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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Estudante de Itajaí desenvolve projeto que utiliza fibra do coco para tratamento de água

Itajaí, por Kleber Patricio

A estudante do Ensino Fundamental Rafaela Chassot de Almeida. Fotos: Divulgação.

A estudante do Ensino Fundamental Rafaela Chassot de Almeida está pesquisando a capacidade de as fibras do coco participarem como agentes no tratamento de água. A ideia foi concebida nas aulas de Iniciação Científica do Colégio Bom Jesus Itajaí (SC) no ano de 2023, quando foi feita a primeira parte do projeto com testes no laboratório da escola. A aluna usou agentes e corantes em três frascos com água poluída e concluiu que as fibras de coco têm o poder de remover determinados contaminantes da água.

Em 2024, ela pretende dar continuidade ao projeto com novos testes na água para, em breve, viabilizar a criação de um filtro para água com o material. O projeto, intitulado Utilização de resíduos da fibra do coco para tratamento de água: uma abordagem sustentável na remoção de poluentes, foi premiado na Feira de Iniciação Científica do Colégio no ano de 2023 com o certificado Renault de Inovação, na categoria Terra.

Para fazer o teste inicial, Rafaela retirou as camadas do coco (mesocarpo seco), secou suas fibras em um forno e no sol, desfiou-as e só depois inseriu tudo nos três tubos de água. “O coco tem uma estrutura porosa capaz de reter os sedimentos. Então, por causa dessa característica, ela já tem o poder de absorver nutrientes. E com os agentes e o corante foi possível verificar isso melhor ainda”, analisa a estudante e pesquisadora. O professor e orientador da Rafaela, Rafael Faria Giovanella, diz que a experiência realizada com a água nos recipientes, até o momento, já apontou que a fibra tem essa capacidade. “Agora, queremos potencializar o experimento com a agitação da água e o controle de temperatura, o que vai nos mostrar novos resultados”, explica o professor.

A agitação e o controle de temperatura farão parte da segunda etapa da pesquisa da Rafaela, que deve ser desenvolvida este ano com a ajuda de um agitador magnético, equipamento que estão procurando. Dessa forma, Rafaela pretende aperfeiçoar ainda mais o mecanismo. “Queremos criar um filtro de água com a fibra do coco”, diz.

A aluna conta que começou a estudar o coco porque sempre teve a intenção de trabalhar com algo relacionado ao meio ambiente. E, como em Itajaí esse material é abundante, seria interessante utilizá-lo ‒ até para colaborar com o descarte correto do coco, que na maioria das vezes fica jogado na praia. “Como moro no litoral, é sempre visível que as pessoas jogam fora uma parte do coco que poderia ser bem utilizada”, comenta Rafaela.

Cascas de frutas e vegetais (como arroz, banana etc.) já vêm sendo utilizadas como mecanismo de eliminação de resíduos. O trabalho da Rafaela, por sua vez, utiliza-se do mesocarpo da casca do coco, o que ainda não tinha sido testado e pode ser uma grande promessa na preservação das águas.

Iniciação Científica

Com base em propostas diferenciadas, combinando formação pedagógica e estímulo ao potencial criativo, o Colégio Bom Jesus incentiva a pesquisa científica desde as séries iniciais até o Ensino Médio, quando envolve seus alunos no Programa de Iniciação Científica, preparando-os para a pesquisa, a experimentação, a tabulação de dados, a participação em feiras nacionais e no exterior, entre outros. “Com esse trabalho, aprendi muitas coisas de que eu não tinha conhecimento ainda, como conceitos de Química e Física, por exemplo, as estruturas das fibras e a longa pesquisa, pois iniciei investigando outros materiais, como manga e pêssego”, conta a estudante.

Por meio do programa de Iniciação Científica, o Colégio estabelece um caminho para ampliar as perspectivas de um ensino interdisciplinar, trazendo para a Educação Básica o ambiente acadêmico. O coordenador do projeto no Colégio Bom Jesus, Adalberto Scortegagna, destaca que o papel das escolas é proporcionar que os estudantes sejam protagonistas em todas as suas atividades e a pesquisa é uma delas.

(Fonte: Com Mara Andrich/Literal Link Comunicação Integrada)

Mortalidade de idosos por desnutrição diminui em duas décadas no Brasil, mas taxas permanecem elevadas

Brasil, por Kleber Patricio

Taxa de mortalidade de idosos por desnutrição teve tendência geral de queda entre 2000 e 2021, mas redução não foi observada entre aqueles com mais de 80 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

As taxas de mortalidade por desnutrição em idosos brasileiros tiveram tendência geral de queda nas últimas duas décadas. Porém, os números ainda são preocupantes, já que foram registrados mais de 93 mil óbitos no período de 2000 a 2021 e não houve redução da mortalidade por essa causa entre a população de 80 anos ou mais. As conclusões são de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), publicadas em artigo na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia nesta segunda (12).

A condição vitimou especialmente pessoas com 80 anos ou mais (63% do total) e analfabetas (33%). Entre toda a população acima de 60 anos, a maior taxa de mortalidade foi observada em 2006 – quase 29 mortes por desnutrição a cada 100 mil habitantes – e a menor, em 2021 – cerca de dez mortes por essa causa para cada 100 mil habitantes.

O estudo analisou a tendência de mortalidade de idosos por desnutrição proteico-calórica, caracterizada como uma deficiência grave de proteínas e calorias devido ao consumo insuficiente por um longo período. Os autores reuniram dados de 2000 a 2021 do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), vinculado ao Departamento de Informática do SUS (DataSUS), e observaram as características da população afetada. “São achados que, de um modo geral, nos surpreendem, visto que a desnutrição proteico-calórica é uma causa comum de óbito, sobretudo em idosos, mas que pode ser evitada”, explica Ronilson Ferreira Freitas, pesquisador da UFAM e um dos autores do artigo. As taxas são maiores entre indivíduos do sexo masculino, o que indica possível negligência em relação a um estilo de vida saudável e a práticas de cuidado com a saúde. Para Freitas, os resultados evidenciam a necessidade de fortalecer uma abordagem de prevenção nos serviços de saúde.

O autor destaca a necessidade de mais estudos sobre o tema avaliando as taxas por regiões e unidades da federação, assim como em estudos longitudinais. “É preciso entender melhor quem são e onde estão os idosos expostos a maior risco de desnutrição proteico-calórica e identificar, no contexto atual, quais são as condições que aumentam o risco de tal evento”.

No contexto da formalização de uma aliança global contra a fome e a pobreza anunciada em 24 de julho em reunião de países do G20 no Brasil, a pesquisa pode contribuir na proposição de políticas públicas específicas para garantir uma alimentação adequada à população idosa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vivem no Brasil cerca de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que equivale a 15% da população.

Freitas ressalta a importância de que a sociedade e o Estado brasileiro se preparem para o aumento da parcela idosa da população. O autor cita o número crescente de pessoas idosas em instituições de longa permanência, que sobrevivem com poucas verbas públicas e dependem, muitas vezes, de doações da comunidade. “As características próprias do envelhecimento expõem a população mais longeva a um risco maior de desnutrição. É importante que as políticas públicas já existentes sejam discutidas e aprimoradas”, conclui o pesquisador.

(Fonte: Agência Bori)

Campinas Restaurant Week comemora 10 anos com o lançamento da 20ª edição em mais de 40 restaurantes

Campinas, por Kleber Patricio

O risoto de cogumelos do Bistrô Chez Amis – estreante no festival – é um dos pratos da 20ª edição. Crédito: Campinas Restaurant Week.

10 anos se passaram desde a 1ª Campinas Restaurant Week, lá em 2014. Com duas edições anuais, o festival chega a sua 20ª edição – de 15 de agosto a 15 de setembro – consolidando a Região Metropolitana de Campinas como um importante polo turístico, empresarial e gastronômico do país. Com menus completos – ou seja, com entrada, prato principal e sobremesa – a preços fixos em três categorias (tradicional, plus e premium) com valores que variam de R$54,90 a R$109,00 no almoço e/ou no jantar, a 20ª edição da Campinas Restaurant Week acontece em mais de 40 restaurantes de Campinas, Indaiatuba e Jundiaí.

O festival envolve todas as especialidades, desde a tradicional comida brasileira, passando pela italiana, argentina, mexicana e japonesa, até os pratos autorais. Com o tema Diversidade Culinária Regional, esta edição convida os chefs a buscarem inspiração nas raízes históricas e nas tradições culinárias locais, trazendo para o Menu Week pratos com profunda conexão com a história e a identidade da região. “Os restaurantes participantes têm a liberdade de inovar e reinterpretar pratos tradicionais, criando releituras que trazem novas perspectivas sem perder o vínculo com a origem. Essa abordagem permite que o público experimente sabores familiares de maneira inédita enquanto descobre a criatividade e a originalidade dos chefs”, explica o idealizador da Brasil Restaurant Week Fernando Reis.

Em breve a lista com todos os restaurantes participantes será divulgada no site restaurantweek.com.br, mas a organização já adiantou alguns restaurantes estreantes no festival, como Bistrô Chez Amis, Casquinha Bar, Cenário, Cervejaria Holy Water (Jundiaí), Di Paolo, Empório Alme, Maria Antonieta, Oguru Sushi Bar, Quintal da Giffa (Jundiaí), Rudras Kafe e Vino! (Indaiatuba e Jundiaí). “Esta é uma oportunidade aos apreciadores da boa gastronomia de apreciar pratos autênticos e culturais a partir de uma experiência única e um valor fixo. E para o restaurante é uma ótima oportunidade de divulgar o seu estabelecimento”, finaliza Fernando.

Confira os valores dos Menus Week (com entrada, prato principal e sobremesa):

Tradicional: Almoço R$54,90 | Jantar R$69,90

Plus: Almoço R$68,90 | Jantar R$89,90

Premium: Almoço R$89,00 | Jantar R$109,00

Ação social

Durante o festival, os apreciadores da boa gastronomia são incentivados pelos restaurantes a doarem o valor de R$2,00 por menu para a organização sem fins lucrativos Amigos do Bem. A doação pode ser feita diretamente para a instituição através da chave pix apresentada no cardápio em QR Code disponibilizado nas mesas das casas participantes.

O Amigos do Bem é um dos maiores projetos sociais do país, atendendo, regularmente, mais de 150 mil pessoas no sertão de Alagoas, Pernambuco e Ceará. Promove a transformação social a partir de projetos contínuos de educação, geração de renda e acesso à água, moradia e saúde. Tem como missão transformar vidas com iniciativa autossustentáveis e capazes de promover desenvolvimento local e inclusão social, erradicando a fome e a miséria. Saiba mais em: www.amigosdobem.org e @amigosdobem.

Sobre a Restaurant Week | Presente em mais de 20 cidades brasileiras, a Brasil Restaurant Week é, há 17 anos, um dos maiores e mais esperados festivais gastronômicos do mundo. Com o objetivo de criar oportunidades e acesso à boa gastronomia, o festival movimenta e aquece o mercado gastronômico em períodos de baixa sazonalidade. Assim, durante o evento, os principais restaurantes preparam um menu especial, temático, com harmonizações diferenciadas e valor fixo para levar aos clientes experiências prazerosas. Fique ligado em todas as novidades: @restaurantweekbrasil.

(Fonte: Com Fábio Malvezzi/Fibra Comunicação)

Museu da Imigração celebra os 150 anos da imigração italiana

São Paulo, por Kleber Patricio

VIVA!I Itália 2019. Créditos: Antônio Siqueira e Daniela Castro.

O Museu da Imigração, com o apoio institucional do Consulado-Geral da Itália, realiza, em 17 e 18 de agosto, das 11h às 18h, a edição especial do festival VIVA! Itália. O evento, que reverencia os 150 anos da imigração italiana no Brasil e também os 468 anos do bairro da Mooca, terá 14h de programações relacionadas à cultura ítalo-brasileira. Aberto ao público e gratuito, os ingressos estarão disponíveis apenas nos dias do evento (sujeito à lotação), na bilheteria do Museu, durante o funcionamento. A expectativa de público é de 7.000 pessoas ao todo.

As histórias da imigração italiana no Brasil e da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás – hoje sede do Museu da Imigração – estão intrinsecamente ligadas. O espaço, fundado em 1887, fez parte da política migratória do fim do século XIX e início do século XX recebendo, acolhendo e encaminhando imigrantes para postos de trabalho nas lavouras e na indústria paulista. A nacionalidade mais expressiva numericamente foi a italiana, com mais de 800 mil registros de ingressos no Brasil, vindos de todas as 20 regiões da Itália. A intensa presença dessa nacionalidade no dia a dia da antiga Hospedaria se traduz até hoje, por exemplo, nos avisos da época, com orientações aos imigrantes, que remanescem grafados em língua italiana em paredes do prédio ou nos documentos e registros, como passaportes, jornais, cartas de chamada e fotografia, objetos que integram atualmente o acervo do Museu da Imigração.

A programação do VIVA! Itália será composta de música, dança, gastronomia, vivências culturais, contação de histórias e exposição automobilística, entre outras atrações. As atividades resgatam a importância da comunidade italiana no Brasil e sua história, assim como propõem vivências de aspectos contemporâneos da cultura, fugindo, assim, de estereótipos.

Imagem de Pexels por Pixabay.

A área gastronômica, um dos grandes destaques do evento, tem a curadoria da FIC (Federazione Italiana Cuochi) Brasile, organização que reúne mais de 20 mil chefs ao redor do mundo. Da entrada à sobremesa, a proposta é trazer especialidades das principais regiões da Itália e sabores que extrapolam os do dia a dia. Nas 12 tendas estarão restaurantes como o Bella Porchetta (chef Adan Garcia), que trará a porchetta di ariccia e salsiccia romana; o Trulli Pasta (chefs Pedro Catalano e Jéssica Peixoto), com especialidade como o panino (mortadella, pistacchio e crema di grana padano); o Palazzo di Zucca, com o tradicional ravióli de abóbora (chef João Netto) e outros. Será possível degustar vinhos sicilianos frescos da Vinícola Casa Scalecci, chope e cervejas artesanais da Birrificio Artigianale Birra del Capo, entre outros drinks, como negroni, Bellini, Aperol e Martini. Nas diversas opções de sobremesa, estarão os cannoli, a panna cotta e a crostata. A área de empório trará produtos selecionados, como o pão de uva feito com a espécie Niágara (da cidade de Jundiaí), cafés, gelatos e molhos. Por fim, o Arsenal da Esperança, instituição assistencial situada no espaço do antigo refeitório da Hospedaria, comercializará seus tradicionais produtos, como a polenta de gorgonzola, a de calabresa e o sonho.

Situado no jardim do Museu, o palco abrigará atrações musicais e de expressão corporal. Quem abre a programação é o Grupo Folklorístico Stella Bianca, com a tradicional pisa da uva (pigiatura dell’uva) e um repertório musical que convida o público a dançar e cantar, abrangendo diferentes regiões da Itália, desde o Vêneto até a Sicília. Outro destaque do palco é a soprano Jayana Paiva, integrante do Opera Studio do Theatro Municipal, que fará uma apresentação de voz e piano com performances de árias e canções italianas. O público ainda poderá conferir outras apresentações de prestígio entre a comunidade de descendentes italianos no Brasil, como é o caso da Orquestra Sanfônica de São Paulo, que foi fundada em 1950 por imigrantes calabreses da família Sbrighi e é hoje administrada pela acordeonista Renata Sbrighi, levando à frente a tradição musical que veio na bagagem de seus ascendentes e misturou-se com a cultura musical brasileira. A orquestra traz ao festival músicas italianas, inclusive composições de Mario Zan, renomado acordeonista italiano radicado no Brasil.

Uma atração à parte que promete encantar todos os apaixonados por carros, em especial os amantes da marca Alfa Romeo, é a exposição de carros promovida pelo Club Alfisti Itália do Brasil e pelo Alfa. Entre os exemplares, estarão ícones da indústria automobilística italiana, como os modelos Alfa Romeo 166, Alfa Romeo 156 e Alfa Romeo Ti4, além do modelo conversível Alfa Romeo Spider.

Imagem do documentário Memórias Vivas: Imigração italiana em Valinhos. Crédito: Divulgação/Museu da Imigração.

Ademais, o evento trará uma diversificada gama de vivências culturais. A restauradora e conservadora da arte Flávia Siqueira também realizará uma oficina sobre arte sacra e douramento com técnicas italianas. Ainda na linha das experiências gastronômicas, haverá harmonização de cafés com os baristas do Museu do Café e harmonização de vinhos com o enólogo Luca Mesiano, da Casa Scalecci.

Para as crianças, o espaço de leitura do MI preparou uma programação baseada no folclore e na cultura da península itálica, que serão tema de contação de histórias e oficina de musicalização. Quanto a essa oficina, o professor Darius Emrani, doutor em Língua, Literatura e Cultura Italianas (USP) e idealizador do projeto Italica, proporcionará aos pequenos uma aproximação da língua e cultura italianas por meio de canções. As crianças ainda poderão realizar um mini passeio de Vespa, charmosa moto – querida pelos italianos – criada no período do pós-guerra que se tornou ícone da cultura urbana do país ao ser repetidamente utilizada em obras clássicas do cinema.

O Núcleo Educativo, em parceria com o Arsenal da Esperança, realizará visitas especiais temáticas aos espaços da antiga Hospedaria, como os dormitórios e o refeitório. Além disso, o Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR) promoverá ações como rodas de conversa e origem dos sobrenomes italianos.

Haverá ainda palestra com a professora doutora Fabiane Savino (Arquitetura e Urbanismo – FAU USP) sobre o tema A Mooca dos Operários, em homenagem aos 468 anos do bairro. A palestra, que também terá transmissão on-line no YouTube do Museu, será seguida de visita especial à Reserva Técnica do MI. A estação, que abriga a maria-fumaça no Museu da Imigração, terá decoração especial para celebrar o Brasil e a Itália. O passeio no tradicional veículo, que remete aos tempos de chegada dos primeiros imigrantes italianos no País, poderá ser experienciado pelo público do evento.

O Festival VIVA! é promovido pelo Museu da Imigração desde 2017, sempre em celebração da cultura de um país ou região específica. Já foram homenageados, por exemplo, Irlanda, Coreia do Sul, Leste Europeu, Japão, África, Itália e Índia, entre outros. Para proporcionar uma experiência imersiva na cultura local, a programação contempla gastronomia, música, dança, artesanato, palestras, oficinas, exposições e outros aspectos ligados ao país em questão. Os festivais VIVA! contam com a parceria e chancela das comunidades de imigrantes, câmaras setoriais, embaixadas e consulados.

Serviço:

VIVA! Itália

Datas: 17 e 18 de agosto (sábado e domingo) | Horário: das 11h às 18h (bilheteria até as 18h)

Entrada: grátis

Ingressos: retirada exclusiva pessoalmente na bilheteria do Museu nas datas do evento

Local: Museu da Imigração

Evento sujeito a lotação

A programação está sujeita a alterações sem aviso prévio

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 17h

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição | Metrô Bresser-Mooca.

(Fonte: Com Gabriela Moraes e Thâmara Malfatti/Assessoria de Comunicação/Museu da Imigração)

Theatro Municipal apresenta ‘La Fille Mal Gardée’ com seu Balé e Orquestra

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

A primeira bailarina do Theatro Municipal Márcia Jaqueline na versão apresentada no TMRJ em 2004. Foto: Divulgação.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro inicia o segundo semestre levando ao palco La Fille Mal Gardée, um dos grandes balés do século XVIII. A versão original foi apresentada em julho de 1789 no Grand Théâtre de Bordeaux, na França. Entre os coreógrafos que recriaram esse balé, Marius Petipa, em 1885, apresentou sua versão em São Petesburgo, na Rússia. Surgiram outras produções através do século XX e agora, em 2024, a concepção e coreografia do uruguaio Ricardo Alfonso, encenada no ano passado pelo Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu, a partir de Marius Petipa, chega ao Municipal com o Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro. A supervisão artística é de Hélio Bejani e Jorge Texeira, a regência de Silvio Viegas e a direção geral de Hélio Bejani. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a montagem terá onze récitas, sendo um ensaio geral e uma apresentação para escolas: 14 de agosto (ensaio geral para convidados), 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24, às 19h; 20 de agosto, às 14h (Projeto Escola) e dias 18 e 25, às 17h. Os ingressos estão disponíveis pelo site www.theatromunicipal.rj.gov.br.

“Trazer o ballet La Fille Mal Gardée ao palco do Municipal novamente é uma grande alegria para todos nós. Uma história leve e engraçada que promete cativar a todos. Você não pode perder a oportunidade de assistir nosso Corpo de Baile e Orquestra Sinfônica do TMRJ, que sempre garantem um espetáculo inesquecível. Esperamos você”, afirma a presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Clara Paulino.

“Esta concepção do coreógrafo Ricardo Alfonso do ballet La Fille Mal Gardée vem proporcionar aos nossos bailarinos a oportunidade de evidenciar o papel primordial da expressão facial, para além da gestualidade, na comunicação das diferentes emoções dos personagens e enfatizar a interpretação como ferramenta principal para fazer o público compreender a história e comover-se com ela”, ressalta Hélio Bejani, diretor do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Sinopse

Ato 1 – Narra o romance de Lisa, filha de Simone, uma rica proprietária de uma fazenda, com um camponês chamado Colas. Este é despedido, pois Simone pretende casar sua filha com Alan, filho do rico Thomas. Em um encontro em pleno campo para reunir o gado, todos os personagens se definem. Lisa e Colas declaram seu grande amor. Alan brinca infantilmente e a viúva namora Tomás. Tudo é interrompido por uma tempestade.

Ato 2 – A viúva continua preparando Lisa para o casamento e a filha finge consentir para afastar a desconfiança da mãe. Chegam Tomás, a mãe Simone e Alana no momento em que Lisa está experimentando o vestido de noiva. Enquanto os três tratam do casamento, a viúva entrega a chave do quarto de Lisa para Alan. Quando ele abre a porta do quarto, encontra Lisa nos braços de Colas, mas o destino premia os dois jovens, que finalmente se casam com as bençãos da mãe, a ira do velho Tomás e a indiferença infantil de Alan.

Sobre Silvio Viegas

Silvio Viegas é atualmente o Regente Titular da Orquesta Provincial de Santa Fe, na Argentina, e professor de regência na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais até o final de 2022, Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a 2015 e Professor da cadeira de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais durante mais de 15 anos. Foi também Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005, e Diretor Artístico Interino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2011 a 2012.

Desde o início de sua carreira, tem se destacado por sua atuação no meio operístico regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, La Bohème, Tosca, Carmen, Cavalleria Rusticana, I Pagliacci, Nabucco, Il Trovatore, La Traviata, Falstaff, Otello, Il Guarany, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Norma, Porgy and Bess, Salomé e Aleijadinho, entre outros.

Nomeado como o melhor regente de ópera em 2017, esteve como convidado à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Coro e Orquestra Estable do Teatro Colón, Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Teatro São Pedro – SP, Orquestra do Teatro da Paz e Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras.

Em 2001 obteve o primeiro lugar no Concurso Nacional ‘Jovens Regentes’, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro.

Natural de Belo Horizonte, Silvio Viegas, estudou regência na Itália e é Mestre em regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo de Oiliam Lanna, Sergio Magnani e Roberto Duarte.

Sobre Ricardo Alfonso

Formado pela Escola Nacional de Dança de Montevidéu, Uruguai, em 1986 ingressou no Corpo de Dança SODRE de Montevidéu, Uruguai, onde participou de todos os trabalhos por ela apresentados, como Giselle, Lago dos Cisnes, Coppelia, Baile de Graduados, Interpley, Mozartíssimo, As Quatro Estações, Carmina Burana, Dom Quixote, Gayané etc.

Para o Ballet Hoy, dirigido por Ines Camou, Alfonso cria as suas primeiras coreografias em nível profissional. Com a Sociedade Uruguaia Pró-Ópera e Ballet Hoy, Alfonso intervém na encenação de María de Buenos Aires (Piazzolla-Ferrer) como assistente de reggie e coreógrafo e interpretando um dos personagens principais (El Gato); em Evita, como dançarino e coreógrafo e, em Jesus Christ Superstar, como dançarino.

Em 1994, juntamente com o Ballet Hoy, apresentou Sonata (Bach) e Entre Azul y Verdi (G. Verdi), obra que passou a fazer parte do repertório do Ballet SODRE.

O jornal EL País, de Montevidéu, considera a sua obra Entre Azul y Verdi como “uma das melhores obras coreográficas dos últimos tempos”, considerando Alfonso “a revelação coreográfica do ano”.

No Brasil, trabalhou ao lado de Maria Waleska Van Helden participando de diversas edições da Dança Alegre Alegrete, prestigiado evento de dança daquele país. Em Santa Fé, junto com outros profissionais, fundou a TAIARTE, assumindo a direção de seu próprio grupo, o Ballet Contemporaneo de Santa Fe, para o qual criou Opus 3, Solo Vivaldi, Aires y Danzas Antiguas, Brahms para 10 bailarinos e Estrofas al Viento, entre outros.

No Ballet del Sur, sob a direção de Violeta Janeiro Alfonso, é Professor e Coreógrafo, onde encena obras como Entre Azul y Verdi, Canon, Sonata, Opus 64, Acto de las Sombras de Bayadere, Gayané e La Fille Mal Gardée. Juntamente com o Prof. Edgardo Blumberg, realiza Seminários de História da Dança e da Música para a Dança desde a Antiguidade até o Século XIX no Instituto Superior de Música da Faculdade de Letras e Ciências da Universidade Nacional do Litoral. De 2010 a 2021 foi Diretor Principal do Ballet del Sur de Bahia Blanca. Obras que apresentou: Dom Quixote, Carmina Burana, Lago dos Cisnes, La Fille Mal Gardée, Cinderela, Giselle, La Sylphide, Las Silfides, Gayané, Cantares, Adaggietto, Tangos en Gris, Carnaval dos Animais, Ato das Sombras de La Bayadere, Retrato in memoriam: Edith Piaf, Mozartissimo, As 4 Estações, Opus 64, Entre Azul e Verdi, Concerto, Opus 3, Stabat Mater, Ares e Danças Antigas, Estâncias ao Vento, Sempre Buenos Aires, Memórias de um Lugar Amado, Suíte Napoli, Suíte Raymonda, On Target, Rodeio, A Visita de Terpsicore, Pas de Deux de Sylvia, Pas de Deux de Tchaikovsky, La Source Pas de Deux e A Morte do Cisne. Passeios a Buenos Aires (Gala Internacional de Buenos Aires, La Sylphide com Ludmila Pagliero), A Frutillar, Chile (Giselle com Marianela Nuñez, La Sylphide com Ludmila Pagliero), Dança Alegre Alegrete, Brasil, Guamini, Necochea, Mar del Silver com Iñaki Urlezaga em sua despedida do palco. Rodolfo Lastra Belgrano, Oscar Araiz, Domingo Vera, Liliana Belfiore, Sabrina Streiff e Gigi Caciuleanu são alguns dos coreógrafos convidados durante sua gestão. Em 2015 Alfonso foi o vencedor do Prêmio Mascara, concedido pela Prefeitura de Santa Fé em reconhecimento à sua carreira. Em 2016 é jurado do Prêmio Escenário do jornal UNO de Santa Fé e de 2017 até o momento, jurado do Bahia Blanca do Prêmio Federal Hugo. Em 2019, o Ballet del Sur recebeu a Menção ao Mérito dos Prêmios Konex por estar entre as 5 melhores companhias da Argentina nos últimos 10 anos, período que coincide com a gestão de Alfonso como Diretor Principal. Em 2023 apresenta sua versão de La Fille Mal Gardée no Ballet Nacional SODRE em Montevidéu, Uruguai. Desde dezembro deste ano, é Coordenador do Teatro Municipal e Produção Artística 1º de Mayo da cidade de Santa Fé, Argentina.

Elenco principal:

LISE – Márcia Jaqueline/ Juliana Valadão/Manuela Roçado/ Marcella Borges/ Tabata Salles

COLLAS – Cícero Gomes/ Alyson Trindade/ Rodrigo Hermesmeyer

VIÚVA SIMONE – Edifranc Alves/ Saulo Finelon

THOMAS – Rodolfo Saraiva/Romilton Santana

ALAIN – Alyson Trindade/ Luís Paulo Martins / Rodrigo Hermesmeyer

NOTÁRIO DA ALDEIA – Gabriel Araújo/Marco Bispo

Datas do elenco:

Dia 14 – quarta-feira – (ensaio geral para convidados) – Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer

⁠Dia 15 – quinta-feira – Estreia – Márcia Jaqueline e Cícero Gomes

⁠Dia 16 – sexta-feira – Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer

⁠Dia 17 – sábado – Márcia Jaqueline e Cícero Gomes

⁠Dia 18 – domingo – Marcella Borges e Alyson Trindade

⁠Dia 20 – terça-feira – Projeto Escola – Tabata Salles e Alyson Trindade

⁠Dia 21 – quarta-feira – Márcia Jaqueline e Cícero Gomes

⁠Dia 22 – quinta-feira – Marcella Borges e Alyson Trindade

⁠Dia 23 – sexta-feira – Juliana Valadão e Cícero Gomes

⁠Dia 24 – sábado – Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer

⁠Dia 25 – domingo – Juliana Valadão e Cícero Gomes

Ficha Técnica:

La Fille Mal Gardée

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Música: Ferdinand Hérold

Libreto e coreografia original: Jean Dauberval

Concepção e Coreografia: Ricardo Alfonso

Iluminação: Paulo Ornellas

Figurinos: Tânia Agra

Cenografia: Manoel dos Santos/ Confecção: Pará Produções

Designer Gráfico: Carla Marins

Supervisão Artística: Hélio Bejani e Jorge Texeira

Regência: Silvio Viegas

Direção Geral: Hélio Bejani

Direção Artística do TMRJ: Eric Herrero.

Serviço:

La Fille Mal Gardée

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Datas: 14 de agosto (ensaio geral para convidados)

15 (estreia), 16, 17, 21, 22, 23 e 24, às 19h

20 de agosto, às 14h (Projeto Escola)

18 e 25 de agosto, às 17h

Duração:

1º ato – 50 min

2º ato – 35 min

Intervalo de 20 min

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$80,00

Balcão Superior e Lateral – R$50,00

Galeria Central e Lateral– R$30,00

Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro a partir das 14h desta terça-feira, dia 6 de agosto. Haverá uma palestra gratuita no Salão Assyrio uma hora antes do início do espetáculo.

Patrocinador Oficial Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Amil Paradiso, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM, Ma Ballet Shop, Gaynor Minden

Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal, União e Reconstrução.

(Fonte: Com Claudia Tisato/Assessoria de Imprensa do Theatro Municipal)