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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Casa SP-Arte abre ‘Check-mate(s)’, de Oscar Murillo

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito das imagens: Estúdio em obra.

A Casa SP-Arte inaugurou em 31 de agosto ‘Check-mate(s)’, sua primeira exposição internacional. Organizada por Mark Godfrey, trata-se também da primeira mostra do artista colombiano Oscar Murillo no Brasil, apresentando obras dele em diálogo com nomes fundamentais da arte brasileira: Cildo Meireles, Geraldo de Barros, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape e Sonia Gomes. Check-mate(s) é realizada pela kurimanzutto, galeria com sedes na Cidade do México e em Nova York.

A mostra revela que o processo artístico de Murillo tem afinidade com muitos artistas de diferentes lugares e períodos. Nela, ele se baseia no legado dos neoconcretistas brasileiros Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica, enfatizando textura e sensualidade em detrimento da precisão e da geometria, bem como a dinâmica lúdica de ordem e desordem nas obras do artista italiano Alighiero Boetti.

Há alguns anos, Murillo começou a reciclar fragmentos e sobras de pinturas descartadas ou inacabadas, costurando-os para compor uma malha quadriculada semelhante a um tabuleiro de xadrez. É esta estrutura que conecta seu trabalho às tradições da abstração geométrica e da pintura modernista do século 20, além da arquitetura e design — como evidenciado no trabalho da portuguesa Leonor Antunes, por exemplo, artista também presente na mostra.

As tendências improvisacionais de Oscar Murillo remontam ainda às tradições de colchas afro-americanas de Rebecca Myles Jones e ao uso de objetos encontrados nas obras dos artistas brasileiros Sonia Gomes e Antonio Tarsis. Suas pinturas ecoam experiências da vida urbana, como as composições de panfletos pintados e folhas de jornais de Abraham Cruzvillegas, provenientes da Cidade do México e a máscara de Damian Ortega feita de azulejos de um edifício dos anos 1960, além das imagens fotográficas de São Paulo de Geraldo de Barros e Elisa Sighicelli.

A grade de metal e vidro de Cildo Meireles dos anos 1970 lembra ao público um princípio que é caro a Murillo e reverbera ao longo de Check-mate(s): a arte abstrata pode aludir a condições políticas de cativeiro e liberdade sem ser explícita ou didática.

Sobre o artista | Oscar Murillo, nascido em 1986 na Colômbia, é um artista com uma prática multifacetada que explora coletividade e cultura compartilhada, profundamente conectada às qualidades afetivas dos materiais. Seu trabalho possui uma dimensão social, situando-se entre performances e eventos, convidando colaboradores para ações como carregar figuras tradicionais colombianas em cidades do Reino Unido, pintar linho preto globalmente ou realizar festas para equipes de limpeza em galerias de Londres. Desde 2013, com o projeto Frequencies, envolveu mais de 100.000 estudantes em um arquivo de arte colaborativa global. Reconhecido por suas pinturas em grande escala e instalações imersivas, utiliza materiais diversos como cornés, argila e metal enferrujado, muitas vezes apresentados em locais inusitados, refletindo seu compromisso com o poder expressivo do material em meditar sobre questões complexas da sociedade contemporânea. Murillo vive e trabalha em vários locais ao redor do mundo.

Serviço:

Check-mate(s)

Até 20 de setembro | terça a sexta, das 11h às 18h; sábado, das 11h às 17h

Casa SP-Arte – Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1.052 – Jardins – São Paulo (SP).

(Fonte: Com Marianna Rosalles/A4&Holofote Comunicação)

Marialy Pacheco, vencedora do Montreux Jazz Festival, faz turnê inédita pelo Brasil com show En el Camino

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Jonas Mueller.

No dia 19 de setembro, às 20h, o Sesc 24 de Maio recebe a pianista cubana Marialy Pacheco para uma apresentação inédita no Brasil. Reconhecida como a única mulher entre as grandes estrelas do piano-jazz cubano, ao lado de Chucho Valdés e Gonzalo Rubalcaba, Marialy traz ao público seu espetáculo solo ‘En el Camino’. O concerto inclui composições autorais e obras de compositores latino-americanos, como Ernesto Lecuona e Ivan Fernandez, além de norte-americanos, como Keith Jarrett.

Vencedora do Montreux Jazz Festival Solo Piano Competition em 2012, Marialy foi a primeira mulher a conquistar este prestigiado prêmio. Ao longo de sua carreira, apresentou-se em importantes festivais e salas de concerto ao redor do mundo, estabelecendo-se como uma das principais referências do piano no cenário internacional. Entre seus trabalhos mais recentes estão os álbuns ‘Manos’, um duo ao vivo com o pianista cubano Omar Sosa, e ‘Reload’, um álbum que celebra a música e a cultura de Cuba e da América Latina.

Sobre Marialy

Marialy Pacheco nasceu em Havana em 1983 e iniciou seus estudos musicais ainda criança no Conservatório Alejandro García Caturla. Em 2002, venceu o concurso cubano Jo-Jazz e, desde então, construiu uma carreira internacional de sucesso, apresentando-se solo e com seu trio em diversos festivais de jazz pelo mundo, como o Montreux Jazz Festival e o Havana Jazz Festival. Em 2014, tornou-se a primeira mulher a ser nomeada Artista Bösendorfer.

Reconhecida por sua versatilidade artística, Marialy tem colaborado com músicos de diferentes estilos e participado de projetos variados, como o Danzón Cubano, apresentado com a WDR Funkhausorchester e transmitido pela Arte TV. Sua discografia inclui álbuns notáveis como ‘Duets’ (2017) e ‘Manos’ (2022), este último em colaboração com o pianista Omar Sosa.

Ouça: Spotify | Deezer | Apple Music | YouTube Music

Veja: You Tube.

Serviço:

Marialy Pacheco (CUBA) Piano Solo – En el Camino 

Data: 19/9, quinta, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – a 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 10/9 e nas bilheterias das unidades Sesc SP a partir de 11/9 – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc)

Duração do show: 90 min

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo (SP)

A 350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Fonte: Com Meyre Vitorino/Assessoria de imprensa Sesc 24 de Maio)

Mostra na Cinemateca Brasileira celebra aniversário de 50 anos de filmes importantes para a história do cinema

São Paulo, por Kleber Patricio

Mostra exibe 52 títulos lançados em 1974 e celebra o centenário de Entreato, de René Clair.

Em sua terceira edição, a Cinemateca Brasileira realiza, entre os dias 19 e 29 de setembro, a mostra ‘1974 – 50 anos depois’. Com curadoria do cineasta Paulo Sacramento, é celebrado o aniversário de 52 filmes lançados em 1974, entre longas e curtas-metragens, sendo 28 títulos estrangeiros e 24 brasileiros. Neste ano, a iniciativa conta com recursos aprovados em edital da Lei Paulo Gustavo pela Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo e Spcine.

A abertura da mostra será no dia 19 de setembro, às 18h30, com uma sessão ao ar livre do filme ‘O Jovem Frankenstein’, de Mel Brooks. Como em edições anteriores, a experiência das sessões é complementada com exibição de trailers e cinejornais da época. A programação também traz a distribuição gratuita e limitada de um catálogo, além de exposição de cartazes no foyer da Sala Grande Otelo.

Abertura da mostra será no dia 19 de setembro, às 18h30, com uma sessão ao ar livre do filme O Jovem Frankenstein, de Mel Brooks.

Dividida em 2 programas, a curadoria de filmes reúne obras da cinematografia nacional e estrangeira que melhor expressam a diversidade filmográfica corrente em 1974. Além dos gêneros cinematográficos, as abordagens estéticas dos filmes exibidos, que variam das mais ousadas às mais clássicas, buscam atrair públicos de diferentes interesses.

A Mostra Brasil traz uma seleção de 15 longas-metragens e 9 curtas, em um trabalho conjunto dos diversos setores da Cinemateca, desde a pesquisa e prospecção de filmes e documentos até o processamento das cópias. Entre os títulos, ‘O Signo de Escorpião’, de Carlos Coimbra, ganhou uma remasterização 4k especialmente produzida para a mostra. Outros dois filmes vão ter exibição com acessibilidade em Libras, audiodescrição e legendas descritivas: ‘Exorcismo Negro’, de José Mojica Marins, e ‘Guerra Conjugal’, de Joaquim Pedro de Andrade.

A seleção de filmes nacionais também conta com novas cópias em película 35mm que foram fotoquimicamente duplicadas para a mostra. São os casos de ‘Caçada Sangrenta’, de Ozualdo Candeias, e ‘Adultério – As Regras do Jogo’, de Ody Fraga.

Sessão 100 Anos Depois comemora o centenário de dois filmes: Entreato, de René Clair, e A Última Gargalhada, de F.W. Murnau.

A Mostra Internacional selecionou diferentes gêneros e estilos com filmes de grande visibilidade na época e relevância para a história do cinema. Entre eles, ‘O Poderoso Chefão 2’, de Francis Ford Coppola; ‘Corações e Mentes’, de Peter Davis; ‘Cenas de um Casamento’, de Ingmar Bergman; ‘O Massacre da Serra Elétrica’, de Tobe Hooper; ‘O Enigma de Kaspar Hauser’, de Werner Herzog; e ‘Chinatown’, de Roman Polanski. Alguns dos longas vão ser exibidos em versões restauradas, como ‘Perfume de Mulher’, de Dino Risi; e ‘O Porteiro da Noite’, de Liliana Cavani.

Novidade neste ano, a mostra conta ainda com a Sessão 100 Anos Depois, comemorando o centenário de dois filmes: ‘Entreato’, de René Clair, e ‘A Última Gargalhada’, de F.W. Murnau.

A programação também é complementada com uma conversa com o cineasta, fotógrafo e roteirista Jorge Bodanzky no dia 28 de setembro, com acessibilidade em Libras e transmissão ao vivo pelo canal da Cinemateca no YouTube.

A programação é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão. Para a área externa, não há distribuição de ingressos e está sujeita à lotação do espaço.

Mais informações no site da Cinemateca Brasileira.

Cinemateca Brasileira

O Enigma de Kaspar Hauser, de Werner Herzog.

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivos de Filme – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956 sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962 e que recentemente foi qualificada como Organização Social.

O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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(Fonte: Trombone Comunicação)

Cia2 apresenta temporada de apresentações da peça ‘Aviso Prévio’

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Kim Leekyung.

A Cia 2 estará em cartaz com a peça ‘Aviso Prévio’ durante o mês de setembro, na Funarte – SP, no bairro Campos Elíseos, na sala Carlos Miranda. Serão 12 apresentações, de 6 a 29 de setembro, às sextas-feiras às 20h, sábado às 19h e domingo às 18h (dia 29, será às 19h) ingressos a partir de R$15.

O texto premiado da dramaturga brasileira Consuelo de Castro desafia, inspira e revela os momentos cruciais que precedem o inevitável: o fim das relações, das funções sociais e até da própria existência. Em cena, o casal Ela e Oz se desdobram em diferentes situações, explorando com maestria o ciclo opressor contra as mulheres, no qual nossa sociedade foi construída.

As questões feministas levantadas pela personagem Ela serão acompanhadas da ausência de outra mulher, Rita, a empregada doméstica, permitindo que o diálogo sobre raça e classe permeie o espetáculo. Traz ao espectador a oportunidade única de experimentar um diálogo interseccional que está presente em cada cena, criando uma conexão poderosa e inesperada com o público.

Aviso Prévio marcou a ruptura da autora com o teatro realista, apresentando, de forma lúdica, diversas situações e crises do casal Ela e Oz. A peça foi montada pela primeira vez em 1987 com Nicette Bruno e Paulo Goulart e direção de Francisco Medeiros.

+ Cia 2

Sob consultoria da dramaturga Ângela Ribeiro (Shell 2018), desde março de 2019, pesquisam sobre as duas maiores dramaturgas brasileiras dos anos 80, Leilah Assunção e Consuelo de Castro, mulher e sociedade. “Sentimos a necessidade de reler seus textos e dizê-los novamente sob um novo ponto de vista, o novo olhar interseccional da mulher no dia de hoje”, afirma Pâmy Rodrigues, diretora da peça. No elenco, Litta Mogoff e Lisandro Di Prospero.

Os ingressos custam a partir de R$15 (meia-entrada) e pode ser adquiridos aqui.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Consuelo de Castro

Direção: Pâmy Rodrigues

Elenco: Litta Mogoff e Lisandro Di Prospero

Consultoria de dramaturgia: Angela Ribeiro

Preparação vocal: Bruno Cavalcanti

Figurinos: Marco Canonici

Aderecista: Yasmin Hirao

Sonoplastia: Rafael Markhez

Iluminação: Roana Paglianno

Operação de luz: Deco Araújo

Produção: Cia2

Técnica: Enio Cunha e Érika Caroline

Cenografia: Cia2

Fotografia e vídeo: Kim Leekyung

Assessoria de imprensa: Cata-Vento Comunicação

Realização: Cia2.

Serviço:

Peça Aviso Prévio de Consuelo de Castro com a Cia2

Quando: de 6 a 29 de setembro de 2024

Horários: sextas-feiras às 20h; sábado às 19h e, aos domingos, às 18h (exceto dia 29, que será às 19h)

Local: Sala Carlos Miranda – Alameda Nothman, 1058 – Campos Elíseos – SP

Duração: 70 minutos

Classificação: 14 anos

Lugares: 50 lugares

Ingressos: R$30,00 | meia entrada: R$15,00

Ingressos pelo Sympla

Instagram: https://www.instagram.com/cia_dois/.

(Fonte: Com Juliana Matheus/Cata-Vento Comunicação)

Projeto entre BNDES e Idesam gera renda para comunidades na Amazônia

Amazônia, por Kleber Patricio

Comunidades beneficiadas. Fotos: Divulgação/Acervo Idesam

O Idesam, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), realiza em cinco municípios do Amazonas projeto que apoia as cadeias de valor florestais para a madeira e o extrativismo, fortalecendo seis organizações sociais e a marca coletiva das comunidades Inatú Amazônia, inicialmente apoiada pelo Fundo Amazônia a partir de 2018.

Em três unidades de conservação de uso sustentável, sendo uma estadual e duas federais, o projeto tem como objetivo fomentar e desenvolver soluções para os gargalos das cadeias produtivas florestais. Após seis meses de atividades, as organizações sociais celebram a geração de renda de aproximadamente R$1,9 milhões, resultantes de 119 vendas para 52 clientes regularmente identificados, totalizando a comercialização de 34 toneladas de produtos não madeireiros, além de 4,8 mil unidades de produtos fracionados em embalagens de 10 a 1.000 ml. São mais de 400 famílias atuando nesta iniciativa e que estão à frente das comercializações.

Ao todo, mais de 480 pessoas participaram das ações e atividades desenvolvidas pelo projeto, como capacitações técnicas, fortalecimento produtivo e organizacional e assistência técnica produtiva, nas regiões de Apuí, Caruaru, Itapiranga, Lábrea, São Sebastião do Uatumã. Desse total, cerca de 18% do público é composto por mulheres. Foram gerados 213 postos de trabalho por pessoas diretamente envolvidas nas cadeias produtivas do extrativismo de produtos não madeireiros (óleos amazônicos e manteigas vegetais).

“A maior parte dos produtores extrativistas que moram nas comunidades ribeirinhas da Amazônia, principalmente na área de atuação deste projeto, não estão familiarizados com o tema da gestão do empreendimento. E isso é um dos enfoques do projeto: trabalhar a capacidade de gestão organizacional, produtiva e de empreendedorismo, o que consequentemente impacta de forma positiva na produção do campo, na gestão, na rastreabilidade do produto e nas boas práticas produtivas e possibilita melhorar a produtividade e ganho financeiro para os produtores”, afirma Marcus Biazatti, coordenador de Projetos do Idesam.

Como funciona o projeto

O Idesam apoia este processo de gestão e garante ferramentas tecnológicas para que organizações façam uma melhor coordenação no campo e gestão de empreendimento visando a rastreabilidade, qualidade produtiva e melhor retorno financeiro para os extrativistas.

Da esquerda para direita: Socorro Rodrigues (Aspacs Lábrea), Louise Lauschner (Idesam) e Sandra Barra Maia (Aspacs Lábrea).

O projeto teve sua etapa inicial com a abertura de chamamento público para recepção de propostas de apoio. Ao se inscrever na iniciativa, as organizações preencheram um formulário onde apresentaram os principais gargalos de suas atividades. Entre eles, foram destacados: apoio de assessoria técnica para gestão produtiva, rastreabilidade para mostrar um produto de origem sustentável, gestão organizacional e manutenção de periodicidade e escalonamento da produção para outros compradores. “Esse projeto foi de suma importância para o fortalecimento da nossa associação e associados. Por meio dos cursos de capacitação para boas práticas das sementes e óleos, conseguimos um produto de qualidade. Com isso, um produto – manteiga e óleos – de mais qualidade e com valor agregado para as comunidades”, afirma Sandra Barra Maia, responsável pela área de comercialização da Associação de Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha.

Ao iniciar suas atividades, o projeto buscou atender as necessidades apontadas pelos participantes ao se inscreverem no projeto. Com isso, haveria um maior pertencimento das iniciativas com os resultados. A Inatú Amazônia tinha como meta comercializar um total de R$1,5 milhão, número já ultrapassado em seis meses de atividades. “Acreditamos que o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis, protagonizadas pelos moradores das comunidades ribeirinhas, conectadas com o mercado consumidor atento aos anseios da sustentabilidade, é um dos melhores mecanismos de manter a sociobiodiversidade e a conservação da Amazônia. Além disso, a iniciativa evita êxodo rural e fortalece a defesa do território pelas populações”, reforça Biazatti.

O desafio da iniciativa agora será a implementação de um aplicativo para o manejo florestal comunitário e identificação botânica das espécies madeireiras para os planos de manejo comunitários. Ao término do projeto, será realizada uma comparação entre a realidade das cadeias produtivas antes e após a iniciativa. “O projeto promoveu um desenvolvimento sustentável, melhorando a qualidade de vida dos extrativistas, ribeirinhos, agricultores e agricultoras, além de proteger o meio ambiente”, conclui Marcikely Ferreira, presidente da ASPACS.

Saiba mais:

Municípios participantes da iniciativa: Apuí, Lábrea, Carauari, São Sebastião do Uatumã e Itapiranga.

Organizações diretamente beneficiadas: Associação Agroextrativista das Comunidades da RDS do Uatumã; Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi; Associação Agroextrativista Aripuanã/Guariba; e Associação dos Produtores Rurais de Carauari.

Área de abrangência: 2.8 milhões de hectares

Sobre o Idesam

O Idesam é uma ONG amazonense com atuação na Amazônia Legal desde 2004 e trabalha pela conservação e desenvolvimento sustentável da Amazônia e suas populações. Possui a qualificação de Organização Social de Interesse Público (Oscip) e possui o reconhecimento como uma das 100 melhores ONGs do Brasil em 2022 e como a melhor organização ambiental da Região Norte pelo prêmio Melhores ONGs 2020. Recebeu o Prêmio Empreendedor Social 2022, promovido pela Folha de S. Paulo e Fundação Schwab, na categoria ‘Inovação e Meio Ambiente’ e é credenciado como ator da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021-2030). Coordena as iniciativas Amaz Aceleradora de Impacto, Inatú Amazônia, Café Apuí Agroflorestal, Programa Carbono Neutro, Programa Prioritário de Bioecocomia e Observatório BR-319.Para saber mais, acesse www.idesam.org.

(Fonte: Com Hedylaine Boscolo/Consciência Comunicação)