Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Centro Cultural Sesc Quitandinha: Lago Quitandinha ganhará nome de ‘petropolitano’ ilustre; homenagem marca primeira etapa da ampliação do CCSQ

Petrópolis, por Kleber Patricio

Novo deck no entorno do Lago Quitandinha. Foto: Divulgação.

O Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ) deu início a um processo de ampliação dos seus espaços e serviços, começando pela revitalização do entorno do Lago Quitandinha, um dos principais cartões-postais do interior do estado. Para marcar esse novo capítulo na história do complexo, a instituição realizou, na sexta-feira (30/8), para convidados e imprensa, uma cerimônia de descerramento de placa que rebatiza o espaço do lago em homenagem a um ilustre profissional nascido em Petrópolis: Peter Brian Medawar (1915–1987).

Nascido em 28 de fevereiro de 1915 em Petrópolis, o filho de pai libanês e mãe britânica emigrou do Brasil ainda criança. Naturalizado britânico, foi estudar no Marlborough College e, posteriormente, no Magdalen College, da Universidade de Oxford. Seguiu uma vida acadêmica exitosa que lhe rendeu, em 1960, o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina por estabelecer as bases da tolerância imunológica (criação do soro antilinfocitário). O estudo contribuiu no combate aos efeitos da rejeição em transplantes de órgãos. Em 1965, foi agraciado com o título de Sir pela Rainha Elizabeth II e um dos edifícios da universidade foi batizado com seu nome.

A homenagem a Peter Brian Medawar é o marco inicial de uma série de melhorias na área externa e interna do Centro Cultural Sesc Quitandinha. Até o fim do ano, a área do entorno do lago ganhará pista de caminhada, iluminação, decks para contemplação, bancos, câmeras de segurança e internet wi-fi. As novas estruturas permitirão a realização de exposições a céu aberto e mais conforto para atividades físicas, piqueniques e apreciação da natureza. Algumas melhorias já estão concluídas, como o deck próximo à churrascaria e a recuperação do pergolado e do farol.

Além da revitalização do lago, o projeto prevê também a criação e revitalização de serviços internos, como boliche, cinema, espaço games, praça de alimentação e mercado gastronômico. As entregas estão previstas para ocorrerem gradualmente até 2026.

(Fonte: Com Wandro Soares/Assessoria de Imprensa Sesc Quitandinha)

Sesc Pinheiros recebe Danilo Caymmi para show de seu mais recente trabalho ‘Andança 5.5’

São Paulo, por Kleber Patricio

Repertório revisita clássicos dos Festivais da Canção dos anos 60 e celebra as mais de 5 décadas de carreira do artista. Foto: Ana Carvalho.

Dias 21 e 22 de setembro, o Sesc Pinheiros recebe Danilo Caymmi para o show que celebra o lançamento de seu mais recente trabalho, intitulado ‘Danilo Caymmi Andança 5.5’, lançado em janeiro deste ano. O título do álbum homenageia o clássico eternizado por Beth Carvalho e celebra as cinco décadas de trajetória musical do artista.

O repertório do espetáculo é fruto de uma pesquisa minuciosa conduzida pelo músico e produtor Flávio Mendes, que já havia trabalhado com Danilo no projeto ‘Danilo Caymmi canta Tom Jobim’. Mendes selecionou canções emblemáticas lançadas no período em que ‘Andança’ foi composta, durante os Festivais da Canção no final dos anos 1960. “Nossa ideia foi relembrar a época em que ‘Andança’ apareceu, no Festival Internacional da Canção de 1968”, explica Mendes, referindo-se ao evento em que a música ficou em terceiro lugar, em uma edição marcada pelas vaias a ‘Sabiá’ e a preferência do público por ‘Pra não dizer que não falei das flores’.

Além das músicas do novo álbum, o show incluirá canções que fizeram parte da pesquisa, mas não entraram no disco e outras escolhidas de forma temática, como as homenagens de Danilo aos seus irmãos Nana e Dori Caymmi, com canções dedicadas a cada um deles.

Como complemento da programação, antecedendo o show, no dia 18 de setembro, Danilo Caymmi protagonizará a atividade ‘Em Primeira Pessoa’ no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Nessa conversa, o músico compartilhará histórias de sua carreira musical e da convivência artística com seus irmãos Dori e Nana, o pai Dorival Caymmi (1914–2008) e a filha Alice, oferecendo ao público uma visão íntima e pessoal que complementa a experiência do espetáculo ‘Andança 5.5’ (Endereço: Rua Dr. Plínio Barreto, 285. 4º andar – Bela Vista – São Paulo – SP).

Ficha Técnica:

Danilo Caymmi – Cantor

Flávio Mendes – Direção musical e violão

Adriano Souza – Piano

Jefferson Lescowich – Baixo

Paulinho Vicente – Bateria

Rogério Riegel – Produtor executivo

Nilson Raman – Produtor e empresário.

Serviço:

Danilo Caymmi

Dias: 21 e 22 de setembro, sábado às 21h, e domingo às 18h

Duração: 60 minutos

Local: Teatro Paulo Autran

Classificação: 12 anos

Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (credencial plena)

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: terça a sexta, das 7h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h.

(Fonte: Com Gleiceane Nascimento/Sesc Pinheiros)

II Festival Oficina da Ópera chega ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Arte: Carla Marins.

Depois do sucesso da primeira edição do Festival Oficina da Ópera, em 2023, um espaço aberto para novos talentos do mercado brasileiro, está de volta ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro com Coro, Orquestra Sinfônica da casa e Ensemble OSTM, a segunda edição do Festival que traz, de 12 a 21 de setembro, três óperas. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, ‘Candinho’, de João Guilherme Ripper, sobre a infância do pintor Candido Portinari, abre a programação no dia 12 com o Projeto Escola Arte Educação Petrobras e estreia no dia 13, às 19h, com direção musical e regência de Roberto Duarte. ‘La Serva Padrona’, de Giovanni Battista Pergolesi, entra em cena nos dias 14, às 19h e 15, às 17h, com direção musical e regência de Jésus Figueiredo. E para fechar, nos dias 18 (ensaio geral), 19, 20 e 21, às 19h, ainda em comemoração aos cem anos de falecimento de Giacomo Puccini, a primeira ópera dele: ‘Le Villi’. A direção musical e regência serão de Felipe Prazeres, maestro titular da OSTM. A ópera contará com bailarinos contratados, além da participação especial da primeira bailarina do TMRJ, Claudia Mota e narração do ator Nicola Siri.

Os três espetáculos que compõem o II Festival Oficina da Ópera – pensado e elaborado com o objetivo de formar equipes criativas do setor no Rio de Janeiro, também dando ênfase ao trabalho de jovens diretores – terão na concepção e direção cênica Daniel Salgado (Candinho), Ana Vanessa Silva Santos que estreia no Theatro (La Serva Padrona), além de Bruno Fernandes e Mateus Dutra (Le Villi), dois bailarinos do Theatro Municipal que estão ampliando o campo de atuação. O Festival propõe ainda a formação de equipes de cenógrafos, figurinistas, iluminadores, maquiadores e contrarregras; enfim, todos os profissionais fundamentais para a realização das apresentações.

“É muito importante para o Theatro Municipal dar oportunidade aos novos nomes do cenário cultural carioca. Abrir as portas para que diversos profissionais mostrem todo seu potencial é o maior destaque do nosso II Festival Oficina da Ópera. Com o patrocínio da Petrobras, podemos garantir ao público três lindos espetáculos. Estamos esperando você”, convida Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

“Neste mês de setembro teremos a alegria de formar mais um grande número de jovens da área criativa no Festival Oficina da Ópera, além de promovermos a estreia mundial de Candinho, de João Guilherme Ripper e levar ao palco do TMRJ Le Villi, ópera-ballet de Giacomo Puccini. É realmente emocionante acompanhar todo o trabalho de criação e sentir a entrega destes jovens no desenvolvimento de seus projetos dentro do Theatro Municipal”, destaca Eric Herrero, diretor artístico da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

A ópera ‘Candinho’ é uma encomenda do projeto Sinos, que faz parte do Programa Arte de Toda Gente, uma iniciativa fruto da parceria entre a Funarte e a UFRJ, com curadoria da sua Escola de Música. Imagens gentilmente cedidas por João Candido Portinari.

Ficha Técnica:

II FESTIVAL OFICINA DA ÓPERA – 12 a 21 de setembro

Ópera 1 – Candinho

Dia 12/9, às 14h (Projeto Escola Arte Educação Petrobras). Dia 13/9, às 19h

Música e libreto de João Guilherme Ripper

Candinho – Erika Henriques, mezzo-soprano

Branca – Ariel Castilho, soprano

Maria José – Carolina Morel, soprano

Gôndola/Domênica – Andressa Inácio, contralto

Palhaço Beringela/Lavrador – Guilherme Moreira, tenor

Padre Josué/Batista – Fernando Lorenzo, barítono

Candido Portinari – Ludoviko Vianna, ator

Ensemble OSTM

Coro Infantil da UFRJ

Direção Musical e Regência – Roberto Duarte

Concepção e direção cênica – Daniel Salgado

Cenografia – Francisco Ferreira

Figurinos – Rebecca Cardoso

Iluminação – Isabella Castro e Jonas Ávila.

Ópera 2 – La Serva Padrona

Dia 14/9, às 19h. Dia 15/9, às 17h

Música de Giovanni Battista Pergolesi

Libreto de Gennaro Antonio Federico

Serpina – Michele Menezes, soprano

Uberto – Saulo Javan, baixo

Vespone – Ludoviko Vianna, ator

Ensemble OSTM

Direção musical e regência – Jésus Figueiredo

Concepção e direção cênica – Ana Vanessa Silva Santos

Cenografia – Taisa Magalhães e Beatriz Fontoura

Figurinos – Carolina Lima e Karine Amorim

Iluminação – Jonas Soares e Pablo Souza.

Ópera 3 – Le Villi

Dias 18 (Ensaio Geral) 19, 20 e 21 às 19h

Música de Giacomo Puccini

Libreto de Ferdinando Fontana

Anna – Marly Montoni (19 e 21) e Marianna Lima (dias 18 e 20), sopranos

Roberto – Lazlo Bonilla (19 e 21) e Ivan Jorgensen (dias 18 e 20), tenores

Guglielmo – Santiago Villalba (19 e 21) e Flávio Mello (dias 18 e 20), barítonos

Convidada especial – Claudia Mota, primeira bailarina do TMRJ, como Rainha das Villis

Artista convidado – Nicola Siri, ator, como narrador

Bailarinos do TMRJ convidados – Cristiane Quintan (Sirena), Tereza Ubirajara (Tia) e Mateus Dutra (Narrador)

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Bailarinos Contratados

Direção musical e regência – Felipe Prazeres

Concepção, direção cênica e coreografia – Bruno Fernandes e Mateus Dutra

Cenografia – Fael Di Roca

Figurinos – Renan Garcia

Iluminação – Isabella Castro e Jonas Soares.

Serviço:

II Festival Oficina da Ópera

De 12 a 21 de setembro

Datas e horários:

Ópera 1 – Candinho – Dia 12/9, às 14h (Projeto Escola). Dia 13/9, às 19h

Classificação: Livre

Ópera 2 – La Serva Padrona – Dia 14/9, às 19h. Dia 15/9, às 17h

Classificação: Livre

Ópera 3 – Le Villi – Dias 18 (Ensaio Geral) 19, 20 e 21 às 19h

Classificação: 14 anos

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$60,00 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$40,00

Balcão Superior e Lateral – R$30,00

Galeria Central e Lateral – R$15,00

Ingressos pelo site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro

Haverá uma palestra gratuita no Salão Assyrio uma hora antes do início do espetáculo

Patrocinador Oficial: Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Amil Paradiso, Fever, Consolato Generale d’Italia, Instituto Italiano de Cultura, Projeto Portinari, EAV – Parque Lage, ESPM, Projeto Ópera, Sinos, Programa Arte de Toda Gente

Realização Institucional: UFRJ, Escola de Música da UFRJ, Fundação Universitária José Bonifácio, Funarte, Associação dos Amigos do Teatro Municipal, Fundação Teatro Municipal, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Governo do Estado do Rio de Janeiro

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura – Governo Federal, União e Reconstrução.

(Fonte: Com Cláudia Tisato/Assessoria de Imprensa TMRJ)

Com Gucci, Livia Nunes participa do evento beneficente Anoitecer Inhotim

Brumadinho, por Kleber Patricio

Fotos: @florence_zyad.

Com full look Gucci, a it girl Livia Nunes marcou presença no jantar beneficente Anoitecer Inhotim, que aconteceu neste sábado (31), na Galeria Cosmococa, em Brumadinho (MG).

Mineira nascida em Divinópolis, Livia fez questão em apoiar a iniciativa. “Fico muito feliz em estar aqui com minha família e ajudar uma causa tão importante para nosso estado; o Instituto Inhotim representa um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e se destaca pelo seu valor cultural desse encontro da arte com a natureza”, comenta Livia Nunes.

O evento teve como objetivo institucionalizar as ações do museu mineiro para garantir sua durabilidade, sustentabilidade financeira, democratização de acesso e ampliação da programação artística e educativa.

A terceira edição do Anoitecer Inhotim contou, pelo segundo ano consecutivo, com o patrocínio da Gucci, marca parceira de Livia. Além de uma exposição de artes visuais com obras do artista italiano Giuseppe Penone e da brasileira Laura Lima, a noite foi animada ao som dos Titãs, celebrando seus 40 anos de carreira e apresentações dos pianistas Amaro Freitas e Zé Manoel, mais DJ set de Nepal e Ademar Britto. No menu, coquetel assinado por Agnes Farkasvölgyi, d’A Casa de Agnes (Belo Horizonte) e jantar criado pela chef Mazzô.

Mais: no domingo, 1° de setembro, o museu ainda organizou uma programação festiva ao público geral com show dos Titãs, DJ Ademar Britto, Amaro Freitas e Zé Manoel.

(Fonte: Com Cíntia Naomi/Index – Estratégias de Comunicação)

Em carta, cientistas alertam que falhas na proteção do Cerrado podem levar a perdas irreversíveis para o agronegócio

Cerrado, por Kleber Patricio

Prolongamento da estação seca por conta da destruição do Cerrado deve afetar diretamente safras de soja, alertam cientistas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Desde que assumiu, em 2023, o governo Lula conseguiu diminuir as taxas de desmatamento na Amazônia. Pouca atenção, no entanto, tem sido dada ao Cerrado, que vem perdendo áreas significativas de floresta no último ano. O alerta vem de cientistas, em carta publicada na revista científica “BioScience” na quarta (28). Segundo eles, a falta de valorização deste bioma por políticas ambientais está levando a impactos irreversíveis no clima e no abastecimento de água no país, que atingirá um dos principais setores econômicos brasileiros: o agronegócio.

O texto, assinado por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Internacional da Flórida (EUA), ressalta que a agenda ambiental de Lula tem apresentado poucos resultados no Cerrado. Enquanto Amazônia brasileira teve uma queda de 23% no desmatamento em comparação com o ano anterior, o Cerrado teve um aumento de 3% no desmatamento anual no mesmo período. Com isso, a Amazônia — que tem o dobro do tamanho do Cerrado — perdeu 9 mil quilômetros quadrados de floresta em 2023. Já o Cerrado perdeu 11 mil quilômetros de vegetação. “O menor esforço de proteção é, em parte, devido à aparência menos imponente da vegetação do Cerrado, com estatura muito inferior à da floresta amazônica”, ressalta Philip Fearnside, pesquisador do Inpa, especialista em mudanças climáticas e coautor da carta.

Além do apelo estético, o menosprezo pela preservação do Cerrado também está ligado a interesses econômicos, segundo os especialistas. Na carta, eles mencionam que existe uma pressão, vinda principalmente do agronegócio, para relaxar as restrições ambientais no bioma, permitindo a substituição da vegetação por pastagens e plantios de soja. Para Fearnside, ceder a essa pressão é um tiro no pé. “A perda do Cerrado é irreversível na prática e terá repercussões na estabilidade de parte da Amazônia, nos países vizinhos e no agronegócio, que depende das águas desse bioma”.

Segundo Fearnside, a destruição do Cerrado gera ganhos de curto prazo para grandes produtores, como os que investem na soja. Mas, a perda da vegetação é contrária até mesmo ao interesse do setor agrícola. “O aquecimento global é uma ameaça para todo o Brasil, incluindo o agronegócio. Por exemplo, a região do Matopiba, considerada a grande fronteira agrícola nacional, deixará de existir como área para agricultura se esse fenômeno escapar do controle”, alerta o cientista.

Também já é possível observar as consequências da devastação do bioma, de acordo com o pesquisador. Ele dá como exemplo o prolongamento da estação seca no norte do Mato Grosso que já chegou a quase um mês a mais que o habitual. “A seca não só ameaça o trunfo do Brasil de obter duas safras de soja na mesma área todos os anos, mas também favorece a savanização do sul da Amazônia. A savana que substituiria a floresta amazônica não seria biodiversa como o Cerrado”.

Para os pesquisadores, o governo brasileiro é a principal entidade que precisa tomar decisões para preservar o Cerrado. Na carta, eles recomendam a criação urgente de um fundo, assim como esforços para aumentar a visibilidade internacional do bioma. “A atenção internacional pode influenciar as decisões do governo brasileiro. Além disso, ela pode incentivar possíveis restrições ambientais de países que importam commodities como a soja, o que impacta diretamente nos interesses sobre o bioma”, finaliza Fearnside.

(Fonte: Agência Bori)