Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Ecoturismo estimula conscientização ambiental e favorece economia de comunidades em Pernambuco

Maracaípe, por Kleber Patricio

Em Maracaípe (PE), ONG Todas Para o Mar (TPM) atua como incentivadora à conservação ambiental através de atividades. Fotos: Divulgação.

Desvendar opções de trilhas, conhecer matas e reservas ecológicas, praias, sítios históricos e manguezais fazem parte de um roteiro de turismo que demanda responsabilidade por parte dos seus visitantes. O chamado ecoturismo promove a conservação de ecossistemas e oferece oportunidades econômicas para comunidades locais, que precisam ser os guardiãs desses destinos-paraísos.

O ecoturismo possui entre seus princípios a conservação ambiental aliada ao envolvimento das comunidades locais, devendo ser desenvolvido sob os princípios da sustentabilidade com base em referenciais teóricos e práticos e no suporte legal. O desenvolvimento sustentável é um conceito que visa harmonizar o crescimento econômico com a promoção da igualdade social e preservação do patrimônio natural.

No mundo, o ecoturismo representa 20% do mercado global de turismo, gera cerca de US$600 bilhões anuais e tem crescido e destacado a importância da preservação ambiental, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT). Áreas protegidas e parques nacionais têm atraído visitantes para atividades sustentáveis como observação de fauna e trilhas ecológicas.

O Brasil, um dos países com maior biodiversidade pela riqueza de seus biomas (Amazônia, Mata Atlântica, Campos Sulinos, Caatinga, Cerrado, Pantanal e Zona Costeira e Marítima) e seus diversos ecossistemas, é um destino rico para esse segmento. O mercado de ecoturismo é estimado em US$181 bilhões no país, segundo o Sebrae, o que torna o Brasil o melhor destino de ecoturismo do mundo, ocupando o primeiro lugar entre mais de 150 países, conforme dado de pesquisa realizada pelo Polo Sebrae de Ecoturismo, com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (Abeta), da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e do Ministério do Turismo.

Conservação ambiental na baía de Maracaípe

O turismo, sobretudo em praias, é um dos maiores atrativos de países tropicais como o Brasil e, com isso, o impacto se estende desde a economia local até o meio ambiente. Um dos principais desafios do setor, além da gestão de impactos e conservação do meio ambiente, é desenvolver ou qualificar a comunidade local em torno da conservação ambiental para promoção dos destinos.

Considerada uma das praias mais bonitas do país, a baía de Maracaípe, conseguinte a Porto de Galinhas, é também onde está localizada a sede da ONG Todas Para o Mar (TPM). A região, de acordo com levantamento realizado pela Prefeitura de Ipojuca, registrou um crescimento de 106% no número de passageiros embarcados em julho de 2023 comparados ao mesmo mês do ano anterior. Boa parte desses visitantes estão interessados em aproveitar as belas praias e os manguezais que cercam a região.

Na área, a TPM promove a conscientização ambiental de crianças e adolescentes da comunidade por meio de ações como limpeza de praia, rodas de diálogos e oficinas de arteterapia com materiais reciclados. “Nós temos o surfe como o coração do nosso projeto, então a praia é uma parte muito importante para a TPM. Aqui nós ensinamos não só a usufruir das belezas naturais, mas também a cuidar do nosso ambiente, da nossa casa”, Nuala Costa, idealizadora e fundadora do projeto.

Através da ONG, a ex-surfista profissional e outros professores voluntários promovem a educação socioambiental, o que adequa as atividades em 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além de provocar a comunidade sobre a necessidade de conscientização em relação à preservação do litoral sul de Pernambuco, onde as ações de limpeza de praia podem motivar outras pessoas a cuidarem dos ambientes costeiro.

A ONG realiza rodas de conversa e oficinas de Arteterapia com materiais recicláveis, coordenadas por Lígia Levy, geógrafa e arteterapeuta em formação. Dentro do projeto Inclua Surf TPM, aos sábados, os alunos também são instruídos a coletar resíduos encontrados no trajeto da praia onde praticam a oficina. Voluntários que estejam pela região também são bem-vindos, especialmente em ações como o Dia da Limpeza de Praia em setembro.

Além disso, como forma de reconhecimento pelo empenho na conservação ambiental, a ONG recebeu o Prêmio Destaque Turismo Sustentável do governo de Pernambuco em 2023, durante o Encontro de Turismo de Pernambuco, evento que reúne representantes do setor turístico, gestores municipais e entidades ligadas ao setor para discutir os impactos do turismo e também premiar instituições que cooperam com a promoção e preservação de destinos paradisíacos como Maracaípe.

(Fonte: Sherlock Communications)

Livro com acessibilidade para o público neurodivergente infanto-juvenil chega às livrarias

Niterói, por Kleber Patricio

Fotos: Josélia Frazão.

Era uma vez uma menina que cresceu e virou atriz, palhaça, escritora, palestrante e consultora de acessibilidade. E escolheu escrever um livro totalmente acessível e inclusivo contando sua história. Este é o livro ‘Ovelhante e sua história interessante’, de Cris Muñoz, com ilustrações e diagramação de Joselia Frasão, voltado, em especial, para o público infanto-juvenil. O trabalho aborda temas importantes como a diversidade e o bullying. Através da sua própria história e ressignificando um dos apelidos desumanizantes que mais marcaram sua vida escolar na infância, a autora reflete sobre a diversidade humana e percorre com versos o caminho que a levou até a descoberta tardia de que é uma pessoa autista – e mãe de autista.

Justamente por abordar o tema, o livro foi concebido para ser acessível; portanto, conta com pictogramas de CAA (Comunicação Alternativa e Aumentativa) para que pessoas com necessidades complexas de comunicação possam ter suporte para sua leitura. Ovelhante pode ser encomendado com texto em Braille no site do Editorial Casa e você ainda pode solicitar um QRCode com a audiodescrição de todas as ilustrações.

“Falar sobre neurodiversidade sob o olhar de uma pessoa autista e promover a acessibilidade da leitura através de pictogramas, Braille e audiodescrição é uma ação concreta no sentido de construir uma sociedade para todas, todos e todes”, relata a autora.

Cris Muñoz é atriz, palhaça, escritora, palestrante e consultora de acessibilidade. Faz seu pós doutorado em Artes Cênicas na UniRio com pesquisa sobre cuidados artísticos para pessoas neurodivergentes em situação de vulnerabilidade. Tem formação em Direitos Humanos com ênfase em direitos culturais das pessoas com deficiência e pós graduação em Educação. É integrante de Palhaços Sem Fronteiras-Brasil, representante brasileira da IIAN (International Inclusive Arts Network) e professora do IIP (Instituto Internacional de Psicanálise). Cris Muñoz é uma mulher com tripla excepcionalidade: autista de nível 1 de suporte, TDAH e altas habilidades/superdotação; é mãe de uma adolescente também autista, de nível 2 de suporte e não oralizada.

Ovelhante e sua história interessante (Editorial Casa)

Livro de Cris Muñoz

https://linktr.ee/criscasaneurodiversa.

Serviço:

Lançamento do livro Ovelhante e sua história interessante

Dia 24 de julho no 3º Congresso Internacional Sobre Transtorno do Espectro Autista

Local: UFF – Campus Gragoatá – R. Prof. Marcos Waldemar de Freitas Reis – São Domingos, Niterói – RJ (Corredor Cultural)

Horário: 16h15.

(Fonte: Alexandre Aquino Assessoria de Imprensa)

Parque Dom Pedro recebe companhia argentina Fuerza Bruta

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Sophia Alexandre.

O Parque Dom Pedro receberá em setembro o espetáculo ‘Aven, um lugar sem chão’, da companhia argentina Fuerza Bruta. Esta será a primeira vez que o grupo se apresentará em Campinas. A estreia no interior de São Paulo será em 5 de setembro e os ingressos já estão à venda pela plataforma fuerzabruta.uhuu.com e pontos autorizados. A última vez que a companhia esteve no Brasil foi há seis anos.

Imersivo, lúdico e, com um olhar carinhoso, o inédito espetáculo ‘Aven’ busca relembrar a beleza que já não nos é comum, mas que nos emociona profundamente, mesclando música, dança, números aéreos e atuação.

“Estamos trazendo mais uma exclusividade de entretenimento para os nossos visitantes. Receber a companhia Fuerza Bruta é a concretização do nosso objetivo de oferecer algo inovador, completamente diferente do que estamos habituados a assistir. Será incrível e uma experiência completamente inesquecível”, afirma Taís Tavares, gerente de marketing do Parque Dom Pedro, administrado pela Allos, a mais inovadora plataforma de experiências, entretenimento, serviços, lifestyle e compras da América Latina. Realizado pela Rompecabezas com a Opus Entretenimento, a maior plataforma de entretenimento ao vivo da América Latina, ‘Aven’ traz em sua essência uma atmosfera de liberdade, criando elementos e efeitos da natureza, como: danças rodeadas de borboletas, viagens dentro de uma baleia, voos atravessando uma cachoeira, túneis de vento com danças de ponta-cabeça. Uma viagem que ativa os cinco sentidos.

Foto: Tobias Gross.

Após a bem-sucedida estreia na Argentina, o espetáculo seguiu para o México, onde está atualmente em cartaz. Em julho, a companhia dá início à turnê pelo Brasil, passando por São Paulo, Campinas e Barueri. Depois, segue para a Europa, com première em Londres. O espetáculo se junta a outras produções de sucesso da companhia, que, desde 2003, já visitou mais de 34 países e 58 cidades ao redor do mundo se apresentando para mais de seis milhões de pessoas.

Serviço:

Fuerza Bruta – ‘Aven’, um lugar sem chão no Parque Dom Pedro

Data: de 5 a 29 de setembro

Sessões: terça-feira: 20h | quarta-feira: 20h | quinta-feira: 18h e 21h | sexta-feira: 18h e 21h | sábado: 18h e 21h | domingo: 17h e 20h

Local: Estacionamento VIP Águas (Av. Guilherme Campos, 500 – Jardim Santa Genebra, Campinas – SP)

Capacidade: 1.000 pessoas por sessão

Duração: 65 minutos

Ingressos: pelo site ou na bilheteria (sujeita a disponibilidade); a partir de R$80,00 (meia-entrada/lote promocional)

Classificação: A entrada de menores de 12 anos é permitida somente acompanhados pelos pais e/ou responsável legal, que deverão permanecer no local enquanto o menor estiver presente.

Atenção: A produção do evento não recomenda e não se responsabiliza por compras em plataformas de vendas de ingressos não autorizadas pelos organizadores do evento. Ingressos anunciados em outros sites podem ser falsos e fraudados, portanto, não garantindo o acesso ao evento.

Sobre Fuerza Bruta e o espetáculo ‘Aven’

Em 2003, em Buenos Aires, fomos lançados pelo criador e diretor artístico Diqui James e pelo diretor musical e compositor Gaby Kerpel. Fuerza Bruta rapidamente conquistou o mundo e estamos rodando o globo nos apresentando para mais de seis milhões de espectadores até o momento.

Em 2010, realizamos o sonho de levar o teatro à rua, quando tivemos a honra de realizar o Desfile do Bicentenário, rodeados por dois milhões de pessoas nas ruas de Buenos Aires. Um sonho que voltou a se tornar realidade em 2018, quando fizemos, no Obelisco, a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos da Juventude. Foi a primeira cerimônia de abertura realizada na rua, ao ar livre, em toda a história dos Jogos Olímpicos.

Foram muitos anos de vivências e aprendizados, e todos eles nos levaram a acreditar em uma nova ‘Aven’tura: ‘Aven’, um lugar sem chão. Um espetáculo onde colocamos toda a nossa paixão e experiências, nos desafiando uma vez mais a fazer o que nos move, da nossa maneira, e com uma companhia nova, de atorxs e bailarinxs muito jovens, que nos levam além dos nossos limites, nos desafiam e nos exigem cada vez mais. A palavra ‘Aven’ não tem um significado concreto. É abstrata, inventada: uma mistura de ‘Aven’tura e paraíso.

‘Aven’, um lugar sem chão é um show que busca a felicidade. Buscamos ser livres e recriar elementos e efeitos da natureza. ‘Aven’ é imersivo, lúdico e, com um olhar carinhoso, busca relembrar essa beleza que já não nos é comum, mas que nos emociona profundamente.

Afinal, qual é a essência do que nos faz feliz? Aqui buscamos essa essência. Dançar, voar ou flutuar no universo… recriamos elementos básicos, essenciais, simples, e mergulhamos de cabeça com eles nessa busca. Não inventamos nada novo, apenas inventamos a forma de brincar com esses fenômenos naturais, de uma maneira extremamente selvagem, primitiva e elemental.

E com ‘Aven’ descobrimos algumas coisas que nos fazem extremamente felizes: dançar rodeados de borboletas, viajar dentro de uma baleia, voar atravessando uma cachoeira, entrar em um túnel de vento para dançar de ponta cabeça. Uma viagem que ativa os cinco sentidos e te faz questionar a sua própria felicidade, com natureza artificial em movimento e máquinas de ação. Não existe nada mais elementar do que isso, e nada menos sofisticado ou intelectual. ‘Aven’ é basicamente humano. Sem gênero, sem idade, barreiras culturais. Sem chão.

E, no final, nos demos conta de que ‘Aven’ não é a busca pela felicidade, e sim, o “encontro – nosso e de vocês – com ela”.

(Fonte: WGO Comunicação)

Povo Paumari é reconhecido nacionalmente pelo manejo de pirarucu

Amazonas, por Kleber Patricio

Todos os representantes das iniciativas vencedoras na categoria Tecnologias Sociais Certificadas em Edições Anteriores. Foto: Fernanda Alvarenga.

Entre 1.112 iniciativas inscritas de todo o Brasil, o manejo sustentável de pirarucu feito pelo povo Paumari, do Amazonas, foi uma das vinte premiadas na 12ª edição do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social. A premiação aconteceu no dia 21 de junho em Brasília (DF) e celebrou realizações inovadoras nas áreas de alimentação, educação, energia, renda, habitação, meio ambiente, água e saúde. Os vencedores serão contemplados com recursos financeiros para investimento em projetos de reaplicação das tecnologias sociais.

O manejo pesqueiro do povo Paumari é uma tecnologia social certificada pela Fundação Banco do Brasil desde 2015, mas este foi o primeiro ano em que concorreu ao prêmio. A iniciativa disputou na categoria Tecnologias Sociais Certificadas em Edições Anteriores e o processo de seleção foi realizado em duas etapas.

Barara Abimael representou o povo Paumari na premiação. Foto: Felipe Rossoni/OPAN.

Na primeira, o projeto foi apresentado para uma banca de avaliadores. Na segunda, uma votação popular foi aberta entre as iniciativas finalistas de cada categoria. “Este prêmio é o reconhecimento do trabalho realizado pelo povo Paumari nos últimos 15 anos. Depois de muito esforço e desafios, desenvolveram um sistema eficiente e de referência”, conta Felipe Rossoni, indigenista da Operação Amazônia Nativa (OPAN).

“Pelo manejo nos unimos, cuidamos do nosso território”

A premiação contou com representantes das iniciativas finalistas de todo o Brasil, além de membros da Fundação Banco do Brasil, especialistas e artistas convidados. Representando a iniciativa do povo Paumari, Barara Abimael, manejador e um dos coordenadores do manejo do povo Paumari, esteve presente no evento. O indigenista Felipe Rossoni, representando a OPAN, também participou da cerimônia.

Antes do anúncio dos vencedores de cada categoria, Barara e Felipe apresentaram a iniciativa para os participantes do evento, que lotaram a plateia. Falando em pamoari athini (idioma do povo Paumari), Barara destacou que o manejo é muito mais do que uma atividade comercial e traz benefícios para o meio ambiente e organização social do povo. “Pelo manejo nos unimos, cuidamos do nosso território, não deixamos mais barcos de pesca entrar e protegemos o pirarucu. Estamos unidos, com a nossa associação, com homens e mulheres trabalhando juntos e igual”, disse ele.

Única tecnologia indígena premiada

Felipe Rossoni e Barara Abimael durante o evento em Brasília. Foto: Felipe Rossoni/OPAN.

“Os povos indígenas da Amazônia convivem e fazem parte da floresta há pelo menos oito mil anos e eles têm muitas tecnologias a nos ensinar”, destacou Felipe Rossoni. Entre as 20 iniciativas premiadas, o Manejo Pesqueiro do Povo Paumari foi a única de autoria indígena a ser contemplada na premiação.

Mais uma vez Barara e Felipe subiram ao palco do evento, desta vez para receber o troféu das mãos do presidente da Fundação Banco do Brasil, Kleytton Morais. “Eu estou aqui, mas quem está aqui é todo o povo Paumari do Tapauá”, disse Barara Abimael, sob fortes aplausos da plateia. No idioma pamoari athini, saudou o trabalho incansável de todo o povo Paumari do Tapauá e expressou sua gratidão pelo reconhecimento.

O manejo sustentável de pirarucu do povo Paumari é apoiado pela OPAN desde a sua implementação, por meio de acompanhamento técnico e projetos direcionados para a estruturação da atividade. “A OPAN é uma instituição de 55 anos que é ferramenta de apoio para povos indígenas da Amazônia e do Brasil central. Esse é um trabalho de muitas mãos”, finalizou Felipe.

Experiência será compartilhada com ribeirinhos e povos do Vale do Javari

Abimael, José Lino, Germano e Francisco, manejadores do povo Paumari, e Felipe, indigenista da OPAN, celebraram em Manaus a conquista do prêmio. Foto: OPAN.

O manejo sustentável de pirarucu transformou a realidade das comunidades do povo Paumari, recuperando o estoque de pirarucu e de outras espécies, viabilizando a retomada da pesca comercial de forma manejada para geração de renda e fortalecendo a participação de jovens e mulheres. Com o êxito da iniciativa, comunidades ribeirinhas do entorno, mulheres manejadoras do Médio Juruá e povos indígenas do Vale do Javari começaram a buscar com o povo Paumari o apoio para implementação e aprimoramento de seus sistemas de manejo.

A iniciativa do povo Paumari é fortalecida por meio do projeto Raízes do Purus, realizado pela OPAN e patrocinado pela Petrobras e Governo Federal. O projeto apoia o manejo do povo Paumari desde 2013, ano da realização da primeira pesca manejada, fornecendo assessoria técnica e insumos como combustível, barco, flutuantes, lacres e equipamentos de proteção individual, além de viabilizar a realização de reuniões e a participação de representantes em fóruns de discussão relacionados à atividade.

Com o apoio financeiro recebido através do prêmio, a experiência bem sucedida do povo Paumari será expandida para a comunidade ribeirinha Nazaré, no entorno do território Paumari, e entre povos indígenas do Vale do Javari. Além disso, fortalecerá a participação feminina com intercâmbios entre mulheres indígenas dos povos Paumari, Deni e mulheres ribeirinhas do Médio Juruá. As atividades estão previstas para começar em 2025.

(Fonte: DePropósito Comunicação de Causas)

Sudene e IFCE entregam embarcações a pescadores de Maranguape (CE)

Maranguape, por Kleber Patricio

Representantes da Sudene, do IFCE e de pescadores da Colônia Z-37 assinaram termo de responsabilidade no último dia 20. Foto: Bruno Lobo/Sudene.

A Sudene, em parceria com do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará e a Prefeitura do município, realizou a assinatura do termo de responsabilidade com a Colônia Z-37, no último dia 20 de junho, para a entrega de oito embarcações por 60 meses. A iniciativa faz parte do fortalecimento da cadeia produtiva do pescado cearense e recebeu um investimento de cerca de R$830 mil da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste.

“É com muito orgulho que fazemos essa entrega hoje. Depois de muitas pesquisas, treinamentos, qualificações, culminamos nosso projeto com a entrega dessas embarcações, construídas em alumínio naval, com especificações que atendem à realidade dos pescadores de Maranguape”, destacou o diretor de Gestão de Fundos e Incentivos da Sudene, Heitor Freire.

De acordo com a coordenadora-geral de Promoção do Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Sudene, Beatriz Lyra, além das embarcações, os recursos foram utilizados para a aquisição de equipamentos para um entreposto móvel de beneficiamento de pescados. “Essas embarcações vão garantir melhores condições sanitárias e de segurança para o trabalho dos pescadores. Além disso, o projeto garante que os produtos tenham mais valor agregado, garantindo, assim, mais desenvolvimento sustentável, qualidade de vida para a comunidade”, afirmou.

No total, foram beneficiados cerca de 200 pescadores. O presidente da Colônia de Pescadores de Maranguape Z-37, José Flávio da Silva, ressaltou a importância da iniciativa. “Esse termo de responsabilidade vai beneficiar quem faz análise das águas”.

O projeto promoveu a qualificação técnica para pescadores, piscicultores, jovens e produtores rurais com objetivo de melhorar a qualidade do pescado produzido e processado pelos profissionais filiados à colônia local. Foi estruturado em diversas etapas, incluindo, além da entrega das embarcações, diagnóstico de atividades produtivas, a fim de identificar as potencialidades para aplicação de tecnologias, ações de sensibilização para selecionar o público alvo do projeto, Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Financeira do Centro de Tecnologia e implantação do programa ‘Qualificar para produzir’.

O apoio da Sudene também prevê a aquisição e adequação de Entreposto Móvel para Processamento do Pescado (EMPP), estrutura que oferece suporte tecnológico e treinamento aos pescadores. A parceria com o IFCE também vai oferecer aos beneficiados uma série de avaliações das condições higiênico-sanitárias dos produtos processados, através de análises químicas e biológicas orientando em laboratórios especializados. Ao fim, os pescadores na região de Maranguape receberão orientações para melhoria da qualidade do pescado produzido.

Participaram do evento os diretores-gerais do campus Paracuru, Toivi Masih Neto, do campus Maranguape, Robson da Silva Siqueira, além dos coordenadores do projeto ‘Programa Qualificar’, um projeto de aquicultura social e economicamente sustentável no Município de Maranguape, professores Manoel Paiva de Araújo Neto, Francisca Deuzenir Marques Anselmo e Max William de Pinho Santana.

(Fonte: Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – Sudene)