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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Eva Lieblich tem parte de seu legado exibido na J. B. Goldenberg Escritório de Arte

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O J. B. Goldenberg Escritório de Arte inaugura a exposição A Poesia Visual de Eva Lieblich’, uma homenagem à artista que desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da arte moderna no Brasil. Composta por 25 obras selecionadas por seus filhos, Beatriz e João Gabriel, a exposição destaca a produção da artista com a técnica do batik, que ela introduziu no país, e como sua obra conecta influências europeias com a realidade brasileira, principalmente na representação da natureza, flora e fauna. O vernissage é em 7 de novembro, permanecendo em exibição até 30 de novembro.

A curadoria da mostra é assinada por Jairo Goldenberg, e o texto crítico foi elaborado por Roberto Bertani, que observa: “A produção de Eva Lieblich reflete uma fusão entre as duas culturas que marcaram sua vida, a europeia e a brasileira. Essa simbiose se revela em sua escolha de temas e no uso da técnica do batik, que trouxe para o Brasil e transformou em uma ferramenta única para retratar a exuberância tropical.” A exposição se concentra em um recorte específico de sua carreira, com foco nos panneaux que utilizam essa técnica, a qual Eva dominou após estudar em Viena e Paris na década de 1950.

A obra de Eva Lieblich pode ser entendida como um espelho de sua experiência europeia, adaptada ao ambiente cultural brasileiro. Sua arte traduz a confluência de duas culturas, utilizando elementos visuais e técnicas tradicionais europeias, ao mesmo tempo que incorpora cores, formas e temas profundamente conectados ao Brasil. O batik, técnica central em sua produção, permitiu-lhe explorar e retratar a natureza e temas brasileiros de maneira única, como evidencia Bertani em seu texto: “A escolha do batik, que exige precisão e paciência, permitiu a Eva traduzir a intensidade das paisagens e elementos naturais do Brasil em obras de rara beleza poética.”

Nascida em Stuttgart, Alemanha, em 1925 Eva Lieblich imigrou para a América do Sul em 1938, fugindo da perseguição nazista. No Brasil, começou sua formação artística aos 15 anos, estudando desenho com Antônio Gonçalves Gomide e pintura com Aldo Bonadei, ambos integrantes do influente Grupo Santa Helena, que ajudou a moldar sua abordagem à arte moderna. Lieblich foi também membro do Grupo dos 19 Pintores, que realizou uma histórica exposição na Galeria Prestes Maia, em 1947, em São Paulo. Além de suas importantes participações em exposições no Brasil, como a Bienal de Artes Plásticas de Salvador em 1966, Eva também levou sua arte ao exterior, destacando-se em uma exposição individual na Galeria Schaller, em Stuttgart, em 1963. Como afirma Bertani,A capacidade de Eva de transitar entre o contexto europeu e o brasileiro, utilizando técnicas europeias com um olhar voltado à riqueza natural e cultural do Brasil, foi o que lhe garantiu uma posição de destaque na arte contemporânea“.

A iniciativa de resgatar a obra de Eva Lieblich é fruto do empenho de seus filhos em reunir e organizar um recorte de acervo com cerca de 45 obras, das quais 25 foram selecionadas para esta exposição. A Poesia Visual de Eva Lieblich oferece uma oportunidade única de redescobrir o trabalho de uma artista que, ao longo de sua carreira, contribuiu de forma significativa para o cenário artístico brasileiro, conectando diferentes culturas e estilos.

Serviço: 

Exposição A poesia visual de Eva Lieblich

Curadoria: Jairo Goldenberg

Texto crítico: Roberto Bertani

Coordenação Geral: Cult Arte e Comunicação

Abertura: 7 de novembro de 2024, quinta-feira, às 19h

Período: de 8 a 30 de novembro de 2024

Local: J. B. Goldenberg Escritório de Arte

Endereço: Rua Tinhorão, 69 – Higienópolis, São Paulo (SP)

Horários: quarta a sexta-feira, das 11h às 17h.

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

CAIXA Cultural São Paulo apresenta exposição interativa ‘Viajando Com Tapetes Contadores’

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Renato Mangolin.

A CAIXA Cultural São Paulo recebe, no período de 9 de novembro a 22 de dezembro de 2024, a exposição interativa ‘Viajando com Tapetes Contadores’, um projeto inédito do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias. Depois de temporadas em Brasília, Fortaleza e Rio de Janeiro, a exposição desembarca na capital paulista. Com 25 anos de carreira, o grupo desenvolve um projeto singular de transposição do livro para a artesania têxtil, sendo o primeiro coletivo nacional a promover exposições interativas dentro de galerias de arte. A visitação é gratuita.

As narrativas, costuradas e bordadas à mão pelo próprio grupo em coloridos bonecos, vestimentas, tapetes, caixas, painéis e livros, ganham vida na voz e interpretação dos integrantes do grupo. São obras criadas no Brasil, França e Peru e servem de cenários para histórias do mundo inteiro. Parte delas poderão ser visitadas e assistidas nas contações de histórias cuja visitação será mediada e incentiva as crianças na experiência lúdica da leitura e da descoberta.

Entre os textos interpretados estão contos de tradição europeia, africana, latino-americana e brasileira. Dos autores brasileiros que têm suas obras transpostas em cenários e personagens, estão Ana Maria Machado, Ricardo Azevedo, Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade. Após as sessões, as famílias são convidadas a manipular e a interagir com as obras. E nesta temporada na CAIXA Cultural São Paulo, a exposição ganha uma novidade: um tapete inédito a partir da história Gabi de Bigode, do autor Tino Freitas.

De outras nacionalidades, serão apresentados um poncho e um pergaminho para narrar mitos gregos, e um grande bolo de aniversário para um conto popular norte-americano, além de painéis e livros de pano do peruano Manos que Cuentan e os tapetes do projeto francês Raconte-Tapis. Ao lado de cada obra, vai estar exposto o livro correspondente.

Oficina Ateliê de Histórias | Das 10h às 13h, de 10 a 13 de dezembro, o grupo promove formação na arte de contar histórias voltada para jovens e adultos. Nela, os participantes são convidados a narrar, ler, estudar e se especializar nos recursos disponíveis para uma boa contação de histórias. Encerrando a oficina, no último dia acontece uma ação educativa ambiental com o tema reuso de materiais descartados para construção de cenografias de histórias.

O Grupo Os Tapetes Contadores de Histórias

O grupo tem uma proposta artística diferenciada e é referência internacional na arte de contar histórias e criação de cenários têxteis e como pesquisadores sobre as intersecções entre texto e têxtil. Também é o grupo de narradores que mais representou o Brasil no exterior, atuando em 16 países, onde compartilhou histórias em inglês, francês, espanhol e português.

Em 2003, realizaram a primeira exposição de seu acervo no ainda chamado Conjunto Cultural da CAIXA em Brasília e no Rio de Janeiro. Desde então, promoveram 34 exposições interativas nas unidades da CAIXA Cultural de todo país.

Em 2016, o coletivo ganhou os prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Cenário no Zilka Salaberry e Selo de Espetáculo Recomendado pelo Cepetin, com a peça Shtim Shlim. Em 2018, Os Tapetes Contadores receberam o Prêmio Baobá, a mais importante premiação nacional para os fortalecedores da arte narrativa. Em 2022, o grupo foi pela primeira vez para a Amazônia, realizando exposições interativas de seu acervo em comunidades indígenas e centros culturais.

Serviço:

[Artes Visuais] Exposição interativa Viajando com Tapetes Contadores

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro Histórico, São Paulo (SP)

Visitação: de 9 de novembro a 22 de dezembro de 2024

Horário: terça-feira a domingo, das 09h às 18h

Bilheteria: entrada franca

Informações: (21) 3980-2069

Classificação: livre para todos os públicos.

Contação de histórias: As sessões ocorrem dentro da galeria

Período: de 09 de novembro a 22 de dezembro de 2024

Dias e horário: sábados e domingos, às 15h

Bilheteria: entrada franca – ingressos disponíveis uma hora antes do início da sessão

Lotação: 45 pessoas

Duração: 45 minutos

Classificação: livre para todos os públicos

Sessões com tradução para Libras: dias 14,21 e 28 de novembro e 05 de dezembro de 2024.

Oficina Ateliê de Histórias: de 10 a 13 de dezembro

Horário: terça a sexta-feira, das 10h às 13h.

Lotação: 25 vagas

Classificação: 14 anos

Bilheteria: Gratuito (inscrições no site da CAIXA Cultural)

Durante a apresentação, a galeria fica reservada para os espectadores, sendo reaberta ao final de cada sessão

Informações: (11) 3321-4400 ou no site São Paulo | CAIXA Cultural

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)

Jorge Helder lança álbum em homenagem aos 80 anos de Chico Buarque

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Leo Aversa.

Para quem acompanha de perto da história da MPB, sabe que não é de agora a parceria e admiração mútua entre Jorge Helder e Chico Buarque. O baixista cearense vem acompanhando a carreira de Chico nos palcos desde a década de 90. Além disso, Helder soma com o compositor três parcerias em canções:  Bolero blues (2006), Rubato (2011) e casualmente (2017), todas presentes em Samba Doce (2020), primeiro álbum de Helder, também lançado pelo Selo Sesc. Agora o Selo Sesc lança mais um trabalho do artista, Samba e Amor, em homenagem aos 80 anos de Chico Buarque, completados em junho de 2024. Para o repertório, foram escolhidas oito ilustres canções na tentativa de representar a variedade e maestria da obra de Chico. Uma escolha difícil dado o grande número de composições do carioca que são ovacionadas por seu público, algumas até já tendo se transformado em hinos políticos.

Segundo Helder, o nome do álbum, Samba e Amor, também nome da canção homônima que o compõe, é devido a “anos tocando samba e compartilhando amizade com o Chico”. Para além da homenagem à obra de Chico, Samba e Amor é também um álbum que celebra a gentileza, parceria e amizade, uma vez que é fruto de um trabalho coletivo com outros importantes nomes da música brasileira. No rol de artistas estão os cantores e compositores Vanessa Moreno e Filó Machado, o guitarrista Chico Pinheiro, o pianista Helio Alves, o baterista e percussionista Vitor Cabral, Rafael Mota, também na percussão e Iury Batista no contrabaixo.

Helder prezou pela liberdade criativa dos músicos para se somarem à criatividade e versatilidade musical já conhecidas do baixista. “Além da afinidade musical, admiro o trabalho de todos. Chico Pinheiro e Helio Alves gravaram no meu disco anterior. Já fiz alguns shows de Edu Lobo com Vanessa Moreno, cantando Chico Buarque. Sempre tive vontade de trabalhar com Filó Machado desde a década de 80, quando eu ainda morava em Brasília e admirava o seu trabalho. Vitor Cabral conheci recentemente e me encantei pela sua musicalidade, ouvindo-o tocar com a saudosa Gal Costa”, comenta Helder. O baixista também destaca a participação de Iury Batista em Dois Irmãos como forma de demonstrar a amizade e admiração que tem pelo jovem músico conterrâneo, que conhece desde que era adolescente.

Abrindo o álbum, em versão totalmente instrumental, As Vitrines, do álbum Almanaque, composta em 1981. A canção foi tema de abertura de Sétimo Sentido, novela Global de Jane Clair, de 82, demonstrando assim a popularidade e abrangência atingida pela obra de Chico nos lares brasileiros, para além da parcela afeita à MPB. Em Samba e Amor, a voz de Chico no conhecido refrão é traduzida principalmente pela guitarra de Pinheiro.

O que será?, composta em 76 para o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, destaca-se pelas parcerias. Nela unem-se ao baixo-elétrico de Helder as vozes de Moreno e Machado, a guitarra de Pinheiro, o piano de Alves e a bateria de Vitor Cabral. O mesmo acontece na versão de Helder de Morro Dois Irmãos, composta originalmente em 89, e de Brejo da Cruz, canção que completa 40 anos em 2024.

Basta um Dia, também de 76, ganha a voz de Vanessa Moreno, enquanto Ela Desatinou, de 68, surge na voz de Filó Machado.

Em Deus lhe Pague, de 71, também em versão instrumental em Samba e Amor, a agilidade do piano de Alves e o dedilhado da guitarra de Pinheiro ganham destaque.

O álbum fecha com a canção homônima, Samba e Amor, de 1970. “Todas essas canções toquei em diferentes turnês com Chico e gravá-las me remeteu a esses tempos felizes com a banda. A única exceção é Basta um Dia, que tenho uma profunda admiração. Escolhi essas músicas porque tanto letra quanto melodia são do Chico e quis ressaltar que, além de um grande letrista é, um grande melodista”, completa o baixista.

FICHA TÉCNICA

Gravado no estúdio Arsis em janeiro/2024
Técnico gravação, mixagem e masterização: Adonias Jr.
Assistentes: Letícia Patané e Cleber Freitas do Nascimento
Produção executiva: Alexandre Segundo e Memeca Moschkovich
Filmagem: Alexandre Segundo
Assistentes filmagem: Tarsilla Alves e Iaiá Campos
Projeto gráfico e capa: Alexandre Amaral

Jorge Helder – arranjos, contrabaixo acústico e elétrico
Chico Pinheiro – guitarra
Hélio Alves – piano acústico e teclados
Vitor Cabral – bateria e percussão
Rafael Mota – percussão na faixa ‘Ela desatinou’
Iury Batista – 2° contrabaixo na faixa ‘Morro dois irmãos’

Vozes: Vanessa Moreno e Filó Machado

FAIXAS

1 – As Vitrines
2 – O que será?
3 – Morro Dois Irmãos
4 – Basta um Dia
5 – Ela Desatinou
6 – Deus lhe Pague
7 – Brejo da Cruz
8 – Samba e Amor

Sobre Jorge Helder 

Com mais de 40 anos de carreira, Jorge Helder é presença constante em álbuns e shows de grandes nomes da música brasileira. Cearense e radicado no Rio de Janeiro desde 1986, já gravou em mais de 350 discos de artistas como Sandra de Sá, Emílio Santiago, Cássia Eller, Rosa Passos, Leila Pinheiro, Maria Bethânia, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gal Costa, Marcos Valle, João Bosco, Ivan Lins, Adriana Calcanhoto, Edu Lobo, Guinga, João Donato, Nana Caymmi, Dori Caymmi, Danilo Caymmi, Joyce Moreno, Francis Hime, Leny Andrade, Miúcha, Zélia Duncan, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Roberta Sá, Moacyr Luz, Alexandre Pires, Ivete Sangalo, Angela Maria, Ney Matogrosso, Bebel Gilberto, Rita Lee, Jards Macalé, Roberto Menescal, Carlos Lyra, João Donato, Elza Soares, Roberto Carlos, Elba Ramalho, Fernanda Abreu, Fausto Nilo, Luiz Melodia, Henri Salvador, Omara Portuondo, Stefano Bollani, Lisa Ono e tantos outros. Além disso, gravou com Tom Jobim e Dorival Caymmi no DVD Meu Caro Amigo e também já atuou como produtor musical em diversos projetos.

Em 2020, lançou o seu primeiro álbum, Samba Doce, que contou com a participação de mais de 40 músicos. Completamente autoral, tem parcerias com Aldir Blanc, Chico Buarque e Rosa Passos. Chico e Rosa também dão voz às canções, além de Dori Caymmi, Renato Braz e do grupo Boca Livre. Dois anos depois, lançou o álbum Caroá pela Biscoito Fino. Também autoral, foi gravado pelo quinteto formado por Chico Pinheiro (guitarra), Helio Alves (piano), Tutty Moreno (bateria) e Marcelo Costa (percussão), além do próprio Helder (contrabaixo). O projeto também traz as participações especiais de Sérgio Santos, Mônica Salmaso, Zé Nogueira e Zé Renato.

Sobre o Selo Sesc
Desde 2004 o Selo Sesc traz a público obras que revelam a diversidade e a amplitude da produção artística brasileira, tanto em obras contemporâneas quanto naquelas que repercutem a memória cultural, estabelecendo diálogos entre a inovação e o histórico. Em catálogo, constam álbuns em formatos físico e digital que vão de registros folclóricos às realizações atuais da música de concerto, passando pelas vertentes da música popular e projetos especiais. Entre as obras audiovisuais em DVD, destacam-se a convergência de linguagens e a abordagem de diferentes aspectos da música, da literatura, da dança e das artes visuais. Os títulos estão disponíveis nas principais plataformas de áudio, Sesc Digital e Lojas Sesc. Saiba mais em: sescsp.org.br/selosesc

Sobre o Sesc São Paulo
Com 77 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 42 unidades operacionais com atendimento presencial e 4 unidades operacionais com atendimento não presencial no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, serviços, turismo e para toda a sociedade. Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões físico-esportiva, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania. As iniciativas da instituição partem das perspectivas cultural e educativa voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas. São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações em sescsp.org.br. Selo Sesc nas redes: Instagram | YouTube.

(Com Sofia Calabria/ Assessoria de imprensa Selo Sesc)

Espetáculo ‘Proncovô’, com Laura de Castro e Zé Motta, é selecionado para festivais na Colômbia

São Paulo, por Kleber Patricio

Espetáculo Proncovô, com Laura de Castro e Zé Motta. Foto: Guto Muniz.

‘Proncovô’ é um espetáculo poético musical que reúne música e teatro celebrando a arte do caminhar, uma homenagem ao artista mambembe, ao andarilho e à vocação nômade do artista, que parte sempre em busca de seu público. Protagonizada por Laura de Castro e Zé Motta, a montagem, com direção e dramaturgia de Eduardo Moreira e direção musical de Sérgio Pererê, traz os atores-músicos para a cena como trovadores populares e contemporâneos, tocando, cantando e recitando textos e poemas costurados em uma dramaturgia que festeja a cultura brincante brasileira.

Com composições autorais que se juntam a canções populares, o espetáculo convida o público para uma experiência em que a emoção do encontro fala mais alto. A montagem já passou por diversas cidades brasileiras e se prepara agora para a sua primeira agenda internacional. A programação na Colômbia inclui uma apresentação no Festival de Teatro Comfama San Ignacio, em Medellín, no dia 6 de novembro, e no próximo dia 8 de novembro, no Festival de Artes de la Calle, em Santa Fé de Antioquia. A programação do Festival de Teatro Comfama San Ignacio recebe, além de produções locais, espetáculos de diversas partes do mundo, como Argentina, Chile, Peru, México, Itália, França, Venezuela e Irlanda. 

O espetáculo foi um dos agraciados pela 2ª edição do Projeto de Internacionalização da cultura fluminense, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que premiou ao todo 21 projetos deverão ser apresentados em cidades da Colômbia, como Medellín, Cali, Bogotá, Santa Fé de Antioquia, San Juan Del Pasto ou Mocoa.

Sobre o espetáculo

Foto: Guto Muniz.

A força do encontro ao longo da caminhada é uma metáfora do próprio processo do espetáculo, que marca a reaproximação artística de Eduardo Moreira e Laura de Castro, que viveram uma experiência teatral juntos anos atrás. “É um encontro artístico e afetivo. A Laura trabalhou comigo quando tinha quase 12 anos de idade. Quando ela me convidou para fazer a direção de um show dela com Zé, topei na hora porque deslumbrei a possibilidade de trabalhar o jogo e a relação da música com o teatro e, somado isso, tendo a liberdade de abordar um assunto que sempre me interessa muito que é o caminhar, o lugar do andarilho, do nômade, aquele que está sempre locomovendo-se em busca de alguma coisa”, conta Moreira.

“Acredito que a assinatura do Eduardo está bem impressa na peça, a leveza, a poesia, a comicidade, o movimento. E, ao mesmo tempo, ele nos dá liberdade e nos incentiva a colocarmos nossa marca”, acrescenta Laura.

A perspectiva de transmutar, estar sempre partindo e chegando, é uma característica imanente a todo o artista. Para tecer a dramaturgia, Eduardo Moreira se inspirou nos livros ‘A História do Caminhar’, de Rebecca Solnit, e ‘Caminhar, Uma Filosofia’, de Fréderic Gros. O roteiro final faz uma colagem com escritos e poemas de diversos autores como Antônio Machado, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski e Fernando Pessoa, incluindo também composições musicais dos artistas-cantores misturadas com clássicos da música popular criando um caleidoscópio de sensações. “Existe o encontro e um embate do encontro de uma forma ancestral de arte dita pela juventude dos seus intérpretes. Encontros da tradição com o contemporâneo, o erudito e o popular, a música e o teatro, o lírico e o épico, tudo isso numa linguagem que sempre busca a comunicação direta com o público”, garante o diretor.

Foto: Luiza Palhares.

Sérgio Pererê, diretor musical do espetáculo, foi de extrema importância para a costura entre música e cena. Trazendo sua grande experiência como multiartista e seu vasto conhecimento cênico, Pererê provocou os artistas a borrarem a divisão entre som e texto e a trazerem texturas e timbres diferentes. “Está sendo um desafio maravilhoso aprender novos instrumentos. Pererê trouxe essa provocação, para que experimentássemos outras sonoridades harmônicas e percussivas, e nós entramos de cabeça”, comenta Zé.

Proncovô, espetáculo com Laura de Castro e Zé Motta é um projeto realizado pela Laura de Castro Produções Artísticas com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto de circulação pelo Brasil tem o patrocínio master do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A produção é da Lazúli Cultura.

Serviço:

Espetáculo Proncovô, com Laura de Castro e Zé Motta

Medellín
Festival de Teatro de San Ignacio
Data: 6 de novembro | quarta-feira | 19h
Local: Patio do Teatro del Claustro(Calle 44 # 48-18 La Candelaria, Medellín)

Santa Fé de Antioquia
Festival de Artes de la Calle de Santa Fé de Antioquia

Data: 8 de novembro | sexta-feira | 20h
Local: Plaza Mayor de Bolívar (Cra. 9 con calle 9).

(Com Fábio Gomides/A Dupla Informação)

No mês da Consciência Negra, ‘Emaranhada’ estreia no Rio de Janeiro e aponta para diversidade cultural e étnica

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Daniel Falcão.

Depois de percorrer 30 cidades e sete estados brasileiros e receber um público de mais de 15 mil espectadores, ‘Emaranhada’ estreia em terras cariocas no dia 16 de novembro, sábado, no Teatro EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico no mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra. O espetáculo infanto-juvenil, que estreou em 2022 em São Paulo, conta a história de Mavi, uma heroína negra que descobre sua força nos cabelos. Interpretada pela atriz Amarilis Irani, a jornada de Mavi é uma celebração do empoderamento feminino desde a infância, inspirando as crianças a amarem seus cabelos como parte vital de sua identidade e autoestima. Sessões aos sábados e domingos, e sessão especial no dia 20 de novembro, quarta-feira, Dia da Consciência Negra, sempre às 11h.

Emaranhada ganhou o prêmio de Melhor Cenário do Prêmio Pecinha É A Vovozinha 2022, do crítico Dib Carneiro – além de indicação de Melhor Atriz e Destaque no Teatro Infantil de São Paulo. Escrita pelo autor Luan Valero na forma de rimas e melodias, a obra aborda temas como racismo, aceitação, medos e vitórias. De forma lúdica, o espetáculo reflete sobre a representatividade dos fios, mostrando que cada pessoa – especialmente as meninas negras – possui um poder único e inexplorado dentro de si.

Destaca-se que o diretor Marcio Moura, com uma trajetória de 30 anos na mímica e na comicidade (da conceituada Cia. Etc e Tal/RJ), traz a excelência de uma direção marcada pelo virtuosismo físico e vocal. A premiada ficha técnica sublinha o requinte estético do espetáculo. Amarilis Irani, com uma atuação envolvente, se multiplica de forma única, utilizando humor, poesia e expertise na perna de pau. As rápidas trocas de cabelos, construídas pelo visagista Cleber de Oliveira, são fascinantes e pensadas exclusivamente para o espetáculo, destacando os cabelos como protagonistas da obra.

A música original de Natália Lepri presenteia a plateia com vozes e sons do imaginário infantil. O cenário de Raquel Theo transforma o palco numa grandiosa cabeleira. O figurino também leva sua assinatura, inspirado no autêntico Ankara (tecido africano). A iluminação de Marcos Billé potencializa as transformações do cenário e da personagem.

Cleber de Oliveira, reconhecido por seu trabalho meticuloso em maquiagem, próteses e combinação capilar, realizou um estudo sobre figuras africanas para criar a personagem Mavi, contribuindo de forma essencial para sua caracterização e dramaturgia do espetáculo.

Embora voltado para o público infantojuvenil, Emaranhada tem uma mensagem de identidade pessoal que ressoa com todas as idades, celebrando a diversidade cultural e étnica por meio da emocionante história de uma heroína negra. “Estrear finalmente no Rio de Janeiro com Emaranhada é um momento muito especial para mim e toda a equipe carioca do espetáculo. Já passamos por várias cidades do interior, mas é a primeira vez que desembarcamos na capital com uma temporada independente, em um teatro tão encantador como o EcoVilla Ri Happy, dedicado ao público infantil. E tudo isso celebrando o mês da Consciência Negra, que se alinha perfeitamente com as temáticas da peça”, celebra Amarilis.

Sinopse

Já imaginou os cabelos como árvores? O ato de cuidar, crescer e criar raízes são algumas das similaridades que os cabelos compartilham com as árvores. Inspirada nesse universo mágico, Emaranhada celebra os fios de nossa ancestralidade.No centro dessa história está Mavi, uma heroína negra, menina inventora de palavras, com braços e mãos tagarelas e uma cabeleira exuberante. Protagonizada pela atriz Amarilis Irani, Mavi trança suas próprias aventuras, algumas solitárias, outras recheadas de amigos: flores, árvores e animais.

Após uma série de eventos misteriosos, Mavi descobre que seus fios guardam poderes extraordinários. Numa fascinante saga de empoderamento feminino, a personagem faz dos cabelos o caminho para encontrar aceitação, emaranhando a força, beleza e poesia da representatividade negra. Novos mundos emergem dos tecidos, com raízes que se espalham do palco aos olhos da plateia, celebrando a diversidade de maneira lúdica e emocionante.

FICHA TÉCNICA

Atuação e Idealização: Amarilis Irani

Dramaturgia e Canções: Luan Valero

Direção e Coreografia: Marcio Moura

Visagismo e Cabelos: Cleber de Oliveira

Cenário e Figurino: Raquel Theo

Adereços: Arise Assad e Dodô Giovanetti

Cenotécnico: Maranhão

Trilha Sonora Original: Natália Lepri

Cantores: Felipe Casimiro e Silvia Borba

Desenho de Luz: Marcos Billé

Operações Técnicas: Fernanda Sabino e Maju Rezende

Trancista: Marcelle De Paula

Fotografias: Daniel Falcão

Produção Executiva: Marco Paixão

Comunicação: Alexandre Aquino e Cláudia Tisato

Realização: Emaranhada Produções.

Serviço:

Emaranhada, com Amarilis Irani

Temporada: 16 de novembro a 1º de dezembro, às 11h | sábados e domingos

Sessão especial: quarta-feira, 20 de novembro, às 11h

Local: Teatro EcoVilla Ri Happy – Rua Jardim Botânico 1008, Rio de Janeiro/RJ

Classificação: Livre (a partir de cinco anos)

Duração: 45 minutos

Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada) – no site da Eventim ou na bilheteria física da EcoVilla Ri Happy

Link: https://www.eventim.com.br/artist/emaranhada/.

(Com Alexandre Aquino Assessoria de Imprensa)