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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Casa Museu Ema Klabin, Pinacoteca de São Paulo e Biblioteca Guita e José Mindlin debatem os desafios das coleções brasilianas

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do álbum Souvenirs de Rio de Janeiro (1836), de Johann Jacob Steinmann. Álbum está em exposição na Casa Museu Ema Klabin.

A Casa Museu Ema Klabin promove no dia 19 de setembro, das 19h às 21h, em parceria com a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e a Pinacoteca de São Paulo, um encontro online com especialistas para discutir os desafios e estratégias das coleções Brasilianas – coleções de livros e outros materiais que abordam o Brasil. O evento gratuito, intitulado Coleções Brasilianas: Desafios e Estratégias, ocorrerá pela plataforma Zoom. As inscrições gratuitas podem ser realizadas pelo site da Casa Museu Ema Klabin.

O encontro contará com a participação de Paulo de Freitas Costa, curador da Casa Museu Ema Klabin; Alexandre Macchione Saes, diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, e Renato Menezes, curador da Pinacoteca de São Paulo. A mediação ficará a cargo do historiador e professor da USP Miguel Soares Palmeira.

Durante o evento, os especialistas discutirão a natureza e a especificidade das coleções Brasilianas das três instituições culturais, abordando suas formações, significados e as estratégias utilizadas para apresentá-las ao público. Além disso, serão analisadas as atualizações dessas coleções, ressignificando o conceito de Brasiliana no contexto do debate contemporâneo.

Sobre a Casa Museu Ema Klabin

Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon.

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

Acesse o site e redes sociais:

Site: https://emaklabin.org.br

Instagram: @emaklabin

YouTube: https://www.youtube.com/c/CasaMuseuEmaKlabin

Google Arts & Culture: https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-

ema-klabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU

*Como em todos os eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das atividades a apoiar com uma doação voluntária via PIX 51204196000177.

Serviço:

Coleções Brasilianas: Desafios e Estratégias

19 de setembro de 2024 | 19h às 21h

Plataforma Zoom

Inscrição: gratuita, com sugestão de contribuição voluntária

https://emaklabin.org.br/palestras/encontro-online-colecoes-brasilianas-desafios-e-estrategias

95 vagas por ordem de inscrição

Tradução e interpretação de libras.

(Fonte: Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Lavagem de Madeleine: Carlinhos Brown arrasta multidão em Paris no domingo (15)

Paris, por Kleber Patricio

Fotos: Ulysses & Crew.

A Lavagem da Madeleine, a maior e mais importante tradição afro-brasileira na Europa, chegou à sua 23ª edição, levando a cultura brasileira às ruas de Paris. Neste domingo (15), cerca de 100 mil franceses, brasileiras e brasileiros, pessoas de diferentes nacionalidades, misturaram-se nas ruas da capital francesa ao ritmo dos atabaques, em uma imersão nas culturas do Brasil por meio da música, dança e espiritualidade. O ponto alto do evento aconteceu na Place de La République, no Centro da cidade.

Para o idealizador do evento, Robertinho, que há mais de duas décadas encanta Paris com sua arte, a Lavagem é muito mais do que uma festa – é uma resistência e uma mensagem de luta.

“A Lavagem é um evento que retrata um Brasil afrodescendente, um Brasil que está além do samba; traz o maracatu, a capoeira e diversas expressões culturais brasileiras. É um movimento de resistência, que reivindica a paz e a liberdade contra a intolerância religiosa, o racismo e o preconceito. A Lavagem é uma afirmação: uma amostra do Brasil plural e de diversas facetas manifestando de forma pulsante e vibrante na capital francesa”, destacou.

Neste ano, a programação incluiu um pocket show com Karla de Souza e um workshop de dança que apresentou atividades de dança afro-brasileira e Zumba-Axé, conduzido pelos professores Dimi Ferreira e Siddy Fit. O evento também contou com o desfile e cortejo da Lavagem de Madeleine, tendo Carlinhos Brown no comando do trio elétrico.

“São 23 anos da Lavagem de Madeleine. É uma festa brasileira respeitadíssima, a maior e mais importante tradição afro-brasileira na Europa, que reúne milhares de pessoas em Paris em uma mesma sintonia. Estou desde o início e já participei inúmeras vezes; este ano, em especial, compus em francês, com ajuda de Roberto, em homenagem às três Madalenas: a Santa Madalena, a minha filha Mada e a minha mãe Madalena. Um encontro lindo, que tal como outras Lavagens, acontece por motivo de agradecimento espiritual. Me sinto honrado por ser convidado por Roberto Chaves e poder desfilar com meu trio mais uma vez”, ressaltou Carlinhos Brown.

Acompanhando o trio, diversas alas, como Batucada Batala, com Maestro Giba Gonçalves; Maracatu Nação Oju Oba, sob a liderança do mestre Leto Nascimento; Cabaret Gandaia; Batucada Brasis; Batucada Badau; Coletivo Famme de Lá Resistente; Capoeira Sete Quedas; Alas das Baianas com Pai Pote; Drums & Batucada Teacher e Mada Dançe embalaram a festa.

Além das festividades nas ruas, o novo filme da cineasta Liliane Mutti, ‘Madeleine à Paris’, que retrata o cortejo afro-brasileiro a partir de um olhar entrelaçado entre a festa e seu criador Roberto Chaves (Robertinho), foi exibido durante a programação deste ano. Há 6 anos Liliane Mutti, cineasta baiana radicada em Paris, acompanha os bastidores da Lavage de la Madeleine, registrando a história do evento e a biografia de Robertinho em suas diversas nuances.

A celebração ganhou a atenção dos parisienses, a exemplo do ator Vincent Cassel, que fez uma participação especial na edição deste ano. A festa de encerramento da Lavagem de Madeleine será marcada pela Feijoada da Coisa Nossa, acompanhada por uma roda de samba organizada pelo Samba da Quebrada de Juliann Tavares, com o grupo Atividade na Laje, além da participação dos DJs David Costa, Brasileira e Çaravá.

Sobre a Lavagem de Madeleine

A Lavagem de Madeleine é um cortejo que reúne brasileiros e franceses saindo da Praça da República e seguindo até a Igreja de Madeleine, onde são lavadas as escadarias da igreja. Inspirada na Lavagem do Bonfim de Salvador, a festa foi idealizada pelo multiartista Roberto Chaves, o Robertinho, e atrai artistas brasileiros e internacionais; entre os que já estiveram no evento, Caetano Veloso, Margareth Menezes e Daniela Mercury. O evento integra a programação oficial da Prefeitura de Paris e a Rota dos Escravizados da Unesco – um roteiro cultural em todo o mundo onde a história da escravidão teve um impacto, destacando e preservando a memória relacionada a esse período.

Vincent Cassel e Robertinho. Foto: Liliane Mutti.

O Festival de Cultura Brasileira Lavagem de Madeleine é uma realização da Brasil Onire e do Ministério da Cultura (MinC) por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio da Cateno Gestão de contas de pagamento S/A, da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia e da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

(Fonte: Com Marcela Canero/Aspas Comunicação)

Áreas Protegidas em Rondônia sob ameaça: impactos e soluções para exploração madeireira ilegal no estado

Rondônia, por Kleber Patricio

Foto: Collab Media/Unsplash.

Mais um alerta vermelho se acendeu para quem se dedica e se preocupa com a conservação da Amazônia. Em seu mais recente levantamento, o Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex) revelou um aumento significativo na exploração madeireira sem autorização no estado de Rondônia, de 19% foi para 37% em um ano, um total de 8.399 hectares de exploração ilegal no período avaliado. Ainda mais preocupante é observar que uma parte significativa ocorreu em Terras Indígenas e Unidades de Conservação, áreas que deveriam ser protegidas pela legislação brasileira.

Em 2023, do total de 22.706 hectares de exploração madeireira detectada no estado, 23% (1.909 hectares) da exploração ilegal total aconteceu em Terras Indígenas e 16% (1.314 hectares) em Unidades de Conservação – este último teve a exploração 100% concentrada no Parque Nacional do Mapinguari. A área, que já era um ponto crítico em 2022, consolidou-se como a área protegida mais vulnerável do estado quando o assunto é exploração madeireira ilegal.

Este dado é mais do que uma estatística preocupante. Ele reflete uma realidade injusta para os povos indígenas e comunidades tradicionais que habitam esses territórios. Esses grupos dependem diretamente da integridade da floresta para sua sobrevivência física e cultural. A invasão de suas terras para exploração ilegal de madeira não só compromete a biodiversidade, mas também ameaça sua subsistência, sua identidade e seus direitos.

Seca extrema e queimadas agravam situação em Rondônia

Foto: Elisabeth Jurenka/Unsplash.

A situação em Rondônia é ainda mais grave quando se considera o contexto ambiental atual. O estado enfrenta uma seca extrema, e os efeitos desse fenômeno estão sendo sentidos com força, não apenas pelos ribeirinhos que lutam para encontrar água, mas também pela intensificação das queimadas. Entre janeiro e agosto de 2024, Rondônia registrou mais de 5,5 mil focos de incêndio, um número que só foi superado em 2019. A capital, Porto Velho, liderou por semanas os piores índices de qualidade do ar do país, tomada por uma densa fumaça proveniente dessas queimadas.

Esse cenário de seca e fogo, além de agravar a devastação ambiental, cria um ambiente propício para a exploração madeireira ilegal. A combinação de florestas secas, falta de fiscalização adequada devido à emergência e as atividades criminosas na extração de madeira coloca ainda mais pressão sobre as áreas protegidas. O decreto de emergência no estado, que permite uma ação mais coordenada dos órgãos estaduais e municipais, precisa ser acompanhado por medidas específicas para combater a exploração ilegal, que se aproveita da vulnerabilidade dessas regiões.

Legalidade florestal

A Rede Simex, formada pelo Imaflora, Imazon, ICV e Idesam, desempenha um papel fundamental no monitoramento das atividades madeireiras ilegais na Amazônia. Por meio do uso de geotecnologias avançadas e imagens de satélite, desde 2021 é possível identificar e mapear as áreas onde a exploração não autorizada está ocorrendo, permitindo que as autoridades tomem as medidas necessárias para conter esses crimes ambientais.

Júlia Niero, analista de Geotecnologias e Certificação do Imaflora. Foto: Divulgação.

No entanto, a tecnologia sozinha não é suficiente – é preciso que haja uma combinação de esforços: políticas públicas robustas, fiscalização contínua e, principalmente, a aplicação rigorosa da lei. A iniciativa de legalidade florestal promovida pelo Imaflora busca justamente fortalecer esses aspectos oferecendo ferramentas e informações que possam ser utilizadas por governos, empresas e sociedade civil para garantir que a exploração dos recursos naturais ocorra de maneira sustentável e dentro da  legislação.

Para enfrentar esse problema, precisamos de uma abordagem multifacetada. Primeiro, é preciso intensificar as ações de fiscalização nas áreas protegidas e municípios mais afetados utilizando os dados gerados pelo Simex para direcionar essas operações de forma mais eficaz. Além disso, é fundamental fortalecer as comunidades locais, garantindo que tenham os meios para proteger suas terras e seus direitos.

Um chamado à ação

Os dados do Simex 2023 são um chamado à ação. A legalidade precisa ser a base de toda atividade madeireira e aqueles que violam essa premissa devem ser responsabilizados de forma exemplar, mas para que isso aconteça, são necessários o apoio e o engajamento de toda a sociedade. A Amazônia é um patrimônio de todos nós e sua conservação é fundamental para o futuro não só do Brasil, mas do planeta.

Neste momento crítico, onde a seca, as queimadas e a exploração ilegal de madeira convergem para criar uma tempestade perfeita de devastação, é imperativo que todos – governos, organizações, comunidades e indivíduos – unam esforços para proteger o a floresta amazônica. A atuação coordenada, o fortalecimento da legalidade e a proteção das áreas mais vulneráveis são os passos essenciais para garantir que Rondônia e toda a Amazônia possam continuar a sustentar a vida em sua rica biodiversidade e em suas comunidades tradicionais.

Para saber mais sobre os resultados do Simex, acesse https://www.imaflora.org/noticia/exploracao-madeireira-nao-autorizada-em-rondonia-aumenta-em-2023-cresce-pressao-sob-areas-protegidas.

(Fonte: Com Júlia Niero/Analista de Certificação e Geotecnologias do Imaflora) 

Ela transformou a dor em amor, mesmo após uma vida de abusos

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Foto: Divulgação.

Dor, superação e amor são as forças condutoras da narrativa de ‘Todos os Amores de Lourdes’, obra do escritor Sidney Nicéas que mescla a brutalidade de uma história real com a delicadeza da escrita romanceada. Publicado pela Editora Mangue, o livro resgata as vivências de Lourdes Alencar, brasileira natural de Recife (PE) nascida em 1950. Desde a infância, ela enfrentou uma série de injustiças e desafios inimagináveis, mas sem nunca se deixar amargurar.

Violentada por anos pelo próprio genitor, ganhou na vizinhança, que fazia vista grossa ao crime, o infame apelido de ‘mulher do pai’. Mesmo vítima de tamanha desumanidade, ela cresceu acreditando na transformação do sofrimento em força para ajudar outras pessoas em situações de vulnerabilidade. Mãe biológica de três filhos e adotiva de outros 10, teve a vida marcada por extrema dureza, mas também por muita espiritualidade e senso de liderança comunitária.

De alvo de chacota quando menina, ela se tornou uma benzedeira requisitada, atuou em campanhas políticas de figuras renomadas na região e conheceu personalidades como Reginaldo Rossi, Frei Damião e Chico Xavier. Apesar de todas as adversidades, Lourdes construiu uma trajetória de resiliência, guiou a família com rigor e carinho e conquistou posição de destaque em sua comunidade.

Num Brasil marcado por altos índices de violência de gênero, Lourdes emerge como um símbolo de resistência e transformação. Ao expor as cicatrizes profundas deixadas pelos abusos, Sidney Nicéas não apenas revela a crueldade de um sistema que silencia e oprime, mas também ilumina o poder de superação e o impacto positivo que uma vida dedicada ao cuidado do outro pode ter no mundo em que vivemos.

No primeiro volume dessa biografia composta por dois livros – o segundo ainda em produção – o autor aborda temas difíceis de forma instigante e envolvente. Ele transita entre a realidade e o lirismo fluidamente e sem perder de vista a veracidade dos eventos. Essa abordagem literária torna a leitura não só educativa, mas também emocionalmente impactante, transformando-a em espelho para uma sociedade que precisa urgentemente refletir sobre suas práticas e buscar formas de proteger e empoderar crianças e mulheres.

Mais do que apenas recontar uma tragédia, ‘Todos os Amores de Lourdes’ serve como poderosa inspiração para aqueles que já enfrentaram adversidades e buscam seguir em frente com compaixão por si e pelos demais. Os relatos de Lourdes Alencar, tão dolorosos quanto fascinantes, servem como ode à resiliência do espírito humano e convidam os leitores a encontrar em suas próprias experiências fontes de empatia, cura e renovação.

Ficha técnica

Livro: Todos os Amores de Lourdes, vol. 1

Autoria: Sidney Nicéas

Editora: Editora Mangue

ISBN: 978-85-911734-1-9

Páginas: 226

Preço: R$60,00

Onde encontrar: Loja virtual.

Sidney Nicéas. Foto: Juliana Andrade.

Sobre o autor | Sidney Nicéas é escritor e tem publicadas as obras ‘O Que Importa é o Caminho’, ‘O Rei, a Sombra e a Máscara’, ‘A Grande Ilusão’, ‘Vic e o Homem Feito de Nuvens’, ‘Noite em Clara – Um Romance (e uma Mulher) em Fragmentos’ e ‘Todos os Amores de Lourdes”. Colunista de Literatura, desde 2017 preside a Ideação, correalizadora da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. É graduado em Relações Públicas com MBA em Gestão de Pessoas, Pós-Graduado em Escrita Criativa. Editor, é o criador do selo editorial Mangue, projeto tocado pela sua assessoria de comunicação em parceria com o poeta colombiano Carlos Sierra e o jornalista e escritor paulistano Ricardo Mituti. Professor universitário, dá aulas de criatividade, marketing, gestão e escrita criativa, tendo lecionado disciplinas programáticas e/ou cursos em entidades como a Universidade de Coimbra (POR), Universidad de Los Andes (COL), Ibraco (COL), IPOG (PE-BRA), Unigragrio (BRA-RJ) e Unifg (BRA-PE).

Redes sociais do autor: YouTube | Instagram | Facebook.

(Fonte: Com isael Freitas/LC – Agência de Comunicação)

Japan House São Paulo une moda e gastronomia em experiência inédita

São Paulo, por Kleber Patricio

Japan House São Paulo une moda e gastronomia em experiência inédita. Foto: Rafael Salvador.

Inspirada pelo ciclo de moda que acontece na Japan House São Paulo, a instituição cultural realiza a Experiência JHSP: Moda e Gastronomia em 6 atos unindo esses dois universos. Serão duas noites de evento realizadas no restaurante Aizomê, localizado na sede da JHSP na Avenida Paulista, nos dias 2 e 3 de outubro a partir das 19h30. Os ingressos, que custam R$450, podem ser adquiridos pela plataforma Sympla a partir de 11 de setembro. As vagas são limitadas.

A experiência inédita propõe um olhar sobre a moda e a culinária japonesa tendo como ponto de partida as exposições Efeito Japão: Moda em 15 Atos e Sutorito Fashion: moda das ruas, que traçam um panorama das passarelas e das vestimentas usadas no cotidiano no Japão entre os anos 1950 e 2020.

Exposição Efeito Japão: Moda em 15 Atos, na JHSP. Foto: Ale Virgilio.

Ao chegarem, os participantes farão uma visita guiada pelas mostras conduzidos pelo designer de moda Walter Rodrigues e pela diretora cultural da JHSP, Natasha Barzaghi Geenen. Em seguida, o grupo será convidado a degustar uma série de pratos e drinks criados com os destilados premium The House of Suntory – elaborados especialmente para a ocasião pela chef Telma Shiraishi, do restaurante Aizomê.

O menu seguirá a interlocução entre moda e gastronomia trazendo referências a elementos presentes nas exposições e nas reflexões de Rodrigues, a começar pelo primeiro prato, um Escabèche de Rouget, prato inspirado no livro de receitas de Christian Dior ‘La Cuisine Cousu-Main’ (A Cozinha Sob Medida), falando sobre a influência da alta costura parisiense na moda japonesa.

Em um segundo momento, o entusiasmo da moda se entusiasma pela música e pelo estilo pela música rockabilly da década de 1960 e as escolas de moda ganham espaço. Para um gostinho da época, no prato Kinoko Wafu Pasta (Spaghetti com cogumelos e nori) foi escolhido em homenagem ao restaurante italiano de Mary Quant, estilista conhecida por popularizar a minissaia.

Exposição Sutorito Fashion: Moda das Ruas, na JHSP. Foto: Thiago Minoru.

Como terceira parada, a chef Telma Shiraishi propõe uma receita de Chicken Nanban (frango frito ao tempero de vinagre doce e molho tártaro) para abordar a chegada do fast food junto com as grandes lojas de departamentos no Japão.

Na sequência, a década de 1980 inspira uma seleção especial de sushis, prato da culinária nipônica que conquistou o mundo, assim como a moda proposta por nomes como os estilistas Yohji Yamamoto e Rei Kawakubo no período.

Já a região de Harajuku, distrito de Tóquio famoso por concentrar jovens e a expressão da moda das ruas japonesas, é a inspiração para a escolha do Takoyaki (bolinhos de polvo com aonori e katsuobushi), como quinto prato. Aqui, streetstyle e street food do Japão estarão reunidos em grande estilo.

Para finalizar a Experiência JHSP: Moda e Gastronomia em 6 atos, Telma prepara uma homenagem à chef pâtissier japonesa Natsuko Shoji, que une moda e açúcar em suas criações.

Serviço:

Experiência JHSP: Moda e Gastronomia em 6 atos

Local: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – São Paulo/SP

Datas: 2 e 3 de outubro de 2024 (quarta e quinta-feira) | Horário: 19h30

Duração: 180 minutos

Capacidade: 40 vagas por noite

Ingressos: R$450 por pessoa

Venda de ingressos via plataforma Sympla a partir de 11 de setembro

Mais informações: www.japanhousesp.com.br.

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP) | A Japan House é uma iniciativa internacional com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki. Desde então, a instituição promoveu mais de quarenta exposições e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de dois milhões de visitantes. A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina. A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações e pelo Bureau Veritas com o selo SafeGuard – certificação de excelência nas medidas de segurança sanitária contra a Pandemia de Covid-19.

(Fonte: Com Bruna Janz/Suporte Comunicação)