou seja, a lei abre a possibilidade, mas o funcionamento vai depender de como cada cidade e cada cemitério vai operacionalizar.

Como psicóloga especialista em luto pet, eu vejo todos os dias o que essa discussão toca de verdade: não é sobre “onde enterrar”. É sobre o que a sociedade permite que as pessoas sintam. O luto por um animal ainda é frequentemente tratado como exagero, drama ou “apego demais”. E isso tem um custo emocional alto. Quando a dor não é reconhecida, a pessoa se isola, se envergonha, duvida de si e tenta “voltar ao normal” antes da hora. O nome disso é luto não reconhecido: a perda existe, o vínculo existe, mas o entorno faz de conta que não existe.

Por isso, para muita gente, a possibilidade de despedir-se do pet no jazigo familiar não é capricho. É a forma mais coerente de dar dignidade a um vínculo que foi vivido como família. Ritual e lugar de memória não apagam a dor, mas organizam a experiência. Ajudam o cérebro a entender o que aconteceu e ajudam a família a atravessar a perda com menos sensação de irrealidade. Não é sobre “prender o luto”. É sobre dar contorno a um amor que continua existindo mesmo depois da morte.

Ao mesmo tempo, é importante ser realista: se essa lei virar um “autorizado, mas ninguém sabe como”, ela pode gerar frustração em um momento em que as pessoas estão especialmente vulneráveis. Luto não combina com improviso institucional. Uma despedida atravessada por burocracia, respostas contraditórias e constrangimento aumenta sofrimento. É por isso que a regulamentação municipal e a comunicação dos serviços precisam ser objetivas, acessíveis e respeitosas.

Essa lei também toca o ecossistema PetVet de forma indireta. Veterinários e equipes lidam com morte e luto diariamente, muitas vezes sem acolhimento e com pouca margem para conversar sobre perda com calma. Quando a sociedade reconhece melhor o luto pet, o ambiente ao redor da decisão muda: há menos julgamento, menos conflito e mais espaço para cuidado. Isso não resolve tudo, mas reduz a violência emocional que tantas famílias e profissionais vivem no momento da despedida.

No fim, o ponto é simples: esta lei fala de sepultamento, mas o que ela escancara é a necessidade de amadurecimento coletivo. Perder um pet não é perder “só um animal”. É perder rotina, identidade, história e um tipo de amor que, para muita gente, foi uma das relações mais consistentes da vida. Se a legislação começa a acompanhar isso, a sociedade também precisa acompanhar.

Foto: Helton Nóbrega.

*Juliana Sato é psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp. Juliana Sato é certificada pela renomada Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento petvet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais humanas, seguras e sustentáveis. Desde 2024, faz parte da diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Para ajudar pessoas que buscam equilíbrio emocional e crescimento pessoal, criou o canal VibeZenCast, no qual compartilha conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar. Juliana também é uma das organizadoras do recém-lançado livro Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária, pela Editora Lucto, onde aborda a complexidade do assunto e debate a saúde mental no universo pet. Saiba mais acessando o site julianasatopsicologa.com.br ou o perfil no Instagram @jusatopsicologa.

(Com Denise de Almeida/Lilás Comunicação)

Kiruna: cidade no Ártico desponta como opção autêntica e surpreendente de destino para ver a Aurora Boreal em 2026

Suécia, por Kleber Patricio

Aurora Boreal é um dos principais atrativos de Kiruna; paradas estratégicas em regiões de baixa poluição luminosa tornam a cidade perfeita para contemplar o céu pintado por cores vibrantes. Fotos: Divulgação.

Enquanto o sonho de ver a aurora boreal tem atraído cada vez mais turistas, os viajantes que buscam experiências autênticas e paisagens únicas começam a olhar para destinos menos óbvios no Ártico. Kiruna, localizada acima do Círculo Polar Ártico, no extremo norte da Suécia, se destaca por reunir paisagens deslumbrantes, acesso à história e cultura local, como os povos originários Sámi, além de oferecer uma infraestrutura de qualidade para o turismo, sem perder a essência. Ainda longe dos holofotes, ponto de partida ideal para uma jornada imersiva no Ártico.

“Kiruna é uma joia escondida. Poucos brasileiros conhecem, mas todos os que visitam voltam transformados. Além da natureza impressionante, há uma riqueza cultural pouco explorada e uma relação muito especial com o céu”, comenta Roberta Perez, CEO da Nordic Ways, DMC especializada em turismo de lazer e MICE no Ártico há cerca de 14 anos e que possui escritório em Kiruna, além de Estocolmo e São Paulo.

A relação de Kiruna com o céu vai muito além da aurora boreal. A cidade abriga a Esrange Space Center, um dos mais importantes centros de pesquisa espacial da Europa. A estação foi instalada na região justamente por suas condições climáticas estáveis, baixa poluição luminosa e localização estratégica para estudos atmosféricos e observação da aurora boreal. “Saber bem quando ir e para onde ir é importantíssimo na busca por ver a Aurora Boreal. Kiruna oferece excelentes condições: céu limpo, estrutura de apoio e acesso a regiões remotas, onde a aurora parece mais próxima e intensa”, recomenda Roberta.

A chegada em Kiruna já pode ser memorável se o turista se deixar levar pelos hábitos locais. Relaxar após um longo voo experienciando a verdadeira cultura de spa nórdica, onde a combinação da sauna e da vista para a paisagem ártica revigora corpo e mente, seguido de um jantar especial com o melhor da gastronomia local. Entre as experiências mais marcantes está a hospedagem no Icehotel, onde é possível dormir em um quarto feito inteiramente de gelo, esculpido por artistas locais.

Os dias podem ser preenchidos com passeios de trenó puxado por huskies ou snowmobiles que cruzam lagos congelados e florestas brancas como em um conto de fadas. Em aventuras ainda mais ousadas, é possível embarcar em um navio quebra-gelo, com direito a caminhar sobre o mar congelado e até flutuar nas águas geladas com trajes térmicos de sobrevivência.

Dias podem ser preenchidos com passeios de trenó puxado por huskies ou snowmobiles que cruzam lagos congelados e florestas brancas como em um conto de fadas.

E, claro, as noites são reservadas à caça da aurora boreal, com paradas estratégicas em regiões de baixa poluição luminosa, perfeitas para contemplar o céu pintado por cores vibrantes. “A aurora é um espetáculo da natureza, mas também da cultura”, afirma Roberta. “Entender o que ela representa para os povos do norte torna a experiência ainda mais profunda. Não é só sobre ver luzes no céu, mas também sobre estar no lugar certo da forma certa.”

Localização estratégica

Para quem deseja estender o roteiro, é possível visitar a cidade vizinha de Jokkmokk, onde o visitante conhece mais sobre a cultura indígena Sámi. No Museu Ájtte, o viajante descobre mitologia, artesanato e o modo de vida de um povo que aprendeu a viver em harmonia com o frio extremo.

A viagem pode terminar na cidade costeira de Luleå, onde o contraste entre tradição e modernidade aparece em paisagens naturais e na visita à cidade-igreja de Gammelstad, reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco. Um encerramento perfeito para quem busca experiências que unem beleza natural e profundidade histórica.

Turismo de alto padrão

Pronta para receber os turistas de alto padrão, Kiruna possui uma infraestrutura que atende o turismo de luxo. A Nordic Ways, por exemplo, oferece passeios em veículos de luxo que proporcionam ao turista conforto, segurança e vista privilegiada da paisagem nórdica e da aurora boreal durante os traslados, como o Porsche Cayenne com teto solar, próprio da DMC. Para grupos, a viagem pode ser feita na Sprinter desenhada pela própria empresa, que possui um teto de vidro que garante uma visão panorâmica de quase 360 graus. “Levamos nossos clientes para locais remotos sem abrir mão do conforto e da segurança, permitindo que apreciem o fenômeno de diferentes perspectivas”, explica Roberta.

Cidade em movimento

Icehotel, onde é possível dormir em um quarto feito inteiramente de gelo esculpido por artistas locais.

Além da natureza e do céu, Kiruna oferece uma experiência rara: acompanhar uma cidade em plena transformação. Para preservar seu centro histórico, a cidade está sendo gradualmente realocada devido à expansão da maior mina subterrânea de ferro do mundo. O processo é contínuo e impacta diretamente o cotidiano local. Apenas em setembro, foi decidido que cerca de seis mil moradores terão que se mudar, com bairros inteiros sendo desmontados ou reposicionados.

Esse movimento faz de Kiruna um destino singular também para quem se interessa por história urbana e engenharia. “Além das muitas oportunidades de passeios ao ar livre em Kiruna, preparamos nossa equipe para conduzir tours históricos pela cidade, que é uma experiência única por a cidade estar em constante movimento, com edifícios que desaparecem do horizonte e outros surgem em novos locais. É como acompanhar, em tempo real, uma narrativa viva sobre adaptação, sustentabilidade e futuro no Ártico”, afirma Roberta.

Sobre a Nordic Ways | A Nordic Ways é uma empresa completa de turismo de lazer e MICE (encontros, turismo de incentivo, conferências e exibições) na Escandinávia. Com presença nos quatro países da região, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, a empresa é uma das principais referências em turismo de lazer e negócios para esses países.

Líder do segmento em diferentes mercados, a Nordic Ways oferece atendimento em cinco línguas e amplo fuso horário. Atualmente a marca é membro da aliança 1DMC World e do Nordic Tourism Collective, no qual integra o comitê executivo. Possui selos que reconhecem a expertise da agência e seus especialistas nos destinos de atuação: Visit Norway, Swedish Lapland, Kiruna Lapland, Helsinki Partners e Visit Stockholm, entre outros.

(Com Daniela Majori/OVO Ideias)

MIS prorroga exposição “Encontro: Jean Manzon e a Amazônia”

São Paulo, por Kleber Patricio

MIS, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, anunciou a prorrogação da exposição “Encontro: Jean Manzon e a Amazônia” até o dia 12 de abril. Com curadoria de André Sturm, a mostra gratuita apresenta fotos e documentários realizados por Jean Manzon (1915–1990) na Amazônia nas décadas de 1940 e 1950.

Fotógrafo e cineasta francês, Manzon foi um dos principais nomes da renovação do fotojornalismo brasileiro, em especial pela sua atuação na revista O Cruzeiro e pela utilização de técnicas emprestadas do cinema de vanguarda europeu. Seus trabalhos tiveram o Brasil como principal tema, incluindo um dos documentários que estará na Exposição – L’Amazone (1966) –, que ganhou o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza. “Com composições ousadas e um olhar cinematográfico, Manzon transformava o cotidiano em narrativa visual, revelando um Brasil profundo, múltiplo e, até então, desconhecido. Suas fotos não apenas informavam, elas criavam fascínio”, diz André Sturm, curador da mostra e diretor-geral do MIS.

Encontro: Jean Manzon e a Amazônia complementa a homenagem realizada no Maio Fotografia no MIS 2025 ao artista, quando o Museu expôs a série “O Trabalho”. Desta vez, o público confere uma seleção de 25 imagens de Manzon sobre a Amazônia, além de dois documentários realizados por ele sobre o tema.

Sobre o fotógrafo

Jean Manzon (Paris, 1915 – São Paulo, 1990) foi um fotógrafo e cineasta francês radicado no Brasil. Após atuar em revistas francesas, em 1940, aos 25 anos, Jean Manzon deixa a França e desembarca no Brasil, onde era impossível prever o impacto de seu trabalho na história brasileira: Manzon mudou o padrão de qualidade de fotojornalismo no país. Em pouco mais de uma década, é reconhecido pelo público e pela imprensa brasileira, cativados por seu talento fotográfico e por sua brilhante carreira. Ao lado de outros ilustres franceses, como Pierre Verger, Claude-Lévi Strauss e Blaise Cendrars, Jean Manzon figura entre os estrangeiros que muito colaboraram para consolidação do nosso mais caro patrimônio: a cultura brasileira. O corpo de seu trabalho, nas mais variadas vertentes do registro imagético, reúne mais de 750 documentários em curta-metragem e mais de 15.000 fotografias.

Serviço:

Exposição Encontro: Jean Manzon e a Amazônia

Data: até 12 de abril de 2026

Local: Sala Maureen Bisilliat | térreo do MIS – Avenida Europa, 158 – Jd. Europa – São Paulo

Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h.

Classificação:  livre

Ingresso: gratuito.

(Com Diego Andrade de Santana/MIS SP)